segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Compulsão por sexo aumenta chances de trair o parceiro

Compulsão por sexo aumenta chances de trair o parceiro
01/08/2011 | 09h04min
Para entender os caminhos que levam brasileiros a sofrer de compulsão sexual, o Hospital das Clínicas de São Paulo inicia um estudo em larga escala sobre o distúrbio, recrutando pessoas a partir dos 18 anos.
A compulsão, pouco conhecida, se caracteriza pela busca incessante de satisfazer as vontades sexuais, surgidas em excesso. Por ser compulsivo, o paciente costuma perder o controle de suas ações e causar transtornos tanto para si, quando para pessoas próximas. E pior: tende a trair mais.
Segundo os especialistas consultados pelo R7, o compulsivo sexual tende a perder a noção do que é certo ou errado e acaba por "atravessar fronteiras morais" para conseguir esse objetivo.
De acordo com a psicóloga Cida Lessa, especialista em sexualidade humana, a compulsão pode ser considerada uma patologia que deve ser tratada com remédios.
- Além da terapia, temos também passagens pelo psiquiatra e até medicamentos, dependendo do nível da compulsão. Tratamento em conjunto é fundamental.
Traição acaba com casamento
Ela dá como exemplo o ocorrido com um atual paciente seu, que sofre do problema. Ainda casado, ele apresentava um comportamento compulsivo, que acabou por minar o próprio relacionamento.
Sua mulher descobriu que, desesperado por sexo, o marido procurava outras parceiras pela internet, em sites de encontros. Ele não conseguiu reconquistá-la, mesmo depois de detectado o problema e iniciado o tratamento.
- A traição é muito comum em casos de compulsão sexual. As pessoas tendem a se expor muito mais e chegam a perder o medo de aventurar-se com outras pessoas, mesmo tendo um relacionamento fixo e estável.
Internet é fonte de prazer e culpa
Segundo o responsável pela pesquisa do HC, o psiquiatra Marco de Tubino Scanavino, que está recrutando homens e mulheres alfabetizados, com ou sem impulso sexual em excesso, a internet é uma grande fonte para quem sofre do problema.
- O comportamento compulsivo compromete a vida da pessoa, que se afasta da família, da vida social, sempre em função da busca de sexo, de parceiros ou de elementos de excitação que a internet e os sites pornográficos proporcionam.
No Brasil, ainda não existe um estudo conclusivo para medir a quantidade de pessoas que sofrem de compulsão sexual. Mas, a mesma pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que de 3% a 6% da população total do país sofre com o problema.
A dificuldade do diagnóstico é um das maiores entraves para se fechar esses números aqui no Brasil, diz o pesquisador. Isso porque o problema envolve a exposição de desejos íntimos que geram prazer e culpa ao mesmo tempo.
- Geralmente, as pessoas não procuram tratamento porque, ao passo que a compulsão traz sofrimento, com a perda da família, da vida social e até do emprego, também traz prazer para a vida daquele paciente inquieto, ansioso ou depressivo.
Scanavino explica que a compulsão por sexo não tem o mesmo significado do que o vício na atividade sexual, apesar deste também ser considerado um distúrbio mental que envolve a sexualidade.
- O compulsivo não é aquele que só busca sexo o tempo todo, mas também aquele que "despeja" no sexo a solução de sua ansiedade e até de sua depressão.
Preconceito x exagero
Essa culpa envolve todo o preconceito e tabus relacionados à libido exagerada. Para se ter uma ideia, para cada oito homens que procuram o HC para tratamento, apenas uma mulher aparece – o que mostra que questões culturais estão muito enraizadas no momento de assumir o transtorno e tratá-lo.
No entanto, para o coordenador do estudo, nem sempre o compulsivo é necessariamente um promíscuo. Ele pode apresentar diferentes comportamentos que envolvam a compulsão.

- Temos três situações diferentes para avaliação: aquele que busca incessantemente vários parceiros – muitas vezes, casuais ou anônimos -, aquele que exige demais de um parceiro fixo ou estável e até mesmo o que não busca nenhum parceiro e vive isolado na internet ou vendo filmes, para praticar a masturbação.
Entre os primeiros, o estudo focou ações de prevenção contra DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). E no caso dos demais, o cuidado para evitar um outro problema comum: as pequenas lesões genitais em decorrência do excesso de sexo.
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Pornografia em excesso atrapalha sexo

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- Já cuidamos de quadros de depressão e até de suicídio, pois na medida em que o problema vai evoluindo, o paciente perde o controle, se expõe em situações impróprias, como praticar sexo em lugares públicos e privados. E tudo isso pode ser evitado.
Autoestima no pé e vergonha
Apesar da compulsão se manifestar de diferentes maneiras, praticamente todos os pacientes têm problemas de autoestima. Essa é a constatação da educadora Juliana Cambaúva, do Instituto Kaplan, que estuda a sexualidade humana há 20 anos. Ela explica que, ao contrário do que se imagina, os compulsivos têm estima baixíssima e muita vergonha de seu comportamento.

- Tem muito a ver com padrões de comportamento, valores morais e, clinicamente falando, podemos citar uma possível lesão no que chamamos de lobo frontal, que é a parte do cérebro que regula instintos e impulsos.
Essa disfunção se aplica também aos dependentes químicos e os excessivamente consumistas, explica a educadora.

Por isso, controlá-la se torna um desafio, justamente por ter de suprimir o desejo de buscar prazer em momentos inadequados.

- O paciente fica exposto, vulnerável moralmente. A estima tende a ser baixa, há um constrangimento enorme pela falta de controle e um altíssimo nível de frustração.
Como saber se sofro dessa compulsão?
A tendência atual é que o critério diagnóstico não seja quantitativo, mas indicado pela perda de controle. Isto é, perceber se houve comportamento sexual exacerbado muito frequente e repetitivo nos últimos seis meses (sozinho ou buscando parceiros de fato), momentos difíceis da vida onde se buscou o sexo como forma de gratificação – quando se sentiu ansioso ou depressivo, por exemplo.
No entanto, é comum o paciente só perceber isso quando o quadro já está bem mais avançado, e passou a envolver perda de dinheiro ou do convívio com a família, explica Scanavino.
O psiquiatra explica que, quando não tratada, a compulsão - que agora deve ser incluída no código norte-americano de doenças mentais como Transtorno Hiperssexual - traz ainda mais problemas.

- Os indivíduos sofrem prejuízos no desempenho profissional ou nos estudos, prejuízos financeiros e se expõem a doenças sexualmente transmissíveis. É um problema descrito há mais de cem anos. Se o paciente se tratar, se cuidar, todos podem ganhar com isso. Ele e todos ao seu redor.
A compulsão sexual costuma ser tratada com antidepressivos, que tendem a diminuir a libido, e sessões de psicoterapia.

R7
http://www.paraiba.com.br/2011/08/01/77377-compulsao-por-sexo-aumenta-chances-de-trair-o-parceiro

Santa Sé: pais têm direito a ensinar sexualidade

Santa Sé: pais têm direito a ensinar sexualidade
Por ZENIT

A política da ONU sobre a juventude deverá respeitar o direito dos pais de educar seus filhos, incluindo a questão da sexualidade humana e “saúde reprodutiva”, afirma um representante da Santa Sé.

Dom Francis Chullikatt, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, disse isso em seu discurso na recente reunião de alto nível das Nações Unidas sobre a juventude.

“Todos os jovens devem ser educados no ambiente em que podem crescer e aprender, isto é, numa comunidade e sociedade caracterizada pela paz e a harmonia, livre de violência e discórdia. Cada um dos filhos, para desfrutar de um desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade, deve crescer num ambiente familiar, em uma atmosfera de felicidade, amor e compreensão”, disse o arcebispo.

O representante da Santa Sé explicou que esse tipo de ambiente “promoverá o bem e a responsabilidade do cidadão, que é essencial para o bem comum da humanidade”.

A responsabilidade e o respeito pelos outros é aprendido em uma família, disse Dom Chullikatt.

“A família desempenha um papel importante na educação das crianças, no desenvolvimento de suas habilidades e na formação e aquisição de valores éticos e espirituais que estejam profundamente enraizados na paz, liberdade e dignidade e igualdade de todos os homens e mulheres”, afirmou.

“A família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é o grupo de união fundamental da sociedade, e o Estado e a sociedade devem garantir sua proteção.”

Educação
O arcebispo, de 58 anos, lembrou à ONU que “os pais – pai e mãe juntos – têm a responsabilidade primeira de educar e ajudar os seus filhos a crescerem, para se tornarem bons cidadãos e líderes.”

“Os pais não podem esquivar desta responsabilidade”, disse. E os Estados – acrescentou o prelado – “são chamados, de acordo com instrumentos internacionais, a respeitar essas responsabilidades, direitos e deveres dos pais neste sentido.”

“As políticas de juventude, programas, planos de ação e compromissos assumidos pelos Estados membros devem respeitar plenamente o papel dos pais no bem-estar de seus filhos e sua educação”, disse o representante da Santa Sé, “incluindo a questão da sexualidade humana e a chamada ‘saúde reprodutiva’, que não deveria incluir o aborto.”

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Na internet, fala completa do arcebispo (em inglês): www.zenit.org/article-33172?l=english
http://maringa.odiario.com/blogs/domanuar/2011/07/30/santa-se-pais-tem-direito-a-ensinar-sexualidade/

Sexualidade na história do Brasil

27/07/2011 às 12:38:20 - Atualizado em 27/07/2011 às 12:38:22

Sexualidade na história do Brasil

Hoje quero dar uma dica de livro para começar bem a semana. "Histórias Íntimas - Sexualidade e erotismo na história do Brasil" é uma obra da historiadora Mary Del Priore que já aparece na lista dos livros de não ficção mais vendidos. "Em Histórias íntimas, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, passando de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje".
O livro é resultado de pesquisas realizadas sobre hábitos e costumes brasileiros ao longo de cinco séculos. O papel da mulher na sociedade, as mudanças no que se refere aos hábitos de higiene, os afrodisíacos, o surgimento da lingerie, a popularização do biquíni e a revolução sexual.Com riqueza de detalhes o leitor pode conhecer os hábitos e costumes de cada época. Separei este trecho do livro para vocês:
"Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque "a concentração de calor na região lombar" excitava os órgãos sexuais (...) E beijar na boca? Bem...sem pasta e escova de dentes, difícil".
http://www.parana-online.com.br/colunistas/312/87097/

Para Vaticano, pais têm direito da educação dos filhos sobre sexualidade

Para Vaticano, pais têm direito da educação dos filhos sobre sexualidade
Por Redação. - 29.07.2011 às 14:16:00

CIDADE DO VATICANO, 29 JUL (ANSA) - O arcebispo Francis Chullikatt, observador permanente do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU), defendeu o direito dos pais de educarem sexualmente seus próprios filhos.

"As políticas das Nações Unidas sobre a juventude devem respeitar o direito dos pais de educarem seus próprios filhos inclusive no campo da sexualidade humana e da 'saúde reprodutiva', que não deveria incluir o aborto'", afirmou ontem o arcebispo em uma reunião da ONU sobre juventude em Nova York, sede da entidade.

"Todo jovem deveria poder ser educado em um ambiente na qual possa crescer e aprender, ou seja, em uma comunidade e em uma sociedade caracterizadas pela paz e harmonia, livres de qualquer violência e discordância", continuou.

"Toda criança, [deveria poder ser educada] para um desenvolvimento pleno e harmonioso da sua personalidade, deveria crescer em um ambiente familiar, em um clima de felicidade, amor e compreensão", declarou ele, citado pela agencia católica Zenit.

O sacerdote disse que "a família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, é a unidade natural e fundamental da sociedade e lhe deve ser garantida a proteção por parte da sociedade e do Estado".

Chullikatt disse que "os pais têm a responsabilidade primária da educação e do desenvolvimento dos próprios filhos para ajudá-los a se tornarem cidadãos e lideres virtuosos. Os pais não podem abdicar deste papel fundamental".
http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=55121

Júlio Machado Vaz: “Há sexo a mais e erotismo a menos”

Júlio Machado Vaz: “Há sexo a mais e erotismo a menos”
O psiquiatra e sexólogo comenta assim os excessos da televisão portuguesa. Pioneiro a falar de sexo sem rodeios, na TV e nos média, acha que as portuguesas são menos exigentes na cama
• 31 Julho 2011
• teste americano
Por:Por José Carlos Marqies
Nasceu no porto, em 1949, e continua a viver na invicta, onde tem consultório e dá aulas em diferentes faculdades. Foi um estágio na suíça que o levou a estudar sexologia. Filho de um médico e da actriz e cantora Maria clara, é bisneto do presidente da república Bernardino Machado. Tem dois filhos.
Em 2006, apoquentado com uma grave doença, escreveu a autobiografia ‘Tempo dos espelhos’. Vencida a enfermidade, continua, como sempre, a falar de sexualidade na rádio e nos jornais. Tem vários livros publicados sobre a mais velha actividade da humanidade, mas também já se aventurou a escrever romances.
Lançou, em Maio, o livro ‘Aqui entre Nós’, que reúne alguns textos do blogue murcon.blogspot.com. Aos 61 anos, mantém uma rubrica radiofónica na Antena 1. Vive no Porto, mas é na aldeia de Cantelães, perto de Vieira do Minho, que encontra a paz de espírito e recarrega energias.
A resposta escolhida surge a sublinhado
- Escolheu especializar-se em sexologia porque...
a) Estranhava que em Portugal não se falasse de sexo
b) Percebi que muitas das patologias diagnosticadas podiam ter uma explicação diferente do que se admitia
c) Porque me fascinam os mitos que se constroem acerca de uma função tão básica do ser humano.
d) Outra hipótese: Num estágio na Suíca, aos vinte e tal anos, tropecei numa consulta de sexologia e gostei, no curso de medicina nem palavra sobre o tema!
- Um estudo europeu diz que as portuguesas são as mais satisfeitas com a vida sexual. Isso é sinal de que:
a) As portuguesas mentem mais do que as outras
b) Houve, de facto, uma revolução sexual no país após a revolução de Abril
c) Em tempo de crise, valem os prazeres mundanos.
d) Outra hipótese: serão menos exigentes e mais optimistas?
- É bisneto de Bernardino Machado, Presidente da República . Mas nunca se meteu na política porque...
a) Vivo numa época diferente e prefiro contribuir de outra forma para a sociedade
b) Não vejo ninguém com o estofo da geração do meu avô
c) Um psiquiatra na política corre o risco de querer internar demasiada gente
- Escreveu no seu blogue sobre as últimas eleições: "Eu votei útil para mim mesmo, ou seja, em consciência – branco". Fê-lo porque...
a) O governo de José Sócrates mostrou não ser capaz, mas não havia melhor
b) Temi e temo ainda o que a direita vai fazer com um país arruinado
c) Já nenhum político me convence de coisa alguma
- Assume-se como um hipocondríaco. Que doenças reconhece mais facilmente nos portugueses?
a) A inveja e a maledicência
b) Desconfiança permanente e pessimismo
c) O desenrascanço por falta de planeamento
- Escreveu a sua autobiografia quando pensava que podia morrer. Quando se escapa de um susto desses percebe-se que...
a) Ainda há muito para fazer
b) Viver a mil à hora faz-nos perder a noção daqueles a quem devemos dar tempo
c) Tenho orgulho daquilo que fiz e sou
- Nasceu e vive no Porto, mas é do Benfica. Uma contradição que se explica...
a) Pelos feitos dos encarnados na Europa quando eu era miúdo
b) Por influência da família, que me incutiu esta paixão
c) Porque a rebeldia da juventude me levou a ser do contra
- É pai e avô. O que mais o preocupa quanto ao futuro da sua descendência?
a) Que tenham de viver num país mais pobre
b) que não tenham emprego nas áreas em que estudaram
c) Que se deixem acomodar e não lutem por aquilo em que acreditam
- Foi pioneiro a falar de sexo em televisão. Quando liga a TV agora conclui que...
a) Há demasiado sexo na TV
b) A ficção percebeu que o sexo faz parte da vida.
c) Gostava que fôssemos ainda mais atrevidos
d) Há sexo a mais e erotismo a menos
- Que figura portuguesa gostaria de ter no divã do seu consultório?
a) Afonso Henriques a falar da sua inversão do complexo de Édipo
b) D. Sebastião a explicar a mania das grandezas
c) Salazar sobre a aversão ao mundo além fronteiras
d) Outra hipótese: Durão Barroso e a arte da fuga
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/julio-machado-vaz-ha-sexo-a-mais-e-erotismo-a-menos

domingo, 31 de julho de 2011

ONU: ECOSOC volvió a otorgar estatus consultivo a ILGA

ONU: ECOSOC volvió a otorgar estatus consultivo a ILGA
Publicado por Diversidad fecha 20:07 en General

El Consejo Económico y Social de las Naciones Unidas (ECOSOC) otorgó el 25 de julio pasado el estatus consultivo a la Asociación Internacional de Lesbianas, Gays, Bisexuales, Trans e Intersexuales (ILGA).

La acción se tomó con 30 votos a favor (India, Italia, Japón, Letonia, Malta, México, Mongolia, Nicaragua, Noruega, Perú, República de Corea, Eslovaquia, España, Suiza, Ucrania, Reino Unido, Estados Unidos, Venezuela, Argentina, Australia, Bélgica, Canadá, Chile, Ecuador, Estonia, Finlandia, Francia, Alemania, Hungría) 13 en contra (Iraq, Morocco, Namibia, Pakistan, Qatar, Russia, Saudi Arabia, Senegal, Bangladesh, Cameroon, China, Egypt, Ghana) y 6 abstenciones (Guatemala, Mauricio, Filipinas, Ruanda, Bahamas, Costa de Marfil)

El estatus consultivo en el ECOSOC permite a las ONGs asistir a las conferencias y reuniones de la ONU, enviar declaraciones y reportes, hacer intervenciones orales, y colocar paneles en los edificios de la ONU, por lo que representa para una ONG como ILGA – con más de 750 organizaciones miembros en todos los continentes– una herramienta fundamental para trabajar por los derechos LGBT dentro del sistema de las Naciones Unidas.

ILGA fue la primera organización LGBTI en conseguir el estatus consultivo ECOSOC en 1993, pero lo perdió en los años siguientes debido a la presencia de grupos que abogaban por la abolición de leyes sobre edad de consentimiento. Luego de la expulsión y pérdida de la membresía de los grupos mencionados y de haber enmendado sus estatutos para que establezcan claramente su compromiso contra el abuso infantil, ILGA ha intentado recuperar el estatus consultivo pero ha sido bloqueada por un pequeño grupo de países que promueven la homofobia que ha podido influenciar, por mucho tiempo, los votos en el Comité de la ONU que examina las solicitudes. Entretanto, muchos miembros de ILGA – como LBL de Dinamarca, COC de los Países Bajos , FELGT de España, LSVD de Alemania, ABGLT de Brasil, IGLHRC US e ILGA Europa- pudieron obtener el estatus consultivo al lograr la recomendación negativa del Comité de ONGs sea anulada por el Consejo de ECOSOC , como ocurrió hoy en el caso de ILGA.

“Este es un día histórico para nuestra organización – dijo desde Ginebra el co-Secretario General Renato Sabbadini – y queremos agradecer a todos los miembros de la ONU que votaron en nuestro favor: India, Italia, Japón, Letonia, Malta, México, Mongolia, Nicaragua, Noruega, Perú, República de Corea, Eslovaquia, España, Suiza, Ucrania, Reino Unido, Estados Unidos, Venezuela, Argentina, Australia, Bélgica, Canadá, Chile, Ecuador, Estonia, Finlandia, Francia, Alemania, Hungría.

Agradecimientos especiales van particularmente a Bélgica (donde están nuestras oficinas) por sus denodados esfuerzos en construir un consenso favorable a nosotros, junto con los Estados Unidos y Argentina. Quisiéramos agradecer también a nuestras organizaciones miembros que en esta ocasión abogaron exitosamente a nuestro favor frente a sus gobiernos y a todos nuestros aliados por su apoyo, en particular a Arc-International en Ginebra”.

“Hoy estamos celebrando – dijo la co-Secretaria General Gloria Careaga desde la ciudad de México- pero estamos conscientes de que hay mucho trabajo por hacer en los próximos meses. Tenemos grandes expectativas por el trabajo conjunto que haremos, en los próximos años, con todos nuestros miembros, particularmente con aquellos que también tienen el estatus, y con nuestros aliados en favor del avance de los derechos LGBTI dentro de las distintas instancias de la ONU, aprovechando los desarrollos muy positivos abiertos por la resolución presentada por Sudáfrica en el Consejo de Derechos Humanos de la ONU, el pasado mes de junio”.

Pedro Paradiso Sottile, Secretario Regional de ILGA LAC (Latino América y el Caribe), dijo también desde Ginebra “Otorgar a ILGA el estatus consultivo es un acto de justicia y un motivo de orgullo para la comunidad internacional que trabaja por un mundo donde los derechos humanos sean realmente respetados sin ningún tipo de discriminación. Nuestras voces y nuestros esfuerzos deben alcanzar cada rincón del mundo para lograr que la las distintas orientaciones sexuales, identidades y expresiones de géneros sean respetadas y protegidas por todos los Estados. Creemos que el estatus ECOSOC nos ayudará en nuestros esfuerzos y activismo alrededor del mundo”
http://diversidadcenesex.blogcip.cu/2011/07/30/onu-ecosoc-volvio-a-otorgar-estatus-consultivo-a-ilga/

Manual do sexo anal: saiba detalhes que você nunca teve coragem de perguntar

01/07/2011 - 07h00
Manual do sexo anal: saiba detalhes que você nunca teve coragem de perguntar
HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL

Algumas regras são fundamentais. E a primeira delas é que ambos estejam realmente com vontade

Ele é a variação predileta da maior parte dos homens. Os motivos vão desde a impressão de dominação e subjugação da parceira até o fato de a pressão em torno do pênis ser maior, já que o ânus não é elástico como a vagina, o que causa um prazer imenso –pelo menos para eles, já que o gozo feminino requer mais do que sensações físicas para acontecer. Em tempos de relações fugazes e casuais, o sexo anal ainda é rodeado de polêmica, mistério e tabu. Em parte, segundo o ginecologista Alexandre Pupo, do hospital paulistano Sírio-Libanês, porque, hoje em dia, trata-se da "nova virgindade".

"É fácil um sujeito encontrar na balada uma garota que aceite ir para a cama de cara. Mas, por mais que as mulheres estejam liberais, fazer sexo anal significa romper uma espécie de fronteira e colocar em prática um fetiche. Portanto, muitas só o concedem para um parceiro fixo ou alguém especial", explica.

A prática é cercada de preconceito e dúvidas –principalmente por parte das mulheres. Muitas desejam provar, mas têm uma série de medos... Vários homens, por sua vez, também querem tentar com as parceiras, mas não sabem direito como lidar com seus anseios e expectativas. Para tomar a decisão certa e curtir a experiência sem angústia, siga as dicas dos especialistas consultados por UOL Comportamento.
O ideal, segundo os especialistas, é não partir de cara para a penetração. O homem deve caprichar nas preliminares, com carícias pelo corpo todo da parceira, e deixá-la relaxada acariciando a região anal.

"A penetração deve ser gradual: primeiro com um dedo, depois com outro... Nas sex shops, há vibradores específicos para a prática, em forma de cone, com diâmetro crescente. São muito bons para as primeiras vezes", diz a ginecologista Carolina Ambrogini, coordenadora do Projeto Afrodite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que tem como objetivo resgatar a sensualidade da mulher. Carícias com a língua exigem um preservativo especial para sexo oral, para evitar contaminações devido às bactérias da flora intestinal.
"Preservativo e lubrificantes são itens obrigatórios. Como o ânus não tem lubrificação, é mais suscetível a microcerações que favorecem a troca sanguínea. Isso aumenta o risco de doenças sexualmente transmissíveis, herpes e outros vírus", avisa a ginecologista Carolina Ambrogini.

Nunca use a mesma camisinha para penetrar o ânus e a vagina –o ideal é sempre tomar uma ducha após o sexo anal e depois partir para a penetração vaginal. Ou vice-versa. "Como a região anal é rica em bactérias da flora intestinal, essas medidas evitam o surgimento de sérias infecções e inflamações", diz Alexandre Pupo.
As primeiras experiências são as mais difíceis, em especial por conta da ansiedade feminina. "A dica é: quanto mais relaxada a mulher estiver, menor será o incômodo. A ansiedade é a grande responsável pela dor", ressalta a psicóloga e terapeuta sexual Cristina Romualdo, do Instituto Kaplan, de São Paulo.

Como o ânus não tem a capacidade de dilatação da vagina, é imprescindível adotar um lubrificante para facilitar a penetração. E nunca use vaselina, que pode romper o látex da camisinha", orienta Sidney Nadal, proctologista do hospital paulistano Emílio Ribas.

O médico não aconselha o uso de géis anestésicos à venda em sex shops. "Sua ação é fugaz e há comprometimento do prazer", destaca. Além disso, a mulher perde a capacidade de avaliar se está sendo machucada ou não. Sobre o temido sangramento, ele só ocorre se o pênis for introduzido com muita força.
O tópico mais espinhoso diz respeito à sujeira. E a notícia, segundo os experts, não é das melhores: toda e qualquer relação anal oferece o perigo de o pênis ficar sujo de fezes. Não é sempre que isso ocorre, é claro. "O risco é maior quando a mulher não defecou naquela dia. Muitas mulheres que praticam relatam a sensação de descontrole fecal durante a relação –e isso pode mesmo acontecer, pois a penetração estimula a contração do esfíncter, o músculo que reveste o ânus", diz o ginecologista Alexandre Pupo

A sugestão é tentar encarar o ocorrido com naturalidade. A intimidade e a sintonia entre o casal são imprescindíveis para lidar com momentos como esse. Alimentos que estimulam o intestino e laxantes podem ajudar a limpar o reto, mas os médicos garantem que nem sempre são totalmente eficazes. Os laxantes, inclusive, podem causar alterações intestinais graves.

Um hábito bastante comum entre as atrizes do cinema pornô, cujo desempenho sempre deve ser à prova de resíduos, é fazer duchinhas higiênicas ou enemas. Trata-se da introdução de um chuveirinho com água morna no ânus, provocando uma cólica intestinal, que promove uma lavagem no local. Entre os médicos, esse recurso gera polêmica. Uns aprovam, outros proíbem pelas mesmas razões do uso contínuo de laxante. "Pelo menos nas primeiras vezes, a ducha ajuda a mulher a se sentir mais segura e confortável", diz Sidney Nadal, proctologista do hospital paulistano Emílio Ribas. Porém, o médico não recomenda esse tipo de procedimento, principalmente se for frequente.
Acredite: é raro, mas é possível, sim, engravidar com sexo anal. "Isso pode acontecer se o homem ejacular no períneo feminino e o sêmen escorrer para dentro da vagina", alerta o ginecologista Alexandre Pupo.

Outro mito comum da cultura popular é o fato de o sexo anal favorecer a perda de pregas. O que acontece é que algumas mulheres podem apresentar fissuras anais –machucados que cicatrizam após um mês.

Camisinhas sem lubrificantes favorecem esse tipo de problema, por isso é fundamental o uso de lubrificante. E mais: o ânus também não aumenta por causa do sexo, a não ser que ele aconteça quase que diariamente e sem os cuidados necessários. O que ocorre é uma flacidez na região devido ao envelhecimento –para todo mundo, aliás.
A posição de quatro, tão famosa nos filmes pornôs, não é mais indicada, pelo menos para quem está começando. O reto, na verdade, não é reto, e uma penetração dessa forma pode causar dor e machucar.

Para as primeiras vezes, é aconselhável a posição de conchinha (o homem abraça a mulher por trás). Outras alternativas são a mulher deitar-se de bruços, com um travesseiro embaixo do quadril, para elevá-lo, ou sentar-se sobre o parceiro, o que permite que ela conduza a profundidade da penetração.
De acordo com a terapeuta Cristina Romualdo, as grávidas só devem aderir à prática sob aprovação médica. "A variação, em si, não machuca o feto, mas acaba estimulando toda a região genital. E o orgasmo provoca contrações que podem ser prejudiciais às gestações de risco. Em se tratando de sexo na gravidez, minha orientação é sempre conversar com o ginecologista", explica.

Se mulher tiver hemorroidas, não deve praticar. O mesmo conselho vale para os casos de fissura anal (quando a penetração muito forte provoca um machucado). A ferida demora para cicatrizar e como o ânus é um local de saída de fezes, há o risco de a sujeira provocar uma inflamação. E, sempre é bom falar, sexo anal só é bom quando os dois estão a fim. Fazer só para agradar o parceiro não está com nada.
http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/07/01/tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber-sobre-sexo-anal-mas-ninguem-teve-coragem-de-contar.htm