domingo, 7 de agosto de 2011

ESPEREI O CASAMENTO

ESPEREI O CASAMENTO
Confissões de mulheres que só fizeram sexo depois de trocar as alianças.Por Mariana Galante
Fonte: Revista Bárbara/ed.1

"Eu achava que sabia tudo sobre sexo pelo que ouvia falar e via em livros e que estava preparada para casar, ter e dar prazer. Mas na lua-de-mel tomei um baita susto quando vi o pênis do meu marido ereto, ao vivo e a cores, aquela
coisa grande, e só me lembro de querer fugir!” Ok, não há como não ver graça numa situação,
digamos... “dramática”, como essa. Soa antiquado, fora de moda, de outro planeta, ainda mais quando estamos acostumadas a topar com garotas de 14 anos
gravidíssimas por aí. Mas cá entre nós: só mesmo quem passa o aperto – da educação que teve, das escolhas que fez, da imposição que recebeu – para saber o quanto é
difícil dançar conforme a música (dos outros).

Vanessa Martins, a autora do depoimento acima, é sócia de uma rede de farmácias na cidade de União da Vitória, no Paraná, e hoje tem 40 anos. Casou-se virgem aos 19 com um homem seis anos mais velho depois de
um ano de namoro e um ano de noivado. Vanessa tomou essa decisão por medo de desagradar à família: a cidade era pequena, todos se conheciam e as meninas ditas “de família” deveriam se casar cedo e virgens para evitar os comentários maldosos. “Hoje, se tivesse uma filha mulher, jamais exigiria que ela se casasse aos 19 anos, e virgem”.

Para ela, o fato de morar em uma cidade pequena foi decisivo e acredita que, se tivesse crescido em uma capital, com mais opções, liberdade e independência, teria feito o exato oposto do que fez. “Se pudesse voltar no
tempo, eu teria feito muito sexo e com muitos namorados antes de casar. Que devassa eu seria!”.

Desejos não realizados
A psicóloga mineira Luciana Bichuetti acredita que, quando a mulher é obrigada a adotar comportamentos que não estão de acordo com seus desejos, aspirações e necessidades internas, perde a oportunidade de
experimentar de forma plena suas vivências. “Nosso amadurecimento emocional é fruto das experiências pelas quais passamos do nascimento até a morte. Se a pessoa não pode escolher o caminho a seguir e apenas adaptase ao que lhe é imposto pela família ou sociedade, podem surgir sentimentos de inadequação ou difi culdades para lidar com as próprias emoções”, diz a psicóloga.

A noite de núpcias de Vanessa, além de assustadora, foi frustrante. “Levei dois dias para conseguir deixar o meu marido me penetrar porque eu me contraía e tudo doía muito. Sofri um bocado para perder a virgindade por medo e desconhecimento do meu próprio corpo. Pensava: ‘Eu casei, agora tenho que ficar na minha e aguentar’. Para minha sorte, meu marido era mais experiente, muito calmo e carinhoso. Ah, mas nem pensar no tal de orgasmo, isso levou muitos anos para acontecer...”

Não há regras: seria irresponsável afi rmar que há sempre as mesmas vantagens e desvantagens nesta escolha, afinal, o que funciona para uma pode não funcionar para outra. “Um dos fatores mais importantes no
êxito conjugal é o senso de compromisso de ambos diante da nova vida que assumem juntos. O sucesso da união vai depender da sua forma de comunicação, sua capacidade de tomar decisões juntos e lidar com os conflitos que certamente surgirão”, afirma Bichuetti.

Uma questão de escolha
Ao contrário de Vanessa, Patrícia Gaspar não se arrepende de ter se casado virgem. A união da publicitária de 30 anos aconteceu em 2006 com um homem também sem experiência. Ela já havia tido outros namorados, mas
combinou com seu noivo de esperarem para descobrir o sexo juntos. “Me mantive virgem durante 27 anos por pura opção. Via amigas serem enganadas, usadas e abandonadas por namorados que se diziam apaixonados no início e que depois de um tempo simplesmente alegavam que a relação tinha perdido a graça. Outras ficaram grávidas e apagaram muitos planos para poder criar os filhos. Eu não queria isso para mim”.

Para Patrícia, não fazer sexo antes do casamento é esquivar-se de uma possível decepção. “Não que casar virgem seja garantia de que tudo será perfeito na relação, mas tudo na vida tem seu tempo e adiantar as coisas é
um belo jeito de fazer com que elas deem errado”. Oswaldo Rodrigues Jr, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, não aponta transformações evidentes imediatas nessa passagem da vida sem relações para um
comportamento sexualmente ativo, mas destaca que “em cada grupo cultural, os fatores emocionais precisam ser considerados, pois uma menina pode ter se desenvolvido compreendendo que, quando deixasse de ser virgem, seria um momento de assumir responsabilidades. As consequências ou reações emocionais dependem de idade, de grupo social e cultural”.

Patrícia, que sempre conversou abertamente sobre isso com o marido, sabe que eles são diferentes para os padrões atuais da nossa cultura. “Hoje, percebemos juntos o quanto somos diferentes dos jovens da nossa geração e ele, como homem, certamente tem mais dificuldade em falar sobre o assunto com amigos, até porque um rapaz que aos 23 anos ainda era virgem é motivo de piada. Eu nunca tive esse problema: conversava com amigas mais próximas da faculdade, elas achavam o máximo e até davam dicas para a lua-de-mel. Porém, sabemos que o mundo em que vivemos vende sexo 24 horas por dia e que resistir é quase impossível”.


O preço de acreditar
A representante comercial Márcia Costa, 40 anos, e a modista Neiva Manvailer, de 45, compartilham da mesma opinião de Patrícia: não se arrependem. Moradora de Penápolis, interior de São Paulo, e filha de pastor, Neiva nunca recebeu nenhuma instrução direta de seus pais nesse sentido, mas se casou virgem por acreditar que ajudaria a ter um casamento longo. “Não me casar virgem me traria um grande conflito interno entre aquilo que aceitei como certo e o que eu estaria fazendo ao contrário. Não sei se meu marido me amaria”.


Dr. Oswaldo vai no X da questão: “Uma menina ou adolescente que pretende casar-se virgem não sabe o que está fazendo, nem as consequências de seu ato, pois não tem como ponderar. Seu cérebro
ainda está amadurecendo... Para muitos adultos, este amadurecimento nem chega a se realizar. Para isso existem as regras externas, a moral, a ética. Quem desenvolveu regras internas coerentes com o mundo externo tem um cérebro maduro, capaz de administrar situações a partir de necessidades pessoais e em acordo com o mundo externo. Os que não têm esta condição
precisam do mundo externo para lhes guiar”.

Quando tinha 21 anos, Márcia queria que sua mãe se orgulhasse dela e tinha o sonho de poder entregar a alguém especial aquilo que considerava o seu maior tesouro. Também queria conquistar o respeito do marido. “Se a mulher se mantém virgem, ganha a admiração do parceiro, porque ele sabe que não é uma qualquer. Não que as mulheres que não se casam virgens não mereçam esse respeito, mas para o homem é preocupante saber
que a mulher já saiu com vários”.

A psicóloga Luciana Bichuetti explica esse culto à virgindade feminina: “A sexualidade da mulher muitas vezes foi considerada como sagrada e valiosa por causa de sua associação com a maternidade. Desde o início da civilização, os homens cultuaram a mulher por essa possibilidade de gerar uma nova vida”.

Historicamente, o homem saber que uma criança é realmente sua é determinação de poder. Controlar a sexualidade da mulher permite reconhecer a paternidade. Segundo o diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, “uma mulher sempre sabe que ela é a mãe. Um homem somente saberá se tiver sob controle os comportamentos sexuais da mulher e esta é a razão histórica de considerar a sexualidade da mulher tão valiosa”.

Com a técnica de enfermagem Cristiane de Mendonça, paulistana de 44 anos, a história não foi nada agradável. “Me casei virgem aos 17 anos e hoje eu faria tudo diferente. Tive uma educação muito rígida, tinha que
namorar em casa e com a família do lado. Caí na ilusão
de que me casar cedo seria uma solução. Não desejo isso para meus filhos de jeito nenhum! É fundamental conhecer bem a pessoa com quem se vai casar”.

Cristiane lamenta não ter convivido mais tempo com o marido antes de juntar as escovas. Entre namoro e noivado foram dois anos, mas era o pai dela quem ditava as regras. “Depois de casada, já com três filhos, é
que eu fui saber que naquela época ele namorava uma outra menina ao mesmo tempo e que tentou transar comigo antes do casamento só para me testar. Fiquei tão decepcionada que só mantive o relacionamento por causa
das crianças, mas essa já é uma outra história”.

Perder a virgindade depois do casamento pode significar ter de lidar com muitas coisas novas de uma única vez sem estar preparada para tanto. Porém, há quem tenha encontrado equilíbrio e satisfação pessoal na exclusividade de parceiro. Se há uma certeza resoluta em tudo na vida é: a unanimidade não existe. Para a psicóloga, “somente vivendo os acontecimentos pertinentes a cada fase de sua vida, uma pessoa poderá
sentir-se real, plena e aprender com as experiências, integrando-as no seu processo de desenvolvimento”.
http://itodas.uol.com.br/amor-e-sexo/esperei-o-casamento-6884.html

Confissões de mulheres que só fizeram sexo depois de trocar as alianças

Confissões de mulheres que só fizeram sexo depois de trocar as alianças
Por Mariana Galante
Fonte: Revista Bárbara/ed.1

"Eu achava que sabia tudo sobre sexo pelo que ouvia falar e via em livros e que estava preparada para casar, ter e dar prazer. Mas na lua-de-mel tomei um baita susto quando vi o pênis do meu marido ereto, ao vivo e a cores, aquela
coisa grande, e só me lembro de querer fugir!” Ok, não há como não ver graça numa situação,
digamos... “dramática”, como essa. Soa antiquado, fora de moda, de outro planeta, ainda mais quando estamos acostumadas a topar com garotas de 14 anos
gravidíssimas por aí. Mas cá entre nós: só mesmo quem passa o aperto – da educação que teve, das escolhas que fez, da imposição que recebeu – para saber o quanto é
difícil dançar conforme a música (dos outros).

Vanessa Martins, a autora do depoimento acima, é sócia de uma rede de farmácias na cidade de União da Vitória, no Paraná, e hoje tem 40 anos. Casou-se virgem aos 19 com um homem seis anos mais velho depois de
um ano de namoro e um ano de noivado. Vanessa tomou essa decisão por medo de desagradar à família: a cidade era pequena, todos se conheciam e as meninas ditas “de família” deveriam se casar cedo e virgens para evitar os comentários maldosos. “Hoje, se tivesse uma filha mulher, jamais exigiria que ela se casasse aos 19 anos, e virgem”.

Para ela, o fato de morar em uma cidade pequena foi decisivo e acredita que, se tivesse crescido em uma capital, com mais opções, liberdade e independência, teria feito o exato oposto do que fez. “Se pudesse voltar no
tempo, eu teria feito muito sexo e com muitos namorados antes de casar. Que devassa eu seria!”.

Desejos não realizados
A psicóloga mineira Luciana Bichuetti acredita que, quando a mulher é obrigada a adotar comportamentos que não estão de acordo com seus desejos, aspirações e necessidades internas, perde a oportunidade de
experimentar de forma plena suas vivências. “Nosso amadurecimento emocional é fruto das experiências pelas quais passamos do nascimento até a morte. Se a pessoa não pode escolher o caminho a seguir e apenas adaptase ao que lhe é imposto pela família ou sociedade, podem surgir sentimentos de inadequação ou difi culdades para lidar com as próprias emoções”, diz a psicóloga.

A noite de núpcias de Vanessa, além de assustadora, foi frustrante. “Levei dois dias para conseguir deixar o meu marido me penetrar porque eu me contraía e tudo doía muito. Sofri um bocado para perder a virgindade por medo e desconhecimento do meu próprio corpo. Pensava: ‘Eu casei, agora tenho que ficar na minha e aguentar’. Para minha sorte, meu marido era mais experiente, muito calmo e carinhoso. Ah, mas nem pensar no tal de orgasmo, isso levou muitos anos para acontecer...”

Não há regras: seria irresponsável afi rmar que há sempre as mesmas vantagens e desvantagens nesta escolha, afinal, o que funciona para uma pode não funcionar para outra. “Um dos fatores mais importantes no
êxito conjugal é o senso de compromisso de ambos diante da nova vida que assumem juntos. O sucesso da união vai depender da sua forma de comunicação, sua capacidade de tomar decisões juntos e lidar com os conflitos que certamente surgirão”, afirma Bichuetti.

Uma questão de escolha
Ao contrário de Vanessa, Patrícia Gaspar não se arrepende de ter se casado virgem. A união da publicitária de 30 anos aconteceu em 2006 com um homem também sem experiência. Ela já havia tido outros namorados, mas
combinou com seu noivo de esperarem para descobrir o sexo juntos. “Me mantive virgem durante 27 anos por pura opção. Via amigas serem enganadas, usadas e abandonadas por namorados que se diziam apaixonados no início e que depois de um tempo simplesmente alegavam que a relação tinha perdido a graça. Outras ficaram grávidas e apagaram muitos planos para poder criar os filhos. Eu não queria isso para mim”.

Para Patrícia, não fazer sexo antes do casamento é esquivar-se de uma possível decepção. “Não que casar virgem seja garantia de que tudo será perfeito na relação, mas tudo na vida tem seu tempo e adiantar as coisas é
um belo jeito de fazer com que elas deem errado”. Oswaldo Rodrigues Jr, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, não aponta transformações evidentes imediatas nessa passagem da vida sem relações para um
comportamento sexualmente ativo, mas destaca que “em cada grupo cultural, os fatores emocionais precisam ser considerados, pois uma menina pode ter se desenvolvido compreendendo que, quando deixasse de ser virgem, seria um momento de assumir responsabilidades. As consequências ou reações emocionais dependem de idade, de grupo social e cultural”.

Patrícia, que sempre conversou abertamente sobre isso com o marido, sabe que eles são diferentes para os padrões atuais da nossa cultura. “Hoje, percebemos juntos o quanto somos diferentes dos jovens da nossa geração e ele, como homem, certamente tem mais dificuldade em falar sobre o assunto com amigos, até porque um rapaz que aos 23 anos ainda era virgem é motivo de piada. Eu nunca tive esse problema: conversava com amigas mais próximas da faculdade, elas achavam o máximo e até davam dicas para a lua-de-mel. Porém, sabemos que o mundo em que vivemos vende sexo 24 horas por dia e que resistir é quase impossível”.


O preço de acreditar
A representante comercial Márcia Costa, 40 anos, e a modista Neiva Manvailer, de 45, compartilham da mesma opinião de Patrícia: não se arrependem. Moradora de Penápolis, interior de São Paulo, e filha de pastor, Neiva nunca recebeu nenhuma instrução direta de seus pais nesse sentido, mas se casou virgem por acreditar que ajudaria a ter um casamento longo. “Não me casar virgem me traria um grande conflito interno entre aquilo que aceitei como certo e o que eu estaria fazendo ao contrário. Não sei se meu marido me amaria”.


Dr. Oswaldo vai no X da questão: “Uma menina ou adolescente que pretende casar-se virgem não sabe o que está fazendo, nem as consequências de seu ato, pois não tem como ponderar. Seu cérebro
ainda está amadurecendo... Para muitos adultos, este amadurecimento nem chega a se realizar. Para isso existem as regras externas, a moral, a ética. Quem desenvolveu regras internas coerentes com o mundo externo tem um cérebro maduro, capaz de administrar situações a partir de necessidades pessoais e em acordo com o mundo externo. Os que não têm esta condição
precisam do mundo externo para lhes guiar”.

Quando tinha 21 anos, Márcia queria que sua mãe se orgulhasse dela e tinha o sonho de poder entregar a alguém especial aquilo que considerava o seu maior tesouro. Também queria conquistar o respeito do marido. “Se a mulher se mantém virgem, ganha a admiração do parceiro, porque ele sabe que não é uma qualquer. Não que as mulheres que não se casam virgens não mereçam esse respeito, mas para o homem é preocupante saber
que a mulher já saiu com vários”.

A psicóloga Luciana Bichuetti explica esse culto à virgindade feminina: “A sexualidade da mulher muitas vezes foi considerada como sagrada e valiosa por causa de sua associação com a maternidade. Desde o início da civilização, os homens cultuaram a mulher por essa possibilidade de gerar uma nova vida”.

Historicamente, o homem saber que uma criança é realmente sua é determinação de poder. Controlar a sexualidade da mulher permite reconhecer a paternidade. Segundo o diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, “uma mulher sempre sabe que ela é a mãe. Um homem somente saberá se tiver sob controle os comportamentos sexuais da mulher e esta é a razão histórica de considerar a sexualidade da mulher tão valiosa”.

Com a técnica de enfermagem Cristiane de Mendonça, paulistana de 44 anos, a história não foi nada agradável. “Me casei virgem aos 17 anos e hoje eu faria tudo diferente. Tive uma educação muito rígida, tinha que
namorar em casa e com a família do lado. Caí na ilusão
de que me casar cedo seria uma solução. Não desejo isso para meus filhos de jeito nenhum! É fundamental conhecer bem a pessoa com quem se vai casar”.

Cristiane lamenta não ter convivido mais tempo com o marido antes de juntar as escovas. Entre namoro e noivado foram dois anos, mas era o pai dela quem ditava as regras. “Depois de casada, já com três filhos, é
que eu fui saber que naquela época ele namorava uma outra menina ao mesmo tempo e que tentou transar comigo antes do casamento só para me testar. Fiquei tão decepcionada que só mantive o relacionamento por causa
das crianças, mas essa já é uma outra história”.

Perder a virgindade depois do casamento pode significar ter de lidar com muitas coisas novas de uma única vez sem estar preparada para tanto. Porém, há quem tenha encontrado equilíbrio e satisfação pessoal na exclusividade de parceiro. Se há uma certeza resoluta em tudo na vida é: a unanimidade não existe. Para a psicóloga, “somente vivendo os acontecimentos pertinentes a cada fase de sua vida, uma pessoa poderá
sentir-se real, plena e aprender com as experiências, integrando-as no seu processo de desenvolvimento”.
http://itodas.uol.com.br/amor-e-sexo/esperei-o-casamento-6884.html

Os acessórios sexuais e os cinco sentidos

Por Oswaldo M. Rodrigues Jr. - Os acessórios sexuais e os cinco sentidos

E-mail: oswrod@uol.com.br



Oswaldo M.Rodrigues Jr

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Se você nunca entrou numa sex-shop, ou entrou mas não teve coragem de perguntar para que servia aquele apetrecho esquisito, de nome estranho, como Oromasturdor ou Ben-wa. Aqui está, uma ótima oportunidade para saciar a sua curiosidadade.

Invasão à sex-shop

Os acessórios sexuais têm o objetivo de estimular e saciar as fantasias. São elementos conjugados ao sexo, mesmo que não façam parte integrante dele. Normalmente, atingem os órgãos dos cinco sentidos. Vamos a eles. Sem dúvida, o mais excitante deste cardápio passa pelo sentido do tato.

1º)Tato

Pênis artificiais

Maciço ou oco - com finalidade de encapar o pênis, aumentando-o ou dando-lhe formato diferenciado ("camisões")

O pênis pode ser de látex ou silicone; tamanhos variação: 11cm de comprimento até 29cm; diâmetro de 2,5cm a 6cm. Alguns até simulam a ejaculação com reservatórios de líquido para produzirem a sensação semelhante à ejaculação. Existe também a possibilidade de se acoplar o pênis a cintas especiais que os sustentem sobre a cintura permitindo uma mulher "ter" um pênis.

Objetos destinados à introdução anal

Muito semelhantes aos utilizados para introdução vaginal, porém, geralmente menores ou menos grossos. Os tamanhos são variáveis da mesma forma que os vaginais.

Objetos ovais

Ovos de plástico com ou sem vibradores para introdução vaginal.

Bolas de tamanhos diferentes

As de pequeno tamanho ligadas por cordão são utilizadas para excitação anal.

Bolas Ben-wa

Bolas pouco menores que um ovo de galinha médio, em número de duas e ligadas por cordão, contendo mecanismos e pesos internos que permitem movimento, chamadas de bolas "Ben-wa". Essas bolas são para a introdção vaginal e para que a mulher, ao andar com elas, tenha que movimentar os músculos da entrada da vagina com o objetivo de fortalecê-los. Isto ajuda a mulher a ter mais capacidade física para obter orgasmos.

Vaginas

De silicone ou vinil, com ou sem vibrador, com ou sem pêlos.

Anéis do Amor

Enrijecem o pênis e impedem a ejaculação.

Algemas: com chaves e destrave de segurança.

Aparelhos para o pênis: vendidos para "aumentar a potência, comprimento e espessura"

Oromasturbador

O oromasturbador é um aparelho com sucção ou apenas para introdução peniana para a masrturbação e possui uma abertura para o pênis em forma de boca. Pode ser manual ou com vibrador.

Cremes e lubrificantes

TIPSY - "Ajuda a retardar a ejaculação"
KY - Gel lubrificante à base de água
AMPARYS - "Super lubrificante com anestésico"
LICKASEX - Gel lubrificante, sabor morango.
SUPER STYK - "Esquenta e estica o pênis"
VAGIN HOT - "Creme, esquenta e excita a vagina"

2º) Visão

É o órgão dos sentidos mais valorizado pela cultura ocidental. Embora mais fortalecido pelo gênero masculino, não é deixado de lado pelo gênero feminino.

É uma fonte de preocupação e ansiedade a todos, especialmente às mulheres que se esforçam em sincronizar-se com a estética social prevista. A moda tem formatado muitos segmentos das sociedades atuais.

Aqui temos as roupas sensuais e sexuais:

- Lingeries

- Roupas especiais produzidas com a intenção de seduzir e outra direcionadas para o sexo, produzindo elementos eróticos especiais.

- Filmes pornográficos com o objetivo de produzir excitação sexual.

3º)Olfato

- Perfumes

- Perfumes especiais - fórmulas "eróticas ou sensuais" encontradas em sex-shops

- A pele - muitos acham de extrema importância o cheiro da pele do parceiro (a) para o contato sensual e sexual. Em em alguns casos o suor é um elemento importante.

4º) Audição

- Música envolvente e preparatória com CDs.
- Falas macias e melosas para produzir excitação sexual e fala sexual explícita.

5º) Gustação

É o menos valorizado nas atividades sexuais se comparado aos outros órgãos do sentido.

Sua aproximação com a expressão sexual se faz pelos chamados alimentos "afrodisíacos": ainda não existe comprovação científica sobre a eficácia desses alimentos.

- Valorização de sabores e sensações táteis em lábios, boca, língua, garganta, zonas erógenas e genitália.

Enfim, os acessórios sexuais conectam-se às fantasias. Usá-los ou não é uma opção do casal. A escolha do que usar deve ser de comum acordo.

Oswaldo M. Rodrigues Jr é psicólogo formado pela Universidade São Marcos, dedica-se às questões da sexualidade desde 1984. Prestou serviços de Terapia Sexual ao Instituto H. Ellis, para o qual dirigiu a equipe de psicologia e terapia sexual e participou da coordenação dos cursos de Terapia Sexual e o de Especialização Livre em Sexualidade - em prol dos cursos de posgraduação em Educação Sexual e Terapia Sexual, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

Fone/fax 55 (11) 3666-5421
e-mail: oswrod@uol.com.br
www.oswrod.psc.br

Terapia sexual

Terapia sexual

Não importa o tempo de prática. Problemas relacionados ao sexo podem aparecer em qualquer fase da vida e são mais comuns que os tabus envolvidos no assunto. Para solucioná-los, a parte mais difícil pode ser quebrar os preconceitos em discutir o que está acontecendo. Problema que a terapia sexual resolve.
Criada na década de 50, este tipo de terapia nada mais é que uma terapia que lida com questões da sexualidade. "É uma modalidade da psicoterapia e utiliza técnicas comportamentais desenvolvidas para auxiliar a modificar comportamentos sexuais inapropriados", explica o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Jr.
Num consultório, o terapeuta ouve o paciente (ou casal de pacientes) sentado em uma poltrona, contar seus problemas sexuais. Após conhecer completamente a situação, o especialista dá início ao tratamento.
Segundo Oswaldo, durante as semanas de tratamento, o terapeuta faz orientações e aplica técnicas cognitivas e comportamentais para que as mudanças de atitude ocorram no paciente. "O casal vai para casa sempre com alguma orientação e atividade proposta, que auxiliam no desenvolvimento dos comportamentos desejados", afirma.
Estar vivenciando problemas sexuais é a causa principal de quem procura este tipo de terapia. No entanto, as razões para tal podem ser as mais diversas. Homens com dificuldades de ereção; que não ejaculam ou ejaculam precocemente; ou que estão com falta de desejo sexual são alguns exemplos de problemas masculinos. Já mulheres com pouco ou nenhum desejo sexual; que têm graves restrições cognitivas sobre práticas sexuais normais e corriqueiras; que têm dificuldades em preparar-se para o relacionamento sexual ou que sentem dores durante o ato; que apresentam dificuldades em ter orgasmos são alguns casos femininos tratados pelo terapeuta sexual. A terapia feita em casal, como o próprio nome sugere, é procurada por casais que estão com dificuldades no relacionamento sexual. O tratamento é mais eficaz e rápido se for feito com as duas pessoas. "Mesmo neste caso, os pacientes terão sessões individualizadas, pois sempre existem questões que precisam de atenção individual", ressalta o médico. Ele diz que os casos em que o indivíduo faz terapia sozinho, são aqueles em que não existe parceria sexual fixa. Podem ser também, problemas relacionados a dúvidas sobre identidade sexual. Existem ainda, pessoas que procuram o terapeuta a fim de melhorar seu desempenho sexual. Oswaldo aconselha aos casais a fazerem terapia sexual por diversos motivos. "A primeira razão é a melhoria e aumento de prazer sexual para o casal", diz. Além disso, se as duas pessoas se submeterem ao tratamento, o problema certamente será solucionado mais rapidamente. Em média, os tratamentos duram cerca de seis a oito meses. Por: Caroline Martin
http://minhavida.uol.com.br/conteudo/551-Terapia-sexual.htm

Dúvidas sobre sexo anal ainda são frequentes entre as mulheres

Dúvidas sobre sexo anal ainda são frequentes entre as mulheres
A sexóloga Fátima Protti e o ginecologista Théo Lerner respondem a perguntas das leitoras

28/03/2011 10:36Mudar o tamanho da letra:A+A-
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Parece mais do mesmo, mas não é. Impressiona o número de mulheres que manifesta dúvidas sobre sexo anal. Por isso, hoje a coluna será dedicada a esse tema e tem como convidado o ginecologista e sexólogo e Théo Lerner.

Durante o sexo com o meu marido, algumas vezes toco bem próximo ao ânus dele. Eu percebo que ele gosta, mas logo pede para eu parar. Não entendo essa atitude.
Alguns homens ficam desconfortáveis porque acreditam que somente homossexuais podem sentir prazer nessa região. Eles desconhecem que ao redor do ânus existem enervações que, ao serem estimuladas, provocam grande excitação e prazer independente da orientação sexual. (Fátima Protti)

Falando de higiene: pode ocorrer alguma situação constrangedora durante o sexo anal? É possível algum tipo de prevenção?
Na prática do sexo anal sempre existe a possibilidade de contato com o material fecal, que pode estar presente na região retal. Evacuar algumas horas antes de praticar o sexo anal para esvaziar o reto pode diminuir essa possibilidade. Da mesma forma, o uso de enemas ou lavagens também diminuem o risco de contato com as fezes. Contudo, esses recursos de limpeza devem ser utilizados com moderação, pois tal prática interfere na flora bacteriana local e pode causar irritações. Mesmo com todos os cuidados descritos, se acontecer algum "acidente", o melhor a fazer é levar na esportiva e partir para o chuveiro. (Théo Lerner)

Posso ter algum tipo de ferimento grave ou fissura por conta do sexo anal? Nesse caso, como eu devo proceder?
O esfincter anal e a mucosa retal não possuem a mesma elasticidade e lubrificação da mucosa vaginal, portanto existe sim maior risco de lacerações ou contusões nesse local durante a prática do sexo anal. Em caso de dor forte ou sangramento, a saída é procurar um médico para avaliar a extensão do dano e saber quais são as medidas necessárias. Vale lembrar que cuidado e delicadeza são sempre importantes para a prática do sexo anal. (Théo Lerner)

É possível uma “mulher real” ter prazer com o sexo anal? Ou isso só é visto em filmes eróticos?
Sim, é possível. No entanto, para curtir, primeiro é preciso se sentir à vontade com a prática. A iniciação do sexo anal deve ser gradativa e com bastante gel lubrificante à base de água e camisinha para facilitar a penetração – além disso, a camisinha também protege contra DSTs e AIDS. O parceiro deve começar com o dedo, fazendo movimentos suaves circulares e de introdução. Em alguns casos são necessárias mais de uma transa para a introdução do pênis – tudo deve ser feito com cuidado e lentamente. A mulher precisa sentir prazer e não dor durante o sexo anal, mas se isso não for possível, então talvez seja melhor optar por outras práticas sexuais. (Fátima Protti)

Fazer sexo anal com frequência pode prejudicar a minha saúde ou mudar o meu corpo?
Não existe nenhuma mudança corporal específica associada à prática de sexo anal. Os prejuízos à saúde podem ser minimizados com uma prática consciente, evitando excessos e se protegendo com o preservativo. (Théo Lerner)
http://delas.ig.com.br/colunistas/prazeresexo/duvidas+sobre+sexo+anal+ainda+sao+frequentes+entre+as+mulheres/c1596823952598.html

Confira as dicas e veja se o seu parceiro é bom de cama

Terça, 01 de Março de 2011

Confira as dicas e veja se o seu parceiro é bom de cama
Fonte: Fabiana Faria - gloss.abril.com.br/blog

Hoje é dia de apontar o dedo para os homens! Se liga no que eles mais fazem de errado na hora de transar e que acabam com a libido…

1. Achar que têm um impulso sexual mais forte que o feminino
Bobagem! Nós vivemos mais cansadas e isso altera os hormônios, o que altera nossa libido. Além disso, fatores emocionais influenciam na nossa vontade de transar. Homens se excitam só com o pensamento. (Fato! Se você for um bundão, a gente não vai querer transar com você nunca mais!)

2. Achar que as mulheres querem sexo carinhoso em vez de sexo selvagem
A gente quer mesmo uns toques mais delicados, principalmente no começo da transa, mas um “me-joga-na-parede-me-chama-de-lagartixa” é bom e todo mundo gosta! Conversa com a sua mulher pra saber o que ela quer, meu amigo. (I agree!)

3. Achar que as mulheres não são tão sacanas quanto eles
Acha que só você fica imaginando como seria transar com aquela bonitinha do trabalho, em cima da mesa dela? (Não, meeeesmo)

4. Continuar apegados ao mito de que as mulheres só chegam ao orgasmo com penetração
Só 30% das mulheres tem orgasmos por penetração e eles nem sempre são tão intensos quanto os clitorianos (aquele troço que fica do lado de fora da nossa vagina, lembram, meninos?! Hahaha…).

5. Pensar que todas as mulheres querem pênis enormes
“Eu amo pênis do tipo mignon” realmente não é uma frase ouvida com frequencia. Entretanto, a grande maioria das mulheres não gosta de pênis descomunais. (Machuca, incomoda, sabe? Diâmetro conta mais!)

6. Achar que sexo é só sexo se incluir o coito vaginal
É a tal história das preliminares. Divida o ato sexual em partes: sexo oral, estimulação com as mãos, beijos aqui e ali e penetração. Cada transa vai perdurar indefinidamente. (é isso mesmo, meu filho!)

7. Achar que ela vai ficar impressionada com trocas de posições ao longo da transa
Se você insistir em dar um de atleta sexual no começo de relacionamento, sua namorada vai morrer de tédio. Com o tempo, vocês vão descobrindo de que jeito sentem mais prazer e podem ir variando. (é verdade)

8. Ficar preocupados se não derem pelo menos um orgasmo à mulher
É maravilhoso saber que vocês estão preocupados com a gente. Mas não encarem cada transa como um teste. É bem mais difícil para a mulher chegar ao orgasmo e ela pode não tê-los regularmente. Você não vai querer que ela finja, né? (Fingir seria voltar no tempo, né, meninas?! E, quando ele fica tentando demais, a gente tem vontade de dormir, hahahaha…)

9. Querer apressar a parceira
Para a gente atingir o orgasmo, muitas coisas estão em jogo: o nosso estado emocional, se a gente bebeu ou não, se as preliminares foram legais… Se você estiver fazendo sexo oral nela, por exemplo, a Tracey diz que o tempo médio para se atingir o clímax é de 20 minutos. Pô, 20 minutos cansa, né? Não apressa a menina, não. Se a língua começar a doer, relaxa o músculo e deixe a garota te guiar. Se o pescoço doer, coloque um travesseiro para apoiar… (tudo pelo bem do casal!)

Fonte: Fabiana Faria - gloss.abril.com.br/blog
http://www.cabecadecuia.com/amoresexo/search/?q=transa&pag=5

O “chip do tesão” que Renata Banhara implantou no corpo

O “chip do tesão” que Renata Banhara implantou no corpo
Tratamento é indicado para apenas 30% das mulheres que apresentam queda da libido

Ricardo Donisete, especial para o iG São Paulo | 04/08/2011 11:51
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Renata Banhara: "Às vezes fico meio broxa"
Primeira eliminada da quarta edição do reality show “A Fazenda”, a modelo Renata Banhara contou um segredinho que surpreendeu os colegas de confinamento. Ela revelou que colocou um “chip” no corpo para recuperar a libido. O tal dispositivo é na verdade um implante hormonal de testosterona, recurso usado por ginecologistas para reavivar o apetite sexual de algumas mulheres.

A testosterona é o principal hormônio produzido pelo corpo do homem, responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas. Presente no organismo feminino em menor quantidade, a substância contribui para o apetite sexual da mulher.

Ginecologista renomado no tratamento da sexualidade feminina e adepto dos implantes hormonais, o médico Malcolm Montgomery explica como o tal “chip do tesão” funciona. Implantado embaixo da pele, o tubinho de silicone libera entre 0,3 e 0,6 miligramas da substância no organismo a cada 24 horas. “Esses implantes são usados há 30 anos. Com o passar do tempo, eles foram se modernizando e ficando tecnicamente mais confiáveis”, conta. Ainda de acordo com o ginecologista, a vantagem dos implantes em relação à medicação via oral é o fato da testosterona não ter que passar pelo fígado, onde obrigatoriamente parte dela ficaria retida, exigindo assim uma quantidade maior da substância.

A descoberta do Viagra feminino?
A reposição da testosterona está longe de ser a solução para todos os problemas sexuais das mulheres. Carolina Carvalho Ambrogini, ginecologista da Universidade Federal de São Paulo, explica que nem sempre a questão é hormonal. “Muitas vezes o que está envolvido é um relacionamento desgastado. Não adianta você dar hormônio se o relacionamento não está bom”, analisa a especialista.

Malcolm conta que apenas 30% das mulheres que se queixam de falta de apetite sexual apresentam algum desequilíbrio hormonal, como a baixa produção de testosterona. Em média, 30% das mulheres sentem pouco ou nenhum desejo por questões de saúde, como depressão e insuficiências renal e cardíaca, outros 30% sofrem com problemas sócio-psicológicos, relacionados a traumas e valores religiosos, e 10% têm causas desconhecidas.

Dessa forma, antes de iniciar qualquer tratamento, é preciso descobrir os fatores envolvidos na queda da libido, inclusive em mulheres jovens como Renata, de 36 anos. “A sexualidade humana depende de interações complexas entre processos mentais, mecanismos neurofisiológicos, bioquímicos e as relações interpessoais. Alterações em alguns destes setores levam à diminuição do desejo na mulher”, aponta a Angela Maggio da Fonseca, ginecologista e professora associada da Universidade de São Paulo.

Também faz sentido levar em conta as expectativas da paciente. Dar ouvidos a histórias incríveis (e muitas vezes fantasiosas) pode levar uma mulher saudável – com altos e baixos normais da atividade sexual – ao consultório médico. Renata, por exemplo, estava cansada de se sentir diferente: “No meu meio as minhas amigas chegam e falam: ‘eu sou irada, dou pirueta no teto, giro no lustre’. Daí eu fico olhando com uma cara... Às vezes eu sou assim, mas às vezes não. Às vezes fico meio broxa”.

Efeitos colaterais e custo do implante
É preciso tomar cuidado com o uso da testosterona. O excesso dela pode causar efeitos colaterais, desencadeando um processo de “virilização” da mulher. “A voz pode ficar grossa, o cabelo cair, pode ocorrer aumento do clitóris, aumentos dos pelos e a pele ficar mais oleosa”, alerta Carolina. “Por essa razão a testosterona precisa ser bem indicada, não é para todo mundo”, completa.

Importados, os tubinhos não são baratos. Cada unidade custa entre R$ 500 e R$ 600. Dependendo da recomendação médica, a mulher pode implantar de um a seis desses tubinhos para obter um resultado satisfatório. O procedimento cirúrgico leva só dez minutos, não é necessário nem dar ponto. Depois de 60 dias, a paciente volta ao consultório para saber se há necessidade de ajustar a dosagem. Os implantes podem ficar no corpo feminino até um ano e meio antes de serem trocados. No primeiro mês de uso, os efeitos já são sentidos.

Personalização justificaria o alto custo
Esses implantes não podem ser vendidos em farmácias, eles são personalizados para cada mulher e exclusivamente colocados por ginecologistas nos consultórios. “Antes fazer o implante, é preciso avaliar o índice de massa corporal da mulher, se ela é fumante ou não, se é sedentária, magra ou obesa. A saúde precisa estar em dia. O uso do hormônio exige uma sintonia muito fina”, esclarece Malcolm. A escolha da dose certa depende também de características genéticas, porque a paciente pode ter mais ou menos receptores de testosterona no organismo. O dispositivo hormonal não interfere no uso de pílulas anticoncepcionais, nem prejudica uma possível gravidez.

Uso terapêutico gera controvérsias
A prescrição do hormônio ainda gera controvérsias no meio médico. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que controla a fabricação de medicamentos no Brasil, ainda não se posicionou sobre o uso dos implantes. “O FDA, órgão que regulamenta os remédios nos Estados Unidos, também não liberou nenhuma forma de uso da testosterona pela mulher. Apesar de alguns países como Inglaterra e Austrália terem o uso bem estabelecido dela”, esclarece Carolina.
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