Sexólogo distribui camisinhas no Vaticano
21/4/2005 17:02, Redação com agências internacionais
O sexólogo romano, Giusseppe Cirillo, distribuiu preservativos, nesta quinta-feira, próximoà Basílica de São Pedro, coração da Igreja Católica, que se opõe radicalmente ao uso da camisinha. Cirillo ofereceu os preservativos aos turistas, peregrinos e até a sacerdotes, desafinado o Vaticano a mudar de atitude frente à sexualidade.
- A Igreja Católica deveria ver o preservativo como um medicamento, mas o declarou contrário em sua lei. Usar preservativo significa salvar vidas – disse o sexólogo.
Vestido com uma roupa à qual costurou camisinhas e imagens do chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, e do presidente americano, George W. Bush, Cirillo oferecia preservativos a centenas de visitantes.
A maioria das pessoas os aceitava, achando engraçado, mas algumas recusavam os preservativos, ao comprovarem do que se tratava. Policiais vigiavam o sexólogo para que ele não se dirijisse à Praça de São Pedro ou ao interior da Basílica.
Cirillo já distribuiu preservativos em países como Tailândia e Filipinas, e em nações africanas onde a Igreja impede seu uso. Eles são fabricados nos Estados Unidos e embalados em Milão, com certificados sanitários.
- Distribuí 240 mil preservativos nos últimos meses – afirma o sexólogo.
- Todos somos cristãos, todos acreditamos em Deus e queremos salvar vidas. Acho que iremos travar uma batalha muito dura contra Bento XVI, que será igual ou mais conservador que João Paulo II neste sentido – previu.
http://correiodobrasil.com.br/sexologo-distribui-camisinhas-no-vaticano/85692/
terça-feira, 12 de julho de 2011
Satisfação do brasileiro com sexo é ‘média’, segundo pesquisa
Satisfação do brasileiro com sexo é ‘média’, segundo pesquisa
21/4/2006 0:08, Redação, com BBC
Pesquisa realizada pela Universidade de Chicago chegou à conclusão de que a satisfação sexual dos brasileiros com mais de 40 anos se encaixa na classificação “média” em uma lista de 29 países. Na lista, o Brasil está do lado de países como Itália e nações do Oriente Médio e atrás de nações como Áustria, Espanha, Bélgica e Estados Unidos.
O estudo foi feito entre um grupo de 27 mil pessoas, com idades de 40 a 80 anos. De acordo com o estudo, 59,3% dos brasileiros dizem ter prazer físico com o sexo, contra 39,7% das mulheres. Na Áustria, o país que lidera a lista da população com mais de 40 anos mais bem realizada sexualmente, o índice é de 79,7% para os homens, contra 63% para as mulheres. Na Espanha, a cifra entre os homens é de 72,9%, e entre as mulheres, de 67,5%.
A relação de brasileiros com mais de 40 que diz sentir prazer emocional através do sexo é de 60,8%. A cifra entre as mulheres é de 41,3%. Na Áustria, os mesmos índices são, respectivamente, de 83,4% e 70,6%. Nos Estados Unidos, são de 77% e 68%.
Inesperado
Segundo o especialista que comandou a pesquisa, o desempenho do Brasil – listado entre nações com “níveis médios de satisfação sexual” – foi inesperado.
- O caso brasileiro foi particularmente surpreendente, já que a sexualidade é algo bem visível no Brasil. Você a vê nas praias e nas ruas, mas isso também cria provavelmente muita pressão sobre os homens – disse o sociólogo Edward Laumann, da Universidade de Chicago.
Laumann acrescenta, também, que as pressões sociais contribuem para o grau de satisfação sexual entre as mulheres com mais de 40 anos em países que a pesquisa qualifica como centrados na figura masculina:
- Nestes países, a mulher tende a ter uma posição mais passiva, secundária, o que pode contribuir para um menor interesse pelo sexo. Em contrapartida, o homem se sente deprimido em não ser um participante ativo.
De acordo com o sociólogo, o índice positivo de países como Espanha e Áustria se deve ao fato de que estas são sociedades estáveis, homogêneas, com um grupo religioso predominante e que possuem muito respeito pela velhice e pelos laços matrimoniais.
Homogeneidade
De acordo com Laumann, sociedades homogêneas têm mais chances de apresentar um comportamento igualmente homogêneo em relação a seus hábitos sexuais.
- Na Espanha e na Áustria existem poucas variações em termos de crença religiosa. Nos Estados Unidos, cerca de um terço da população é católica e dois terços, protestante. Deste último grupo, muitos são evangélicos – afirma o sociólogo.
Segundo Laumann, essa diversidade, é uma influência decisiva no comportamento sexual:
- Existem mais americanos virgens do que britânicos. Mas ao mesmo tempo há americanos com 21 parceiras sexuais. O Brasil também vive grandes contrastes, não apenas culturais, mas também sociais e étnicos, o que contribui para hábitos sexuais extremos.
Um dos quesitos que melhor reflete os contrastes sexuais entre os homens e mulheres brasileiros de mais de 40 é o que diz respeito à importância do sexo. O índice dos homens foi o mais alto entre todos os países consultados na pequisa: 74,6%. A cifra registrada entre as mulheres ficou muito aquém, 43,1%
http://correiodobrasil.com.br/satisfacao-do-brasileiro-com-sexo-e-media-segundo-pesquisa/101102/
21/4/2006 0:08, Redação, com BBC
Pesquisa realizada pela Universidade de Chicago chegou à conclusão de que a satisfação sexual dos brasileiros com mais de 40 anos se encaixa na classificação “média” em uma lista de 29 países. Na lista, o Brasil está do lado de países como Itália e nações do Oriente Médio e atrás de nações como Áustria, Espanha, Bélgica e Estados Unidos.
O estudo foi feito entre um grupo de 27 mil pessoas, com idades de 40 a 80 anos. De acordo com o estudo, 59,3% dos brasileiros dizem ter prazer físico com o sexo, contra 39,7% das mulheres. Na Áustria, o país que lidera a lista da população com mais de 40 anos mais bem realizada sexualmente, o índice é de 79,7% para os homens, contra 63% para as mulheres. Na Espanha, a cifra entre os homens é de 72,9%, e entre as mulheres, de 67,5%.
A relação de brasileiros com mais de 40 que diz sentir prazer emocional através do sexo é de 60,8%. A cifra entre as mulheres é de 41,3%. Na Áustria, os mesmos índices são, respectivamente, de 83,4% e 70,6%. Nos Estados Unidos, são de 77% e 68%.
Inesperado
Segundo o especialista que comandou a pesquisa, o desempenho do Brasil – listado entre nações com “níveis médios de satisfação sexual” – foi inesperado.
- O caso brasileiro foi particularmente surpreendente, já que a sexualidade é algo bem visível no Brasil. Você a vê nas praias e nas ruas, mas isso também cria provavelmente muita pressão sobre os homens – disse o sociólogo Edward Laumann, da Universidade de Chicago.
Laumann acrescenta, também, que as pressões sociais contribuem para o grau de satisfação sexual entre as mulheres com mais de 40 anos em países que a pesquisa qualifica como centrados na figura masculina:
- Nestes países, a mulher tende a ter uma posição mais passiva, secundária, o que pode contribuir para um menor interesse pelo sexo. Em contrapartida, o homem se sente deprimido em não ser um participante ativo.
De acordo com o sociólogo, o índice positivo de países como Espanha e Áustria se deve ao fato de que estas são sociedades estáveis, homogêneas, com um grupo religioso predominante e que possuem muito respeito pela velhice e pelos laços matrimoniais.
Homogeneidade
De acordo com Laumann, sociedades homogêneas têm mais chances de apresentar um comportamento igualmente homogêneo em relação a seus hábitos sexuais.
- Na Espanha e na Áustria existem poucas variações em termos de crença religiosa. Nos Estados Unidos, cerca de um terço da população é católica e dois terços, protestante. Deste último grupo, muitos são evangélicos – afirma o sociólogo.
Segundo Laumann, essa diversidade, é uma influência decisiva no comportamento sexual:
- Existem mais americanos virgens do que britânicos. Mas ao mesmo tempo há americanos com 21 parceiras sexuais. O Brasil também vive grandes contrastes, não apenas culturais, mas também sociais e étnicos, o que contribui para hábitos sexuais extremos.
Um dos quesitos que melhor reflete os contrastes sexuais entre os homens e mulheres brasileiros de mais de 40 é o que diz respeito à importância do sexo. O índice dos homens foi o mais alto entre todos os países consultados na pequisa: 74,6%. A cifra registrada entre as mulheres ficou muito aquém, 43,1%
http://correiodobrasil.com.br/satisfacao-do-brasileiro-com-sexo-e-media-segundo-pesquisa/101102/
Vaticano defende diferença entre os sexos
Vaticano defende diferença entre os sexos
31/7/2004 11:57, Redação com Reuters
As mulheres devem ser respeitadas e ter direitos iguais nos ambientes de trabalho, mas as diferenças entre os sexos devem ser reconhecidas e exaltadas, defende o Vaticano em um documento intitulado “Sobre a Colaboração dos Homens e das Mulheres na Igreja e no Mundo” divulgado hoje.
A luta das feministas modernas por poder e igualdade entre os sexos está abalando o conceito tradicional de família e criando um clima onde casamentos homossexuais são vistos como aceitáveis, afirma o texto de 37 páginas. “Os anos recentes têm assistido a novas abordagens aos temas femininos,” incluindo a tendência “de enfatizar fortemente as condições de subordinação, a fim de aumentar o antagonismo”, completa o documento.
O texto, que reafirma as posições da Igreja Católica, incluindo a proibição da ordenação feminina, alerta que muitas mulheres acreditam que devam ser adversárias dos homens. “Esse processo leva a uma oposição entre homens e mulheres, que tem seus mais imediatos e letais efeitos na estrutura familiar”. O documento é uma carta aos bispos católicos escrita pelo cardeal Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, departamento do Vaticano encarregado de salvaguardar e interpretar a doutrina.
Ele critica a tentativa do feminismo de “apagar” as diferenças de gênero. “Isso tem inspirado ideologias que, por exemplo, questionam a estrutura familiar e fazem a homossexualidade e a heterossexualidade ficarem virtualmente equivalentes, num novo modelo de sexualidade polimorfa.”
O papa João Paulo II tem defendido continuamente o casamento tradicional contra a tendência de legalizar as uniões do mesmo sexo nos Estados Unidos e na Europa.
http://correiodobrasil.com.br/vaticano-defende-diferenca-entre-os-sexos/61787/
31/7/2004 11:57, Redação com Reuters
As mulheres devem ser respeitadas e ter direitos iguais nos ambientes de trabalho, mas as diferenças entre os sexos devem ser reconhecidas e exaltadas, defende o Vaticano em um documento intitulado “Sobre a Colaboração dos Homens e das Mulheres na Igreja e no Mundo” divulgado hoje.
A luta das feministas modernas por poder e igualdade entre os sexos está abalando o conceito tradicional de família e criando um clima onde casamentos homossexuais são vistos como aceitáveis, afirma o texto de 37 páginas. “Os anos recentes têm assistido a novas abordagens aos temas femininos,” incluindo a tendência “de enfatizar fortemente as condições de subordinação, a fim de aumentar o antagonismo”, completa o documento.
O texto, que reafirma as posições da Igreja Católica, incluindo a proibição da ordenação feminina, alerta que muitas mulheres acreditam que devam ser adversárias dos homens. “Esse processo leva a uma oposição entre homens e mulheres, que tem seus mais imediatos e letais efeitos na estrutura familiar”. O documento é uma carta aos bispos católicos escrita pelo cardeal Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, departamento do Vaticano encarregado de salvaguardar e interpretar a doutrina.
Ele critica a tentativa do feminismo de “apagar” as diferenças de gênero. “Isso tem inspirado ideologias que, por exemplo, questionam a estrutura familiar e fazem a homossexualidade e a heterossexualidade ficarem virtualmente equivalentes, num novo modelo de sexualidade polimorfa.”
O papa João Paulo II tem defendido continuamente o casamento tradicional contra a tendência de legalizar as uniões do mesmo sexo nos Estados Unidos e na Europa.
http://correiodobrasil.com.br/vaticano-defende-diferenca-entre-os-sexos/61787/
‘Violência contra as mulheres’ é tema do I Seminário Nacional de Mulheres
‘Violência contra as mulheres’ é tema do I Seminário Nacional de Mulheres do ANDES-SN, em Fortaleza
30/6/2011 15:32, Por Adital
O I Seminário Nacional de Mulheres do ANDES- SN,organizado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de EnsinoSuperior, iniciou as suas atividades nesta quinta-feira (30), às 10h, abordandoa temática da ‘violência contra as mulheres’. O evento tem programação até amanhã(1°), no Auditório José Albano, na Área 1 do Centro de Humanidades – Campus doBenfica, da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Além do tema ‘violência contra as mulheres’, queserá ministrado pela Professora Acácia Batista Dias, da Universidade Estadualde Feira de Santana, o Seminário contará com grupos de trabalhos e mesas dedebates sobre os temas: “Mulheres, docência universitária e movimentosindical”, “Saúde sexual e reprodutiva das mulheres, sexualidade e lesbofobia”,”Mulheres e diversidade: geracional e étnico-racial” e “Violência contra asmulheres: políticas públicas e legislação”.
Mais informações e a programação completa nos siteswww.ufc.br e http://www.andes.org.br/andes/portal.andes
Fonte:Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
http://correiodobrasil.com.br/%E2%80%98violencia-contra-as-mulheres%E2%80%99-e-tema-do-i-seminario-nacional-de-mulheres-do-andes-sn-em-fortaleza/262244/
30/6/2011 15:32, Por Adital
O I Seminário Nacional de Mulheres do ANDES- SN,organizado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de EnsinoSuperior, iniciou as suas atividades nesta quinta-feira (30), às 10h, abordandoa temática da ‘violência contra as mulheres’. O evento tem programação até amanhã(1°), no Auditório José Albano, na Área 1 do Centro de Humanidades – Campus doBenfica, da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Além do tema ‘violência contra as mulheres’, queserá ministrado pela Professora Acácia Batista Dias, da Universidade Estadualde Feira de Santana, o Seminário contará com grupos de trabalhos e mesas dedebates sobre os temas: “Mulheres, docência universitária e movimentosindical”, “Saúde sexual e reprodutiva das mulheres, sexualidade e lesbofobia”,”Mulheres e diversidade: geracional e étnico-racial” e “Violência contra asmulheres: políticas públicas e legislação”.
Mais informações e a programação completa nos siteswww.ufc.br e http://www.andes.org.br/andes/portal.andes
Fonte:Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
http://correiodobrasil.com.br/%E2%80%98violencia-contra-as-mulheres%E2%80%99-e-tema-do-i-seminario-nacional-de-mulheres-do-andes-sn-em-fortaleza/262244/
Bispo belga admite abuso contra segundo sobrinho
Bispo belga admite abuso contra segundo sobrinho
15/4/2011 8:50, Por swissinfo.ch - O portal suíço de notícias
Bispo belga admite abuso contra segundo sobrinho
BRUXELAS (Reuters) – Um ex-bispo belga admitiu na quinta-feira que cometeu abuso contra um segundo sobrinho, mas disse que não se considera um pedófilo.
Roger Vangheluwe, de 74 anos, renunciou há um ano à chefia da diocese de Bruges, depois de admitir ter cometido abuso sexual contra um sobrinho. Ele continua esperando um veredicto do Vaticano sobre o seu caso.
Na sua primeira aparição pública em um ano, Vangheluwe concedeu uma longa entrevista ao vivo à emissora belga VT4, na noite de quinta-feira. Começou dizendo que lamentava a situação, e então contou detalhes sobre os abusos cometidos a dois sobrinhos — um deles durante 13 anos, o outro durante menos de 1 ano.
“Não tinha nada a ver com a sexualidade. Eu sempre me envolvi com crianças e nunca senti a mais leve atração. Foi uma certa intimidade que ocorreu”, disse o ex-bispo.
“Não tenho impressão alguma de que eu seja um pedófilo. Foi realmente só um pequeno relacionamento. Não tive a sensação de que meu sobrinho era contra, pelo contrário.”
Vangheluwe disse que os abusos deixaram de ocorrer há cerca de 25 anos, antes de ele se tornar bispo, e que ele conseguiu conviver com seu passado desde então.
“Como isso começou? Como com todas as famílias. Quando vinham me visitar, os sobrinhos dormiam comigo. Começou como um jogo com os meninos. Nunca foi uma questão de estupro, nunca foi usada violência física. Ele nunca me viu nu e não houve penetração.”
Vangheluwe disse que pensava nos seus atos como uma coisa mais “superficial.”
“É claro que eu sabia que isso não era bom. Eu confessei muitas vezes”, afirmou.
O ex-bispo contou também que pagou a uma das vítimas 1 milhão de francos belgas (25 mil euros) em várias ocasiões, mas que isso não havia sido para comprar o seu silêncio.
Vangheluwe está escondido desde sua confissão pública. O Vaticano disse que ele deixou a Bélgica e está recebendo “tratamento espiritual e psicológico.”
O religioso disse ter recebido centenas de cartas de apoio, e prometeu aceitar o veredicto do Vaticano.
Promotores belgas dizem que os casos de abuso já prescreveram perante a lei. Depois da revelação do escândalo, o arcebispo de Bruxelas, André-Joseph Leonard, causou polêmica ao dizer que seria vingativo processar padres aposentados, e que a Igreja não tem obrigação de indenizar vítimas de abusos.
Uma CPI no país pediu no mês passado à Igreja que pague indenizações. A Igreja disse que também está cogitando isso.
(Reportagem de Philip Blenkinsop)
Reuters
http://correiodobrasil.com.br/bispo-belga-admite-abuso-contra-segundo-sobrinho/230107/
15/4/2011 8:50, Por swissinfo.ch - O portal suíço de notícias
Bispo belga admite abuso contra segundo sobrinho
BRUXELAS (Reuters) – Um ex-bispo belga admitiu na quinta-feira que cometeu abuso contra um segundo sobrinho, mas disse que não se considera um pedófilo.
Roger Vangheluwe, de 74 anos, renunciou há um ano à chefia da diocese de Bruges, depois de admitir ter cometido abuso sexual contra um sobrinho. Ele continua esperando um veredicto do Vaticano sobre o seu caso.
Na sua primeira aparição pública em um ano, Vangheluwe concedeu uma longa entrevista ao vivo à emissora belga VT4, na noite de quinta-feira. Começou dizendo que lamentava a situação, e então contou detalhes sobre os abusos cometidos a dois sobrinhos — um deles durante 13 anos, o outro durante menos de 1 ano.
“Não tinha nada a ver com a sexualidade. Eu sempre me envolvi com crianças e nunca senti a mais leve atração. Foi uma certa intimidade que ocorreu”, disse o ex-bispo.
“Não tenho impressão alguma de que eu seja um pedófilo. Foi realmente só um pequeno relacionamento. Não tive a sensação de que meu sobrinho era contra, pelo contrário.”
Vangheluwe disse que os abusos deixaram de ocorrer há cerca de 25 anos, antes de ele se tornar bispo, e que ele conseguiu conviver com seu passado desde então.
“Como isso começou? Como com todas as famílias. Quando vinham me visitar, os sobrinhos dormiam comigo. Começou como um jogo com os meninos. Nunca foi uma questão de estupro, nunca foi usada violência física. Ele nunca me viu nu e não houve penetração.”
Vangheluwe disse que pensava nos seus atos como uma coisa mais “superficial.”
“É claro que eu sabia que isso não era bom. Eu confessei muitas vezes”, afirmou.
O ex-bispo contou também que pagou a uma das vítimas 1 milhão de francos belgas (25 mil euros) em várias ocasiões, mas que isso não havia sido para comprar o seu silêncio.
Vangheluwe está escondido desde sua confissão pública. O Vaticano disse que ele deixou a Bélgica e está recebendo “tratamento espiritual e psicológico.”
O religioso disse ter recebido centenas de cartas de apoio, e prometeu aceitar o veredicto do Vaticano.
Promotores belgas dizem que os casos de abuso já prescreveram perante a lei. Depois da revelação do escândalo, o arcebispo de Bruxelas, André-Joseph Leonard, causou polêmica ao dizer que seria vingativo processar padres aposentados, e que a Igreja não tem obrigação de indenizar vítimas de abusos.
Uma CPI no país pediu no mês passado à Igreja que pague indenizações. A Igreja disse que também está cogitando isso.
(Reportagem de Philip Blenkinsop)
Reuters
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‘Forte apelo sexual’ da folia é mito, diz pesquisadora
‘Forte apelo sexual’ da folia é mito, diz pesquisadora
23/1/2008 9:58, Redação, com ABr
As festas de carnaval não influenciam na incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DST). A ocorrência das DST antes e depois do carnaval se mantém praticamente inalterada. A conclusão é de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), divulgada nesta quarta-feira. Segundo o estudo, a idéia da promiscuidade e do “forte apelo sexual” no período do carnaval pode ser um mito.
- Os dados indicam que a relação entre a maior sexualidade e carnaval pode ser um grande mito, pois não há mais abortos, partos e DST na população – diz o texto.
Mesmo sem pesquisar um possível aumento do número de relações sexuais, a autora do estudo, a médica Wilma Arze, constatou que o pico de manifestação das três DST estudadas, comprovadas por meio de atendimento médico, não coincidiam com o período próximo ao carnaval .
Segundo a pesquisa, nos cerca de 2,5 mil pacientes que procuraram pela primeira vez o serviço médico da UFF entre 1993 e 2005 com gonorréia, sífilis ou tricomoníase, as doenças apareceram entre os meses de junho e julho, e não entre março e abril, período seguinte ao carnaval. A pesquisa descontou o tempo de incubação das doenças.
- Uma suposta maior contaminação no período do carnaval não gerou um maior número de consultas no setor de DST, não se confirmando a hipótese de que o carnaval geraria um maior número de contaminações - diz a pesquisa de Wilma Arze.
A médica mostra também que o pico de partos, tanto no estado do Rio quanto em Niterói, foi registrado em maio, mostrando que as mulheres engravidam em agosto do ano anterior e não em fevereiro.
Ainda segunda a pesquisa, como não houve aumento da incidência das DST nem antes nem após o período do carnaval, constata-se que as pessoas correm o mesmo risco de pegar uma dessas doenças durante todo o ano. “Transar sem camisinha é o maior fator de risco”, alerta Wilma Arze. Segundo ela, para que haja uma redução dos casos, campanhas de prevenção devem ser contínuas.
http://correiodobrasil.com.br/forte-apelo-sexual-da-folia-e-mito-diz-pesquisadora/130772/
23/1/2008 9:58, Redação, com ABr
As festas de carnaval não influenciam na incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DST). A ocorrência das DST antes e depois do carnaval se mantém praticamente inalterada. A conclusão é de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), divulgada nesta quarta-feira. Segundo o estudo, a idéia da promiscuidade e do “forte apelo sexual” no período do carnaval pode ser um mito.
- Os dados indicam que a relação entre a maior sexualidade e carnaval pode ser um grande mito, pois não há mais abortos, partos e DST na população – diz o texto.
Mesmo sem pesquisar um possível aumento do número de relações sexuais, a autora do estudo, a médica Wilma Arze, constatou que o pico de manifestação das três DST estudadas, comprovadas por meio de atendimento médico, não coincidiam com o período próximo ao carnaval .
Segundo a pesquisa, nos cerca de 2,5 mil pacientes que procuraram pela primeira vez o serviço médico da UFF entre 1993 e 2005 com gonorréia, sífilis ou tricomoníase, as doenças apareceram entre os meses de junho e julho, e não entre março e abril, período seguinte ao carnaval. A pesquisa descontou o tempo de incubação das doenças.
- Uma suposta maior contaminação no período do carnaval não gerou um maior número de consultas no setor de DST, não se confirmando a hipótese de que o carnaval geraria um maior número de contaminações - diz a pesquisa de Wilma Arze.
A médica mostra também que o pico de partos, tanto no estado do Rio quanto em Niterói, foi registrado em maio, mostrando que as mulheres engravidam em agosto do ano anterior e não em fevereiro.
Ainda segunda a pesquisa, como não houve aumento da incidência das DST nem antes nem após o período do carnaval, constata-se que as pessoas correm o mesmo risco de pegar uma dessas doenças durante todo o ano. “Transar sem camisinha é o maior fator de risco”, alerta Wilma Arze. Segundo ela, para que haja uma redução dos casos, campanhas de prevenção devem ser contínuas.
http://correiodobrasil.com.br/forte-apelo-sexual-da-folia-e-mito-diz-pesquisadora/130772/
Pesquisa mostra que 87% das escolas têm preconceito contra homossexuais
Pesquisa mostra que 87% das escolas têm preconceito contra homossexuais
24/7/2009 10:11, Redação, com ABr
Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia.
O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país.
– A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio – destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abromovay.
Um estudo coordenado por ela e divulgado este ano indica que nas escolas públicas do Distrito Federal 44% dos estudantes do sexo masculino afirmaram não gostariam de estudar com homossexuais. Entre as meninas, o índice é de 14%. A socióloga acredita que o problema não ocorre apenas no DF, mas se repete em todo o país.
– Isso significa que existe uma forma única de se enxergar a sexualidade e ela é heterossexual. Um outro tipo de comportamento não é admitido na sociedade e consequentemente não é aceito no ambiente escolar. Mas a escola deveria ser um lugar de diversidade, ela teria que combater em vez de aceitar e reproduzir – defende.
A coordenadora-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação (MEC), Rosiléa Wille, também avalia que a escola não sabe lidar com as diferenças.
– Você tem que estar dentro de um padrão de normalidade e, quando o aluno foge disso, não é bem-compreendido naquele espaço – disse.
Desde 2005 o MEC vem implementando várias ações contra esse tipo de preconceito, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático específico e formar professores para trabalhar com a temática.
– Muitos profissionais de educação ainda acham que a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada e encaminham o aluno para um psicólogo. Por isso nós temos pressionado os governos nas esferas federal, estadual e municipal para que criem ações de combate ao preconceito – explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.
As piadas preconceituosas, os cochichos nos corredores, as exclusões em atividades escolares e até mesmo as agressões físicas contra alunos homossexuais têm impacto direto na autoestima e no rendimento escolar desses jovens. Em casos extremos, os estudantes preferem interromper os estudos.
– Esse aluno desenvolve um ódio pela escola. Para quem sofre violência, independentemente do tipo, aquele espaço vira um inferno. Imagina ir todo dia a um lugar onde você vai ser violentado, xingado. Quem é violentado não aprende – alerta o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA).
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que, para combater a homofobia, a escola precisa encarar o desafio em parceria com o Poder Público.
http://correiodobrasil.com.br/pesquisa-mostra-que-87-das-escolas-tem-preconceito-contra-homossexuais/152712/
24/7/2009 10:11, Redação, com ABr
Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia.
O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país.
– A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio – destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abromovay.
Um estudo coordenado por ela e divulgado este ano indica que nas escolas públicas do Distrito Federal 44% dos estudantes do sexo masculino afirmaram não gostariam de estudar com homossexuais. Entre as meninas, o índice é de 14%. A socióloga acredita que o problema não ocorre apenas no DF, mas se repete em todo o país.
– Isso significa que existe uma forma única de se enxergar a sexualidade e ela é heterossexual. Um outro tipo de comportamento não é admitido na sociedade e consequentemente não é aceito no ambiente escolar. Mas a escola deveria ser um lugar de diversidade, ela teria que combater em vez de aceitar e reproduzir – defende.
A coordenadora-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação (MEC), Rosiléa Wille, também avalia que a escola não sabe lidar com as diferenças.
– Você tem que estar dentro de um padrão de normalidade e, quando o aluno foge disso, não é bem-compreendido naquele espaço – disse.
Desde 2005 o MEC vem implementando várias ações contra esse tipo de preconceito, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático específico e formar professores para trabalhar com a temática.
– Muitos profissionais de educação ainda acham que a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada e encaminham o aluno para um psicólogo. Por isso nós temos pressionado os governos nas esferas federal, estadual e municipal para que criem ações de combate ao preconceito – explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.
As piadas preconceituosas, os cochichos nos corredores, as exclusões em atividades escolares e até mesmo as agressões físicas contra alunos homossexuais têm impacto direto na autoestima e no rendimento escolar desses jovens. Em casos extremos, os estudantes preferem interromper os estudos.
– Esse aluno desenvolve um ódio pela escola. Para quem sofre violência, independentemente do tipo, aquele espaço vira um inferno. Imagina ir todo dia a um lugar onde você vai ser violentado, xingado. Quem é violentado não aprende – alerta o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA).
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que, para combater a homofobia, a escola precisa encarar o desafio em parceria com o Poder Público.
http://correiodobrasil.com.br/pesquisa-mostra-que-87-das-escolas-tem-preconceito-contra-homossexuais/152712/
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