O prazer em suas mãos
De pecado mortal e praga anti-social, nos últimos50 anos, a masturbação passou a ser aceita como uma prática natural e saudável. Por que, então, ainda somos cheios de dedos para tocar no assunto?
por Marcos Nogueira
Hora do recreio. Em um canto do pátio, três meninos de 11 anos tentam se esquivar dos olhares dos outros. Eles riem, cochicham e não percebem a aproximação de um garoto nos seus 15 anos. Flagradas, as crianças ruborizam. Escondem precariamente o motivo da reunião secreta, uma revista de mulheres nuas. O rapaz mais velho percebe o constrangimento. Escondendo o sorriso, assume um ar paternal e diz ao trio:
– Vocês sabiam que isso dá pêlo na palma da mão?
Os três meninos se entreolham e trocam risadas nervosas até que um deles, quase sem perceber, fixa o olhar na palma da mão direita. Era a deixa de que os outros precisavam. Sob a liderança do adolescente, começa um espetáculo de humilhação pública do jovem masturbador. Ele não tem nada a fazer senão engolir as gargalhadas de toda a escola e torcer – em vão – para que no dia seguinte os colegas já tenham apagado o episódio da memória. Até ingressar na faculdade, o garoto será conhecido pelo apelido “Mãozinha”.
A cena acima é fictícia e exagerada, mas não impossível. Os mitos sobre a masturbação estão enfraquecidos, porém ainda não caíram. Até o século 19, a lenda da mão cabeluda tinha o aval da comunidade médica. E esse era um dos “efeito colaterais” mais brandos que se atribuíam ao sexo solitário. A lista de doenças masturbatórias era imensa: tuberculose, loucura, cegueira, anemia, envelhecimento precoce, calvície e epilepsia são apenas algumas delas. A invalidez e a morte eram o destino de quem ousasse tocar a si próprio.
Culpe Onã. Na narrativa bíblica, o personagem é fulminado por Deus como castigo pelo delito de “derramar a semente no chão”. O texto não diz se Onã era um masturbador ou não (seu pecado mais provável foi o coito interrompido), mas a parábola é clara: sexo deve servir só para procriação. E não há prática sexual menos procriativa que a masturbação. Eis por que Onã, o anti-herói do Gênesis, se tornou substantivo comum – onanismo e onanista ainda são termos usados para designar, respectivamente, a masturbação e o masturbador. Pode olhar no Aurélio.
O mito de Onã reflete a conduta dos judeus de 4 mil anos atrás. Ocorre que, no que se refere à sexualidade, elas mudaram relativamente pouco até o 17º século da era cristã – não é por acaso que se fala tanto na tal moral judaico-cristã. Foi somente no século 18 que o pensamento religioso começou a ser substituído por uma visão de mundo mais racional e científica. Seria de se intuir que essa guinada aliviasse a barra dos masturbadores. Mas não foi bem assim.
Na opinião do historiador americano Thomas Laqueur, da Universidade da Califórnia em Berkeley, aconteceu justamente o oposto. Segundo ele, o monstro da culpa nasceu na modernidade. “É uma criatura do Iluminismo”, escreve Laqueur no livro Solitary Sex – A Cultural History of Masturbation (“Sexo Solitário – Uma História Cultural da Masturbação”, inédito no Brasil). Com a religião de fora, já não bastava uma ordem divina para reprimir um ato socialmente abominável como a masturbação. Então, diz o historiador, surgem os pêlos na mão e toda sorte de justificativas pseudocientíficas para condenar o hábito. A tolerância só viria no século 20, com o surgimento da psicanálise. Com a revolução de costumes dos anos 50 e 60, a masturbação começaria a ser aceita.
Atualmente, nenhum cientista sério acredita que a masturbação possa causar doenças. O monstro de antigamente agora é tratado como uma coisa natural, algo indispensável para o desenvolvimento da personalidade. Virtualmente toda a humanidade já se masturbou em algum momento da vida, mesmo que alguns nem se lembrem disso (exames de ultra-som mostraram fetos estimulando os genitais dentro do útero materno). Se todo mundo faz, por que a masturbação ainda é motivo de angústia, culpa e censura social?
A GÊNESE DO PECADO
A masturbação sempre foi um assunto incômodo, em maior ou menor grau, desde que os humanos começaram a se organizar socialmente – em especial a masturbação masculina. A mulher, até três séculos atrás, detinha um status muito pouco abonador. Se fora gerada a partir de uma costela de Adão, a fêmea era uma cópia malfeita do macho. Supunha-se que o esperma guardasse tudo de que se precisava para gerar uma pessoa. Em uma comparação com o mundo vegetal, o esperma seria a semente – daí a palavra “sêmen” – e à mulher restaria o papel de vaso. Não bastasse, havia a crença de que o sêmen era esgotável. Portanto, é compreensível que o costume de ejacular ao vento já tenha nascido com péssima reputação. Já os hábitos solitários das mulheres gozavam de pouca ou nenhuma atenção da sociedade.
Esse contexto nos remete de volta a Onã. O episódio é narrado no Gênesis, o primeiro livro do Velho Testamento. Er, irmão mais velho de Onã, é eliminado por Deus em circunstâncias não explicadas. Cabe a Onã, então, a missão de gerar um descendente de seu irmão. Mas quando está com Tamar, viúva de Er, Onã opta por derramar o sêmen na terra. Pronto: mais uma vítima fatal da ira divina.
Se Onã se masturbou ou não é irrelevante. Seu crime foi ameaçar uma linhagem que geraria Davi, Salomão e, mais adiante, Jesus (a mancada seria remediada por Judá, pai de Onã, que se encarregou de engravidar Tamar). “O grande pecado da masturbação é o fato de ela ir na contramão da reprodução”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, da Universidade de São Paulo. “Por isso, não existe nenhum grupo social que a encoraje.” Entre os antigos hebreus, qualquer modalidade sexual que não resultasse em filhos era condenada. De acordo com Laqueur, no hebraico antigo, nem sequer existia palavra para designar o sexo solitário. Tocar a própria genitália era vedado aos homens até na hora de urinar. “Na tradição judaica, o pênis já nasce impuro. Tanto que é preciso tirar um pedaço dele na circuncisão”, afirma o médico e escritor Moacyr Scliar, que prepara um romance chamado O Irmão de Onã. “A rejeição da masturbação é um traço da cultura judaica e, por conseqüência, também da cristã”, diz.
Qual não foi o escândalo entre os judeus quando a Palestina foi invadida por povos helênicos, de notória permissividade sexual. “Um dos motivos de os judeus terem resistido tão fervorosamente à ocupação grega no século 3 a.C. foi o fato de os invasores serem adeptos de práticas como o homossexualismo”, diz Scliar. A masturbação, na sociedade helênica, não era propriamente condenada. Mas seus praticantes eram alvo de chacota na aristocracia. “Um cavalheiro não devia precisar se masturbar, dadas as alternativas sexuais que ele tinha à mão: escravos, prostitutas, mulheres de classes inferiores”, diz Laqueur. Masturbar-se era coisa de pastores de ovelhas, de escravos, de gente sem acesso a parceiros sexuais. O masturbador era digno de piedade e de riso.
Em Roma, a questão era vista mais ou menos da mesma maneira – a última forma de sexo a que se deveria recorrer. Pelo menos até a ascensão do catolicismo. A Igreja, cujos valores nortearam a sociedade ocidental por toda a Idade Média, classificou a masturbação como pecado mortal. Mas era apenas um pecado a mais em um universo em que qualquer tipo de prazer era proibido. Para alguns, não ficava de fora da lista negra nem o sexo marital com a finalidade única de procriação. “Sempre ocorre com excitação e prazer, que não existem sem pecado”, escreveu no século 12 o teólogo Huguccio.
Assim, na escala de premência dos guardiães da castidade, a masturbação ficava aquém de uma infinidade de delitos: adultério, sodomia, incesto, fornicação... Além do mais, não convinha ao clero usar a mão de ferro na repressão ao sexo solitário – embora não fosse admitido abertamente, ele era uma válvula de escape da tensão sexual que pairava nos corredores dos mosteiros. Ironicamente, a reputação de “vício dos padres” foi um dos argumentos usados pela patrulha antimasturbatória que surgiria no século 18.
SURGE A DOENÇA
Nos cafés de Londres, por volta de 1710, podia-se comprar vários folhetos sobre doenças. Tais publicações eram pretexto para veicular anúncios de tônicos e elixires elaborados por charlatães que faturavam alto em cima da ignorância alheia. Uma brochura anônima sobre um doença inédita destacou-se das demais: Onania ou o Pecado Infame da Desonra de Si Mesmo e Suas Terríveis Conseqüências para Ambos os Sexos, com Conselhos Morais e Físicos Endereçados Àqueles Que Já Sofreram os Prejuízos Desse Hábito Abominável. O impacto dessa obra seria tão grande quanto o título.
Onania – que garantiu ao pobre Onã uma indesejável notoriedade – desvelava os supostos malefícios do “vício secreto”, que até então havia sido ignorado. A Igreja já não apitava tanto na vida das pessoas, o que permitiu que a sexualidade se manifestasse mais abertamente. A pornografia ganhara espaço nas artes, como se percebe nos quadros que ilustram esta reportagem. Mulheres conquistaram uma importância social maior. E, sim, elas se masturbavam. Onania captou tais mudanças e tratou a masturbação feminina com o mesmo tom condenatório antes só dirigido aos rapazes. Um de seus episódios narra a história de duas freiras que, de tanto se masturbarem, desenvolveram clitóris do tamanho de pênis masculinos.
Para uma época sem rádio, TV ou internet, Onania foi um sucesso editorial espetacular. Começou com 2 mil cópias pagas pelo autor – que, segundo o historiador Thomas Laqueur, era um pornógrafo chamado John Marten – e, em meio século, teve 24 edições em toda a Europa. Aquele punhado de teorias preconceituosas arrebatou o suíço Samuel Tissot, que em 1760 publicou L’Onanisme (“O Onanismo”), fenômeno ainda maior de vendas: 35 edições em francês e 61 em outras línguas. De novo, lia-se uma sucessão de contos sobre gente que caíra em desgraça física e moral devido à masturbação. Mas, agora, quem escrevia era um dos doutores mais respeitados do continente europeu, primeiro-médico do rei da Inglaterra e amigo de figurinhas como o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau – que, por sinal, agradeceu ao companheiro pelo alerta sobre os riscos do vício que o acometia.
Vale lembrar que, na época, a medicina apenas começava a se desviar de teorias formuladas na Antiguidade clássica. A curiosidade setecentista era imensa, só que empacava na precariedade do conhecimento biológico. O microscópio acabara de ser inventado, mas ainda não se descobrira grande utilidade para ele. A palavra “bactéria” simplesmente não existia. “Se alguém que se masturbava pegasse uma tuberculose, o mal era associado à masturbação”, afirma Moacyr Scliar. “Havia a idéia de que a emissão de esperma exauria o indivíduo.”
No que tocava às mulheres, a masturbação era tratada de forma ambígua. Havia a execração do hábito, considerado uma afronta à ordem sexual estabelecida. Curiosamente, porém, a estimulação genital era largamente praticada por médicos para o tratamento daquilo que se chamava de histeria – as oscilações de humor provocadas por insatisfação sexual. “Quando, afinal, a mulher tinha um orgasmo, ele era encarado como uma crise histérica”, diz a psiquiatra Carmita Abdo. Tal procedimento médico foi a semente da indústria de brinquedos masturbatórios destinados ao público feminino. “No começo do século 20, houve um boom de aparelhos destinados a poupar os médicos do tédio de massagear a genitália de mulheres histéricas: vibradores elétricos, máquinas hidroterápicas, tudo vendido nos catálogos das lojas de departamento”, afirma Laqueur.
As teorias médicas disparatadas eram o sustentáculo da condenação moral. Mas por que a masturbação foi alvo de uma artilharia tão pesada justamente no chamado Século das Luzes? Na opinião de Laqueur, porque representa o lado negro da autonomia tão enaltecida pelos intelectuais de então. O pensamento iluminista valorizava o indivíduo, desde que este fosse uma engrenagem da máquina social. Na masturbação, o indivíduo se isola, não produz nada de útil para os outros, não está sujeito ao controle da sociedade. Para o filósofo alemão Immanuel Kant, masturbar-se era “abraçar a animalidade nua”. Essa visão prevaleceria até a virada do século 20.
FREUD EXPLICA?
A lenta demolição dos mitos sobre a masturbação começou com a descoberta das causas verdadeiras de doenças atribuídas ao tal onanismo. No início do século 20, já eram poucos os médicos que levavam a sério as fábulas de terror propaladas por Samuel Tissot. O problema persistia, mas agora se instalava na mente do masturbador. Nessa época, causavam furor as idéias de um médico austríaco chamado Sigmund Freud.
Para Freud, não havia nada de anormal na masturbação. Bem, desde que ela fosse praticada durante a infância. “No contexto da época, isso era revolucionário”, afirma a psiquiatra Carmita. O pai da psicanálise julgava que o amadurecimento sexual envolvia necessariamente o abandono da masturbação em favor do sexo a dois. O adulto que insistisse no ato era imaturo e padecia da culpa gerada pelo comportamento inadequado. A teoria freudiana chegou a traçar um quadro particularmente infeliz para as mulheres. Ao atingir a idade adulta, elas deveriam transferir seu centro de prazer do clitóris – um órgão erétil, uma referência masculina – para a vagina, onde residiria a verdadeira sexualidade feminina. Assim, uma mulher que se masturbasse com estimulação clitoridiana não somente seria imatura: teria problemas de identidade sexual.
Apesar dos pesares, a visão de Freud foi um avanço e tanto. “A amplitude da interpretação freudiana abriu avenidas largas de política sexual”, escreve Laqueur. De acordo com o autor, essas avenidas foram niveladas no fim dos anos 40 e início dos 50 com os relatórios do biólogo Alfred Kinsey – um sobre o homem, outro sobre a mulher – e asfaltadas em 1966, ano do lançamento de A Resposta Sexual Humana (esgotado no Brasil), de William Masters e Virginia Johnson. Esses estudos traçaram perfis inéditos da população americana. Obviamente não se restringiam à masturbação, mas deram uma mãozinha para reabilitar o sexo solitário. Kinsey observou que a masturbação era um hábito comum – em especial entre as mulheres. Masters e Johnson sustentavam que o prazer feminino poderia ser amplificado se elas incorporassem a masturbação às relações heterossexuais. Estava inaugurada a era do vale-tudo. Ou quase.
MITO DURO DE MATAR
No momento em que esta reportagem é escrita, a página de web dos New York Jacks, clube virtual de gays masturbadores, contabiliza 1 703 881 visitas. Outro site, dedicado a homens heterossexuais, adverte: “Não introduza seu pênis no aspirador de pó – ele pode ficar entalado”. Menções à masturbação estão no cinema e na TV. Vibradores de todos os formatos e tamanhos são vendidos em sex shops cada vez mais parecidas com assépticas lojas de CDs. Cartazes de publicidade mostram mulheres em posições que insinuam o ato. Mais que uma prática inofensiva e saudável, a masturbação se tornou no século 21 um produto da indústria de bens de consumo. Mas será que a masturbação não oferece nenhum risco?
Aí surgem divergências. Laqueur diz que o uso do auto-erotismo como expressão da individualidade é legítimo e saudável. Carmita Abdo, da USP, afirma que a apologia da masturbação como uma sexualidade alternativa pode levar ao isolamento dos indivíduos. Do ponto de vista clínico, é consenso que o “sexo manual” não faz mal a ninguém. “É recomendado para todas as idades”, diz Moacyr. Para a saúde mental, no entanto, há quem veja situações de risco: “Se alguém se masturba porque não consegue parceiros e isso a incomoda, deve procurar ajuda”, diz Carmita.
Segundo ela, há casos em que o hábito realmente se transforma em um vício: o comportamento compulsivo faz com que a pessoa não se interesse pela procura de sexo a dois. “A masturbação não é a causa do problema, mas continuar a praticá-la não ajuda em nada”, diz a psiquiatra. Masturbar-se também é sinal de problemas se interferir na vida dos outros. É o que ocorre, por exemplo, quando alguém o faz em lugares públicos – quem nunca ouviu histórias sobre o infame “tarado do ônibus”?
Mas isso é exceção. A repressão da masturbação costuma causar mais transtornos que o ato em si, especialmente em crianças. O sexo solitário é a descoberta do próprio corpo, uma preparação para encarar a rotina sexual do futuro. Na visão de Carmita, a censura à masturbação é mais desvantajosa para as meninas. “Garotos encaram a questão com muito mais naturalidade, pois estão acostumados a tocar o pênis desde muito pequenos, mesmo que seja para urinar. As garotas só têm esse contato mais íntimo quando menstruam. Se lhes ensinarem que esse toque é sujo, isso poderá comprometer sua vida sexual.”
O.k., sabemos que a masturbação é uma coisa natural e, mais que isso, recomendável. Mas a página do Vaticano na internet insiste em chamá-la de uma “desordem grave, ilícita em si mesma” – uma versão light do pensamento medieval católico. Crianças que se masturbam continuam a ser alvo de piadas dos colegas e, não raro, a ser aterrorizadas pelos próprios pais. A historinha da mão peluda sobrevive. Por que os preconceitos ainda não caíram? O palpite de Carmita Abdo é um tanto lacônico: “Eles estão caindo, mas removê-los da memória das pessoas é um processo demorado”. Dois ou três séculos são quase nada quando se trata de demolir um mito bem construído.
Para saber mais
Na livraria:
Solitary Sex – A Cultural History of Masturbation, Thomas W. Laqueur, Zone Books, EUA, 2003
Elogio da Masturbação, Philippe Brenot, Rosa dos Tempos, 1997
Onanism, Samuel Tissot, Garland Pub, EUA, 1985
Human Sexual Response, William Masters e Virginia Johnson, Bantam, EUA, 1981
Na internet:
Site do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo, www.portaldasexualidade.com.br
http://super.abril.com.br/ciencia/prazer-suas-maos-444358.shtml
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Usuários de maconha podem enfrentar disfunção erétil
Usuários de maconha podem enfrentar disfunção erétil
Por Natasha Romanzoti em 15.02.2011 as 22:11
A maconha é certamente um produto polêmico. Defensores e acusadores trocam benefícios e desvantagens da planta há anos. Porém, segundo novas pesquisas, os usuários masculinos da maconha deveriam mesmo repensar seu consumo, pois uma das consequências pode ser disfunção sexual.
Essa novidade pode ser o ponto para mudar de vez a cabeça de algumas pessoas. O consumo da maconha é popular hoje em dia, mesmo que ela seja proibida em muitos lugares, especialmente entre os homens no auge da vida sexual. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime relatou que 162 milhões de pessoas fumam maconha em todo o mundo a cada ano. Mais de 22 milhões a consomem diariamente; isso torna a compreensão de seus efeitos a longo prazo importante.
Os estudos sobre o tema são às vezes de baixa qualidade, mas uma nova revisão de pesquisas sobre saúde sexual e maconha produziu resultados mais sólidos, como a conclusão de que o pênis contém receptores para o ingrediente ativo da maconha, o que sugere que os homens fumantes correm riscos de encarar a disfunção.
O histórico dos estudos nessa área é contraditório. Os cientistas começaram a estudar a maconha e o sexo em 1970. Alguns pesquisadores descobriram que a cannabis parece ter o efeito de uma droga do amor. Em 1982, 75% dos fumantes de maconha alegou em um estudo que a droga reforçava suas vidas sexuais.
Enquanto isso, outro estudo do mesmo ano descobriu que a disfunção erétil era duas vezes mais comum em usuários de maconha. Outros estudos ainda sugerem um efeito dose, em que pequenas quantidades de maconha têm pouco impacto sobre a disfunção sexual, mas maiores quantidades produzem menos ereções.
Porém, todas essas pesquisas são cheias de falhas. Nenhum dos estudos utilizou técnicas de medição validadas ao examinar a função sexual dos homens. As perguntas usadas poderiam distorcer as respostas, como poderia a própria droga. Por exemplo, os 39% de homens que disseram que a maconha prorrogou o sexo pode apenas ter experimentado os efeitos da droga que alteram a percepção do tempo.
Já um estudo de 2010 que descobriu receptores de tetrahidrocanabinol (THC), ingrediente ativo da maconha, no tecido do pênis de cinco pacientes do sexo masculino e seis macacos é preocupante.
Segundo os pesquisadores, esses receptores estavam principalmente na musculatura lisa do pênis. Estudos de laboratório adicionais sugerem que o THC tem um efeito inibitório sobre o músculo; um efeito sério sobre a função erétil, já que o músculo liso constitui 70 a 80% do próprio pênis.
A opinião dos especialistas é que faltam estudos clínicos, pesquisas controladas com placebo que analisem os efeitos da maconha em ambos curto e longo prazo. A partir disso, os resultados mais confiáveis poderão se transformar em campanhas de conscientização. [LiveScience]
http://hypescience.com/usuarios-de-maconha-podem-enfrentar-disfuncao-eretil/
Por Natasha Romanzoti em 15.02.2011 as 22:11
A maconha é certamente um produto polêmico. Defensores e acusadores trocam benefícios e desvantagens da planta há anos. Porém, segundo novas pesquisas, os usuários masculinos da maconha deveriam mesmo repensar seu consumo, pois uma das consequências pode ser disfunção sexual.
Essa novidade pode ser o ponto para mudar de vez a cabeça de algumas pessoas. O consumo da maconha é popular hoje em dia, mesmo que ela seja proibida em muitos lugares, especialmente entre os homens no auge da vida sexual. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime relatou que 162 milhões de pessoas fumam maconha em todo o mundo a cada ano. Mais de 22 milhões a consomem diariamente; isso torna a compreensão de seus efeitos a longo prazo importante.
Os estudos sobre o tema são às vezes de baixa qualidade, mas uma nova revisão de pesquisas sobre saúde sexual e maconha produziu resultados mais sólidos, como a conclusão de que o pênis contém receptores para o ingrediente ativo da maconha, o que sugere que os homens fumantes correm riscos de encarar a disfunção.
O histórico dos estudos nessa área é contraditório. Os cientistas começaram a estudar a maconha e o sexo em 1970. Alguns pesquisadores descobriram que a cannabis parece ter o efeito de uma droga do amor. Em 1982, 75% dos fumantes de maconha alegou em um estudo que a droga reforçava suas vidas sexuais.
Enquanto isso, outro estudo do mesmo ano descobriu que a disfunção erétil era duas vezes mais comum em usuários de maconha. Outros estudos ainda sugerem um efeito dose, em que pequenas quantidades de maconha têm pouco impacto sobre a disfunção sexual, mas maiores quantidades produzem menos ereções.
Porém, todas essas pesquisas são cheias de falhas. Nenhum dos estudos utilizou técnicas de medição validadas ao examinar a função sexual dos homens. As perguntas usadas poderiam distorcer as respostas, como poderia a própria droga. Por exemplo, os 39% de homens que disseram que a maconha prorrogou o sexo pode apenas ter experimentado os efeitos da droga que alteram a percepção do tempo.
Já um estudo de 2010 que descobriu receptores de tetrahidrocanabinol (THC), ingrediente ativo da maconha, no tecido do pênis de cinco pacientes do sexo masculino e seis macacos é preocupante.
Segundo os pesquisadores, esses receptores estavam principalmente na musculatura lisa do pênis. Estudos de laboratório adicionais sugerem que o THC tem um efeito inibitório sobre o músculo; um efeito sério sobre a função erétil, já que o músculo liso constitui 70 a 80% do próprio pênis.
A opinião dos especialistas é que faltam estudos clínicos, pesquisas controladas com placebo que analisem os efeitos da maconha em ambos curto e longo prazo. A partir disso, os resultados mais confiáveis poderão se transformar em campanhas de conscientização. [LiveScience]
http://hypescience.com/usuarios-de-maconha-podem-enfrentar-disfuncao-eretil/
I Congreso Sudamericano y II Congreso Peruano de TERAPIA SEXUAL Y DE PAREJA (I CSTSP) - LIMA (PERU), 17-19 de Junio del 2011
I Congreso Sudamericano y II Congreso Peruano de TERAPIA SEXUAL Y DE PAREJA (I CSTSP) - LIMA (PERU), 17-19 de Junio del 2011
SHERATON LIMA HOTEL & CONVENTION CENTER
Estimados colegas peruanos y sudamericanos, es un verdadero placer poner a disposición de Ustedes e Invitarlos a participar del I Congreso Sudamericano y II Congreso Peruano de TERAPIA SEXUAL Y DE PAREJA ( I CSTSP).
Contaremos con la presencia de renombrados psicoterapeutas de pareja y terapeutas sexuales de Sudamérica, España y Perú, autores de libros, investigadores, profesores de posgrado y lideres en el campo y en sus propios países. Les invitamos a conocer más de ellos, a través de los navegadores y links que permitan visitar sus institutos, páginas o presentaciones.
Este I CSTSP se llevara a cabo en el Centro de Convenciones del Hotel Sheraton de Lima, del 17 al 19 de Junio, mediante Conferencias Magistrales, Conferencias por Invitación, Simposios, Presentaciones de Casos Clínicos, Exposiciones de Videos y libros de los Expositores Invitados, así como Talleres prácticos, a cargo principalmente de expertos extranjeros que nos visitaran, lo cual nos permitirá ponernos al día de las nuevas tendencias teóricas y marcos explicativos, así como de las nuevas estrategias de evaluación, diagnostico e intervención en los diversos problemas de pareja y los problemas sexuales.
El Tema Central, NUEVAS RUTAS HACIA EL PLACER Y LA CONVIVENCIA SALUDABLE, nos abre pues una serie de probabilidades y alternativas novísimas, que nuestros expositores nos brindaran, no solo para los problemas en el área, sino, desde una visión positivista, para la exploración, el disfrute y el enriquecimiento de la misma relación de pareja y sexual, que indudablemente redunde en una mejor calidad de vida en general.
Este es un campo fundamental no solo para psicoterapeutas, psicólogos y estudiantes en general, sino para ginecólogos, obstetrices, enfermeras, consejeros y tutores educacionales, que diariamente se encuentran con estos serios problemas de parejas y de la sexualidad, los mismos que, con mucha frecuencia, son evitados o intervenidos inadecuadamente, por carecer de los conocimientos y estrategias acertadas, lo cual impacta no solo en la vida personal, familiar e hijos, sino en los campos donde va la actividad humana, incluida en las organizaciones y en la productividad en general.
Lima esta cada vez mejor e indudablemente es una de las capitales más hermosas de América Latina con su zona moderna, museos, zonas ecológicas, circuitos de playas, su gran zona histórica, arqueológica, templos, huacas, legados incas, virreinales y muchos más atractivos turísticos que visitar. La zona donde se llevara a cabo el Congreso, ubicada en el Centro Histórico, hoy en día cuenta con un muy fácil y rápido acceso desde cualquier punto de la ciudad a través del Metropolitano.
Los invitamos pues a deleitarse de nuestro país y de este grandioso evento científico y académico.
Comité Organizador I CSTSP.
AREA TERAPIA DE PAREJA
1) Carencias Tempranas y Pareja
2) Celos, Celotipia y Psicosis.
3) Control de la Ira y Problemas de Pareja
4) Creencias Irracionales y Problemas de Pareja
5) Dependencia Afectiva y Angustia de Separación.
6) Escuela de Pareja y Prevención.
7) Esquemas Cognitivos y Problemas de Pareja
8) Infidelidad Femenina Vs Masculina
9) Neurociencias y Amor.
10) Neurosis del Amor
11) Parejas Felices y Convivencia Saludable
12) Problemas de Pareja y Organizaciones
13) Psicología de las y los Amantes
14) Psiconeuroinmunlogía y Relaciones de Pareja
15) Resentimiento, Odio y Perdón.
16) Rompimiento, Divorcio y Bienestar.
17) Sistemas Familiares y Pareja
18) Soledad Vs Vivir en Pareja
19) Terapia de Pareja en GLBT
20) Terapias de Tercera Generación y Pareja
21) Trastornos de Personalidad y Pareja.
AREA TERAPIA SEXUAL
22) Adicciones Sexuales
23) Anorexia, Bulimia y Abuso Sexual
24) Modelo Erótico y Terapia de las Disfunciones Sexuales
25) Neurociencias y Trastornos Sexuales.
26) Nuevas Estrategias para el Enriquecimiento Sexual
27) Nuevos Modelos Explicativos de las Parafilias
28) Placer, Disfrute y Desarrollo Personal.
29) Pompoarismo, Masages y Placer.
30) Problemas Ginecológicos y Función Sexual.
31) Programas de Rehabilitación en Parafilias.
32) Psicoterapia de las Disfunciones Sexuales
33) Swingers y Troilismo
34) Terapia Sexual en GLBT.
35) Trastornos Urológicos y Función Sexual.
36) Viagra y Drogas Vasoactivas.
informes@psicoterapiaparejaysexologia.org
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Teléfono fijo PSICOSEX:
Desde fijo. 241 2430.
Desde celular o Provincia. 01 241 2430
Desde el extranjero. (00) (511) 241 2430
Celular PSICOSEX 994610884
www.psicoterapiaparejaysexologia.org/congreso
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Lima esta cada vez mejor e indudablemente es una de las capitales más hermosas de América Latina con su zona moderna, museos, zonas ecológicas, circuitos de playas, su gran zona histórica, arqueológica, templos, huacas, legados incas, virreinales y muchos más atractivos turísticos que visitar. La zona donde se llevara a cabo el Congreso, ubicada en el Centro Histórico, hoy en día cuenta con un muy fácil y rápido acceso desde cualquier punto de la ciudad a través del Metropolitano.
Los invitamos pues a deleitarse de nuestro país y de este grandioso evento científico y académico.
Comité Organizador I CSTSP.
AREA TERAPIA DE PAREJA
1) Carencias Tempranas y Pareja
2) Celos, Celotipia y Psicosis.
3) Control de la Ira y Problemas de Pareja
4) Creencias Irracionales y Problemas de Pareja
5) Dependencia Afectiva y Angustia de Separación.
6) Escuela de Pareja y Prevención.
7) Esquemas Cognitivos y Problemas de Pareja
8) Infidelidad Femenina Vs Masculina
9) Neurociencias y Amor.
10) Neurosis del Amor
11) Parejas Felices y Convivencia Saludable
12) Problemas de Pareja y Organizaciones
13) Psicología de las y los Amantes
14) Psiconeuroinmunlogía y Relaciones de Pareja
15) Resentimiento, Odio y Perdón.
16) Rompimiento, Divorcio y Bienestar.
17) Sistemas Familiares y Pareja
18) Soledad Vs Vivir en Pareja
19) Terapia de Pareja en GLBT
20) Terapias de Tercera Generación y Pareja
21) Trastornos de Personalidad y Pareja.
AREA TERAPIA SEXUAL
22) Adicciones Sexuales
23) Anorexia, Bulimia y Abuso Sexual
24) Modelo Erótico y Terapia de las Disfunciones Sexuales
25) Neurociencias y Trastornos Sexuales.
26) Nuevas Estrategias para el Enriquecimiento Sexual
27) Nuevos Modelos Explicativos de las Parafilias
28) Placer, Disfrute y Desarrollo Personal.
29) Pompoarismo, Masages y Placer.
30) Problemas Ginecológicos y Función Sexual.
31) Programas de Rehabilitación en Parafilias.
32) Psicoterapia de las Disfunciones Sexuales
33) Swingers y Troilismo
34) Terapia Sexual en GLBT.
35) Trastornos Urológicos y Función Sexual.
36) Viagra y Drogas Vasoactivas.
informes@psicoterapiaparejaysexologia.org
cursosclinicos@gmail.com
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Teléfono fijo PSICOSEX:
Desde fijo. 241 2430.
Desde celular o Provincia. 01 241 2430
Desde el extranjero. (00) (511) 241 2430
Celular PSICOSEX 994610884
www.psicoterapiaparejaysexologia.org/congreso
- Curso de atualização em terapia com casal - CATECA – São Paulo, 4 a 9 de julho de 2011
- Curso de atualização em terapia com casal - CATECA – São Paulo, 4 a 9 de julho de 2011
TEMAS A SEREM ABORDADOS:
*TCC com casais – Um breve histórico.
Teorias que auxiliam o trabalho:
*Bandura e auto-eficácia.
*Conceitos gerais da TREC no processo terapêutico com casais – Albert Ellis.
*Aaron Beck e sua contribuição para o trabalho terapêutico com casais.
*Frank Datillio e o trabalho em TCC com casais
*Outros teóricos.
*Discussão de Prática em atendimento, nas abordagens apresentadas.
Local e realização: InPaSex – Instituto Paulista de Sexualidade
Data de 4 a 9 de julho de 2011.
Horário – das 13h as 17h
Valor – 1200,00 (hum mil e duzentos reais)
O valor inclui todos os textos e livros necessários.
Facilitadores: Psics. Carla Zeglio, Oswaldo Rodrigues Jr., Giovanna Lucchesi.
O certificado será entregue ao final do curso, com obrigatoriedade de 75% de presença.
Informações pelo email carzeg@uol.com.br ou pelo telefone 11-36665421 com a Psic. Carla Zeglio
TEMAS A SEREM ABORDADOS:
*TCC com casais – Um breve histórico.
Teorias que auxiliam o trabalho:
*Bandura e auto-eficácia.
*Conceitos gerais da TREC no processo terapêutico com casais – Albert Ellis.
*Aaron Beck e sua contribuição para o trabalho terapêutico com casais.
*Frank Datillio e o trabalho em TCC com casais
*Outros teóricos.
*Discussão de Prática em atendimento, nas abordagens apresentadas.
Local e realização: InPaSex – Instituto Paulista de Sexualidade
Data de 4 a 9 de julho de 2011.
Horário – das 13h as 17h
Valor – 1200,00 (hum mil e duzentos reais)
O valor inclui todos os textos e livros necessários.
Facilitadores: Psics. Carla Zeglio, Oswaldo Rodrigues Jr., Giovanna Lucchesi.
O certificado será entregue ao final do curso, com obrigatoriedade de 75% de presença.
Informações pelo email carzeg@uol.com.br ou pelo telefone 11-36665421 com a Psic. Carla Zeglio
42º Curso de Atualização em Terapia Sexual: Novas Abordagens Técnicas e Teóricas
42º Curso de Atualização em Terapia Sexual: Novas Abordagens Técnicas e Teóricas
Para profissionais que buscam lidar com questões de sexualidade no consultório.
Duração: 20h em uma semana, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h
Datas: 23 a 27 de janeiro de 2012
Investimento: 1 parcela de R$1250,00
Vagas limitadas
Conteúdo Programático
O curso de duração com 20 horas – em 5 Módulos.
Módulo I - Segunda- feira:
Introdução à terapia sexual:
• 14h - A história da terapia sexual - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr.
• 14:55h - Técnicas comportamentais: breve histórico – Profa. Dra. Elaine Catão
• 15:50h - intervalo
• 16:10h - O processo terapêutico em sexologia - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr.
• 17:05h - Instrumentos utilizados em diagnóstico psicossexológico – Psic. Esp. Carla Zeglio
Módulo II – Terça- feira:
Disfunções Sexuais Masculinas e Femininas – definições e formas:
• 14h - Baixo desejo sexual masculino – Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 14:25h - Ejaculação rápida – Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 14:50h Disfunção erétil - Psic. Esp. Diego H. Viviani
• 15:15h - Inibição Ejaculatória; Psic. Esp. Diego H. Viviani
• 15:40h - Dispareunia - Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
• 16:05h – intervalo
• 16:20h - Vaginismo – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 16:45h - Disfunção da excitação feminina - Psic. Esp. Carla Zeglio
• 17:10h - Anorgasmia feminina – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 17:35h - Inibição do Desejo sexual – Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
Módulo III – Quarta- feira:
Técnicas gerais utilizadas
• 14h - Relaxamento – Profa. Dra. Elaine Catão
• 14:35h - Banhoterapia - Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
• 15:10h - Técnicas que estimulam a fantasia sexual – Psic. Esp. Angelo Monesi
• 15:45h - intervalo
• 16:10h - Focalização sensorial – Pisc. Esp. Carolina Costa Fernandes
• 16:45h - Assertividade, expressividade emocional e solução de problemas – Profa. Dra. Elaine Catão
• 17:20h - Biblioterapia – Profa. Dra. Elaine Catão
Módulo IV – Quinta- feira:
Técnicas para o tratamento das disfunções sexuais masculinas:
• 14h - Baixo desejo sexual masculino - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 14:55h - Ejaculação precoce: superando pelo reaprendizado - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 15:50h - intervalo
• 16:10h - Disfunção erétil – proposta de intervenção cognitiva - Psic. Esp. Diego H. Viviani
• 17:05 - Inibição ejaculatória - Psic. Esp. Diego H. Viviani
Módulo V – Sexta- feira:
Técnicas para o tratamento de disfunções sexuais femininas:
• 14:00h - Dispareunia - Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
• 14:45h - Vaginismo – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 15:30h – intervalo
• 15:45h - Disfunção sexual geral - disfunção da excitação feminina - Psic. Esp. Carla Zeglio
• 16:30h - Anorgasmia feminina – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 17:15h - Inibição do Desejo sexual feminino. – Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
Coordenação: Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr. - Psic. Carla Zeglio
Corpo docente: Psic. Ângelo Monesi, Psic. Carolina Costa Fernandes, Psic. Dra. Elaine Catão, Psic. Giovanna Lucchesi, Psic Diego Viviani.
Informações e inscrições:
Instituto Paulista de Sexualidade
rua Atalaia, 195 – Perdizes
CEP: 01251-060 - São Paulo - SP
Telefone: (11)-3662-3139
e-mail: inpasex@uol.com.br / http://www.inpasex.com.br
Para profissionais que buscam lidar com questões de sexualidade no consultório.
Duração: 20h em uma semana, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h
Datas: 23 a 27 de janeiro de 2012
Investimento: 1 parcela de R$1250,00
Vagas limitadas
Conteúdo Programático
O curso de duração com 20 horas – em 5 Módulos.
Módulo I - Segunda- feira:
Introdução à terapia sexual:
• 14h - A história da terapia sexual - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr.
• 14:55h - Técnicas comportamentais: breve histórico – Profa. Dra. Elaine Catão
• 15:50h - intervalo
• 16:10h - O processo terapêutico em sexologia - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr.
• 17:05h - Instrumentos utilizados em diagnóstico psicossexológico – Psic. Esp. Carla Zeglio
Módulo II – Terça- feira:
Disfunções Sexuais Masculinas e Femininas – definições e formas:
• 14h - Baixo desejo sexual masculino – Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 14:25h - Ejaculação rápida – Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 14:50h Disfunção erétil - Psic. Esp. Diego H. Viviani
• 15:15h - Inibição Ejaculatória; Psic. Esp. Diego H. Viviani
• 15:40h - Dispareunia - Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
• 16:05h – intervalo
• 16:20h - Vaginismo – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 16:45h - Disfunção da excitação feminina - Psic. Esp. Carla Zeglio
• 17:10h - Anorgasmia feminina – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 17:35h - Inibição do Desejo sexual – Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
Módulo III – Quarta- feira:
Técnicas gerais utilizadas
• 14h - Relaxamento – Profa. Dra. Elaine Catão
• 14:35h - Banhoterapia - Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
• 15:10h - Técnicas que estimulam a fantasia sexual – Psic. Esp. Angelo Monesi
• 15:45h - intervalo
• 16:10h - Focalização sensorial – Pisc. Esp. Carolina Costa Fernandes
• 16:45h - Assertividade, expressividade emocional e solução de problemas – Profa. Dra. Elaine Catão
• 17:20h - Biblioterapia – Profa. Dra. Elaine Catão
Módulo IV – Quinta- feira:
Técnicas para o tratamento das disfunções sexuais masculinas:
• 14h - Baixo desejo sexual masculino - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 14:55h - Ejaculação precoce: superando pelo reaprendizado - Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr
• 15:50h - intervalo
• 16:10h - Disfunção erétil – proposta de intervenção cognitiva - Psic. Esp. Diego H. Viviani
• 17:05 - Inibição ejaculatória - Psic. Esp. Diego H. Viviani
Módulo V – Sexta- feira:
Técnicas para o tratamento de disfunções sexuais femininas:
• 14:00h - Dispareunia - Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
• 14:45h - Vaginismo – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 15:30h – intervalo
• 15:45h - Disfunção sexual geral - disfunção da excitação feminina - Psic. Esp. Carla Zeglio
• 16:30h - Anorgasmia feminina – Psic Esp. Carolina Costa Fernandes
• 17:15h - Inibição do Desejo sexual feminino. – Psic. Esp. Giovanna Lucchesi
Coordenação: Psic. Ms. Oswaldo M. Rodrigues Jr. - Psic. Carla Zeglio
Corpo docente: Psic. Ângelo Monesi, Psic. Carolina Costa Fernandes, Psic. Dra. Elaine Catão, Psic. Giovanna Lucchesi, Psic Diego Viviani.
Informações e inscrições:
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rua Atalaia, 195 – Perdizes
CEP: 01251-060 - São Paulo - SP
Telefone: (11)-3662-3139
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Homem com H maiúsculo
Homem com H maiúsculo
Na segunda-feira (14/02), o jornal espanhol “El Pais" informou, segundo dados de farmácias americanas, que as prescrições semanais dos dois principais produtos no mercado contra a disfunção erétil (antiga impotência sexual) – o Viagra, da Pfizer, e o Cialis, da Eli Lilly & Co – dispararam nos dias que antecederam o 14 de Fevereiro, dia de São Valentim ou Valentine's Day (Dia dos Namorados na maioria dos países do Hemisfério Norte). As altas vendas e o aumento do público consumidor mostram que estes medicamentos estão sendo usados não somente para combater a disfunção erétil, mas também para potencializar a performance sexual masculina mesmo daqueles que não sofrem do “transtorno”. O sucesso destes produtos entre os homens deve-se, em grande medida, a um trabalho de marketing muito bem realizado pelos laboratórios que os produzem, embora a propaganda direta de medicamentos que precisem de prescrição só possa ser feita, no Brasil e em muitos outros países, junto à categoria médica.
As pesquisadoras Livi Faro (CLAM/IMS/UERJ), Lilian Krakowski Chazan (CLAM/IMS/UERJ), Fabíola Rohden (UFRGS) e Jane Russo (CLAM/IMS/UERJ) trabalharam sobre o material de propaganda e divulgação de fármacos para o tratamento das chamadas ‘disfunções sexuais masculinas’, destinado aos médicos – especialmente aos urologistas –, presentes no X Congresso da Sociedade Latino-americana de Medicina Sexual, evento realizado em Florianópolis em agosto de 2009 e que lançou luz sobre temas relativos à sexualidade masculina, como a disfunção erétil, a ejaculação precoce e o câncer de próstata, entre outros.
O objetivo do trabalho era discutir o que cada tipo de medicamento alardeia como qualidade, e, através deste marketing, pensar sobre a construção de um tipo de masculinidade que seria “ajudada” pela tecnologia farmacêutica, realimentando e reafirmando ideias do senso comum sobre o que seria masculinidade.
A análise resultou no artigo “Homem com ‘H’: a saúde do homem nos discursos de marketing da indústria farmacêutica” (Clique aqui para ler), apresentado no Seminário Internacional Fazendo Gênero 9 . Nele, as pesquisadoras analisam sloganscomo o do medicamento Helleva®, produzido pelo Laboratório Cristália, que dizia: “Chegou a Hora de mostrar o H maiúsculo que está no princípio de todo Homem brasileiro”.
“Há uma linguagem muito próxima do senso comum. Procura-se atrair os profissionais com linguagem e imagens pouco científicas e especializadas, embora em todo material haja referências a artigos científicos. É uma propaganda direcionada a profissionais – médicos, em sua grande maioria – mas a impressão é que estão vendendo diretamente para o consumidor. Capturam o médico através de imagens que apelam para o senso comum. Não são imagens que precisam ser decodificadas por especialistas, mas são ‘traduzidas’ por qualquer um. Eles impressionam o médico para que este possa impressionar os seus pacientes. O Helleva, por exemplo, passa uma ligeira ideia subliminar de que seu uso aumentará o pênis do indivíduo, ou que o brasileiro tem um pênis maior que o homem de outras nacionalidades”, avalia a antropóloga Jane Russo, co-autora do trabalho.
Outro exemplo era o material publicitário do Viagra (o mais famoso, por ter sido o primeiro a ser lançado, em 1998): através de slogans como “Rigidez é o objetivo” e “Só Viagra é Viagra”, a propaganda ilustrava os ‘graus de rigidez da ereção e da disfunção erétil (DE)’: Grau 1 – DE severa: pênis grosso, mas não rígido; grau 2 – DE moderada: pênis rígido, mas não o suficiente para penetrar; grau 3 – DE suave: parcialmente rígido, mas capaz de penetrar; grau 4 – sem DE: pênis completamente rígido.
A ênfase da campanha do Levitra, do Laboratório Bayer, estava no prolongamento da duração da relação sexual. Seu slogan ressaltava explicitamente: “Levitra® prolonga em até 3 vezes a duração da relação sexual em pacientes com DE” e especificava e normatizava qual seria o ideal: “1-2 min (muito curto); 3-7 min (adequado); 10-30 min (muito longo); 7-10 min (desejável)”.
“O discurso de cada um, ao exaltar as suas qualidades, implicitamente aponta as ‘falhas’ do outro. Cada um vai tentar afirmar uma especificidade, um algo a mais que o outro não pode oferecer. Passam a ideia do remédio como pura mercadoria. Eles não estão visando a cura de uma doença”, questiona Jane Russo.
Outra característica do material estudado é a presença da figura da mulher (sim, são propagandas extremamente heteronormativas – a homossexualidade masculina é completamente invisível nestas propagandas).
“A rigor, essa masculinidade heteronormativa e a sexualidade masculina centrada na ereção seriam o somatório de todas essas ‘qualidades’ ofertadas pelos medicamentos, indicando que, sem remédio, esse ‘homem com H’ se encontra em risco. Por um lado, há uma desconstrução de uma ideia de masculinidade, mostrada como instável – admite-se que o homem potencialmente pode falhar – para, em seguida, oferecer uma ‘solução’, restaurando a suposta estabilidade. Ao mesmo tempo em que desmistifica, reforça a ideia de que o homem não pode falhar nunca. Se falhar é disfunção, mas esta ‘falha’, de certa forma, torna-se uma escolha na medida em que há uma tecnologia farmacêutica disponível que ‘soluciona’ o ‘problema’”, apontam Livi Faro e Lilian Krakowski Chazan.
A instabilidade, segundo as pesquisadoras, tem a ver com a crise da masculinidade, com a crítica à dominação patriarcal masculina feita pelo movimento feminista e pelo movimento gay. “O homem desempoderado será novamente empoderado através de um medicamento que lhe traz a potência a qualquer hora e de qualquer jeito”, complementam.
Por isso mesmo, salientam as autoras, não se pode demonizar a indústria farmacêutica, uma vez que esta não atua fora da cultura na qual está inserida. “Ao lançar tais medicamentos, ela responde a questões e demandas circulantes na cultura”, avaliam.
“Estamos diante de alguns paradoxos: ao mesmo tempo em que a marca da masculinidade seria a racionalidade, a sexualidade masculina era tradicionalmente representada como ‘selvagem’, ‘instintiva’ e ‘incontrolável’. Esta sexualidade se vê agora retraduzida e reconfigurada por uma tecnologia farmacológica. As tecnologias proporcionariam um atalho para a resolução deste paradoxo, e o homem passaria a ter o controle racional, medicamentoso, sobre seu corpo sexual”, analisam as autoras.
A medicalização e a normatização da impotência, transformada gradualmente desde os anos 1980 em disfunção erétil, produziu, entre outros efeitos, a ideia de que qualquer homem, em qualquer idade, pode estar enquadrado em algum grau do ‘transtorno’. Implicitamente, amplia-se o mercado consumidor, tanto que, a partir de novas expectativas trazidas pelo surgimento destas pílulas, cada vez mais homens têm usado esses medicamentos, para além da disfunção erétil. Prova de toda esta expectativa por uma boa performance sexual por parte dos homens é o aumento nas prescrições semanais do Viagra e do Cialis às vésperas do Valentine's Day, conforme os dados informados pelas farmácias norte-americanas.
Publicada em: 17/02/2011 às 14:30 notícias CLAM
Na segunda-feira (14/02), o jornal espanhol “El Pais" informou, segundo dados de farmácias americanas, que as prescrições semanais dos dois principais produtos no mercado contra a disfunção erétil (antiga impotência sexual) – o Viagra, da Pfizer, e o Cialis, da Eli Lilly & Co – dispararam nos dias que antecederam o 14 de Fevereiro, dia de São Valentim ou Valentine's Day (Dia dos Namorados na maioria dos países do Hemisfério Norte). As altas vendas e o aumento do público consumidor mostram que estes medicamentos estão sendo usados não somente para combater a disfunção erétil, mas também para potencializar a performance sexual masculina mesmo daqueles que não sofrem do “transtorno”. O sucesso destes produtos entre os homens deve-se, em grande medida, a um trabalho de marketing muito bem realizado pelos laboratórios que os produzem, embora a propaganda direta de medicamentos que precisem de prescrição só possa ser feita, no Brasil e em muitos outros países, junto à categoria médica.
As pesquisadoras Livi Faro (CLAM/IMS/UERJ), Lilian Krakowski Chazan (CLAM/IMS/UERJ), Fabíola Rohden (UFRGS) e Jane Russo (CLAM/IMS/UERJ) trabalharam sobre o material de propaganda e divulgação de fármacos para o tratamento das chamadas ‘disfunções sexuais masculinas’, destinado aos médicos – especialmente aos urologistas –, presentes no X Congresso da Sociedade Latino-americana de Medicina Sexual, evento realizado em Florianópolis em agosto de 2009 e que lançou luz sobre temas relativos à sexualidade masculina, como a disfunção erétil, a ejaculação precoce e o câncer de próstata, entre outros.
O objetivo do trabalho era discutir o que cada tipo de medicamento alardeia como qualidade, e, através deste marketing, pensar sobre a construção de um tipo de masculinidade que seria “ajudada” pela tecnologia farmacêutica, realimentando e reafirmando ideias do senso comum sobre o que seria masculinidade.
A análise resultou no artigo “Homem com ‘H’: a saúde do homem nos discursos de marketing da indústria farmacêutica” (Clique aqui para ler), apresentado no Seminário Internacional Fazendo Gênero 9 . Nele, as pesquisadoras analisam sloganscomo o do medicamento Helleva®, produzido pelo Laboratório Cristália, que dizia: “Chegou a Hora de mostrar o H maiúsculo que está no princípio de todo Homem brasileiro”.
“Há uma linguagem muito próxima do senso comum. Procura-se atrair os profissionais com linguagem e imagens pouco científicas e especializadas, embora em todo material haja referências a artigos científicos. É uma propaganda direcionada a profissionais – médicos, em sua grande maioria – mas a impressão é que estão vendendo diretamente para o consumidor. Capturam o médico através de imagens que apelam para o senso comum. Não são imagens que precisam ser decodificadas por especialistas, mas são ‘traduzidas’ por qualquer um. Eles impressionam o médico para que este possa impressionar os seus pacientes. O Helleva, por exemplo, passa uma ligeira ideia subliminar de que seu uso aumentará o pênis do indivíduo, ou que o brasileiro tem um pênis maior que o homem de outras nacionalidades”, avalia a antropóloga Jane Russo, co-autora do trabalho.
Outro exemplo era o material publicitário do Viagra (o mais famoso, por ter sido o primeiro a ser lançado, em 1998): através de slogans como “Rigidez é o objetivo” e “Só Viagra é Viagra”, a propaganda ilustrava os ‘graus de rigidez da ereção e da disfunção erétil (DE)’: Grau 1 – DE severa: pênis grosso, mas não rígido; grau 2 – DE moderada: pênis rígido, mas não o suficiente para penetrar; grau 3 – DE suave: parcialmente rígido, mas capaz de penetrar; grau 4 – sem DE: pênis completamente rígido.
A ênfase da campanha do Levitra, do Laboratório Bayer, estava no prolongamento da duração da relação sexual. Seu slogan ressaltava explicitamente: “Levitra® prolonga em até 3 vezes a duração da relação sexual em pacientes com DE” e especificava e normatizava qual seria o ideal: “1-2 min (muito curto); 3-7 min (adequado); 10-30 min (muito longo); 7-10 min (desejável)”.
“O discurso de cada um, ao exaltar as suas qualidades, implicitamente aponta as ‘falhas’ do outro. Cada um vai tentar afirmar uma especificidade, um algo a mais que o outro não pode oferecer. Passam a ideia do remédio como pura mercadoria. Eles não estão visando a cura de uma doença”, questiona Jane Russo.
Outra característica do material estudado é a presença da figura da mulher (sim, são propagandas extremamente heteronormativas – a homossexualidade masculina é completamente invisível nestas propagandas).
“A rigor, essa masculinidade heteronormativa e a sexualidade masculina centrada na ereção seriam o somatório de todas essas ‘qualidades’ ofertadas pelos medicamentos, indicando que, sem remédio, esse ‘homem com H’ se encontra em risco. Por um lado, há uma desconstrução de uma ideia de masculinidade, mostrada como instável – admite-se que o homem potencialmente pode falhar – para, em seguida, oferecer uma ‘solução’, restaurando a suposta estabilidade. Ao mesmo tempo em que desmistifica, reforça a ideia de que o homem não pode falhar nunca. Se falhar é disfunção, mas esta ‘falha’, de certa forma, torna-se uma escolha na medida em que há uma tecnologia farmacêutica disponível que ‘soluciona’ o ‘problema’”, apontam Livi Faro e Lilian Krakowski Chazan.
A instabilidade, segundo as pesquisadoras, tem a ver com a crise da masculinidade, com a crítica à dominação patriarcal masculina feita pelo movimento feminista e pelo movimento gay. “O homem desempoderado será novamente empoderado através de um medicamento que lhe traz a potência a qualquer hora e de qualquer jeito”, complementam.
Por isso mesmo, salientam as autoras, não se pode demonizar a indústria farmacêutica, uma vez que esta não atua fora da cultura na qual está inserida. “Ao lançar tais medicamentos, ela responde a questões e demandas circulantes na cultura”, avaliam.
“Estamos diante de alguns paradoxos: ao mesmo tempo em que a marca da masculinidade seria a racionalidade, a sexualidade masculina era tradicionalmente representada como ‘selvagem’, ‘instintiva’ e ‘incontrolável’. Esta sexualidade se vê agora retraduzida e reconfigurada por uma tecnologia farmacológica. As tecnologias proporcionariam um atalho para a resolução deste paradoxo, e o homem passaria a ter o controle racional, medicamentoso, sobre seu corpo sexual”, analisam as autoras.
A medicalização e a normatização da impotência, transformada gradualmente desde os anos 1980 em disfunção erétil, produziu, entre outros efeitos, a ideia de que qualquer homem, em qualquer idade, pode estar enquadrado em algum grau do ‘transtorno’. Implicitamente, amplia-se o mercado consumidor, tanto que, a partir de novas expectativas trazidas pelo surgimento destas pílulas, cada vez mais homens têm usado esses medicamentos, para além da disfunção erétil. Prova de toda esta expectativa por uma boa performance sexual por parte dos homens é o aumento nas prescrições semanais do Viagra e do Cialis às vésperas do Valentine's Day, conforme os dados informados pelas farmácias norte-americanas.
Publicada em: 17/02/2011 às 14:30 notícias CLAM
Masturbação também é assunto de menina
17/02/2011 -- 16h31
Masturbação também é assunto de menina
Desenvolver a sexualidade e aprender a sentir prazer inicia-se na infância; maneira mais natural é através do treino da auto-percepção
Adultos pensam coisas ruins quando ouvem a palavra masturbação. Pensam em suas vidas adultas e em seus conflitos sobre a sexualidade, e em específico a autoerotização. Adultos não pensam nas crianças e adolescentes tendo uma sexualidade. Compreendem que elas não podem ''ter sexualidade'', porque adulto pensa que ''ter sexualidade é igual ter sexo'', e fazer sexo não é para crianças e adolescentes.
Isto é muito mais negativo para com as meninas. Elas são desestimuladas a tocarem-se com finalidades eróticas e sexuais. A vigília é maior contra elas. Mas como uma mulher adulta desenvolve a sexualidade? Como é que uma mulher adulta aprende a sentir prazer?
Desenvolver a sexualidade e aprender a sentir prazer inicia-se na infância. E a maneira mais natural é através do treino da auto-percepção. É tocando-se, com frequência, o corpo todo, que uma criança e depois um adolescente aprende como são os caminhos do prazer adulto.
Ser criança e ser adolescente são fases de preparo para sermos adultos. Aprendemos como agir e como fazer coisas para sermos adultos úteis. O que não aprendermos faltará na vida adulta.
Pela curiosidade individual, crianças e adolescentes podem aprender como reconhecer as sensações que conduzem ao prazer sexual. A maneira de se aprender é tocar o corpo todo, muitas e muitas vezes, aprendendo como as sensações táteis, físicas que precisam ser provocadas e se associam a emoções e pensamentos. Estas associações não acontecem de uma única vez, numa única oportunidade. Precisa haver um treino, e este treino precisa de muito tempo, e ocorre ao longo de alguns vários anos.
As mulheres adultas que tem mais facilidade em ter orgasmos são as que puderam ter este treino desde infância, e em especial na fase da adolescência.
Meninas precisam saber que podem e devem aprender como as partes do corpo trazem sensações de prazer. São os adultos, pais e mães que precisam apontar estas possibilidades para as filhas. Esta responsabilidade é enorme e extremamente importante para a vida sexual das filhas quando adultas.
Pais também devem mostrar que existem normas e regras que protejam suas filhas. Privacidade e respeito à privacidade dos outros são pontos importantes. A autoerotização deve ser feita em privacidade, provavelmente no banheiro ou no quarto, fechados, para permitir liberdade de pensamento, sem preocupações. Afinal, uma atividade de cunho sexual precisa de privacidade e deve ocorrer sem sentimentos ou pensamentos negativos. Ou o desempenho sexual adulto será comprometido.
Pais e mães: precisamos pensar em como facilitar que as filhas cresçam para serem adultas sexualmente adequadas. Muitas mulheres adultas têm suas dificuldades sexuais e talvez isso ocorra pela falta que meninas têm de se conhecerem e treinarem os corpos para reconhecerem as sensações de prazer tátil que podem aprender sozinhas.
Oswaldo M. Rodrigues Jr - psicoterapeuta sexual - Instituto Paulista de Sexualidade
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--110-20110217&tit=masturbacao+tambem+e+assunto+de+menina
Masturbação também é assunto de menina
Desenvolver a sexualidade e aprender a sentir prazer inicia-se na infância; maneira mais natural é através do treino da auto-percepção
Adultos pensam coisas ruins quando ouvem a palavra masturbação. Pensam em suas vidas adultas e em seus conflitos sobre a sexualidade, e em específico a autoerotização. Adultos não pensam nas crianças e adolescentes tendo uma sexualidade. Compreendem que elas não podem ''ter sexualidade'', porque adulto pensa que ''ter sexualidade é igual ter sexo'', e fazer sexo não é para crianças e adolescentes.
Isto é muito mais negativo para com as meninas. Elas são desestimuladas a tocarem-se com finalidades eróticas e sexuais. A vigília é maior contra elas. Mas como uma mulher adulta desenvolve a sexualidade? Como é que uma mulher adulta aprende a sentir prazer?
Desenvolver a sexualidade e aprender a sentir prazer inicia-se na infância. E a maneira mais natural é através do treino da auto-percepção. É tocando-se, com frequência, o corpo todo, que uma criança e depois um adolescente aprende como são os caminhos do prazer adulto.
Ser criança e ser adolescente são fases de preparo para sermos adultos. Aprendemos como agir e como fazer coisas para sermos adultos úteis. O que não aprendermos faltará na vida adulta.
Pela curiosidade individual, crianças e adolescentes podem aprender como reconhecer as sensações que conduzem ao prazer sexual. A maneira de se aprender é tocar o corpo todo, muitas e muitas vezes, aprendendo como as sensações táteis, físicas que precisam ser provocadas e se associam a emoções e pensamentos. Estas associações não acontecem de uma única vez, numa única oportunidade. Precisa haver um treino, e este treino precisa de muito tempo, e ocorre ao longo de alguns vários anos.
As mulheres adultas que tem mais facilidade em ter orgasmos são as que puderam ter este treino desde infância, e em especial na fase da adolescência.
Meninas precisam saber que podem e devem aprender como as partes do corpo trazem sensações de prazer. São os adultos, pais e mães que precisam apontar estas possibilidades para as filhas. Esta responsabilidade é enorme e extremamente importante para a vida sexual das filhas quando adultas.
Pais também devem mostrar que existem normas e regras que protejam suas filhas. Privacidade e respeito à privacidade dos outros são pontos importantes. A autoerotização deve ser feita em privacidade, provavelmente no banheiro ou no quarto, fechados, para permitir liberdade de pensamento, sem preocupações. Afinal, uma atividade de cunho sexual precisa de privacidade e deve ocorrer sem sentimentos ou pensamentos negativos. Ou o desempenho sexual adulto será comprometido.
Pais e mães: precisamos pensar em como facilitar que as filhas cresçam para serem adultas sexualmente adequadas. Muitas mulheres adultas têm suas dificuldades sexuais e talvez isso ocorra pela falta que meninas têm de se conhecerem e treinarem os corpos para reconhecerem as sensações de prazer tátil que podem aprender sozinhas.
Oswaldo M. Rodrigues Jr - psicoterapeuta sexual - Instituto Paulista de Sexualidade
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--110-20110217&tit=masturbacao+tambem+e+assunto+de+menina
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Sexo na gravidez
Ninfa dos Sonhos
Atrevida, vivaz, charmosa, divertida , prática estou sempre buscando coisas interessantes ; alguém que gosta de está constantemente no centro das atenções, mas suficientemente bem equilibrada . Também sou bondosa, atenciosa , delicada , compreensiva ; alguém que esta sempre aqui para te animar e te ajudar.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sexo na gravidez
É possível manter uma vida sexual ativa e cheia de prazer durante os nove meses de gestação. Tire suas dúvidas sobre sexo na gravidez.
As transformações físicas no corpo da mulher podem atrapalhar na hora da transa, mas, com algumas adaptações, é possível conseguir o mesmo prazer que o casal encontrava antes de a barriguinha crescer. A obstetra paulistana Míriam Ben Lulu ressalta que a gravidez não é uma doença e o ato sexual nesta fase é algo completamente natural. "Não existe risco de ferir o bebê, ele fica protegido dentro da bolsa. Além disso, durante a penetração, o pênis não alcança o útero", explica.
Cuidados especiais
A relação é uma atividade física que melhora o fluxo sanguíneo no útero e na vagina, fortalece a musculatura pélvica e prepara a região perineal para o parto.
A médica Míriam Ben Lulu recomenda que, depois do sétimo mês, a gestante passe por uma avaliação médica para verificar se não há nenhum problema. "Há pacientes que durante o orgasmo têm contração uterina. Na gravidez essa contração fica mais intensa, o que aumenta o risco de entrar em trabalho de parto prematuro", orienta. Além disso, a higiene é muito importante. "Toda mulher grávida deve tomar um banho antes e depois do sexo", ensina.
O terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Junior, do Instituto Paulista de Sexualidade, aconselha os casais a experimenta todas as posições possíveis, até descobrir a que mais se adapta aos dois. "Qualquer momento a sós pode ser transformado em uma ocasião erótica, como tomar banho juntos ou brincar na cama", diz o terapeuta
Os medos não existem apenas na cabeça das mulheres. Muitos homens associam a esposa à figura materna, perdendo o interesse pelo sexo. Outros sentem-se rejeitados nesse período.
O ideal é que o casal converse bastante e faça aquilo que for mais prazeroso para ambos. Isso significa continuar a transar normalmente, ou dar um tempo.
E quando o bebê nasce?
A especialista Míriam Ben Lulu diz que é bastante comum a mulher se sentir fragilizada depois de dar à luz. "Como ela não se acha sexualmente atraente, é muito importante ter o apoio do parceiro. Assim, poderá perceber que essa fase é passageira."
Também existem os quarenta dias de resguardo, independentemente de o parto ter sido normal ou cesariana. Esse é o tempo necessário para o corpo da mulher cicatrizar. Mas o casal pode retornar às atividades sexuais através do sexo oral e da masturbação.
As melhores posições
A obstetra Míriam Ben Lulu orienta: "O ideal é que o pênis não penetre na vagina com tanta profundidade, o que pode causar um certo desconforto na mulher".
>> O homem deita-se de lado e a mulher passa as pernas por cima dos quadris dele. Ela apóia os braços em um dos ombros e nas pernas de seu companheiro
>> Os dois deitados de lado, com ela de costas para ele. As pernas e os quadris se encaixam. Se ele segurar carinhosamente a barriga dela, melhor ainda
>> O homem fica deitado e a mulher se senta de frente para ele. É a maneira preferida das grávidas, pois permite a elas conforto para transar até os últimos meses de gestação.
Postado por Ninfa dos Sonhos às 19:42
http://ninfadossonhos.blogspot.com/2010/07/sexo-na-gravidez.html?spref=bl
Atrevida, vivaz, charmosa, divertida , prática estou sempre buscando coisas interessantes ; alguém que gosta de está constantemente no centro das atenções, mas suficientemente bem equilibrada . Também sou bondosa, atenciosa , delicada , compreensiva ; alguém que esta sempre aqui para te animar e te ajudar.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sexo na gravidez
É possível manter uma vida sexual ativa e cheia de prazer durante os nove meses de gestação. Tire suas dúvidas sobre sexo na gravidez.
As transformações físicas no corpo da mulher podem atrapalhar na hora da transa, mas, com algumas adaptações, é possível conseguir o mesmo prazer que o casal encontrava antes de a barriguinha crescer. A obstetra paulistana Míriam Ben Lulu ressalta que a gravidez não é uma doença e o ato sexual nesta fase é algo completamente natural. "Não existe risco de ferir o bebê, ele fica protegido dentro da bolsa. Além disso, durante a penetração, o pênis não alcança o útero", explica.
Cuidados especiais
A relação é uma atividade física que melhora o fluxo sanguíneo no útero e na vagina, fortalece a musculatura pélvica e prepara a região perineal para o parto.
A médica Míriam Ben Lulu recomenda que, depois do sétimo mês, a gestante passe por uma avaliação médica para verificar se não há nenhum problema. "Há pacientes que durante o orgasmo têm contração uterina. Na gravidez essa contração fica mais intensa, o que aumenta o risco de entrar em trabalho de parto prematuro", orienta. Além disso, a higiene é muito importante. "Toda mulher grávida deve tomar um banho antes e depois do sexo", ensina.
O terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Junior, do Instituto Paulista de Sexualidade, aconselha os casais a experimenta todas as posições possíveis, até descobrir a que mais se adapta aos dois. "Qualquer momento a sós pode ser transformado em uma ocasião erótica, como tomar banho juntos ou brincar na cama", diz o terapeuta
Os medos não existem apenas na cabeça das mulheres. Muitos homens associam a esposa à figura materna, perdendo o interesse pelo sexo. Outros sentem-se rejeitados nesse período.
O ideal é que o casal converse bastante e faça aquilo que for mais prazeroso para ambos. Isso significa continuar a transar normalmente, ou dar um tempo.
E quando o bebê nasce?
A especialista Míriam Ben Lulu diz que é bastante comum a mulher se sentir fragilizada depois de dar à luz. "Como ela não se acha sexualmente atraente, é muito importante ter o apoio do parceiro. Assim, poderá perceber que essa fase é passageira."
Também existem os quarenta dias de resguardo, independentemente de o parto ter sido normal ou cesariana. Esse é o tempo necessário para o corpo da mulher cicatrizar. Mas o casal pode retornar às atividades sexuais através do sexo oral e da masturbação.
As melhores posições
A obstetra Míriam Ben Lulu orienta: "O ideal é que o pênis não penetre na vagina com tanta profundidade, o que pode causar um certo desconforto na mulher".
>> O homem deita-se de lado e a mulher passa as pernas por cima dos quadris dele. Ela apóia os braços em um dos ombros e nas pernas de seu companheiro
>> Os dois deitados de lado, com ela de costas para ele. As pernas e os quadris se encaixam. Se ele segurar carinhosamente a barriga dela, melhor ainda
>> O homem fica deitado e a mulher se senta de frente para ele. É a maneira preferida das grávidas, pois permite a elas conforto para transar até os últimos meses de gestação.
Postado por Ninfa dos Sonhos às 19:42
http://ninfadossonhos.blogspot.com/2010/07/sexo-na-gravidez.html?spref=bl
Transhomem Brasil: Grupo de Orientação a Transexuais e Transgêneros
TERÇA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2009
Grupo de Orientação a Transexuais e Transgêneros
- Objetivos: fornecer orientação sobre diagnóstico, condutas de tratamento médico, hormonal, cirúrgica e psicológica; orientar sobre buscas de tratamento, oferecer apoio terapêutico e encaminhamento de psicoterapia.
A quem se destina: pessoas que tenham dúvidas sobre se pertencem ao gênero masculino ou ao gênero feminino, ou nasceram com um sexo e que sintam que são diferentes; que tenham dúvidas sobre apresentação social masculina ou feminina;
Metodologia: encontros mensais de duas horas, em sábados previamente definidos;
- o grupo será aberto, significando que novos participantes podem entrar ao longo do tempo.
- aulas expositivas serão ministradas;
- debate sobre as condições transexuais e como facilitar os caminhos de compreensão das formas transgenéricas que necessitem abordagens terapêuticas diferentes;
- debate conduzido para obter reconhecimento de formas de identidade sexual;
- dinâmicas de grupo com objetivo de favorecer o auto-conhecimento de limites pessoais na caminhada da adequação psico-social;
Condutores do grupo:
- Psic. Oswaldo Rodrigues Jr. – InPaSex – GEPIPS (CRP06/20610)
- Psic. André Bertoldi – InPaSex - CEPES (CRP 06/93762)
- Est. Pisc. Gisele Marie Reis
Custo para participação: R$25,00 por participante, por mês, a serem pagos à entrada da reunião mensal
- Vagas limitadas
Início do grupo: 23 de janeiro de 2010.
Informações: inpasex@uol.com.br; tel (11)36623139 com Psic. André Bertoldi
Fonte: Grupo Disforia de Gênero do Orkut.
http://transhomembrasil.blogspot.com/2009/10/grupo-de-orientacao-transexuais-e.html?spref=bl
Grupo de Orientação a Transexuais e Transgêneros
- Objetivos: fornecer orientação sobre diagnóstico, condutas de tratamento médico, hormonal, cirúrgica e psicológica; orientar sobre buscas de tratamento, oferecer apoio terapêutico e encaminhamento de psicoterapia.
A quem se destina: pessoas que tenham dúvidas sobre se pertencem ao gênero masculino ou ao gênero feminino, ou nasceram com um sexo e que sintam que são diferentes; que tenham dúvidas sobre apresentação social masculina ou feminina;
Metodologia: encontros mensais de duas horas, em sábados previamente definidos;
- o grupo será aberto, significando que novos participantes podem entrar ao longo do tempo.
- aulas expositivas serão ministradas;
- debate sobre as condições transexuais e como facilitar os caminhos de compreensão das formas transgenéricas que necessitem abordagens terapêuticas diferentes;
- debate conduzido para obter reconhecimento de formas de identidade sexual;
- dinâmicas de grupo com objetivo de favorecer o auto-conhecimento de limites pessoais na caminhada da adequação psico-social;
Condutores do grupo:
- Psic. Oswaldo Rodrigues Jr. – InPaSex – GEPIPS (CRP06/20610)
- Psic. André Bertoldi – InPaSex - CEPES (CRP 06/93762)
- Est. Pisc. Gisele Marie Reis
Custo para participação: R$25,00 por participante, por mês, a serem pagos à entrada da reunião mensal
- Vagas limitadas
Início do grupo: 23 de janeiro de 2010.
Informações: inpasex@uol.com.br; tel (11)36623139 com Psic. André Bertoldi
Fonte: Grupo Disforia de Gênero do Orkut.
http://transhomembrasil.blogspot.com/2009/10/grupo-de-orientacao-transexuais-e.html?spref=bl
Os problemas sexuais mais comuns nas mulheres
Os problemas sexuais mais comuns nas mulheres: "http://brincadeirademulher.blogspot.com/2009/12/os-problemas-sexuais-mais-comuns-nas.html"
Sexo a três
Sexo a três: Duas mulheres ou dois homens? Como eles e elas vêem o ménage?
Mais um papinho quente com o urso... http://inblogs.com.br/pergunteaourso/
Você pergunta o Urso responde:
Olá Urso, sou casada, o sexo com meu marido é bom, mas gostaria que conversássemos mais sobre isso. Ele não me fala muito de suas fantasias, mas sei que a maior delas é transar com duas juntas. Não sou lésbica, mas confesso que essa fantasia também habita minha mente por saber que dará prazer ao meu parceiro ver e viver isso. Mas, como o amo, tenho medo de que, por parte dele, se ocorresse isso, pudesse rolar algum tipo de sentimento por outra pessoa ou querer sempre essa situação (o que da minha parte não aceitaria por mais de 1 vez, pois gosto de parceiro fixo) ou mesmo ele pensar algo de ruim de mim ao falar com ele sobre o assunto ou a possibilidade! Outra coisa, essa ser uma das fantasias das mulheres hetero é normal (duas com um homem)? E os homens o que acham da fantasia feminina de uma com dois, aceitam ou a acham uma vagabunda? Luma
Olá Luma, pelo que notei você está cheia de dúvidas e acho isso muito normal. Tudo bem, você é minha leitora e merece uma resposta, ainda mais porque acredito que tem muita mulher na mesma situação. Já tinha rolado uma pergunta parecida, mas muito menos complexa, por isso resolvi voltar a falar no assunto.
Já que você está tentando sair da rotina, vou responder de forma diferente, começando pelo final, sobre o que os homens acham do ménage masculino. Não existe uma unanimidade quanto a aceitação dele por parte da "machaiada", mas a grande maioria acha que a mulher que sai com dois caras uma grande vagabunda.
Não posso negar o óbvio, o homem tem na mulher o seu objeto de desejo, aquilo que "conquistou" e lhe pertence, pelo menos é assim que pensa. Como é que esse sujeito vai achar normal dividir o pão com um irmão? Não vai mesmo!
Por que os homens são encanados com mais um na cama? Medo de perder a mulher?
Só não vamos entrar na questão de que se um pode o outro também pode, porque, além de chato, não leva a nada a não ser a banalização de um assunto. Por favor, se for fazer, não deixe filmar senão pode ter sérios problemas.
Fora o fator da posse, temos outro delicado por igual, a maioria dos homens heterossexuais não gostaria de se roçar com outro. Então sempre fica aquele negócio esquisito, dois sujeitos e uma garota, todo mundo pelado. O sujeito já está "meiando a bisteca" e já pensou se o outro fica querendo encostar? Situação constrangedora.
A solução seria chamar um amigo, mas isso também inviabilizaria a continuidade do relacionamento ou da amizade. Não dá para trazer um amigo para jantar a esposa e depois ficar todo mundo convivendo como se tivessem apenas jogado dominó!
Será que você não estranharia se o seu marido chegasse com essa idéia? Já teve um caso assim no blog, clique aqui e leia.
Homem é um bicho encanado com uma porção de coisas, realmente acredita que se outro comer a mulher dele mais gostoso e tiver o bilau maior, levará o prêmio e lhe deixará com a brocha na mão.
Parece até que mulher entra no relacionamento com alguém só porque o sujeito tem empatia sexual com ela. Pode até entrar, mas só leva adiante se tiver outras coisas junto, fatores que passam longe da cama, como companheirismo, maturidade e caráter.
Levando isso em consideração, um sujeito pode perder a mulher para outro por causa de um ménage? Pode, mas é improvável, a não ser que o relacionamento já não estava como deveria ou que seja um mal fodedor.
Acho que nem toda fantasia precisa ser realizada. Para saber se vale a pena ou não basta perguntar se você toparia terminar seu relacionamento em troca dela. Mas não se desespere, dá para viajar sem pagar passagem também, oras. No caso do ménage masculino basta comprar uma venda, um consolo e usar a imaginação! Dupla penetração sem ressaca moral! Aí é só deixar claro para o companheiro que é só fantasia mesmo. Por favor, só um alerta, lugar de legumes é na salada!
O que eles acham do ménage feminino?
O que os homens acham do ménage feminino? Como eles recebem a proposta feita pela companheira?
Via de regra, quase todos os homens sonham com isso, mas na hora que a mulher decide, boa parte foge que nem galinha diante de raposa. Acha que não bate o medo de ser superado por outra mulher? Bate sim! Considerando a quantidade de e-mails que recebo de leitoras indignadas com o baixo desempenho de seus meliantes, considero razoável que eles temam em perder a mulher.
Pessoalmente acho bacana a relação a três desde que tudo esteja muito bem conversado e que as pessoas saibam exatamente o que pode acontecer. Não sou um dos maiores entusiastas do sexo a três, até porque não acharia bacana deixar de transar com a minha parceira para transar com outra, mas até toparia dividi-la com a outra garota se assim fosse um desejo dela. Acredito ser parte de uma minoria, pois o que mais escuto dos colegas que desejam o ménage é que preferem participar ativamente com as duas garotas, talvez se eu não tivesse envolvimento emocional com nenhuma delas poderia pensar diferente.
Realmente não acho que seria uma boa transar com outra garota na frente da mulher que me ama, mesmo que ela participasse, sei lá, posso estar vendo complicação onde não há, mas acho que isso só me traria mais problemas do que benefícios.
Como cada homem acha uma coisa, sugiro perguntar indiretamente sobre a situação, por exemplo, depois de ver um filme erótico com uma cena parecida. Colocar uma amiga na jogada, insinuando que ela fez com um casal, não é legal, pode ser que o sujeito fale para você que achou horrível ou pior, passe a vê-la com outros olhos.
Tem muito homem trouxa no mundo por isso não recomendo a pergunta direta, pois você corre o risco de irritar o babaca que tem.
Uma idéia seria convencê-lo a ir em uma casa de swing.
Caso aconteça, pode rolar algum sentimento dele pela outra?
Claro que pode! Da mesma forma que pode rolar um sentimento pela colega de trabalho, pela freira do convento ou até mesmo pela empacotadora do supermercado da esquina. Sentimento pode rolar em qualquer situação, mas não é porque acontece um sexo muito bom que o cidadão vai ficar apaixonado.
Duvido muito que um sujeito que tem uma relação estável se abale a ponto de trocar de parceira por conta de um ménage. Teria que ter motivações especiais, por exemplo, a outra garota faz sexo anal e você não. Quer dizer que você poderia ser trocada por que não cede o bumbum? Depende. Se for muito importante para seu parceiro que isso aconteça na relação, o risco é grande sim.
O que você precisa é ter certeza da decisão que está tomando sobre fazer o ménage. Se você estiver com isso na cabeça porque a relação não anda legal, melhor nem fazer. Se for apenas por um fetiche, para quebrar a rotina ou apimentar a relação, tudo bem.
É normal uma mulher heterossexual ter uma fantasia com outra mulher e o marido?
Não sei como era no passado, mas estou vendo certa aceitação por parte das moças em fantasiar sua relação com outra mulher, independentemente se é acompanhada pelo marido.
Para o deleite dos machos que lêem o blog fiz uma pequena enquete no twitter pedindo a participação das mulheres e até o momento que escrevia esse parágrafo os números eram: 17% acham nojento; 27% não faz, mas acha normal; 35% gostaria de experimentar; 14% acha normal e não se considera lésbica; 5% acha muito legal. Resumindo: cerca de metade das mulheres não tem restrições ao sexo com outra mulher.
Pode ser que antigamente tudo isso já rolava, mas poucas pessoas relatavam. Uma questão que fica é: se os meliantes mal estão dando conta de uma, que dirá de duas? Quem mandou não aprender a fazer sexo oral?
Espero ter respondido todas as suas dúvidas. Beijoka do Urso!
Achei um vídeo que pode ajudar:
http://www.youtube.com/watch?v=aIRO6z94gmU&feature=player_embedded
http://sabordaseducao.blogspot.com/2010/07/sexo-tres.html?spref=bl
Mais um papinho quente com o urso... http://inblogs.com.br/pergunteaourso/
Você pergunta o Urso responde:
Olá Urso, sou casada, o sexo com meu marido é bom, mas gostaria que conversássemos mais sobre isso. Ele não me fala muito de suas fantasias, mas sei que a maior delas é transar com duas juntas. Não sou lésbica, mas confesso que essa fantasia também habita minha mente por saber que dará prazer ao meu parceiro ver e viver isso. Mas, como o amo, tenho medo de que, por parte dele, se ocorresse isso, pudesse rolar algum tipo de sentimento por outra pessoa ou querer sempre essa situação (o que da minha parte não aceitaria por mais de 1 vez, pois gosto de parceiro fixo) ou mesmo ele pensar algo de ruim de mim ao falar com ele sobre o assunto ou a possibilidade! Outra coisa, essa ser uma das fantasias das mulheres hetero é normal (duas com um homem)? E os homens o que acham da fantasia feminina de uma com dois, aceitam ou a acham uma vagabunda? Luma
Olá Luma, pelo que notei você está cheia de dúvidas e acho isso muito normal. Tudo bem, você é minha leitora e merece uma resposta, ainda mais porque acredito que tem muita mulher na mesma situação. Já tinha rolado uma pergunta parecida, mas muito menos complexa, por isso resolvi voltar a falar no assunto.
Já que você está tentando sair da rotina, vou responder de forma diferente, começando pelo final, sobre o que os homens acham do ménage masculino. Não existe uma unanimidade quanto a aceitação dele por parte da "machaiada", mas a grande maioria acha que a mulher que sai com dois caras uma grande vagabunda.
Não posso negar o óbvio, o homem tem na mulher o seu objeto de desejo, aquilo que "conquistou" e lhe pertence, pelo menos é assim que pensa. Como é que esse sujeito vai achar normal dividir o pão com um irmão? Não vai mesmo!
Por que os homens são encanados com mais um na cama? Medo de perder a mulher?
Só não vamos entrar na questão de que se um pode o outro também pode, porque, além de chato, não leva a nada a não ser a banalização de um assunto. Por favor, se for fazer, não deixe filmar senão pode ter sérios problemas.
Fora o fator da posse, temos outro delicado por igual, a maioria dos homens heterossexuais não gostaria de se roçar com outro. Então sempre fica aquele negócio esquisito, dois sujeitos e uma garota, todo mundo pelado. O sujeito já está "meiando a bisteca" e já pensou se o outro fica querendo encostar? Situação constrangedora.
A solução seria chamar um amigo, mas isso também inviabilizaria a continuidade do relacionamento ou da amizade. Não dá para trazer um amigo para jantar a esposa e depois ficar todo mundo convivendo como se tivessem apenas jogado dominó!
Será que você não estranharia se o seu marido chegasse com essa idéia? Já teve um caso assim no blog, clique aqui e leia.
Homem é um bicho encanado com uma porção de coisas, realmente acredita que se outro comer a mulher dele mais gostoso e tiver o bilau maior, levará o prêmio e lhe deixará com a brocha na mão.
Parece até que mulher entra no relacionamento com alguém só porque o sujeito tem empatia sexual com ela. Pode até entrar, mas só leva adiante se tiver outras coisas junto, fatores que passam longe da cama, como companheirismo, maturidade e caráter.
Levando isso em consideração, um sujeito pode perder a mulher para outro por causa de um ménage? Pode, mas é improvável, a não ser que o relacionamento já não estava como deveria ou que seja um mal fodedor.
Acho que nem toda fantasia precisa ser realizada. Para saber se vale a pena ou não basta perguntar se você toparia terminar seu relacionamento em troca dela. Mas não se desespere, dá para viajar sem pagar passagem também, oras. No caso do ménage masculino basta comprar uma venda, um consolo e usar a imaginação! Dupla penetração sem ressaca moral! Aí é só deixar claro para o companheiro que é só fantasia mesmo. Por favor, só um alerta, lugar de legumes é na salada!
O que eles acham do ménage feminino?
O que os homens acham do ménage feminino? Como eles recebem a proposta feita pela companheira?
Via de regra, quase todos os homens sonham com isso, mas na hora que a mulher decide, boa parte foge que nem galinha diante de raposa. Acha que não bate o medo de ser superado por outra mulher? Bate sim! Considerando a quantidade de e-mails que recebo de leitoras indignadas com o baixo desempenho de seus meliantes, considero razoável que eles temam em perder a mulher.
Pessoalmente acho bacana a relação a três desde que tudo esteja muito bem conversado e que as pessoas saibam exatamente o que pode acontecer. Não sou um dos maiores entusiastas do sexo a três, até porque não acharia bacana deixar de transar com a minha parceira para transar com outra, mas até toparia dividi-la com a outra garota se assim fosse um desejo dela. Acredito ser parte de uma minoria, pois o que mais escuto dos colegas que desejam o ménage é que preferem participar ativamente com as duas garotas, talvez se eu não tivesse envolvimento emocional com nenhuma delas poderia pensar diferente.
Realmente não acho que seria uma boa transar com outra garota na frente da mulher que me ama, mesmo que ela participasse, sei lá, posso estar vendo complicação onde não há, mas acho que isso só me traria mais problemas do que benefícios.
Como cada homem acha uma coisa, sugiro perguntar indiretamente sobre a situação, por exemplo, depois de ver um filme erótico com uma cena parecida. Colocar uma amiga na jogada, insinuando que ela fez com um casal, não é legal, pode ser que o sujeito fale para você que achou horrível ou pior, passe a vê-la com outros olhos.
Tem muito homem trouxa no mundo por isso não recomendo a pergunta direta, pois você corre o risco de irritar o babaca que tem.
Uma idéia seria convencê-lo a ir em uma casa de swing.
Caso aconteça, pode rolar algum sentimento dele pela outra?
Claro que pode! Da mesma forma que pode rolar um sentimento pela colega de trabalho, pela freira do convento ou até mesmo pela empacotadora do supermercado da esquina. Sentimento pode rolar em qualquer situação, mas não é porque acontece um sexo muito bom que o cidadão vai ficar apaixonado.
Duvido muito que um sujeito que tem uma relação estável se abale a ponto de trocar de parceira por conta de um ménage. Teria que ter motivações especiais, por exemplo, a outra garota faz sexo anal e você não. Quer dizer que você poderia ser trocada por que não cede o bumbum? Depende. Se for muito importante para seu parceiro que isso aconteça na relação, o risco é grande sim.
O que você precisa é ter certeza da decisão que está tomando sobre fazer o ménage. Se você estiver com isso na cabeça porque a relação não anda legal, melhor nem fazer. Se for apenas por um fetiche, para quebrar a rotina ou apimentar a relação, tudo bem.
É normal uma mulher heterossexual ter uma fantasia com outra mulher e o marido?
Não sei como era no passado, mas estou vendo certa aceitação por parte das moças em fantasiar sua relação com outra mulher, independentemente se é acompanhada pelo marido.
Para o deleite dos machos que lêem o blog fiz uma pequena enquete no twitter pedindo a participação das mulheres e até o momento que escrevia esse parágrafo os números eram: 17% acham nojento; 27% não faz, mas acha normal; 35% gostaria de experimentar; 14% acha normal e não se considera lésbica; 5% acha muito legal. Resumindo: cerca de metade das mulheres não tem restrições ao sexo com outra mulher.
Pode ser que antigamente tudo isso já rolava, mas poucas pessoas relatavam. Uma questão que fica é: se os meliantes mal estão dando conta de uma, que dirá de duas? Quem mandou não aprender a fazer sexo oral?
Espero ter respondido todas as suas dúvidas. Beijoka do Urso!
Achei um vídeo que pode ajudar:
http://www.youtube.com/watch?v=aIRO6z94gmU&feature=player_embedded
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Sabor da Sedução - O melhor conteúdo sobre sexo e sexualidade você encontra aqui!: Ponto G Masculino???
Ponto G Masculino
Para os Homens: Aprenda a prolongar o seu orgasmo
Para as Mulheres: Surpreenda seu o gato
Que sexo é bom, todo mundo sabe, mas sexólogos afirmam que pode ficar melhor. Não acredita? Então a gente te fala o que fazer, você faz o teste e conta se era tudo verdade, pode ser?
Muito se fala sobre o possível ponto G feminino, uma pequena área erógena de grande sensibilidade e que pode ser estimulada por meio da parede anterior da vagina. Já a discussão sobre a existência do ponto G masculino não é tão ampla assim, pelo menos fora do universo científico, talvez pelo fato de o assunto causar preconceito na maioria dos homens devido à relação com a penetração anal.
Segundo alguns sexólogos, o ponto G dos homens é a próstata, mais especificamente a área do períneo. Agora você perguntou: “pe o que?”, não foi? Períneo é um lugar do seu corpo, sabia? É... ele fica entre o ânus e os testículos e é um pequeno ponto macio naquela área sem pêlos. Lembrou dele? O desenho abaixo deve ajudar...
Os nervos que controlam as reações sexuais, como a ereção, o orgasmo e ejaculação, vão todos no sentido da próstata e do períneo. Isso quer dizer que a área é o “centro de comando” para o seu prazer sexual, rapaz!
Dizem os historiadores que, desde sempre, massagear a região da próstata é uma maneira usada para manter e aumentar a saúde sexual dos homens. E quem fez o teste afirma que essa massagem mágica pode causar o orgasmo mais incrível da sua vida, conhecido como "orgasmo dos sonhos" ou "super O".
Como fazer?
Você tem duas opções: pedir para sua namorada, amiga com vantagens ou seja lá quem faz sexo com você, para massagear a área com os nós dos dedos. Não precisa ter medo, ela não tem que colocar nada dentro de lugar nenhum. Na-da, entendido? Basta massagear a área certa com movimentos circulares e mudando a pressão exercida. Se isso for feito na hora exata do orgasmo, ele deve se estender por algum tempo a mais do que você está acostumado.
Outra opção é brincar sozinho e pra isso você pode usar um pequeno aparelho denominado “G-Men” que você encontra para comprar aqui na Sabor da Sedução. Esse grande amigo dos homens foi projetado originalmente para massagear a próstata, aliviar a congestão do fluido e promover a saúde geral do órgão. Mas como tudo pode ter outra utilidade... o aparelho tem sido descrito pelos usuários como responsável por proporcionar orgasmos inacreditáveis. A melhor parte é que não existe risco de o brinquedo escorregar para onde você não quer.
E então, preparado para testar uma das melhores sensações da sua vida?
Esse tema foi sugerido por uma leitora e esperamos que todos vocês, homens e mulheres, tenham gostado e possam aproveitar! Obrigada pela dica F.C.
Se você tem dúvidas sobre um assunto ou gostaria de sugerir um tema para o próximo artigo fique à vontade, envie um email para sabordaseducao.vendas@hotmail.com
http://sabordaseducao.blogspot.com/2010/07/ponto-g-masculino.html?spref=bl
Para os Homens: Aprenda a prolongar o seu orgasmo
Para as Mulheres: Surpreenda seu o gato
Que sexo é bom, todo mundo sabe, mas sexólogos afirmam que pode ficar melhor. Não acredita? Então a gente te fala o que fazer, você faz o teste e conta se era tudo verdade, pode ser?
Muito se fala sobre o possível ponto G feminino, uma pequena área erógena de grande sensibilidade e que pode ser estimulada por meio da parede anterior da vagina. Já a discussão sobre a existência do ponto G masculino não é tão ampla assim, pelo menos fora do universo científico, talvez pelo fato de o assunto causar preconceito na maioria dos homens devido à relação com a penetração anal.
Segundo alguns sexólogos, o ponto G dos homens é a próstata, mais especificamente a área do períneo. Agora você perguntou: “pe o que?”, não foi? Períneo é um lugar do seu corpo, sabia? É... ele fica entre o ânus e os testículos e é um pequeno ponto macio naquela área sem pêlos. Lembrou dele? O desenho abaixo deve ajudar...
Os nervos que controlam as reações sexuais, como a ereção, o orgasmo e ejaculação, vão todos no sentido da próstata e do períneo. Isso quer dizer que a área é o “centro de comando” para o seu prazer sexual, rapaz!
Dizem os historiadores que, desde sempre, massagear a região da próstata é uma maneira usada para manter e aumentar a saúde sexual dos homens. E quem fez o teste afirma que essa massagem mágica pode causar o orgasmo mais incrível da sua vida, conhecido como "orgasmo dos sonhos" ou "super O".
Como fazer?
Você tem duas opções: pedir para sua namorada, amiga com vantagens ou seja lá quem faz sexo com você, para massagear a área com os nós dos dedos. Não precisa ter medo, ela não tem que colocar nada dentro de lugar nenhum. Na-da, entendido? Basta massagear a área certa com movimentos circulares e mudando a pressão exercida. Se isso for feito na hora exata do orgasmo, ele deve se estender por algum tempo a mais do que você está acostumado.
Outra opção é brincar sozinho e pra isso você pode usar um pequeno aparelho denominado “G-Men” que você encontra para comprar aqui na Sabor da Sedução. Esse grande amigo dos homens foi projetado originalmente para massagear a próstata, aliviar a congestão do fluido e promover a saúde geral do órgão. Mas como tudo pode ter outra utilidade... o aparelho tem sido descrito pelos usuários como responsável por proporcionar orgasmos inacreditáveis. A melhor parte é que não existe risco de o brinquedo escorregar para onde você não quer.
E então, preparado para testar uma das melhores sensações da sua vida?
Esse tema foi sugerido por uma leitora e esperamos que todos vocês, homens e mulheres, tenham gostado e possam aproveitar! Obrigada pela dica F.C.
Se você tem dúvidas sobre um assunto ou gostaria de sugerir um tema para o próximo artigo fique à vontade, envie um email para sabordaseducao.vendas@hotmail.com
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De Olhos: Homossexualidade: o conhecimento científico pode v...
04/11/2010
Homossexualidade: o conhecimento científico pode vencer o preconceito?
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Ser ou não ser: esta (ainda) é a questão
A homossexualidade ainda é um assunto tabu. Mas o conhecimento científico pode vencer o preconceito
Por Vera Magyar, com Evany Leal de Castro
Na Grécia Antiga, a homossexualidade era uma prática natural e esteticamente bela. Com a civilização judaico-cristã, caiu em desgraça. Chegou a ser considerada doença, equívoco que se prolongou até 1974, quando a Organização Mundial de Saúde riscou-a de sua lista de enfermidades. As pesquisas sobre uma possível origem genética, realizadas a partir de 1991, causaram polêmica. Mas um novo caminho surgiu, embora os estudos não sejam conclusivos, nem descartem as causas emocionais e culturais. Hoje já se sabe que não se trata de uma opção, mas de uma condição. Tão humana quanto andar, comer ou respirar. Mesmo assim, às portas do segundo milênio, o assunto continua a ser tabu, envolto em preconceito e na falta de informação.
(Imagem: Características Booker Catherine PYMCA / Rex)
São milhões de pessoas, de todas as idades, classes sociais, culturas, raças, religiões e nacionalidades. Estão aí, pelo planeta, atuando, trabalhando, vivendo, amando. Pessoas iguais às outras. A diferença é que se relacionam sexualmente com parceiros do mesmo sexo. Segundo algumas estatísticas, chegam a representar cerca de 11% da população mundial. Não deixa de ser um número expressivo, mas, mesmo assim, não escapam do rótulo de minoria. E, como tal, são olhadas com desconfiança e preconceito pela maioria heterossexual, o grupo que determina o padrão de comportamento a seguir. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, amar e sentir atração sexual por pessoas de um ou do outro sexo não é uma escolha. As pessoas apenas são heterossexuais ou homossexuais. Bem que os cientistas têm se esforçado para descobrir o que determina a orientação afetivo-sexual dos seres humanos, mas todos os estudos feitos até agora, nas áreas da biologia e da genética, não chegaram a resultados definitivos. Um dos trabalhos pioneiros no campo da sexualidade foi realizado pelo zoólogo norte-americano Alfred Kinsey, nas décadas de 40 e 50. O cientista propôs a famosa Escala Kinsey, utilizada até hoje pelos estudiosos da área. De acordo com essa escala, as pessoas podem variar de exclusivamente heterossexuais (50%) a exclusivamente homossexuais (4%). Entre esses dois extremos estariam os indivíduos predominantemente heterossexuais, os bissexuais e os predominantemente homossexuais.
As pesquisas de Kinsey mostraram que, numa amostra de 18 mil pessoas, 46% estariam nessas categorias intermediárias, podendo ir de um ponto a outro na escala, de acordo com a sua fase da vida, seu momento psicológico, ou as circunstâncias do meio em que vivem.
Várias décadas mais tarde, em agosto de 1991, o neurocientista norte-americano Simon Le Vay publicou na revista Science os resultados de uma pesquisa sobre o tamanho de um determinado grupo de células encontrado no hipotálamo - glândula nervosa situada na base do cérebro, ligada ao comportamento emocional e afetivo - que poderia estar relacionado com a orientação afetivo-sexual. Le Vay examinou esse grupo de células, chamado de INAH3, em mulheres heterossexuais e homens, tanto heterossexuais como homossexuais, que haviam morrido em decorrência da aids. Os estudos revelaram que o tamanho desse grupo celular nos homossexuais masculinos era menor do que nos heterossexuais masculinos, atingindo dimensões semelhantes aos das mulheres heterossexuais, o que poderia indicar alguma relação entre essa conformação celular e a orientação afetivo-sexual. A pesquisa sofreu várias críticas, uma delas a de que Le Vay não havia colhido amostras dessas células em mulheres homossexuais, que, para comprovar a teoria, teriam, a princípio, que apresentar células de tamanho semelhante às dos homens heterossexuais. O cientista alegou dificuldade de encontrar um número suficiente de mulheres homossexuais que tivessem morrido de aids. Outra ressalva feita ao estudo foi a possibilidade de que a própria doença poderia ter influenciado na diferenciação do tamanho do grupo celular, embora o próprio Le Vay tenha demonstrado que mesmo heterossexuais que morreram de outras doenças possuíam os grupos INAH3 maiores.
Outra tentativa de definir geneticamente a orientação afetivo-sexual foi levada a efeito, também em 1991, por Richard Pillard, professor de Psiquiatria da Universidade de Boston, e Michael Bailey, psicólogo da Universidade Northwestern, ambos americanos. A partir de uma comparação entre gêmeos idênticos (univitelinos) e não-idênticos (bivitelinos) do mesmo sexo, Pillard e Bailey descobriram maior coincidência na orientação homossexual entre os univitelinos, levando-os à conclusão de que talvez a homossexualidade seja influenciada por algum fator genético, já que os univitelinos têm a mesma configuração genética.
Herança maternaN essa busca das raízes genéticas para a homossexualidade, um dos trabalhos de maior repercussão foi o de Dean Hamer, geneticista do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Ele dirigiu uma pesquisa que selecionou 76 homens homossexuais para estudar seus familiares paternos e maternos. O resultado do estudo, publicado em julho de 1993, mostrou que, entre os familiares paternos dos pesquisados, havia a incidência de 2% de indivíduos homossexuais - o mesmo valor encontrado na população em geral, em um levantamento casual sem ligação familiar -, ao passo que no lado materno esse índice pulava para 7,5%. A pesquisa de Hamer levantou a hipótese de que a homossexualidade pudesse estar vinculada a um fator genético do lado materno, diretamente relacionado com o cromossomo X transmitido pela mãe. Posteriormente, sua equipe selecionou 40 pares de irmãos homossexuais. Em 33 deles (82,5% dos pares), uma parte do cromossomo X, conhecida como Xq28, apresentava a mesma seqüência de DNA, a fonte de informação genética dos seres vivos. Sua conclusão: algumas pessoas poderiam apresentar predisposição genética à homossexualidade. O estudo reacendeu na sociedade a discussão sobre as origens da escolha sexual. "O trabalho de Hamer representou uma grande virada nas pesquisas sobre a genética da homossexualidade", afirma Lyria Mori, professora de genética do Instituto de Biociências da USP. Mas ela ressalva: "Claro que esse estudo, para ser comprovado, ainda tem de ser repetido por outros grupos, o que é um procedimento básico na ciência para que uma hipótese seja aceita".
Entre maçã e jiló
A tualmente, há muitos grupos trabalhando na questão da genética da homossexualidade, mas depois das pesquisas de Hamer, nenhum outro estudo de impacto foi publicado. "Para o futuro, a tendência é tentar reduzir cada vez mais a região isolada, pois a Xq28 é um fragmento muito grande, que pode até conter centenas de genes", prevê Lyria Mori.
"A questão da orientação sexual é muito complexa e ninguém, até hoje, conseguiu definir, com certeza, o que leva uma pessoa a ser homossexual e a outra, heterossexual", reconhece o psicólogo Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade, e do Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e Sexualidade (Cepcos), de São Paulo. "É como tentar explicar por que uma pessoa gosta de maçã e não gosta de jiló", conjectura o psicólogo.
Aproveitando a metáfora da maçã, a questão pode ser vista assim: uma pessoa pode ter desenvolvido preferência por esta fruta, porque passou por experiências positivas com ela, na infância. A maçã saciava a fome e era oferecida com afeto, pela mãe. Supria, portanto, necessidades físicas e afetivas. Já o jiló, que não entrava no cardápio familiar, nunca teve significado algum. A rejeição a ele resulta de escolha consciente, objetiva, não de determinante inconsciente, portanto, subjetiva.
"Nossa cabeça funciona como um arquivo, onde armazenamos sensações. São elas que, na vida adulta, aliadas a outros fatores, como o ambiente e a herança biológica, vão definir nossa orientação sexual", lembra Rodrigues. "É como se recebêssemos da natureza um terreno físico, concreto, sobre o qual vamos edificando construções e dando a ele uma outra configuração. Podemos mexer nesse espaço como quisermos, mas não podemos mudar de terreno", argumenta o psicólogo. Segundo John Money, psicólogo clínico, estudioso e pesquisador de intersexos da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, antes mesmo do nascimento todos os seres humanos passam por momentos cruciais de definição biológica, que John Money chama de quatro encruzilhadas: a fecundação, a combinação dos cromossomos, a combinação dos hormônios sexuais e, finalmente, a "moldagem" dos órgãos sexuais. O sexo biológico - em linguagem científica, "características genotípicas e fenotípicas do corpo" - é o que vai nos dar a primeira definição sexual: menino ou menina.
Mas a composição da sexualidade humana vai muito além disso. O registro em cartório garante o sexo da criança, mas não sua sexualidade. A identidade sexual vai sendo construída ao longo da infância e passa por uma prova de fogo na adolescência. "Na construção da identidade sexual entram elementos inconscientes de pai e mãe, dinâmica familiar, e as expectativas em relação à criança", relaciona Paulo Roberto Ceccarelli, professor doutor em Psicopatologia e Psicanálise pela Universidade de Paris e autor da tese "A construção do sentimento de identidade sexual". Cecarelli, que é também participante do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas, lembra que o sexo biológico, ou seja, o corpo; a identidade sexual, quem a pessoa acha que é, e o papel sexual, que é como a pessoa se comporta, são três dos componentes da sexualidade.
Desejo e afeto
Há mais um: a orientação sexual, ou seja, por quem a pessoa sente desejo. Essa costuma se estruturar por volta dos 20 anos de idade, como resultado das experiências vividas na infância e na adolescência. "Uma determinada orientação sexual pode ser para a vida toda ou para uma fase apenas. São muito comuns, por exemplo, relações homossexuais na adolescência, quando a personalidade do indivíduo está ainda em formação. Mas pode estar também direcionada pelo desejo, pelo afeto, ou por ambos", lembra o
psicólogo Oswaldo Rodrigues.
Embora venham tentando, os cientistas ainda não encontraram uma resposta definitiva para a questão mais crucial: como se desenvolve uma orientação sexual em particular? Há respostas apontando para várias direções, de fatores hormonais, genéticos, congênitos a causas culturais e emocionais. O que todo mundo, hoje em dia, parece concordar é que a orientação sexual não é uma escolha. O que se tem observado é que ela emerge para a maioria das pessoas, no início da adolescência, sem ter havido nenhuma experiência sexual anterior. A maioria dos que se descobrem, nessa fase da vida, não enquadrados no padrão heterossexual, tentam mudar ou esconder sua orientação sexual. Ninguém escolhe ser o que é.
Cai por terra, portanto, a idéia de que a orientação sexual é uma opção. Como também não resta pedra sobre pedra da tese obscurantista de que a homossexualidade e todas as outras variações da sexualidade humana consideradas fora do padrão são doenças. Hoje, psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental concordam que homossexualidade não é doença, problema mental ou emocional. Até a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1995, reconsiderou o assunto e riscou a homossexualidade da sua lista de doenças. "Homossexualidade não pode mais ser considerada desvio ou escolha. Muito menos perversão. Perversão é um sujeito impor ao outro sua fantasia sexual", afirma o dr. Paulo Ceccarelli. Nesse emaranhado todo que é a sexualidade, convém lembrar que a homossexualidade é apenas uma dentre as inúmeras nuances da sexualidade humana. Há quem diga até que existem, na verdade, 11 sexos. Essa é a tese defendida por Ronaldo Pamplona da Costa, médico, psiquiatra e psicodramatista, registrada no livro Os
Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana. Suas conclusões: "Depois de mais de dez anos de estudos, somados à minha experiência em consultório e à análise das escalas biológica, de gênero e afetivo-sexuais, posso concluir que existem 11 sexos: cinco na vertente masculina (heterossexual, bissexual, homossexual, travesti, transexual), cinco na vertente feminina (transexual, travesti, homossexual, bissexual e heterossexual) e mais o intersexo (hermafrodita).
Segundo Costa, entre os dois extremos, o masculino e o feminino, há, portanto, incontáveis possibilidades de combinação: homens afeminados, mas heterossexuais, mulheres masculinizadas, que tanto podem ser hetero ou homo, ou, ainda, homens e mulheres bissexuais que convivem sexualmente com ambos os sexos. Há um vai-e-vem permanente dos seres humanos, em constante mutação e transformação, na estrada da sexualidade. O problema maior é compreender e aceitar isso. "Vivemos numa sociedade hipócrita, que trancafia a sexualidade, que a relega a um papel inferior, apesar de ser ela o eixo principal de nossa personalidade. Não apenas forma de reprodução, mas fonte de prazer", destaca Costa.
Mais tolerância
Numa sociedade que condena qualquer tipo de nuance da sexualidade que ultrapasse o modelo heterossexual, não é difícil entender os conflitos sociais e pessoais que as minorias sexuais têm de enfrentar. Não é à toa que nos Estados Unidos, por exemplo, onde há mais estatísticas a respeito, o número de adolescentes homossexuais que cometem suicídio é de 2 a 6 vezes maior do que os não-homossexuais, representando a triste marca de 30% de todos os casos de suicídio registrados com adolescentes.
Violência contra si próprios, violência da sociedade contra eles. Os casos de assassinatos de homossexuais no Brasil vêm crescendo, segundo estudos feitos pelo Grupo Gay da Bahia, um dos mais atuantes do Brasil. Apesar da precariedade estatística foram registrados no ano passado 130 casos, um aumento de quatro casos em relação ao ano anterior.
Apesar desses percalços, os homossexuais continuam firmes em sua luta por respeito e dignidade. E alguns especialistas, como o psicólogo Oswaldo Rodrigues, prevêem um futuro mais tolerante: "Eu sou otimista", arrisca ele. "Com a atual interpenetração dos papéis sociais masculino e feminino, que marca hoje a sociedade moderna, está diminuindo o fosso que existia entre papel e escolha sexual. Essa 'androginia', expressa no vestir, na vida profissional, no papel de pai e mãe, menos dicotômicos, pode tornar nossa sociedade, neste final de século, um pouco mais indulgente com as diferenças."
Um cérebro diferente
Comparando hipotálamos dissecados de pessoas homossexuais e heterossexuais mortas pela aids, o cientista americano Simon Le Vay notou que o grupo celular chamado de INAH3 na área pré-óptica medial era mais que duas vezes maior nos homens que nas mulheres. O INAH3 também mostrou ser duas a três vezes maior em homens heterossexuais do que em homossexuais
Gênios além do gênero
Homossexuais e bissexuais - assumidos ou presumidos - que deixaram sua marca na História Safo ( 600 a.C.). Primeiro poeta ocidental a escrever sobre o amor romântico, passou a maior parte de sua vida na ilha de Lesbos, onde tinha uma escola de poesia para meninas. Amou tanto homens quanto mulheres. A palavra "lésbica" deriva da ilha onde viveu.
Sócrates (468?-399 a.C.). Um dos maiores filósofos gregos, nunca escondeu sua paixão por belos rapazes. Seu amante mais famoso foi Alcebíades, político e general ateniense.
Alexandre, o Grande (356-323 a.C.).
Rei da Macedônia aos 20 anos, expandiu seu império até a Índia, conquistando as civilizações mais poderosas da época, entre as quais a Pérsia. Durante toda a sua vida, teve um amigo muito íntimo,
Hefaistion, com quem dividia tudo.
Júlio César (100?-44 a.C.). Estadista romano brilhante, com enorme talento para estratégias militares e políticas. Sua vida sexual foi tão variada que mereceu o epíteto: "Marido de toda mulher e esposa de todo homem".
Leonardo da Vinci (1452-1519). Pintor italiano da Renascença, arquiteto e engenheiro, teve vários amantes homens. Seu último amante foi Francesco Melzi, que ficou ao seu lado até a morte.
Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Autor do teto da Capela Sistina no Vaticano, teve vários envolvimentos amorosos com seus belíssimos modelos. Após a sua morte, seus poemas foram alterados para sugerir que haviam sido escritos para uma mulher. Só em 1960 os originais foram recuperados e publicados sem censura.
Piotr Tchaikovski (1840-1843). Considerado o mestre dos compositores para o balé clássico, o russo Tchaikovski, autor de composições para o balé comoO Lago dos Cisnes e da Suíte Quebra-nozes, levou uma vida solitária, marcada por tragédias familiares e crises nervosas. Morreu em circunstâncias misteriosas: acusado de envolvimento homossexual com um membro da família imperial russa, Tchaikovski teria sido induzido ao suicídio por envenenamento.
Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Um dos principais cineastas do neo-realismo italiano, Pasolini trouxe os tabus da sociedade para o centro de suas obras. Homossexual assumido, o diretor de O Evangelho Segundo São Mateus e Comício de Amor morreu tragicamente aos 53 anos, assassinado
por um garoto de programa.
Todas as cores do arco-íris
A vida, nem sempre tão colorida, dos que pertencem às minorias sexuais
Homossexual masculino Tarcísio Mendes Lima, 27 anos, professor, não tem postura afeminada, mas é um homossexual resolvido e assumido, como ele mesmo se define. Descobriu ter desejos homossexuais aos 9 anos de idade. Aos 14, sua primeira relação sexual, com um menino de 13.
Bissexual
Douglas (nome fictício), 25 anos, solteiro, professor. Sempre gostou de homens mais novos e do lado sentimental das mulheres. Teve várias namoradas e nunca escondeu das mulheres com quem se relacionou as suas tendências bissexuais. Douglas descobriu ser bissexual aos 21 anos de idade, quando ele e um amigo encontraram uma garota que sugeriu fazerem sexo a três.
Lésbica
Tatiana (nome fictício), 28 anos, antropóloga, descasada, já passou por dois casamentos. O primeiro, aos 18 anos. Ficou casada quatro anos e teve um filho, hoje com 10 anos. Enquanto durou o relacionamento, foi feliz. Mas tinha atração por mulheres, e chegou a comentar o fato com o marido. Hoje mora há 11 meses com uma mulher.
Transexual masculino
Cláudia (nome fictício), 28 anos, cabeleireira, teve infância normal, foi criado como menino, mas só gostava de fazer serviços classificados como "femininos", como a limpeza doméstica, tricô, crochê. Aos 14 anos, entendeu que era transexual. Conversou com a mãe e começou a tomar hormônios por conta própria. Está à espera da cirurgia que vai lhe dar identidade feminina.
Transexual feminino
Zé Antônio (nome fictício), 39 anos, vendedor. Tinha genitais femininos, com alguma alteração externa. Foi criado como mulher, mas não se comportava como tal, desde a infância. Mudou sua identidade, sobrenome e sexo. Tem postura masculina, com barba, pêlos etc. Casou-se, aos 26 anos, com uma garota, na igreja, ela de noiva, ele de noivo.
Anote
Os livros que ajudam a entender as minorias sexuais
• Diferentes Desejos - Adolescentes Homo, Bi e Heterossexuais, de Cláudio Picazio, Edições GLS
• Tornar-se Gay - O Caminho da Auto-aceitação, de Richard Isay, Edições GLS
• Transexuais - Perguntas e Repostas, de Gerald Ramsey, Edi-ções GLS
• Adeus, Maridos - Mulheres que Escolheram Mulheres, de Deborah Abbot e Ellen Former, Edições GLS
• Os Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana, Dr. Ronaldo Pamplona da Costa, Editora Gente
• A Inocência e o Vício - Estudos sobre Homoerotismo, de Jurandir Freire Costa, Relume Dumará.
• Sexualidades Brasileiras - Ricahrd Parker e Regina Maria Barbosa (orgs.) , Relume Dumará.
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Homossexualidade: o conhecimento científico pode vencer o preconceito?
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A homossexualidade ainda é um assunto tabu. Mas o conhecimento científico pode vencer o preconceito
Por Vera Magyar, com Evany Leal de Castro
Na Grécia Antiga, a homossexualidade era uma prática natural e esteticamente bela. Com a civilização judaico-cristã, caiu em desgraça. Chegou a ser considerada doença, equívoco que se prolongou até 1974, quando a Organização Mundial de Saúde riscou-a de sua lista de enfermidades. As pesquisas sobre uma possível origem genética, realizadas a partir de 1991, causaram polêmica. Mas um novo caminho surgiu, embora os estudos não sejam conclusivos, nem descartem as causas emocionais e culturais. Hoje já se sabe que não se trata de uma opção, mas de uma condição. Tão humana quanto andar, comer ou respirar. Mesmo assim, às portas do segundo milênio, o assunto continua a ser tabu, envolto em preconceito e na falta de informação.
(Imagem: Características Booker Catherine PYMCA / Rex)
São milhões de pessoas, de todas as idades, classes sociais, culturas, raças, religiões e nacionalidades. Estão aí, pelo planeta, atuando, trabalhando, vivendo, amando. Pessoas iguais às outras. A diferença é que se relacionam sexualmente com parceiros do mesmo sexo. Segundo algumas estatísticas, chegam a representar cerca de 11% da população mundial. Não deixa de ser um número expressivo, mas, mesmo assim, não escapam do rótulo de minoria. E, como tal, são olhadas com desconfiança e preconceito pela maioria heterossexual, o grupo que determina o padrão de comportamento a seguir. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, amar e sentir atração sexual por pessoas de um ou do outro sexo não é uma escolha. As pessoas apenas são heterossexuais ou homossexuais. Bem que os cientistas têm se esforçado para descobrir o que determina a orientação afetivo-sexual dos seres humanos, mas todos os estudos feitos até agora, nas áreas da biologia e da genética, não chegaram a resultados definitivos. Um dos trabalhos pioneiros no campo da sexualidade foi realizado pelo zoólogo norte-americano Alfred Kinsey, nas décadas de 40 e 50. O cientista propôs a famosa Escala Kinsey, utilizada até hoje pelos estudiosos da área. De acordo com essa escala, as pessoas podem variar de exclusivamente heterossexuais (50%) a exclusivamente homossexuais (4%). Entre esses dois extremos estariam os indivíduos predominantemente heterossexuais, os bissexuais e os predominantemente homossexuais.
As pesquisas de Kinsey mostraram que, numa amostra de 18 mil pessoas, 46% estariam nessas categorias intermediárias, podendo ir de um ponto a outro na escala, de acordo com a sua fase da vida, seu momento psicológico, ou as circunstâncias do meio em que vivem.
Várias décadas mais tarde, em agosto de 1991, o neurocientista norte-americano Simon Le Vay publicou na revista Science os resultados de uma pesquisa sobre o tamanho de um determinado grupo de células encontrado no hipotálamo - glândula nervosa situada na base do cérebro, ligada ao comportamento emocional e afetivo - que poderia estar relacionado com a orientação afetivo-sexual. Le Vay examinou esse grupo de células, chamado de INAH3, em mulheres heterossexuais e homens, tanto heterossexuais como homossexuais, que haviam morrido em decorrência da aids. Os estudos revelaram que o tamanho desse grupo celular nos homossexuais masculinos era menor do que nos heterossexuais masculinos, atingindo dimensões semelhantes aos das mulheres heterossexuais, o que poderia indicar alguma relação entre essa conformação celular e a orientação afetivo-sexual. A pesquisa sofreu várias críticas, uma delas a de que Le Vay não havia colhido amostras dessas células em mulheres homossexuais, que, para comprovar a teoria, teriam, a princípio, que apresentar células de tamanho semelhante às dos homens heterossexuais. O cientista alegou dificuldade de encontrar um número suficiente de mulheres homossexuais que tivessem morrido de aids. Outra ressalva feita ao estudo foi a possibilidade de que a própria doença poderia ter influenciado na diferenciação do tamanho do grupo celular, embora o próprio Le Vay tenha demonstrado que mesmo heterossexuais que morreram de outras doenças possuíam os grupos INAH3 maiores.
Outra tentativa de definir geneticamente a orientação afetivo-sexual foi levada a efeito, também em 1991, por Richard Pillard, professor de Psiquiatria da Universidade de Boston, e Michael Bailey, psicólogo da Universidade Northwestern, ambos americanos. A partir de uma comparação entre gêmeos idênticos (univitelinos) e não-idênticos (bivitelinos) do mesmo sexo, Pillard e Bailey descobriram maior coincidência na orientação homossexual entre os univitelinos, levando-os à conclusão de que talvez a homossexualidade seja influenciada por algum fator genético, já que os univitelinos têm a mesma configuração genética.
Herança maternaN essa busca das raízes genéticas para a homossexualidade, um dos trabalhos de maior repercussão foi o de Dean Hamer, geneticista do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Ele dirigiu uma pesquisa que selecionou 76 homens homossexuais para estudar seus familiares paternos e maternos. O resultado do estudo, publicado em julho de 1993, mostrou que, entre os familiares paternos dos pesquisados, havia a incidência de 2% de indivíduos homossexuais - o mesmo valor encontrado na população em geral, em um levantamento casual sem ligação familiar -, ao passo que no lado materno esse índice pulava para 7,5%. A pesquisa de Hamer levantou a hipótese de que a homossexualidade pudesse estar vinculada a um fator genético do lado materno, diretamente relacionado com o cromossomo X transmitido pela mãe. Posteriormente, sua equipe selecionou 40 pares de irmãos homossexuais. Em 33 deles (82,5% dos pares), uma parte do cromossomo X, conhecida como Xq28, apresentava a mesma seqüência de DNA, a fonte de informação genética dos seres vivos. Sua conclusão: algumas pessoas poderiam apresentar predisposição genética à homossexualidade. O estudo reacendeu na sociedade a discussão sobre as origens da escolha sexual. "O trabalho de Hamer representou uma grande virada nas pesquisas sobre a genética da homossexualidade", afirma Lyria Mori, professora de genética do Instituto de Biociências da USP. Mas ela ressalva: "Claro que esse estudo, para ser comprovado, ainda tem de ser repetido por outros grupos, o que é um procedimento básico na ciência para que uma hipótese seja aceita".
Entre maçã e jiló
A tualmente, há muitos grupos trabalhando na questão da genética da homossexualidade, mas depois das pesquisas de Hamer, nenhum outro estudo de impacto foi publicado. "Para o futuro, a tendência é tentar reduzir cada vez mais a região isolada, pois a Xq28 é um fragmento muito grande, que pode até conter centenas de genes", prevê Lyria Mori.
"A questão da orientação sexual é muito complexa e ninguém, até hoje, conseguiu definir, com certeza, o que leva uma pessoa a ser homossexual e a outra, heterossexual", reconhece o psicólogo Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade, e do Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e Sexualidade (Cepcos), de São Paulo. "É como tentar explicar por que uma pessoa gosta de maçã e não gosta de jiló", conjectura o psicólogo.
Aproveitando a metáfora da maçã, a questão pode ser vista assim: uma pessoa pode ter desenvolvido preferência por esta fruta, porque passou por experiências positivas com ela, na infância. A maçã saciava a fome e era oferecida com afeto, pela mãe. Supria, portanto, necessidades físicas e afetivas. Já o jiló, que não entrava no cardápio familiar, nunca teve significado algum. A rejeição a ele resulta de escolha consciente, objetiva, não de determinante inconsciente, portanto, subjetiva.
"Nossa cabeça funciona como um arquivo, onde armazenamos sensações. São elas que, na vida adulta, aliadas a outros fatores, como o ambiente e a herança biológica, vão definir nossa orientação sexual", lembra Rodrigues. "É como se recebêssemos da natureza um terreno físico, concreto, sobre o qual vamos edificando construções e dando a ele uma outra configuração. Podemos mexer nesse espaço como quisermos, mas não podemos mudar de terreno", argumenta o psicólogo. Segundo John Money, psicólogo clínico, estudioso e pesquisador de intersexos da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, antes mesmo do nascimento todos os seres humanos passam por momentos cruciais de definição biológica, que John Money chama de quatro encruzilhadas: a fecundação, a combinação dos cromossomos, a combinação dos hormônios sexuais e, finalmente, a "moldagem" dos órgãos sexuais. O sexo biológico - em linguagem científica, "características genotípicas e fenotípicas do corpo" - é o que vai nos dar a primeira definição sexual: menino ou menina.
Mas a composição da sexualidade humana vai muito além disso. O registro em cartório garante o sexo da criança, mas não sua sexualidade. A identidade sexual vai sendo construída ao longo da infância e passa por uma prova de fogo na adolescência. "Na construção da identidade sexual entram elementos inconscientes de pai e mãe, dinâmica familiar, e as expectativas em relação à criança", relaciona Paulo Roberto Ceccarelli, professor doutor em Psicopatologia e Psicanálise pela Universidade de Paris e autor da tese "A construção do sentimento de identidade sexual". Cecarelli, que é também participante do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas, lembra que o sexo biológico, ou seja, o corpo; a identidade sexual, quem a pessoa acha que é, e o papel sexual, que é como a pessoa se comporta, são três dos componentes da sexualidade.
Desejo e afeto
Há mais um: a orientação sexual, ou seja, por quem a pessoa sente desejo. Essa costuma se estruturar por volta dos 20 anos de idade, como resultado das experiências vividas na infância e na adolescência. "Uma determinada orientação sexual pode ser para a vida toda ou para uma fase apenas. São muito comuns, por exemplo, relações homossexuais na adolescência, quando a personalidade do indivíduo está ainda em formação. Mas pode estar também direcionada pelo desejo, pelo afeto, ou por ambos", lembra o
psicólogo Oswaldo Rodrigues.
Embora venham tentando, os cientistas ainda não encontraram uma resposta definitiva para a questão mais crucial: como se desenvolve uma orientação sexual em particular? Há respostas apontando para várias direções, de fatores hormonais, genéticos, congênitos a causas culturais e emocionais. O que todo mundo, hoje em dia, parece concordar é que a orientação sexual não é uma escolha. O que se tem observado é que ela emerge para a maioria das pessoas, no início da adolescência, sem ter havido nenhuma experiência sexual anterior. A maioria dos que se descobrem, nessa fase da vida, não enquadrados no padrão heterossexual, tentam mudar ou esconder sua orientação sexual. Ninguém escolhe ser o que é.
Cai por terra, portanto, a idéia de que a orientação sexual é uma opção. Como também não resta pedra sobre pedra da tese obscurantista de que a homossexualidade e todas as outras variações da sexualidade humana consideradas fora do padrão são doenças. Hoje, psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental concordam que homossexualidade não é doença, problema mental ou emocional. Até a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1995, reconsiderou o assunto e riscou a homossexualidade da sua lista de doenças. "Homossexualidade não pode mais ser considerada desvio ou escolha. Muito menos perversão. Perversão é um sujeito impor ao outro sua fantasia sexual", afirma o dr. Paulo Ceccarelli. Nesse emaranhado todo que é a sexualidade, convém lembrar que a homossexualidade é apenas uma dentre as inúmeras nuances da sexualidade humana. Há quem diga até que existem, na verdade, 11 sexos. Essa é a tese defendida por Ronaldo Pamplona da Costa, médico, psiquiatra e psicodramatista, registrada no livro Os
Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana. Suas conclusões: "Depois de mais de dez anos de estudos, somados à minha experiência em consultório e à análise das escalas biológica, de gênero e afetivo-sexuais, posso concluir que existem 11 sexos: cinco na vertente masculina (heterossexual, bissexual, homossexual, travesti, transexual), cinco na vertente feminina (transexual, travesti, homossexual, bissexual e heterossexual) e mais o intersexo (hermafrodita).
Segundo Costa, entre os dois extremos, o masculino e o feminino, há, portanto, incontáveis possibilidades de combinação: homens afeminados, mas heterossexuais, mulheres masculinizadas, que tanto podem ser hetero ou homo, ou, ainda, homens e mulheres bissexuais que convivem sexualmente com ambos os sexos. Há um vai-e-vem permanente dos seres humanos, em constante mutação e transformação, na estrada da sexualidade. O problema maior é compreender e aceitar isso. "Vivemos numa sociedade hipócrita, que trancafia a sexualidade, que a relega a um papel inferior, apesar de ser ela o eixo principal de nossa personalidade. Não apenas forma de reprodução, mas fonte de prazer", destaca Costa.
Mais tolerância
Numa sociedade que condena qualquer tipo de nuance da sexualidade que ultrapasse o modelo heterossexual, não é difícil entender os conflitos sociais e pessoais que as minorias sexuais têm de enfrentar. Não é à toa que nos Estados Unidos, por exemplo, onde há mais estatísticas a respeito, o número de adolescentes homossexuais que cometem suicídio é de 2 a 6 vezes maior do que os não-homossexuais, representando a triste marca de 30% de todos os casos de suicídio registrados com adolescentes.
Violência contra si próprios, violência da sociedade contra eles. Os casos de assassinatos de homossexuais no Brasil vêm crescendo, segundo estudos feitos pelo Grupo Gay da Bahia, um dos mais atuantes do Brasil. Apesar da precariedade estatística foram registrados no ano passado 130 casos, um aumento de quatro casos em relação ao ano anterior.
Apesar desses percalços, os homossexuais continuam firmes em sua luta por respeito e dignidade. E alguns especialistas, como o psicólogo Oswaldo Rodrigues, prevêem um futuro mais tolerante: "Eu sou otimista", arrisca ele. "Com a atual interpenetração dos papéis sociais masculino e feminino, que marca hoje a sociedade moderna, está diminuindo o fosso que existia entre papel e escolha sexual. Essa 'androginia', expressa no vestir, na vida profissional, no papel de pai e mãe, menos dicotômicos, pode tornar nossa sociedade, neste final de século, um pouco mais indulgente com as diferenças."
Um cérebro diferente
Comparando hipotálamos dissecados de pessoas homossexuais e heterossexuais mortas pela aids, o cientista americano Simon Le Vay notou que o grupo celular chamado de INAH3 na área pré-óptica medial era mais que duas vezes maior nos homens que nas mulheres. O INAH3 também mostrou ser duas a três vezes maior em homens heterossexuais do que em homossexuais
Gênios além do gênero
Homossexuais e bissexuais - assumidos ou presumidos - que deixaram sua marca na História Safo ( 600 a.C.). Primeiro poeta ocidental a escrever sobre o amor romântico, passou a maior parte de sua vida na ilha de Lesbos, onde tinha uma escola de poesia para meninas. Amou tanto homens quanto mulheres. A palavra "lésbica" deriva da ilha onde viveu.
Sócrates (468?-399 a.C.). Um dos maiores filósofos gregos, nunca escondeu sua paixão por belos rapazes. Seu amante mais famoso foi Alcebíades, político e general ateniense.
Alexandre, o Grande (356-323 a.C.).
Rei da Macedônia aos 20 anos, expandiu seu império até a Índia, conquistando as civilizações mais poderosas da época, entre as quais a Pérsia. Durante toda a sua vida, teve um amigo muito íntimo,
Hefaistion, com quem dividia tudo.
Júlio César (100?-44 a.C.). Estadista romano brilhante, com enorme talento para estratégias militares e políticas. Sua vida sexual foi tão variada que mereceu o epíteto: "Marido de toda mulher e esposa de todo homem".
Leonardo da Vinci (1452-1519). Pintor italiano da Renascença, arquiteto e engenheiro, teve vários amantes homens. Seu último amante foi Francesco Melzi, que ficou ao seu lado até a morte.
Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Autor do teto da Capela Sistina no Vaticano, teve vários envolvimentos amorosos com seus belíssimos modelos. Após a sua morte, seus poemas foram alterados para sugerir que haviam sido escritos para uma mulher. Só em 1960 os originais foram recuperados e publicados sem censura.
Piotr Tchaikovski (1840-1843). Considerado o mestre dos compositores para o balé clássico, o russo Tchaikovski, autor de composições para o balé comoO Lago dos Cisnes e da Suíte Quebra-nozes, levou uma vida solitária, marcada por tragédias familiares e crises nervosas. Morreu em circunstâncias misteriosas: acusado de envolvimento homossexual com um membro da família imperial russa, Tchaikovski teria sido induzido ao suicídio por envenenamento.
Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Um dos principais cineastas do neo-realismo italiano, Pasolini trouxe os tabus da sociedade para o centro de suas obras. Homossexual assumido, o diretor de O Evangelho Segundo São Mateus e Comício de Amor morreu tragicamente aos 53 anos, assassinado
por um garoto de programa.
Todas as cores do arco-íris
A vida, nem sempre tão colorida, dos que pertencem às minorias sexuais
Homossexual masculino Tarcísio Mendes Lima, 27 anos, professor, não tem postura afeminada, mas é um homossexual resolvido e assumido, como ele mesmo se define. Descobriu ter desejos homossexuais aos 9 anos de idade. Aos 14, sua primeira relação sexual, com um menino de 13.
Bissexual
Douglas (nome fictício), 25 anos, solteiro, professor. Sempre gostou de homens mais novos e do lado sentimental das mulheres. Teve várias namoradas e nunca escondeu das mulheres com quem se relacionou as suas tendências bissexuais. Douglas descobriu ser bissexual aos 21 anos de idade, quando ele e um amigo encontraram uma garota que sugeriu fazerem sexo a três.
Lésbica
Tatiana (nome fictício), 28 anos, antropóloga, descasada, já passou por dois casamentos. O primeiro, aos 18 anos. Ficou casada quatro anos e teve um filho, hoje com 10 anos. Enquanto durou o relacionamento, foi feliz. Mas tinha atração por mulheres, e chegou a comentar o fato com o marido. Hoje mora há 11 meses com uma mulher.
Transexual masculino
Cláudia (nome fictício), 28 anos, cabeleireira, teve infância normal, foi criado como menino, mas só gostava de fazer serviços classificados como "femininos", como a limpeza doméstica, tricô, crochê. Aos 14 anos, entendeu que era transexual. Conversou com a mãe e começou a tomar hormônios por conta própria. Está à espera da cirurgia que vai lhe dar identidade feminina.
Transexual feminino
Zé Antônio (nome fictício), 39 anos, vendedor. Tinha genitais femininos, com alguma alteração externa. Foi criado como mulher, mas não se comportava como tal, desde a infância. Mudou sua identidade, sobrenome e sexo. Tem postura masculina, com barba, pêlos etc. Casou-se, aos 26 anos, com uma garota, na igreja, ela de noiva, ele de noivo.
Anote
Os livros que ajudam a entender as minorias sexuais
• Diferentes Desejos - Adolescentes Homo, Bi e Heterossexuais, de Cláudio Picazio, Edições GLS
• Tornar-se Gay - O Caminho da Auto-aceitação, de Richard Isay, Edições GLS
• Transexuais - Perguntas e Repostas, de Gerald Ramsey, Edi-ções GLS
• Adeus, Maridos - Mulheres que Escolheram Mulheres, de Deborah Abbot e Ellen Former, Edições GLS
• Os Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana, Dr. Ronaldo Pamplona da Costa, Editora Gente
• A Inocência e o Vício - Estudos sobre Homoerotismo, de Jurandir Freire Costa, Relume Dumará.
• Sexualidades Brasileiras - Ricahrd Parker e Regina Maria Barbosa (orgs.) , Relume Dumará.
http://deolhos.blogspot.com/2010/11/homossexualidade-o-conhecimento.html
Dublês de Don Juan...
Dublês de Don Juan...
Achei este texto muito interessante e resolvi compartilhar com vcs amigos e amigas...
"...Ele é tão, tão maravilhoso que parece bom demais para ser verdade e pode acreditar, não é verdade mesmo. Quando consegue o que quer - e não precisa ser necessariamente sexo, "basta" a rendição da vítima, perde o interesse e desaparece. O comportamento é típico dos conquistadores compulsivos - retratado muitas vezes no cinema - e quem já conheceu um, conhece todos.
Embora haja de caso pensado, não é por perversidade que ele se comporta como um trapaceiro. Sofre do que os especialistas chamam de Síndrome de Dom Juanismo, referência ao lendário sedutor espanhol do século 17 que teve mais de mil mulheres e jamais amou alguma.
Esse tipo de homem é pura propaganda enganosa. A mulher pensa que está diante de um homem que é sensibilidade à flor da pele, quando o sujeito na verdade é emocionalmente um primata seguindo o velho instinto caçador do macho.
O sedutor retira prazer e satisfação do processo de conquista. Quando "ganha" uma mulher, ela deixa de ter serventia. Porém, verdadeiro, é um alerta para aquelas que resolvem pagar para ver. Sim, porque nem todas entram nessa por confundir sedução com afeto.
Há mulheres que percebem o jogo e vão em frente, pois querem ser seduzidas dessa forma. A carência afetiva pode ser um dos motivos, mas o mais comum, é haver entre os dois uma certa compatibilidade. São mulheres que não cresceram emocionalmente. Não se contentam com as dificuldades e alegrias corriqueiras. Querem que tudo aconteça como num sonho. E se a mulher percebe que o caso é a conquista pela conquista e continua, está sendo conivente.
Ele pode parecer poderoso e inabalável, mas sofre muito por ser como é. Pelo simples fato de que um homem desses nunca terá a certeza de que é feliz. Precisa repetir o ritual indefinidamente e, depois de alguns anos, pode perceber que não conseguiu construir nada. Se serve como vingança, o futuro do devorador de mulheres costuma ser a solidão."
(Créditos do Texto: Oswaldo Rodrigues Júnior)
Postado por Izabel às 06:04
http://visoesdeumasub.blogspot.com/2011/01/dubles-de-don-juan.html
Achei este texto muito interessante e resolvi compartilhar com vcs amigos e amigas...
"...Ele é tão, tão maravilhoso que parece bom demais para ser verdade e pode acreditar, não é verdade mesmo. Quando consegue o que quer - e não precisa ser necessariamente sexo, "basta" a rendição da vítima, perde o interesse e desaparece. O comportamento é típico dos conquistadores compulsivos - retratado muitas vezes no cinema - e quem já conheceu um, conhece todos.
Embora haja de caso pensado, não é por perversidade que ele se comporta como um trapaceiro. Sofre do que os especialistas chamam de Síndrome de Dom Juanismo, referência ao lendário sedutor espanhol do século 17 que teve mais de mil mulheres e jamais amou alguma.
Esse tipo de homem é pura propaganda enganosa. A mulher pensa que está diante de um homem que é sensibilidade à flor da pele, quando o sujeito na verdade é emocionalmente um primata seguindo o velho instinto caçador do macho.
O sedutor retira prazer e satisfação do processo de conquista. Quando "ganha" uma mulher, ela deixa de ter serventia. Porém, verdadeiro, é um alerta para aquelas que resolvem pagar para ver. Sim, porque nem todas entram nessa por confundir sedução com afeto.
Há mulheres que percebem o jogo e vão em frente, pois querem ser seduzidas dessa forma. A carência afetiva pode ser um dos motivos, mas o mais comum, é haver entre os dois uma certa compatibilidade. São mulheres que não cresceram emocionalmente. Não se contentam com as dificuldades e alegrias corriqueiras. Querem que tudo aconteça como num sonho. E se a mulher percebe que o caso é a conquista pela conquista e continua, está sendo conivente.
Ele pode parecer poderoso e inabalável, mas sofre muito por ser como é. Pelo simples fato de que um homem desses nunca terá a certeza de que é feliz. Precisa repetir o ritual indefinidamente e, depois de alguns anos, pode perceber que não conseguiu construir nada. Se serve como vingança, o futuro do devorador de mulheres costuma ser a solidão."
(Créditos do Texto: Oswaldo Rodrigues Júnior)
Postado por Izabel às 06:04
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A sexualidade invertida
A sexualidade invertida
Postado em 29 janeiro 2010. Tags: Bissexual - Bissexualidade, comportamento, crossdressers, heterossexualidade, Homossexual - Homossexualidade, inversão de papéis, Sexo, Sexualidade
heterossexual
he.te.ros.se.xu.al
(cs) adj (hétero+sexual)
1 Biol Relativo ou pertinente aos dois sexos.
2 Relativo ao sexo oposto, por oposição a homossexual.
homossexual
ho.mos.se.xu.al
(cs) adj (homo1+sexo+al3)
Referente a atos sensuais entre indivíduos do mesmo sexo.
adj e s m+f
Que, ou pessoa que tem afinidade sexual somente para indivíduos do mesmo sexo.
bissexual
bis.se.xu.al
(cs) adj m+f (bi+sexo+al3)
1 Que reúne os dois sexos: Escola bissexual.
2 Bot Que tem ao mesmo tempo estames e pistilos; hermafrodita.
3 Referente ao comportamento sexual dirigido aos dois sexos.
Ok, teorizar é fácil. Indivíduos que se interessam e/ou se relacionam com pessoas do sexo oposto são heterossexuais, com pessoas do mesmo sexo são homossexuais e com pessoas de ambos os sexos são bissexuais. Lindo! No melhor estilo Plunct, Plact, Zumm: “registrado, rotulado e avaliado”, mas… O que falar da inversão de papéis? Uma mulher que curte fazer strapon em seu amado é uma lésbica enrustida? E o homem que tem a fantasia de ser invertido pela amada?
Já me relacionei com muitos homens que curtiam a inversão de papéis, crossdresser, fantasias de feminização forçada, puta particular… No entanto, destes todos, raros, raríssimos se assumiam bissexuais, no sentido de ter desejo sexual por homens também. Quase todos o desejo sexual era explicitamente heterossexual, mesmo aqueles que curtem o fetiche de strapon. Alguns, só em eu falar ou cogitar uma figura masculina para a experiencia, simplesmente broxavam.
E o que falar das mulheres que praticam o strapon? Esqueçam o estereótipo atriz pornô ou a prostituta/Dominatrix… Foquem nas mulheres reais mesmo. As femininas e delicadas, as mais machonas (mas que não dispensam o sexo oposto), a amiga, a namorada, a esposa, as que praticam strapon pelo prazer, o prazer de dar prazer a seu parceiro, ou mesmo o prazer sádico da feminização forçada. Mulheres que fora do quarto são só mulheres e sequer desejam outras mulheres. O foco do seu prazer é ela e ele. Só!
Apesar de toda a carga erótica homo ou bissexual implícitamente envolvida no strapon (homem/mulher), a prática é totalmente heterossexual, independente das preferências sexuais de cada um. Independente das fantasias motivadoras, uma mulher dá prazer a um homem e vice-versa. A multiplicidade de possibilidades é só um prazer a mais.
Eu, que sou uma praticante eventual da inversão de papéis, vejo isso tudo de uma maneira muito lúdica. Amo as múltiplas possibilidades da inversão. Seja com a feminização e crossdresser ou apenas com a estimulação anal, massagem prostática e etc. Tenho que confessar que mesmo os parceiros assumidamente bissexuais, ou seja, que assumem claramente ter também desejos homossexuais, não me incomodam nem um pouco, mas…
E você? O que pensa disso?
http://www.avidasecreta.com/a-sexualidade-invertida/
Postado em 29 janeiro 2010. Tags: Bissexual - Bissexualidade, comportamento, crossdressers, heterossexualidade, Homossexual - Homossexualidade, inversão de papéis, Sexo, Sexualidade
heterossexual
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(cs) adj (hétero+sexual)
1 Biol Relativo ou pertinente aos dois sexos.
2 Relativo ao sexo oposto, por oposição a homossexual.
homossexual
ho.mos.se.xu.al
(cs) adj (homo1+sexo+al3)
Referente a atos sensuais entre indivíduos do mesmo sexo.
adj e s m+f
Que, ou pessoa que tem afinidade sexual somente para indivíduos do mesmo sexo.
bissexual
bis.se.xu.al
(cs) adj m+f (bi+sexo+al3)
1 Que reúne os dois sexos: Escola bissexual.
2 Bot Que tem ao mesmo tempo estames e pistilos; hermafrodita.
3 Referente ao comportamento sexual dirigido aos dois sexos.
Ok, teorizar é fácil. Indivíduos que se interessam e/ou se relacionam com pessoas do sexo oposto são heterossexuais, com pessoas do mesmo sexo são homossexuais e com pessoas de ambos os sexos são bissexuais. Lindo! No melhor estilo Plunct, Plact, Zumm: “registrado, rotulado e avaliado”, mas… O que falar da inversão de papéis? Uma mulher que curte fazer strapon em seu amado é uma lésbica enrustida? E o homem que tem a fantasia de ser invertido pela amada?
Já me relacionei com muitos homens que curtiam a inversão de papéis, crossdresser, fantasias de feminização forçada, puta particular… No entanto, destes todos, raros, raríssimos se assumiam bissexuais, no sentido de ter desejo sexual por homens também. Quase todos o desejo sexual era explicitamente heterossexual, mesmo aqueles que curtem o fetiche de strapon. Alguns, só em eu falar ou cogitar uma figura masculina para a experiencia, simplesmente broxavam.
E o que falar das mulheres que praticam o strapon? Esqueçam o estereótipo atriz pornô ou a prostituta/Dominatrix… Foquem nas mulheres reais mesmo. As femininas e delicadas, as mais machonas (mas que não dispensam o sexo oposto), a amiga, a namorada, a esposa, as que praticam strapon pelo prazer, o prazer de dar prazer a seu parceiro, ou mesmo o prazer sádico da feminização forçada. Mulheres que fora do quarto são só mulheres e sequer desejam outras mulheres. O foco do seu prazer é ela e ele. Só!
Apesar de toda a carga erótica homo ou bissexual implícitamente envolvida no strapon (homem/mulher), a prática é totalmente heterossexual, independente das preferências sexuais de cada um. Independente das fantasias motivadoras, uma mulher dá prazer a um homem e vice-versa. A multiplicidade de possibilidades é só um prazer a mais.
Eu, que sou uma praticante eventual da inversão de papéis, vejo isso tudo de uma maneira muito lúdica. Amo as múltiplas possibilidades da inversão. Seja com a feminização e crossdresser ou apenas com a estimulação anal, massagem prostática e etc. Tenho que confessar que mesmo os parceiros assumidamente bissexuais, ou seja, que assumem claramente ter também desejos homossexuais, não me incomodam nem um pouco, mas…
E você? O que pensa disso?
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A Vida SecretaTrissexual, Como Assim?. AVS. Sexualidade e erotismo.
Trissexual, Como Assim?
Postado em 03 fevereiro 2011. Tags: BBB, BBB11, Big Brother Brasil, Bissexual - Bissexualidade, heterossexualidade, Homossexual - Homossexualidade, lésbicas, Sexualidade, trissexual
Recentemente a declaração da BBB Paulinha ao admitir-se trissexual decalcou uma grande interrogação na testa das pessoas. Afinal, o que é um trissexual? Esse termo existe?
“Em termos acadêmicos, não. É uma coisa de cultura popular. O terceiro sexo não existe, apesar de muita gente já ter defendido essa tese. A declaração quer dizer apenas que ela tem uma sexualidade mais fluida do que a maioria das pessoas E nada tem menos a ver com a fluidez do que um rótulo delimitador, como trissexual.”
Psicóloga Adriana Nunan, autora de “Homossexualidade: Do Preconceito aos Padrões de Consumo” (Ed. Caravansarai)
Fonte: Delas – IG
Desejo genuíno ou estratégia?
A declaração foi uma revelação libertária ou uma estratégia de guerra?Afinal, a mulherada estava em cima de seu objeto de desejo, o Cris. Se não pode com eles junte-se a eles?
(Não deixem de ler meu texto no Íntimo Contraste: O Fetiche Deles por Elas , principalmente a parte onde comento A Fantasia Deles como Agente Incentivador da Experimentação Delas)
Junto com Diana (pra mim a figura mais interessante e pegável desse BBB), Paula protagonizou cenas calientes com outra sister (Michelly, que já rodou no paredão passado) e o tal objeto de desejo.
Até aí, nenhuma novidade nesta cultura BBBmaníaca, afinal, quem não lembra da dentista Fernanda tentando seduzir o designer (e gay assumidérrimo) Serginho? Totalmente CAPS LOCK…
A questão é que a gordinha mais delicinha de todos os BBBs, não só admitiu uma bissexualidade como avalizou a existência de um terceiro sexo. O que abre precedentes pra muito mais, não acham? Sendo ela uma grande hetero curiosa, futura lésbica assumida ou o que mais desejar.
N Formas de Amar
Cena do Filme Três Formas de Amar (Threesome), onde uma mulher se apaixona por um gay, que é apaixonado por um hetero, que é apaixonado por ela. Complicado? Que isso...
Sub cultura BBB à parte (aliás, eu nem estou acompanhando para poder dizer A u B sobre o programa), o neologismo de Paulinha nos leva à reflexão que existem N maneiras de se relacionar com alguém, muito mais que os estabelecidos rótulos de Hetero, Homo ou Bissexual.
Pensando rápido, levando em conta este mundinho sexy, nada é tão branco e preto como bem questionou o ator James Franco. HM, HH ou MM é apenas o começo de infinitas possibilidades. Um breve exemplo?
Mulheres e homens que curtem pessoas do mesmo sexo, mas não relacionamentos
Curiosos que têm experiências homossexuais como uma exploração mais ampla da própria sexualidade
Bissexuais que curtem relacionamentos com ambos os sexos, não necessariamente ao mesmo tempo
Praticantes de swing e ménage-à-trois que interagem entre si sem necessariamente acontecer experiências homo (entre homens ou mulheres)
Mulheres que se relacionam afetivamente com gays sem necessariamente fazer sexo
Homens ou mulheres que tem desejo por travestis e/ou transsexuais
É claro que Mr. Boninho está mesmo interessado na audiência (que diga-se de passagem parece não ser a melhor de todos os BBBs), mas… Acho interessantíssima a oportunidade de trazer este tema ao debate.
Indico dois bons textos que li por aí:
Trissexual existe?
Mulheres assumem que gostam de ficar com gays
Trissexual? Nem sei, acho que todos somos potencialmente polissexuais, ou simplesmente sexuais, como queiram. Como iremos vivenciar essa jornada ainda é um grande mistério, até mesmo para nós…
O que importa é que a experimentação não define a nossa sexualidade. É a vivência e a troca de afeto que legitima ou não o desejo de cada um.
http://www.avidasecreta.com/trissexual-como-assim/
Postado em 03 fevereiro 2011. Tags: BBB, BBB11, Big Brother Brasil, Bissexual - Bissexualidade, heterossexualidade, Homossexual - Homossexualidade, lésbicas, Sexualidade, trissexual
Recentemente a declaração da BBB Paulinha ao admitir-se trissexual decalcou uma grande interrogação na testa das pessoas. Afinal, o que é um trissexual? Esse termo existe?
“Em termos acadêmicos, não. É uma coisa de cultura popular. O terceiro sexo não existe, apesar de muita gente já ter defendido essa tese. A declaração quer dizer apenas que ela tem uma sexualidade mais fluida do que a maioria das pessoas E nada tem menos a ver com a fluidez do que um rótulo delimitador, como trissexual.”
Psicóloga Adriana Nunan, autora de “Homossexualidade: Do Preconceito aos Padrões de Consumo” (Ed. Caravansarai)
Fonte: Delas – IG
Desejo genuíno ou estratégia?
A declaração foi uma revelação libertária ou uma estratégia de guerra?Afinal, a mulherada estava em cima de seu objeto de desejo, o Cris. Se não pode com eles junte-se a eles?
(Não deixem de ler meu texto no Íntimo Contraste: O Fetiche Deles por Elas , principalmente a parte onde comento A Fantasia Deles como Agente Incentivador da Experimentação Delas)
Junto com Diana (pra mim a figura mais interessante e pegável desse BBB), Paula protagonizou cenas calientes com outra sister (Michelly, que já rodou no paredão passado) e o tal objeto de desejo.
Até aí, nenhuma novidade nesta cultura BBBmaníaca, afinal, quem não lembra da dentista Fernanda tentando seduzir o designer (e gay assumidérrimo) Serginho? Totalmente CAPS LOCK…
A questão é que a gordinha mais delicinha de todos os BBBs, não só admitiu uma bissexualidade como avalizou a existência de um terceiro sexo. O que abre precedentes pra muito mais, não acham? Sendo ela uma grande hetero curiosa, futura lésbica assumida ou o que mais desejar.
N Formas de Amar
Cena do Filme Três Formas de Amar (Threesome), onde uma mulher se apaixona por um gay, que é apaixonado por um hetero, que é apaixonado por ela. Complicado? Que isso...
Sub cultura BBB à parte (aliás, eu nem estou acompanhando para poder dizer A u B sobre o programa), o neologismo de Paulinha nos leva à reflexão que existem N maneiras de se relacionar com alguém, muito mais que os estabelecidos rótulos de Hetero, Homo ou Bissexual.
Pensando rápido, levando em conta este mundinho sexy, nada é tão branco e preto como bem questionou o ator James Franco. HM, HH ou MM é apenas o começo de infinitas possibilidades. Um breve exemplo?
Mulheres e homens que curtem pessoas do mesmo sexo, mas não relacionamentos
Curiosos que têm experiências homossexuais como uma exploração mais ampla da própria sexualidade
Bissexuais que curtem relacionamentos com ambos os sexos, não necessariamente ao mesmo tempo
Praticantes de swing e ménage-à-trois que interagem entre si sem necessariamente acontecer experiências homo (entre homens ou mulheres)
Mulheres que se relacionam afetivamente com gays sem necessariamente fazer sexo
Homens ou mulheres que tem desejo por travestis e/ou transsexuais
É claro que Mr. Boninho está mesmo interessado na audiência (que diga-se de passagem parece não ser a melhor de todos os BBBs), mas… Acho interessantíssima a oportunidade de trazer este tema ao debate.
Indico dois bons textos que li por aí:
Trissexual existe?
Mulheres assumem que gostam de ficar com gays
Trissexual? Nem sei, acho que todos somos potencialmente polissexuais, ou simplesmente sexuais, como queiram. Como iremos vivenciar essa jornada ainda é um grande mistério, até mesmo para nós…
O que importa é que a experimentação não define a nossa sexualidade. É a vivência e a troca de afeto que legitima ou não o desejo de cada um.
http://www.avidasecreta.com/trissexual-como-assim/
A Vida SecretaSexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos. AVS. Sexualidade e erotismo.
Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos
Postado em 07 fevereiro 2011. Tags: Bissexual - Bissexualidade, Homossexual - Homossexualidade, LGBT, Sexualidade
Neste domingo o Diário do Grande ABC trouxe bons textos relacionados à Sexualidade. “Faz parte da Nossa História“, de Marcela Munhoz, e “Filmes e Novelas Transpiram Sexualidade“, de Ângela Correa. Indico a leitura integral de ambos (links no final do post), mas resolvi fazer uma pequena colcha de retalhos, dar também meus pitacos e comentar um pouco o que já foi muito bem abordado lá.
O Que é Sexualidade?
Sexualidade não significa apenas sexo. “Implica em dimensões variadas, sendo mais do que o genital ou para reprodução”. Refere-se a um conjunto de características psicológicas e comportamentais que define o sexo de uma pessoa, mas também envolve diferenças anatômicas, gênero (masculino e feminino), afetividade que cria laços com o outro, relação com o ambiente, produzindo identidades únicas.
Citação de Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo, do Instituto Paulista de Sexualidade, noDiário do Grande ABC
E apesar de desde sempre a sexualidade humana ser um tema relevante, sempre foi também extremamente controverso. O contexto social foi preponderante no entendimento da mesma.
A Homossexualidade na História
A homossexualidade, por exemplo, cujo conceito como é hoje sequer existia, ao longo de diferentes épocas já foi tanto promovida quanto repudiada.
Na Grécia antiga, é sabido que o relacionamento homossexual entre mestres e tutelados – inclusive a pederastia - era extremamente comum. No entanto, em 1895 Oscar Wilde, autor de O Retrato de Dorian Grey, foi julgado e condenado a dois anos com trabalhos forçados por “cometer atos imorais com diversos rapazes”.
Mudam os tempos, muda a maneira de ver um mesmo tema.
Cenas do filme Alexander, com Colin Farrel, em um tempo onde a bissexualidade masculina não era questionada.
Através de representações artísticas, é possível observar que desde a antiguidade a pluralidade sexual masculina sempre foi aceita (era muito comum o relacionamento sexual e afetivo entre guerreiros, independente de suas mulheres – que na contramão lhes era negada a manifestação de prazer – e filhos que ficavam para trás.
Alexandre – o Grande, dizem, foi um exemplo bem típico deste comportamento socio-sexual. Aliás, fica a dica do filmeAlexandre, de 2004, que retratou não só as conquistas e glórias do grande conquistador, mas também sua sexualidade diversificada.
Período Clássico à parte… Vale lembrar que até 1973, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista de transtornos, a homossexualidade (outrora chamada de homossexualismo) era considerada uma doença.
A Sexualidade e as Leis
E tão logo a sociedade se organizou, surgiram as leis, leis criadas pelos poderosos (Religião e Governo) para agradar suas necessidades.
O Código de Hamurabi, conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta de 1.700 a.C, pelo rei Hamurabi. Entre as leis, uma determinava que o casamento do homem seria com uma única mulher e que só poderia tomar uma segunda esposa se a primeira fosse estéril.
Citação de Peter Stearns, historiador Norte Americano, autor do livro História da Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar disso ter mudado aqui e ali, até os dias de hoje ainda é o poder (e nessa vale Executivo, Legislativo e também Religião) quem dita as leis do pode ou não pode do sexo. Da validação do nome de transsexuais, direito à adoção de orfãos por homossexuais, à eterna luta pela legitimação da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Ah, esses poderosos…
A Homossexualidade no Cinema
E o tema que ao longo dos anos sempre foi meio marginal, à partir dos anos 70 passou a ser recorrente no circuito comercial. Á princípio, com ares de drama extremamente velado em Um Dia de Cão (1975), indicado a seis Oscars e ganhador de uma por melhor roteiro original. Neste filme a motivação do assalto era conseguir dinheiro para a mudança de sexo do amante homossexual de um dos assaltantes e foi baseado em fatos reais.
Mas foi posteriormente, com ares de pastelão (A Gaiola das Loucas, 1978, inclusive com indicações ao Oscar), o que provavelmente foi um facilitador, afinal o humor sempre abre portas para os temas mais diversos que o tema ganhou o circuitão. Até então, a homossexualidade não havia sido retratada como um relacionamento natural, estável e saudável entre duas pessoas, havia sempre uma conotação de promiscuidade ou doença.
Desde então o cinema tem flertado aqui e ali com personagens homossexuais. Nota especial para o excelente As Horas (2003), baseado na obra Mrs Dalloway de Virgínia Wolf, onde a homossexualidade feminina é abordada em três histórias que se confundem, mesmo sendo contadas em diferentes épocas (anos 20, 2ª Guerra e dias atuais) e contextos sociais.
No entanto, foi em 2005, com Brokeback Mountain, do diretor Ang Lee, que o cinema revolucionou contando a história de amor de dois cowboys (entre 1963 e 1981) e abriu ao mundo o tema sem tabus. Sendo, inclusive, indicado a oito Oscars e vencedor de três.
E depois da bela e triste historia de amor de Brokeback Mountain, outras histórias foram contadas, outros aspectos sociais. É o caso de Milk (2008), que conta a história da campanha do primeiro político assumidamente gay dos Estados Unidos.
Ou do recente Minhas Mães e Meu Pai (2010), ainda em cartaz, onde um casal de lésbicas decide ter filhos através de inseminação artificial, engravidam de um mesmo doador e, anos mais tarde, seus filhos decidem conhecer o doador/pai biológico.
Ou seja, mudam os tempos, mudam os conflitos, mas o assunto nunca sai de evidência. Acredito que quanto maior o debate, maior a reflexão e as mudanças.
Citações:
• Faz parte da Nossa História – http://www.dgabc.com.br/News/5864271/faz-parte-da-nossa-historia.aspx
• Filmes e Novelas Transpiram Sexualidade – http://www.dgabc.com.br/News/5864270/filmes-e-novelas-transpiram-sexualidade.aspx
• Oscar Wilde – http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde
• Alexandre, O Grande – http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande
• Um Dia de Cão – http://pt.wikipedia.org/wiki/Um_Dia_de_C%C3%A3o
• Brokeback Mountain – http://pt.wikipedia.org/wiki/Brokeback_mountain
• A Gaiola das Loucas – http://pt.wikipedia.org/wiki/La_cage_aux_folles_(filme)
• As Horas – http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Horas_(filme)
• Milk – http://pt.wikipedia.org/wiki/Milk
http://www.avidasecreta.com/sexualidade-e-homossexualidade-atraves-dos-tempos/
Postado em 07 fevereiro 2011. Tags: Bissexual - Bissexualidade, Homossexual - Homossexualidade, LGBT, Sexualidade
Neste domingo o Diário do Grande ABC trouxe bons textos relacionados à Sexualidade. “Faz parte da Nossa História“, de Marcela Munhoz, e “Filmes e Novelas Transpiram Sexualidade“, de Ângela Correa. Indico a leitura integral de ambos (links no final do post), mas resolvi fazer uma pequena colcha de retalhos, dar também meus pitacos e comentar um pouco o que já foi muito bem abordado lá.
O Que é Sexualidade?
Sexualidade não significa apenas sexo. “Implica em dimensões variadas, sendo mais do que o genital ou para reprodução”. Refere-se a um conjunto de características psicológicas e comportamentais que define o sexo de uma pessoa, mas também envolve diferenças anatômicas, gênero (masculino e feminino), afetividade que cria laços com o outro, relação com o ambiente, produzindo identidades únicas.
Citação de Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo, do Instituto Paulista de Sexualidade, noDiário do Grande ABC
E apesar de desde sempre a sexualidade humana ser um tema relevante, sempre foi também extremamente controverso. O contexto social foi preponderante no entendimento da mesma.
A Homossexualidade na História
A homossexualidade, por exemplo, cujo conceito como é hoje sequer existia, ao longo de diferentes épocas já foi tanto promovida quanto repudiada.
Na Grécia antiga, é sabido que o relacionamento homossexual entre mestres e tutelados – inclusive a pederastia - era extremamente comum. No entanto, em 1895 Oscar Wilde, autor de O Retrato de Dorian Grey, foi julgado e condenado a dois anos com trabalhos forçados por “cometer atos imorais com diversos rapazes”.
Mudam os tempos, muda a maneira de ver um mesmo tema.
Cenas do filme Alexander, com Colin Farrel, em um tempo onde a bissexualidade masculina não era questionada.
Através de representações artísticas, é possível observar que desde a antiguidade a pluralidade sexual masculina sempre foi aceita (era muito comum o relacionamento sexual e afetivo entre guerreiros, independente de suas mulheres – que na contramão lhes era negada a manifestação de prazer – e filhos que ficavam para trás.
Alexandre – o Grande, dizem, foi um exemplo bem típico deste comportamento socio-sexual. Aliás, fica a dica do filmeAlexandre, de 2004, que retratou não só as conquistas e glórias do grande conquistador, mas também sua sexualidade diversificada.
Período Clássico à parte… Vale lembrar que até 1973, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista de transtornos, a homossexualidade (outrora chamada de homossexualismo) era considerada uma doença.
A Sexualidade e as Leis
E tão logo a sociedade se organizou, surgiram as leis, leis criadas pelos poderosos (Religião e Governo) para agradar suas necessidades.
O Código de Hamurabi, conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta de 1.700 a.C, pelo rei Hamurabi. Entre as leis, uma determinava que o casamento do homem seria com uma única mulher e que só poderia tomar uma segunda esposa se a primeira fosse estéril.
Citação de Peter Stearns, historiador Norte Americano, autor do livro História da Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar disso ter mudado aqui e ali, até os dias de hoje ainda é o poder (e nessa vale Executivo, Legislativo e também Religião) quem dita as leis do pode ou não pode do sexo. Da validação do nome de transsexuais, direito à adoção de orfãos por homossexuais, à eterna luta pela legitimação da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Ah, esses poderosos…
A Homossexualidade no Cinema
E o tema que ao longo dos anos sempre foi meio marginal, à partir dos anos 70 passou a ser recorrente no circuito comercial. Á princípio, com ares de drama extremamente velado em Um Dia de Cão (1975), indicado a seis Oscars e ganhador de uma por melhor roteiro original. Neste filme a motivação do assalto era conseguir dinheiro para a mudança de sexo do amante homossexual de um dos assaltantes e foi baseado em fatos reais.
Mas foi posteriormente, com ares de pastelão (A Gaiola das Loucas, 1978, inclusive com indicações ao Oscar), o que provavelmente foi um facilitador, afinal o humor sempre abre portas para os temas mais diversos que o tema ganhou o circuitão. Até então, a homossexualidade não havia sido retratada como um relacionamento natural, estável e saudável entre duas pessoas, havia sempre uma conotação de promiscuidade ou doença.
Desde então o cinema tem flertado aqui e ali com personagens homossexuais. Nota especial para o excelente As Horas (2003), baseado na obra Mrs Dalloway de Virgínia Wolf, onde a homossexualidade feminina é abordada em três histórias que se confundem, mesmo sendo contadas em diferentes épocas (anos 20, 2ª Guerra e dias atuais) e contextos sociais.
No entanto, foi em 2005, com Brokeback Mountain, do diretor Ang Lee, que o cinema revolucionou contando a história de amor de dois cowboys (entre 1963 e 1981) e abriu ao mundo o tema sem tabus. Sendo, inclusive, indicado a oito Oscars e vencedor de três.
E depois da bela e triste historia de amor de Brokeback Mountain, outras histórias foram contadas, outros aspectos sociais. É o caso de Milk (2008), que conta a história da campanha do primeiro político assumidamente gay dos Estados Unidos.
Ou do recente Minhas Mães e Meu Pai (2010), ainda em cartaz, onde um casal de lésbicas decide ter filhos através de inseminação artificial, engravidam de um mesmo doador e, anos mais tarde, seus filhos decidem conhecer o doador/pai biológico.
Ou seja, mudam os tempos, mudam os conflitos, mas o assunto nunca sai de evidência. Acredito que quanto maior o debate, maior a reflexão e as mudanças.
Citações:
• Faz parte da Nossa História – http://www.dgabc.com.br/News/5864271/faz-parte-da-nossa-historia.aspx
• Filmes e Novelas Transpiram Sexualidade – http://www.dgabc.com.br/News/5864270/filmes-e-novelas-transpiram-sexualidade.aspx
• Oscar Wilde – http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde
• Alexandre, O Grande – http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande
• Um Dia de Cão – http://pt.wikipedia.org/wiki/Um_Dia_de_C%C3%A3o
• Brokeback Mountain – http://pt.wikipedia.org/wiki/Brokeback_mountain
• A Gaiola das Loucas – http://pt.wikipedia.org/wiki/La_cage_aux_folles_(filme)
• As Horas – http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Horas_(filme)
• Milk – http://pt.wikipedia.org/wiki/Milk
http://www.avidasecreta.com/sexualidade-e-homossexualidade-atraves-dos-tempos/
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Perigo:Cansaço e sono ruim compromete a disposição para o sexo - Sexo & Prazer - Piauí - 180graus
08/02/2011 às 17:25h
Perigo:Cansaço e sono ruim compromete a disposição para o sexo
A vida sexual está parada e a culpa é do cansaço? Pois saiba que você não é o único com esse problema. Cerca de um em cada quatro americanos casados ou que vivem com alguém dizem que são tão privados de uma boa noite de sono que, muitas vezes, ficam sem disposição para o sexo. A constatação é da americana Fundação Nacional do Sono.
Segundo o jornal The New York Times, o estudo contou com 1.007 adultos, de 25 a 60 anos, e teve como foco as diferenças de hábitos de sono entre grupos étnicos. No entanto, as respostas sobre a relação entre cansaço e sexo foram praticamente as mesmas.
Os brancos se mostraram mais propensos a receber o diagnóstico de insônia (um em cada dez); enquanto os negros, de apneia do sono (um em sete). A probabilidade de continuar preocupado com o trabalho, dinheiro, relacionamento e problemas de saúde à noite é maior no grupo de hispânicos (três em oito deles perdem o sono por esse motivo).
Americanos asiáticos dormem melhor que os outros participantes, com cinco de seis afirmando ter noites agradáveis de descanso ao menos em alguns dias da semana. Os cientistas também concluíram que esse grupo tem menos chances de assistir televisão e beber álcool antes de deitar, hábitos que interferem no sono, além de terem menos probabilidade de dividir a cama com alguém.
http://180graus.com/sexo--prazer/perigocansaco-e-sono-ruim-compromete-a-disposicao-para-o-sexo-401461.html>
Perigo:Cansaço e sono ruim compromete a disposição para o sexo
A vida sexual está parada e a culpa é do cansaço? Pois saiba que você não é o único com esse problema. Cerca de um em cada quatro americanos casados ou que vivem com alguém dizem que são tão privados de uma boa noite de sono que, muitas vezes, ficam sem disposição para o sexo. A constatação é da americana Fundação Nacional do Sono.
Segundo o jornal The New York Times, o estudo contou com 1.007 adultos, de 25 a 60 anos, e teve como foco as diferenças de hábitos de sono entre grupos étnicos. No entanto, as respostas sobre a relação entre cansaço e sexo foram praticamente as mesmas.
Os brancos se mostraram mais propensos a receber o diagnóstico de insônia (um em cada dez); enquanto os negros, de apneia do sono (um em sete). A probabilidade de continuar preocupado com o trabalho, dinheiro, relacionamento e problemas de saúde à noite é maior no grupo de hispânicos (três em oito deles perdem o sono por esse motivo).
Americanos asiáticos dormem melhor que os outros participantes, com cinco de seis afirmando ter noites agradáveis de descanso ao menos em alguns dias da semana. Os cientistas também concluíram que esse grupo tem menos chances de assistir televisão e beber álcool antes de deitar, hábitos que interferem no sono, além de terem menos probabilidade de dividir a cama com alguém.
http://180graus.com/sexo--prazer/perigocansaco-e-sono-ruim-compromete-a-disposicao-para-o-sexo-401461.html>
Conheça algumas dicas para ter uma boa transa debaixo d'água - Sexo & Prazer - Piauí - 180graus
10/02/2011 às 14:43h
Conheça algumas dicas para ter uma boa transa debaixo d'água
Sexo debaixo d’água pode ser, além de gostoso, seguro (com o uso do preservativo, claro). A boa notícia é do diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, Oswaldo Rodrigues Junior. “Dá certo, mas a camisinha precisa ser colocada fora da água”, afirma ele. “A lubrificação vaginal pode ser aumentada com a água, mas o importante é que seja em água limpa”.
Ele lembra ainda que há mulheres que podem não reagir bem ao contato da água com a vagina, porém, outras não têm problema nenhum. Para quem quer tentar, a personal sex trainer Fatimah Moura, de São Paulo, ensina posições para uma boa transa no chuveiro, na banheira de hidromassagem ou na piscina.
Chuveiro
1. Debaixo do chuveiro, a dica dela é que tenha sempre aquele tapetinho antiderrapante no piso, para não correr o risco de escorregar. De frente um para o outro, o homem levanta uma perna da parceira e a coloca em volta da cintura dele. “Ele pode segurar essa perna com uma mão e com a outra acariciar a mulher. Ela pode dobrar um pouco as pernas para que o clitóris roce na perna dele”, diz Fatimah. O ritmo e os movimentos ficam por conta dele. “Nessa posição, eles podem se olhar, se beijar e trocar carícias.”
2. Com a parceira contra a parede e as pernas ligeiramente abertas, o homem segura a mulher pelo bumbum, que pode envolver as pernas nele. “O homem pressiona a mulher contra a parede, iniciando a penetração. Essa posição é legal porque pode friccionar bastante o corpo dela, o que proporciona muito prazer”, ensina a especialista.
Hidromassagem
3. O homem se senta no fundo da banheira e flexiona levemente as pernas. A parceira senta sobre ele, de costas para o rosto dele, e se inclina para frente, apoiando as mãos no fundo da banheira. “Nessa posição, ela controla a velocidade e a profundidade. O homem, por sua vez, pode ensaboar as mãos e massagear as costas da parceira”, explica Fatimah.
4. O parceiro se senta com as pernas cruzadas (posição de lótus). Ela se senta sobre ele, olhos nos olhos. “Nesse caso, a mulher também é quem controla a penetração”. Assim, ela pode começar devagar e aumentar a velocidade como quiser. “Essa posição é muito estimulante para a mulher, pois estimula bastante o clitóris, além do casal poder trocar beijos.”
Piscina
5. Nessa posição, a mulher fica de costas, com os braços descansados na borda da piscina. “Ele pode vir nadando de baixo d’água e surpreendê-la por trás, ir se encostando e segurá-la pela cintura”, ensina a personal. “Ela flexiona levemente as pernas e deixa e o resto fica por conta o homem: ritmo, movimento, profundidade”. Essa posição permite que o casal faça sexo anal ou vaginal.
6. Na escada da piscina, o homem senta de costas para a parede, sentado no último degrau. A mulher, com as pernas um pouco abertas e de costas para ele, apoia os pés um degrau acima do homem, se segurando na escada. “Depois, ela inclina um pouco o corpo para frente e aí é só se ajustar e realizar a penetração. Mas, cuidado para não se empolgar muito e jogar a mulher de cara na água”, avisa Fatimah.
7. Nessa posição, o homem também fica sentado na escada. Porém, mais para cima, de forma que o tórax não fique submerso. A parceira, dessa vez, fica de frente para ele. “Em seguida, ela eleva as pernas e inclina o corpo para trás. Ela pode apoiar os pés em um degrau, mas não pode ficar muito dentro da água”. Depois de se ajeitar, a mulher joga o corpo para trás, até ficar com os cabelos encostando-se à água. “O homem deixa a mulher apoiada nas pernas dele e a segura, também pelas pernas.”
Sexo debaixo d’água pode ser bem interessante
http://www.180graus.com/sexo--prazer/conheca-algumas-dicas-para-ter-uma-boa-transa-debaixo-dagua-402026.html
Conheça algumas dicas para ter uma boa transa debaixo d'água
Sexo debaixo d’água pode ser, além de gostoso, seguro (com o uso do preservativo, claro). A boa notícia é do diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, Oswaldo Rodrigues Junior. “Dá certo, mas a camisinha precisa ser colocada fora da água”, afirma ele. “A lubrificação vaginal pode ser aumentada com a água, mas o importante é que seja em água limpa”.
Ele lembra ainda que há mulheres que podem não reagir bem ao contato da água com a vagina, porém, outras não têm problema nenhum. Para quem quer tentar, a personal sex trainer Fatimah Moura, de São Paulo, ensina posições para uma boa transa no chuveiro, na banheira de hidromassagem ou na piscina.
Chuveiro
1. Debaixo do chuveiro, a dica dela é que tenha sempre aquele tapetinho antiderrapante no piso, para não correr o risco de escorregar. De frente um para o outro, o homem levanta uma perna da parceira e a coloca em volta da cintura dele. “Ele pode segurar essa perna com uma mão e com a outra acariciar a mulher. Ela pode dobrar um pouco as pernas para que o clitóris roce na perna dele”, diz Fatimah. O ritmo e os movimentos ficam por conta dele. “Nessa posição, eles podem se olhar, se beijar e trocar carícias.”
2. Com a parceira contra a parede e as pernas ligeiramente abertas, o homem segura a mulher pelo bumbum, que pode envolver as pernas nele. “O homem pressiona a mulher contra a parede, iniciando a penetração. Essa posição é legal porque pode friccionar bastante o corpo dela, o que proporciona muito prazer”, ensina a especialista.
Hidromassagem
3. O homem se senta no fundo da banheira e flexiona levemente as pernas. A parceira senta sobre ele, de costas para o rosto dele, e se inclina para frente, apoiando as mãos no fundo da banheira. “Nessa posição, ela controla a velocidade e a profundidade. O homem, por sua vez, pode ensaboar as mãos e massagear as costas da parceira”, explica Fatimah.
4. O parceiro se senta com as pernas cruzadas (posição de lótus). Ela se senta sobre ele, olhos nos olhos. “Nesse caso, a mulher também é quem controla a penetração”. Assim, ela pode começar devagar e aumentar a velocidade como quiser. “Essa posição é muito estimulante para a mulher, pois estimula bastante o clitóris, além do casal poder trocar beijos.”
Piscina
5. Nessa posição, a mulher fica de costas, com os braços descansados na borda da piscina. “Ele pode vir nadando de baixo d’água e surpreendê-la por trás, ir se encostando e segurá-la pela cintura”, ensina a personal. “Ela flexiona levemente as pernas e deixa e o resto fica por conta o homem: ritmo, movimento, profundidade”. Essa posição permite que o casal faça sexo anal ou vaginal.
6. Na escada da piscina, o homem senta de costas para a parede, sentado no último degrau. A mulher, com as pernas um pouco abertas e de costas para ele, apoia os pés um degrau acima do homem, se segurando na escada. “Depois, ela inclina um pouco o corpo para frente e aí é só se ajustar e realizar a penetração. Mas, cuidado para não se empolgar muito e jogar a mulher de cara na água”, avisa Fatimah.
7. Nessa posição, o homem também fica sentado na escada. Porém, mais para cima, de forma que o tórax não fique submerso. A parceira, dessa vez, fica de frente para ele. “Em seguida, ela eleva as pernas e inclina o corpo para trás. Ela pode apoiar os pés em um degrau, mas não pode ficar muito dentro da água”. Depois de se ajeitar, a mulher joga o corpo para trás, até ficar com os cabelos encostando-se à água. “O homem deixa a mulher apoiada nas pernas dele e a segura, também pelas pernas.”
Sexo debaixo d’água pode ser bem interessante
http://www.180graus.com/sexo--prazer/conheca-algumas-dicas-para-ter-uma-boa-transa-debaixo-dagua-402026.html
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