A química do amor
Especialistas falam sobre os processos que ocorrem no corpo quando estamos amando
Por Ilana Ramos
07/07/2011
Ocitocina, adrenalina, testosterona, serotonina, endorfina. Ao contrário do que dizem por aí, os sentimentos são produzidos pelo corpo inteiro e não pelo coração. A boca ressecada, os olhos brilhando e o coração batendo forte, a ansiedade que antecede o encontro. Tudo que sentimos quando estamos apaixonados é de responsabilidade de hormônios e neurotransmissores produzidos pelo nosso corpo. A química do amor é tão complexa quanto o próprio sentimento.
O que é o amor? A pergunta mais básica nem sempre é a mais fácil de ser respondida. Para a psicóloga e doutora em Psicologia Clínica Teresa Creusa Negreiros, “o amor é uma emoção nem tão sentimental quanto os apologistas do amor romântico pregam. O amor satisfaz as necessidades da pessoa. Necessidades essas que podem ser sexuais, espirituais e psicológicas. De qualquer maneira, o amor é uma emoção muito positiva porque traz à pessoa a fantasia de que suas necessidades estão sendo obtidas, que seus objetivos estão sendo atingidos. Faz bem ao ser humano partilhar sentimentos e pensamentos com outro”.
Ao ver a pessoa amada, além do puro prazer de tê-la por perto, acontece uma série de reações no corpo. A vice-coordenadora do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) ,Sonia Brucki, diz que “fisiologicamente, acontece uma ativação dos circuitos relacionados ao prazer quando vê a pessoa que ama, é uma sensação de recompensa. Tanto que esse é o mesmo circuito envolvido em qualquer outro tipo de prazer como comer alguma coisa que goste ou causada pelo uso de alguma substância química. Na paixão essa ativação seria mais exacerbada e há uma resposta fisiológica, que é boca seca, a taquicardia”.
A paixão e o amor envolvem uma série de substâncias químicas responsáveis pelo nosso comportamento. A endocrinologista Christiani Poço explica que “as sensações que temos quando estamos apaixonadas são resultado da produção de hormônios por vários órgãos do corpo e de neurotransmissores, pelo cérebro. O prazer, a euforia, o coração acelerado, a ansiedade. O impulso sexual, por exemplo, é de responsabilidade da testosterona, nos homens, e do estrogênio, nas mulheres. Alguns neurotransmissores, como a adrenalina, a serotonina e a endorfina também contribuem no conjunto das sensações típicas do amor. Já a ocitocina, apelidada de ‘hormônio do amor’, é responsável pela criação de laços, pela afetividade, e é mais produzido na mulher do que no homem”.
E não é só isso. Estar apaixonado ainda melhora a autoestima e deixa a pessoa mais bonita. Ainda segundo Christiani, “por a pessoa estar mais feliz, com uma sensação de bem-estar, ela passa essa imagem de que está mais bonita. Mas não há nenhuma substância que o corpo produz que tenha um efeito direto na beleza”. Para Sonia Brucki, “quando está amando, ela fica até mais bonita, fica mais alegre, mais vistosa, muda seu gestual, seu jeito de vestir-se, sua interface emocional”. A psicóloga Teresa completa dizendo que “a satisfação que o amor proporciona produz jovialidade. Ela pode não ser bela, mas fica esplendorosa, ela acredita mais na vida, encara-a de forma mais positiva”.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8338
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Beijo na boca mantém desejo sexual
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Beijo na boca mantém desejo sexual
É comum perceber casais que já estão juntos há muito tempo abrindo mão do beijo na boca. Há quem arrisque um selinho ou outras formas de carinho, mas acabam deixando de lado aqueles beijos de novela, apaixonados e fundamentais para uma relação saudável. Não é por falta de motivos: um beijo de língua é capaz de ativar 29 músculos faciais, aumentar a temperatura da pele, acelerar o ritmo cardíaco e a frequência respiratória, e ainda produzir endorfinas, o hormônio que gera felicidade.
Segundo o ginecologista e sexólogo, Amaury Mendes Jr., a pele dos lábios é semelhante à mucosa do pênis e a do clitóris, regiões de grande vascularização. Sempre que são estimuladas mandam para o cérebro as sensações percebidas. "O beijo é conhecido desde a idade da pedra, quando os primeiros homens lambiam seu par para retirar sal do suor do rosto, relacionando este contato à própria sobrevivência. Até hoje passa uma ideia de compromisso, tanto que muitas prostitutas se negam a beijar nos programas", afirma.
Segundo o Relatório Hite, pesquisa sobre sexualidade feminina, 90% das mulheres gostam de beijos durante o sexo, enquanto entre homens com instrução, 77% necessitam do contato com os lábios para serem estimulados. Em homens com menos instrução, o número cai para 41%, refletindo em um quadro de disfunção erétil, duas vezes maior neste grupo.
Ainda de acordo Amaury, a falta de desejo é um dos problemas mais frequentes na terapia sexual, principalmente por provocar o distanciamento do casal. Para promover a reaproximação, cabe ao sexólogo orientar o par no estímulo de carinhos e beijos pela pratica de exercícios comportamentais onde os dois podem avaliar seus verdadeiros sentimentos. "Até porque um bom beijo além de ser gostoso, expressa, na maioria das vezes, mais que palavras", conclui.
Fonte: Itodas
http://dicasamorsemlimite.blogspot.com/2011/07/beijo-na-boca-mantem-desejo-sexual.html
Beijo na boca mantém desejo sexual
É comum perceber casais que já estão juntos há muito tempo abrindo mão do beijo na boca. Há quem arrisque um selinho ou outras formas de carinho, mas acabam deixando de lado aqueles beijos de novela, apaixonados e fundamentais para uma relação saudável. Não é por falta de motivos: um beijo de língua é capaz de ativar 29 músculos faciais, aumentar a temperatura da pele, acelerar o ritmo cardíaco e a frequência respiratória, e ainda produzir endorfinas, o hormônio que gera felicidade.
Segundo o ginecologista e sexólogo, Amaury Mendes Jr., a pele dos lábios é semelhante à mucosa do pênis e a do clitóris, regiões de grande vascularização. Sempre que são estimuladas mandam para o cérebro as sensações percebidas. "O beijo é conhecido desde a idade da pedra, quando os primeiros homens lambiam seu par para retirar sal do suor do rosto, relacionando este contato à própria sobrevivência. Até hoje passa uma ideia de compromisso, tanto que muitas prostitutas se negam a beijar nos programas", afirma.
Segundo o Relatório Hite, pesquisa sobre sexualidade feminina, 90% das mulheres gostam de beijos durante o sexo, enquanto entre homens com instrução, 77% necessitam do contato com os lábios para serem estimulados. Em homens com menos instrução, o número cai para 41%, refletindo em um quadro de disfunção erétil, duas vezes maior neste grupo.
Ainda de acordo Amaury, a falta de desejo é um dos problemas mais frequentes na terapia sexual, principalmente por provocar o distanciamento do casal. Para promover a reaproximação, cabe ao sexólogo orientar o par no estímulo de carinhos e beijos pela pratica de exercícios comportamentais onde os dois podem avaliar seus verdadeiros sentimentos. "Até porque um bom beijo além de ser gostoso, expressa, na maioria das vezes, mais que palavras", conclui.
Fonte: Itodas
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Será que ela gozou mesmo?
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Será que ela gozou mesmo?
Por insegurança ou constrangimento, ela pode fingir orgasmo. Antes que isso detone sua relação, conheça sete sinais que revelam se o orgasmo dela é verdadeiro
>> Cara de paisagem
Decifre a linguagem corporal da mulher. Um orgasmo honesto costuma provocar uma ou várias das seguintes situações: olhos fechados, pescoço arqueado, mamilos e pelos eretos, boca contorcida, leves tremores e vermelhidão na região do colo até o rosto. Se nada disso rolar, você pode estar longe de um final feliz. Vale usar uma técnica infalível (que elas próprias usam quando se masturbam). Com a base do polegar, pressione o clitóris em movimentos circulares.
>> Ducha de água fria
Depois do sexo ela correu para o banheiro? Alerta. Se a transa foi boa e ela teve um orgasmo, vai precisar de alguns minutos até o sangue voltar às pernas. Quando perceber que está na reta final, pare de pensar em você e concentre-se em dar prazer a ela com as mãos antes de retomar a penetração. Vocês vão gozar juntos e aí, depois de uns minutos, poderão partir para o segundo round no chuveiro.
>> Honestidade em excesso
Se ela sempre chega ao orgasmo, independentemente da posição, há algo estranho. Por duas razões: 1) apenas 30% das mulheres chegam ao clímax somente com a penetração; 2) posições que proporcionam menos contato com o clitóris, como de quatro ou em pé, tornam o orgasmo ainda menos provável. Então, finja que acredita no teatro e use suas mãos ou um vibrador para ajudá-la a concluir a missão.
CONHEÇA A SEX SHOP AMOR SEM LIMITE
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>> Respiração descontrolada
Quando ela está excitada e perto do clímax, a respiração é ofegante, certo? Mas quando ela finge, o teatro fica um pouco forçado. Ela parece um peixe fora d`água em busca de ar. Portanto, onde há exagero, há mentira.
>> Pretensão pélvica
Durante um orgasmo de verdade, seu pênis será apertado pela contração dos músculos pélvicos dela. “E isso não dá para disfarçar”, afirma a sexóloga Jussania Oliveira, consultora da MH. Durante essas contrações, braços e pernas se mexem também.
>> Mentira pós-coito
As mulheres fingem orgasmo para fazer seus parceiros se sentirem melhor. Ou seja, a motivação é nobre. E parte da encenação consiste em evitar qualquer bate-papo depois da transa. Ela simplesmente vira para o lado e dorme (ou finge também). Mas quando o orgasmo é real, o corpo feminino libera ocitocina, hormônio que acalma e favorece a aproximação do casal. Nestes casos, ela sempre quer se aconchegar e falar, falar…
>> Gemido mecânico
Sussurros e gritos são a forma mais comum de uma mulher fingir orgasmo. Só que, quando você está se divertindo, dificilmente para para pensar se aquele gemido é honesto. Dependendo da atuação, a garota pode ganhar o Oscar. A dica: sincronize seus movimentos com os gemidos dela, assim as chances de um clímax autêntico aumentam.
Fonte: men's health
http://dicasamorsemlimite.blogspot.com/2011/07/sera-que-ela-gozou-mesmo.html
Será que ela gozou mesmo?
Por insegurança ou constrangimento, ela pode fingir orgasmo. Antes que isso detone sua relação, conheça sete sinais que revelam se o orgasmo dela é verdadeiro
>> Cara de paisagem
Decifre a linguagem corporal da mulher. Um orgasmo honesto costuma provocar uma ou várias das seguintes situações: olhos fechados, pescoço arqueado, mamilos e pelos eretos, boca contorcida, leves tremores e vermelhidão na região do colo até o rosto. Se nada disso rolar, você pode estar longe de um final feliz. Vale usar uma técnica infalível (que elas próprias usam quando se masturbam). Com a base do polegar, pressione o clitóris em movimentos circulares.
>> Ducha de água fria
Depois do sexo ela correu para o banheiro? Alerta. Se a transa foi boa e ela teve um orgasmo, vai precisar de alguns minutos até o sangue voltar às pernas. Quando perceber que está na reta final, pare de pensar em você e concentre-se em dar prazer a ela com as mãos antes de retomar a penetração. Vocês vão gozar juntos e aí, depois de uns minutos, poderão partir para o segundo round no chuveiro.
>> Honestidade em excesso
Se ela sempre chega ao orgasmo, independentemente da posição, há algo estranho. Por duas razões: 1) apenas 30% das mulheres chegam ao clímax somente com a penetração; 2) posições que proporcionam menos contato com o clitóris, como de quatro ou em pé, tornam o orgasmo ainda menos provável. Então, finja que acredita no teatro e use suas mãos ou um vibrador para ajudá-la a concluir a missão.
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>> Respiração descontrolada
Quando ela está excitada e perto do clímax, a respiração é ofegante, certo? Mas quando ela finge, o teatro fica um pouco forçado. Ela parece um peixe fora d`água em busca de ar. Portanto, onde há exagero, há mentira.
>> Pretensão pélvica
Durante um orgasmo de verdade, seu pênis será apertado pela contração dos músculos pélvicos dela. “E isso não dá para disfarçar”, afirma a sexóloga Jussania Oliveira, consultora da MH. Durante essas contrações, braços e pernas se mexem também.
>> Mentira pós-coito
As mulheres fingem orgasmo para fazer seus parceiros se sentirem melhor. Ou seja, a motivação é nobre. E parte da encenação consiste em evitar qualquer bate-papo depois da transa. Ela simplesmente vira para o lado e dorme (ou finge também). Mas quando o orgasmo é real, o corpo feminino libera ocitocina, hormônio que acalma e favorece a aproximação do casal. Nestes casos, ela sempre quer se aconchegar e falar, falar…
>> Gemido mecânico
Sussurros e gritos são a forma mais comum de uma mulher fingir orgasmo. Só que, quando você está se divertindo, dificilmente para para pensar se aquele gemido é honesto. Dependendo da atuação, a garota pode ganhar o Oscar. A dica: sincronize seus movimentos com os gemidos dela, assim as chances de um clímax autêntico aumentam.
Fonte: men's health
http://dicasamorsemlimite.blogspot.com/2011/07/sera-que-ela-gozou-mesmo.html
Ela tem um amante. Que fazer?
26 JUNE 2011
Ela tem um amante. Que fazer?
Sim, ela tem um amante. Daqueles amantes que se encontram à tarde, num intervalo qualquer, no recreio da vida chata.
Nem foi preciso contratar o detive particular. Ele mesmo fez as vezes de cão farejador de sua própria desgraça.
Que fazer?
Mato o desgraçado?
Tiro a vida da desalmada?
Vou-me embora pra Tegucigalpa?
Salto mortal da ponte Buarque de Macedo?
Um trágico, esse rapaz. Como os de antigamente. Ele do tempo em que os homens coravam. Ainda tenho vergonha na cara, diz, urrando vaidadades e orgulhos.
Sossega.
O melhor que fazes, é sumir por uns dias, inventar uma viagem, e dar todo tempo do mundo ao infeliz desse amante.
Banalizar o amante, meu caro.
Entendeste?
Deixar que eles durmam e acordem juntos por vários dias seguidos. Que tenham seus problemas, que percam o luxo dos encontros fortuitos e vespertinos, que se esbaldem.
É necessário deixar sentir o bafo matinal da rotina.
A vida dos amantes dura porque eles só vivem as surpresas e valorizam cada minuto do relógio que põem sobre a cabeceira daquele motel barato.
Nada mais cruel para o amante da tua mulher que presenteá-lo com o pão-com-manteiga do dia-a-dia. A rotina é o cavalo de tróia do amor.
Nada de violência ou besteiras desse naipe.
Ao amante, todas as chances do mundo. Ao amante a famosa discussão de relação, em plena TPM.
Um amante nunca sabe o que venha ser uma mulher sob o domínio da TPM. Ela faz questão de reservar todos os direitos desse ciclo ao pobre marido.
Ao amante, a tapioca fria e sem recheio da rotina do calendário.
Ao amante, a falta de assunto.
Ao amante, os cabelos revoltos da mulher, naqueles dias em que nem mesmo ela se agüenta ou encara o espelho. Naqueles dias em que os cabelos brigam com as leis do cosmo e não há pente ou diabo que dê jeito.
Some, depois me conta.
Escrito por Xico
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/06/ela-tem-um-amante-que-fazer.html
Ela tem um amante. Que fazer?
Sim, ela tem um amante. Daqueles amantes que se encontram à tarde, num intervalo qualquer, no recreio da vida chata.
Nem foi preciso contratar o detive particular. Ele mesmo fez as vezes de cão farejador de sua própria desgraça.
Que fazer?
Mato o desgraçado?
Tiro a vida da desalmada?
Vou-me embora pra Tegucigalpa?
Salto mortal da ponte Buarque de Macedo?
Um trágico, esse rapaz. Como os de antigamente. Ele do tempo em que os homens coravam. Ainda tenho vergonha na cara, diz, urrando vaidadades e orgulhos.
Sossega.
O melhor que fazes, é sumir por uns dias, inventar uma viagem, e dar todo tempo do mundo ao infeliz desse amante.
Banalizar o amante, meu caro.
Entendeste?
Deixar que eles durmam e acordem juntos por vários dias seguidos. Que tenham seus problemas, que percam o luxo dos encontros fortuitos e vespertinos, que se esbaldem.
É necessário deixar sentir o bafo matinal da rotina.
A vida dos amantes dura porque eles só vivem as surpresas e valorizam cada minuto do relógio que põem sobre a cabeceira daquele motel barato.
Nada mais cruel para o amante da tua mulher que presenteá-lo com o pão-com-manteiga do dia-a-dia. A rotina é o cavalo de tróia do amor.
Nada de violência ou besteiras desse naipe.
Ao amante, todas as chances do mundo. Ao amante a famosa discussão de relação, em plena TPM.
Um amante nunca sabe o que venha ser uma mulher sob o domínio da TPM. Ela faz questão de reservar todos os direitos desse ciclo ao pobre marido.
Ao amante, a tapioca fria e sem recheio da rotina do calendário.
Ao amante, a falta de assunto.
Ao amante, os cabelos revoltos da mulher, naqueles dias em que nem mesmo ela se agüenta ou encara o espelho. Naqueles dias em que os cabelos brigam com as leis do cosmo e não há pente ou diabo que dê jeito.
Some, depois me conta.
Escrito por Xico
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/06/ela-tem-um-amante-que-fazer.html
É normal ser Gay? Depoimento.
27 JUNE 2011
É normal ser Gay? Depoimento.
*RESPOSTA DO SENHOR MARCO MAIA AO MARCELO TAS (E PRETA GIL)*
Leiam o interessante texto-resposta ao sensacionalista do CQC...
Tenho 42 anos, sou gay, advogado e moro em Londres. Nunca sofri nenhum tipo
de discriminação em virtude de minha orientação sexual. E como gay, penso
que tenho alguma autoridade nesse assunto.
Primeiramente - e já contrariando a turba - gostaria de expressar minha
sincera simpatia pelo Sr. Bolsonaro, que no fundo deve ser uma pessoa de uma
doçura ímpar, apesar de suas manifestações "grosseiras e/ou politicamente
incorretas". Vou direto ao assunto.
Nunca tive problemas em ser homossexual porque sou uma pessoa normal, como
qualquer heterossexual. Esse negócio de viver a vida expressando
diuturnamente sua sexualidade é uma doença. A sexualidade é algo que se
encontra na esfera da intimidade e não diz respeito a ninguém.
Não tenho trejeitos e não aprecio quem os tem. Para mim, qualquer tipo de
extremo é patológico. Minha vida é dedicada e focada em outras coisas.
Outros, como doentes que são, vivem a vida focados na sexualidade. O machão
grosseiro e mulherengo ou a bicha louca demonstram bem estes extremos.
Qualquer tipo de pervertido ou depravado (como a Preta Gil), o pedófilo,
etc, estão neste barco.
Nunca fui numa parada gay e jamais irei, pois para mim aquilo é um circo de
horrores, uma apologia à bizarrice e à cocaína - sejam francos e falem a
verdade! Hoje aplaudimos o bizarro e a perversão doentia e ainda levamos
nossos filhos pra assistir. Se a parada gay realmente fosse um ato político,
relembrando sua real importância histórica, muita bem caberia no carnaval -
abrindo o desfile das escolas de samba. Muito mais apropriado.
Está rolando sim, um movimento das bichas enlouquecidas, no sentido de
transformar o mundo num grande puteiro-hospício gay. Eu tenho um sobrinho de
11 anos e nunca senti a necessidade de explicar para ele que o "titio é gay"
- isto é uma palhaçada. As crianças devem ser educadas no sentido de
respeitar o próximo e ponto. Isto engloba tudo.
Se pararmos para olhar como o mundo se encontra, temos que reconhecer que o
modelo de educação que se desenvolve há décadas foi criado no sentido de
deseducar e desestruturar cultural e intelectualmente as massas.
Universidades por todo mundo vomitam milhões de pseudos-intelectuais todos
os anos, mas tudo piora a cada dia e caminhamos a passos largos para o
buraco. Todos os governos do mundo conspiram contra seus próprios cidadãos e
se transformaram em grandes máfias, junto com os Bancos e as Corporações
estão levando tudo, inclusive (e principalmente) nossa própria humanidade. A
corrupção se alastra pelo globo e nunca vimos tantas guerras e descrições
que vão desde o aspecto moral, até o material - a destruição de nosso
próprio planeta.
A coisa está tão feia, mas tão feia, que somente uma intervenção "divina" é
capaz de frear nossos insanos governantes e a turba alucinada. Vejam a
quantidade de manifestações de OVNIS pelo mundo. O “disclosure” é iminente.
2012, como símbolo de transformação está aí e a peneira vai passar.
Não crucifiquemos o pobre do Bolsonaro. Tenhamos o entendimento de que seu
comportamento é um grito de agonia de alguém que está lá para fazer o seu
papel, pois se ninguém disser um chega BEM ALTO a coisa sairá dos limites -
como já está saindo. Ele é sim a expressão de milhares e milhares de
pessoas, para não dizer milhões. Ele pode ser meio atrapalhado, mas não está
errado não. E tenho certeza que esse blá-blá-blá de dar porrada no filho se
for “viado” é só da boca pra fora. Ele é uma pessoa boníssima. Eu tenho
certeza disso.
O mundo precisa de amor e filosofia, não de mais ódio e fanatismo.
E essa Preta Gil é o fim. Vai ser vagaba assim na pqp.
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/06/e-normal-ser-homosesual-depoimento.html
É normal ser Gay? Depoimento.
*RESPOSTA DO SENHOR MARCO MAIA AO MARCELO TAS (E PRETA GIL)*
Leiam o interessante texto-resposta ao sensacionalista do CQC...
Tenho 42 anos, sou gay, advogado e moro em Londres. Nunca sofri nenhum tipo
de discriminação em virtude de minha orientação sexual. E como gay, penso
que tenho alguma autoridade nesse assunto.
Primeiramente - e já contrariando a turba - gostaria de expressar minha
sincera simpatia pelo Sr. Bolsonaro, que no fundo deve ser uma pessoa de uma
doçura ímpar, apesar de suas manifestações "grosseiras e/ou politicamente
incorretas". Vou direto ao assunto.
Nunca tive problemas em ser homossexual porque sou uma pessoa normal, como
qualquer heterossexual. Esse negócio de viver a vida expressando
diuturnamente sua sexualidade é uma doença. A sexualidade é algo que se
encontra na esfera da intimidade e não diz respeito a ninguém.
Não tenho trejeitos e não aprecio quem os tem. Para mim, qualquer tipo de
extremo é patológico. Minha vida é dedicada e focada em outras coisas.
Outros, como doentes que são, vivem a vida focados na sexualidade. O machão
grosseiro e mulherengo ou a bicha louca demonstram bem estes extremos.
Qualquer tipo de pervertido ou depravado (como a Preta Gil), o pedófilo,
etc, estão neste barco.
Nunca fui numa parada gay e jamais irei, pois para mim aquilo é um circo de
horrores, uma apologia à bizarrice e à cocaína - sejam francos e falem a
verdade! Hoje aplaudimos o bizarro e a perversão doentia e ainda levamos
nossos filhos pra assistir. Se a parada gay realmente fosse um ato político,
relembrando sua real importância histórica, muita bem caberia no carnaval -
abrindo o desfile das escolas de samba. Muito mais apropriado.
Está rolando sim, um movimento das bichas enlouquecidas, no sentido de
transformar o mundo num grande puteiro-hospício gay. Eu tenho um sobrinho de
11 anos e nunca senti a necessidade de explicar para ele que o "titio é gay"
- isto é uma palhaçada. As crianças devem ser educadas no sentido de
respeitar o próximo e ponto. Isto engloba tudo.
Se pararmos para olhar como o mundo se encontra, temos que reconhecer que o
modelo de educação que se desenvolve há décadas foi criado no sentido de
deseducar e desestruturar cultural e intelectualmente as massas.
Universidades por todo mundo vomitam milhões de pseudos-intelectuais todos
os anos, mas tudo piora a cada dia e caminhamos a passos largos para o
buraco. Todos os governos do mundo conspiram contra seus próprios cidadãos e
se transformaram em grandes máfias, junto com os Bancos e as Corporações
estão levando tudo, inclusive (e principalmente) nossa própria humanidade. A
corrupção se alastra pelo globo e nunca vimos tantas guerras e descrições
que vão desde o aspecto moral, até o material - a destruição de nosso
próprio planeta.
A coisa está tão feia, mas tão feia, que somente uma intervenção "divina" é
capaz de frear nossos insanos governantes e a turba alucinada. Vejam a
quantidade de manifestações de OVNIS pelo mundo. O “disclosure” é iminente.
2012, como símbolo de transformação está aí e a peneira vai passar.
Não crucifiquemos o pobre do Bolsonaro. Tenhamos o entendimento de que seu
comportamento é um grito de agonia de alguém que está lá para fazer o seu
papel, pois se ninguém disser um chega BEM ALTO a coisa sairá dos limites -
como já está saindo. Ele é sim a expressão de milhares e milhares de
pessoas, para não dizer milhões. Ele pode ser meio atrapalhado, mas não está
errado não. E tenho certeza que esse blá-blá-blá de dar porrada no filho se
for “viado” é só da boca pra fora. Ele é uma pessoa boníssima. Eu tenho
certeza disso.
O mundo precisa de amor e filosofia, não de mais ódio e fanatismo.
E essa Preta Gil é o fim. Vai ser vagaba assim na pqp.
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/06/e-normal-ser-homosesual-depoimento.html
Síndrome que causa excitação sexual interminável pode afetar mulher de qualquer idade
27 JUNE 2011
Síndrome que causa excitação sexual interminável pode afetar mulher de qualquer idade
Rio - Já imaginou ter um orgasmo a cada meia hora? E se, para isso, você não precisasse fazer nenhum esforço? Parece até um sonho, não é? Pois, para algumas mulheres, isso é possível, mas virou pesadelo. Trata-se da Síndrome da Excitação Sexual Persistente, doença que traz sérios transtornos e não tem cura ou tratamento.
A síndrome ainda é pouco estudada: relatos científicos que já existem revelam possível desconexão entre nervos dos órgãos sexuais e emoções. As portadoras percebem que seu corpo exige o orgasmo sem que haja, no entanto, experiência sexual envolvida. Na maior parte dos casos, essa exigência se torna uma tensão que gera dor e desconforto. Não para por aí: acontece a cada 30 minutos. Ou até menos.
“Um mínimo de estímulo (sons, como o da máquina de lavar, e sensações, como água do chuveiro) causa orgasmo”, explica a diretora do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática, a urologista Sylvia Faria Marzano. A causa da doença é desconhecida. Alguns casos podem se dever a lesões em nervos da região pélvica. “Uma alteração no nervo pode fazer com que o clitóris seja estimulado o tempo todo. Mas há pacientes que não tiveram lesão”.
DOCUMENTÁRIO
No documentário ‘100 orgasmos por dia’, que estreia hoje às 23h no canal de TV a cabo Discovery Home & Health, três americanas explicam como tentam lidar com a síndrome. A maior dificuldade é encontrar médico capaz de diagnosticar o problema. Muitas vezes, essa busca pode durar anos.
Além disso, pelo fato de a síndrome ser pouco conhecida, as mulheres precisam lidar com o constrangimento e o preconceito — até mesmo por parte da família. Ainda sem tratamento, elas se submetem a terapias experimentais. Até agora, só uma demonstrou algum efeito: a acupuntura eletrônica, que dá pequenos choques. Mas os orgasmos só desaparecem por algumas horas.
A doença pode atrapalhar os relacionamentos. “Se o parceiro não for consciente, pode sentir-se diminuído, já que o homem se acha responsável por dar o orgasmo”, diz Sylvia.
Caso de Rachel, que relata a convivência de 8 anos com a síndrome no documentário. No início, o marido, John, gostou. Mas agora se sente mal por não satisfazer a mulher: “Por ela, seria o tempo todo. Não consigo sempre”, diz. “Eles vêm a cada 30 segundos. Estou sempre pronta, por isso minha vida sexual é intensa. Mas se eu não controlasse, viveria só na cama”, conta Rachel.
POR CLARISSA MELL
O Dia
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/06/sindrome-que-causa-excitacao-sexual.html
Síndrome que causa excitação sexual interminável pode afetar mulher de qualquer idade
Rio - Já imaginou ter um orgasmo a cada meia hora? E se, para isso, você não precisasse fazer nenhum esforço? Parece até um sonho, não é? Pois, para algumas mulheres, isso é possível, mas virou pesadelo. Trata-se da Síndrome da Excitação Sexual Persistente, doença que traz sérios transtornos e não tem cura ou tratamento.
A síndrome ainda é pouco estudada: relatos científicos que já existem revelam possível desconexão entre nervos dos órgãos sexuais e emoções. As portadoras percebem que seu corpo exige o orgasmo sem que haja, no entanto, experiência sexual envolvida. Na maior parte dos casos, essa exigência se torna uma tensão que gera dor e desconforto. Não para por aí: acontece a cada 30 minutos. Ou até menos.
“Um mínimo de estímulo (sons, como o da máquina de lavar, e sensações, como água do chuveiro) causa orgasmo”, explica a diretora do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática, a urologista Sylvia Faria Marzano. A causa da doença é desconhecida. Alguns casos podem se dever a lesões em nervos da região pélvica. “Uma alteração no nervo pode fazer com que o clitóris seja estimulado o tempo todo. Mas há pacientes que não tiveram lesão”.
DOCUMENTÁRIO
No documentário ‘100 orgasmos por dia’, que estreia hoje às 23h no canal de TV a cabo Discovery Home & Health, três americanas explicam como tentam lidar com a síndrome. A maior dificuldade é encontrar médico capaz de diagnosticar o problema. Muitas vezes, essa busca pode durar anos.
Além disso, pelo fato de a síndrome ser pouco conhecida, as mulheres precisam lidar com o constrangimento e o preconceito — até mesmo por parte da família. Ainda sem tratamento, elas se submetem a terapias experimentais. Até agora, só uma demonstrou algum efeito: a acupuntura eletrônica, que dá pequenos choques. Mas os orgasmos só desaparecem por algumas horas.
A doença pode atrapalhar os relacionamentos. “Se o parceiro não for consciente, pode sentir-se diminuído, já que o homem se acha responsável por dar o orgasmo”, diz Sylvia.
Caso de Rachel, que relata a convivência de 8 anos com a síndrome no documentário. No início, o marido, John, gostou. Mas agora se sente mal por não satisfazer a mulher: “Por ela, seria o tempo todo. Não consigo sempre”, diz. “Eles vêm a cada 30 segundos. Estou sempre pronta, por isso minha vida sexual é intensa. Mas se eu não controlasse, viveria só na cama”, conta Rachel.
POR CLARISSA MELL
O Dia
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"orientação sexual pedófila"
01 JULY 2011
"orientação sexual pedófila"
A liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos (ministro Celso de Mello)
O vereador Carlos Apolinário,, apresentou proposta para criar em São Paulo, o dia do "orgulho hetero", levando o projeto para votação às vésperas da Parada Gay.
A Marcha para Jesus virou palco de repúdio à decisão judicial que garantiu a união estável homoafetiva,
A deputada Myriam Rios, fez pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro propagando a expressão "orientação sexual pedófila". Dizia ter medo da proximidade de uma babá lésbica a filhas pequenas ou do assédio de um motorista travesti sobre seus meninos.
Porque a incorporação de direitos civis aos homossexuais está incomodando tanto assim aos ativistas religiosos?
Não são eles os primeiros que deveriam se destacar pela defesa do amor, da solidariedade e do abrigo aos mais vulneráveis?
Onde estão as tradicionais preocupações com desigualdades sociais e manifestações de fraternidade?
Há quem diga que os grupos religiosos se sentiram intimidados com a proposta de criminalizar a homofobia.
Paradoxo dos paradoxos, pois a punição do preconceito é justamente o combustível para a liberdade de crença.
Em algum lugar do mundo, membros das mais diversas religiões já sentiram na pele o terror do preconceito e da intolerância. Como reproduzi-lo, então?
Depois da decisão do STF que autorizou a Marcha da Maconha, reconhecendo o legítimo direito à manifestação, muitos disseram em um misto de birra e revolta: se vale defender a maconha, vale falar qualquer coisa. Acabou-se a mística da homofobia.
É uma ideia equivocada.
Como bem explicou o ministro Celso de Mello, em voto primoroso, a liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos. Mas nunca para ferir -o Pacto de San José da Costa Rica, que o país subscreveu, exclui do âmbito protetivo da liberdade de expressão todo estímulo ao ódio e ao preconceito.
Propor a legalização da maconha é legal. Dizer que os homossexuais são promíscuos, não.
Reverenciar o "orgulho hetero" também não é o mesmo que fazer uma parada gay -assim como prestigiar a consciência negra não se equipara em louvar o "orgulho branco", típico dos sites neonazistas.
A diferença que existe entre eles reside na situação de poder e de vulnerabilidade.
Os movimentos negros e gays se organizam pela igualdade e procuram combater a discriminação - o "poder branco", memória do arianismo, busca exatamente reavivá-la. Não quer igualdade, quer supremacia.
Basta ver que a proposta do "orgulho hetero" se impõe como um resgate da "moral e dos bons costumes", tal como uma verdadeira cruzada.
Por fim, mas não menos importante, a absurda vinculação entre homossexualidade e pedofilia.
Não é grave apenas pelo que mostra -um profundo desconhecimento da vida. Mas, sobretudo, pelo que esconde.
Jogar o defeito no outro, no diferente, naquilo que não nos pertence, é o primeiro passo para esconder o mal que nos cerca, e assim evitar sua punição.
Em vinte e um anos de judicatura criminal, vi inúmeros padrastos molestaram sexualmente suas enteadas, tios violentarem suas sobrinhas e até mesmo pais condenados por estupros seguidos em meninas de menos de dez anos. Na grande maioria dos casos, os crimes são praticados por heterossexuais.
Não se trata de tara, perversão ou qualquer outro atributo de fundo moralista. É simplesmente violência.
Misturar as estações não é ruim apenas por propagar um preconceito infundado. Mas por nos distanciar do problema e, em consequência, da solução.
Quando um dogma supera as lições que a vida nos traz, quando o apego à filosofia é maior que o amparo a dor, quando até o sempre solidário cerra os punhos, um sinal de alerta se acende.
É preciso relembrar que somos todos humanos.
Marcelo Semer
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/07/orientacao-sexual-pedofila.html
"orientação sexual pedófila"
A liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos (ministro Celso de Mello)
O vereador Carlos Apolinário,, apresentou proposta para criar em São Paulo, o dia do "orgulho hetero", levando o projeto para votação às vésperas da Parada Gay.
A Marcha para Jesus virou palco de repúdio à decisão judicial que garantiu a união estável homoafetiva,
A deputada Myriam Rios, fez pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro propagando a expressão "orientação sexual pedófila". Dizia ter medo da proximidade de uma babá lésbica a filhas pequenas ou do assédio de um motorista travesti sobre seus meninos.
Porque a incorporação de direitos civis aos homossexuais está incomodando tanto assim aos ativistas religiosos?
Não são eles os primeiros que deveriam se destacar pela defesa do amor, da solidariedade e do abrigo aos mais vulneráveis?
Onde estão as tradicionais preocupações com desigualdades sociais e manifestações de fraternidade?
Há quem diga que os grupos religiosos se sentiram intimidados com a proposta de criminalizar a homofobia.
Paradoxo dos paradoxos, pois a punição do preconceito é justamente o combustível para a liberdade de crença.
Em algum lugar do mundo, membros das mais diversas religiões já sentiram na pele o terror do preconceito e da intolerância. Como reproduzi-lo, então?
Depois da decisão do STF que autorizou a Marcha da Maconha, reconhecendo o legítimo direito à manifestação, muitos disseram em um misto de birra e revolta: se vale defender a maconha, vale falar qualquer coisa. Acabou-se a mística da homofobia.
É uma ideia equivocada.
Como bem explicou o ministro Celso de Mello, em voto primoroso, a liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos. Mas nunca para ferir -o Pacto de San José da Costa Rica, que o país subscreveu, exclui do âmbito protetivo da liberdade de expressão todo estímulo ao ódio e ao preconceito.
Propor a legalização da maconha é legal. Dizer que os homossexuais são promíscuos, não.
Reverenciar o "orgulho hetero" também não é o mesmo que fazer uma parada gay -assim como prestigiar a consciência negra não se equipara em louvar o "orgulho branco", típico dos sites neonazistas.
A diferença que existe entre eles reside na situação de poder e de vulnerabilidade.
Os movimentos negros e gays se organizam pela igualdade e procuram combater a discriminação - o "poder branco", memória do arianismo, busca exatamente reavivá-la. Não quer igualdade, quer supremacia.
Basta ver que a proposta do "orgulho hetero" se impõe como um resgate da "moral e dos bons costumes", tal como uma verdadeira cruzada.
Por fim, mas não menos importante, a absurda vinculação entre homossexualidade e pedofilia.
Não é grave apenas pelo que mostra -um profundo desconhecimento da vida. Mas, sobretudo, pelo que esconde.
Jogar o defeito no outro, no diferente, naquilo que não nos pertence, é o primeiro passo para esconder o mal que nos cerca, e assim evitar sua punição.
Em vinte e um anos de judicatura criminal, vi inúmeros padrastos molestaram sexualmente suas enteadas, tios violentarem suas sobrinhas e até mesmo pais condenados por estupros seguidos em meninas de menos de dez anos. Na grande maioria dos casos, os crimes são praticados por heterossexuais.
Não se trata de tara, perversão ou qualquer outro atributo de fundo moralista. É simplesmente violência.
Misturar as estações não é ruim apenas por propagar um preconceito infundado. Mas por nos distanciar do problema e, em consequência, da solução.
Quando um dogma supera as lições que a vida nos traz, quando o apego à filosofia é maior que o amparo a dor, quando até o sempre solidário cerra os punhos, um sinal de alerta se acende.
É preciso relembrar que somos todos humanos.
Marcelo Semer
http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2011/07/orientacao-sexual-pedofila.html
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