sábado, 14 de maio de 2011

Emoções na era digital

Emoções na era digital - *Por Ray Pereira
Os romances virtuais, vistos com reservas até bem pouco tempo, já não assustam.

A década de 60 foi uma das mais ricas do século XX. A revolução sexual abalou estruturas e comportamentos até então intocáveis, produzindo novas formas de se pensar a sexualidade, o corpo, as relações afetivas, o prazer e mais uma lista extensa de mudanças que não cabe pontuar aqui.

Curiosamente, uma outra transformação germinava naquele mesmo período. A rede de computadores que nesse momento promove o nosso encontro por meio desse texto nasceu no final da década de 60. Na ocasião, a rede ganhou o nome de ARPANET e o interesse básico era de caráter militar. Certamente que o Departamento de Defesa norte-americano, mentor e mantenedor daquela rede, naquela época nem cogitava que num futuro não muito distante, transitaria pela rede muito mais que conhecimento científico e segredos militares: a rede mundial de computadores seria farta de segredos de amor... farta de emoções.

Tão logo os pioneiros dos romances digitais começaram a surgir, os holofotes da crítica e dos rótulos foram apontados para eles. Um bate-papo ou uma paquera despretenciosa no ICQ ou num chat era suficiente para diagnosticar o desajuste afetivo-social de alguém, como se as relações humanas tivessem palcos restritos, rígidos e bem delimitados para acontecer.

Os romances virtuais, vistos com reservas até bem pouco tempo, já não assustam tanto. A Internet já conquistou entre nós o status de mediadora, aproximando pessoas, favorecendo o surgimento de novas relações e até conferindo nova qualidade a elas. Certamente que para muitos a rede tem sido exatamente o oposto disso, mas, é daí? O fato de promover encontros e desencontros mostra que ela não traz nenhuma fórmula mágica para a felicidade de ninguém. O canal é novo, mas as pessoas são as mesmas. Conectadas ou não.




*Ray Pereira é psicólogo atuante na área clínica, mestre em psicologia social e pesquisador na área de relacionamentos afetivos na Internet

http://longevidade-silvia.blogspot.com/2009/09/emocoes-na-era-digital-por-ray-pereira.html

Ejaculação precoce atinge 40% dos homens, mas pode ser curada

Ejaculação precoce atinge 40% dos homens, mas pode ser curada
Natural na puberdade, o problema pode ser tratado com remédios e terapias

A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas sexuais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, estima-se que um em cada quatro brasileiros sofram do problema, que se caracteriza quando o homem não consegue controlar a ejaculação. "Às vezes, o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já são suficientes para que termine o que deveria ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira na mesma situação, explica Archimedes Nardozza , presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e médico do Hospital São Luis".



Comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência, ela se torna doença quando se estende pela maturidade comprometendo a vida sexual do homem na maioria, senão em todas relações sexuais que pratica. Com mais de 80% dos casos com origem emocional, o transtorno sexual tem cura e requer atenção redobrada já que pode desencadear males como a disfunção erétil e a depressão, além de prejudicar a vida sexual do casal.

O que é ejaculação?
Do ponto de vista do funcionamento físico, segundo Archimedes, a ejaculação acontece em dois estágios. No primeiro (que pode ser controlado), há a expulsão efetiva do sêmen dos órgãos acessórios de reprodução - próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório - para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai a urina.

Como detectar a ejaculação precoce?
Não há uma duração considerada ideal para medir o momento certo da ejaculação, já que o que conta é a satisfação do casal durante o sexo. "Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. Costuma-se seguir um padrão de cinco minutos após a penetração ou, antes que ela ocorra, para identificar o problema. Mas a definição está tanto na sua percepção quanto na do parceiro de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado", explica o especialista em saúde masculina Érico Roldave. "Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante quando o problema é crônico e isso pode trazer dificuldades maiores como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal", continua Érico.

"A principal causa da ejaculação precoce é o desequilíbrio emocional do homem".
Quais são as causas da ejaculação precoce?
Para o especialista em saúde masculina, Archimedes, a principal causa da ejaculação precoce é o desequilíbrio emocional do homem, seja por insegurança, por cansaço ou até por alguma decepção ou mágoa da parceira. "O homem tem muito medo de falhar e ter sua masculinidade colocada à prova ou de não corresponder às expectativas e isso só agrava a situação na hora da relação sexual", explica ele. "Outro fator bastante relevante é o nível de intimidade e de afeto que o homem mantém com sua parceira. Se for um relacionamento conturbado, certamente ele terá seu desempenho afetado."



Outras causas
-Coito rápido: relação sexual rápida após a penetração.

-Prostite aguda: "é uma inflamação na glande, base da cabeça do pênis, que ocasiona uma maior sensibilidade no pênis provocando a ejaculação precoce", explica Érico.

- Falta de desejo: "problemas conjugais podem fazer com que o homem perca o interesse pela parceira e isso acelera a ejaculação, que deveria ocorrer por prazer e não por falta de apetite sexual ou outros problemas", explica Archimedes.

Tratamento
Existe tratamento tanto medicamentoso quanto psicoterápico. Os medicamentos devem ser prescritos por um especialista. Existe uma ampla gama de medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no organismo.

Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos, são contra-indicados para as pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Já no que diz respeito à saúde emocional, a sugestão de Archimedes é a reorientação e reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal.

"É importante entender se de fato há um caso de ejaculação precoce ou o homem acredita que tem o problema", explica ele. "Muitas vezes o desempenho do homem está normal, mas ele acha que não está satisfazendo a parceira e daí entra em pânico. É falta de informação e de diálogo".

Outras opções de tratamento são as técnicas de distração, compressão e stop-start. O objetivo destes tratamentos é fazer o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estágio da ejaculação, para que ele possa controlar quando deseja ejacular, evitando a frustração. "Elas ajudam, mas se o problema for emocional, caso as motivações sejam físicas, só amenizarão o problema", explica Érico.

Técnica de distração
De acordo com esta técnica, durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue do sexo, geralmente algo desagradável como contas a pagar, uma lembrança triste ou em alguma mulher que não o atrai. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Ele deve usar esta técnica para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.

Técnica de compressão
O homem deve comprimir a base da cabeça do pênis por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. "Fazendo esse movimento, ele dificulta a entrada de sangue no pênis e retarda um pouco a ejaculação", diz Archimedes.

Técnica stop-start
O homem é orientado a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos, quando estiver próximo ao momento de maior excitação.
http://www.correiodopovo-al.com.br/v3/entretenimento/13917-Ejaculao-precoce-atinge-dos-homens-mas-pode-ser-curada.html

Em Cannes, filme pornô e em 3D é tudo, menos pornô

Em Cannes, filme pornô e em 3D é tudo, menos pornô; veja trailer
Apesar da tecnologia, longa de Hong Kong chama a atenção por história absurda
Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes | 13/05/2011
“Sex and Zen: Extreme Ecstasy”, produção "pornô soft" da Ásia: humor com ejaculação precoce
Ficção científica, ação, animação, documentário... E agora, filme pornográfico. Será que o 3D vai mesmo dominar o mundo? O filme de Hong Kong “Sex and Zen: Extreme Ecstasy”, de Christopher Sun Lap Key, que está sendo vendido no mercado do Festival de Cannes 2011, lotou a sala do cinema Arcades na tarde desta sexta-feira (13).

Veja também:
Acesse o especial do Festival de Cannes 2011
Pornô 3D bate recorde de bilheteria em Hong Kong
Primeiro, a parte chata: os efeitos de 3D resumem-se, basicamente, a algumas coisas voando em direção ao espectador. Nada muito pornográfico, diga-se. Aliás, o mais correto seria chamar o longa-metragem de erótico soft. Não há cenas de penetração, e os nus dos genitais, com uma ou duas exceções, são em planos bem abertos (bem de longe, portanto). A produção, mais cara do que é comum para o gênero, ainda tem historinha. Verdade que é uma historinha surreal, mas tem.

Agora, a parte divertida: um homem casado e com ejaculação precoce começa a frequentar bordéis para aprender uns truques. Depois de conhecer uma espécie de feiticeiro, com um pênis tão grande que enrola na perna, resolve se submeter a um transplante de seu membro – como ninguém vai querer trocar com o seu minúsculo, ele resolve que vai ganhar o de um cavalo. Tudo dá errado,claro. Enquanto isso, sua mulher diverte-se com o entregador de carvão.

“Sex and Zen: Extreme Ecstasy” divertiu a plateia com sua pegada bem cômica e cenas absurdas como a da transa pendurada em correntes ou da própria aparição do feiticeiro com pênis gigante. Como filme, é uma bobagem. Como curiosidade, é nota dez.
http://ultimosegundo.ig.com.br/cannes/cannes+assiste+a+filme+porno+em+3d/n1596950608099.html

ZOOFILIA - Sitiante é detido por estar acariciando égua para uma possível “transa”

ZOOFILIA - Sitiante é detido por estar acariciando égua para uma possível “transa”
Sexta-Feira , 13 de Maio de 2011 - 15:06

De acordo com relatos registrados por três testemunhas, sendo elas uma maior de idade e duas crianças com menos de 15 anos, o conduzido, identificado como Márcio Luiz, foi flagrado alisando uma égua no sitio onde mora, em Ji-Paraná, que fica localizado a cerca de 400 de Porto Velho, no intuito de abusar sexualmente do animal.
Depois de flagrar o maníaco com sua genitália bolinando as partes íntimas do equino, as testemunhas acionaram a polícia que foi até o local e prendeu Márcio em flagrante.
Diante dos fatos o homem foi encaminhado para o DP da cidade, onde foi confirmado junto às testemunhas que o fato já havia se repetido em outras oportunidades, com o acusado tendo consumado a zoofilia.
http://www.rondoniaovivo.com/noticias/zoofilia-sitiante-e-detido-por-estar-acariciando-egua-para-uma-possivel-transa/75373

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escolas e colegas são hostis a alunos e alunas homossexuais, aponta pesquisa

04/10/2010 - 20h34
Escolas e colegas são hostis a alunos e alunas homossexuais, aponta pesquisa
Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

As escolas brasileiras são hostis aos homossexuais e o tema da sexualidade continua sendo pouco discutido nas salas de aula. Essas são as principais constatações da pesquisa Homofobia nas Escolas, realizada em 11 capitais brasileiras pela organização não governamental Reprolatina, com apoio do Ministério da Educação.

"A homofobia é negada pelo discurso de que não existem estudantes LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e travestis] na escola. Mas quando a gente ia conversar com os estudantes, a percepção, em relação aos colegas LGBT, era outra", contou uma das pesquisadoras, Magda Chinaglia.

Parte dos dados, com destaque sobre a situação na cidade do Rio, foi divulgada hoje (4), na própria capital. Os dados completos, com informações sobre a visita a 44 escolas de todas as regiões do país e trechos de 236 entrevistas feitas com professores, coordenadores de ensino, alunos do 6º ao 9º ano, além de funcionários da rede, devem ser divulgados até o final do ano.

De acordo com a pesquisa, os homossexuais são bastante reprimidos no ambiente escolar, onde qualquer comportamento diferenciado "interfere nas normas disciplinares da escola". "Ouvimos muito que as pessoas não se dão ao respeito. Então, os LGBT têm que se conter, não podem [se mostrar], é melhor não se mostrarem para serem respeitados", contou a pesquisadora.

No caso dos travestis, a situação é mais grave. Além da invisibilidade, fenômeno que faz com que os alunos e as alunas homossexuais não sejam reconhecidos, nenhuma escola autorizava o uso do nome social (feminino) e tampouco o uso do banheiro de mulheres. "Os travestis não estão nas escolas. A escola exige uniforme, não deixa os meninos usarem maquiagem. Os casos de evasão [escolar] são por causa dessas regras rígidas", explicou Magda.

De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Marjorie Marchi, que assistiu à divulgação dos dados, é principalmente a exclusão educacional que leva muitos travestis à prostituição. "Aquele quadro do travesti exposto ali na esquina é o resultado da falta da escola. Da exclusão", disse.

Em relação à educação sexual, os professores alegam que o tema não é muito discutido porque as famílias podem não aprovar a abordagem. "Existe um temor da reação desfavorável das famílias, Mas isso é o que eles [os professores] dizem", afirmou Magda. "Os estudantes não colocam a família como um problema. Aqui, cabe outra pesquisa para saber se as famílias interferem", completou.

A pesquisa não analisou especificamente os casos de violência, embora os especialistas tenham citado a ocorrência de brigas motivadas pela orientação sexual da vítima e colhido inúmeros relatos de episódios de homofobia. O objetivo é que o documento auxilie estados e municípios a desenvolver políticas públicas para essa população.

"As pessoas estão sendo agredidas diuturnamente dentro das escolas, em todas as capitais. A educação é um direito. Não pode ser [a violência contra homossexuais na escola]. Presenciamos um menino sendo espancado e sendo chamado de 'veadinho'. Estamos falando de escolas de 6º ao 9º", destacou a pesquisadora.

No Rio, as secretarias estaduais de Assistência Social e de Educação trabalham juntas num projeto de capacitação de professores multiplicadores em direitos humanos com foco no combate à homofobia. A meta é capacitar cerca de 8 mil dos 75 mil professores da rede até 2014.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/04/escolas-e-colegas-sao-hostis-a-alunos-e-alunas-homossexuais-aponta-pesquisa.jhtm

Vida financeira e vida conjugal

Coluna sobre Sexualidade - Vida financeira e vida conjugal - Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.


Há muitos séculos a preocupação existe, e muitos problemas advindos do financeiro surgem quando um casal se separa.
Discutir e organizar a vida financeira é muito importante na manutenção do casal.
Mas temos que compreender como isso ocorre e do que depende.
Primeiramente depende de cada dos dois cônjuges! Os indivíduos do casal tem características individuais e são estas características que irão valorizar ou não a vida financeira. Um dos fatores é básico: distorções cognitivas que apostam na catástrofe e nos extremos negativos constantemente. Estas distorções conduzem a emoções negativas constantes, ansiedades e medos. Pessoas assim são irritadas, nervosas, e que compreendem que não haverá saída para os problemas do cotidiano e o foco da atenção sai do relacionamento do casal, a busca da felicidade, para a busca da evitação dos problemas que são percebidos como evidentes e destruidores. Ao buscar, constantemente evitar os problemas, não colocarão a atenção no bem estar do casal.
A formação do casal é muito importante nesta discussão. As pessoas se encontram e precisam saber o que buscam e como administrar o relacionamento.
Se a pessoa considera que aspectos financeiros são importantes para a vida conjugal, será necessário que o casal elabore uma discussão e um plano de futuro baseado nas situações financeiras. De toda maneira, mesmo os que não valorizem demasiadamente este aspecto deveriam produzir este debate, pois precisam construir um futuro, qualquer que seja ele.
A diferença virá nos casais onde existe uma preocupação patológica sobre a vida financeira. O patológico é a condição na qual preocupar-se não conduz à solução de problemas e nem à felicidade. Será um ação contrária, ilógica e irracional que produzirá efeitos contrários aos oficialmente buscados. Assim temos pessoas de características e ações neuróticas que precisam revisar seus mecanismos de ação sobre a realidade.
Muitos se perguntam se é possível estabelecer e manter um relacionamento de longo prazo entre pessoas de classes sociais diferentes.
Esta é uma pergunta que se faz há centenas de anos e o ser humano tende a crer que pode sim haver um relacionamento duradouro entre pessoas de níveis sociais diferentes. A história da princesa e o plebeu segue milênios e persegue o imaginário como que mostrando que se pode ascender socialmente, mesmo que uma pessoa nasça.
http://sabuguinho.com/home/show_news.php?subaction=showfull&id=1304601727&archive=

“Todo cambió en las consultas de sexología con la llegada de la Viagra”

“Todo cambió en las consultas de sexología con la llegada de la Viagra”
Lunes, 09 de Mayo de 2011 10:08 , Dori Nuñez
‘El Faro’ tuvo la oportunidad de tratar con Rosario Castaño, experta en sexología, los cambios que han percibido los especialistas sobre los temas que preocupan a las mujeres y los hombres sobre el sexo.

La disfunción sexual es un aspecto que importa no sólo a los hombres, sino también a las mujeres, junto con la pérdida de deseo, los problemas en la excitación, el dolor en las relaciones sexuales o la disminución de la intensidad de los orgasmos. Todos ellos son motivos de consultas en las áreas de ginecología y sexología. ‘El Faro’ tuvo la oportunidad de entrevistar hace unas semanas a una experta en estos temas, la psicóloga clínica y sexóloga Rosario Castaño, quien estuvo de visita en la ciudad y con la que abordamos los nuevos cambios que se están produciendo en las consultas médicas y psicólogos respecto a las transformaciones sociales de los últimos años.
–¿Ha habido muchos cambios en las consultas de sexología en los últimos años?
– Todo cambió en las consultas de sexología con la llegada de la Viagra. A pesar de los años, los hombres quieren seguir teniendo deseo sexual y hasta este punto de aparición de este medicamento no se había estudiado la sexualidad en mujeres. De repente nos damos cuenta todos de que las mujeres cuando van a consulta empiezan a decir que ellas también desean tener deseo sexual. Hay numerosos cambios, pues ya no acuden sólo las mujeres de 30 años que tienen problemas, sino que vienen mujeres de 50, que a parte de tener la piel seca, sofocos y dormir mal, no tienen ninguna gana de sexo. Pueden que no tengan problemas físicos pero no les apetece y quieren saber el porqué. Además, deja de existir en estas conversaciones las palabras marido para pasar a pareja. Incluso se cambia la palabra impotencia por disfunción eréctil.
– Un cambio en el que han participado las mujeres.
– Las mujeres de 50 años viven su sexualidad con más naturalidad y lo que buscan son soluciones a cosas concretas, como las aportadas en las consultas de ginecología. Son las mujeres las que han cambiado la mentalidad de los médicos. La mujer ha ido presionando desde la comercialización de los anticonceptivos, ya que fueron ellas las que preguntaban a los médicos para evitar los embarazos. Y con la menopausia pasó igual. Ellas desean seguir funcionando a pesar de que se producen un montón de cambios en nuestros cuerpos.
–¿Cuáles son sus recomendaciones para las mujeres que ya tienen menopausia?
– Lo principal es la revisión ginecológica. Además, se recomiendan cremas y tratamientos vaginales, algunas con hormonas y otras simplemente hidratantes de la mucosa vaginal. Ellas se quejan mucho de que hablan de sexo con la sexóloga pero necesitan reeducar a su pareja, pues la mayor parte de los hombres ven el sexo desde el punto de vista coital. No erotizan y la mujer, en ese sentido, hace un reaprendizaje y utiliza el cuerpo de otra manera, ya no tan física ni mecánica. Esto es lo que más les baja el deseo sexual a la mujer, no tienen ganas por este motivo.
–¿También ha cambiado la forma de hablar sobre sexo?
– Las pacientes hablan con menos vergüenza de estos temas. Por ejemplo, la vagina ha dejado de ser un tema oculto y misterioso a ser algo real. Las mujeres han aprendido a poner en contacto la mente con la vagina. Hace 30 años no se utilizaba esta palabra. También son más sinceras entre amigas, pero tienden a cuidar a su pareja delante de otras personas. Se actúa de forma maternal; así, no le van a contar a una amiga que su pareja tiene eyaculación precoz o que es impotente. Esto les horroriza a los hombres y las mujeres los protegen. Erección era otra de esas palabras que no se pronunciaban. Sin embargo, me gusta ese cierto pudor en la persona a la hora de hablar de sexo. Es un velo trasparente y forma parte de esa privacidad, pues desnudas una parte íntima. Yo distingo entre la sexualidad, que es cómo eres tú en tu vida, cómo eres cómo amas, qué deseas, de las relaciones sexuales.
–¿Esos son los matices entre sexo y sexualidad?
– La sexualidad es cómo seduces a uno, cómo se desarrolla esa confianza entre dos personas. No podemos verlo como una acción sin más en la que te marcan cómo actuar. Cuando hablamos de sexo lo hacemos como si fuera algo externo a nosotros, sin embargo, siempre hacemos referencias a circunstancias que tienen que ver con nosotros, de las experiencias vividas o de las que hemos escuchado a otras personas. En el fondo, la sexualidad tendremos que incorporarla como la forma con la que nos relacionamos entre nosotros. Se ve el sexo como si no pasara nada, pero sí que pasan cosas porque son relaciones entre personas. Cuando tienes sexo también aportas mucho de ti mismo. Además, está todo muy mitificado en el sexo, sobre todo, en el sentido del placer. Tenemos la idea de imitar las películas.
–¿Llegan a la consulta mujeres a las que se les plantean conflictos sobre sexo y la maternidad?
– Las relaciones sexuales se han separado de la maternidad pero llega un momento en las mujeres, sobre los 32 ó 34 años, que piensan si quieren o no ser madres y comienzan los conflictos emocionales muy fuertes. Empiezan a mezclarse las relaciones sexuales, el compromiso, la maternidad y vuelve a aparecer que el sexo se relaciona con la pareja y la maternidad. Ya no es pasar un rato divertido. Pero también vienen a consulta hombres preguntando por este motivo. Hay casos de falta de deseo sexual en generaciones de mujeres que no existía hace unos años, cuando sólo te planteaban dudas sobre posturas. Pero ahora es falta de deseo o mi cuerpo no responde lo que hace que mujeres de 30 años visiten a la sexologa.
–¿Tener una familia sigue siendo un factor importante en la vida de una mujer?
– Las mujeres se plantean tener una pareja y cuentan con una vida profesional exitosa, aunque les surge la falta de estímulos emocionales y la familia tiene mucho peso social aún. La identidad de una mujer ya no pasa por la maternidad. Ahora que una mujer tenga o no hijos no es relevante, cuando en los años 50 era un drama. El problema no es que se quiera ser madre a los 30 sino que surgen factores complejos alrededor como el trabajo o la pareja. Se tarda tanto en decidir por la falta de apoyo social a la maternidad. Ya no es un valor ser madre, más bien al contrario, ya que tienes más facilidad para perder pareja y trabajo si lo deseas.
http://www.elfarodigital.es/melilla/sanidad/48489-todo-cambio-en-las-consultas-de-sexologia-con-la-llegada-de-la-viagra.html