domingo, 10 de julho de 2011

"Namorinho de portão" já é coisa do passado

"Namorinho de portão" já é coisa do passado
Publicação: 12 de Junho de 2011 às 00:00

Sara Vasconcelos
Repórter

O bilhetinho escrito no guardanapo entregue no meio da festa. A troca de cartas em papel decorado. O pedido (sim, com todas as letras): "Você quer namorar comigo?". E a espera de alguns dias - para posar de difícil - até a resposta. A sequência de fatos faz parte da maioria dos relatos de início de namoros de pais e mães acima de 40 anos. Atualmente, o guardanapo e o papel de cartas foram trocados por mensagens instantâneas, disparadas por celulares e internet, garantindo maior dinamismo e menos espera para os dois lados. Mas não foram apenas as táticas de conquista que se modernizaram. O tal 'pedido de namoro' - quase em desuso - foi substituído por uma dúvida ou despreocupação em saber dizer quando, de fato, começaram a enamorar. E o relacionamento ganhou um formato mais liberal, inclusive com a permissão de alguns pais para que os apaixonados fiquem no quarto de casa.

As mudanças não param por aí. Há também uma troca de endereço, mesmo que temporária. É assim para a jornalista Jamille Nogueira, 25 anos, que aos finais de semana "se muda" para a casa dos pais do namorado, o produtor cultural Tarso Latorraca Casadei, 27 anos. Ele lembra que a frequencia com que se viam e se falavam dispensou o pedido formal e estão namorando, desde que se conheceram, há dois anos e meio.

O estar inserido não só na vida, como também no ambiente familiar é visto como ponto positivo pelos familiares. "Acredito que essa proximidade nos garante uma intimidade, uma sintonia, evita surpresa. Ele já me vê pela manhã descabelada", brinca a jornalista. Para ele, a proximidade durante o namoro ajuda a não encarar o casamento como um "peso". "O casamento é uma união para me fazer mais feliz e completo. O convívio antes do casamento é fundamental para isso, para conhecê-la melhor, respeitar suas particularidades", disse enquanto confessava não ter dormido na casa da namorada, apesar do acolhimento dos futuros sogros.

A coordenadora de projetos sociais Inês Latorraca, 52 anos, considera essa liberdade dada ao namoro do filho - e impensada na época dela - uma preparação importante para o futuro dos dois. "Prefiro que estejam em casa, fico mais tranquila. Além de ser mais seguro, permite que, como família, nos conheçamos e participemos melhor da relação deles", avalia.

O consentimento dos pais não é sinônimo de desrespeito, garante a dona de casa Ivaneide Alves de Brito Santos, 46 anos, que há cerca de um ano abriu as portas da casa para Adailton Siqueira, 34 anos, namorado da filha, a enfermeira Camila Alves dos Santos, 24 anos. O que permitiu o futuro genro, que mora sozinho, passar o tempo livre na casa da namorada. "Estranhei no início, porque fui criada num sistema bastante rígido, mas hoje prefiro tê-los por perto, dá para orientá-los", observa.

Desde que ficaram noivos, o casal que casa em novembro teve a "bênção" para dormirem juntos. "Mas por opção nossa, mantemos a porta aberta", diz Camila.

Ainda existem amores à moda antiga

Para a enfermeira Isabella Bezerra de Lima, 27 anos, o estilo à moda antiga ainda é mais prazeroso e construtivo. O namoro com o analista de sistema Jamersson Luis Moares, 28 anos, que dura 3,6 anos, começou de forma diferente. Integrantes de uma comunidade católica, antes mesmo do pedido formal de namoro, os pretendentes foram acompanhados por padrinhos para conhecer compatibilidades. Com casamento marcado para novembro, o casal diz ser comum entre os amigos a decisão de aguardar o matrimônio, para ter mais intimidade.

Para o casal, existe diferença em namorar e casar. "O namoro é um momento mais leve, que apesar de conhecimento, não pode ser vivido como um 'testar para ver se vai dar certo'", conclui Izabella. Os pais compartilham da opinião, apesar de considerar exagero a vigilância da comunidade durante a paquera. A mãe, Maria das Graças de Lima, conta que nas poucas vezes em que foi necessário Jamersson dormir em sua casa, a filha precisou mudar de quarto. "É um cuidado. Não sou a favor de muita liberdade no namoro, sob pena de perder o encantamento dessa fase", observa. O pai Israel de Lima, de 66 anos lembra que na época de solteiro, o namoro tinha outra conotação que assegurava maior compromisso.

Bate-papo

"A vontade de namorar, de amar e ser amado, permanece"

As pessoas ainda querem namorar ou buscam companhia pra fugir da solidão?

Apesar das mudanças que ocorrem com o passar do tempo, alguns aspectos do mundo humano são universais e atemporais. A vontade de namorar não parece esvaziada, atravessando diferentes culturas em tempos distintos. Houve algumas modificações nos formatos de namoro, mas a vontade de namorar e o desejo de amar e ser amado parece fazer parte da realidade da maioria das pessoas.

O namoro hoje em dia é menos compromisso?

Namorar pode ter inúmeros sentidos e significados que são construídos a partir da história de vida de cada sujeito. Isto pode implicar um maior ou menor compromisso e pode ter o casamento como vislumbre ou não. O namoro percorre tantas variações quantos universos existentes.

Essa liberdade de dormir juntos na casa dos pais é uma evolução natural nos relacionamentos?

Acredito que a liberdade de dormir juntos na casa dos pais não representa nem evolução nem retrocesso nas relações, é apenas reflexo da sociedade moderna, principalmente no que diz respeito à violência urbana, apontada como principal causa desta nova configuração, que é também conseqüência do exercício mais precoce da sexualidade aliado a uma maior dependência dos pais.

Conversar sobre sexualidade ou até mesmo abrir as portas da casa para acolher os namorados é o ideal?

Dormir na casa dos pais proporciona segurança, algo muito importante em tempos de violência, além das longas distâncias características dos grandes centros. Isso explica uma maior incidência deste comportamento nas cidades maiores. Além disso, conversar sobre sexualidade de forma mais aberta pode ser importante para a troca de informações e a construção de uma maior confiança na vida dos jovens. Para filhos e pais, estas podem ser situações constrangedoras ou difíceis de administrar se não houver um acordo comum e a escolha de ambas as partes e se os pais forem de encontro aos seus valores. Caso contrário, a situação pode ser confortável e ainda trazer ganhos para todos.

Como os pais devem agir e definir limite e liberdade?

Os pais precisam tentar travar diálogos abertos e honestos. É interessante construir uma liberdade regrada, em que estejam claros os espaços de circulação de cada um. O limite e a liberdade são reflexos do movimento e dinâmica de cada família.

É comum ainda se ter receio em assumir que o namoro não é mais como na época dos nossos pais?

Ter vergonha ou não de viver o namoro no formato menos tradicional, vai depender do quão confortável é para cada pessoa. Pode gerar vergonha porque o tema sexo é sempre tabu, independente da forma que é vivido e da época em que é abordado.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/namorinho-de-portao-ja-e-coisa-do-passado/185002

Desejo novo sabor menta

Desejo novo sabor menta
Publicação: Natal, 10 de Julho de 2011 às 00:00
Isaac Ribeiro – repórter
Os portadores de algum tipo de disfunção erétil acabam de ganhar mais um aliado. Chegou ao mercado brasileiro um medicamento que promete amenizar, ou até mesmo resolver, a falta de ereção, seja ela mínima, moderada ou severa, melhorando a qualidade de vida dos homens afetados pelo problema. O diferencial do Levitra ODT, lançado pela Bayer Healthcare, com relação aos similares já existentes nas farmácias é o fato de ser o primeiro comprido com essa função que dissolve na boca em segundos, sem a necessidade de líquidos, além de ter o sabor de menta.
É o primeiro medicamento para disfunção erétil em forma orodispersível lançado no Brasil. Na coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira, em São Paulo, outras vantagens foram apresentadas aos jornalistas. O TN Família estava lá.
O design da embalagem também é diferenciado, com um dispositivo que faz a cartela de comprimidos deslizar, expondo a dose a ser consumida minutos antes da relação sexual, tudo em nome da discrição, do comodismo e da funcionalidade.
A ação do novo medicamento começa com 15 minutos após ser ingerido. A partir daí, segundo os especialistas da Bayer, a ereção está garantida por um período de oito horas, bastando apenas um estímulo sexual para que ela se manifeste.
O urologista Archimedes Nardozza Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia - seção São Paulo (SBU/SP), explica que o Levitra não apresenta interação com álcool e alimentos, podendo ser tomado por qualquer homem, até mesmo por hipertensos, diabéticos e cardiopatas, desde que não façam uso regular de remédios à base de nitratos e doadores de óxido nítrico.
O preço fixado para o medicamento é de R$17 por comprimido, podendo ser comprado em embalagens com dois ou quatro.
Para entender a forma de ação da novidade, foi realizada uma pesquisa com 300 homens com problemas de ereção, e ainda 240 médicos. Mais de 90% dos entrevistados apontaram positivamente à propriedade de dissolução na boca e 62% deles disseram estar dispostos a mudar para esta nova modalidade. Cerca de 152 milhões de homens no mundo apresentam algum tipo de disfunção erétil. O repórter viajou a convite da Bayer Healthcare.
Saúde sexual boa é sinal de melhor qualidade de vida
A Organização Mundial de Saúde considera a saúde sexual fundamental para se ter boa qualidade de vida. Para a maioria dos homens, não ter uma ereção satisfatória e duradoura pode resultar em perda da autoestima, problemas com autoimagem e prejuízos também nos relacionamentos interpessoais. Isso sem citar a questão da masculinidade e a autopercepção do papel social do homem.
Divulgação Na apresentação do Levitra ODT, foram destacados diferenciais como o design da embalagem, o sabor menta e fato de dissolver na boca
"A ereção é tão significativa para a identidade masculina quanto à maternidade para a identidade feminina", comenta o psicólogo e terapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex) e membro da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (Sbrash).
De acordo com o terapeuta, o homem afetado pela disfunção erétil também pode ter sérios problemas com sua afetividade, tendendo a nutrir sentimentos negativos em relação à parceira, como raiva, caindo em quadros de depressão. "Ele não quer mais dormir de conchinha", diverte-se o psicólogo.
A depressão e a ansiedade são os principais fatores psicológicos responsáveis pela falta de ereção - e geralmente estão relacionadas à forma como encaramos e tentamos resolver os problemas cotidianos. E nenhuma das duas ajuda aos mecanismos da ereção.
Cerca de 45% dos homens com disfunção erétil têm alguma queixa de depressão, de acordo com Oswaldo Martins; mesmo que seja a chamada "depressão sorridente", quando se está deprimido e não se demonstra.
O próprio ato sexual já gera um pouco de ansiedade. O fato de precisar fazer uso de um medicamento para ter uma ereção satisfatória também é motivo de apreensão. "Se o homem tem que tomar um comprimido já se sente coagido. Ele tem que disfarçar, ir ao banheiro, tem que ter água. E se for começar uma relação sexual com preocupações já é complicado", avalia o psicólogo. "Solucionar problemas sexuais ajuda a resolver outros problemas da vida."
Fatores Fisiopatológicos
Mas não são apenas as percepções psicológicas que geram problemas de ereção. Fatores fisiopatológicos também levam à disfunção, principalmente doenças como diabetes, dislipidemia (altos níveis de gordura no sangue), hipertensão arterial, obesidade abdominal (acúmulo de gordura na região da barriga), além de problemas cardiovasculares.
Mas apesar de as doenças crônicas terem uma alta prevalência na causa da disfunção erétil, a maioria dos homens associa o problema principalmente a fatores psicológicos - como demonstrou a pesquisa "Homens em todo mundo", realizada pelo Instituto Ipsos Mori.
Pequenos riscos e efeitos
O Levitra ODT só é contraindicado mesmo para cardiopatas usuários de medicamentos à base de nitrato. Fora isso, qualquer homem saudável pode usá-lo sem problemas, como afirmam os especialistas da Bayer. "Pode ser tomado todas as vezes que for ter relações sexuais, diariamente inclusive. Porém, não é recomendável tomar mais de um por dia", esclarece o urologista Archimedes Nardozza Jr. Ainda de acordo com ele, na primeira hora após tomar o remédio pode ocorrer rubor facial, dor de cabeça e alguma alteração intestinal, sintomas provocados pela ação vasodilatadora.
Vale salientar que o medicamento não causa nenhum efeito nas mulheres, uma vez que seu objetivo maior é favorecer a vasodilatação do tecido cavernoso do pênis. Mas o psicólogo Oswaldo Martins considera a parceira fundamental para o tratamento da disfunção erétil. "Ela sabe mais sobre nossos pacientes do que nós, médicos."
http://tribunadonorte.com.br/noticia/desejo-novo-sabor-menta/188356

Meninas que são escravas sexuais

10/07/2011 - 13h02
Meninas que são escravas sexuais

No começo da década de 90, eu percorri o Brasil, especialmente a Amazônia, documentando a exploração sexual de meninas, transformadas, na prática, em escravas. Esse levantamento resultou numa série de reportagens para a Folha e no livro "Meninas da Noite". Houve uma imensa repercussão tanto fora como dentro do país.

O processo contra empresas de turismo americanas acusadas de turismo sexual na Amazônia, explorando meninas, apenas mostra que, apesar dos avanços, pouco mudou, especialmente em algumas regiões no Norte e no Nordeste.

E pouco mudou porque há um conluio entre empresas de turismo, hotéis, polícia e até as famílias, que, em alguns casos, alugam suas filhas. Ou até vendem, como eu pude documentar e, depois, filmaram.

Grupos de defesa do direito da mulher americanos que estão acompanhando esse caso dizem que o Brasil está atraindo tanta ou mais atenção para o turismo sexual de meninas do que a Tailândia.

Antes, porém, que se imagine que é um problema trazido por turistas estrangeiros, é bom não esquecer que o principal cliente desse comércio trágico é o próprio brasileiro.


Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/941562-meninas-que-sao-escravas-sexuais.shtml

Empresa vendia sexo na Amazônia, diz Polícia Federal

10/07/2011 - 03h16
Empresa vendia sexo na Amazônia, diz Polícia Federal
LUCIANA COELHO - DE WASHINGTON
KÁTIA BRASIL - DE MANAUS

Uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia está sendo investigada sob suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil.

A Wet-A-Line Tours é alvo de um processo no Estado da Geórgia, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal "The New York Times".

A agência também está sendo processada no Brasil, assim como a Santana Ecofish Safari, parceira que organizava passeios em Manaus.

Segundo investigações da Polícia Federal, ao menos 15 meninas foram vítimas de estupros e aliciamento nas viagens promovidas pelo proprietário da agência norte-americana, Richard Schair.

A empresa, segundo a investigação, utilizava iates luxuosos, camuflados de pesca esportiva para estrangeiros.

"O pacote incluía o turismo sexual", afirma o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.

As meninas são da cidade de Autazes, a 118 km de Manaus, e eram aliciadas, segundo a polícia, para participar dos passeios pesqueiros.

Além de Schair, são réus na ação penal José Lauro Rocha da Silva, proprietário da agência de turismo brasileira, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva.

O processo do caso está em segredo de Justiça no Brasil.

Em seu site, o grupo norte-americano de ativismo feminino Equality Now afirma que o processo nos EUA foi aberto em junho por quatro meninas, todas de origem indígena, que dizem ter sido forçadas a se prostituir quando tinham menos de 18 anos --a mais jovem tinha 12 anos.

A Equality Now afirma que elas alegam ter sido "vendidas como prostitutas". "No barco, teriam recebido bebida alcoólica e drogas e forçadas a praticar atos sexuais".

O grupo diz que é a primeira ação a usar a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico Humano para pedir compensação às supostas vítimas.

OUTRO LADO

O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações, segundo o jornal "The New York Times", que publicou ontem reportagem sobre o caso.

Schair negou envolvimento com a prostituição infantil nos depoimentos à Polícia Federal. A Folha não conseguiu localizar o empresário.

A reportagem tentou contato com os advogados dos outros réus na ação brasileira --José Lauro Rocha da Silva, da agência Santana Ecofish Safari, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva--, mas não teve sucesso até a conclusão desta edição.

O empresário norte-americano tenta suspender temporariamente o processo que corre em seu país.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/941498-empresa-vendia-sexo-na-amazonia-diz-policia-federal.shtml

Igrejas têm cada vez mais exigências para oficializar o 'sim'

10/07/2011 - 13h30
Igrejas têm cada vez mais exigências para oficializar o 'sim'

JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO

Para se casar hoje em uma Igreja Católica, não basta dizer o "sim". Há casos em que é preciso ir a 12 missas ou pagar multa por atraso. Por respeito à religião ou para coibir excessos, padres das igrejas mais procuradas para casamentos criaram restrições na cerimônia.

A Folha consultou 16 paróquias de SP, RJ e MG. Constatou que as normas incluem medidas contra atrasos, decotes e músicas. Ao menos três igrejas exigem dinheiro dos noivos. Caso sejam pontuais, o valor é devolvido.

É o caso do Mosteiro de São Bento, no centro da capital, e, em Ribeirão Preto (SP), da catedral e da paróquia Nossa Senhora de Fátima.

Há regras também para preservar prédios históricos. "Tivemos decorador que usou pregos nos bancos centenários para fixar arranjos", diz Alessandra Paciullo, cerimonialista do mosteiro.

Na Cruz Torta, no Alto de Pinheiros, o padre Renato Cangianelli proibiu a canção "Also Sprach Zarathustra", do filme "2001: Uma Odisseia no Espaço". "Sempre coloco a música aos noivos e pergunto do que se lembram. Todos dizem: macacos. Isso não condiz com a celebração."

Na Nossa Senhora do Brasil, a cruzada do padre Michelino Roberto é contra os decotes. Para cobrir as mais ousadas, ele tem xales para emprestar. Gabriela Chodravi, 25, que vai casar ali, deu o recado do padre às madrinhas.

O banho de arroz foi vetado em várias igrejas. "Além de superstição, é jogar alimento no chão", disse André de Oliveira, padre do Mosteiro de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo, em Claraval (MG). Na Candelária, no Rio, o arroz foi proibido após uma funcionária escorregar e se ferir.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/941570-igrejas-tem-cada-vez-mais-exigencias-para-oficializar-o-sim.shtml

A violência sexual é um mal diário que afeta as mulheres no Egito

10/07/2011
A violência sexual é um mal diário que afeta as mulheres no Egito

Souad Mekhennet
Cairo (Egito)

Mulher senta perto de barricada na praça Tahrir
Antes de Warda entrar num elevador hoje em dia, ela se assegura de que haja pelo menos uma mulher lá com ela. Em 16 de janeiro, Warda quase foi estuprada. Aconteceu num início de tarde, no coração do centro do Cairo, num elevador.

Um homem com cabelo preto curto entrou, lembra-se Warda. Eles não se olharam. "Eu estava lendo algumas mensagens no meu telefone”, disse ela. O elevador, grande o suficiente para quatro pessoas, parou de repente, e as luzes se apagaram. A eletricidade foi cortada, nada incomum em alguns bairros do Cairo. Eles chamaram o “bawab” - o zelador – mas ninguém respondeu.

“Então senti a mão do homem nas minhas calças. Eu pedi para ele parar, mas ele disse que era melhor eu ficar quieta ou ele tiraria suas facas”, disse ela, lutando contra as lágrimas. Ele abriu as calças e pressionou seu corpo contra ela por um tempo que pareceu durar horas, disse ela. Por sorte, a luz voltou. “Ele parou e me soltou. Eu simplesmente não queria olhá-lo no rosto.”

O elevador retornou ao térreo. Ele saiu, sem correr, e cumprimentou o bawab.

Warda, que pediu que seu sobrenome fosse ocultado, nunca reportou o incidente. No Egito – como na maior parte do mundo – as mulheres que sofrem assédio sexual ficam quietas; elas não querem correr o risco de serem culpadas ou humilhadas.

De acordo com organizações pelos direitos humanos e direitos das mulheres, pesquisas sugerem que centenas de mulheres egípcias são vítimas diárias de assédio sexual.

“Se falarmos em assédio verbal, então, é uma coisa pela qual praticamente toda mulher passa no Egito, e muitas mulheres nem pensam em denunciar isso”, disse Heba Morayef, pesquisadora egípcia da Human Rights Watch.

Um estudo de 2008 feito pelo Centro Egípcio Pelos Direitos das Mulheres, um grupo não-governamental, revelou que 83% das mulheres egípcias haviam reportado assédio sexual, e 62% dos homens egípcios admitiram ter assediado mulheres.

“Mas temos certeza de que os números são mais altos”, disse Mona Ezzat, da New Woman Foundation, um grupo de defesa com sede no Cairo. O telefone dela toca sem parar. Ela aconselha mulheres e coordena os esforços de 23 grupos que assistem mulheres em todo o Egito.

Heba Habib, uma estudante de direito do Cairo, disse que “não podia mais aceitar”. “Todos os dias, comentários sujos, e eles agarram quando você anda de ônibus.”

Uma vez, diz ela, um motorista de táxi começou a contar suas fantasias sexuais. “Eu fiquei com tanta vergonha e tentei superá-la dando risada”, disse a moça de 22 anos, colocando seus longos cabelos negros atrás da orelha esquerda. “Quando eu saí do carro e queria pagá-lo, vi que ele estava com as calças abaixadas e tinha se masturbado.”

Ela jogou o dinheiro no assento e foi embora. “Sinto-me cada dia menos como um ser humano.”

Habib se tornou colaboradora do Harassmpa, um site feito por voluntários e lançado em dezembro passado. Qualquer um que tenha visto ou presenciado assédio sexual pode reportar enviando uma mensagem de texto.

Em resposta, elas recebem ofertas de apoio e ajuda. “Esses relatos nos ajudam a construir um mapa, que é público na internet”, diz Engy Ghozlan, co-fundadora. “Nós apontamos onde são os lugares mais perigosos e que tipo de coisa nos foi relatada.”

Os homens também enviam textos, diz ela. Os 300 voluntários dão às mulheres assediadas o endereço dos centros que oferecem assistência psicológica e de outros tipos.

As atitudes em relação ao assédio e ao estupro são com frequência contra as vítimas, e as mulheres, em vez dos homens, são consideradas culpadas.

As 12 mulheres entrevistadas para este artigo e os grupos de defesa todos dizem que mesmo que a mulher reporte casos graves de assédio sexual, oficiais de polícia não costumam mostrar nenhuma sensibilidade. Em alguns casos, os policiais disseram às meninas que elas criariam problemas para si mesmas, que as pessoas as chamariam de prostitutas, e levariam vergonha para suas famílias se denunciassem o crime.

“Este é um problema muito sério de nossa sociedade”, disse Morayef, da Human Rights Watch. “As mulheres sabem que terão que lutar para levar seu caso adiante, e elas têm a sensação de que não conseguirão nada com isso, exceto culpa.”

Na pesquisa de 2008 feita pelo centro de mulheres, 53% dos homens egípcios disseram que as mulheres assediadas são responsáveis. Recentemente, uma mulher membro do movimento Irmandade Muçulmana sugeriu que as mulheres deveriam mudar sua forma de vestir, banindo roupas justas, curtas e sem mangas. Uma separação entre as mulheres e os homens também ajudaria, ela sugeriu.

“Isso é ridículo”, disse Ezzat, que usa um véu, blusas largas, sais e calças longas. “Não é uma questão de vestuário, porque muitas das mulheres assediadas usam véu, e tampouco é uma questão de religião ou religiosidade”, disse ela – os assediadores vêm de todos os bairros; há muçulmanos e cristãos cópticos.

Muitos grupos de mulheres no Egito participaram da revolta contra Hosni Mubarak, em parte porque esperavam por uma mudança para as mulheres. Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Ezzat e outros membros do grupo voltaram para a Praça Tahrir para reivindicar mais direitos.

Alguns homens cercaram duas das integrantes mais jovens e “começaram a tocar em diferentes partes de seus corpos”, disse Ezzat, 37. As mulheres correram para pedir ajuda, e um soldado eventualmente interveio.

Em junho, uma jornalista egípcia foi atacada enquanto entrevistava manifestantes na Praça Tahrir. Um oficial de segurança a par do caso disse que um grupo de homens começou a chamá-la de “espiã judia alemã” e a rasgar suas roupas. Um policial eventualmente foi ajudá-la. (Em fevereiro, a jornalista de televisão norte-americana Lara Logan também foi atacada na Praça Tahrir.)

Todas as mulheres egípcias e ativistas entrevistadas dizem que estavam mais preocupadas com o futuro próximo. No Egito e em outros lugares da região, os homens são tradicionalmente os principais assalariados. Com o grande declínio do turismo depois da revolução e o número crescente de homens desempregados, as coisas podem piorar, dizem as mulheres.

“Alguns deles tentarão encontrar uma válvula de escape para sua raiva, e há uma grande chance de que sejamos nós, mulheres”, disse Lamya Lofty, 32, da New Woman Foundation.

Tradução: Eloise De Vylder
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2011/07/10/um-mal-diario-afeta-o-egito-o-assedio-sexual.jhtm

sábado, 9 de julho de 2011

Robô dá uma “mãozinha” a doadores de sêmen

Robô dá uma “mãozinha” a doadores de sêmen

16 de junho de 2011 - 22:21 Redação

Cada vez mais comuns, os problemas relacionados à saúde sexual vêm perturbando homens e mulheres de todo o mundo. Cerca de 54% dos homens brasileiros sofrem ou já sofreram com algum problema relacionado à ereção e outros 30% com ejaculação precoce.

Pensando nisso, a empresa Sanwe Medical Equipament criou o “sperm collector”, máquina que realiza movimentos sexuais femininos e possui um DVD player. A coleta é totalmente higiênica e não apresenta riscos de transmissão de doenças. Os fabricantes garantem que o robô é a melhor alternativa para a coleta e tratamento dos pacientes.

A fabricante do produto faz cerca de 10 aparelhos por semana ao custo de US$2,8 mil. O robô será implantado em clinicas de coleta e bancos de esperma e ajudará os pacientes com problemas relacionados à ejaculação e ereção. Assista ao vídeo do funcionamento da máquina
Robô dá uma “mãozinha” a doadores de sêmen