Reflexões sobre a exclusidade sexual
Rio - A maioria das pessoas associa fidelidade à sexualidade. E isso pode ser um grande equívoco. Penso que a fidelidade está no sentimento que se nutre pelo outro e nas razões que sustentam a relação. Os termos fiel/infiel e mais ainda a palavra traição talvez não sejam apropriados para caracterizar relações extraconjugais, que sempre foram aceitas, mas só para o homem.
Com a emancipação feminina as coisas começaram a mudar. O número de mulheres casadas que têm encontros extraconjugais aumentou bastante. Num casamento sem dependência econômica ou emocional, um episódio extraconjugal pode ocasionar dois resultados: é apenas passageiro e não rivaliza com a relação estável, que sai até reforçada, ou a nova relação se torna mais intensa e mais prazerosa que a anterior e rompe-se então com a antiga.
O parceiro que não deseja a separação vai passar por momentos difíceis. Por mais que compreenda as razões do outro e concorde que não há alternativa — afinal isso faz parte da vida — pode ser tomado por um sentimento de inferioridade. Alguns tentam a reconquista. Nesse processo, desaparece o automatismo que havia na relação prolongada e também a certeza de posse. Outros, mesmo sofrendo, preferem manter-se na expectativa do que vai acontecer. Seja qual for a evolução, ela será sempre melhor do que o martírio de duas pessoas acorrentadas uma à outra por razões morais.
As restrições que muitos têm o hábito de se impor por causa do outro ameaçam bem mais uma relação do que uma “infidelidade”. Reprimir os verdadeiros desejos não significa eliminá-los. O parceiro que teve excessiva consideração tende a se sentir credor de uma gratidão especial, a considerar-se vítima, a tornar-se intolerante. Quando a fidelidade não é natural nem a renúncia gratuita, o preço se torna muito alto e pode inviabilizar a própria relação.
W.Reich afirma que nunca se denunciará bastante a influência perniciosa dos preconceitos morais nessa área. E que todos deveriam saber que o desejo sexual por outras pessoas constitui parte natural da pulsão sexual, que é normal e nada tem a ver com a moral. Se todos soubessem, as torturas psicológicas e os crimes passionais com certeza diminuiriam e desapareceriam também as diversas causas das perturbações psíquicas, que são apenas uma solução inadequada destes problemas.
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/6/a_cama_na_varanda_reflexoes_sobre_a_exclusidade_sexual_173593.html
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Orgulho e visibilidade
Orgulho e visibilidade
25.06.2011| 17:00
Os mais jovens hoje já encaram com naturalidade (IANA SOARES )
O processo de assumir publicamente sua sexualidade pode ser cada vez menos traumático e mais natural. Para si mesmo, a família, os amigos, no trabalho e na rua, os homossexuais vão conquistando seu espaço com orgulho e visibilidade
Os homossexuais estão saindo do armário. Abrindo a porta em casa, no trabalho e na rua. Casando, formando famílias, trabalhando, com as mesmas delícias e problemas dos héteros. Vivendo naturalmente, sem hipocrisias, sua sexualidade. “Sair do armário é, antes de tudo, se aceitar. Na fase em que descobrimos qual o objeto do nosso desejo - e ela vem cedo, na adolescência, como é com o hétero -, você sente vergonha. No dia em que decide ter uma relação positiva com sua sexualidade, vivê-la com plenitude e orgulho, você sai do armário. Tem a ver primeiro com você, depois com os outros”, explica o jornalista e escritor baiano Jean Wyllys, hoje deputado federal pelo PSol (RJ), que saiu do armário nacionalmente ao participar do reality show Big Brother Brasil, em 2006.
Para os mais jovens, tem sido ainda mais natural assumir sua homossexualidade e exercê-la publicamente. Eles começam a ocupar a cidade, praças e avenidas, alargando os guetos ocupados pela geração anterior, que desbravou o espaço público, abrindo a porta do armário definitivamente. “Os adolescentes desde cedo começam a mostrar quem são, o que querem, é mais escancarado. Só acho que pode banalizar, mas é o que acontece na adolescência, a gente quer beijar muita gente. Além da aceitação, eles querem provar que são gays e não se importam com isso”, diz o professor universitário de 24 anos que chegou a namorar meninas “pela imagem”, saiu do armário quando entrou na faculdade, não perdeu os amigos héteros, mas prefere não sair do armário em casa.
Filho único de pais mais velhos, vindos do interior, pelas suas contas não é lucro abrir o jogo com eles. “Não seria fácil e o fato de não ter me assumido em casa não me priva de nada. Eles iam sofrer, ter medo da violência contra os homossexuais, não quero preocupar a cabeça deles. Não vejo necessidade”. Na casa do namorado, o promotor de vendas de 28 anos que os pais conhecem como um amigo, é diferente. “Lá eles sabem que sou namorado dele, é super tranquilo”.
Porta entreaberta
Sair do armário não é uma coisa linear. Pode ser dito com todas as letras para os amigos íntimos e para o núcleo da família, mas não no trabalho, na reunião de condomínio ou para as tias. “Não saio dizendo pra todo mundo porque diz respeito a mim. Paras as pessoas que interessam, o núcleo familiar e o círculo de amizades, cheguei e contei. Por mais que às vezes não seja conversado, todo mundo sabe, mas não saio levantando bandeira”, diz a arquiteta de 35 anos que saiu do armário aos 18, quando teve a primeira namorada. Poucos homossexuais estão dispostos a dizer na entrevista de emprego, por exemplo, que são gays, como fez Jean Wyllys. E nem de longe têm essa obrigação.
“Meus colegas não sabem não porque escondo. Se me perguntarem, não vou mentir. Se encontrá-los com minha namorada, não vou me esconder. Trato de forma natural. Não é uma bandeira a ser levantada. A grande luta da minha geração é não ser reduzida a isso”, explica a professora universitária de 37 anos. Mas mesmo que não seja intencional, escancarar o armário assim é uma atitude política e a militância depende disso. “Sou da teoria de que quem se assume vive melhor consigo e com a sociedade. Para o movimento é importante que cada vez mais gays, lésbicas e travestis se assumam em todos os espaços. Uma população invisível não tem política pública. Mas será que os gays querem de fato política e visibilidade? Visibilidade é pra quem precisa. É mais fácil se assumir na diversão do que na vida política”, critica o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira.
A comunidade LGBT também é diversa e encara a saída do armário de diferentes maneiras, mas todos concordam que deixar a porta trancada é a pior atitude. Além da infelicidade de uma vida dupla, os gays ditos enrustidos são os maiores alvos de preconceito e piada, mesmo que velados, inclusive entre os próprios homossexuais, além de mais vulneráveis à violência gerada pela homofobia. “Os traços se apresentam. Quer queira, quer não, o homossexual não consegue se camuflar em absoluto e a vigilância da ordem se expressa em comentários e risadinhas por trás. Viver essa vida é pior”, diz Jean Wyllys.
O educador físico de 51 anos que saiu do armário há 30, já cansou de cruzar com homossexuais que só vivem sua sexualidade em sites de relacionamento e saunas gays. Na vida pública, são heterossexuais ou “assexuados”. “Pegam no pé exatamente desse que não sai do armário. O povo tem medo de mexer com quem assume. Trabalho a vida toda em academia, um ambiente que tem muito homem metido a machão, e nunca tive problema de preconceito. O alvo é o cara que tem três filhas, é casado, mas vive na sauna gay. Tem um caso assim onde dou aula. Os alunos sabem, quando ele dá as costas, serve de chacota e acaba não fazendo o que quer. É triste”, lamenta. Vivendo um relacionamento há 19 anos, ele recebe os convites para os eventos sociais das alunas da academia em nome do casal. (Mariana Toniatti)
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2011/06/25/noticiavidaeartejornal,2260407/orgulho-e-visibilidade.shtml
25.06.2011| 17:00
Os mais jovens hoje já encaram com naturalidade (IANA SOARES )
O processo de assumir publicamente sua sexualidade pode ser cada vez menos traumático e mais natural. Para si mesmo, a família, os amigos, no trabalho e na rua, os homossexuais vão conquistando seu espaço com orgulho e visibilidade
Os homossexuais estão saindo do armário. Abrindo a porta em casa, no trabalho e na rua. Casando, formando famílias, trabalhando, com as mesmas delícias e problemas dos héteros. Vivendo naturalmente, sem hipocrisias, sua sexualidade. “Sair do armário é, antes de tudo, se aceitar. Na fase em que descobrimos qual o objeto do nosso desejo - e ela vem cedo, na adolescência, como é com o hétero -, você sente vergonha. No dia em que decide ter uma relação positiva com sua sexualidade, vivê-la com plenitude e orgulho, você sai do armário. Tem a ver primeiro com você, depois com os outros”, explica o jornalista e escritor baiano Jean Wyllys, hoje deputado federal pelo PSol (RJ), que saiu do armário nacionalmente ao participar do reality show Big Brother Brasil, em 2006.
Para os mais jovens, tem sido ainda mais natural assumir sua homossexualidade e exercê-la publicamente. Eles começam a ocupar a cidade, praças e avenidas, alargando os guetos ocupados pela geração anterior, que desbravou o espaço público, abrindo a porta do armário definitivamente. “Os adolescentes desde cedo começam a mostrar quem são, o que querem, é mais escancarado. Só acho que pode banalizar, mas é o que acontece na adolescência, a gente quer beijar muita gente. Além da aceitação, eles querem provar que são gays e não se importam com isso”, diz o professor universitário de 24 anos que chegou a namorar meninas “pela imagem”, saiu do armário quando entrou na faculdade, não perdeu os amigos héteros, mas prefere não sair do armário em casa.
Filho único de pais mais velhos, vindos do interior, pelas suas contas não é lucro abrir o jogo com eles. “Não seria fácil e o fato de não ter me assumido em casa não me priva de nada. Eles iam sofrer, ter medo da violência contra os homossexuais, não quero preocupar a cabeça deles. Não vejo necessidade”. Na casa do namorado, o promotor de vendas de 28 anos que os pais conhecem como um amigo, é diferente. “Lá eles sabem que sou namorado dele, é super tranquilo”.
Porta entreaberta
Sair do armário não é uma coisa linear. Pode ser dito com todas as letras para os amigos íntimos e para o núcleo da família, mas não no trabalho, na reunião de condomínio ou para as tias. “Não saio dizendo pra todo mundo porque diz respeito a mim. Paras as pessoas que interessam, o núcleo familiar e o círculo de amizades, cheguei e contei. Por mais que às vezes não seja conversado, todo mundo sabe, mas não saio levantando bandeira”, diz a arquiteta de 35 anos que saiu do armário aos 18, quando teve a primeira namorada. Poucos homossexuais estão dispostos a dizer na entrevista de emprego, por exemplo, que são gays, como fez Jean Wyllys. E nem de longe têm essa obrigação.
“Meus colegas não sabem não porque escondo. Se me perguntarem, não vou mentir. Se encontrá-los com minha namorada, não vou me esconder. Trato de forma natural. Não é uma bandeira a ser levantada. A grande luta da minha geração é não ser reduzida a isso”, explica a professora universitária de 37 anos. Mas mesmo que não seja intencional, escancarar o armário assim é uma atitude política e a militância depende disso. “Sou da teoria de que quem se assume vive melhor consigo e com a sociedade. Para o movimento é importante que cada vez mais gays, lésbicas e travestis se assumam em todos os espaços. Uma população invisível não tem política pública. Mas será que os gays querem de fato política e visibilidade? Visibilidade é pra quem precisa. É mais fácil se assumir na diversão do que na vida política”, critica o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira.
A comunidade LGBT também é diversa e encara a saída do armário de diferentes maneiras, mas todos concordam que deixar a porta trancada é a pior atitude. Além da infelicidade de uma vida dupla, os gays ditos enrustidos são os maiores alvos de preconceito e piada, mesmo que velados, inclusive entre os próprios homossexuais, além de mais vulneráveis à violência gerada pela homofobia. “Os traços se apresentam. Quer queira, quer não, o homossexual não consegue se camuflar em absoluto e a vigilância da ordem se expressa em comentários e risadinhas por trás. Viver essa vida é pior”, diz Jean Wyllys.
O educador físico de 51 anos que saiu do armário há 30, já cansou de cruzar com homossexuais que só vivem sua sexualidade em sites de relacionamento e saunas gays. Na vida pública, são heterossexuais ou “assexuados”. “Pegam no pé exatamente desse que não sai do armário. O povo tem medo de mexer com quem assume. Trabalho a vida toda em academia, um ambiente que tem muito homem metido a machão, e nunca tive problema de preconceito. O alvo é o cara que tem três filhas, é casado, mas vive na sauna gay. Tem um caso assim onde dou aula. Os alunos sabem, quando ele dá as costas, serve de chacota e acaba não fazendo o que quer. É triste”, lamenta. Vivendo um relacionamento há 19 anos, ele recebe os convites para os eventos sociais das alunas da academia em nome do casal. (Mariana Toniatti)
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2011/06/25/noticiavidaeartejornal,2260407/orgulho-e-visibilidade.shtml
(Homo)Sexualidade e a esquerda
(Homo)Sexualidade e a esquerda
24/6/2011 20:49, Por Adital
A Teologia da Libertação, como sabemos, produziu umpoderoso discurso religioso de crítica às injustiças sociais e apresentou umaimagem de Deus compassivo e solidário com os sofrimentos dos pobres do mundointeiro. O seu impacto foi tão grande que ultrapassou o continentelatino-americano e atingiu o cristianismo nos outros continentes; e foi maisalém do próprio o mundo cristão e entrou também no mundo judaico, budista eislâmico. (Há hoje uma produção importante da teologia islâmica de libertaçãoque é pouco conhecida por aqui.)
O que une setores dessas diversas religiões não é umacompreensão convergente de Deus (no budismo majoritário, não há noção de Deus),nem uma vontade de estabelecer um diálogo religioso pelo diálogo, mas aconvicção ética de que a (sua) religião deve assumir responsabilidades frente àtão gritante injustiça social que marca o nosso mundo. É a capacidade de veralém das riquezas, dos luxos e luzes que brilham nos grandes centros eencontrar rostos de pessoas pobres que sofrem.
Criar uma ampla aliança “religiosa” em torno da “opçãopelos pobres” não é uma tarefa tão fácil porque há muitos setores em todas asreligiões que crêem que a religião não deve se misturar com problemas econflitos sociais, ou que a realidade social existente é expressão da vontadede deus todo-poderoso que controlaria o mundo ou da “lei do carma” ou de algumtipo de destino controlado pelas leis ou vontades divinas. Contudo, a lutacontra injustiça e opressão está unindo muitos.
Ao lado dessa luta, há também outras lutas importantesque foram sendo objetos de atenção por parte dos teólogos e dos setores dasigrejas e religiões nas últimas décadas: a luta das mulheres contra a opressãopatriarcal e machista, a luta dos negros e dos indígenas e também de outrasminorias étnicas dentro de sociedades preconceituosas. Essas são lutas quediferem da luta em torno da opção pelos pobres porque têm a ver com dinâmicassociais e psicológicas que vão além das questões econômicas e de classes. Mas,na medida em que essas diversas formas de opressão se dão dentro de um sistemasocial globalizado, a articulação das teologias feminista, negra e indígena e aopção pelos pobres tem sido uma tarefa assumida por muitos/as teólogos/as pormuitas partes do mundo. E isto não tem sido fácil, especialmente no campoprático. Por exemplo, muitos e muitas que lutam pela superação da pobreza aindacarregam dentro de si, em lugares profundos da sua psique, visões machistas domundo e de Deus.
Mas, o que eu realmente queria propor aqui parareflexão é a necessidade de aprofundarmos reflexões sobre um tema ainda poucotrabalhado neste vasto grupo das teologias críticas ou teologias da libertaçãoem um sentido mais amplo: o da sexualidade. É claro que diversos teólogos/as játrataram do tema da “moral sexual” em uma perspectiva libertadora, e a teoriado gênero trabalha com a construção social da identidade e diferenças degênero. Contudo, a emergência no campo da mídia massiva das lutas doshomossexuais e da forte reação por parte significativa da sociedade,especialmente de setores religiosos, transforma esse tema em tema urgente.
O que vemos no debate mais massivo são posições muitosemelhantes, com sinais trocados. De um lado, uma condenação em si de todos ostipos de e relacionamentos homossexuais, de outro, uma aprovação a priori.Essas duas posições não costumam distinguir a orientação sexual –hetero ouhomo– da questão moral que surge nos relacionamentos afetivos e sexuais entrepessoas concretas. A grande parte da discussão está se dando em torno da homoou heterossexualidade em si.
O problema vai além da introdução da discussão daética sexual nas lutas de gênero, etnia e da justiça social. É preciso levar emconta a complexidade das relações que se entrecruzam nas lutas sociaisconcretas. Tomemos como um exemplo a disputa em torno do PL 122, projeto de leique criminaliza homofobia. O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que é reconhecidocomo alguém que luta pela superação do capitalismo e é um quadro importante daDS, uma tendência do PT conhecido por ser mais de esquerda dentro do partido,assumiu, em nome da sua fé, uma posição que é, para muitos da esquerda,inaceitável. Ele participou de uma manifestação contrária a PL 122 promovidapor setores evangélicos. Como era de se esperar, isso gerou polêmica e épossível encontrar na internet “cartas abertas” bastante agressivas.
Esse exemplo mostra como a divisão entre a direita e aesquerda no campo político não funciona bem quando lidamos com temas como o dasexualidade. Isso nos mostra que precisamos debater e estudar com seriedadeesse tema e as relações que novas visões vão implicar na luta por um mundo maisjusto e humano.
[Autor, juntamente com Hugo Assmann, de "Deus em nós:o reinado que acontece no amor solidário aos pobres”, Ed. Paulo. Twitter:@jungmosung].
http://correiodobrasil.com.br/homosexualidade-e-a-esquerda/259028/
24/6/2011 20:49, Por Adital
A Teologia da Libertação, como sabemos, produziu umpoderoso discurso religioso de crítica às injustiças sociais e apresentou umaimagem de Deus compassivo e solidário com os sofrimentos dos pobres do mundointeiro. O seu impacto foi tão grande que ultrapassou o continentelatino-americano e atingiu o cristianismo nos outros continentes; e foi maisalém do próprio o mundo cristão e entrou também no mundo judaico, budista eislâmico. (Há hoje uma produção importante da teologia islâmica de libertaçãoque é pouco conhecida por aqui.)
O que une setores dessas diversas religiões não é umacompreensão convergente de Deus (no budismo majoritário, não há noção de Deus),nem uma vontade de estabelecer um diálogo religioso pelo diálogo, mas aconvicção ética de que a (sua) religião deve assumir responsabilidades frente àtão gritante injustiça social que marca o nosso mundo. É a capacidade de veralém das riquezas, dos luxos e luzes que brilham nos grandes centros eencontrar rostos de pessoas pobres que sofrem.
Criar uma ampla aliança “religiosa” em torno da “opçãopelos pobres” não é uma tarefa tão fácil porque há muitos setores em todas asreligiões que crêem que a religião não deve se misturar com problemas econflitos sociais, ou que a realidade social existente é expressão da vontadede deus todo-poderoso que controlaria o mundo ou da “lei do carma” ou de algumtipo de destino controlado pelas leis ou vontades divinas. Contudo, a lutacontra injustiça e opressão está unindo muitos.
Ao lado dessa luta, há também outras lutas importantesque foram sendo objetos de atenção por parte dos teólogos e dos setores dasigrejas e religiões nas últimas décadas: a luta das mulheres contra a opressãopatriarcal e machista, a luta dos negros e dos indígenas e também de outrasminorias étnicas dentro de sociedades preconceituosas. Essas são lutas quediferem da luta em torno da opção pelos pobres porque têm a ver com dinâmicassociais e psicológicas que vão além das questões econômicas e de classes. Mas,na medida em que essas diversas formas de opressão se dão dentro de um sistemasocial globalizado, a articulação das teologias feminista, negra e indígena e aopção pelos pobres tem sido uma tarefa assumida por muitos/as teólogos/as pormuitas partes do mundo. E isto não tem sido fácil, especialmente no campoprático. Por exemplo, muitos e muitas que lutam pela superação da pobreza aindacarregam dentro de si, em lugares profundos da sua psique, visões machistas domundo e de Deus.
Mas, o que eu realmente queria propor aqui parareflexão é a necessidade de aprofundarmos reflexões sobre um tema ainda poucotrabalhado neste vasto grupo das teologias críticas ou teologias da libertaçãoem um sentido mais amplo: o da sexualidade. É claro que diversos teólogos/as játrataram do tema da “moral sexual” em uma perspectiva libertadora, e a teoriado gênero trabalha com a construção social da identidade e diferenças degênero. Contudo, a emergência no campo da mídia massiva das lutas doshomossexuais e da forte reação por parte significativa da sociedade,especialmente de setores religiosos, transforma esse tema em tema urgente.
O que vemos no debate mais massivo são posições muitosemelhantes, com sinais trocados. De um lado, uma condenação em si de todos ostipos de e relacionamentos homossexuais, de outro, uma aprovação a priori.Essas duas posições não costumam distinguir a orientação sexual –hetero ouhomo– da questão moral que surge nos relacionamentos afetivos e sexuais entrepessoas concretas. A grande parte da discussão está se dando em torno da homoou heterossexualidade em si.
O problema vai além da introdução da discussão daética sexual nas lutas de gênero, etnia e da justiça social. É preciso levar emconta a complexidade das relações que se entrecruzam nas lutas sociaisconcretas. Tomemos como um exemplo a disputa em torno do PL 122, projeto de leique criminaliza homofobia. O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que é reconhecidocomo alguém que luta pela superação do capitalismo e é um quadro importante daDS, uma tendência do PT conhecido por ser mais de esquerda dentro do partido,assumiu, em nome da sua fé, uma posição que é, para muitos da esquerda,inaceitável. Ele participou de uma manifestação contrária a PL 122 promovidapor setores evangélicos. Como era de se esperar, isso gerou polêmica e épossível encontrar na internet “cartas abertas” bastante agressivas.
Esse exemplo mostra como a divisão entre a direita e aesquerda no campo político não funciona bem quando lidamos com temas como o dasexualidade. Isso nos mostra que precisamos debater e estudar com seriedadeesse tema e as relações que novas visões vão implicar na luta por um mundo maisjusto e humano.
[Autor, juntamente com Hugo Assmann, de "Deus em nós:o reinado que acontece no amor solidário aos pobres”, Ed. Paulo. Twitter:@jungmosung].
http://correiodobrasil.com.br/homosexualidade-e-a-esquerda/259028/
Durante debate em São Paulo, especialistas em sexualidade alertam que sem orientação adequada, lésbicas ignoram prevenção das DST/aids
Durante debate em São Paulo, especialistas em sexualidade alertam que sem orientação adequada, lésbicas ignoram prevenção das DST/aids
23/06/2011 - 16h20
Uma “Roda de Conversa sobre Saúde Lésbica” discutiu nesta quinta-feira no Conselho Regional de Psicologia, em São Paulo, o preconceito e o despreparo de profissionais da área da saúde para atender as demandas específicas de mulheres lésbicas. Sem orientação adequada, muitas delas desconsideram a necessidade de fazer exames como o papanicolau uma vez por ano e a prevenção das DSTs/aids.
Participaram do debate Ana Gabriela Sena, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde; Lurdinha Rodrigues, representante do Movimento LGBT no Conselho Nacional de Saúde e do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais; Ana Naiara Malavolta, pesquisadora na área de saúde lésbica; e Patrícia Porchat, psicanalista representante da Comissão de Sexualidade e Gênero.
Segundo Ana Naiara, “as faculdades de medicina precisam criar uma cadeira de “sexualidade”, preparando os futuros médicos para entender as demandas específicas de mulheres que fazem sexo com mulheres”.
“Lésbicas não vão ao médico por conta do tratamento discriminatório. Não queremos ambulatório diferenciado, porque a discriminação vai continuar no ambulatório normal, queremos médicos preparados para lidar com as nossas especificidades”, disse Lurdinha Rodrigues.
A psicanalista Patrícia acredita que “o sentimento de desvalorização da lésbica vítima do “estupro corretivo” faz com ela adote um comportamento auto-destrutivo, fazendo sexo sem o uso de preservativo e contraindo doenças sexualmente transmissíveis”.
Cartilha para Mulheres
Questionadas sobre a cartilha de prevenção ao HIV, que a OMS vai lançar direcionada ao público de homens gays, Lurdinha e Ana Naiara compartilham da mesma opinião. “No caso da aids eu acho um erro, pois devolve o foco de maior transmissão dentro do chamado “grupo de risco”. Seria mais correto tratar das pessoas que fazem sexo anal, devido ao maior risco de transmissão, homossexuais e héteros. Tem que se pensar na população em geral, mas com um trabalho voltado para as especificidades de cada grupo da população.”
Esta “Roda de Conversa” integra o ciclo de atividades e debates que antecedem a 15 Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
Maria Carolina Bastos
http://agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=17145
23/06/2011 - 16h20
Uma “Roda de Conversa sobre Saúde Lésbica” discutiu nesta quinta-feira no Conselho Regional de Psicologia, em São Paulo, o preconceito e o despreparo de profissionais da área da saúde para atender as demandas específicas de mulheres lésbicas. Sem orientação adequada, muitas delas desconsideram a necessidade de fazer exames como o papanicolau uma vez por ano e a prevenção das DSTs/aids.
Participaram do debate Ana Gabriela Sena, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde; Lurdinha Rodrigues, representante do Movimento LGBT no Conselho Nacional de Saúde e do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais; Ana Naiara Malavolta, pesquisadora na área de saúde lésbica; e Patrícia Porchat, psicanalista representante da Comissão de Sexualidade e Gênero.
Segundo Ana Naiara, “as faculdades de medicina precisam criar uma cadeira de “sexualidade”, preparando os futuros médicos para entender as demandas específicas de mulheres que fazem sexo com mulheres”.
“Lésbicas não vão ao médico por conta do tratamento discriminatório. Não queremos ambulatório diferenciado, porque a discriminação vai continuar no ambulatório normal, queremos médicos preparados para lidar com as nossas especificidades”, disse Lurdinha Rodrigues.
A psicanalista Patrícia acredita que “o sentimento de desvalorização da lésbica vítima do “estupro corretivo” faz com ela adote um comportamento auto-destrutivo, fazendo sexo sem o uso de preservativo e contraindo doenças sexualmente transmissíveis”.
Cartilha para Mulheres
Questionadas sobre a cartilha de prevenção ao HIV, que a OMS vai lançar direcionada ao público de homens gays, Lurdinha e Ana Naiara compartilham da mesma opinião. “No caso da aids eu acho um erro, pois devolve o foco de maior transmissão dentro do chamado “grupo de risco”. Seria mais correto tratar das pessoas que fazem sexo anal, devido ao maior risco de transmissão, homossexuais e héteros. Tem que se pensar na população em geral, mas com um trabalho voltado para as especificidades de cada grupo da população.”
Esta “Roda de Conversa” integra o ciclo de atividades e debates que antecedem a 15 Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
Maria Carolina Bastos
http://agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=17145
Exercício que ajuda a mulher a ter mais prazer sexual
Exercício que ajuda a mulher a ter mais prazer sexual
Fisioterapia em musculatura na área vaginal auxilia a superar falta de desejo
Rio - Cerca de 35% das mulheres brasileiras sofrem de alguma disfunção sexual, entre elas falta de orgasmo, dor durante a relação sexual e o vaginismo, segundo dados da pesquisa Mosaico Brasil. E muitos destes problemas poderiam ser resolvidos com exercícios. Entretanto, não é qualquer musculação que vai melhorar a vida sexual delas.
Segundo especialistas, é preciso exercitar o lugar certo: o períneo, conjunto de músculos que começa no clitóris. Para isso, é utilizada a fisioterapia uroginecológica.
.
A fisioterapeuta realiza o tratamento em consultório. Com o tempo, paciente passa a se exercitar em casa | Foto: Divulgação
.
Indolor, a técnica, além de melhorar o desempenho e prazer sexual femininos, é usada para melhorar as outras disfunções do períneo, por exemplo, a incontinência urinária.
Para mulheres a partir dos 40 anos de idade, este tipo de fisioterapia pode ser usado como forma de prevenção de tais problemas. De acordo com a fisioterapeuta especializada em uroginecologia, Mônica Lopes, tais exercícios, feitos em consultório, procuram aumentar o tônus da musculatura do períneo.
“Após um período de tratamento, os exercícios podem ser feitos em casa. Porém, como esta é uma musculatura que se cansa rápido, os movimentos devem ser feitos sempre com orientação médica”, pondera.
Períneo precisa ser exercitado sempre
O períneo é uma musculatura frágil, que precisa ser exercitada para desempenhar funções que vão além da garantia da qualidade do sexo. “Tônica, a musculatura ajuda a mulher a ter prazer maior por facilitar o contato entre a vagina e o pênis”, diz Mônica. “Além disso, é responsável pela sustentação das vísceras, como a bexiga, além de garantir a continência urinária e fecal”, completa.
A flacidez é a maior reclamação das pacientes que procuram seu consultório, mas outros problemas também podem lesionar o períneo e afastar da mulher o prazer sexual. “Além da flacidez pós-parto e aquela causada pela chegada da menopausa, o vaginismo, tensão grande da musculatura vaginal, e a vulvodínea, ardência na entrada da vagina, também tornam o sexo menos prazeroso”, exemplifica.
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/6/exercicio_que_ajuda_a_mulher_a_ter_mais_prazer_sexual_170821.html
Fisioterapia em musculatura na área vaginal auxilia a superar falta de desejo
Rio - Cerca de 35% das mulheres brasileiras sofrem de alguma disfunção sexual, entre elas falta de orgasmo, dor durante a relação sexual e o vaginismo, segundo dados da pesquisa Mosaico Brasil. E muitos destes problemas poderiam ser resolvidos com exercícios. Entretanto, não é qualquer musculação que vai melhorar a vida sexual delas.
Segundo especialistas, é preciso exercitar o lugar certo: o períneo, conjunto de músculos que começa no clitóris. Para isso, é utilizada a fisioterapia uroginecológica.
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A fisioterapeuta realiza o tratamento em consultório. Com o tempo, paciente passa a se exercitar em casa | Foto: Divulgação
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Indolor, a técnica, além de melhorar o desempenho e prazer sexual femininos, é usada para melhorar as outras disfunções do períneo, por exemplo, a incontinência urinária.
Para mulheres a partir dos 40 anos de idade, este tipo de fisioterapia pode ser usado como forma de prevenção de tais problemas. De acordo com a fisioterapeuta especializada em uroginecologia, Mônica Lopes, tais exercícios, feitos em consultório, procuram aumentar o tônus da musculatura do períneo.
“Após um período de tratamento, os exercícios podem ser feitos em casa. Porém, como esta é uma musculatura que se cansa rápido, os movimentos devem ser feitos sempre com orientação médica”, pondera.
Períneo precisa ser exercitado sempre
O períneo é uma musculatura frágil, que precisa ser exercitada para desempenhar funções que vão além da garantia da qualidade do sexo. “Tônica, a musculatura ajuda a mulher a ter prazer maior por facilitar o contato entre a vagina e o pênis”, diz Mônica. “Além disso, é responsável pela sustentação das vísceras, como a bexiga, além de garantir a continência urinária e fecal”, completa.
A flacidez é a maior reclamação das pacientes que procuram seu consultório, mas outros problemas também podem lesionar o períneo e afastar da mulher o prazer sexual. “Além da flacidez pós-parto e aquela causada pela chegada da menopausa, o vaginismo, tensão grande da musculatura vaginal, e a vulvodínea, ardência na entrada da vagina, também tornam o sexo menos prazeroso”, exemplifica.
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/6/exercicio_que_ajuda_a_mulher_a_ter_mais_prazer_sexual_170821.html
domingo, 26 de junho de 2011
Sexo oral provoca aumento de casos de câncer de garganta
Domingo, 26 de junho de 2011 - 09h00 Última atualização, 26/06/2011 - 08h57
Sexo oral provoca aumento de casos de câncer de garganta
HPV resultou em aumento nos casos de câncer de boca e garganta entre os mais jovens
Fabio Mendes
cidades@eband.com.br
O consumo excessivo de álcool e tabaco sempre foi apontado por médicos especialistas como os maiores causadores de câncer de garganta. No entanto, nos casos de pessoas com menos de 50 anos, um fator se mostra muito mais frequente: o sexo oral. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.
De acordo com o estudo, o vírus HPV – que pode ser transmitido por relações sexuais, inclusive sexo oral - atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.
Na Europa, outras pesquisas também apontam um fenômeno semelhante. A Inglaterra identificou aumento dos casos de câncer de garganta devido ao HPV. O mesmo ocorre na Suécia, onde o índice subiu de 25% para 90% nos últimos 30 anos.
Tumores
No Brasil, não há números específicos sobre câncer de garganta, mas os casos de tumores da boca cresceram consideravelmente. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), foram registrados 14 mil novos casos em 2010.
“O aumento no número de casos de câncer de boca e garganta está ligado ao vírus HPV, sobretudo em jovens sem histórico de alcoolismo ou tabagismo”, explica Hézio Jadir Fernandes Júnior, oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.
Segundo Fernandes, a divulgação deste tipo de pesquisa aponta uma evolução na compreensão da doença, mas não altera o conceito de tratamento e diagnóstico. “Ela é muito importante especialmente para conscientizar a população sobre os riscos de se contrair o vírus”.
Prevenção
De acordo com o médico oncologista, o método de prevenção básica é evitar ter relações sexuais de risco. “Se a pessoa frequentemente realiza sexo oral sem proteção, com vários parceiros, ela deve realizar alguns exames de avaliação. Caso seja identificada a presença do vírus, é possível realizar um tratamento antiviral”.
De acordo com Fernandes, um passo importante para o futuro seria uma campanha de vacinação massiva para meninas entrando na puberdade. “Imunizar estas pessoas, antes de elas entrarem em seu período de atividade sexual seria muito importante”.
Sintomas
Alguns sintomas podem ser identificados em pessoas que começaram a desenvolver a doença. Um deles é o surgimento de nódulos no pescoço, alteração na voz ou dificuldade para se alimentar. “Uma observação atenta da boca também é muito importante. Manchas ou sangramentos que não são curados em duas semanas podem ser um indício da doença”, explica o oncologista. “Neste caso a pessoa deve passar por uma biópsia”.
http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000440698
Sexo oral provoca aumento de casos de câncer de garganta
HPV resultou em aumento nos casos de câncer de boca e garganta entre os mais jovens
Fabio Mendes
cidades@eband.com.br
O consumo excessivo de álcool e tabaco sempre foi apontado por médicos especialistas como os maiores causadores de câncer de garganta. No entanto, nos casos de pessoas com menos de 50 anos, um fator se mostra muito mais frequente: o sexo oral. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.
De acordo com o estudo, o vírus HPV – que pode ser transmitido por relações sexuais, inclusive sexo oral - atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.
Na Europa, outras pesquisas também apontam um fenômeno semelhante. A Inglaterra identificou aumento dos casos de câncer de garganta devido ao HPV. O mesmo ocorre na Suécia, onde o índice subiu de 25% para 90% nos últimos 30 anos.
Tumores
No Brasil, não há números específicos sobre câncer de garganta, mas os casos de tumores da boca cresceram consideravelmente. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), foram registrados 14 mil novos casos em 2010.
“O aumento no número de casos de câncer de boca e garganta está ligado ao vírus HPV, sobretudo em jovens sem histórico de alcoolismo ou tabagismo”, explica Hézio Jadir Fernandes Júnior, oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.
Segundo Fernandes, a divulgação deste tipo de pesquisa aponta uma evolução na compreensão da doença, mas não altera o conceito de tratamento e diagnóstico. “Ela é muito importante especialmente para conscientizar a população sobre os riscos de se contrair o vírus”.
Prevenção
De acordo com o médico oncologista, o método de prevenção básica é evitar ter relações sexuais de risco. “Se a pessoa frequentemente realiza sexo oral sem proteção, com vários parceiros, ela deve realizar alguns exames de avaliação. Caso seja identificada a presença do vírus, é possível realizar um tratamento antiviral”.
De acordo com Fernandes, um passo importante para o futuro seria uma campanha de vacinação massiva para meninas entrando na puberdade. “Imunizar estas pessoas, antes de elas entrarem em seu período de atividade sexual seria muito importante”.
Sintomas
Alguns sintomas podem ser identificados em pessoas que começaram a desenvolver a doença. Um deles é o surgimento de nódulos no pescoço, alteração na voz ou dificuldade para se alimentar. “Uma observação atenta da boca também é muito importante. Manchas ou sangramentos que não são curados em duas semanas podem ser um indício da doença”, explica o oncologista. “Neste caso a pessoa deve passar por uma biópsia”.
http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000440698
MITOS SEXUAIS MASCULINOS
MITOS SEXUAIS MASCULINOS
Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.
A maioria dos homens, independentemente da inteligência e educação tem seu comportamento sexual afetado negativamente por mitos ou falsas idéias sobre sexo. Por causa disso muita infelicidade sexual cai sobre estes homens, com problemas, inadequações e disfunções sexuais.
É quase impossível para um homem crescer em nossa sociedade sem assimilar um grande número de idéias que dirigem e dirigirão sua vida pelos anos afora. Muitas dessas idéias são até ridículas ou são falsas concepções sobre o sexo e a vida sexual. De qualquer forma, muitas destas idéias ou conceitos são assimilados conjuntamente ao sentir-se homem. Desta forma anexado à identidade masculina, as expressões sexuais parecem ser parte inerente do ser homem e trazem muita dificuldade em serem discutidas racionalmente, visto que foram assimiladas e aprendidas quando não existia pensamento crítico na criança.
O primeiro mito sobre o sexo do homem é o de que homem não tem nenhum defeito na área sexual. Em outros campos do comportamento humano, afirmações assim podem até ser encaradas como loucura! Na realidade, a maioria dos homens, se pudessem ser honestos consigo mesmos, admitiriam que sentem alguma inadequação sexual. Estas inadequações acontecem devido à comparação entre o que o homem realmente é e o que ele sente que deveria ser ou desejaria ser.
O condicionamento dos homens se dá desde a mais tenra infância, quando ele é ensinado e aprende (também por imitação) como um "verdadeiro macho" deve ser. E sexualmente o homem aprende que deverá ser um super-homem sexual, um maravilhoso atleta que saciará sempre e de todas as formas toda e qualquer mulher durante toda a sua vida!
E como são os mitos sexuais mais comuns ao homem?
A seguir vamos desdobrar os piores mitos que tanto fazem sofrer homens, às vezes calados, às vezes conseguindo vencer preconceitos e nos procurar, aos especialistas em sexualidade, em nossos consultórios.
MITOS SOBRE O PÊNIS
O pênis por ser um órgão de prazer para o homem, e ter sido conhecido desde sua infância como a parte mais importante de seu corpo, é a que mais traz mitos sexuais.
Mito 1 - Quanto maior, melhor...
A maioria dos homens, até finalmente crescerem ou desistirem deste pensamento, é insatisfeita com o tamanho do próprio pênis. A dura realidade é‚ que o que interessa mesmo é como o homem usa este pênis e quanto prazer este realmente dá a este homem. Na verdade, o tamanho do pênis não é tão importante para o prazer, melhor dizendo, ele não é, em nada responsável pelo prazer do homem ou da mulher. Claro que existem exceções para o tamanho. Um pênis não pode ser muito grande (por exemplo acima de 20 cm, ou como aquele famoso negro americano com seus 45 cm de falo sem rigidez), mas também não pode ser muito pequeno (menor do que os 5 cm em ereção). O importante quanto ao tamanho é poder penetrar a parceria sexual (se este é o interesse da pessoa ou casal). No geral as mulheres não prestam muita atenção para o tamanho do pênis. O que conta para a mulher é o como o homem sabe fazer amor, os aspectos emocionais, aquilo que para elas é literalmente fazer amor! O carinho que acompanha o sexo, o antes e o depois com atenção e compreensão. Claro que também deve importar o prazer do orgasmo, mas nós homens não somos os reais responsáveis pelo prazer orgásmico da mulher, apenas ajudamos...
Se o homem preocupa-se com o tamanho do pênis, isto interferirá com a satisfação sexual, e o pior, com seu desempenho sexual, com sua ereção ou capacidade de segurar a ejaculação. Poderá chegar ao pior: a impotência ou o gozo rápido sem controle.
A preocupação com o tamanho do pênis é uma forma neurótica de não prestar atenção no que interessa do sexo: o relacionamento gostoso com quem se deseja!
Embora cada homem que tenha estas preocupações tenha medo de admitir, este é um distúrbio neurótico. Neurótico porque impede o objetivo final e mais importante que é o relacionamento sexual a dois e a obtenção de prazer. A maioria dos homens que nos procuram com esta queixa é constituída de pessoas que evitam o sexo, Ter namorada ou se aproximar de mulheres. A justificativa é de que seriam rejeitados. Muitos sequer experimentaram aproximar-se... e isto é um comportamento neurótico, gostem ou não!
A fantasia de ter um pênis maior só leva à angústia e sofrimento que impede o homem de ser feliz e procurar um relacionamento humano e satisfatório.
Há muito pouco a fazer com o pênis e seu tamanho. O melhor é aprender a como alcançar de dar prazer com o que temos. Isto éreal, o resto é fantasia!
Mito 2 - Um homem faz sexo a qualquer momento que queira.
Há partes do corpo que fazem o que mandamos, mas existem partes do corpo que não fazem do jeito que ordenamos. Quando queremos levantar o braço, é só levantar. O pênis não obedece como o braço, pois é diferente. Assim como o funcionamento dos pulmões e fígado ou rins, o pênis não é comandado pela mente de forma direta.
Um homem não pode ter uma ereção a qualquer momento. A maioria dos homens não terá ereções em situações que serão constrangedoras, por exemplo, estar exposto numa vitrine de uma loja de departamentos, nu, esperando ter uma ereção; pois, a maioria dos homens já não conseguiria...
O que é difícil de acreditar é que nosso corpo não é dirigido nesta ora. A ereção pode ser facilitada, mas não controlada totalmente pelo pensamento. Mas o pensamento pode atrapalhar a ereção!
O pênis não entrará em ereção se não acontecerem coisas que facilitem esta ereção. Da mesma forma que um carro precisa de uma bateria para o motor pegar, o pênis precisa de alguma coisa dentro (e fora) de nós que permita que ele entre em ereção.
O que será preciso para acontecer a ereção dependerá de cada homem e mudará bastante com a idade. Sempre teremos que aprender nossas possibilidades.
Mito 3 - Sem ereção não há sexo.
Quando temos este pensamento na cabeça, não haverá nem ereção, e é isto o que acontece com muitos homens impotentes.
Claro que o sexo pode existir sem a ereção. Nós homens é que não aprendemos a lidar com isso e assim facilitar nossa ereção de acontecer.
O sexo sempre irá acontecer entre um casal onde há o amor. Com quem amamos o sexo tem várias formas, e um casal precisa destas várias formas de expressão do sexo. Sem estas outras formas de expressão sexual, um casal provavelmente deixará de existir e o homem nunca saberá o que aconteceu. Mas isto é quase impossível para alguns homens, e a insistência com a ereção poderá acabar com tudo, pois sem a ereção este homem, tão preocupado, não dará atenção às necessidades e desejos de carinhos de sua amada (?). Esta desatenção não será percebida pelo homem, quem só considerará que a mulher não está sendo servida, mesmo que ela se satisfizesse com os carinhos e amor que ele pudesse oferecer...
A única utilidade da ereção é a penetração. O homem não precisa nem da ereção para ter seu prazer. A ejaculação pode acontecer sem ereção!
Também a mulher não precisa necessariamente da ereção do pênis para ter seu orgasmo (muitas nem mesmo sabem tê-los, então nestes casos tanto faz se a ereção tem ou não papel no orgasmo da mulher...)
OS MITOS MACHISTAS
Mito 1- O "verdadeiro homem" não pode mostrar seus sentimentos.
Quando mostra o que sente muitos homens acreditam que ficarão sentimentais, fracos, femininos, ou muito pior, pois acreditam que o "verdadeiro homem" deve controlar suas emoções. Controlar as emoções é anormal, é doentio e provoca doenças no homem (por exemplo, facilita os ataques do coração). Este mito causa, provavelmente, mais infelicidade ao homem, do que qualquer outra falsa concepção, e certamente é causa de muitos casamentos fracassarem ou não permitirem felicidade.
Até mesmo os animais são sensíveis o bastante para expressarem e demonstrarem seus sentimentos. O homem que sempre se sentiu mais evoluído, deixou de sentir e expressar? Claro que não pode ser assim, claro que expressar o que sentimos é uma das qualidades humanas pois podemos expressar os sentimentos de muitas mais formas além das que os animais utilizam.
Mito 2- O "verdadeiro homem" está sempre com desejo e pronto para o sexo.
Ao vermos assim escrito, parece tão ridículo, pois nunca poderíamos defender esta idéia em sã consciência, é insensato. Infelizmente, muitos homens acreditam nisto e agem segundo esta idéia. Muitos homens esperam estar constantemente aptos para procurar situações sexuais, não importando se estão muito ocupados ou se estão extremamente cansados. Infelizmente, desprezando suas capacidades físicas, muitos homens tentarão ir além de seus físicos, achando que sexualmente poderão ser adequados, pois acreditam que será assim! Acreditam que poderão ter um bom desempenho sexual e se satisfazer, e esperam que possam satisfazer a outra pessoa!
Os homens, mesmo que esteja muito bem de saúde, com muito tempo livre, e com muito desejo de sexo, ainda assim destinará apenas uma pequena parte de seu cotidiano para o sexo. Mesmo pensando muito em sexo, haverá pouco tempo destinado a fazer coisas sexuais se compararmos com o trabalho, por exemplo! E mesmo estando com desejo sexual ¡íntegro e adequado, ainda deverá falhar sexualmente se as condições em que fizer sexo forem desfavoráveis.
MITOS SOBRE A IDADE
A idade do homem provoca dois mitos sexuais opostos, e que estão arraigados na maioria das pessoas.
Mito 1- Ao envelhecer, não há qualquer mudança no interesse sexual do homem, nem na resposta ou desempenho sexuais.
Embora poucos homens concordassem com isso quando falamos desta forma, muitos agem com se acreditassem que sempre se manterão jovens. Muitos homens chegam ao consultório afirmando que desejam voltar a ser sexualmente como eram aos 20 anos e idade! Não se confirma com as mudanças e exigem que seus corpos funcionem como no passado.
Os homens preocupam-se quando, a partir dos 45 anos a ereção peniana demora mais para acontecer, não conseguem ereção totalmente rígida se não se estimularem diretamente no pênis, e perderem a ereção rapidamente se a parceira parar de brincar com o pênis. Os homens não sabem que estas mudanças são normais, inevitáveis, e que não devem se preocupar com isso. Em verdade, o homem deveria estar desenvolvendo outras formas para o relacionamento sexual para superar estas "dificuldades".
Mito 2- Envelhecendo você perde o interesse no sexo e não conseguirá mais fazer sexo.
Quantos e quantos homens inteligentes que continuam acreditando nisso... E o pior é que se um homem acredita nisso como uma verdade, verdade será mais tarde em sua vida. Assim se mostra o poder de nossas crenças, realizam-se, mesmo não sendo verdadeiras.
Com o envelhecer o homem precisar aprender a adequar-se e integrar-se às modificações que o corpo vive. Com certeza não seremos com 60 anos de idade o que formos fisicamente com 20... mas muito pode ser feito. Primeiramente aprendermos a lidar com estes envelhecimento. Depois precisamos desenvolver comportamentos sexuais que talvez não existissem antes e que permitirão continuar tirando prazer deste esquema.
Um homem que se chama feliz com 70 ou 80 anos de idade é o que continua a fazer sexo e fez modificações de seu comportamento e adaptou-se às novas necessidades e diferenças!!!
MITOS SOBRE O FAZER O AMOR
Os seguintes mitos sobre o fazer o amor representa apenas uma pequena parte de um número muito grande de crenças irracionais e mitos.
Mito 1- A habilidade em se fazer amor é inata e a desenvolvemos naturalmente.
Parece que o homem acredita nisto por ser o sexo uma função normal do corpo físico. As coisas não são bem assim. Um homem sábio, disse um dia, que o fazer amor é igual a tocar violino com toda a técnica necessária, e que é preciso tanto ensino quanto prática para funcionar bem. Sexo é assim. Nosso corpo permite fazer sexo, mas é preciso aprendermos como e treinarmos para que o sexo seja bem feito. Não adianta ficar à espera de que o corpo funcione.
É muito difícil a muitos homens acreditarem que precisam aprender a serem sensuais e eróticos. Dói muito aos homens reconhecerem que não são tão sexualmente bons e que seus desempenhos sexuais não tão inatos como gostariam que fossem. Dói aos homens assumirem a responsabilidade sobre seus comportamentos sexuais... mas é a saída para muitos problemas!
Mito 2- Sexo deve ser espontâneo.
Se alguém acreditar nisso não há lugar para qualquer atividade sexual premeditada.
Um homem nunca poderia procurar uma prostituta (seria premeditado...).
Um casal não poderia por as crianças para dormir, ou mandá-las para a casa dos avós com a intenção de virem a fazer sexo...
Ninguém poderia se arrumar, vestir-se bem e perfumar-se para sair sábado à noite...
Não há nada de errado com o sexo espontâneo, com o sexo impulsivo. Agora, é importante não se fechar as portas para as formas prazerosas de se fazer sexo planejado ou preparado!
As mulheres também se preocupam muito com estas idéias e às vezes perdem grandes oportunidades pois as consideram não naturais.
Oras o natural do ser humano é o humanamente construído, feito com o propósito desejado, e não por acaso!
Mito 3- O mais importante o desempenho perfeito na hora do sexo.
Muitos homens passaram por uma lavagem cerebral para poderem acreditar que suas qualidades masculinas estão relacionadas com sua capacidade no desempenho do sexo. Esta atitude sobre o desempenho atinge o sexo de forma terrível, pois o homem passará a se preocupar com coisas que trarão problemas:
- quanto tempo tem que durar o coito;
- quantas vezes o homem tem que conseguir fazer sexo na mesma noite;
- quantas posições temos que executar;
- temos que ter técnicas sexuais complexas e até difíceis de executar;
- O homem espera ser "bom" o bastante para levar sua parceira ao orgasmo antes que ele ejacule...
Enquanto o homem está ocupado com tudo isso, ele não estará ligado com suas emoções e sensações e na própria parceira. Se este homem não puder dar atenção a suas sensações físicas de prazer e suas emoções, não poderá aproveitar verdadeiramente o momento sexual. Estará pensando mais do que sentindo.
Além do mais, se o homem achar que seu desempenho não atinge suas expectativas, ele sentirá raiva, ansiedade e ficará muito chateado consigo mesmo! Estes sentimentos estragarão o prazer e farão o desempenho pior. Assim se criará um ciclo vicioso sem controle e com muitos outros problemas na esfera da sexualidade e dos relacionamentos amorosos.
A verdade é que o que realmente conta é dividir o momento de intimidade, único, físico e emocional com alguém a quem se ame, ou no mínimo confie e goste.
Mito 4- Sexo bom o supersexo.
Há pessoas que acreditando nisso não apreciarão o fazer sexo, exceto se esse sexo tornar-se uma extravagância com classificação de hotel de cinco estrelas (nunca menos!).
É ótimo fazer sexo de todas as formas, muitas vezes e com tudo que nossa fantasia determinar, se tivermos tempo e oportunidade. Porém, cada homem será mais sexualmente feliz se trouxer seus objetivos mais para baixo, para a realidade. Assim o homem ode aprender como melhor aproveitar e melhor sentir a intimidade sexual.
Mito 5- Todo prazer físico obtido num contato com outra pessoa deve conduzir a sexo.
Geralmente o homem cresce com essa idéia, só há duas formas de contatos: o sexo e a agressão (é por isso que os meninos são tão briguentos e se batem ou estapeiam-se o tempo todo, pois não podem mostrar que gostam um do outro, não há como mostrar carinho, afeto pois há a fantasia de sexo, então só sobra a agressão física).
Tudo isso significa que tocar uma mulher sem poder fazer sexo é inaceitável. Tocou o corpo da mulher tem que haver sexo, pois não existe outra forma, a alternativa é bater!
Muitos homens se surpreenderiam se soubessem que uma das queixas mais comuns que as mulheres tem dos homens ‚ que "ele só me toca, acaricia ou põe a mão em mim, quando ele quer sexo". É claro que as mulheres, não sem razão, ficam muitos ressentidas com isso.
Todos nós, humanos, temos necessidades de sermos tocados por outras mãos humanas. E não há nada de errado com isso. Muitas vezes muito confortável, simplesmente ser abraçado e acariciado e não é algo não masculino sentir isso.
Se um homem se viciou em somente tocar outra pessoa quando quiser sexo, ele levará algum tempo para sair desta forma bitolada, mas será ótimo quando sentir a diferença que faz quando for capaz de acariciar, massagear, pegar, abraçar, tudo isso sem segundas intenções sexuais.
Enquanto o sexo e o tocar ficarem associados com exclusividade em sua cabeça, o homem não poderá tocar outra pessoa sem se pressionar ao sexo, quando talvez seja o desejo de ambos!
Mito 6- Machos devem ser ativos durante o sexo.
Mito 7- Homens são responsáveis pelo que acontece no sexo.
Mito 8- Durante o sexo o macho é responsável pela excitação e pelo orgasmo da parceira.
Se considerarmos estes três mitos conjuntamente poderemos discutir os papéis sexuais de homens e mulheres.
Homem e mulher são iguais e tem direitos e responsabilidades iguais no sexo. Oras é claros que existem diferenças, e "Viva a diferença!". Mas quanto a responsabilidades, estas devem ser repartidas por várias razões.
Não há qualquer razão que nos leve a pensar no homem como o responsável por tudo o que acontece durante ato sexual. São duas pessoas fazendo sexo, cada uma tem seu papel e, mais do que isso, cada uma sabe lá dentro o que necessita e deve fazer para obter prazer. Cada uma fará sexo da forma que sente que pode fazer sexo. As pessoas fazem sexo da mesma forma como fazem outras coisas. tenderão a fazer sexo inibido, passivo, deixando toda a responsabilidade para o outro se assim são na vida em geral. tentarão conduzir o sexo, dizendo o que o outro deverá fazer, se assim são no cotidiano. Por‚m o oposto também pode ser verdade, uma pessoa reprimida em seu dia-a-dia, poderá encontrar no sexo a forma de se expressar inteiramente, e querer mandar e conduzir a relação. É muito individual, e depende da história de vida de cada pessoa.
Durante o fazer sexo, cada parceiro pessoalmente responsável pela própria excitação e orgasmo. É nossa responsabilidade assegurar que vamos ter a estimulação sexual que desejamos e necessitamos. É preciso que cada um assuma que é responsável sobre o onde e o quando fazer sexo e por quanto tempo deseja fazer sexo. Cada um, homem e mulher saberá como o sexo que precisa.
Nossa única responsabilidade com nossa parceira é o de fazermos o melhor para dar a ela (ele) o que ela (ele) parece querer.
Importante lembrar que muitas mulheres gostam de ser ativas no sexo, fazendo e dizendo como fazer. Com estas mulheres, o homem que julgar que é ele que deveria ser o ativo, ficará se sentindo mal e inadequado sexualmente. Provavelmente, esta situação contrária ao que está pensando, considerando como verdadeiro, fará com que se sentia ansioso e tenha falhas sexuais, a exemplo da ejaculação precoce e impotência.
Também é bom lembrar que nenhum homem é responsável pelo prazer que a mulher pode sentir. Se a mulher não consegue sentir prazer orgásmico, nenhum homem a fará senti-lo. Não é o homem o responsável pelo sexo da mulher...
Mito 9- Sexo deve levar ao orgasmo.
Mito 10- Uma vez começado o sexo, ele deve continuar até ambos terem orgasmos.
Mito 11- Um homem e sua parceira devem alcançar o orgasmo ao mesmo tempo.
O orgasmo é uma preocupação para homens e mulheres na atualidade.
É impossível a muitos homens pensar que uma pessoa possa começar a fazer sexo e parar sem que tenha tido orgasmo. Mas sexo bom, mesmo que aconteça sem que venha a ter ejaculação e orgasmo.
Estes mitos atingem a maior parte das pessoas, embora mais homens acreditem nele do que as mulheres.
É muito normal uma pessoa querer ter o contato sexual e não necessariamente ter orgasmos. O prazer obtido com a intimidade pode ser o que se deseja. Se assim for o orgasmo não será buscado. O importante ‚ que a pessoa saiba, de verdade, se deseja orgasmo ou apenas intimidade.
Envelhecendo, os homens precisam menos do orgasmo para se sentirem recompensados sexualmente. Muitos idosos dizem que se sentem, e por isso desejam o coito, mas não estão interessados em orgasmos. não há nada de errado nisso. Se os parceiros sexuais sentem que devem ter orgasmos sempre que fizerem sexo, estarão se forçando, e isto causará problemas, mais cedo ou mais tarde.
Muitos homens acreditam, erroneamente, que uma vez que estimulação sexual comece, deve continuar sem interrupção até o orgasmo.
A idéia de que durante o sexo, um ou ambos parceiros gostariam de descansar um pouco, ou ouvir alguma música, ou mesmo dormir, antes de continuar o sexo, é incompreensível para algumas pessoas. Na realidade, as sensações sexuais mais intensas acontecem quando a atividade sexual pára e reinicia várias vezes, mais do que quando mantém a atividade sexual progressivamente sem pausa.
O orgasmo simultâneo um mito absurdo e destrutivo e precisa ser desfeito com urgência. Mesmo na atualidade, quando a maioria dos homens cultos e educados reconhecem racionalmente que apenas uma minoria de mulheres consegue obter orgasmo apenas pela estimulação do coito, da penetração.
Na verdade, é muito improvável que um casal consiga chegar ao clímax juntos, e só quando um dos parceiros segura desesperadamente o orgasmo, enquanto o outro freneticamente tenta apressá-lo. Se um ou outro falhar, geralmente desapontam-se e frustram-se, deprimindo-se... Os campeonatos de cama como estes conduzem facilmente é infelicidade.
O triste fato é que, para dividir o orgasmo de sua parceira, o homem precisa observá-la neste momento em que ela experiencia o orgasmo, o que é uma recompensa emocional muito importante, e isto é possível se ambos tiverem o orgasmo ao mesmo tempo!
Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.
A maioria dos homens, independentemente da inteligência e educação tem seu comportamento sexual afetado negativamente por mitos ou falsas idéias sobre sexo. Por causa disso muita infelicidade sexual cai sobre estes homens, com problemas, inadequações e disfunções sexuais.
É quase impossível para um homem crescer em nossa sociedade sem assimilar um grande número de idéias que dirigem e dirigirão sua vida pelos anos afora. Muitas dessas idéias são até ridículas ou são falsas concepções sobre o sexo e a vida sexual. De qualquer forma, muitas destas idéias ou conceitos são assimilados conjuntamente ao sentir-se homem. Desta forma anexado à identidade masculina, as expressões sexuais parecem ser parte inerente do ser homem e trazem muita dificuldade em serem discutidas racionalmente, visto que foram assimiladas e aprendidas quando não existia pensamento crítico na criança.
O primeiro mito sobre o sexo do homem é o de que homem não tem nenhum defeito na área sexual. Em outros campos do comportamento humano, afirmações assim podem até ser encaradas como loucura! Na realidade, a maioria dos homens, se pudessem ser honestos consigo mesmos, admitiriam que sentem alguma inadequação sexual. Estas inadequações acontecem devido à comparação entre o que o homem realmente é e o que ele sente que deveria ser ou desejaria ser.
O condicionamento dos homens se dá desde a mais tenra infância, quando ele é ensinado e aprende (também por imitação) como um "verdadeiro macho" deve ser. E sexualmente o homem aprende que deverá ser um super-homem sexual, um maravilhoso atleta que saciará sempre e de todas as formas toda e qualquer mulher durante toda a sua vida!
E como são os mitos sexuais mais comuns ao homem?
A seguir vamos desdobrar os piores mitos que tanto fazem sofrer homens, às vezes calados, às vezes conseguindo vencer preconceitos e nos procurar, aos especialistas em sexualidade, em nossos consultórios.
MITOS SOBRE O PÊNIS
O pênis por ser um órgão de prazer para o homem, e ter sido conhecido desde sua infância como a parte mais importante de seu corpo, é a que mais traz mitos sexuais.
Mito 1 - Quanto maior, melhor...
A maioria dos homens, até finalmente crescerem ou desistirem deste pensamento, é insatisfeita com o tamanho do próprio pênis. A dura realidade é‚ que o que interessa mesmo é como o homem usa este pênis e quanto prazer este realmente dá a este homem. Na verdade, o tamanho do pênis não é tão importante para o prazer, melhor dizendo, ele não é, em nada responsável pelo prazer do homem ou da mulher. Claro que existem exceções para o tamanho. Um pênis não pode ser muito grande (por exemplo acima de 20 cm, ou como aquele famoso negro americano com seus 45 cm de falo sem rigidez), mas também não pode ser muito pequeno (menor do que os 5 cm em ereção). O importante quanto ao tamanho é poder penetrar a parceria sexual (se este é o interesse da pessoa ou casal). No geral as mulheres não prestam muita atenção para o tamanho do pênis. O que conta para a mulher é o como o homem sabe fazer amor, os aspectos emocionais, aquilo que para elas é literalmente fazer amor! O carinho que acompanha o sexo, o antes e o depois com atenção e compreensão. Claro que também deve importar o prazer do orgasmo, mas nós homens não somos os reais responsáveis pelo prazer orgásmico da mulher, apenas ajudamos...
Se o homem preocupa-se com o tamanho do pênis, isto interferirá com a satisfação sexual, e o pior, com seu desempenho sexual, com sua ereção ou capacidade de segurar a ejaculação. Poderá chegar ao pior: a impotência ou o gozo rápido sem controle.
A preocupação com o tamanho do pênis é uma forma neurótica de não prestar atenção no que interessa do sexo: o relacionamento gostoso com quem se deseja!
Embora cada homem que tenha estas preocupações tenha medo de admitir, este é um distúrbio neurótico. Neurótico porque impede o objetivo final e mais importante que é o relacionamento sexual a dois e a obtenção de prazer. A maioria dos homens que nos procuram com esta queixa é constituída de pessoas que evitam o sexo, Ter namorada ou se aproximar de mulheres. A justificativa é de que seriam rejeitados. Muitos sequer experimentaram aproximar-se... e isto é um comportamento neurótico, gostem ou não!
A fantasia de ter um pênis maior só leva à angústia e sofrimento que impede o homem de ser feliz e procurar um relacionamento humano e satisfatório.
Há muito pouco a fazer com o pênis e seu tamanho. O melhor é aprender a como alcançar de dar prazer com o que temos. Isto éreal, o resto é fantasia!
Mito 2 - Um homem faz sexo a qualquer momento que queira.
Há partes do corpo que fazem o que mandamos, mas existem partes do corpo que não fazem do jeito que ordenamos. Quando queremos levantar o braço, é só levantar. O pênis não obedece como o braço, pois é diferente. Assim como o funcionamento dos pulmões e fígado ou rins, o pênis não é comandado pela mente de forma direta.
Um homem não pode ter uma ereção a qualquer momento. A maioria dos homens não terá ereções em situações que serão constrangedoras, por exemplo, estar exposto numa vitrine de uma loja de departamentos, nu, esperando ter uma ereção; pois, a maioria dos homens já não conseguiria...
O que é difícil de acreditar é que nosso corpo não é dirigido nesta ora. A ereção pode ser facilitada, mas não controlada totalmente pelo pensamento. Mas o pensamento pode atrapalhar a ereção!
O pênis não entrará em ereção se não acontecerem coisas que facilitem esta ereção. Da mesma forma que um carro precisa de uma bateria para o motor pegar, o pênis precisa de alguma coisa dentro (e fora) de nós que permita que ele entre em ereção.
O que será preciso para acontecer a ereção dependerá de cada homem e mudará bastante com a idade. Sempre teremos que aprender nossas possibilidades.
Mito 3 - Sem ereção não há sexo.
Quando temos este pensamento na cabeça, não haverá nem ereção, e é isto o que acontece com muitos homens impotentes.
Claro que o sexo pode existir sem a ereção. Nós homens é que não aprendemos a lidar com isso e assim facilitar nossa ereção de acontecer.
O sexo sempre irá acontecer entre um casal onde há o amor. Com quem amamos o sexo tem várias formas, e um casal precisa destas várias formas de expressão do sexo. Sem estas outras formas de expressão sexual, um casal provavelmente deixará de existir e o homem nunca saberá o que aconteceu. Mas isto é quase impossível para alguns homens, e a insistência com a ereção poderá acabar com tudo, pois sem a ereção este homem, tão preocupado, não dará atenção às necessidades e desejos de carinhos de sua amada (?). Esta desatenção não será percebida pelo homem, quem só considerará que a mulher não está sendo servida, mesmo que ela se satisfizesse com os carinhos e amor que ele pudesse oferecer...
A única utilidade da ereção é a penetração. O homem não precisa nem da ereção para ter seu prazer. A ejaculação pode acontecer sem ereção!
Também a mulher não precisa necessariamente da ereção do pênis para ter seu orgasmo (muitas nem mesmo sabem tê-los, então nestes casos tanto faz se a ereção tem ou não papel no orgasmo da mulher...)
OS MITOS MACHISTAS
Mito 1- O "verdadeiro homem" não pode mostrar seus sentimentos.
Quando mostra o que sente muitos homens acreditam que ficarão sentimentais, fracos, femininos, ou muito pior, pois acreditam que o "verdadeiro homem" deve controlar suas emoções. Controlar as emoções é anormal, é doentio e provoca doenças no homem (por exemplo, facilita os ataques do coração). Este mito causa, provavelmente, mais infelicidade ao homem, do que qualquer outra falsa concepção, e certamente é causa de muitos casamentos fracassarem ou não permitirem felicidade.
Até mesmo os animais são sensíveis o bastante para expressarem e demonstrarem seus sentimentos. O homem que sempre se sentiu mais evoluído, deixou de sentir e expressar? Claro que não pode ser assim, claro que expressar o que sentimos é uma das qualidades humanas pois podemos expressar os sentimentos de muitas mais formas além das que os animais utilizam.
Mito 2- O "verdadeiro homem" está sempre com desejo e pronto para o sexo.
Ao vermos assim escrito, parece tão ridículo, pois nunca poderíamos defender esta idéia em sã consciência, é insensato. Infelizmente, muitos homens acreditam nisto e agem segundo esta idéia. Muitos homens esperam estar constantemente aptos para procurar situações sexuais, não importando se estão muito ocupados ou se estão extremamente cansados. Infelizmente, desprezando suas capacidades físicas, muitos homens tentarão ir além de seus físicos, achando que sexualmente poderão ser adequados, pois acreditam que será assim! Acreditam que poderão ter um bom desempenho sexual e se satisfazer, e esperam que possam satisfazer a outra pessoa!
Os homens, mesmo que esteja muito bem de saúde, com muito tempo livre, e com muito desejo de sexo, ainda assim destinará apenas uma pequena parte de seu cotidiano para o sexo. Mesmo pensando muito em sexo, haverá pouco tempo destinado a fazer coisas sexuais se compararmos com o trabalho, por exemplo! E mesmo estando com desejo sexual ¡íntegro e adequado, ainda deverá falhar sexualmente se as condições em que fizer sexo forem desfavoráveis.
MITOS SOBRE A IDADE
A idade do homem provoca dois mitos sexuais opostos, e que estão arraigados na maioria das pessoas.
Mito 1- Ao envelhecer, não há qualquer mudança no interesse sexual do homem, nem na resposta ou desempenho sexuais.
Embora poucos homens concordassem com isso quando falamos desta forma, muitos agem com se acreditassem que sempre se manterão jovens. Muitos homens chegam ao consultório afirmando que desejam voltar a ser sexualmente como eram aos 20 anos e idade! Não se confirma com as mudanças e exigem que seus corpos funcionem como no passado.
Os homens preocupam-se quando, a partir dos 45 anos a ereção peniana demora mais para acontecer, não conseguem ereção totalmente rígida se não se estimularem diretamente no pênis, e perderem a ereção rapidamente se a parceira parar de brincar com o pênis. Os homens não sabem que estas mudanças são normais, inevitáveis, e que não devem se preocupar com isso. Em verdade, o homem deveria estar desenvolvendo outras formas para o relacionamento sexual para superar estas "dificuldades".
Mito 2- Envelhecendo você perde o interesse no sexo e não conseguirá mais fazer sexo.
Quantos e quantos homens inteligentes que continuam acreditando nisso... E o pior é que se um homem acredita nisso como uma verdade, verdade será mais tarde em sua vida. Assim se mostra o poder de nossas crenças, realizam-se, mesmo não sendo verdadeiras.
Com o envelhecer o homem precisar aprender a adequar-se e integrar-se às modificações que o corpo vive. Com certeza não seremos com 60 anos de idade o que formos fisicamente com 20... mas muito pode ser feito. Primeiramente aprendermos a lidar com estes envelhecimento. Depois precisamos desenvolver comportamentos sexuais que talvez não existissem antes e que permitirão continuar tirando prazer deste esquema.
Um homem que se chama feliz com 70 ou 80 anos de idade é o que continua a fazer sexo e fez modificações de seu comportamento e adaptou-se às novas necessidades e diferenças!!!
MITOS SOBRE O FAZER O AMOR
Os seguintes mitos sobre o fazer o amor representa apenas uma pequena parte de um número muito grande de crenças irracionais e mitos.
Mito 1- A habilidade em se fazer amor é inata e a desenvolvemos naturalmente.
Parece que o homem acredita nisto por ser o sexo uma função normal do corpo físico. As coisas não são bem assim. Um homem sábio, disse um dia, que o fazer amor é igual a tocar violino com toda a técnica necessária, e que é preciso tanto ensino quanto prática para funcionar bem. Sexo é assim. Nosso corpo permite fazer sexo, mas é preciso aprendermos como e treinarmos para que o sexo seja bem feito. Não adianta ficar à espera de que o corpo funcione.
É muito difícil a muitos homens acreditarem que precisam aprender a serem sensuais e eróticos. Dói muito aos homens reconhecerem que não são tão sexualmente bons e que seus desempenhos sexuais não tão inatos como gostariam que fossem. Dói aos homens assumirem a responsabilidade sobre seus comportamentos sexuais... mas é a saída para muitos problemas!
Mito 2- Sexo deve ser espontâneo.
Se alguém acreditar nisso não há lugar para qualquer atividade sexual premeditada.
Um homem nunca poderia procurar uma prostituta (seria premeditado...).
Um casal não poderia por as crianças para dormir, ou mandá-las para a casa dos avós com a intenção de virem a fazer sexo...
Ninguém poderia se arrumar, vestir-se bem e perfumar-se para sair sábado à noite...
Não há nada de errado com o sexo espontâneo, com o sexo impulsivo. Agora, é importante não se fechar as portas para as formas prazerosas de se fazer sexo planejado ou preparado!
As mulheres também se preocupam muito com estas idéias e às vezes perdem grandes oportunidades pois as consideram não naturais.
Oras o natural do ser humano é o humanamente construído, feito com o propósito desejado, e não por acaso!
Mito 3- O mais importante o desempenho perfeito na hora do sexo.
Muitos homens passaram por uma lavagem cerebral para poderem acreditar que suas qualidades masculinas estão relacionadas com sua capacidade no desempenho do sexo. Esta atitude sobre o desempenho atinge o sexo de forma terrível, pois o homem passará a se preocupar com coisas que trarão problemas:
- quanto tempo tem que durar o coito;
- quantas vezes o homem tem que conseguir fazer sexo na mesma noite;
- quantas posições temos que executar;
- temos que ter técnicas sexuais complexas e até difíceis de executar;
- O homem espera ser "bom" o bastante para levar sua parceira ao orgasmo antes que ele ejacule...
Enquanto o homem está ocupado com tudo isso, ele não estará ligado com suas emoções e sensações e na própria parceira. Se este homem não puder dar atenção a suas sensações físicas de prazer e suas emoções, não poderá aproveitar verdadeiramente o momento sexual. Estará pensando mais do que sentindo.
Além do mais, se o homem achar que seu desempenho não atinge suas expectativas, ele sentirá raiva, ansiedade e ficará muito chateado consigo mesmo! Estes sentimentos estragarão o prazer e farão o desempenho pior. Assim se criará um ciclo vicioso sem controle e com muitos outros problemas na esfera da sexualidade e dos relacionamentos amorosos.
A verdade é que o que realmente conta é dividir o momento de intimidade, único, físico e emocional com alguém a quem se ame, ou no mínimo confie e goste.
Mito 4- Sexo bom o supersexo.
Há pessoas que acreditando nisso não apreciarão o fazer sexo, exceto se esse sexo tornar-se uma extravagância com classificação de hotel de cinco estrelas (nunca menos!).
É ótimo fazer sexo de todas as formas, muitas vezes e com tudo que nossa fantasia determinar, se tivermos tempo e oportunidade. Porém, cada homem será mais sexualmente feliz se trouxer seus objetivos mais para baixo, para a realidade. Assim o homem ode aprender como melhor aproveitar e melhor sentir a intimidade sexual.
Mito 5- Todo prazer físico obtido num contato com outra pessoa deve conduzir a sexo.
Geralmente o homem cresce com essa idéia, só há duas formas de contatos: o sexo e a agressão (é por isso que os meninos são tão briguentos e se batem ou estapeiam-se o tempo todo, pois não podem mostrar que gostam um do outro, não há como mostrar carinho, afeto pois há a fantasia de sexo, então só sobra a agressão física).
Tudo isso significa que tocar uma mulher sem poder fazer sexo é inaceitável. Tocou o corpo da mulher tem que haver sexo, pois não existe outra forma, a alternativa é bater!
Muitos homens se surpreenderiam se soubessem que uma das queixas mais comuns que as mulheres tem dos homens ‚ que "ele só me toca, acaricia ou põe a mão em mim, quando ele quer sexo". É claro que as mulheres, não sem razão, ficam muitos ressentidas com isso.
Todos nós, humanos, temos necessidades de sermos tocados por outras mãos humanas. E não há nada de errado com isso. Muitas vezes muito confortável, simplesmente ser abraçado e acariciado e não é algo não masculino sentir isso.
Se um homem se viciou em somente tocar outra pessoa quando quiser sexo, ele levará algum tempo para sair desta forma bitolada, mas será ótimo quando sentir a diferença que faz quando for capaz de acariciar, massagear, pegar, abraçar, tudo isso sem segundas intenções sexuais.
Enquanto o sexo e o tocar ficarem associados com exclusividade em sua cabeça, o homem não poderá tocar outra pessoa sem se pressionar ao sexo, quando talvez seja o desejo de ambos!
Mito 6- Machos devem ser ativos durante o sexo.
Mito 7- Homens são responsáveis pelo que acontece no sexo.
Mito 8- Durante o sexo o macho é responsável pela excitação e pelo orgasmo da parceira.
Se considerarmos estes três mitos conjuntamente poderemos discutir os papéis sexuais de homens e mulheres.
Homem e mulher são iguais e tem direitos e responsabilidades iguais no sexo. Oras é claros que existem diferenças, e "Viva a diferença!". Mas quanto a responsabilidades, estas devem ser repartidas por várias razões.
Não há qualquer razão que nos leve a pensar no homem como o responsável por tudo o que acontece durante ato sexual. São duas pessoas fazendo sexo, cada uma tem seu papel e, mais do que isso, cada uma sabe lá dentro o que necessita e deve fazer para obter prazer. Cada uma fará sexo da forma que sente que pode fazer sexo. As pessoas fazem sexo da mesma forma como fazem outras coisas. tenderão a fazer sexo inibido, passivo, deixando toda a responsabilidade para o outro se assim são na vida em geral. tentarão conduzir o sexo, dizendo o que o outro deverá fazer, se assim são no cotidiano. Por‚m o oposto também pode ser verdade, uma pessoa reprimida em seu dia-a-dia, poderá encontrar no sexo a forma de se expressar inteiramente, e querer mandar e conduzir a relação. É muito individual, e depende da história de vida de cada pessoa.
Durante o fazer sexo, cada parceiro pessoalmente responsável pela própria excitação e orgasmo. É nossa responsabilidade assegurar que vamos ter a estimulação sexual que desejamos e necessitamos. É preciso que cada um assuma que é responsável sobre o onde e o quando fazer sexo e por quanto tempo deseja fazer sexo. Cada um, homem e mulher saberá como o sexo que precisa.
Nossa única responsabilidade com nossa parceira é o de fazermos o melhor para dar a ela (ele) o que ela (ele) parece querer.
Importante lembrar que muitas mulheres gostam de ser ativas no sexo, fazendo e dizendo como fazer. Com estas mulheres, o homem que julgar que é ele que deveria ser o ativo, ficará se sentindo mal e inadequado sexualmente. Provavelmente, esta situação contrária ao que está pensando, considerando como verdadeiro, fará com que se sentia ansioso e tenha falhas sexuais, a exemplo da ejaculação precoce e impotência.
Também é bom lembrar que nenhum homem é responsável pelo prazer que a mulher pode sentir. Se a mulher não consegue sentir prazer orgásmico, nenhum homem a fará senti-lo. Não é o homem o responsável pelo sexo da mulher...
Mito 9- Sexo deve levar ao orgasmo.
Mito 10- Uma vez começado o sexo, ele deve continuar até ambos terem orgasmos.
Mito 11- Um homem e sua parceira devem alcançar o orgasmo ao mesmo tempo.
O orgasmo é uma preocupação para homens e mulheres na atualidade.
É impossível a muitos homens pensar que uma pessoa possa começar a fazer sexo e parar sem que tenha tido orgasmo. Mas sexo bom, mesmo que aconteça sem que venha a ter ejaculação e orgasmo.
Estes mitos atingem a maior parte das pessoas, embora mais homens acreditem nele do que as mulheres.
É muito normal uma pessoa querer ter o contato sexual e não necessariamente ter orgasmos. O prazer obtido com a intimidade pode ser o que se deseja. Se assim for o orgasmo não será buscado. O importante ‚ que a pessoa saiba, de verdade, se deseja orgasmo ou apenas intimidade.
Envelhecendo, os homens precisam menos do orgasmo para se sentirem recompensados sexualmente. Muitos idosos dizem que se sentem, e por isso desejam o coito, mas não estão interessados em orgasmos. não há nada de errado nisso. Se os parceiros sexuais sentem que devem ter orgasmos sempre que fizerem sexo, estarão se forçando, e isto causará problemas, mais cedo ou mais tarde.
Muitos homens acreditam, erroneamente, que uma vez que estimulação sexual comece, deve continuar sem interrupção até o orgasmo.
A idéia de que durante o sexo, um ou ambos parceiros gostariam de descansar um pouco, ou ouvir alguma música, ou mesmo dormir, antes de continuar o sexo, é incompreensível para algumas pessoas. Na realidade, as sensações sexuais mais intensas acontecem quando a atividade sexual pára e reinicia várias vezes, mais do que quando mantém a atividade sexual progressivamente sem pausa.
O orgasmo simultâneo um mito absurdo e destrutivo e precisa ser desfeito com urgência. Mesmo na atualidade, quando a maioria dos homens cultos e educados reconhecem racionalmente que apenas uma minoria de mulheres consegue obter orgasmo apenas pela estimulação do coito, da penetração.
Na verdade, é muito improvável que um casal consiga chegar ao clímax juntos, e só quando um dos parceiros segura desesperadamente o orgasmo, enquanto o outro freneticamente tenta apressá-lo. Se um ou outro falhar, geralmente desapontam-se e frustram-se, deprimindo-se... Os campeonatos de cama como estes conduzem facilmente é infelicidade.
O triste fato é que, para dividir o orgasmo de sua parceira, o homem precisa observá-la neste momento em que ela experiencia o orgasmo, o que é uma recompensa emocional muito importante, e isto é possível se ambos tiverem o orgasmo ao mesmo tempo!
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