domingo, 28 de agosto de 2011

Sexo proibido?

Sexo proibido?

Marcus Vinicius Batista

A estudante universitária, surpresa, resolveu relatar o comportamento de dois pacientes à assistente social.

— Seu José transa duas vezes por semana. E Dona Maria, então?
— Qual é o problema?, perguntou a assistente.
— Ela parece minha avó! E sempre vi minha avó como virgem.

O diálogo, que aconteceu numa sala da Prefeitura de Santos, simboliza o preconceito no qual sexo é assunto enterrado na velhice. A desinformação representa um tiro no pé para muitos idosos, que se tornaram alvo frágil diante da Aids.

Segundo o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a média de infectados com mais de 50 anos era de 17 para cada 100 mil pessoas, em 2002. Hoje, a média está em 40 pessoas. No Estado de São Paulo, são aproximadamente 4400 soropositivos com mais de 60 anos.

O casamento entre falta de informação e preconceito cria uma nuvem de fumaça que mascara comportamentos usuais de idosos, principalmente os homens. Muitos deles redescobriram a chance de engatar relacionamentos afetivos na maturidade, o que implica em vida sexualmente ativa, inclusive com vários parceiros e parceiras.

Trata-se de uma conseqüência de mudanças sociais agudas, estimuladas por avanços da medicina (e as pílulas milagrosas) e pela criação de instituições onde idosos retomaram a convivência social e cultural.

Embora as alterações comportamentais sejam nítidas e saudáveis, ainda prevalecem valores culturais. Um deles é o machismo. Muitos homens dispensam o uso da camisinha sob a alegação de que não tem nada. E transferem a responsabilidade para a mulher que, constrangida, abre mão do preservativo. Muitas das idosas infectadas só tiveram relações sexuais com o marido e depois com o novo namorado. Dispensaram a camisinha da bolsa para não serem vistas como “atiradas” ou promíscuas.

A Aids, via de regra, atravessa um período de estabilidade entre os jovens. As exceções são as mulheres e os idosos, grupos que registram aumento no número de casos. A transmissão da doença quebrou também uma relação de confiança, pois muitas mulheres – inclusive idosas – foram contaminadas no casamento.

Outro obstáculo é o diagnóstico tardio. Muitas pessoas se julgam imunes ao vírus HIV, que seria uma marca punitiva para a postura volúvel dos mais jovens. Esta mentalidade atrapalha o tratamento, agravado por outras doenças da velhice, como diabetes e alterações ósseas, que desequilibram os efeitos colaterais dos medicamentos.
A Aids entre os idosos também conta com o silêncio dos pacientes, que preferem não contar que são soropositivos aos filhos. Assim, evitariam a implosão da família. E amenizariam a culpa do pai que infectou a mãe.

Apesar do Brasil ter imagem positiva no combate à Aids, o Governo Federal investe somente 10% dos US$ 623 milhões orçamentários em campanhas informativas. A maior parte do dinheiro vai para a compra de remédios. Na Baixada Santista, os idosos representam 20% da população em Santos e Praia Grande. A Aids, ainda viva por causa da área portuária, bate à porta de quem se sentia blindado aos ferimentos numa fase de serenidade.

A sexualidade do idoso pulsa de novo, sem pudores ou moralismo. A ironia cruel é que a ressurreição de um passado cheio de vida pode se transformar em sentença de morte.

Amor entre mulheres

Amor entre mulheres

Marcia Atik

Escrever sobre homossexualidade feminina não é fácil. É um assunto pouco conhecido, porém intensamente vivenciado nos dias de hoje. Creio que o conhecimento é o primeiro passo para que preconceitos e angústias sejam derrubadas. Chamamos de lésbicas mulheres que tenham relações ou desejos homoafetivos.

No século XIX, aqui no Brasil falava-se da relação de intensa amizade entre dona Leopoldina e a inglesa Maria Graham, isso apenas para dizer que as relações afetivas entre mulheres sempre existiram. Mas passavam sempre aos olhos da sociedade como intensa amizade ou cumplicidade, pois nessas relações também o desejo feminino nunca foi valorizado.

Não se trata de contar a história da homossexualidade feminina e sim de dar uma pincelada para percebermos que ela esteve sempre nos bastidores da história oficial. O que eu pretendo, na verdade, é refletir o quanto a humanidade é contraditória num assunto que caminha com ela, sempre à margem.

De maneira geral, a expressão da sexualidade fica reduzida a um coito, a uma relação sexual, não levando em conta outros aspectos, às vezes até nem ligados aos órgãos genitais que são tão ou mais importantes que isso.

Na teoria, a liberdade é um sentimento que todos nós perseguimos, mas na prática só conseguimos quando temos coragem de viver em harmonia com o que sentimos. Charlote Wolff bem definiu em seu livro – Amor entre mulheres – “...não é o homossexualismo, mas o homoemocionalismo, que constitui o centro e a própria essência do amor das mulheres entre si.”

O lesbianismo nada mais é do que uma variante da sexualidade humana. As lésbicas são, fora do comportamento sexual, exatamente iguais às outras mulheres, bonitas, feias, talentosas ou rudes, fiéis ou desleais, dominadoras ou submissas.

Desde o momento em que um casal decide ter um filho se programando ou até a notícia de uma gravidez, todo o ambiente familiar passa por um processo de mudança baseado nas expectativas dos pais, na sua maioria, com um script pronto escrito pela sociedade. A partir daí, a história dessa criança passa a ser construída nesses moldes.

Na puberdade, as transformações anatômicas e fisiológicas são grandes e rápidas. As relações familiares também passam a ser questionadas e desafiadas, promovendo uma reavaliação da psicodinâmica familiar e um afastamento dessa jovem dos paradigmas familiares.

Até um dia quando o pai ou a mãe são surpreendidos com a percepção de que a filha não está correspondendo ao sonho da princesinha casadoira, pois além de nunca ter namorado, ela também não se interessa por questões tipicamente femininas.

Depois dessa introdução geral, uma conversinha olho no olho para as mães e famílias... A homossexualidade feminina tem algumas características particulares, ela é muito mais afetiva do que sexual. Embora o relacionamento sexual exista, são relacionamentos homoafetivos na sua essência.

Não serei hipócrita em dizer que os pais ou a família de uma jovem que assume sua homossexualidade devem aceitar sem angústias, pois desde a primeira boneca, já pensamos na nossa princesinha realizando os nossos sonhos: casamento, filhos e lar.

Nada contra isso, mas também sabemos que os filhos raramente satisfazem esse enredo, pois a vida deles não é nossa e os sonhos deles são particulares. E, na medida em que crescem, assumem seus desejos, independente de nossa romântica visão.

Proponho uma conversa franca, podendo até falar da decepção, mas nunca a culpando ou forçando a mudança. Como mãe e com o dever de preparar os filhos para a vida, oriente-a apenas para que tenha dignidade nessa sua opção, que se respeite e se firme na vida pessoal, familiar e profissional como uma mulher de fibra, digna da admiração e do orgulho da mãe.

Não temos espaço para esgotar o assunto, mas esse é o começo para que nem você nem sua filha sofram o desencontro e o abandono em que muitas famílias se colocam quando os filhos fogem a sua expectativa, principalmente nas escolhas ligadas à sexualidade e ao afeto.

Apenas um detalhe

Apenas um detalhe
por Bel Vieira
Estava tudo indo muito bem até que, na hora do vamos-ver, você não viu grandes coisas. Afinal de contas, tamanho é mesmo documento ou o que importa é o tamanho do prazer que eles (vamos incluir o dono) proporcionam?

Acredite se quiser, mas dizem que o astro pornô americano Long Dong Silver ficou famoso por ter o maior pênis do mundo: flácido, media impressionantes 47,5 centímetros! Já pensou? Uns com tanto, outros com tão pouco... O menor pênis ereto que se tem notícia media menos de 5 centímetros, equivalente ao comprimento de um dedo mindinho! Entre os brasileiros, a média é de 12 a 13 centímetros. No entanto, os especialistas garantem que 8 centímetros já são suficientes para dar prazer a qualquer mulher. Curiosidades à parte, a verdade é que, quando o tamanho do objeto do desejo deixa a desejar, vira motivo de preocupação para muitos homens – e para as mulheres também. Afinal, descobrir que as medidas do quase-príncipe-encantado são bem abaixo da expectativa pode ser uma grande decepção. Ou seria minúscula?

Se tamanho for mesmo documento, aconselha-se checar o material antes, para não ter uma surpresa desagradável durante. Mas como? A advogada Gisela Ferreira diz que tenta conferir as proporções da coisa no momento que ela chama de pré-fuck, leia-se amasso. “Eu passo a mão por cima da calça dele para ter uma idéia do que me aguarda. Mas tem que ficar esperta. Uma vez, só de abraçar o cara, já percebi o comprimento e, principalmente, como estava duro. Foi aí que ele pediu licença e tirou o celular do bolso”, lembra. A hora da verdade pode chegar num fim de semana na praia. “Se vejo um cara de sunga, é algo involuntário, olho direto para o ‘volume’ do moço”, admite Gisela. A arquiteta Marta Brito também é adepta desse método. “ Os homens não fazem o teste da areia pra ver se o corpo da menina é legal? Então! Eu faço o mesmo pra conferir se vale a pena”, confessa ela. Mas cuidado para não cometer injustiças com essas olhadas básicas: em dias mais frios ou quando o homem entra na água gelada do mar, o pênis se retrai e parece menor do que realmente é.

Para se ter noção do tamanho antes de chegar aos “finalmentes”, inventam cada história do arco da velha – e o pior é que tem gente que acredita. “Comecei a sair com um carinha que calçava o tradicional 42 bico largo. Fiquei toda animada, mas depois comprovei que não tem nada a ver”, revela a designer Juliana Salomão. Segundo o urologista Dr. Joaquim Claro, essas comparações não passam de crenças populares. “Não há estudos que comprovem qualquer relação entre o tamanho do pênis com o do pé ou mesmo do nariz”, explica. Trata-se de uma questão genética: como a cor dos olhos, a cor da pele e a estatura, respeitando a etnia de cada um – essa, como reza a lenda, realmente influi no tamanho médio do pênis. “Em geral, os orientais têm pênis discretamente menores, os caucasianos estão no meio termo, enquanto os negros são mais alongados. No entanto, isso não significa nenhuma vantagem, ou a China não teria a quantidade de habitantes que tem”, brinca.

Aos menos agraciados, a má notícia: a mulherada não perdoa e conta tim-tim por tim-tim quando a ferramenta de trabalho não é grandes coisas. “Você precisa dividir esse trauma com alguém e acaba mesmo rolando comentários indiscretos entre um chope e outro. Para isso servem as amigas!”, brinca a professora Lia Bergman. Nas conversas de banheiro, é comum se referir ao dito-cujo com apelidos maldosos, como PP (com duplo sentido), PM (com eme de minúsculo), lápis, caneta Bic e uma infinidade de nomes no diminutivo – por que será? – fofinho, coisinha, toquinho, juninho. Por isso, atenção, rapazes: se a dona do seu coração se referir ao seu melhor amigo como qualquer-coisa-inho, desconfie. Pode não ser uma forma carinhosa, mas sim uma grande (?) ironia.

Fora os pequeninos, os finos também não satisfazem. “Pior do que pau pequeno, só fino! Ninguém merece pinto-lápis”, afirma a dentista Regina de Andrade. Por outro lado, mesmo as que se dizem desestimuladas frente a frente com o mini-crime, admitem que há uma vantagem inegável nas menores pistolas: é menos traumático fazer sexo anal. “Um pau fino entra mais fácil. Quanto mais grosso, mais doloroso é”, ressalta Fabiana de Moraes, defensora dos fracos e oprimidos. Depois de tantas reclamações, enfim chegou a vez das meninas que acham que “não importa o tamanho e sim o prazer que ele proporciona”. “Eu não tenho preconceito nenhum: pode ser P, M ou G, fino ou grosso. O importante é que fique duro, no resto dá-se um jeito”, admite a comerciante Verônica Cavaliere.

O sexólogo Oswaldo Rodrigues afirma que a penetração não é o fator principal de prazer para a maioria das mulheres, de modo que o tamanho não deveria ter tanta importância. “A razão é simples: a maior parte das mulheres chegam ao orgasmo apenas através do estímulo clitoriano. Além disso, as preliminares e o envolvimento amoroso tornam-se mais importantes do que a penetração em si”, explica. O sexólogo ressalta que a vagina é elástica e pode se adaptar a pênis de centimetragem variadas. “A vagina se amolda ao tamanho que for penetrado, salvo exceções de membros muito grandes (acima de 25 centímetros), que podem até ferir a mulher”, ensina.

Quando o mercado masculino não oferece grandes negócios, é melhor agarrar as oportunidades, como faz Eliana de Mello. “Eu não vou dizer que os pequenos são os meus preferidos. Mas, às vezes, o desempenho do cara compensa o tamanico”, diz a publicitária. Ou seja, o cara pode superar pequenos detalhes com uma boa performance – incluindo aí dedos e línguas, por favor. No time das advogadas dos “inhos”, Isabel Nunes é das que consideram melhor faltar do que sobrar. “Nunca botei pra escanteio nenhum namorado por o dele ser menor do que a média. Mas já aconteceu o contrário. O grandes são bons apenas para olhar! O sujeito tirou a cueca e me assustei com aquilo tudo. Tive que cancelar os planos e pedir a conta no motel, porque o negócio todo não caberia dentro de mim!”, conta Isabel.

O assunto rende belas piadas mas, para muita gente, ter um punhal no lugar de uma longa espada é motivo de seguidas noites maldormidas – e não é para fazer amor de madrugada. Conversamos com alguns homens sobre isso e todos eles garantiram ser privilegiados, garanhões, enfim, poderiam ganhar a vida estrelando filmes pornôs. Sabe como é, pau pequeno é o típico probleminha que ninguém admite ter. O professor de ginástica Carlos Figueiredo disse estar muito satisfeito com todas as suas medidas. “Se, eu disse SE, me sentisse ‘diminuído’ na cama, me empenharia para ser muito bom de língua”, afirma. Já o analista de sistema Bernardo Araújo se confessou solidário aos mal-dotados. “Coitados dos caras, deve ser muito ruim ter pau pequeno. Não tem jeito de aumentar e o cara vai ter esse estigma pro resto da vida”, imagina.

Realmente, não há nenhum método cientificamente comprovado que aumente o tamanho do pênis. “Somente para mutilados, amputados ou em casos extremos como de micro-pênis em que o membro não chega a um centímetro opta-se por uma cirurgia reconstrutiva, multidisciplinar e muito complexa”, ressalta o urologista Joaquim Claro. E olho vivo: aqueles e-mails prometendo aumentar o pênis em até não-sei-quantos centímetros, blablá, além de serem a mais pura picaretagem (sem trocadilhos), ainda podem causar problemas mais sérios. “A longo prazo, o uso do anel no pênis pode gerar comprometimentos graves e até disfunção erétil”, alerta Dr. Claro.

A verdade é que o pênis é praticamente um símbolo de poder, virilidade e força. A sociedade latina valoriza demais essa parte do corpo masculino e impõe que ele seja grande, se possível, enorme. “O homem acostumou-se desde criança a considerar o maior como sendo o melhor. Se ele acha, mesmo que não seja verdade, que o seu pênis é pequeno ou fino, entra em desespero, se considera inferiorizado frente ao mundo e é tomado de constante insegurança nos relacionamentos interpessoais”, resume o sexólogo Oswaldo Rodrigues. Dr. Claro reforça o discurso: “Muitas vezes o paciente bate no meu consultório reclamando que o dele é pequeno, mas na verdade não é. O problema não é anatômico, mas sim, psicológico. O paciente já pesquisou na internet. No fundo, sabe que está dentro da normalidade, mas ainda assim está insatisfeito. Ele quer ter o pênis maior, sempre!”, conclui o urologista. Pequeno ou grande, a gente tem que ser feliz com o que tem – os homens, com o próprio corpo e nós, com o corpo que namoramos.

sábado, 27 de agosto de 2011

15 curiosidades sobre sexo mundo afora

15 curiosidades sobre sexo mundo afora
23 ago 2011 | Por @Nataliaporra em Artigo/Notícias, lista às 03:29

Tudo menos isso: Os esquimós das tribos Copper e Netsilik oferecem as mulheres como sinal de hospitalidade. Já entre os Akhvakh, que vivem no sul da Rússia, o convidado “recebe” uma adolescente, com quem pode fazer todos os jogos sexuais, desde que o hímen permaneça intacto.
Fofas: Em Calabar (Nigéria) e nas ilhas Marquesas (Taiti), as mulheres obesas são as mais desejadas. As adolescentes ficam meses em “cabanas de engorda” para ganhar peso antes de serem oferecidas pela família para casamento.
Banguelas: Entre os Nilotes (leste da África), quando chegam à puberdade, os meninos arrancam pelo menos dois dentes incisivos para ficar mais atraentes.
Feito a mão: Entre os antigos cossacos (da Ucrânia), Sakha (Sibéria) e Hopei (China), era costume os pais masturbarem os filhos para acalmá-los.
Velocidade: Durante a ejaculação, o esperma viaja a uma velocidade de mais de 10 km/h e sai a uma temperatura de 36 graus, os batimentos cardíacos podem ser de até 150 por minuto.
Duro na queda : os aborígenes do deserto Kalahari tem o pênis semi-ereto o tempo todo.
A sogra tá de olho: Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, e a primeira vez que isso ocorre, sua mãe deve estar no quarto para testemunhar o ato.
Alô: Um homem da tribo dos Walibri cumprimenta um outro com o pênis e não com as mãos.
Superlotação: Em apenas dez ejaculações o homem produz espermatozóides suficientes para povoar o mundo inteiro.
A hora da loba: embora as mulheres fiquem 30% mais ativas sexualmente durante a lua cheia e as americanas prefiram fazer amor às 23 horas, o estrógeno e a testosterona atingem seu pico ao cair da tarde.
Fuck: Antigamente, na Inglaterra, não se podia fazer sexo sem o consentimento do Rei (a não ser que se tratasse de um membro da família real). Quando queriam fazer amor, tinham que pedir para o monarca, que lhes entregava uma placa, que deviam colocar na frente da porta de seu quarto enquanto tivessem relações. A placa dizia “Fornification Under Consent of the King”. Essa é a origem da palavra “fuck”.
Cultura sexual: a maioria das mulheres orgásmicas não chega ao clímax por meio de penetração.
O “homem” da casa: Mais de três quartos de todos os homens que assinam revistas gays são casados e pais de família.
Os extremos: de acordo com o Kinsey Institute, o maior pênis ereto mede 35,75 cm e o menor, 4,81 cm.
Umbigo: Para os povos do arquipélago de Samoa (Pacífico Sul), é a parte mais excitante do corpo; não à toa, vive sempre coberto, embora o corpo permaneça quase nu. Já nas ilhas Célebes (Indonésia), o tesão está no joelho.

Via você sabia?

Casais que bebem juntos tem menos problemas no relacionamento

Casais que bebem juntos tem menos problemas no relacionamento
24 ago 2011 | Por @Nataliaporra em Artigo/Notícias às 23:31

Um estudo feito nos Estados Unidos apontou que casais que bebem juntos tendem a ter um relacionamento bem melhor do que aqueles que não.
“Beber juntos, em vez de separados, é claramente positivo para o relacionamento. Indivíduos que bebem com o parceiro têm níveis mais altos de intimidade e menos desentendimentos no dia seguinte, em comparação aos indivíduos que bebem sem a companhia do parceiro”, diz o psicólogo Ash Levitt, líder da pesquisa, “ou que simplesmente não bebem“.
O resultado foi obtido após a analise do comportamento de 69 casais heterossexuais, na casa dos 20 anos. Ninguém aqui tá falando de alcoolismo e exagero não, ok? A pesquisa é sobre casais que bebem juntos e não que chapam juntos. É só uma bebidinha básica, de um a três drinks no máximo.
Em todos os casais voluntários os resultados positivos estavam associados a níveis relativamente baixos de bebedeira, ou seja, aquela bebida pra ficar alegre mesmo e não pra chegar em casa mandando a família tomar no cu e dando tapa na cara dos vizinhos.
Se passar dessa quantidade de alcool pode ter certeza que o relacionamento não melhora, capaz até de um matar o outro, nunca se sabe.

Beneficios de la masturbación

Es uno de los temas más controvertidos, especialmente si se refiere a la mujer. En el caso de los hombres, la ceguera que se supone que causa el onanismo ha sido desterrada (o casi) por la modernidad de los tiempos, pero la masturbación femenina sigue siendo un tabú en España.

No obstante, la masturbación es, después de la relación sexual en sí, la manera más directa y más eficaz de satisfacer las necesidades sexuales.

Pero, ¿qué beneficios (además de los obvios) tiene la masturbación? Te los relatamos en las siguientes líneas.

Beneficios de masturbarse

Según afirma Martha Cornog en su obra “El gran libro de la masturbación”, esta técnica tiene los siguientes beneficios:

En los hombres, mejora el sistema inmunológico.
También hace que la próstata sea más resistente a infecciones.
En las mujeres, también es un gran aliado en la lucha contra las infecciones.
Alivia el dolor pre-menstrual y el menstrual.
A ambos sexos los libra del estrés.
Y también fortalece los músculos pélvicos.
Nos inmuniza contra las infecciones sexuales.
Y libera endorfinas, lo que nos hace estar más felices y contentos.
Asimismo, la masturbación conjunta hace que la pareja esté más unida y tenga una mayor confianza.

“Quero fazer sexo com 100 homens em um ano”

26/08/2011 - 00h10
“Quero fazer sexo com 100 homens em um ano”
Época São Paulo


“Fui levada por aqueles olhos verdes, os cabelos quase grisalhos. As piadas não eram tão engraçadas, mas a leveza com que ele conduziu tudo me conquistou irremediavelmente. O sexo não foi espetacular, não teve nada de bizarro, não foi inesquecível. Mas jamais poderei esquecer de uma sensação – ao vê-lo fumando nu na janela, pensei: ´quero de novo. E de novo. E de novo`. Foi libertador”.


"Eu não sou prostituta e não tenho interesse em sair com vocês"
Já teve gente achando que eu era um monte de jornalistas escrevendo ficção. Eu até preferiria começar esse "quem sou eu" dizendo que é porque "sou muitas mulheres em uma só". Mas não, eu não vou recorrer ao clichê. O motivo é bem simples: não sou tudo isso. Quisera eu!

Assim Letícia Fernandez começou o primeiro texto de um projeto bem incomum: ir para a cama com 100 homens em um ano – e relatar essa experiência em um blog. A meta foi estabelecida em fevereiro. Ela havia se mudado para São Paulo e, depois de uma calmaria em sua vida sexual, percebeu que a coisa tinha engrenado.

“Pensei que, se continuasse naquele ritmo, eu chegaria a cem em um ano. Como já havia tido vários blogs, resolvi registrar em um para não esquecer de cada caso. Por mais doloroso que seja para alguns homens, a verdade é essa: a gente esquece deles”, diz a jornalista de 30 anos e sotaque nordestino que se protege sob o pseudônimo (o nome e a cidade natal ela não revela nem amarrada). Só que o blog Cem Homens bombou.

Os 4 mil acessos diários passaram para 10 mil, depois para 30 mil, e ontem o blog registrou um pico recorde de 200 mil acessos. No último mês, já somam 750 mil. “Não esperava que tivesse esse retorno tão grande”, afirma a autora do Cem Homens. Ainda um pouco atordoada por todo esse sucesso, ela falou ao Tecnicidade:

Por que você resolveu fazer o blog?

São Paulo é arida, né? As pessoas não são muito simpáticas com alguém desconhecido. Eu estava acostumada com uma coisa mais calorosa e tive dificuldade para me adaptar ao jeito do paulistano. Se você faz piada de cunho sexual por aqui, as pessoas se constrangem, e eu não me constranjo com nada disso. Então mergulhei em outras coisas porque a parte sexual estava ruim. Quando as outras coisas estavam boas, eu me voltei para a minha vida sexual. Eu estava de férias e com uma vida pessoal bem agitada. Pensei que, se continuasse naquela batida, em um ano ia chegar a 100 homens. Como eu já havia tido outros blogs e gosto de escrever, resolvi registrar em um para não esquecer dos caras com quem eu estava transando. Por mais que seja doloroso para alguns homens, a verdade é essa: a gente esquece de vocês. É bastante normal uma mulher querer transar com cem homens, só que as pessoas não falam disso.

O blog está fazendo muito sucesso. Você esperava essa repercussão?

Eu não achei que ia ter esse retorno. O interesse das pessoas em uma vida completamente comum me assusta. Fico imaginando como é a vida das pessoas que caem na rede. Tenho um pouco de receio do que pode acontecer. Quando comecei, achei que seria só mais um blog. Ficaria numa boa se tivesse sido assim.

Já pensou por que isso está acontecendo?

É um assunto que todo mundo gosta ou sobre o qual tem alguma curiosidade. As pessoas me mandam email com dúvidas. Uma menina queria saber: “O que faço com a ejaculação precoce do meu namorado?”. Porque ela não tinha coragem de falar com os amigos sobre isso, e o blog acaba sendo um lugar de discussão graças à proteção do anonimato, que permite às pessoas falarem coisas que não são tratadas em outros lugares. Aos poucos a coisa evoluiu para além da festa. Passei a me interessar mais pelo assunto. Não só consumir sexo, mas a saber um pouco mais do que a média.

Como assim?

Quando comecei a fazer o blog, me deparei com certas taras, coisas que não faziam parte da minha realidade. Se você sai com um cara, ele não vai falar que gosta de ser penetrado ou te propor uma escatalogia. Mas isso já aconteceu pelo blog, que ganhou um papel importante por esse feedback. Passaram a me mandar muitos emails. Hoje eu narro algumas coisas, mas virou mais um espaço onde as pessoas falam sem medo de serem julgadas. Ao mesmo tempo o blog foi uma forma de relatar uma mudança na minha forma de ver o sexo e até intensificou isso. Antes eu não namoraria um bissexual e era uma defensora da monogamia. Mas hoje teria um relacionamento com um bissexual e acho que um relacionamento aberto pode dar certo. Uma vez fiz um post sobre travestis. Os comentários eram em sua maioria de homens dizendo que curtiam ou de mulheres dizendo que se descobrissem que o marido gostava seria o fim do casamento. Mas quatro mulheres disseram que tinham tesão em travesti. Isso nunca tinha passado pela minha cabeça, mas aí essas pessoas admitem esse desejo em um blog e eu aprendo com isso. Hoje, se uma amiga minha falar que sente tesão por travesti, eu não acharia mais estranho.

Você consegue traçar um perfil dos seus leitores?

Acho que não tem um perfil. Tentei fazer uma análise disso com um post em que eu pedia para as pessoas dizerem a idade, o sexo e a cidade onde moravam. Tinha gente de 18 ano a 50 anos. Mas, como a maioria dos comentários são anônimos, não há como saber.

Em muitos sites, os comentários anônimos são um problema porque as pessoas falam coisas impublicáveis. No seu blog também é assim?

Os comentários eram liberados, mas depois eu tive que passar a controlar. Quanto mais notoriedade, mais comentário tosco. Já disseram que eu estava tomada pelo diabo ou que eu estava ensinando as mulheres a serem prostitutas. Mas não recebo muitas mensagens desse tipo. Por email, nem me xingam mais. Acho que as pessoas têm preguiça. Quando recebo comentário ou email assim, nem presto mais atenção. Fico incomodada com quem quer ditar o que eu tenho que falar no blog. O pior é quantidade de email de tarado. Teve um homem que me mandou a foto da vasectomia dele. As pessoas perdem a noção completamente. Nem perco tempo lendo porque esse tempo poderia ser melhor gasto escrevendo no blog ou respondendo a pessoas bacanas. Esse tipo de mensagem eu mando direto para a pasta de homens sem noção do meu email. Criei até um tumblr para colocar as coisas mais absurdas que eu recebo (http://cemhomenssemnocao.tumblr.com/).

Em meio a esse assédio, surgem pessoas legais?

Tenho leitores muito bacanas. Saio, bato papo, viro amiga. Tem pessoas com quem falo todos os dias no Twitter, troco email. Hoje está um pouco difícil porque não consigo mais responder a tudo e a conversa não flui, mas com quem já me lia antes eu tenho uma boa relação.

E casos com leitores, já teve?

O número 18 foi o primeiro leitor com quem eu transei. A gente trabalhava no mesmo lugar. Eu já sabia quem ele era, e ele não sabia quem eu era. Quase desisti por medo de encontrá-lo e não ser bacana. Mas fui. Hoje não nos falamos mais. O número 26 também é leitor.

Eles idealizam uma mulher muito diferente do que você é?

Acho que me imaginam completamente diferente, como se eu fosse a maior gostosa, dessas que passam e todo mundo olha. Também acham que eu fico dando mole para os caras na rua. Sou normal. Na balada, nem sou a mais paquerada do meu grupo de amigas. Mas quem vai terminar a noite acompanhada sou eu porque elas são conservadoras. Eu só tenho preocupação com minha segurança física e doenças venéreas. Nem ligo pro resto.

Já rolou alguma paixão?

Sim, foi com um leitor do blog. Não quero falar muito porque as coisas estão meio indecisas. A gente se trata por nomes ridículos que nem os casais apaixonados, mas ele não mora em São Paulo. Então, decidimos não continuar, porque eu preciso muito do contato físico. Eu não ia conseguir ser monogâmica à distância, e ele não segurou a onda. Ele é uma pessoa incrível e ainda vamos nos encontrar. Há um carinho muito grande. Quero ter ele na minha vida para sempre, nem quem seja para mandar só um email por ano perguntando como estão as coisas.

Alguma história ficou de fora?

Hoje fica. Não vejo necessidade de escrever todas as histórias, porque não quero magoar as pessoas. Até o número 29 eu postei todas. Depois passei a não postar porque não vou por em risco um relacionamento para saciar a curiosidade de quem eu nem conheço. Teve um cara com quem eu transei e foi muito ruim. Como você fala que foi muito ruim para alguém do seu círculo social?

Como está a sua contagem?

Está acima de 30. Ou melhor, de 31, porque teve um ménage a trois. Mas não quero ser precisa porque não vou mais escrever logo depois que rola a transa. Vai ser fora de ordem, aos poucos, algumas semanas depois ou quando acabar. Eu estou expondo a vida de outras pessoas e é difícil lidar com isso.

Com o sucesso, você pensa em se revelar em algum momento?

Não. Prefiro que as coisas fiquem bem separadas. As pessoas são muito grosseiras. Tenho que preservar outras pessoas e a minha família. Não quero que sobre para ninguém. Eu escolhi isso.

Já pensou em como esse projeto vai evoluir daqui em diante? Ou onde isso vai terminar?

Não tenho a menor ideia. Já me chamaram para dar entrevista na TV e fazer programa de rádio. Fico um pouco envergonhada. Não pelo sexo, mas porque eu não preciso dessa massagem no ego. Não tenho esse exibicionismo digital. Pode parecer contraditório, porque tenho blog sobre a minha vida sexual. Mas o blog não existe para eu ficar conhecida. A ficha ainda não caiu. Talvez tivesse caído se eu ganhasse algum dinheiro com ele. Talvez já tivesse virado uma coisa profissional. Mas não é o caso. Pra mim, continua sendo só um blog. É divertido, mas também é muito irritante às vezes. Já pensei em parar. Cheguei a fazer post de despedida, mas continuei porque eu sinto que ele tem uma função bacana. Mesmo eu não sendo recompesada diretamente, sei de mulheres que se sentem melhor por ler o blog. Largar seria um idiotice.