segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Gay ou hetero, para nós é só um beijo", diz classificador

"Gay ou hetero, para nós é só um beijo", diz classificador
Na TV aberta, classificador monitora programação para saber se emissoras cumprem classificação prometida

Severino Motta, iG Brasília | 15/08/2011 08:50
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Texto:
“De vez em quando recebemos críticas dizendo que nós somos os responsáveis por não deixar um beijo gay ir para a TV. Isso não é verdade, beijo não tem sexualidade para nós, gay ou hetero, é só um beijo”. A declaração é de Henrique Oliveira da Rocha, um dos classificadores de conteúdo do Ministério da Justiça. Responsável por monitorar o conteúdo da TV aberta, ele conversou com o iG na última semana e falou um pouco sobre a rotina de quem passa o dia assistindo à programação televisiva, tomando notas de cenas polêmicas e respondendo a denúncias que surjam contra as emissoras.

Com 28 anos de idade, formado em Sistemas de Informação, Henrique chega ao Ministério da Justiça às 7h da manhã. Sobe até o terceiro andar do edifício anexo e ingressa numa sala onde ele e cada um de seus colegas classificadores dispõe de um cubículo com aproximadamente oito metros quadrados, duas cadeiras, um computador e uma televisão.


Foto: Fellipe Bryan Sampaio/iG
Henrique Oliveira em seu posto de trabalho
“Ao chegar avalio as denúncias que recebemos através do ‘Fale Conosco’. A última foi sobre a novela 'Vidas em Jogo' [Record]. A denúncia reclamava da presença de armas na trama e questionava se isso podia ser exibido num programa classificado para 12 anos. Respondi que sim, pois ameaça com arma nos dá uma tendência de classificação para 10 anos. Para cada denúncia enviamos uma resposta para o autor”, disse.

Depois de olhar as denúncias e dar seguimento às respostas, Henrique inicia sua jornada no monitoramento dos programas de televisão. Como é a própria emissora que indica para qual idade seu programa é indicado, os funcionários do Ministério simplesmente avaliam a programação que foi ao ar e analisam se ela realmente está de acordo com a faixa etária prometida.

Por volta das 15h, Henrique estava assistindo um episódio da série "Glee". A cada cena em que um dos conteúdos descritos no Guia Prático da Classificação Indicativa é vista, um "pause" é dado na exibição e uma nota com o minuto e segundos em que ela aparece é feita.

“A personagem acaba de falar: ‘Seu marido está escondendo a salsicha numa cesta de frios que não é a sua’. Isso seria uma linguagem metaforizada remetendo ao sexo, o que indica uma tendência de classificação para 12 anos”, disse.

Como a Globo veicula essa atração nas manhãs de sábado, ela precisa ser livre ou indicada para maiores de 10 anos. Seguindo na atração, Henrique toma novas notas. Num determinado ponto há “consumo irregular de medicamento e automedicação, outros pontos que podem levar aos 12 anos”.

Questionado sobre a possibilidade desse episódio sair da classificação de 10 anos e subir para 12, o que faria com que ele só pudesse ser exibido após as 20h, Henrique é cauteloso. “Ainda não acabei de ver. Pois é preciso avaliar se há contrapontos e atenuantes. A mensagem, no fim, pode ser para não usar remédios, ser neutra em relação a isso, ou estimular o uso irregular. Isso é importante quando fazemos a classificação”, explicou.

Monitorando a programação de oito canais, Henrique disse que passou a gostar de novelas. Entre elas citou "Ti-ti-ti" e "Morde e Assopra". “Essa última estou monitorando agora”.

Lançamento da Editora Fiocruz: Amor e Violência

Lançamento da Editora Fiocruz: Amor e Violência
Outros Eventos
Sex, 12 de Agosto de 2011 11:43

Gerar conhecimento estratégico sobre o tema da violência no namoro e no ‘ficar’ dos adolescentes brasileiros: este foi o objetivo de um estudo pioneiro realizado por pesquisadores de nove universidades públicas e da Fiocruz. O trabalho, que teve início em 2007, coletou, produziu e analisou dados quantitativos e qualitativos de âmbito nacional.
O estudo foi realizado com cerca de 3.200 jovens, de 15 a 19 anos, matriculados em escolas públicas e particulares de dez cidades (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Florianópolis, Manaus, Porto Alegre, Porto Velho, Rio de Janeiro, Recife e Teresina). Os resultados da investigação deram origem ao livro Amor e Violência: um paradoxo das relações de namoro e do ‘ficar’ entre jovens brasileiros, lançamento da Editora Fiocruz. A coletânea – organizada pelas pesquisadoras Maria Cecília de Souza Minayo, Simone Gonçalves de Assis e Kathie Njaine, do Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde (Claves/Fiocruz) – faz uma síntese dos achados, mas também das interrogações do estudo.

“O que cotidianamente vemos na televisão, lemos nos jornais e ouvimos em conversas entre amigos sobre fatos concretos de mortes, agressões e lesões entre jovens nas relações afetivo-sexuais aqui se revela com dados e informações colhidos em um processo de intersubjetividade com estudantes de norte a sul do país”, resumem as organizadoras na apresentação do livro. “Nosso intento não foi apenas criar um conhecimento novo; ele vai muito além da publicação do livro. Envidaremos todos os esforços possíveis para que as descobertas aqui apresentadas possam subsidiar políticas, programas e planos de ação nos campos social, educacional e de saúde”, completam. A seguir, em entrevista, a pesquisadora Cecília Minayo discute alguns dos principais temas tratados na coletânea.

Logo o primeiro capítulo do livro aborda a condição juvenil no século XXI. O significado de ‘ser jovem’ sofreu transformações nos últimos tempos? Quais as principais mudanças e permanências?
O significado de ser jovem mudou muito nos últimos tempos, em vários sentidos, no mundo e no Brasil, principalmente para a classe média. Por causa da elevação da expectativa de vida, o tempo da juventude se ampliou – em vários países da Europa, atualmente, já o consideram até 30 anos. Essa ampliação – que é histórica, pois a própria delimitação do tempo da adolescência e da juventude é uma criação da modernidade – ocorreu por causa das exigências de formação muito mais prolongada nesta era globalizada e extremamente competitiva, e por causa do índice elevado de desemprego, que, entre os jovens, chega a ser o dobro do que na população adulta. Como consequência, os jovens ficam muito mais tempo na casa dos pais e constituem família tardiamente.

Nas classes mais pobres, a realidade vem mudando também, porém muito mais lentamente. Os jovens permanecem mais tempo na casa dos pais porque estão desempregados ou porque o que ganham não é suficiente para se manter. Muitos jovens das classes populares continuam, ao contrário, a ter a juventude reduzida porque constituem família muito cedo. Por outro lado, a mudança mais fundamental é a ampliação do acesso à educação formal, que vem ocorrendo pelo efeito de políticas afirmativas.

Houve mudanças também nas relações amorosas entre os jovens?
Quanto às relações amorosas contemporâneas, elas são mais provisórias, temporárias e contingentes, mas ainda estão impregnadas pela força da reprodução de padrões afetivo-sexuais tradicionais. Constatamos que o machismo continua forte e vigente, constituindo-se como um (anti)valor de longa duração. As violências mais graves são cometidas por homens, sobretudo quando se sentem preteridos ou traídos, mesmo nas relações de namoro, mantendo-se uma visão arcaica da mulher como posse e objeto do poder masculino. No entanto, existem mudanças provocadas, particularmente, pelas mulheres, que se colocam numa condição de parceiras capazes de questionar e propor novas modalidades de relacionamento. Muitas delas também adotam a violência física e psicológica como argumentos relacionais com seus namorados, repetindo o que era considerado essencialmente como comportamento masculino. Este último ponto, que já vinha sendo observado em estudos internacionais e nacionais, foi constatado na pesquisa que deu origem ao livro, mostrando que elas – proporcionalmente e sem considerar a gravidade do ato – agridem tanto quanto os rapazes. Em geral, o ciúme é o combustível das mútuas agressões.

É comum ouvirmos falar da violência do marido contra a esposa, do homem contra a mulher. Na pesquisa, vocês identificaram casos de violência praticada pelas meninas?
O livro todo, na verdade, trata de questões de gênero na medida em que analisa relações entre os jovens. A pesquisa mostra que, em geral, as agressões praticadas pelos rapazes são mais cruéis e causam danos físicos maiores. Porém, a não ser no caso da violência sexual, que é predominantemente praticada pelos homens, os outros tipos são comuns de ambas as partes. É importante ressaltar que as violências físicas, sexuais e psicológicas vivenciadas ou praticadas pelos jovens, frequentemente, ocorrem simultaneamente, indicando a necessidade de termos sempre em mente que não há características únicas e simplificadas que identifiquem uma pessoa como vítima ou agressora. Há, ao contrário, uma constante interseção de papéis entre vítimas e perpetradores, por parte tanto dos rapazes como das moças. No entanto, conceber que jovens de ambos os sexos, ao interagirem na relação afetiva, atuam de forma violenta não significa diminuir a importância da subordinação feminina. A violência contra a mulher no ambiente privado – incluindo-se os feminicídios – encontra-se entre as violações de direitos humanos mais comuns e entre os problemas sociais mais relevantes e com maiores repercussões sobre a saúde desse grupo social, o que afeta toda a família.

E quanto às relações sexuais?
A pesquisa mostra também que estão naturalizadas no país, de norte a sul, as relações sexuais antes do casamento, que ocorrem predominantemente, mas não exclusivamente, por insistência dos rapazes e com o consentimento das meninas. Os meninos fazem uso de estratégias românticas para transar com suas parceiras, com o argumento de que isso seria uma prova de amor. E muitas meninas, em tais circunstâncias, reproduzem valores de subjugação. Mas um número não desprezível delas toma a iniciativa e testa os garotos na sua sexualidade, às vezes humilhando os que não querem transar com elas. A pressão para transar, em alguns casos, costuma acontecer já no ‘ficar’ e se torna comum na situação de namoro, que representa, para os jovens de hoje, um compromisso bastante forte, embora informal.

Uma resultante dessa permissividade para a experimentação sexual – com pouco mais da metade dos jovens usando camisinha em todas as relações, como constatamos – é que 9,2% das meninas já fizeram aborto alguma vez e 1,2%, mais de uma vez. Além disso, 0,4% das meninas entrevistadas e 2,1% dos rapazes já são pais. Meninos e meninas com filhos precocemente estão principalmente na Região Norte do país.

O ‘ficar’ dos adolescentes é um fenômeno bastante contemporâneo. A pesquisa apresentada no livro, portanto, é inovadora ao propor uma reflexão sobre o tema no âmbito científico e acadêmico. Gostaria que a senhora comentasse essa questão.
Enquanto o namoro indica escolhas um pouco mais elaboradas, o ‘ficar’ caracteriza uma fase de atração sem grandes compromissos de fidelidade, mas chega a envolver um tipo de relação que pode se estender a beijos e contatos sexuais. Esse fenômeno da vida dos adolescentes e jovens contemporâneos, que precede o namoro, tem a ver com as mudanças nas relações e culturas de gênero ocorridas, principalmente, a partir da segunda metade do século XX e muito influenciadas pela liberação feminina. As características do ‘ficar’ se encaixam com as da adolescência, etapa de intensa transformação biopsicossocial, em que a sexualidade está no auge, à flor da pele, momento em que se definem os papéis sexuais. A escolha dos parceiros amorosos ganha lugar de destaque, mas como um aprendizado sexual não restrito à genitalidade ou à primeira relação sexual.

Como a violência se manifesta no ‘ficar’?
Nosso estudo mostra que a violência no ‘ficar’, assim como no namoro, é predominantemente recíproca, isto é, ocorre entre casais violentos, onde ambos os parceiros são, provavelmente, perpetradores de violência. Vários fatores contribuem para o surgimento da violência afetivo-sexual entre adolescentes e jovens, mas estruturas familiares e comunitárias violentas são das mais relevantes. Nesse sentido, a violência na relação amorosa pode ser um continuum que começa com as agressões sofridas pelos jovens na família de origem, ainda na infância, e que tendem a se reproduzir.

Então, adolescentes que vivenciam cenas de violência em casa e na comunidade estão mais propensos a se envolverem em relações afetivo-sexuais violentas?
Os jovens que vivem em famílias violentas estão mais propícios a serem agressivos nas relações afetivo-sexuais. No entanto, e é preciso dizer isso em alto e bom som: não existe nenhuma determinação cultural ou social nesse sentido. Ou seja: qualquer jovem vítima de violência no seu lar pode ser capaz de compreender o mal que isso lhe causa ou causou e criar laços afetivos saudáveis.

Quais os tipos de violência identificados na pesquisa? Quais os mais prevalentes?
Os tipos mais prevalentes encontrados na pesquisa são a violência verbal, relatada por mais de 85% dos entrevistados; a violência sexual, que chega a quase 40%; as ameaças, com 29%; e a violência física, com 24%. É importante observar que a violência afetivo-sexual é uma forma de violência interpessoal; portanto, com a exceção da violência sexual – muito mais praticada pelos meninos do que pelas meninas –, quase todas as outras modalidades apresentam poucas diferenças entre quem sofre e quem perpetra. Em relação às violências perpetradas há similaridade entre os sexos; entre os estudantes da rede de ensino pública e particular; e entre os jovens de todas as dez cidades estudadas.

Em relação aos dados quantitativos, existe algum número que, particularmente, chame a atenção? Em caso afirmativo, por quê?
Embora possa parecer de baixa intensidade, destaca-se o elevado percentual de jovens que cometem violência verbal (85%) e ameaças (29%). No entanto, o que mais chama atenção é a convivência com vários tipos de violência ao mesmo tempo, como é o caso da co-ocorrência de violência psicológica e sexual (32,3%) e de todos os tipos de violência juntos (24,9%).

Apesar desses percentuais elevados e da ocorrência de vários tipos de violência ao mesmo tempo, determinados comportamentos violentos são considerados ‘normais’. Como ‘desnaturalizar’ o problema?
A sociedade, em geral, e a escola, em particular, quase sempre, consideram normais os arroubos temperamentais dos jovens ou prestam pouca atenção no que ocorre nas relações entre eles. No entanto, a violência no ‘ficar’ ou no namoro pode prenunciar ou dar continuidade à constituição de famílias violentas. Mostrar os dados deste estudo e retornar essas informações para os próprios jovens e, principalmente, para as escolas é uma forma de contribuir para dar visibilidade ao fenômeno, mostrando o que ele pode significar de pernicioso. Assim como na vida adulta, apesar de todas as lutas do feminismo, continua existindo, para muitos jovens, um mundo privado onde o direito e a lei não têm importância. Todos os estudos sobre o fenômeno da violência ressaltam que a violência familiar potencializa a violência social e vice-versa.

A pesquisa foi conduzida em dez cidades. Quais as principais diferenças regionais verificadas nos resultados?
Quanto à estrutura familiar, 61,1% dos jovens entrevistados tinham uma composição familiar tradicional; em Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre, a estrutura familiar tradicional prevaleceu (cerca de 66%). Os jovens de Brasília, Manaus, Recife e Rio de Janeiro tinham de 20% a 22% dos seus lares chefiados por mulheres. Jovens cujas mães viviam com padrastos estavam em maior número em Manaus (10%) e no Rio de Janeiro (12%). Quanto às expressões das relações, o ‘ficar’ e o ‘pegar’ são comuns a todas as regiões. A expressão ‘rolo’ é mais utilizada no Sudeste; o ‘colar’, no Nordeste; o ‘breth’, no Sul; e a ‘paquera’, no Centro-Oeste. Há muitas outras especificidades elaboradas detalhadamente no livro.

Porém, ainda que existam diferenças sociais em muitos aspectos das relações violentas entre jovens das classes médias e populares, entre meninos e meninas, entre os que frequentam escolas públicas e particulares, o fenômeno perpassa e se entranha por todos os grupos e segmentos. E um dos efeitos mais deletérios apontados por este e outros estudos é que a violência praticada nas relações de namoro é preditiva da ocorrência de violência conjugal.

A partir dos achados da pesquisa, como prevenir a violência nas relações afetivo-sexuais entre os adolescentes?
No Brasil, a preocupação com as violências nas relações de gênero é um tema muito recente. Apesar de haver alguns estudos sobre o assunto, eles são pontuais. Em outros países, como Estados Unidos, Canadá e Espanha, por exemplo, o tema já está mais consolidado, embora também seja bastante recente.
Nossa pesquisa é a primeira de âmbito nacional. Ela precisa, ao mesmo tempo, ter continuidade e ser devolvida à sociedade, especialmente às escolas. Estamos cuidando disso e já temos várias iniciativas, principalmente por parte dos pesquisadores das dez cidades que trabalharam conosco. Devo ressaltar também o curso à distância para professores sobre violência nas escolas, liderado pela pesquisadora Simone Gonçalves de Assis, com apoio do Ministério da Educação. Sempre buscamos encaminhar os resultados de nossas pesquisas para os fóruns competentes. E, nesse caso, sabemos que o apoio social e comunitário é fundamental, conforme demonstram algumas pesquisas sobre intervenções realizadas, sobretudo nos Estados Unidos e no Canadá.
http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=23499:lancamento-da-editora-fiocruz-amor-e-violencia&catid=29:outros-eventos&Itemid=65

Sexo na terceira idade pode ser prejudicial a saúde?

12/08/2011 -- 16h05
Sexo na terceira idade pode ser prejudicial a saúde?
Muitos pensam que a vida sexual de um casal termina com a idade avançada, mas atualmente as pessoas tem envelhecido com mais disposição


Pode parecer estranho, mas hoje, apesar de todas as informações disponíveis, ainda tem gente que acredita existir uma idade para as pessoas pararem de ter um relacionamento sexual ativo e saudável.

O fato é que a vida sexual não tem data para acabar. Hoje, homens e mulheres chegam à velhice bem mais saudáveis física e psicologicamente do que no tempo dos nossos tataravós. E se há desejo e afeto, não há porque parar.

É verdade que vários fatores influenciam na perda da sexualidade ao longo do tempo. Dentre as razões se encontram as fisiológicas e psicológicas (perda de algum ente querido), econômica e fatos que ocorrem no cotidiano que às vezes não afetam diretamente o indivíduo, mas o sensibilizam de forma que a sexualidade fica mais debilitada.

Esses fatores influenciam nas mais variadas pessoas, sem levar em consideração a idade, mas quando se alcança a terceira idade, outra questão pode ser abordada quando se fala de sexualidade, que é o preconceito social sofrido.

Este preconceito, que precisa acabar, está baseado em que ''velhice'' significa ausência de sexo, partindo do princípio da procriação, onde o idoso não tem mais a necessidade de gerar filhos.

Esta premissa causa constrangimento em pessoas que possuem o corpo em ótimo estado para o ato sexual, mas a mente não está livre destes pensamentos que provém de idéias errôneas na nossa sociedade.

Esses fatores psicossociais podem ser tratados como responsáveis pela perda da sexualidade e, por consequência disto, a felicidade na terceira idade estaria comprometida.

O melhor caminho é lutar contra o preconceito. Desde que as pessoas se sintam felizes e saudáveis, não há nenhuma restrição para continuar tendo uma vida sexual ativa, independente da idade. O mais sensato é a quebra deste paradigma para que as pessoas que chegaram a terceira idade possam desfrutá-la da melhor maneira possível, inclusive sexualmente.

Márcio D. Menezes, cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--91-20110812&tit=sexo+na+terceira+idade+pode+ser+prejudicial+a+saude

Sobre la sexualidad humana: cómo ocurren los cambios

Sobre la sexualidad humana: cómo ocurren los cambios
Aquella tarde Anne Fausto-Sterling presentó en el Caixaforum de Madrid, ante un auditorio repleto de cientos de personas interesadas, un marco de pensamiento diferente sobre la naturaleza de la dicotomía sexual.
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La experta, durante su conferencia en Madrid. Foto: SINC.
Laura Corcuera | 27.02.2009 17:49
El marco que usó fue “la perspectiva de los sistemas dinámicos”. Su argumento es que la herencia y el ambiente (nature and nurture) son componentes de un sistema dinámico único que no debería considerarse como entidades individuales y separables.

La experta ofreció un marco de pensamiento sobre la diferenciación sexual temprana y otro sobre el tipo de estudios actuales que realiza con su grupo de investigación en EE UU para conocer mejor la diferenciación sexual.

“Lo que habitualmente sucede en los debates sobre herencia y ambiente es que existen personas con una opinión preestablecida”. La científica insistitó en esta idea que da la razón tanto a trabajos realizados desde la Biología como desde la Sociología. “Hay científicos sociales, sociólogos y antropólogos, que tienen un punto de vista determinado y muchos datos sobre sexo o sexualidad, pero cuando se enfrentan a los datos de otro marco diferente, el de la biología, tienden a rechazar ese otro marco y los datos de la biología, y a decir “nuestro punto de vista es el que necesitamos para hipotetizar sobre el desarrollo humano”.

Desde el lado de la biología, los biólogos dirán “la biología es la causa última de todo”, de manera que ese es el lado de la moneda de la naturaleza, y los científicos sociales simplemente no comprenderán la importancia fundamental de la biología. Y los biólogos tienen también datos para respaldar su punto de vista, no se están inventando las cosas; pueden ser imperfectos, pero toda nuestra información es imperfecta”.

Mediante la perspectiva de los sistemas dinámicos, se podría llegar por tanto a un modelo que explicara el comportamiento humano y los diferentes datos generados por estas dos disciplinas científicas. Según Sterling, “así se podrán sugerir nuevas líneas de investigación que documenten los procesos por los se producen diferencias en los comportamientos humanos”.

Sterling y su equipo recogieron hace años el desafío que supone explicar la estabilidad del comportamiento humano (nuestros deseos con respecto al sexo y al deseo no son inalterables, y surgen a lo largo de un período de tiempo), y hoy siguen buscando teorías no deterministas que puedan explicar tanto los períodos de estabilidad como los de inestabilidad y versatilidad.

Tres ideas básicas en la perspectiva de los sistemas dinámicos

1) La materialización física y los patrones de comportamiento están autoorganizados. Es decir, que no están programados en el genoma. No son algo que esté forjado por algún plan preordenado o predestinado, sino que se organizan a lo largo de un período de tiempo a partir de lo que está sucediendo en las primeras células embrionarias, del cuerpo, y del cerebro. Más que estar determinados por los genes o por la experiencia, son el resultado de complejas interacciones entre los componentes del sistema. Nuestros cuerpos están constituidos por muchos sistemas diferentes y lo que da lugar al comportamiento, por ejemplo, o a cualquier otra actividad que se desarrolle en el mismo, es la interacción entre todos estos subsistemas.

2) La aparición de diferencias sólo se puede medir en un eje temporal y esto es crucial. No nos podemos fijar en un sólo punto temporal de un ciclo de vida que puede abarcar de 85 a 90 años y hacer una determinación en ese punto del ciclo de vida y después creer que se ha llegado a conocer mucho sobre lo que sucedió en ese punto temporal.

3) Los sistemas cambian. Los sistemas de sexualidad pueden ser muy estables durante largos períodos de tiempo, pero también pueden cambiar. El cambio surge cuando uno o más subsistemas cambian, produciendo una especie de reverberación a través del sistema que provoca su reorganización para hallar un nuevo estado de equilibrio. Ese estado de equilibrio es lo que consideramos un cambio, ese nuevo estado.
http://www.agenciasinc.es/esl/Reportajes/Sobre-la-sexualidad-humana-como-ocurren-los-cambios

“Los sexólogos son muy antifeministas”

Anne Fausto-Sterling, investigadora en la Universidad de Brown (EE UU)
“Los sexólogos son muy antifeministas”
Con motivo del ciclo La construcción social de la identidad. Cuerpo, género y cultura, coordinado por Patricia Soley-Beltrán para el CaixaForum, SINC habla con Anne Fausto-Sterling, bióloga y experta en estudios feministas que considera necesario que los científicos sepan hablar mejor sobre lo que hacen y los periodistas entiendan mejor la ciencia.
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La investigadora, durante su estancia en Madrid. Foto: SINC.
Laura Corcuera | 24.03.2009 14:08
Ha señalado cómo los científicos pueden explicar perfectamente sus resultados, pero que frecuentemente el público carece de los conocimientos para entenderlos. En este contexto, ¿considera necesario mejorar la relación con los periodistas para que éstos puedan recibir una información correcta y transmitir este conocimiento al público?

En realidad se necesitan tres cosas: una educación científica mejor que tiene que incluir también Historia de la ciencia, o mejor aún, Sociología de la ciencia. Una educación científica significa no sólo enseñar un tipo de hechos, que pueden ser ciertos hoy, pero no mañana, sino también enseñar ciencia como un proceso de formación del conocimiento, no la mitología de cómo estableces una teoría y una hipótesis, y los experimentos que haces para averiguar “la verdad”. Esto segundo es un mito, así no es como funciona verdaderamente la ciencia.

Una educación científica tiene que implicar dar la oportunidad de ver la producción del conocimiento científico y ver cuáles son los puntos fuertes y los puntos débiles de ese conocimiento, porque el conocimiento científico no es absoluto. Puede ser muy importante y sólido en un contexto o área particular, pero si lo fuerzas hasta cierto punto, ya no es tan sólido. Por lo tanto, necesitamos una educación científica diferente. Necesitamos científicos que sepan hablar mejor sobre lo que hacen y periodistas que entiendan mejor la ciencia.

Pero existe un problema: se acusa a los periodistas de trabajar con prisa para publicar las noticias, de dar una respuesta rápida a una cuestión y de no ser exactos, y a los científicos se les acusa de estar trabajando en un círculo cerrado en la esfera académica para publicar en revistas muy especializadas. Sin embargo, no existe relación entre la comunidad investigadora y la información científica que llega al público

Estoy totalmente de acuerdo.

Ha estado estudiado durante mucho tiempo las bases biológicas subyacentes a asunciones sociales, éticas y políticas a lo largo de la historia de la biología de los siglos XIX y XX, ¿podría darnos un ejemplo actual?

Por ejemplo, en los últimos años se ha producido una verdadera revolución y ha habido una gran confusión sobre la definición de ‘raza’, y cómo los genes están asociados a la raza. Hay un campo de la biología donde existen tres, cuatro o cinco formas diferentes de usar esta palabra y la gente no se aclara. La razón es que los científicos no están reflexionando realmente sobre ello. Una de las causas por la que no pueden hacerlo es porque están intentando resolver problemas médicos desde la biología, en lugar de volver la mirada a las situaciones sociales en las que viven las personas. Entender la raza, un cuerpo ‘racializado’, como el resultado de un sistema de opresión, de lo que resulta una enfermedad real, que está en el cuerpo. Existe una falta de conciencia por parte del colectivo médico biológico para comprender que esa opresión puede literalmente, físicamente, causar una enfermedad. Esto es algo muy actual.

Trabaja desde un enfoque interdisciplinar, ¿puede describir la relación entre los estudios de biología y sexología y los estudios feministas?

Yo diría que, en general, los sexólogos son muy antifeministas. No son gente agradable. Pero estamos en la misma lista de distribución de mails, me comunico con ellos continuamente, porque necesito saber lo que considero que son “las ideas del enemigo”. Tengo que saber lo que piensan. Y en general, creo que los sexólogos no son agradables, y no cabe duda, tampoco feministas.

Hay feministas que escriben críticamente sobre sexología. Yo soy una de ellas. Hay otras personas que escriben análisis muy críticos de la historia de la sexología, pero están escribiendo desde fuera, y no tienen mucha repercusión sobre la práctica real de la propia sexología.

Además, la mayoría de los sexólogos no son biólogos; son psicólogos, algunos sociólogos, y unos pocos médicos psiquiatras. Son personas totalmente fatuas, y no puedes contar con ellas en la lista de mail, lo cual me gustaría. También hay algunas que se han borrado porque no son capaces de mantener una discusión. El tono de las discusiones no es agradable. También hay biólogos que estudian el sexo y que son sexólogos.

De hecho, la sexología tiene un lugar muy peculiar en el mundo. Se defiende a ultranza, y uno de los motivos es porque es atacada por la derecha política, por personas que son, por otras razones, histéricos en el tema del sexo y no creen que debamos hablar, estudiar o discutir sobre ello.

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http://agenciasinc.es/esl/Entrevistas/Los-sexologos-son-muy-antifeministas

“El paciente con cáncer debe aprender maneras diferentes de vivir su erotismo”

“El paciente con cáncer debe aprender maneras diferentes de vivir su erotismo”
¿Cómo afecta un tumor a la vivencia sexual del paciente y su pareja? Según Silberio Sáez (Navarra, 1965), sexólogo y director del Instituto Universitario de Sexología de la Universidad Camilo José Cela, todo depende de cómo la persona se sienta consigo misma respecto a la enfermedad y de su visión previa sobre la sexualidad. Su opinión se suma a la de los científicos que participarán este sábado en la jornada sobre Oncología y Sexualidad que se celebra en Madrid.

Silberio Sáez es sexólogo y el director del Instituto Universitario de Sexología de la Universidad Camilo José Cela (IUNIVES).
Elisabet Salmerón | 06.05.2011 13:53
¿Se puede disfrutar del sexo con cáncer?

La sexualidad es una dimensión inmensa, que abarca toda la vida y todo el cuerpo. Habrá limitaciones asociadas al cáncer, eso es innegable; pero también habrá posibilidades de encuentro, más allá de lo genital o lo orgásmico. Cuanto más amplia sea la visión de la sexualidad antes del cáncer, mucho mejor será después su disfrute.

¿De qué depende que el paciente siga teniendo una vida sexual?

Influyen muchos factores. Además de las actitudes previas hacia la sexualidad, tanto de la persona afectada como de su pareja, depende del tipo de tumor y su pronóstico, y de los recursos psicológicos de cada paciente.

Y la pareja, ¿cómo afronta la situación, en especial, en el ámbito más íntimo?

Hay una creencia errónea: que las parejas sanas no tienen problemas y que su sexualidad siempre es placentera y excitable. Las parejas sanas tienen otros problemas, distintos, pero no mejores. No siempre se produce desequilibrio en la relación de pareja. Lo fundamental es como cada uno se siente consigo mismo respecto a la enfermedad.

¿Qué tipos de cáncer suelen alterar más el comportamiento sexual?

En la mujer destacan el de mama y el ginecológico. El primero, por la alteración en la imagen corporal; y el segundo, por el significado emocional de los genitales. En cambio, en el varón es el de próstata y el colorrectal, por los problemas de erección y de eyaculación que conlleva. En todos ellos influyen también los tratamientos hormonales, así como la radioterapia y la quimioterapia.

Además, en algunos casos puede verse afectada la identidad sexual, por ejemplo, con la aparición en el varón de ginecomastia (agrandamiento de sus glándulas mamarias), o cuando a una mujer se le practica una mastectomía para extirparle el pecho.

¿Influyen las alteraciones del estado de ánimo del paciente?

Sí, también intervienen los trastornos originados por el diagnóstico del cáncer, como ansiedad y depresión, y los efectos secundarios de los psicofármacos.

¿Cuáles son las disfunciones sexuales más frecuentes debidas al cáncer?

En el varón, la disfunción eréctil, provocada por los efectos de la cirugía y los tratamientos oncológicos; y en la mujer, el vaginismo y el deseo sexual inhibido. Pero es muy variable: cada persona, su pareja, el tipo de cáncer y el modo de afrontar la situación nos dan una combinación imprevisible.

¿La frecuencia de las relaciones se mantiene tras el diagnóstico?

No existen estudios que aporten datos al respecto. Si se toman como referencia las relaciones genitales, nuestra experiencia nos indica que la frecuencia disminuye de manera considerable.

¿Los médicos ayudan o rehúyen el tema?

Los médicos tienen muy buena voluntad, pero, en general, tienen poca formación sexológica. Esto les suele condicionar en sus intervenciones, con poca implicación en las cuestiones sexuales de sus pacientes, centrándose más en un concepto de salud más fisiológico y psicológico, sin afrontar con los mismos recursos el bienestar sexual y de pareja.

Cómo sexólogo, ¿qué recomendación daría al paciente con cáncer?

Le diría que su sexualidad en este momento está experimentando algunos cambios como consecuencia de la cirugía o de los tratamientos. En estas circunstancias, hay ciertas conductas sexuales que no son las adecuadas porque resultan molestas y dolorosas. En lugar de seguir la norma y tratar de poner remedio a algo que no desea, le sugeriría que aprendiera maneras diferentes de vivir su erotismo.

¿Y a la pareja?

Las mismas que daría ante cualquier situación impactante en la vida: entender que primero hay una inevitable reacción emocional, que suscita reacciones muy diversas (temor, inquietud, ansiedad…), pero que la comunicación en pareja resulta balsámica. Compartir y poner sobre la mesa los temores, expectativas y deseos es el primer paso para asimilar todo cambio. No hay que olvidar que todo requiere de un tiempo para ser procesado, y las emociones y sentimientos no siempre tienen el mismo ritmo que los pensamientos. Uno debe darse permiso para sentir, primero, y compartir y comunicar, después.
http://agenciasinc.es/esl/Entrevistas/El-paciente-con-cancer-debe-aprender-maneras-diferentes-de-vivir-su-erotismo

Mulheres violadoras roubam esperma no Zimbabué

Mulheres violadoras roubam esperma no Zimbabué
14 de Agosto, 2011

A polícia do Zimbabué procura um grupo de três mulheres que violou dezenas de homens desde 2010. As autoridades suspeitam que os crimes são cometidos no âmbito de rituais ocultos.
Segundo as forças da lei, citadas pelo diário Herald, é difícil quantificar o número de vítimas, havendo registo de vários casos por semana desde 2010.

O modo de actuação tem variado. Em alguns casos, mulheres ao volante de automóveis de grande cilindrada oferecem boleia às vítimas, a maioria homens entre os 20 e os 30 anos de idade. Uma vez dentro do carro, o alvo é sedado com um spray. Noutras situações, as vítimas são ameaçadas com armas de fogo. Sob sequestro, os homens podem ser forçados a manter relações sexuais várias vezes, ao longo de vários dias.

A polícia acredita que pode haver uma relação entre a onda de violações e um culto religioso, já que a maioria das vítimas diz ter sido forçada a usar preservativo, sendo este posteriormente recolhido e o esperma guardado.

Face à surpresa geral, as autoridades esclarecem que um homem pode de facto ser forçado a manter relações sexuais contra sua vontade, mediante coacção física e psicológica, ou com o auxílio de fármacos. Contudo, a lei do Zimbabué não prevê que o crime de violação possa ser cometido por mulheres, pelo que as suspeitas são procuradas pelos crimes de rapto e acto indecente.

SOL
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