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terça-feira, 24 de julho de 2012

Terapia hormonal está associada com hipertensão


Quanto maior o tempo de uso, maiores são os riscos para a mulher
Postada em: 16/07/2012 ás 15:23:08 
De acordo com um estudo publicado no periódico PLoS ONE, a terapia de reposição hormonal está associada com maiores chances de um aumento na pressão arterial. 

Segundo a pesquisa, quando usada por períodos prolongados, a terapia está relacionada com um aumento posterior da pressão.

A terapia de reposição hormonal consiste no uso dos hormônios femininos estrogênio e progesterona — separados ou combinados —, para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor, perda do apetite sexual e ressecamento vaginal.

Pesquisa - A pesquisa foi coordenada por Joanne Lind, da Universidade da Austrália Ocidental. Foram incluídas 43.405 mulheres na pós-menopausa. Segundo Lind, nenhuma pesquisa que associou a reposição hormonal à hipertensão deduziu uma possível causa para explicar tal relação — ou seja, os estudos apenas observaram que as mulheres que recebem o tratamento têm maior probabilidade de apresentar pressão alta, mas não identificaram o porquê de isso ocorrer.

A pesquisadora explica que alguns fatores, porém, ajudam a entender essa associação. “É sabido que a pressão arterial costuma aumentar entre as mulheres após a menopausa, e que os estrógenos produzidos naturalmente pelo organismo beneficiam a saúde cardiovascular. 

Nosso corpo é muito bom em controlar os hormônios, mas isso não acontece quando tomamos medicamentos que imitam a ação hormonal. Por isso, parece que pacientes que ingerem hormônios em terapias como essa não os regulam corretamente, o que pode desencadear consequências adversas à saúde, como o aumento da pressão arterial — embora, por outro lado, o tratamento tenha benefícios, especialmente em relação aos sintomas comuns da menopausa”, disse Lind ao site de VEJA.

A autora também considera que é possível que as mulheres que apresentam os sintomas mais intensos da menopausa, e que necessitam da terapia hormonal, são as mesmas que têm maiores riscos de pressão alta. 

Portanto, pode ser que não sejam os hormônios em si que acarretam a hipertensão, mas sim que as chances do problema sejam maiores entre as pacientes que requerem a terapia. No artigo, os pesquisadores concluem que, de qualquer maneira, é importante que a hipertensão seja considerada como um fator de risco no momento da opção pela terapia. 

http://surgiu.com.br/noticia/41254/terapia-hormonal-esta-associada-com-hipertensao.html

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A reposição hormonal masculina


19/09/2011

No homem a redução dos hormônios sexuais ocorre de maneira muito mais sutil que na mulher. Não há uma queda tão definida dos hormônios nem um fenômeno tão marcante quanto  a última menstruação. O que sabemos é que neles, a testosterona, o principal hormônio masculino, começa a cair por volta dos 40 anos de idade e daí por diante a perda pode alcançar 1 a 2% da produção hormonal masculina anualmente.
Os sintomas também não são nada característicos como na mulher. Nelas, as ondas de calor não deixam dúvidas de que o climatério chegou. Neles, o declínio dos hormônios sexuais masculinos, a chamada andropausa, ainda não é aceita por muitos estudiosos no assunto. Isso porque seus sintomas lembram muito mais o processo de envelhecer e não ocorrem como um fenômeno fisiológico em todos os homens.
A disfunção erétil e a redução da libido talvez sejam os sintomas mais característicos da andropausa e que mais afligem o homem com declínio hormonal. Mesmo assim, a sexualidade pode sofrer influências de muitas outras causas orgânicas e psíquicas e que nada tem a ver com o declínio do hormônio masculino. Por isso, o diagnóstico deve sempre ter a comprovação das dosagens desse hormônio, além dos sintomas.
Além das alterações da esfera sexual, os demais sintomas que acompanham a redução da testosterona são ainda menos específicos de disfunção hormonal e mais parecidos com o envelhecimento. Redução da massa muscular e óssea, fadiga crônica e desânimo são queixas de muitos homens após os 50 anos e a maioria deles não tem a queda de testosterona que nos permite fazer o diagnóstico de andropausa. Talvez o stress da vida moderna, as demandas profissionais e familiares e a própria expectativa masculina possam estar atuando com mais força do que o declínio hormonal.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, a reposição do hormônio masculino pode ser realizada desde que não haja contra-­indicações. As mais importantes são as doenças da próstata ou até as alterações inespecíficas do PSA.  A reposição pode ser feita através de várias preparações do hormônio masculino, que podem ser administradas por via oral, injetável ou por soluções aplicadas à pele sob a forma de gel ou adesivo. Seus benefícios são comprovados em melhorar a libido, a ereção, a massa muscular e óssea.
Há, entretanto, riscos que devem ser monitorados, principalmente devido ao potencial da testosterona em agravar a tendência do aumento da próstata que ocorre com a idade e em estimular uma doença prostática não diagnosticada, entre elas, o próprio câncer de próstata. É bem certo que o hormônio masculino não causa o câncer de próstata, mas também é definitivo o conhecimento de que ele pode ser o gatilho para o crescimento de um tumor maligno até então quiescente. Outras complicações do uso crônico do hormônio masculino são a retenção de líquidos e aumento de glóbulos vermelhos que podem trazer risco de sobrecarga cardiovascular, desenvolvimento de mamas e até apneia do sono.
Como a reposição hormonal feminina, aqui também cada caso deve ser minuciosamente investigado e  o tratamento instituído individualmente e monitorado com rigor.