Polêmica do kit contra homofobia leva assunto para sala de aula
Marina Morena Costa, iG São Paulo
Escolas que trabalham a diversidade sexual contam que curiosidade dos alunos aumentou após o veto ao material encomendado pelo MEC
Além de repercutir no Congresso, nos movimentos e nas redes sociais, a suspensão de todas as produções que compunham o kit contra a homofobia encomendado pelo Ministério da Educação (MEC) foi assunto em sala de aula. Professores que já trabalham a diversidade sexual com alunos contam que a polêmica despertou a curiosidade de crianças e adolescentes e foi usada para discutir o tema.
No colégio Magister, na zona sul de São Paulo, a ?caixinha da sexualidade? do professor de filosofia Clayton Fernandes recebeu diversas perguntas sobre o kit. ?Alguns perguntaram se os vídeos faziam propaganda das opções sexuais (argumento usado pela presidenta Dilma Rousseff para suspender o material), se eram de boa qualidade e até se não haveria corrupção, superfaturamento do kit?, conta o professor.
As caixas ficam expostas nos corredores da escola e são usadas para que estudantes façam perguntas, sugiram temas e tirem dúvidas sem se identificar ? a educação sexual está na grade curricular desde a 6ª série do ensino fundamental até a última do ensino médio. Fernandes recolhe os papéis e prepara as aulas de acordo com os questionamentos.
Com reportagens jornalísticas sobre o tema, o professor explica os conceitos de respeito às diferenças, homofobia, preconceitos e mostra diferentes opiniões e atitudes. ?Eles conseguem identificar manifestações de preconceito e a se autocorrigir?, destaca.
Os vídeos que vazaram na internet não foram mostrados em sala de aula, porque estão em análise pela equipe pedagógica do colégio. Fernandes é favorável ao material, mas avalia que a imposição de um kit pode não surtir efeito entre os jovens. ?O material não deve ser construído de cima para baixo. O trabalho da diversidade sexual precisa ser desenvolvido em conjunto com os alunos?, pondera.
Contra preconceitos
No Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo (Franscarmo), uma instituição católica, homofobia não é tabu. A pedagoga Andressa Ruiz aborda o tema com naturalidade nas aulas de orientação sexual para a 8ª e 9ª série do ensino fundamental. ?Trabalho a questão do respeito às diferenças. Não importa a religião, quando se fala em respeito e preconceito?, afirma a orientadora educacional.
O kit contra a homofobia despertou a curiosidade dos alunos, e a professora irá selecionar trechos dos vídeos para discutir na aula da semana que vem. ?Eles precisam ter clareza sobre os temas e quais são as implicações. As discussões aparecem na mídia, mas não são aprofundadas?, comenta.
Além de reportagens, Fernandes e Andressa trabalham com dinâmicas de grupo, jogos sobre a sexualidade e exibem trechos de filmes. O professor de filosofia utiliza trechos do ?Crianças Invisíveis?, produção da Unicef feita por diretores de diversos países, inclusive o Brasil, para exemplificar como os pais interferem na educação dos filhos. ?A homofobia, na grande maioria dos casos, é como se fosse princípios negativos herdados da família. Há episódios que mostram como a violência dos pais é passada para os filhos?, explica Fernandes. E é justamente este ciclo que ele pretende quebrar na escola.
http://www.tosabendo.com/conteudo/noticia-ver.asp?id=82196
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O “kit gay” e a sociedade ainda medieval
O “kit gay” e a sociedade ainda medieval
168 acessos - 6 comentários
Publicado em 31/05/2011 pelo(a) Wiki Repórter LuisRio, São Luis - MA
Assisti aos três vídeos desta bendita polêmica e, apesar da opinião do Garotinho, realmente não tive vontade de mudar minha sexualidade, continuo mantenho minha condição de sempre, que é a de heterossexual. É importante que pessoas como o Garotinho, Bolsonaro e Cia compreendam que é infinitamente mais fácil eles verem os colegas deles “mudarem de posição” de vez em quando, por simples conveniências, do que alguém assistir um vídeo hoje e “virar” homossexual amanhã.
Não vi nada demais nestes vídeos que assisti (duas vezes cada um) e, não creio que incentive a ninguém a mudar sua sexualidade. Até porque sexualidade, ao contrario do que muitos pensam, não é algo que se muda. Na verdade quando ouvimos falar de alguém que “mudou”, estamos diante de um equivoco, pois sexualidade não se muda, no máximo, se assume. Conheço casos assim, de pessoas que passaram grande parte da vida negando a si próprias por entenderem que estavam fora dos padrões, temerem os preconceitos e somente depois de muito tempo, decidiram se assumir e enfrentar a tudo que essa condição lhes impõe. A começar com as dificuldades no próprio meio familiar.
Sexualidade não é opção, mas sim condição que não pode ser mudada (nem mesmo com as porradas do Bolsonaro), mas talvez aquele vídeo referente a bissexualidade, tenha sido infeliz ao focar em um certo momento, a questão da probabilidade. Isso não deveria ser colocado porque não vem ao caso, embora ainda, se trate apenas de uma meia verdade, seguindo o conceito do vídeo, um bissexual não aumentaria em 50% suas chances de conseguir um parceiro(a), talvez uns 10% no máximo, uma vez que alem do sexo oposto, restaria como opções, outro bissexual ou um homossexual, já que os heterossexuais não estão disponíveis para se relacionar (sexualmente falando) com estes.
Ainda com relação a estes vídeos, também concordo que não seriam adequados para as nossas crianças, não por causa de uma eventual influência como muitos (equivocadamente) acreditam, mas porque crianças não têm discernimento entender assuntos ligados a sexualidade, qualquer que seja, mas para os adolescentes não vejo realmente motivo de preocupações, os vídeos não são agressivos. Na verdade nem achei estes vídeos muito bons, olhando pela ótica do objetivo que estes possuíam, que é de evitar a homofobia, não acho que foram eficientes na mensagem que deveriam passar, mas certamente a intenção foi boa, intenção esta que foi sem dúvida alguma, de esclarecer e não de incentivar!
Seja como for, estou certo de que, nem estes vídeos, nem nenhum outro que seja, tem o poder de mudar a condição sexual com a qual uma pessoa veio ao mundo, as dúvidas com relação a isso são fruto da ignorância da maioria para com este assunto.
Estamos diante de um paradigma a ser quebrado um dia, quando nossa sociedade evoluir, mas os “sexualmente divergentes” não devem se desanimar, o tempo trabalhará em favor deles, vale mesmo lembrar que, de tempos em tempos, paradigmas são quebrados com a chegada do conhecimento (e o reconhecimento das verdades), se hoje nossa sociedade e nossos religiosos se valem dos relatos encontrados no “Levítico, Romanos, Coríntios e Deuteronômio”, para justificar um comportamento homofóbico, vale lembrar que no passado, já acreditamos inclusive que o sol (e tudo mais), girava em torno do nosso planeta Terra. Nesta época, os nossos religiosos, através da Santa Inquisição, quase levaram pra fogueira um tal de Galileu. Para que não lembra mais das aulas de historia, Galileu era aquele cara “ignorante”, que estava desafiando aquelas “verdades” teocêntricas da época, não lembram? Mas ta na história! Ele teve inclusive que se retratar, negando tudo que pregou, porém alguns séculos depois... onde estava a ignorância mesmo?
Percebe-se que historicamente, que na sociedade, os mais fortes costumam se apossar de tudo, até das verdade, hoje não é diferente...
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=42746
168 acessos - 6 comentários
Publicado em 31/05/2011 pelo(a) Wiki Repórter LuisRio, São Luis - MA
Assisti aos três vídeos desta bendita polêmica e, apesar da opinião do Garotinho, realmente não tive vontade de mudar minha sexualidade, continuo mantenho minha condição de sempre, que é a de heterossexual. É importante que pessoas como o Garotinho, Bolsonaro e Cia compreendam que é infinitamente mais fácil eles verem os colegas deles “mudarem de posição” de vez em quando, por simples conveniências, do que alguém assistir um vídeo hoje e “virar” homossexual amanhã.
Não vi nada demais nestes vídeos que assisti (duas vezes cada um) e, não creio que incentive a ninguém a mudar sua sexualidade. Até porque sexualidade, ao contrario do que muitos pensam, não é algo que se muda. Na verdade quando ouvimos falar de alguém que “mudou”, estamos diante de um equivoco, pois sexualidade não se muda, no máximo, se assume. Conheço casos assim, de pessoas que passaram grande parte da vida negando a si próprias por entenderem que estavam fora dos padrões, temerem os preconceitos e somente depois de muito tempo, decidiram se assumir e enfrentar a tudo que essa condição lhes impõe. A começar com as dificuldades no próprio meio familiar.
Sexualidade não é opção, mas sim condição que não pode ser mudada (nem mesmo com as porradas do Bolsonaro), mas talvez aquele vídeo referente a bissexualidade, tenha sido infeliz ao focar em um certo momento, a questão da probabilidade. Isso não deveria ser colocado porque não vem ao caso, embora ainda, se trate apenas de uma meia verdade, seguindo o conceito do vídeo, um bissexual não aumentaria em 50% suas chances de conseguir um parceiro(a), talvez uns 10% no máximo, uma vez que alem do sexo oposto, restaria como opções, outro bissexual ou um homossexual, já que os heterossexuais não estão disponíveis para se relacionar (sexualmente falando) com estes.
Ainda com relação a estes vídeos, também concordo que não seriam adequados para as nossas crianças, não por causa de uma eventual influência como muitos (equivocadamente) acreditam, mas porque crianças não têm discernimento entender assuntos ligados a sexualidade, qualquer que seja, mas para os adolescentes não vejo realmente motivo de preocupações, os vídeos não são agressivos. Na verdade nem achei estes vídeos muito bons, olhando pela ótica do objetivo que estes possuíam, que é de evitar a homofobia, não acho que foram eficientes na mensagem que deveriam passar, mas certamente a intenção foi boa, intenção esta que foi sem dúvida alguma, de esclarecer e não de incentivar!
Seja como for, estou certo de que, nem estes vídeos, nem nenhum outro que seja, tem o poder de mudar a condição sexual com a qual uma pessoa veio ao mundo, as dúvidas com relação a isso são fruto da ignorância da maioria para com este assunto.
Estamos diante de um paradigma a ser quebrado um dia, quando nossa sociedade evoluir, mas os “sexualmente divergentes” não devem se desanimar, o tempo trabalhará em favor deles, vale mesmo lembrar que, de tempos em tempos, paradigmas são quebrados com a chegada do conhecimento (e o reconhecimento das verdades), se hoje nossa sociedade e nossos religiosos se valem dos relatos encontrados no “Levítico, Romanos, Coríntios e Deuteronômio”, para justificar um comportamento homofóbico, vale lembrar que no passado, já acreditamos inclusive que o sol (e tudo mais), girava em torno do nosso planeta Terra. Nesta época, os nossos religiosos, através da Santa Inquisição, quase levaram pra fogueira um tal de Galileu. Para que não lembra mais das aulas de historia, Galileu era aquele cara “ignorante”, que estava desafiando aquelas “verdades” teocêntricas da época, não lembram? Mas ta na história! Ele teve inclusive que se retratar, negando tudo que pregou, porém alguns séculos depois... onde estava a ignorância mesmo?
Percebe-se que historicamente, que na sociedade, os mais fortes costumam se apossar de tudo, até das verdade, hoje não é diferente...
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=42746
Ideologia de Gênero: saiba mais e conheça riscos para a sociedade
Quinta-feira, 02 de junho de 2011, 09h07 | Atualizada, 10h20
Ideologia de Gênero: saiba mais e conheça riscos para a sociedade
Leonardo Meira
Da Redação
Montagem sobre imagens / ArquivoIdeologia de gênero busca deixar à liberdade de cada um o tipo de ''gênero'' a que quer pertencer, todos igualmente válidos
"Gênero" e "sexo" são sinônimos ou dizem respeito a realidades diferentes? Não é muito difícil encontrar os dois termos sendo usados de modo correlato, embora possuam sentidos completamente distintos. E é exatamente aí que se encontram os perigos da assim chamada Ideologia de Gênero (IG), em que a sexualidade humana é vista como "papel socialmente construído", pois o ser humano nasceria sexualmente "neutro".
"A Ideologia de Gênero começou com a revolução sexual, onde houve clara separação entre o corpo e o sexo ligado à procriação. Na desvinculação dessas questões, a pessoa vê o corpo não mais como algo que lhe é dado em seus caracteres biológicos e pessoais, mas como uma construção, adquirida a partir da sociedade e da cultura em que se vive", esclarece o doutorando em Teologia da Família pelo Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, padre Raimundo Mário Santana.
O que é Ideologia de Gênero?
"Os proponentes desta ideologia querem afirmar que as diferenças entre o homem e a mulher, fora as óbvias diferenças anatômicas, não correspondem a uma natureza fixa que torne alguns seres humanos homens e, a outros, mulheres. Pensam, além disso, que as diferenças de pensar, agir e valorizar a si mesmos são produto da cultura de um país e de uma época determinadas, que atribui a cada grupo de pessoas uma série de características que se explicam pelas conveniências das estruturas sociais de certa sociedade. Querem se rebelar contra isto e deixar à liberdade de cada um o tipo de 'gênero' a que quer pertencer, todos igualmente válidos. Isto faz com que homens e mulheres heterossexuais, homossexuais, lésbicas e bissexuais sejam apenas modos de comportamento sexual produto da escolha de cada pessoa, liberdade que todos os demais devem respeitar", explica o documento A ideologia de gênero: seus perigos e alcances, publicado em 1998 pela Conferência Episcopal Peruana, um dos mais completos textos sobre o assunto.
Acesse
.: A ideologia de gênero: seus perigos e alcances
.: Igreja e sexualidade: conheça a doutrina sobre o assunto
Essa tendência de diferenciação entre "sexo biológico" e "sexo social", enquanto construção das condutas e normas da sociedade, é bastante complexa e pouco estudada devido aos próprios empecilhos criados pelos adeptos da IG. "Não se permitem estudos mais aprofundados na área, pelo temor de que se leve a algum tipo de preconceito ou algo nessa linha. Acredito que é preciso ter em conta os aspectos corporais, fisiológicos. A estrutura social também tem suas influências, mas cada um de nós nasce com características que são próprias, seja de homem ou de mulher, que são inatas e não existe como modificar isso devido a uma questão social", salienta a doutora em Microbiologia e Imunologia com atuação na área de Bioética e professora da Universidade de Brasília (UnB), Lenise Garcia.
No aspecto religioso, o pensamento da IG acaba por defender a ideia de que Deus criou o homem, a mulher e mais todo o tipo de "gêneros" possíveis, ao bel-prazer de cada um. "São divisões que agridem a moral católica. Alguns vanguardistas da ideologia de gênero dizem que a Igreja está rejeitando algumas pessoas. Contudo, na verdade, não se pode afirmar tendenciosamente que Deus faz as coisas segundo o nosso querer. Aquilo que é o elã, a inspiração – Deus nos fez homem e mulher para partilharmos Sua obra criadora – transforma-se em elemento divisor", explica o doutor em Teologia Moral, coordenador nacional do grupo de reflexão sobre problemas morais da CNBB e padre da Arquidiocese de Londrina, Rafael Solano Durán.
Montagem sobre fotos / Arquivo PessoalDoutor em Teologia Moral e coordenador nacional do grupo de reflexão sobre problemas morais da CNBB, padre Rafael Durán, e doutora em Microbiologia e Imunologia com atuação na área de Bioética e professora da Universidade de Brasília, Lenise GarciaSubjetivismo e relativismo
Os adeptos da IG não apenas alimentam sua visão em discussões acadêmicas, mas organizam movimentos que tentam impor esse entendimento como o que deve ser aceito pelas legislações e direito civil (nos casos, por exemplo, do "casamento" homossexual ou da permissão de adoção por esses, para citar alguns). Aí surgem riscos para a estrutura da sociedade ocidental, baseada nos princípios cristãos e grandes valores humanos, como a família fundada no matrimônio entre o homem e a mulher.
Um dos maiores perigos da IG é o imenso espaço que se abre para o subjetivismo moral e sexual. Se ninguém nasce, mas se "faz" homem e mulher ao longo da vida, alguém poderia passar de um lado sexual para o outro a qualquer momento. "Seria uma esfera total do relativismo, da mudança de caráter, bem como daquele caráter absoluto de Deus Criador. Se eliminássemos a possibilidade de que Deus nos faz homem e mulher, diríamos que Deus é completamente ambivalente, que cria e recria de modo diferente", complementa padre Rafael.
Ele recorda que hoje já se vive um grande relativismo em questões sexuais, mas a situação moral e ética poderia se tornar ainda pior. "Cada um decide qual deve ser seu comportamento, sem nenhum tipo de referência objetiva. Isso leva não somente a uma crise de identidade, mas também a uma experiência verdadeiramente escravizante. Chega-se a um ponto tal em que cada um torna-se dono de suas próprias decisões, de suas próprias opções, mesmo se estiverem completamente erradas. A Ideologia de Gênero abre essa brecha para dizer que tudo é completamente permitido e completamente moral. Perderíamos o valor essencial e maravilhoso da nossa identidade: Deus nos criou seres únicos", justifica.
Reprodução e unidade
A questão da reprodução é outro item muito preocupante. "Diga-se o que se diga, só pode acontecer reprodução entre homem e mulher, e isso é algo fundamental para a continuidade da humanidade", sublinha a doutora Lenise Garcia. Ela também indica a influência dessa ideologia na educação das crianças. "Em uma sociedade em que não seja bem esclarecida a questão da sexualidade, uma criança pode interpretar que a amizade com outra do mesmo sexo tem alguma coisa a mais – ela poderia interpretar desse modo se na educação não for colocada de forma adequada essa questão", diz.
Já padre Raimundo aponta outro dano: "perde-se a unidade substancial do homem, pensado como um todo. Ele deixa de ser uma unidade entre corpo e alma e o sexo passa a ser visto como algo meramente físico, que se pode usar, manipular, ligado quase que somente à genitalidade. Esse movimento é perigoso justamente porque usa de técnicas que apresentam às pessoas a sexualidade apenas em vista de um prazer que se possa ter em benefício próprio, sem se dar conta de que a sexualidade caracteriza e forma a pessoa inteira", afirma.
Quando o homem perde sua identidade como macho e fêmea, como homem e mulher, quebra-se o vínculo que esse caráter tem para todos os âmbitos da vida. "Quebrando essa unidade, quebra-se também todos os outros valores que da sexualidade dependem: o matrimônio, a família, os vínculos sociais, pois se banalizam elementos essenciais para a constituição da pessoa e da sociedade. Colocando em dúvida a diferença sexual, coloca-se em risco todos os outros valores da vida humana que estão intimamente ligados a essa diferença", ressalta o sacerdote.
Montagem sobre fotos / Arquivo PessoalDiácono permanente e formador de casais da Comunidade Canção Nova, teólogo Paulo Lourenço, e o doutorando em Teologia da Família pelo Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, padre Raimundo Mário SantanaDiferenças
A doutora Lenise Garcia indica que deve ser feita uma distinção muito clara entre o respeito que cada pessoa humana merece – independente de toda e qualquer escolha que faça, devido à dignidade humana a qual todos têm direito – e a realidade de não se poder colocar em posição crítica em relação a determinados comportamentos. "Muitas vezes, não se faz essa distinção, como se a crítica ao comportamento fosse uma crítica à pessoa. É preciso se entender bem isso para não se fazer confusão nessa área".
O formador de casais da Comunidade Canção Nova, teólogo e diácono permanente, Paulo Roberto Oliveira Lourenço, lembra que as questões ligadas à sexualidade humana nunca podem estar desvinculadas das emoções e afetos humanos, que são próprios do sexo masculino e feminino.
"A mulher tem a sua afetividade aflorada por emoções e o seu comportamento sexual sempre estará ligado à busca de um vínculo amoroso, o que não acontece com o homem, que tem características humanas mais voltadas ao prazer e as suas emoções são reservadas. Qualquer mudança que se queira fazer, com o argumento de que a sociedade pode construir um 'gênero' diferente, estará fadada ao fracasso da própria pessoa humana, pois os seus afetos não mudam. Podem se distorcer, o que acontece muito, gerando pessoas infelizes, emocionalmente desequilibradas, feridas na sua afetividade", sublinha.
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=281960
Ideologia de Gênero: saiba mais e conheça riscos para a sociedade
Leonardo Meira
Da Redação
Montagem sobre imagens / ArquivoIdeologia de gênero busca deixar à liberdade de cada um o tipo de ''gênero'' a que quer pertencer, todos igualmente válidos
"Gênero" e "sexo" são sinônimos ou dizem respeito a realidades diferentes? Não é muito difícil encontrar os dois termos sendo usados de modo correlato, embora possuam sentidos completamente distintos. E é exatamente aí que se encontram os perigos da assim chamada Ideologia de Gênero (IG), em que a sexualidade humana é vista como "papel socialmente construído", pois o ser humano nasceria sexualmente "neutro".
"A Ideologia de Gênero começou com a revolução sexual, onde houve clara separação entre o corpo e o sexo ligado à procriação. Na desvinculação dessas questões, a pessoa vê o corpo não mais como algo que lhe é dado em seus caracteres biológicos e pessoais, mas como uma construção, adquirida a partir da sociedade e da cultura em que se vive", esclarece o doutorando em Teologia da Família pelo Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, padre Raimundo Mário Santana.
O que é Ideologia de Gênero?
"Os proponentes desta ideologia querem afirmar que as diferenças entre o homem e a mulher, fora as óbvias diferenças anatômicas, não correspondem a uma natureza fixa que torne alguns seres humanos homens e, a outros, mulheres. Pensam, além disso, que as diferenças de pensar, agir e valorizar a si mesmos são produto da cultura de um país e de uma época determinadas, que atribui a cada grupo de pessoas uma série de características que se explicam pelas conveniências das estruturas sociais de certa sociedade. Querem se rebelar contra isto e deixar à liberdade de cada um o tipo de 'gênero' a que quer pertencer, todos igualmente válidos. Isto faz com que homens e mulheres heterossexuais, homossexuais, lésbicas e bissexuais sejam apenas modos de comportamento sexual produto da escolha de cada pessoa, liberdade que todos os demais devem respeitar", explica o documento A ideologia de gênero: seus perigos e alcances, publicado em 1998 pela Conferência Episcopal Peruana, um dos mais completos textos sobre o assunto.
Acesse
.: A ideologia de gênero: seus perigos e alcances
.: Igreja e sexualidade: conheça a doutrina sobre o assunto
Essa tendência de diferenciação entre "sexo biológico" e "sexo social", enquanto construção das condutas e normas da sociedade, é bastante complexa e pouco estudada devido aos próprios empecilhos criados pelos adeptos da IG. "Não se permitem estudos mais aprofundados na área, pelo temor de que se leve a algum tipo de preconceito ou algo nessa linha. Acredito que é preciso ter em conta os aspectos corporais, fisiológicos. A estrutura social também tem suas influências, mas cada um de nós nasce com características que são próprias, seja de homem ou de mulher, que são inatas e não existe como modificar isso devido a uma questão social", salienta a doutora em Microbiologia e Imunologia com atuação na área de Bioética e professora da Universidade de Brasília (UnB), Lenise Garcia.
No aspecto religioso, o pensamento da IG acaba por defender a ideia de que Deus criou o homem, a mulher e mais todo o tipo de "gêneros" possíveis, ao bel-prazer de cada um. "São divisões que agridem a moral católica. Alguns vanguardistas da ideologia de gênero dizem que a Igreja está rejeitando algumas pessoas. Contudo, na verdade, não se pode afirmar tendenciosamente que Deus faz as coisas segundo o nosso querer. Aquilo que é o elã, a inspiração – Deus nos fez homem e mulher para partilharmos Sua obra criadora – transforma-se em elemento divisor", explica o doutor em Teologia Moral, coordenador nacional do grupo de reflexão sobre problemas morais da CNBB e padre da Arquidiocese de Londrina, Rafael Solano Durán.
Montagem sobre fotos / Arquivo PessoalDoutor em Teologia Moral e coordenador nacional do grupo de reflexão sobre problemas morais da CNBB, padre Rafael Durán, e doutora em Microbiologia e Imunologia com atuação na área de Bioética e professora da Universidade de Brasília, Lenise GarciaSubjetivismo e relativismo
Os adeptos da IG não apenas alimentam sua visão em discussões acadêmicas, mas organizam movimentos que tentam impor esse entendimento como o que deve ser aceito pelas legislações e direito civil (nos casos, por exemplo, do "casamento" homossexual ou da permissão de adoção por esses, para citar alguns). Aí surgem riscos para a estrutura da sociedade ocidental, baseada nos princípios cristãos e grandes valores humanos, como a família fundada no matrimônio entre o homem e a mulher.
Um dos maiores perigos da IG é o imenso espaço que se abre para o subjetivismo moral e sexual. Se ninguém nasce, mas se "faz" homem e mulher ao longo da vida, alguém poderia passar de um lado sexual para o outro a qualquer momento. "Seria uma esfera total do relativismo, da mudança de caráter, bem como daquele caráter absoluto de Deus Criador. Se eliminássemos a possibilidade de que Deus nos faz homem e mulher, diríamos que Deus é completamente ambivalente, que cria e recria de modo diferente", complementa padre Rafael.
Ele recorda que hoje já se vive um grande relativismo em questões sexuais, mas a situação moral e ética poderia se tornar ainda pior. "Cada um decide qual deve ser seu comportamento, sem nenhum tipo de referência objetiva. Isso leva não somente a uma crise de identidade, mas também a uma experiência verdadeiramente escravizante. Chega-se a um ponto tal em que cada um torna-se dono de suas próprias decisões, de suas próprias opções, mesmo se estiverem completamente erradas. A Ideologia de Gênero abre essa brecha para dizer que tudo é completamente permitido e completamente moral. Perderíamos o valor essencial e maravilhoso da nossa identidade: Deus nos criou seres únicos", justifica.
Reprodução e unidade
A questão da reprodução é outro item muito preocupante. "Diga-se o que se diga, só pode acontecer reprodução entre homem e mulher, e isso é algo fundamental para a continuidade da humanidade", sublinha a doutora Lenise Garcia. Ela também indica a influência dessa ideologia na educação das crianças. "Em uma sociedade em que não seja bem esclarecida a questão da sexualidade, uma criança pode interpretar que a amizade com outra do mesmo sexo tem alguma coisa a mais – ela poderia interpretar desse modo se na educação não for colocada de forma adequada essa questão", diz.
Já padre Raimundo aponta outro dano: "perde-se a unidade substancial do homem, pensado como um todo. Ele deixa de ser uma unidade entre corpo e alma e o sexo passa a ser visto como algo meramente físico, que se pode usar, manipular, ligado quase que somente à genitalidade. Esse movimento é perigoso justamente porque usa de técnicas que apresentam às pessoas a sexualidade apenas em vista de um prazer que se possa ter em benefício próprio, sem se dar conta de que a sexualidade caracteriza e forma a pessoa inteira", afirma.
Quando o homem perde sua identidade como macho e fêmea, como homem e mulher, quebra-se o vínculo que esse caráter tem para todos os âmbitos da vida. "Quebrando essa unidade, quebra-se também todos os outros valores que da sexualidade dependem: o matrimônio, a família, os vínculos sociais, pois se banalizam elementos essenciais para a constituição da pessoa e da sociedade. Colocando em dúvida a diferença sexual, coloca-se em risco todos os outros valores da vida humana que estão intimamente ligados a essa diferença", ressalta o sacerdote.
Montagem sobre fotos / Arquivo PessoalDiácono permanente e formador de casais da Comunidade Canção Nova, teólogo Paulo Lourenço, e o doutorando em Teologia da Família pelo Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, padre Raimundo Mário SantanaDiferenças
A doutora Lenise Garcia indica que deve ser feita uma distinção muito clara entre o respeito que cada pessoa humana merece – independente de toda e qualquer escolha que faça, devido à dignidade humana a qual todos têm direito – e a realidade de não se poder colocar em posição crítica em relação a determinados comportamentos. "Muitas vezes, não se faz essa distinção, como se a crítica ao comportamento fosse uma crítica à pessoa. É preciso se entender bem isso para não se fazer confusão nessa área".
O formador de casais da Comunidade Canção Nova, teólogo e diácono permanente, Paulo Roberto Oliveira Lourenço, lembra que as questões ligadas à sexualidade humana nunca podem estar desvinculadas das emoções e afetos humanos, que são próprios do sexo masculino e feminino.
"A mulher tem a sua afetividade aflorada por emoções e o seu comportamento sexual sempre estará ligado à busca de um vínculo amoroso, o que não acontece com o homem, que tem características humanas mais voltadas ao prazer e as suas emoções são reservadas. Qualquer mudança que se queira fazer, com o argumento de que a sociedade pode construir um 'gênero' diferente, estará fadada ao fracasso da própria pessoa humana, pois os seus afetos não mudam. Podem se distorcer, o que acontece muito, gerando pessoas infelizes, emocionalmente desequilibradas, feridas na sua afetividade", sublinha.
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=281960
Mambo Italiano
Mambo Italiano
Comédia que retrata estrutura familiar contemporânea e aborda sexualidade reestreia em São Paulo
Após temporada no Teatro Nair Bello, a comédia Mambo Italiano chega ao Teatro Folha, para ficar até 28 de julho. O espetáculo fez sucesso em países como Canadá e Estados Unidos e tem texto assinado pelo roteirista canadense Steve Galluccio.
A montagem fala sobre novas famílias e sexualidade. Entre outras discussões, a trama questiona o que é a anormalidade num contexto que inclui um filho homossexual e uma família histérica. No enredo, a estrutura familiar em questão vê seus antigos conceitos sendo derrubados gradativamente.
O título da peça faz alusão a uma dança inusitada representada por vivências dos personagens. "Dançar" o mambo italiano caracteriza escolhas decisivas ao longo da trama.
Ficha Técnica
Texto: Steve Galluccio
Tradução, adaptação e direção: Clarisse Abujamra
Produção geral: Ronaldo Diaféria
Elenco: Jussara Freire, Javet Monteiro, Tania Bondezan, Luciano Andrey, Patrícia Gordo, Jarbas Homem de Mello e Lara Córdula / Stand In: Lilian Blanc e Fábio Cador
Cenário e figurino: Marcio Colaferro
Trilha sonora: Daniel Maia
Luz: Yara Leite
Direção de produção: Clovys Torres
Foto: Divulgação/ Figueira Junior
http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Mambo_Italiano.aspx?id=79418
Comédia que retrata estrutura familiar contemporânea e aborda sexualidade reestreia em São Paulo
Após temporada no Teatro Nair Bello, a comédia Mambo Italiano chega ao Teatro Folha, para ficar até 28 de julho. O espetáculo fez sucesso em países como Canadá e Estados Unidos e tem texto assinado pelo roteirista canadense Steve Galluccio.
A montagem fala sobre novas famílias e sexualidade. Entre outras discussões, a trama questiona o que é a anormalidade num contexto que inclui um filho homossexual e uma família histérica. No enredo, a estrutura familiar em questão vê seus antigos conceitos sendo derrubados gradativamente.
O título da peça faz alusão a uma dança inusitada representada por vivências dos personagens. "Dançar" o mambo italiano caracteriza escolhas decisivas ao longo da trama.
Ficha Técnica
Texto: Steve Galluccio
Tradução, adaptação e direção: Clarisse Abujamra
Produção geral: Ronaldo Diaféria
Elenco: Jussara Freire, Javet Monteiro, Tania Bondezan, Luciano Andrey, Patrícia Gordo, Jarbas Homem de Mello e Lara Córdula / Stand In: Lilian Blanc e Fábio Cador
Cenário e figurino: Marcio Colaferro
Trilha sonora: Daniel Maia
Luz: Yara Leite
Direção de produção: Clovys Torres
Foto: Divulgação/ Figueira Junior
http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Mambo_Italiano.aspx?id=79418
«A SEXUALIDADE E OS AFECTOS» EM DEBATE
«A SEXUALIDADE E OS AFECTOS» EM DEBATE
Colocado por Noticias em Junho 1, 20110 Comentários
Integrado no âmbito do projecto “Ajudar a Crescer” realizou-se no passado sábado, dia 28 de Maio, um encontro dedicado à temática «A Sexualidade e os Afectos», na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, em Mangualde. A iniciativa contou com a presença de Maria José Coelho, Vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Mangualde e Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Mangualde (CPCJ).
Orientado pela enfermeira Eugénia Rainha, o encontro tinha como objectivo esclarecer as dúvidas dos jovens durante o processo da formação da sua sexualidade e afectividade. Para isso, Eugénia Rainha procurou informar e apoiar os participantes numa lógica de diálogo entre as famílias e a escola. Com elevada participação, o debate revestiu-se de grande intensidade e reflectiu as inquietações da comunidade sobre a necessidade de promover comportamentos assertivos das crianças e dos jovens. É durante parte da vida escolar que rapazes e raparigas, física e emocionalmente, vivem o turbilhão das mudanças próprias do crescimento. Muitas vezes ao olhar para o espelho podem perguntar: mas afinal o que se passa comigo?
É por isso importante reflectir em conjunto sobre esta temática, sobre estes conceitos demasiado nobres e indissociáveis, para que, num clima de simplicidade e abertura, possamos educar DIFERENTE, com um ELO comum: o papel responsável e partilhado de cada um de nós.
Durante o encontro foi, ainda, apresentado o Centro de Acolhimento Temporário (CAT) “Solar do Mimo”. Com sede em S. Romão, o centro tem como principal objectivo acolher e dar apoio socioeducativo, a crianças e jovens em risco, exclusivamente utentes do sexo masculino, provenientes de situações de privação e de meio familiar negligente, vítimas de violência doméstica, carência económica e que exigem apoio urgente e transitório por estarem em causa a integridade física e emocional.
O projecto “Ajudar a Crescer” tem como objectivo proporcionar aos pais a participação em encontros sobre diversas temáticas relacionadas com a criança e o seu desenvolvimento / crescimento, pois, tendo em conta a sociedade complexa em que vivemos ser pai e mãe é uma tarefa cada vez mais difícil e desafiante, o que obriga a uma constante evolução e actualização de conhecimentos. É com esse objectivo que se dinamizam estes encontros, ou seja, facultando a troca de experiências e saberes.
Esta acção é uma iniciativa da CPCJ em colaboração com a Câmara Municipal.
http://noticiasdeviseu.com/?p=1423
Colocado por Noticias em Junho 1, 20110 Comentários
Integrado no âmbito do projecto “Ajudar a Crescer” realizou-se no passado sábado, dia 28 de Maio, um encontro dedicado à temática «A Sexualidade e os Afectos», na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, em Mangualde. A iniciativa contou com a presença de Maria José Coelho, Vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Mangualde e Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Mangualde (CPCJ).
Orientado pela enfermeira Eugénia Rainha, o encontro tinha como objectivo esclarecer as dúvidas dos jovens durante o processo da formação da sua sexualidade e afectividade. Para isso, Eugénia Rainha procurou informar e apoiar os participantes numa lógica de diálogo entre as famílias e a escola. Com elevada participação, o debate revestiu-se de grande intensidade e reflectiu as inquietações da comunidade sobre a necessidade de promover comportamentos assertivos das crianças e dos jovens. É durante parte da vida escolar que rapazes e raparigas, física e emocionalmente, vivem o turbilhão das mudanças próprias do crescimento. Muitas vezes ao olhar para o espelho podem perguntar: mas afinal o que se passa comigo?
É por isso importante reflectir em conjunto sobre esta temática, sobre estes conceitos demasiado nobres e indissociáveis, para que, num clima de simplicidade e abertura, possamos educar DIFERENTE, com um ELO comum: o papel responsável e partilhado de cada um de nós.
Durante o encontro foi, ainda, apresentado o Centro de Acolhimento Temporário (CAT) “Solar do Mimo”. Com sede em S. Romão, o centro tem como principal objectivo acolher e dar apoio socioeducativo, a crianças e jovens em risco, exclusivamente utentes do sexo masculino, provenientes de situações de privação e de meio familiar negligente, vítimas de violência doméstica, carência económica e que exigem apoio urgente e transitório por estarem em causa a integridade física e emocional.
O projecto “Ajudar a Crescer” tem como objectivo proporcionar aos pais a participação em encontros sobre diversas temáticas relacionadas com a criança e o seu desenvolvimento / crescimento, pois, tendo em conta a sociedade complexa em que vivemos ser pai e mãe é uma tarefa cada vez mais difícil e desafiante, o que obriga a uma constante evolução e actualização de conhecimentos. É com esse objectivo que se dinamizam estes encontros, ou seja, facultando a troca de experiências e saberes.
Esta acção é uma iniciativa da CPCJ em colaboração com a Câmara Municipal.
http://noticiasdeviseu.com/?p=1423
Se Deus é soberano, Ele é o responsavel pelo orgasmo do pedófilo, afirma Ricardo Gondim
Se Deus é soberano, Ele é o responsavel pelo orgasmo do pedófilo, afirma Ricardo Gondim
Publicado por Renato Cavallera (perfil no G+ Social) em 1 de junho de 2011
O pastor Ricardo Gondim tem o dom da oratória. E da polêmica. Na semana que passou, o presidente nacional da igreja Betesda, cearense radicado em São Paulo há 20 anos, deixou de ser colunista da revista evangélica Ultimato por defender o reconhecimento legal de uniões homoafetivas.
Antes de publicizar sua opinião sobre a necessidade da igreja não se intrometer no funcionamento do Estado laico, o pastor Gondim já havia causado estranhamento em alguns setores evangélicos ao questionar o modo como eles entendiam a soberania Divina. E em seu site publicou um artigo revelando o temor que um dia os evangélicos tomem o poder no Brasil (leia trechos nesta página).
Nesta entrevista exclusiva, concedida por telefone na última sexta-feira, o pastor justifica seus posicionamentos, reafirma suas posturas e declara: “O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico.”
O senhor causou polêmica ao defender publicamente a regulamentação de uniões homoafetivas no Brasil. O senhor mantém esse pensamento?
Ricardo Gondim – Não é uma questão de pensamento. É uma questão de lógica e eu repito o que disse. Em um estado laico, a lei não pode marginalizar ou distinguir homens ou mulheres que se declarem homoafetivos. Há que se entender que num estado laico não podemos confundir teologia, convicções pessoais, com o ordenamento de leis de um país. Não podemos impor preceitos religiosos para toda a sociedade civil. Se os preceitos são meus, você tem o direito de não adotá-los. Foi assim que me posicionei sobre essa questão do STF, que, a meu ver, agiu corretamente garantindo o direito de um segmento de nossa sociedade.
Além do posicionamento a favor da regulamentação de uniões homoafetivas, há outros pontos polêmicos em declarações recentes suas. Uma das críticas que setores evangélicos fazem ao senhor diz respeito à sua opinião sobre a soberania Divina. Eles dizem que o senhor passou a pregar que Deus não é soberano.
O que acontece é que eu descarto a teologia que se difundiu sobre a soberania de Deus. Por essa teologia, Deus tem o controle absoluto de todas as coisas. E as pessoas não estão dispostas a entender que o corolário desse pensamento, o que dele decorre, é que até o orgasmo, o gozo do pedófilo, ou os horrores de Auschwitz (um dos mais conhecidos campos de concentração nazista) estão na conta de Deus, sob a alegativa de que Ele é soberano. Se as pessoas estão dispostas a entender assim, esse Deus é um monstro, não um Deus de amor. A minha leitura da Bíblia é a partir de Jesus Cristo, que é um Deus de amor, e não de Deus títere, que é responsável por chacinas, atrocidades, limpezas étnicas. A história segue não porque Deus a controla, a história segue porque somos personagens livres e nos comportamos com desobediência à vontade de Deus. É por isso que existem a miséria, os crimes, a exclusão. Porque Sua vontade é contrariada. As pessoas não estão dispostas a lidar com esses conceitos, preferem se amparar na Soberania, que nos rouba a nossa responsabilidade na história.
Recentemente, o senhor publicou no seu site o artigo Deus nos livre de um Brasil evangélico, onde demonstra o seu temor que o segmento chamado Movimento Evangélico chegue ao poder no Brasil e aponta uma série de razões para isso. Como esse artigo foi recebido?
Foi muito mal recebido. Porque há, sim, um segmento no Brasil, que se auto-denomina Movimento Evangélico, que difunde a ideia de que se os evangélicos se multiplicarem no País, se houver um número suficiente para dominar a política, as leis, se chegarem ao poder, o Brasil será um País melhor. Isso é um ledo engano. O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico. Porque esse crescimento não significa por si só o crescimento dos valores do Reino de Deus, que são a justiça, a inclusão que dos que estão à margem, o amor. Esses valores não são prioridade para o Movimento Evangélico. Até porque, o número crescente de evangélicos também estará absorvendo outros valores como a cobiça, a injustiça social, o desejo de crescimento financeiro e de poder. Esta última tentativa de interferência no ordenamento do STF é um exemplo desse projeto de poder.
O senhor se refere à votação da regulamentação das uniões homoafetivas?
Sim. Eles ficaram numa campanha interna, enviando mensagens pressionando os ministros para que votassem contrários à união homoafetiva. E ficavam conclamando seus fieis para fazer o mesmo. Isso em um estado laico é um absurdo. A mesma coisa está acontecendo agora no Congresso Nacional.
O senhor fala da atuação da bancada evangélica na suspensão, por parte do Governo Federal, da distribuição do kit anti-homofobia nas escolas?
Exatamente. Falo de uma das maiores aberrações éticas que já surgiu neste País nos últimos tempos. Em nome de blindar um ministro que está suspeito de enriquecimento ilícito, que está tendo que explicar o aumento meteórico de seu patrimônio, negociou-se a questão do kit anti-homofobia. Isso mostra do que esta bancada, que se diz evangélica, que diz representar os evangélicos, está disposta a negociar. Em nome desse projeto de poder que eu falei anteriormente, negociou-se um projeto de grande valor para esse País. Isso é lamentável, completamente lamentável.
O senhor encontra ressonância para esse tipo de discurso na comunidade evangélica ou sua fala – assim como o pensamento por ela representado – é dissonante?
Ricardo – Não é dissonante, de maneira nenhuma. Existe um grande grupo que concorda com esse pensamento e que caminha nessa linha. Embora eu esteja em baixo de grande percepção por conta de grupos intolerantes e fundamentalistas, tenho me surpreendido com o número de evangélicos que me dizem para continuar.
O senhor se arrepende de ter se manifestado publicamente sobre essas questões?
Ricardo – Não. Absolutamente. Eu continuo repetindo o que disse. As minhas convicções não são intempestivas, são frutos de amadurecimento teológico. O estado é laico, e é importante que se mantenha assim. Num estado laico todos os grupos são protegidos, até os religiosos.
Fonte: O Povo
http://noticias.gospelmais.com.br/deus-soberano-responsavel-orgasmo-pedofilo-ricardo-gondim-20332.html
Publicado por Renato Cavallera (perfil no G+ Social) em 1 de junho de 2011
O pastor Ricardo Gondim tem o dom da oratória. E da polêmica. Na semana que passou, o presidente nacional da igreja Betesda, cearense radicado em São Paulo há 20 anos, deixou de ser colunista da revista evangélica Ultimato por defender o reconhecimento legal de uniões homoafetivas.
Antes de publicizar sua opinião sobre a necessidade da igreja não se intrometer no funcionamento do Estado laico, o pastor Gondim já havia causado estranhamento em alguns setores evangélicos ao questionar o modo como eles entendiam a soberania Divina. E em seu site publicou um artigo revelando o temor que um dia os evangélicos tomem o poder no Brasil (leia trechos nesta página).
Nesta entrevista exclusiva, concedida por telefone na última sexta-feira, o pastor justifica seus posicionamentos, reafirma suas posturas e declara: “O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico.”
O senhor causou polêmica ao defender publicamente a regulamentação de uniões homoafetivas no Brasil. O senhor mantém esse pensamento?
Ricardo Gondim – Não é uma questão de pensamento. É uma questão de lógica e eu repito o que disse. Em um estado laico, a lei não pode marginalizar ou distinguir homens ou mulheres que se declarem homoafetivos. Há que se entender que num estado laico não podemos confundir teologia, convicções pessoais, com o ordenamento de leis de um país. Não podemos impor preceitos religiosos para toda a sociedade civil. Se os preceitos são meus, você tem o direito de não adotá-los. Foi assim que me posicionei sobre essa questão do STF, que, a meu ver, agiu corretamente garantindo o direito de um segmento de nossa sociedade.
Além do posicionamento a favor da regulamentação de uniões homoafetivas, há outros pontos polêmicos em declarações recentes suas. Uma das críticas que setores evangélicos fazem ao senhor diz respeito à sua opinião sobre a soberania Divina. Eles dizem que o senhor passou a pregar que Deus não é soberano.
O que acontece é que eu descarto a teologia que se difundiu sobre a soberania de Deus. Por essa teologia, Deus tem o controle absoluto de todas as coisas. E as pessoas não estão dispostas a entender que o corolário desse pensamento, o que dele decorre, é que até o orgasmo, o gozo do pedófilo, ou os horrores de Auschwitz (um dos mais conhecidos campos de concentração nazista) estão na conta de Deus, sob a alegativa de que Ele é soberano. Se as pessoas estão dispostas a entender assim, esse Deus é um monstro, não um Deus de amor. A minha leitura da Bíblia é a partir de Jesus Cristo, que é um Deus de amor, e não de Deus títere, que é responsável por chacinas, atrocidades, limpezas étnicas. A história segue não porque Deus a controla, a história segue porque somos personagens livres e nos comportamos com desobediência à vontade de Deus. É por isso que existem a miséria, os crimes, a exclusão. Porque Sua vontade é contrariada. As pessoas não estão dispostas a lidar com esses conceitos, preferem se amparar na Soberania, que nos rouba a nossa responsabilidade na história.
Recentemente, o senhor publicou no seu site o artigo Deus nos livre de um Brasil evangélico, onde demonstra o seu temor que o segmento chamado Movimento Evangélico chegue ao poder no Brasil e aponta uma série de razões para isso. Como esse artigo foi recebido?
Foi muito mal recebido. Porque há, sim, um segmento no Brasil, que se auto-denomina Movimento Evangélico, que difunde a ideia de que se os evangélicos se multiplicarem no País, se houver um número suficiente para dominar a política, as leis, se chegarem ao poder, o Brasil será um País melhor. Isso é um ledo engano. O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico. Porque esse crescimento não significa por si só o crescimento dos valores do Reino de Deus, que são a justiça, a inclusão que dos que estão à margem, o amor. Esses valores não são prioridade para o Movimento Evangélico. Até porque, o número crescente de evangélicos também estará absorvendo outros valores como a cobiça, a injustiça social, o desejo de crescimento financeiro e de poder. Esta última tentativa de interferência no ordenamento do STF é um exemplo desse projeto de poder.
O senhor se refere à votação da regulamentação das uniões homoafetivas?
Sim. Eles ficaram numa campanha interna, enviando mensagens pressionando os ministros para que votassem contrários à união homoafetiva. E ficavam conclamando seus fieis para fazer o mesmo. Isso em um estado laico é um absurdo. A mesma coisa está acontecendo agora no Congresso Nacional.
O senhor fala da atuação da bancada evangélica na suspensão, por parte do Governo Federal, da distribuição do kit anti-homofobia nas escolas?
Exatamente. Falo de uma das maiores aberrações éticas que já surgiu neste País nos últimos tempos. Em nome de blindar um ministro que está suspeito de enriquecimento ilícito, que está tendo que explicar o aumento meteórico de seu patrimônio, negociou-se a questão do kit anti-homofobia. Isso mostra do que esta bancada, que se diz evangélica, que diz representar os evangélicos, está disposta a negociar. Em nome desse projeto de poder que eu falei anteriormente, negociou-se um projeto de grande valor para esse País. Isso é lamentável, completamente lamentável.
O senhor encontra ressonância para esse tipo de discurso na comunidade evangélica ou sua fala – assim como o pensamento por ela representado – é dissonante?
Ricardo – Não é dissonante, de maneira nenhuma. Existe um grande grupo que concorda com esse pensamento e que caminha nessa linha. Embora eu esteja em baixo de grande percepção por conta de grupos intolerantes e fundamentalistas, tenho me surpreendido com o número de evangélicos que me dizem para continuar.
O senhor se arrepende de ter se manifestado publicamente sobre essas questões?
Ricardo – Não. Absolutamente. Eu continuo repetindo o que disse. As minhas convicções não são intempestivas, são frutos de amadurecimento teológico. O estado é laico, e é importante que se mantenha assim. Num estado laico todos os grupos são protegidos, até os religiosos.
Fonte: O Povo
http://noticias.gospelmais.com.br/deus-soberano-responsavel-orgasmo-pedofilo-ricardo-gondim-20332.html
Bancada evangélica cria projeto de lei que proibe casamentos gay em igreja evangélica
Bancada evangélica cria projeto de lei que proibe casamentos gay em igreja evangélica
Publicado por Renato Cavallera (perfil no G+ Social) em 9 de maio de 2011
Após o STF reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a bancada evangélica quer incluir na legislação um dispositivo para impedir que igrejas sejam obrigadas a celebrar cerimônias de casamento entre homossexuais. Para integrantes do movimento LGBT, a medida visa a tirar o foco da discussão sobre os direitos civis dos homossexuais.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), diz que a proposta visa a evitar constrangimentos para a religião. Ele afirma que a intenção é evitar a existência de decisão judicial que obrigue a realização de cerimônia. “Seria bom tornar isso explícito para evitar que algum juiz preconceituoso, atendendo a alguma demanda específica, possa dar uma sentença impondo uma ação dessa a alguma igreja.”
Campos afirmou que em Goiânia houve uma decisão liminar obrigando uma igreja evangélica a realizar casamento de pessoas que não seguiam a igreja e isso poderia acontecer também no caso de homossexuais. A frente presidida por Campos conta com 76 deputados e 3 senadores.
“Desespero.” O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), homossexual, diz que a proposta quer desviar o foco da discussão sobre os direitos civis. “Isso é desespero para jogar a opinião pública contra o direito civil. O direito é público, a fé é privada. Nenhum homossexual quer casar em igreja”, reiterou.
Wyllyse defende a aprovação de uma proposta de emenda constitucional para garantir o direito dos homossexuais ao casamento civil. Com isso, ressalta o parlamentar, as pessoas não precisariam mais recorrer à Justiça para ter direitos como de pensão, hereditariedade, tributários, entre outros.
A bancada evangélica quer esperar o detalhe da decisão do STF para saber a sua abrangência. Evangélico, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma que é preciso ver qual a extensão do reconhecimento feito pelo Supremo para daí entender quais direitos foram estendidos.
Uma das dúvidas é se a adoção de crianças está ou não no âmbito da decisão. “Ainda tem muito oba-oba. Temos de conhecer o detalhe da decisão, é isso que vai nortear a ação do Congresso. Houve a decisão política do Supremo, mas precisa ver a natureza jurídica disso. O julgamento sequer acabou.”
Fonte: Estadão
http://noticias.gospelmais.com.br/bancada-evangelica-projeto-proibe-casamentos-gay-igrejas-19605.html
Publicado por Renato Cavallera (perfil no G+ Social) em 9 de maio de 2011
Após o STF reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a bancada evangélica quer incluir na legislação um dispositivo para impedir que igrejas sejam obrigadas a celebrar cerimônias de casamento entre homossexuais. Para integrantes do movimento LGBT, a medida visa a tirar o foco da discussão sobre os direitos civis dos homossexuais.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), diz que a proposta visa a evitar constrangimentos para a religião. Ele afirma que a intenção é evitar a existência de decisão judicial que obrigue a realização de cerimônia. “Seria bom tornar isso explícito para evitar que algum juiz preconceituoso, atendendo a alguma demanda específica, possa dar uma sentença impondo uma ação dessa a alguma igreja.”
Campos afirmou que em Goiânia houve uma decisão liminar obrigando uma igreja evangélica a realizar casamento de pessoas que não seguiam a igreja e isso poderia acontecer também no caso de homossexuais. A frente presidida por Campos conta com 76 deputados e 3 senadores.
“Desespero.” O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), homossexual, diz que a proposta quer desviar o foco da discussão sobre os direitos civis. “Isso é desespero para jogar a opinião pública contra o direito civil. O direito é público, a fé é privada. Nenhum homossexual quer casar em igreja”, reiterou.
Wyllyse defende a aprovação de uma proposta de emenda constitucional para garantir o direito dos homossexuais ao casamento civil. Com isso, ressalta o parlamentar, as pessoas não precisariam mais recorrer à Justiça para ter direitos como de pensão, hereditariedade, tributários, entre outros.
A bancada evangélica quer esperar o detalhe da decisão do STF para saber a sua abrangência. Evangélico, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma que é preciso ver qual a extensão do reconhecimento feito pelo Supremo para daí entender quais direitos foram estendidos.
Uma das dúvidas é se a adoção de crianças está ou não no âmbito da decisão. “Ainda tem muito oba-oba. Temos de conhecer o detalhe da decisão, é isso que vai nortear a ação do Congresso. Houve a decisão política do Supremo, mas precisa ver a natureza jurídica disso. O julgamento sequer acabou.”
Fonte: Estadão
http://noticias.gospelmais.com.br/bancada-evangelica-projeto-proibe-casamentos-gay-igrejas-19605.html
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