Filmes pornôs melhoram a vida sexual do casal?
Sexóloga responde pergunta de leitora e explica como a ficção pode fazer parte da sexualidade
02/08/2011 09:29
“Durante a transa assistimos filmes pornôs, mas meu marido quer fazer exatamente igual aos atores e isso corta meu tesão. Será que o problema está em mim?”
Os filmes pornôs podem ser um forte estímulo sexual para o casal. Além de ajudarem na intimidade, desnudam os desejos sexuais de cada um e favorecem a criatividade. Contudo, para que o casal curta o momento, é preciso que ambos apreciem os vídeos e não se prendam ao desempenho dos artistas, tentando imitar. Realmente, a insistência para transar igual ao filme pode cortar o tesão. E a ideia é compartilhar com espontaneidade.
Durante o sexo é importante que tanto o homem como a mulher estejam à vontade, com a atenção voltada para as carícias e as próprias necessidades. Os gostos para os tipos de filmes variam. O homem gosta de ver um sexo explícito, selvagem e a mulher prefere os filmes com enredos que mostram sensualidade, sedução e uma pitada de romantismo. Mas é claro que existem aquelas que detestam qualquer filme da categoria e isso precisa ser respeitado e conversado entre o casal.
Outra reclamação das mulheres sobre os filmes envolve o exagero de seus parceiros, que acabam substituindo a transa real para assistir a ficção. Em geral esses homens encontram maior satisfação vendo do que fazendo sexo, e em suas fantasias eles são os protagonistas potentes, performáticos. Esse comportamento pode sim se tornar viciante, comprometendo o relacionamento do casal. Às vezes é um problema de ordem sexual da mulher ou sua indisponibilidade freqüente para o sexo que leva o parceiro a buscar prazer dessa maneira.
O fato é que muitas mulheres ficam inseguras ao ver seus maridos diante da pornografia. Muitas relatam que mesmo tendo um bom sexo se sentem trocadas ou com ciúmes. Neste caso é preciso trabalhar com os sinais da relação e menos com a fantasia, pois este é apenas um momento erótico dele.
http://delas.ig.com.br/colunistas/prazeresexo/filmes+pornos+melhoram+a+vida+sexual+do+casal/c1597112241994.html
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Sexólogos dão dicas para as mulheres alcançarem o auge do prazer
Sexólogos dão dicas para as mulheres alcançarem o auge do prazer
Publicado dia 31 julho 2011 por Marcelo |
EXTRA
Na próxima sexta-feira, 31 de julho, prepare-se para o prazer. É o dia do orgasmo, data perfeita para uma celebração a dois. Por isso, quatro sexólogos dão dicas de como chegar lá e seguir à risca o significado da palavra, que vem do grego e quer dizer “ferver de ardor”.
— O aprendizado depende da utilização dos cinco sentidos: visão, audição, gustação, olfato e, o mais importante, o tato — afirma o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade.
Depois de descobrir que 80% das mulheres inglesas, coitadas, nunca tinham chegado ao orgasmo, sex shops da Inglaterra criaram a data para incentivar o prazer feminino. No Brasil, por exemplo, estudos apontam que 27,7% das brasileiras não vivem a experiência. Para mudar esse panorama, o dia já está marcado. Agora, é só acertar a hora com o parceiro. E dar uma lidinha nas dicas que o Bem-Viver preparou.
A receita para atingir o orgasmo em 100% das relações não existe. Não é matemática. Mas algumas dicas ajudam a melhorar o prazer. Para começar, as mulheres podem exercitar seu lado erótico e, assim, obter mais satisfação ao fazer sexo.
— Alcançar o orgasmo não é fórmula de bolo, porque cada pessoa nasce com um grau de apetite sexual. Mas, para a mulher chegar lá, em primeiro lugar, ela tem que se construir ao longo da vida, se permitir, se livrar dos mitos e dos tabus — explica o sexólogo Amaury Mendes Junior.
Psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Sexualidade, Carla Cecarello orienta que suas pacientes procurem o caminho do prazer em si mesmas:
— Recomendo que as mulheres tentem se tocar e sentir cada parte do corpo. É importante que elas conheçam as sensações e descubram o que gostam e como gostam.
A ex-BBB Fani Pacheco, de 27 anos, concorda.
— Acho que toda mulher tem que se masturbar, mesmo que tenha um parceiro fixo — acredita Fani, que lança na terça-feira, o livro “Diário secreto de uma ex-BBB”.
Leia mais: http://www.bondinho24horas.com/2011/07/sexlogos-do-dicas-para-as-mulheres-alcanarem-o-auge-do-prazer/9303#ixzz1Tu0uDKlD
http://www.bondinho24horas.com/2011/07/sexlogos-do-dicas-para-as-mulheres-alcanarem-o-auge-do-prazer/9303
Publicado dia 31 julho 2011 por Marcelo |
EXTRA
Na próxima sexta-feira, 31 de julho, prepare-se para o prazer. É o dia do orgasmo, data perfeita para uma celebração a dois. Por isso, quatro sexólogos dão dicas de como chegar lá e seguir à risca o significado da palavra, que vem do grego e quer dizer “ferver de ardor”.
— O aprendizado depende da utilização dos cinco sentidos: visão, audição, gustação, olfato e, o mais importante, o tato — afirma o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade.
Depois de descobrir que 80% das mulheres inglesas, coitadas, nunca tinham chegado ao orgasmo, sex shops da Inglaterra criaram a data para incentivar o prazer feminino. No Brasil, por exemplo, estudos apontam que 27,7% das brasileiras não vivem a experiência. Para mudar esse panorama, o dia já está marcado. Agora, é só acertar a hora com o parceiro. E dar uma lidinha nas dicas que o Bem-Viver preparou.
A receita para atingir o orgasmo em 100% das relações não existe. Não é matemática. Mas algumas dicas ajudam a melhorar o prazer. Para começar, as mulheres podem exercitar seu lado erótico e, assim, obter mais satisfação ao fazer sexo.
— Alcançar o orgasmo não é fórmula de bolo, porque cada pessoa nasce com um grau de apetite sexual. Mas, para a mulher chegar lá, em primeiro lugar, ela tem que se construir ao longo da vida, se permitir, se livrar dos mitos e dos tabus — explica o sexólogo Amaury Mendes Junior.
Psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Sexualidade, Carla Cecarello orienta que suas pacientes procurem o caminho do prazer em si mesmas:
— Recomendo que as mulheres tentem se tocar e sentir cada parte do corpo. É importante que elas conheçam as sensações e descubram o que gostam e como gostam.
A ex-BBB Fani Pacheco, de 27 anos, concorda.
— Acho que toda mulher tem que se masturbar, mesmo que tenha um parceiro fixo — acredita Fani, que lança na terça-feira, o livro “Diário secreto de uma ex-BBB”.
Leia mais: http://www.bondinho24horas.com/2011/07/sexlogos-do-dicas-para-as-mulheres-alcanarem-o-auge-do-prazer/9303#ixzz1Tu0uDKlD
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Primeiro casamento gay do Brasil pode ser anulado, dizem juristas
Primeiro casamento gay do Brasil pode ser anulado, dizem juristas
Rafael Spuldar
Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em 28 de junho, 2011 - 16:33 (Brasília) 19:33 GMT
Facebook Twitter Enviar a página Versão para impressão
Celebração ocorreu em SP; para especialistas, caso ainda pode ser contestado na Justiça
O primeiro casamento gay do Brasil, realizado nesta terça-feira em Jacareí (SP), pode ser contestado na Justiça e acabar sendo considerado nulo, segundo afirmaram juristas ouvidos pela BBC Brasil.
O casamento ocorreu de acordo com decisão do juiz da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, Fernando Henrique Pinto, após um parecer favorável do Ministério Público de São Paulo.
Notícias relacionadasCidade do interior de SP realiza nesta terça 1º casamento gay do BrasilAmericanos juntos há 61 anos esperam mudança de lei para se casar em NYTópicos relacionadosBrasil Os noivos, Luiz André de Rezende Moresi e José Sérgio Santos de Sousa, estão juntos há oito anos e viviam em regime de união estável. A conversão da união estável em casamento ocorreu no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Jacareí.
No entendimento do jurista Ives Gandra Martins, o casamento homossexual, nos termos atuais, fere o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição Federal, que, segundo ele, prevê que apenas casais heterossexuais podem se casar.
Para Gandra, qualquer pessoa ou entidade - como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo - pode entrar na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade e contestar a união.
O jurista afirmou que, se o caso for para o Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do casamento gay é uma possibilidade concreta, de acordo com a tendência de decisões recentes tomadas pelos ministros.
Em 5 de maio, o Supremo decidiu, por unanimidade, reconhecer a união estável para casais do mesmo sexo, ao julgar ações ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
"Do ponto de vista constitucional, o STF teria de dizer que não pode (haver casamento gay)", disse Gandra. "Mas com essa nova visão dos ministros, de agir com um certo ativismo judicial, acredito que isto possa ser aprovado".
Isonomia
Já para o professor de Direito Constitucional da PUC Minas Fernando Horta Tavares, a Constituição, embora se refira a gênero no que diz respeito ao casamento, também defende o princípio de isonomia, que garante que todos são iguais perante a lei.
"Esta parece ser a linha mais indicada (para avaliar o casamento gay), mais universalista", disse o professor.
Tavares afirmou que, ao reconhecer a união estável de casais gays, o STF deu um "passo importante" no sentido de conceder isonomia aos homossexuais e abrir espaço para a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No entanto, o jurista e professor de Direito da Faap Álvaro Villaça Azevedo disse que só será possível afirmar que o STF reconheceu a união estável gay quando sair o acórdão da decisão do tribunal, o que ainda não ocorreu.
No entendimento do jurista, os ministros do Supremo apenas reconheceram que os casais gays têm, por analogia, os mesmos direitos das pessoas que vivem em união estável.
"Uma coisa é aplicar analogicamente as regras da união estável, outra é admitir a união gay como estável", disse Villaça.
Na opinião do jurista, ao dar à união gay a proteção enquanto família, o STF não afronta o artigo 226 da Constituição, que, segundo ele, "não esgota a matéria". No entanto, Villaça entende como inconstitucional a concessão do status de união estável aos casais homossexuais.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110628_casamento_gay_juristas_rp.shtml
Rafael Spuldar
Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em 28 de junho, 2011 - 16:33 (Brasília) 19:33 GMT
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Celebração ocorreu em SP; para especialistas, caso ainda pode ser contestado na Justiça
O primeiro casamento gay do Brasil, realizado nesta terça-feira em Jacareí (SP), pode ser contestado na Justiça e acabar sendo considerado nulo, segundo afirmaram juristas ouvidos pela BBC Brasil.
O casamento ocorreu de acordo com decisão do juiz da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, Fernando Henrique Pinto, após um parecer favorável do Ministério Público de São Paulo.
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No entendimento do jurista Ives Gandra Martins, o casamento homossexual, nos termos atuais, fere o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição Federal, que, segundo ele, prevê que apenas casais heterossexuais podem se casar.
Para Gandra, qualquer pessoa ou entidade - como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo - pode entrar na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade e contestar a união.
O jurista afirmou que, se o caso for para o Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do casamento gay é uma possibilidade concreta, de acordo com a tendência de decisões recentes tomadas pelos ministros.
Em 5 de maio, o Supremo decidiu, por unanimidade, reconhecer a união estável para casais do mesmo sexo, ao julgar ações ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
"Do ponto de vista constitucional, o STF teria de dizer que não pode (haver casamento gay)", disse Gandra. "Mas com essa nova visão dos ministros, de agir com um certo ativismo judicial, acredito que isto possa ser aprovado".
Isonomia
Já para o professor de Direito Constitucional da PUC Minas Fernando Horta Tavares, a Constituição, embora se refira a gênero no que diz respeito ao casamento, também defende o princípio de isonomia, que garante que todos são iguais perante a lei.
"Esta parece ser a linha mais indicada (para avaliar o casamento gay), mais universalista", disse o professor.
Tavares afirmou que, ao reconhecer a união estável de casais gays, o STF deu um "passo importante" no sentido de conceder isonomia aos homossexuais e abrir espaço para a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No entanto, o jurista e professor de Direito da Faap Álvaro Villaça Azevedo disse que só será possível afirmar que o STF reconheceu a união estável gay quando sair o acórdão da decisão do tribunal, o que ainda não ocorreu.
No entendimento do jurista, os ministros do Supremo apenas reconheceram que os casais gays têm, por analogia, os mesmos direitos das pessoas que vivem em união estável.
"Uma coisa é aplicar analogicamente as regras da união estável, outra é admitir a união gay como estável", disse Villaça.
Na opinião do jurista, ao dar à união gay a proteção enquanto família, o STF não afronta o artigo 226 da Constituição, que, segundo ele, "não esgota a matéria". No entanto, Villaça entende como inconstitucional a concessão do status de união estável aos casais homossexuais.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110628_casamento_gay_juristas_rp.shtml
Ideais de casamento burguês são metas inalcançáveis, diz filósofo
Ideais de casamento burguês são metas inalcançáveis, diz filósofo
Alain de Botton
Atualizado em 2 de agosto, 2011 - 11:29 (Brasília) 14:29 GMT
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Ambições múltiplas do casamento burguês são quase impossíveis, afirma Botton
Esperar do casamento amor, desejo e uma família feliz é praticamente pedir o impossível.
Eu odiaria lançar calúnias sobre o casamento no mesmo ano de um encantador casamento real e quando o primeiro-ministro desperdiça poucas oportunidades para se pronunciar a favor desta nobre e antiga instituição. No entanto, vale a pena pensarmos sobre o que esperamos que o casamento nos propicie nos dias de hoje.
Notícias relacionadasBritânico garimpa ouro para aliança em rio em que conheceu a noivaCom show, Mônaco começa casamento de dois dias de príncipe Primeiro casamento gay do Brasil pode ser anulado, dizem juristasTópicos relacionadosCultura, Comportamento Nenhuma das emoções que esperamos encontrar em um bom casamento moderno é incomum por si só. Nós as encontramos na arte e na literatura em todas as culturas e épocas. O que faz do casamento moderno extraordinário em suas ambições é a expectativa de que essas emoções sejam mantidas ao longo de toda uma vida com a mesma pessoa.
Os trovadores da Provença do século 12 tinham uma apreciação complexa do amor romântico: a dor gerada pela visão da figura graciosa, a insônia provocada pela perspectiva do encontro, o poder de algumas poucas palavras ou olhares para determinar o estado de espírito de alguém. Mas estes cortesãos não expressavam qualquer desejo de mesclar suas valorizadas emoções com intenções paralelas de criar uma família ou mesmo de dormir com aquelas a quem eles amavam ardentemente.
Emoção subversiva
Os libertinos da Paris do século 18 estavam, em temos comparativos, bem familiarizados com o repertório emocional do sexo: o prazer de desabotoar a peça de roupa de alguém pela primeira vez, a excitação de explorar um ao outro à luz de velas, a emoção subversiva de seduzir alguém secretamente durante a missa. Mas estas aventuras eróticas também compreendiam que seus prazeres tinham muito pouco a ver com preparar a cena para a amizade de companheirismo ou a criação de um berçário cheio de crianças.
Quanto ao impulso em se agrupar em pequenos grupos familiares dentro dos quais a próxima geração pode se propagar com segurança, esse projeto é do conhecimento da maior parte da humanidade desde os dias em que começamos a andar eretos no Vale do Rift, no Leste da África. E no entanto este impulso raramente induziu pessoas a acreditar que ele pode estar incompleto sem um desejo sexual ardente ou frequentes sensações de desejo diante da visão da companheira.
Casamentos como o do príncipe William e Kate Middleton despertam fascinação
A crença na incompatibilidade, ou ao menos na independência, dos aspectos romântico, sexual e familiar da vida eram tomadas como sendo aspectos universais e pouco relevantes da vida adulta até meados do século 18, nos países mais prósperos da Europa, um incrível novo ideal começou a se formar em uma área em especial da socieade.
Este ideal propôs que as pessoas casadas daí para a frente deveriam não apenas tolerar um ao outro para o bem das crianças, como extraordinariamente deveriam também se esforçar para amar e desejar um ao outro profundamente ao mesmo tempo.
Elas deveriam manifestar nos seus relacionamentos o mesmo tipo de energia romântica que os trovadores mostravam em relação às damas que cortejavam e o mesmo entusiasmo sexual que havia sido explorado pelos entusiastas do erotismo da França aristocrática.
O novo ideal propagou pelo mundo a convincente noção de que uma pessoa poderia suprir suas necessidades mais prementes de uma só vez com a ajuda de apenas uma outra pessoa.
Não foi coincidência que o novo ideal de casamento tenha sido criado e apoiado fortemente por uma classe econômica específica, a burguesia, cujo equilíbrio de liberdade e repressão ela sinistramente espelhava.
Trabalho = escravidão
Em uma economia expandindo rapidamente graças aos desenvolvimentos técnicos e comercias, esta nova classe ascendente não precisava mais aceitar as expectativas restritivas das camadas inferiores. Com um pouco de dinheiro sobrando para propiciar distração, advogados burgueses e comerciantes podiam elevar suas expectativas e esperar mais de uma parceira do que meramente alguém ao lado, com quem se poderia enfrentar a passagem do próximo inverno.
Ao mesmo tempo, os recursos deles não eram ilimitados. Eles não tinham o tempo ocioso ilimitado dos trovadores, cuja riqueza herdada significava que eles poderiam passar três semanas sem maiores dificuldades exaltando a testa da mulher amada. Havia negócios para administrar e armazéns para fiscalizar.
A burguesia tampouco poderia se permitir a arrogância social dos aristocráticos libertinos, cujo poder e status havia lhes concedido uma confiança em relação a partir o coração alheio e destruir suas famílias - bem como os meios de ocultar quaisquer consequências desagradáveis de suas travessuras.
O casamento burguês"O novo ideal propagou pelo mundo a convincente noção de que uma pessoa poderia suprir suas necessidades mais prementes de uma só vez com a ajuda de apenas uma outra pessoa."
Alain de Botton
A burguesia, portanto, não estava nem tão pressionada a ponto de não acreditar no amor romântico e nem tão libertada da necessidade de buscar envolvimentos eróticos sem limite. O desejo de encontrar a realização por meio do investimento em um única pessoa com a qual se firmou um contrato legal e eterno representava uma solução frágil para o equilíbrio específico de necessidades emocionais e restrições de ordem prática.
Não pode ser coincidência que uma união muito semelhante ente a necessidade e a liberdade tenha se tornado aparente na mesma época em relação àquele segundo pilar da felicidade moderna - o trabalho.
Durante séculos, a ideia de que o trabalho não seria outra coisa que não sofrimento pareceria totalmente implausível. Aristóteles havia dito que todo o trabalho remunerado era escravidão, uma avaliação sombria à qual o cristianismo acrescentou a crença de que os esforços do trabalho foram uma penitência ditada pelos pecados de Adão.
Mas ao mesmo tempo que o casamento estava sendo repensado, muitos começaram a argumentar que o trabalho poderia ser mais do que um vale de lágrimas em que se entrava para sobreviver - ele poderia ser um caminho para a auto-realização e a criatividade. Poderia ser tão divertido como algo que alguém fazia sem referências a dinheiro.
As virtudes que a aristocracia havia associado anteriormente a ocupações não-remuneradas passaram a estar disponíveis em certos tipos de empregos remunerados também, uma pessoa poderia transformar um hobby em um emprego. Uma pessoa poderia fazer por dinheiro o que ela pretendia fazer de qualquer maneira.
O ideal burguês de trabalho, como sua contrapartida marital, foi a representação de uma posição intermediária. Era necessário trabalhar para ganhar dinheiro, mas o trabalho poderia ser prazeroso - assim como o casamento não poderia fugir aos encargos normalmente associados à criação de filhos - e ainda assim ele não estaria desprovido de alguns dos prazeres de um relacionamento amoroso e de uma obsessão sexual.
A visão romanceada
A visão burguesa do casamento gerou uma série de comportamentos tabu que anteriormente haviam sido tolerados ou ao menos não haviam sido vistos como a causa da destruição de si mesmo ou de uma família - uma mera tórrida amizade com a esposa ou esposo de alguém, um fracasso sexual, adultério ou impotência. A ideia de que uma família poderia ser destruída porque alguém havia feito sexo com outra pessoa seria tão ridícula para um libertino como seria para um burguês a ideia de que ele poderia se casar com alguém que ele não adorava passionalmente.
O progresso da burguesia romântica pode ser traçado na ficção. Os romances de Jane Austen ainda soam modernos porque as aspirações que seus personagens espelham - e ajudaram a moldar - as aspirações mantidas por nós. Assim como Elizabeth Bennett em Orgulho e Preconceito ou Fanny Price, em Mansfield Park, nós também ansiamos em reconciliar nosso desejo em ter uma família segura com sentimentos sinceros por nossos parceiros.
Libertinos prezavam o prazer de desabotoar um corpete
Mas a história do romance também aponta para ideais sombrios do ideal romântico. Os dois maiores romances da Europa do século 19, Madame Bovary e Anna Karenina, nos confrontam com mulheres que, como era típico em suas épocas e em suas posições sociais, almejam uma série de qualidades em seus parceiros. Elas querem que eles sejam maridos, trovadores e libertinos.
Mas tanto no caso de Emma como no de Anna, a vida só lhes oferece o primeiro entre os três. Elas ficam aprisionadas em um casamento economicamente seguro e sem amor, que em eras passadas poderia ser a causa de inveja e celebração - e que agora parece intolerável. Ao mesmo tempo, elas habitam um mundo burguês que não pode permitir suas tentativas de manter relacionamentos amorosos fora do casamento. Seus suicídios ao final ilustram a natureza irreconciliável do novo modelo de amor.
O ideal burguês claramente não é uma ilusão. Existem é claro casamentos que fundem perfeitamente bem os três ideias de ouro da realização - romântico, erótico e familiar.
Nós não podemos dizer, como os cínicos por vezes tentaram, que o casamento feliz é um mito. É infinitamente mais aflitivo que isso. É uma possibilidade - apenas uma possibilidade rara. Não há uma razão metafísica pela qual o casamento não vá honrar nossas expectativas - mas as possibilidades estão contra nós.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110802_casamento_botton_bg.shtml
Alain de Botton
Atualizado em 2 de agosto, 2011 - 11:29 (Brasília) 14:29 GMT
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Ambições múltiplas do casamento burguês são quase impossíveis, afirma Botton
Esperar do casamento amor, desejo e uma família feliz é praticamente pedir o impossível.
Eu odiaria lançar calúnias sobre o casamento no mesmo ano de um encantador casamento real e quando o primeiro-ministro desperdiça poucas oportunidades para se pronunciar a favor desta nobre e antiga instituição. No entanto, vale a pena pensarmos sobre o que esperamos que o casamento nos propicie nos dias de hoje.
Notícias relacionadasBritânico garimpa ouro para aliança em rio em que conheceu a noivaCom show, Mônaco começa casamento de dois dias de príncipe Primeiro casamento gay do Brasil pode ser anulado, dizem juristasTópicos relacionadosCultura, Comportamento Nenhuma das emoções que esperamos encontrar em um bom casamento moderno é incomum por si só. Nós as encontramos na arte e na literatura em todas as culturas e épocas. O que faz do casamento moderno extraordinário em suas ambições é a expectativa de que essas emoções sejam mantidas ao longo de toda uma vida com a mesma pessoa.
Os trovadores da Provença do século 12 tinham uma apreciação complexa do amor romântico: a dor gerada pela visão da figura graciosa, a insônia provocada pela perspectiva do encontro, o poder de algumas poucas palavras ou olhares para determinar o estado de espírito de alguém. Mas estes cortesãos não expressavam qualquer desejo de mesclar suas valorizadas emoções com intenções paralelas de criar uma família ou mesmo de dormir com aquelas a quem eles amavam ardentemente.
Emoção subversiva
Os libertinos da Paris do século 18 estavam, em temos comparativos, bem familiarizados com o repertório emocional do sexo: o prazer de desabotoar a peça de roupa de alguém pela primeira vez, a excitação de explorar um ao outro à luz de velas, a emoção subversiva de seduzir alguém secretamente durante a missa. Mas estas aventuras eróticas também compreendiam que seus prazeres tinham muito pouco a ver com preparar a cena para a amizade de companheirismo ou a criação de um berçário cheio de crianças.
Quanto ao impulso em se agrupar em pequenos grupos familiares dentro dos quais a próxima geração pode se propagar com segurança, esse projeto é do conhecimento da maior parte da humanidade desde os dias em que começamos a andar eretos no Vale do Rift, no Leste da África. E no entanto este impulso raramente induziu pessoas a acreditar que ele pode estar incompleto sem um desejo sexual ardente ou frequentes sensações de desejo diante da visão da companheira.
Casamentos como o do príncipe William e Kate Middleton despertam fascinação
A crença na incompatibilidade, ou ao menos na independência, dos aspectos romântico, sexual e familiar da vida eram tomadas como sendo aspectos universais e pouco relevantes da vida adulta até meados do século 18, nos países mais prósperos da Europa, um incrível novo ideal começou a se formar em uma área em especial da socieade.
Este ideal propôs que as pessoas casadas daí para a frente deveriam não apenas tolerar um ao outro para o bem das crianças, como extraordinariamente deveriam também se esforçar para amar e desejar um ao outro profundamente ao mesmo tempo.
Elas deveriam manifestar nos seus relacionamentos o mesmo tipo de energia romântica que os trovadores mostravam em relação às damas que cortejavam e o mesmo entusiasmo sexual que havia sido explorado pelos entusiastas do erotismo da França aristocrática.
O novo ideal propagou pelo mundo a convincente noção de que uma pessoa poderia suprir suas necessidades mais prementes de uma só vez com a ajuda de apenas uma outra pessoa.
Não foi coincidência que o novo ideal de casamento tenha sido criado e apoiado fortemente por uma classe econômica específica, a burguesia, cujo equilíbrio de liberdade e repressão ela sinistramente espelhava.
Trabalho = escravidão
Em uma economia expandindo rapidamente graças aos desenvolvimentos técnicos e comercias, esta nova classe ascendente não precisava mais aceitar as expectativas restritivas das camadas inferiores. Com um pouco de dinheiro sobrando para propiciar distração, advogados burgueses e comerciantes podiam elevar suas expectativas e esperar mais de uma parceira do que meramente alguém ao lado, com quem se poderia enfrentar a passagem do próximo inverno.
Ao mesmo tempo, os recursos deles não eram ilimitados. Eles não tinham o tempo ocioso ilimitado dos trovadores, cuja riqueza herdada significava que eles poderiam passar três semanas sem maiores dificuldades exaltando a testa da mulher amada. Havia negócios para administrar e armazéns para fiscalizar.
A burguesia tampouco poderia se permitir a arrogância social dos aristocráticos libertinos, cujo poder e status havia lhes concedido uma confiança em relação a partir o coração alheio e destruir suas famílias - bem como os meios de ocultar quaisquer consequências desagradáveis de suas travessuras.
O casamento burguês"O novo ideal propagou pelo mundo a convincente noção de que uma pessoa poderia suprir suas necessidades mais prementes de uma só vez com a ajuda de apenas uma outra pessoa."
Alain de Botton
A burguesia, portanto, não estava nem tão pressionada a ponto de não acreditar no amor romântico e nem tão libertada da necessidade de buscar envolvimentos eróticos sem limite. O desejo de encontrar a realização por meio do investimento em um única pessoa com a qual se firmou um contrato legal e eterno representava uma solução frágil para o equilíbrio específico de necessidades emocionais e restrições de ordem prática.
Não pode ser coincidência que uma união muito semelhante ente a necessidade e a liberdade tenha se tornado aparente na mesma época em relação àquele segundo pilar da felicidade moderna - o trabalho.
Durante séculos, a ideia de que o trabalho não seria outra coisa que não sofrimento pareceria totalmente implausível. Aristóteles havia dito que todo o trabalho remunerado era escravidão, uma avaliação sombria à qual o cristianismo acrescentou a crença de que os esforços do trabalho foram uma penitência ditada pelos pecados de Adão.
Mas ao mesmo tempo que o casamento estava sendo repensado, muitos começaram a argumentar que o trabalho poderia ser mais do que um vale de lágrimas em que se entrava para sobreviver - ele poderia ser um caminho para a auto-realização e a criatividade. Poderia ser tão divertido como algo que alguém fazia sem referências a dinheiro.
As virtudes que a aristocracia havia associado anteriormente a ocupações não-remuneradas passaram a estar disponíveis em certos tipos de empregos remunerados também, uma pessoa poderia transformar um hobby em um emprego. Uma pessoa poderia fazer por dinheiro o que ela pretendia fazer de qualquer maneira.
O ideal burguês de trabalho, como sua contrapartida marital, foi a representação de uma posição intermediária. Era necessário trabalhar para ganhar dinheiro, mas o trabalho poderia ser prazeroso - assim como o casamento não poderia fugir aos encargos normalmente associados à criação de filhos - e ainda assim ele não estaria desprovido de alguns dos prazeres de um relacionamento amoroso e de uma obsessão sexual.
A visão romanceada
A visão burguesa do casamento gerou uma série de comportamentos tabu que anteriormente haviam sido tolerados ou ao menos não haviam sido vistos como a causa da destruição de si mesmo ou de uma família - uma mera tórrida amizade com a esposa ou esposo de alguém, um fracasso sexual, adultério ou impotência. A ideia de que uma família poderia ser destruída porque alguém havia feito sexo com outra pessoa seria tão ridícula para um libertino como seria para um burguês a ideia de que ele poderia se casar com alguém que ele não adorava passionalmente.
O progresso da burguesia romântica pode ser traçado na ficção. Os romances de Jane Austen ainda soam modernos porque as aspirações que seus personagens espelham - e ajudaram a moldar - as aspirações mantidas por nós. Assim como Elizabeth Bennett em Orgulho e Preconceito ou Fanny Price, em Mansfield Park, nós também ansiamos em reconciliar nosso desejo em ter uma família segura com sentimentos sinceros por nossos parceiros.
Libertinos prezavam o prazer de desabotoar um corpete
Mas a história do romance também aponta para ideais sombrios do ideal romântico. Os dois maiores romances da Europa do século 19, Madame Bovary e Anna Karenina, nos confrontam com mulheres que, como era típico em suas épocas e em suas posições sociais, almejam uma série de qualidades em seus parceiros. Elas querem que eles sejam maridos, trovadores e libertinos.
Mas tanto no caso de Emma como no de Anna, a vida só lhes oferece o primeiro entre os três. Elas ficam aprisionadas em um casamento economicamente seguro e sem amor, que em eras passadas poderia ser a causa de inveja e celebração - e que agora parece intolerável. Ao mesmo tempo, elas habitam um mundo burguês que não pode permitir suas tentativas de manter relacionamentos amorosos fora do casamento. Seus suicídios ao final ilustram a natureza irreconciliável do novo modelo de amor.
O ideal burguês claramente não é uma ilusão. Existem é claro casamentos que fundem perfeitamente bem os três ideias de ouro da realização - romântico, erótico e familiar.
Nós não podemos dizer, como os cínicos por vezes tentaram, que o casamento feliz é um mito. É infinitamente mais aflitivo que isso. É uma possibilidade - apenas uma possibilidade rara. Não há uma razão metafísica pela qual o casamento não vá honrar nossas expectativas - mas as possibilidades estão contra nós.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110802_casamento_botton_bg.shtml
Será que eu tive um orgasmo?
01.08.11 | 23h58
Será que eu tive um orgasmo?
A pergunta chega aos consultórios e especialistas esclarecem por que algumas mulheres não reconhecem a sensação
IG
A dificuldade para chegar ao orgasmo é uma queixa feminina comum para ginecologistas e sexólogos. Uma parcela das pacientes, porém, amarga uma dúvida diferente: elas não sabem dizer se estão chegando lá, relatam especialistas.Segundo Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do Projeto Afrodite da UNIFESP, a expectativa alta demais é um dos fatores que dificultam o reconhecimento do orgasmo. Algumas dessas pacientes chegam sim ao clímax, mas acham que deveriam sentir algo mais forte. “Elas fantasiam que será surpreendente, que irão gritar muito, por conta dos relatos de amigas ou filmes. Mas quando a gente explica a sensação, muitas percebem que já têm orgasmo”, diz.
Por outro lado, a questão pode refletir uma realidade bastante comum: só tem dúvida quem nunca teve um orgasmo. A falta de intimidade com o próprio corpo é um dos principais vilões nesses casos. “O problema acontece com mulheres que não têm o hábito da masturbação. Ainda existe muito preconceito, elas acham que é sempre o parceiro que deve conduzir o prazer”, explica Ambrogini. De acordo com a especialista, disfunções relacionadas ao orgasmo correspondem ao segundo maior motivo de atendimento no ambulatório de sexualidade da UNIFESP.Relaxamento, satisfação, perda momentânea de consciência. É vasto o vocabulário usado pelos especialistas para explicar um orgasmo. Com o objetivo de esclarecer a sensação para quem nunca sentiu ou ainda tem dúvidas, Ambrogini costuma usar uma analogia em suas palestras: “É como um espirro. A vontade vem em ondas e, de repente, ocorre uma descarga de energia”, explica.
O orgasmo possível
Ainda que a busca pelo orgasmo aflija muita gente, a perspectiva da satisfação sexual da brasileira é positiva, de acordo com Gerson Lopes, ginecologista e presidente da Comissão Nacional de Sexologia da FEBRASGO. “É dito na literatura que 20% das mulheres que procuram ajuda não sabem se têm orgasmo. Mas a mídia e os médicos estão ajudando a esclarecer”, diz ele.
Outro relato de consultório que entra na estatística é a dificuldade do orgasmo somente na penetração. “Elas dizem que não têm orgasmo porque só chegam lá com estímulo no clitóris. Mas é assim, você tem o orgasmo como consegue, não como quer”, diz Lopes.
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=58785
Será que eu tive um orgasmo?
A pergunta chega aos consultórios e especialistas esclarecem por que algumas mulheres não reconhecem a sensação
IG
A dificuldade para chegar ao orgasmo é uma queixa feminina comum para ginecologistas e sexólogos. Uma parcela das pacientes, porém, amarga uma dúvida diferente: elas não sabem dizer se estão chegando lá, relatam especialistas.Segundo Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do Projeto Afrodite da UNIFESP, a expectativa alta demais é um dos fatores que dificultam o reconhecimento do orgasmo. Algumas dessas pacientes chegam sim ao clímax, mas acham que deveriam sentir algo mais forte. “Elas fantasiam que será surpreendente, que irão gritar muito, por conta dos relatos de amigas ou filmes. Mas quando a gente explica a sensação, muitas percebem que já têm orgasmo”, diz.
Por outro lado, a questão pode refletir uma realidade bastante comum: só tem dúvida quem nunca teve um orgasmo. A falta de intimidade com o próprio corpo é um dos principais vilões nesses casos. “O problema acontece com mulheres que não têm o hábito da masturbação. Ainda existe muito preconceito, elas acham que é sempre o parceiro que deve conduzir o prazer”, explica Ambrogini. De acordo com a especialista, disfunções relacionadas ao orgasmo correspondem ao segundo maior motivo de atendimento no ambulatório de sexualidade da UNIFESP.Relaxamento, satisfação, perda momentânea de consciência. É vasto o vocabulário usado pelos especialistas para explicar um orgasmo. Com o objetivo de esclarecer a sensação para quem nunca sentiu ou ainda tem dúvidas, Ambrogini costuma usar uma analogia em suas palestras: “É como um espirro. A vontade vem em ondas e, de repente, ocorre uma descarga de energia”, explica.
O orgasmo possível
Ainda que a busca pelo orgasmo aflija muita gente, a perspectiva da satisfação sexual da brasileira é positiva, de acordo com Gerson Lopes, ginecologista e presidente da Comissão Nacional de Sexologia da FEBRASGO. “É dito na literatura que 20% das mulheres que procuram ajuda não sabem se têm orgasmo. Mas a mídia e os médicos estão ajudando a esclarecer”, diz ele.
Outro relato de consultório que entra na estatística é a dificuldade do orgasmo somente na penetração. “Elas dizem que não têm orgasmo porque só chegam lá com estímulo no clitóris. Mas é assim, você tem o orgasmo como consegue, não como quer”, diz Lopes.
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=58785
Amor ou sexo?
Amor ou sexo?
Pesquisa americana promete romper relações entre o amor e o sexo. No Brasil, especialistas duvidam
PorIlana Ramos
25/07/2011
Amor e sexo devem, necessariamente, caminhar juntos? Os cientistas dizem que não. Pesquisadores concluíram que amor e sexo existem no cérebro independentemente um do outro e que, no quesito atividade cerebral, quem ganha é o amor. Embora os jornais científicos norte americanos tenham divulgado o resultado do trabalho como a quebra definitiva da suposta ligação que existe entre o amor e o sexo, especialista brasileiro discorda e rebate: “o trabalho não testou isso”.
Em um estudo publicado no americano Journal of Neurophysiology, pesquisadores identificaram que amor e sexo ativam duas áreas distintas do cérebro. O estudo envolveu 17 jovens homens e mulheres, todos tinham se apaixonado recentemente. Eles responderam questionários e viram fotografias enquanto seus cérebros estavam conectados a uma máquina de Ressonância Magnética Funcional (fMRI, sigla em inglês). Eles encontraram várias áreas do cérebro onde a força da atividade neural mudava com o sentimento romântico e que o romance ativava partes do cérebro ricas em dopamina, neurotransmissor que afeta as emoções. Mas e o sexo?
Textos jornalísticos de revistas científicas americanas constataram o maior poder do amor sobre o sexo a partir dessa pesquisa, mas o PhD em Neurofisiologia do Comportamento e docente aposentado do Departamento de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP Renato M.E. Sabbatini acha que não é bem assim. “Embora os textos jornalísticos falem sobre uma ‘dominação’ do sentimento de amor romântico sobre o sexo nas áreas cerebrais onde ocorrem ativações dos neurônios (células cerebrais responsáveis pelas emoções), na verdade o trabalho não testou isso. Não foram apresentados estímulos sexuais simultaneamente aos de paixão romântica (no caso, induzidos pela fotografia da pessoa amada) e, portanto, não dá para afirmar que essa dominância exista. Somente o estímulo romântico estava sendo apresentado”, diz.
Embora as reportagens a respeito da pesquisa afirmem que diferentes áreas cerebrais são ativadas diante de estímulos amorosos e sexuais, a pesquisa não atesta isso. “O fato de ter áreas cerebrais distintas para o sexo e amor nem sequer é afirmado na pesquisa. Na realidade, elas são totalmente interconectadas. Pode existir amor sem sexo e sexo sem amor, e isso significa neurocientificamente apenas que sistemas cerebrais motivacionais estão funcionando de forma diferente. E, não existem dúvidas de que o componente sexual é o mais importante da paixão romântica”, observa Renato.
Quer dizer que, diferente do afirmado nos textos publicados sobre o estudo, o amor não “ganha” do sexo? Para Sabbatini, o resultado depende. “Evidentemente existem grandes diferenças de gênero, e entre indivíduos, também. Sabe-se que homens e mulheres apresentam diferenças culturais e biológicas quanto a essa distinção. A psicologia evolucionista propõe que, ao ser o objetivo biológico da mulher a concepção e criação da prole, ela favorece sentimentos que são mais duradouros, e mantêm uma ligação emocional com o homem que é o provedor da família (em outras palavras, modernamente, o casamento), enquanto para o macho da espécie o mais importante seria a atividade sexual. Mas até mesmo essas aparentes verdades biológicas podem sofrer forte influência da cultura, e existem homens que valorizam mais o amor do que o sexo, e mulheres que valorizam mais o sexo do que o amor”, conclui.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8360
Pesquisa americana promete romper relações entre o amor e o sexo. No Brasil, especialistas duvidam
PorIlana Ramos
25/07/2011
Amor e sexo devem, necessariamente, caminhar juntos? Os cientistas dizem que não. Pesquisadores concluíram que amor e sexo existem no cérebro independentemente um do outro e que, no quesito atividade cerebral, quem ganha é o amor. Embora os jornais científicos norte americanos tenham divulgado o resultado do trabalho como a quebra definitiva da suposta ligação que existe entre o amor e o sexo, especialista brasileiro discorda e rebate: “o trabalho não testou isso”.
Em um estudo publicado no americano Journal of Neurophysiology, pesquisadores identificaram que amor e sexo ativam duas áreas distintas do cérebro. O estudo envolveu 17 jovens homens e mulheres, todos tinham se apaixonado recentemente. Eles responderam questionários e viram fotografias enquanto seus cérebros estavam conectados a uma máquina de Ressonância Magnética Funcional (fMRI, sigla em inglês). Eles encontraram várias áreas do cérebro onde a força da atividade neural mudava com o sentimento romântico e que o romance ativava partes do cérebro ricas em dopamina, neurotransmissor que afeta as emoções. Mas e o sexo?
Textos jornalísticos de revistas científicas americanas constataram o maior poder do amor sobre o sexo a partir dessa pesquisa, mas o PhD em Neurofisiologia do Comportamento e docente aposentado do Departamento de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP Renato M.E. Sabbatini acha que não é bem assim. “Embora os textos jornalísticos falem sobre uma ‘dominação’ do sentimento de amor romântico sobre o sexo nas áreas cerebrais onde ocorrem ativações dos neurônios (células cerebrais responsáveis pelas emoções), na verdade o trabalho não testou isso. Não foram apresentados estímulos sexuais simultaneamente aos de paixão romântica (no caso, induzidos pela fotografia da pessoa amada) e, portanto, não dá para afirmar que essa dominância exista. Somente o estímulo romântico estava sendo apresentado”, diz.
Embora as reportagens a respeito da pesquisa afirmem que diferentes áreas cerebrais são ativadas diante de estímulos amorosos e sexuais, a pesquisa não atesta isso. “O fato de ter áreas cerebrais distintas para o sexo e amor nem sequer é afirmado na pesquisa. Na realidade, elas são totalmente interconectadas. Pode existir amor sem sexo e sexo sem amor, e isso significa neurocientificamente apenas que sistemas cerebrais motivacionais estão funcionando de forma diferente. E, não existem dúvidas de que o componente sexual é o mais importante da paixão romântica”, observa Renato.
Quer dizer que, diferente do afirmado nos textos publicados sobre o estudo, o amor não “ganha” do sexo? Para Sabbatini, o resultado depende. “Evidentemente existem grandes diferenças de gênero, e entre indivíduos, também. Sabe-se que homens e mulheres apresentam diferenças culturais e biológicas quanto a essa distinção. A psicologia evolucionista propõe que, ao ser o objetivo biológico da mulher a concepção e criação da prole, ela favorece sentimentos que são mais duradouros, e mantêm uma ligação emocional com o homem que é o provedor da família (em outras palavras, modernamente, o casamento), enquanto para o macho da espécie o mais importante seria a atividade sexual. Mas até mesmo essas aparentes verdades biológicas podem sofrer forte influência da cultura, e existem homens que valorizam mais o amor do que o sexo, e mulheres que valorizam mais o sexo do que o amor”, conclui.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8360
Sexo na maturidade
Sexo na maturidade
Toda a verdade sobre o sexo depois dos 50 anos
PorIlana Ramos
28/07/2011
A mulher sente menos vontade de transar depois da menopausa? Homem gosta que a mulher tome a iniciativa na hora da relação? Ainda existe receio de se ter uma conversa aberta e madura sobre sexualidade na maturidade e muitos mitos que permeiam a imaginação dos menos bem informados. Para acabar de vez com as dúvidas, conversamos com um especialista e desvendamos toda a verdade sobre o sexo na maturidade.
Ainda é muito difícil falar sobre sexo, especialmente com pessoas maduras. Segundo o autor do livro “Como levar um homem à loucura na cama”, o jornalista e psicanalista Mauricio Sita, isso acontece “porque o sexo é um tabu. Ainda é um assunto que deixa as pessoas pouco à vontade. As pessoas têm sua vida sexual reprimida há séculos, aprenderam que o sexo era pecado. Não acho que o desconforto do assunto seja apenas na maturidade, mas começa na adolescência, especialmente nas mulheres. Essa é uma repressão que a persegue durante toda a vida. Ela dificilmente pode tomar a decisão de fazer sexo simplesmente por prazer, não por amor. Isso está muito relacionado ao ônus da gravidez que ela carrega ao transar e, mesmo com o advento da pílula e outros métodos anticoncepcionais, isso não mudou. O comportamento condicionado há anos não permite uma mudança radical”.
Para esclarecer de uma vez por todas os mitos e as verdades acerca do sexo maduro, o Maisde50 preparou uma lista com sete questões sexuais para o especialista Mauricio Sita contestar. Confira abaixo:
1. É verdade que as pessoas vão perdendo interesse por sexo à medida que envelhecem?
“Não. O que acontece é que a pessoa mais velha já passou pela situação do casamento fiel, que acaba gerando monotonia no relacionamento sexual em 80% dos casos. Em meu livro, faço um manifesto “pró-qualidade de vida, antimonotonia. A monotonia mata o relacionamento. O casal pode continuar casado, felizes, amigos, mas não são mais os amantes que o outro gostaria que fossem. Como já disse Roberto Freire em 1960: ‘sem tesão não há solução’. O tesão pela vida, pelo trabalho, pelo parceiro. A falta de tesão diminui o vigor sexual, mas não necessariamente o desejo de sexo”.
2. O homem mais velho tem sempre dificuldade de ereção?
“A capacidade de ereção diminui, sim, mas ela só é mais acentuada a partir dos 75 anos de idade. Até lá, a capacidade é boa, embora ele acabe dependendo muito mais de estímulo para ter ereção. O estímulo deve acontecer e, para isso, a mulher precisa estar bem vestida, bem humorada, bonita, cheirosa. Se ela não se cuida, não seduz, não excita o homem, não pode reclamar que sua capacidade de ereção não está tão boa quanto antes. Às vezes ela não se preocupa em seduzir o homem e quer que o sexo aconteça. Lógico que a capacidade não é a mesma de quando ele tinha 20 anos de idade, mas vigor sexual continua muito grande e ativo, dependendo da excitação do homem. E ainda existem os medicamentos”.
3. A menopausa diminui o desejo sexual da mulher?
“Não necessariamente. A diminuição do desejo é mais psicológica, já que ela recebe a informação durante muitos anos de que não vai ter mesmo vigor e vontade depois da menopausa. Fisiologicamente, no entanto, não muda praticamente nada, exceto se tiver alguma deficiência ou desequilíbrio hormonal. Mas, para isso, existe a reposição hormonal. Em outros casos, a excitação da mulher após a menopausa depende também muito do homem. Ele também precisa seduzir, excitar a mulher, se cuidar”.
4. É comum masturbar-se também na maturidade?
“Mais comum pro homem e menos pra mulher. Deveria ser mais pra ela do que é, porque ela tem desconhecimento da própria sexualidade. Há mulheres que só têm orgasmo clitorial porque não desenvolveram habilidade de praticar sexo vaginal buscando o orgasmo, com esse foco. Como o clitorial é mais fácil, ela se habitua a esse orgasmo. Em média, 75% das mulheres têm orgasmo clitorial e, dessas, 60% tem os dois tipos.Porém, há um número absurdo de mulheres anorgásmicas, que nuca tiveram nenhum tipo de orgasmo, superior a 20%. Ela deveria se masturbar mais, para se conhecer melhor e poder orientar seu parceiro. Ela tem sensibilidade diferente no clitóris. Mas ainda sim a masturbação feminina é menos frequente que a masculina”.
5. O homem sempre deve estar pronto e apto para o sexo?
“Essa é a exigência social feita pro homem. Tanto que é comum garotos entre 17 e 25 anos falarem que brocharam algumas vezes quando ‘precisaram’ fazer sexo. Há uma exigência interna do homem de estar sempre disposto, sempre preparado. Qualquer coisa que aconteça que impeça a ereção, o leva ao desespero. Deveria estar sempre pronto, desde que a parceira fosse a mulher que o excitasse, encantasse, motivasse pro sexo. Se ela não for assim, ele pode ter problema em conseguir uma ereção”.
6. É a mulher que sempre tem que seduzir?
“Há duas visões sobre isso. O homem adoraria que ela tivesse o vigor sexual dele, estivesse sempre disponível, mas ele não acha que mulher deve sempre tomar iniciativa. Em uma pesquisa feita por mim, onde 257 homens responderam, perguntei exatamente isso e 82% votaram que devem tomar iniciativa às vezes, 16% sempre e 2% nunca. O homem gostaria que ela tivesse mais disposição e tomasse mais iniciativa, pelo menos de vez em quando. Ela não toma porque acha que se demonstrar toda vontade de sexo que tem, ele vai interpretá-la mal. Se em um casamento de muitos anos ela de repente começar a tomar iniciativa, ele vai estranhar. Ela acaba se refreando por não saber como o homem encara isso. Ideal é que ambos conversassem sobre isso. A mulher pode mandar um torpedo durante o dia ou e-mail dizendo “tô com vontade de você”. Ela tomou uma iniciativa romântica, onde fez uma abordagem sexual. A iniciativa pode ser até no beijo de despedida de manhã: ‘que pena que você está indo embora’. Pode começar ali.”
7. O ponto G existe?
“Estou fazendo uma pesquisa para um novo livro, dessa vez com mulheres. Pelas respostas que tenho obtido até agora, 85% delas dizem que existe sim. Então, deve existir. O que acontece é que, da mesma forma que através da masturbação ela se conhece mais, ela poderia descobrir o ponto G dela. Dizem que é um lugar em contraposição ao clitóris, atrás dele. O homem também deve fazer uma tentativa de encontrar, de excitar a mulher. Mas ela deve estar com o pensamento na cabeça de que ele existe. Se ele fizer a incursão e a tentativa de excitá-la, ela precisar dar ao homem tempo dele descobrir. Se não, vai acabar por ali mesmo. Pela pesquisa, 85% delas dizem que têm ótimos orgasmos no Ponto G”.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8363
Toda a verdade sobre o sexo depois dos 50 anos
PorIlana Ramos
28/07/2011
A mulher sente menos vontade de transar depois da menopausa? Homem gosta que a mulher tome a iniciativa na hora da relação? Ainda existe receio de se ter uma conversa aberta e madura sobre sexualidade na maturidade e muitos mitos que permeiam a imaginação dos menos bem informados. Para acabar de vez com as dúvidas, conversamos com um especialista e desvendamos toda a verdade sobre o sexo na maturidade.
Ainda é muito difícil falar sobre sexo, especialmente com pessoas maduras. Segundo o autor do livro “Como levar um homem à loucura na cama”, o jornalista e psicanalista Mauricio Sita, isso acontece “porque o sexo é um tabu. Ainda é um assunto que deixa as pessoas pouco à vontade. As pessoas têm sua vida sexual reprimida há séculos, aprenderam que o sexo era pecado. Não acho que o desconforto do assunto seja apenas na maturidade, mas começa na adolescência, especialmente nas mulheres. Essa é uma repressão que a persegue durante toda a vida. Ela dificilmente pode tomar a decisão de fazer sexo simplesmente por prazer, não por amor. Isso está muito relacionado ao ônus da gravidez que ela carrega ao transar e, mesmo com o advento da pílula e outros métodos anticoncepcionais, isso não mudou. O comportamento condicionado há anos não permite uma mudança radical”.
Para esclarecer de uma vez por todas os mitos e as verdades acerca do sexo maduro, o Maisde50 preparou uma lista com sete questões sexuais para o especialista Mauricio Sita contestar. Confira abaixo:
1. É verdade que as pessoas vão perdendo interesse por sexo à medida que envelhecem?
“Não. O que acontece é que a pessoa mais velha já passou pela situação do casamento fiel, que acaba gerando monotonia no relacionamento sexual em 80% dos casos. Em meu livro, faço um manifesto “pró-qualidade de vida, antimonotonia. A monotonia mata o relacionamento. O casal pode continuar casado, felizes, amigos, mas não são mais os amantes que o outro gostaria que fossem. Como já disse Roberto Freire em 1960: ‘sem tesão não há solução’. O tesão pela vida, pelo trabalho, pelo parceiro. A falta de tesão diminui o vigor sexual, mas não necessariamente o desejo de sexo”.
2. O homem mais velho tem sempre dificuldade de ereção?
“A capacidade de ereção diminui, sim, mas ela só é mais acentuada a partir dos 75 anos de idade. Até lá, a capacidade é boa, embora ele acabe dependendo muito mais de estímulo para ter ereção. O estímulo deve acontecer e, para isso, a mulher precisa estar bem vestida, bem humorada, bonita, cheirosa. Se ela não se cuida, não seduz, não excita o homem, não pode reclamar que sua capacidade de ereção não está tão boa quanto antes. Às vezes ela não se preocupa em seduzir o homem e quer que o sexo aconteça. Lógico que a capacidade não é a mesma de quando ele tinha 20 anos de idade, mas vigor sexual continua muito grande e ativo, dependendo da excitação do homem. E ainda existem os medicamentos”.
3. A menopausa diminui o desejo sexual da mulher?
“Não necessariamente. A diminuição do desejo é mais psicológica, já que ela recebe a informação durante muitos anos de que não vai ter mesmo vigor e vontade depois da menopausa. Fisiologicamente, no entanto, não muda praticamente nada, exceto se tiver alguma deficiência ou desequilíbrio hormonal. Mas, para isso, existe a reposição hormonal. Em outros casos, a excitação da mulher após a menopausa depende também muito do homem. Ele também precisa seduzir, excitar a mulher, se cuidar”.
4. É comum masturbar-se também na maturidade?
“Mais comum pro homem e menos pra mulher. Deveria ser mais pra ela do que é, porque ela tem desconhecimento da própria sexualidade. Há mulheres que só têm orgasmo clitorial porque não desenvolveram habilidade de praticar sexo vaginal buscando o orgasmo, com esse foco. Como o clitorial é mais fácil, ela se habitua a esse orgasmo. Em média, 75% das mulheres têm orgasmo clitorial e, dessas, 60% tem os dois tipos.Porém, há um número absurdo de mulheres anorgásmicas, que nuca tiveram nenhum tipo de orgasmo, superior a 20%. Ela deveria se masturbar mais, para se conhecer melhor e poder orientar seu parceiro. Ela tem sensibilidade diferente no clitóris. Mas ainda sim a masturbação feminina é menos frequente que a masculina”.
5. O homem sempre deve estar pronto e apto para o sexo?
“Essa é a exigência social feita pro homem. Tanto que é comum garotos entre 17 e 25 anos falarem que brocharam algumas vezes quando ‘precisaram’ fazer sexo. Há uma exigência interna do homem de estar sempre disposto, sempre preparado. Qualquer coisa que aconteça que impeça a ereção, o leva ao desespero. Deveria estar sempre pronto, desde que a parceira fosse a mulher que o excitasse, encantasse, motivasse pro sexo. Se ela não for assim, ele pode ter problema em conseguir uma ereção”.
6. É a mulher que sempre tem que seduzir?
“Há duas visões sobre isso. O homem adoraria que ela tivesse o vigor sexual dele, estivesse sempre disponível, mas ele não acha que mulher deve sempre tomar iniciativa. Em uma pesquisa feita por mim, onde 257 homens responderam, perguntei exatamente isso e 82% votaram que devem tomar iniciativa às vezes, 16% sempre e 2% nunca. O homem gostaria que ela tivesse mais disposição e tomasse mais iniciativa, pelo menos de vez em quando. Ela não toma porque acha que se demonstrar toda vontade de sexo que tem, ele vai interpretá-la mal. Se em um casamento de muitos anos ela de repente começar a tomar iniciativa, ele vai estranhar. Ela acaba se refreando por não saber como o homem encara isso. Ideal é que ambos conversassem sobre isso. A mulher pode mandar um torpedo durante o dia ou e-mail dizendo “tô com vontade de você”. Ela tomou uma iniciativa romântica, onde fez uma abordagem sexual. A iniciativa pode ser até no beijo de despedida de manhã: ‘que pena que você está indo embora’. Pode começar ali.”
7. O ponto G existe?
“Estou fazendo uma pesquisa para um novo livro, dessa vez com mulheres. Pelas respostas que tenho obtido até agora, 85% delas dizem que existe sim. Então, deve existir. O que acontece é que, da mesma forma que através da masturbação ela se conhece mais, ela poderia descobrir o ponto G dela. Dizem que é um lugar em contraposição ao clitóris, atrás dele. O homem também deve fazer uma tentativa de encontrar, de excitar a mulher. Mas ela deve estar com o pensamento na cabeça de que ele existe. Se ele fizer a incursão e a tentativa de excitá-la, ela precisar dar ao homem tempo dele descobrir. Se não, vai acabar por ali mesmo. Pela pesquisa, 85% delas dizem que têm ótimos orgasmos no Ponto G”.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8363
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