terça-feira, 12 de julho de 2011

Carta Pastoral da Presidência: Sexualidade Humana – Homoafetividade

Carta Pastoral da Presidência: Sexualidade Humana – Homoafetividade

8/7/2011 11:51, Por Adital

Presidência
IECLB nº 199070/11
Porto Alegre, 24 de junho de 2011

CARTA PASTORAL DAPRESIDÊNCIA
Assunto: Sexualidadehumana – homoafetividade
Estimados irmãos e estimadas irmãs em Cristo!

Esta carta pastoral foi motivada por dois fatos recentes.Primeiro, a decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, de 5 de maio de 2011,que trata do reconhecimento jurídico das uniões estáveis de pessoashomoafetivas. A decisão do STF consiste no “reconhecimento da união contínua,pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’,entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família’, reconhecimento que é de serfeito seguindo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estávelheteroafetiva”. O segundo fato é a tramitação do Projeto de Lei nº 122/2006. Sefosse aprovado na versão original, esse projeto tornaria crime a homofobia.Neste momento, o projeto continua em tramitação no congresso brasileiro.

A homossexualidade já foi tematizada em duas cartaspastorais, emitidas pela Presidência da IECLB em 1999 e em 2001. Reafirmamos oconteúdo dessas cartas. Por quê?

* reconhecemos que o grau de dificuldade para lidar com oassunto relações homoafetivas ou homossexualidade não diminuiu; um sinal dissoé o fato de não termos conseguido avançar no diálogo que a Federação LuteranaMundial propôs, e que a Presidência da IECLB estimulou na década passada, parao que foi publicado e amplamente divulgado o documento Matrimônio, Família eSexualidade Humana;

* reafirmamos o amor incondicional de Deus por nós como baseessencial para abordar esse tema; cremos que as pessoas homossexuais são tãoamadas e necessitam tanto da graça de Deus quanto todo ser humano (Rm 3.23s);

* por serem discriminadas e estigmatizadas, pessoas deorientação homossexual e seus familiares sofrem, e sofrem muito. Aspolarizações apenas aprofundam o sofrimento e não ajudam na construção de umEstado de direito em que todas as pessoas têm assegurada sua dignidade.

Resumindo, essa memória nos lembra da nossa condição deseres amados por Deus e nos conclama para o diálogo respeitoso sobre o assunto.Somente assim chegaremos a aspectos novos a serem considerados nesse diálogo eaprofundamento.

Cabe recordar aqui o que foi mencionado em outra cartapastoral, em 2009, que tratou do discernimento ético:

“não há no âmbito de igrejas evangélicas protestantes ummagistério que tenha a prerrogativa de estabelecer normas éticas que deveriamser seguidas por todos os fiéis. Nem poderia haver. Na tradição da Reformaprotestante essas igrejas não (re)conhecem uma instância eclesiásticaautoritativa, muito menos infalível, em questões morais, mas seus pastores epastoras têm a responsabilidade de, baseados na Bíblia e seus valoresevangélicos, orientar as pessoas implicadas ao discernimento ético,fortalecendo-as a tomarem, simultaneamente em liberdade e responsabilidade,suas próprias decisões diante de Deus”.

É a partir dessa perspectiva que a atual Presidência tambémevitou e evitará emitir uma posição da IECLB sem consulta e diálogo prévios comoutras instâncias constituídas. Uma decisão institucional passa pela discussãoque envolva essas instâncias da Igreja.

Há assuntos, como o aqui em pauta, que requerem umadiscussão acerca da hermenêutica que usamos para interpretar textos bíblicos.Como pessoas evangélicas de confissão luterana, zelamos para evitar uma posturamaniqueísta: deste lado está o bem, a verdade, Deus; daquele lado está o mal, amentira, o diabo. Há questões que exigem da pessoa cristã ter que lidar com atensão oriunda da dificuldade de dar respostas rápidas; de conviver com odebate difícil, mas sério, aberto, respeitoso. Há perguntas para as quais aresposta nem sempre é sim ou não. Não por último, a separação entre joio etrigo, quando e onde ela ocorrer, caberá ao Senhor (Mateus 13.30).

Considerando a separação entre Igreja e Estado, cabe-noscomo IECLB acolher a decisão do STF. O pano de fundo dessa decisão é o empenhodo Estado pela superação da discriminação de pessoas e grupos, da intolerância,do preconceito, da estigmatização de comportamentos diferentes que, tantasvezes, culminam em violência, sofrimento, perseguição e, inclusive, morte. Éfundamental que não percamos esta dimensão: a intolerância é fonte dejulgamentos apressados, incompreensão, dor, sofrimento. Do ponto de vista doEstado, a decisão do STF quer impedir isso.

Ao mesmo tempo em que nos cabe acolher a decisão do STF,precisamos refletir intensamente acerca dos desdobramentos desta decisão para aIECLB. A IECLB tem em seu “Guia da vida comunitária: Nossa Fé – Nossa Vida” aslinhas básicas que pautam os seus fundamentos doutrinários, confessionais elegais para sua atuação. Este documento, aprovado em Concílio da Igreja,reflete o momento atual da caminhada da Igreja à luz de sua missão. Qualquermudança nesta área, inclusive acerca da benção matrimonial ou qualquer outraprática, passa por ampla discussão em todas as instâncias da IECLB.

A Presidência daIECLB

- espera que o Estado brasileiro, através de seus poderes,assegure e concretize os direitos fundamentais da liberdade de pensamento, decrença e de manifestação para todos os cidadãos, conforme estabelecido naConstituição Federal;

- entende que essa garantia dos direitos fundamentais éimprescindível para coibir tanto a violência decorrente de posturas extremasquanto querer calar a voz dos que buscam o diálogo ancorado em argumentossólidos, inclusive para discordar;

- acredita que somente vamos crescer e avançar noentendimento desse tema complexo, se a opção for por uma postura de respeitomútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal, desuperação da exclusão e, sobretudo, de opção radical por manifestações e gestosque deem lugar à graça e ao amor de Deus, graça e amor que nos alcançam porcausa da Sua misericórdia, e não porque as mereçamos;

- reafirma a sua opção radical por uma gestão do cuidadoque, em relação ao tema Matrimônio, Família e Sexualidade Humana, reconhece quea graça de Deus dispõe a Igreja de Jesus Cristo para uma caminhada conjunta,sinodal, que faz do diálogo um instrumento imprescindível. Desse modo,conseguiremos avançar e crescer na fé, pela qual somos pessoas justificadas emovidas por Deus para optar por aquilo que promove a Cristo.

Em Cristo,

Nestor Paulo Friedrich
Pastor Presidente
http://correiodobrasil.com.br/carta-pastoral-da-presidencia-sexualidade-humana-%E2%80%93-homoafetividade/266314/

‘Pornografia sempre foi um lesa vidas’

Jerónimo Cahinga

‘Pornografia sempre foi um lesa vidas’

O director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Angola (UCAN), Jerónimo Cahinga, considera que a pornografia nunca trouxe nada de benéfico em lado nenhum, mesmo naqueles países que vão lidando com esta realidade há vários anos.

O padre salienta que a pornografia sempre actuou como um ‘lesa vidas’, considerando mesmo como um atentado não só a moral como também à própria espiritualidade a que as pessoas têm direito. “Sabemos que a questão da sexualidade vem do próprio Deus, que permite através dela que o mundo de multiplique e o homem se reproduza. Só o facto de ser um meio de fazer a vida deve ser respeitado, não pode ser banalizado. E quando se banaliza a sexualidade está-se a banalizar a vida da própria pessoa humana”, garantiu o prelado. Jerónimo Cahinga pensa que a comercialização de objectos pornográficos está aliado ao facto de muitas pessoas não verem os meios para atingirem determinados fins. E, segundo ele, a pornografia, tal como a prostituição, é uma das grandes fontes económicas que muitos utilizam, infelizmente. Favorece-lhes a introdução de meios e leva, às vezes intencionalmente, a diluir a moral das pessoas e fragilizar ainda mais aquilo que têm como imoralidade e espiritualidade.

“De uma certa forma”, segundo o padre, “a entrada de produtos pornográficos acontece como a droga”, porque, na realidade existe um combate contra esta substância e na prática também não há esta batalha.

“Porque algumas drogas sempre entram apesar do combate que se fala, àqueles que estão mais ligados a este tipo de comercialização. Há um certo tipo de anuência da parte de uma ou outra personalidade das forças orientadoras do Governo ou alguém com um certo prestígio a nível da sociedade, que deixa com que se fechem os olhos a isso”, explicou o padre.

O pastor e docente universitário defende que o mal deveria ser combatido pela raiz, com todos os meios ao alcance do próprio Executivo, mesmo que nesta actividade estejam implicadas pessoas de bom ou maus nomes.

Acredita ainda que a pressão comercial muitas das vezes ultrapassa as forças daqueles que gostariam de lutar contra. O padre acredita que se as pessoas levantarem as mãos em ‘pé de guerra’ contra a comercialização destes produtos poderão retardar a sua expansão no mercado, podendo travar durante um tempo a possível instala-

ção de lojas para a venda destes objectos pornográficos. Jerónimo Cahinga acha que a Igreja e a própria sociedade poderão fazer algo contra isso, uma vez que a pornografia destrói lares, vidas e o futuro da própria congregação. “A Igreja teria uma voz mais alta no sentido de se resistir a este tipo de introdução de material que prejudica, afinal, aqueles que seriam os verdadeiros crentes e cristãos, que poderiam levar a frente a demonstração de uma moral sã que é necessária para ajudar a sociedade a viver uma vida tranquila”, acrescentou.

O nosso interlocutor explica que uma sociedade com valores sãos ela própria auto-constrói-se e encontra meios para torná-la num país e numa sociedade de referência.

A pornografia e a prostituição acabam por diluir a força de vontade e de ânimo de lutar contra tudo aquilo que se torna corrupção, maldade, delinquência ou violência. O padre contou que quando esteve em Itália teve a oportunidade de assistir a um debate no canal televisivo RAI, quando foi lançado o comprimido viagra. A pílula foi introduzida para estimular os homens. “Uma jornalista perguntou a uma actriz presente, se em relação a ela era necessário que se utilizasse viagra no seu lar.

“A senhora respondeu que o viagra para o meu marido sou eu, quem tem de atrair ou estar pronta sou eu. Se não sirvo, viagra também não serve”, contou o director da faculdade de Teologia da Universidade Católica, realçando que “se prevalecer o verdadeiro amor, este mesmo amor leva as pessoas a uma afectividade e uma relação íntima sem precisar de produtos químicos e vídeos pornográficos. É uma questão de os casais reverem o seu passado e o presente”.

O padre considera que se a sexualidade não significar a conclusão de um amor profundo que liga duas pessoas, então ela é artificial. Ou, como o próprio fez questão de acrescentar, pode ser mesmo uma ‘sexualidade pornográfica’, porque não é a que leva a unidade entre duas pessoas, mas apenas juntarem-se naquele momento e depois separarem-se como indivíduos que se conheceram em plena rua. E que precisavam destes estímulos e produtos.

Dani Costa

11 de Julho de 2011
http://www.opais.net/pt/opais/?id=1657&det=22072

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Garota de programa foge ao descobrir que cliente era o marido

Garota de programa foge ao descobrir que cliente era o marido
|| Publicado por : Geronimo Barbosa || Às 15:07 ||

Querendo ganhar dinheiro, uma mulher casada que mora em Blumenau, interior de Santa Catarina, resolveu virar garota de programa. Para tentar conseguir clientes ela publicou anúncio no jornal, com nome e celular diferente, para o marido não desconfiar. A primeira ligação ocorreu justamente no horário de trabalho do marido, motivo para ela pular de alegria e correr para os braços do primeiro cliente, já pensando na grana que iria ganhar.

Mas o primeiro cliente foi justamente o marido, que viu o anúncio nos Classificados do jornal e telefonou, sem saber que se tratava da sua esposa.

O encontro foi marcado em um galpão abandonado. O cliente foi exigente pedindo para que a garota entrasse no local seminua. Quando a mulher chegou ao local, que tirou parte da roupa e entrou no galpão, viu que o cliente era o seu marido e começou a confusão.

O marido – quase traído – correu atrás da sua esposa, com um pedaço de ferro na mão, mas ela foi mais rápida, pulou várias cercas, e conseguiu escapar.

Ao conversar com a repórter do G17, Silvana Souza Sinara Silva, a mulher lamentou o episódio admitindo ser muito azarenta, e disse que não serve sequer para ser garota de programa. “Outra vez tentei conseguir um amante pela Internet mas o cara era o meu pai. Nunca tive sorte na vida”, contou a nossa repórter.
http://www.jornal1005noticias.com.br/2011/07/garota-de-programa-foge-ao-descobrir.html

Americana exige US$ 8.000 em processo judicial por desilusão amorosa no Facebook

11/07/2011 - 17h46
Americana exige US$ 8.000 em processo judicial por desilusão amorosa no Facebook
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Uma americana, de Michigan, está processando um homem que ela alega tê-la enganado no Facebook. Cheryl Gray, de 50 anos, diz que se apaixonou por Wyle Iwan, de 35, quando os dois jogavam um game na rede social.
Os dois engataram um namoro à distância, com troca de presentes e juras de amor, até que Cheryl decidiu ir visitar seu namorado virtual em Seattle.
Uma semana antes da viagem, no entanto, Iwan revelou que estava se encontrando com outra mulher.
“Me senti enganada. Não com raiva ou ódio, mas desiludida”, contou Cheryl.
A americana diz que tem como provar, com cartas e e-mails, que Iwan a enganou dizendo que a amava. Por isso, exige US$ 8.000 em um processo judicial.
Iwan se defende e diz que o processo é “estúpido”.
“Nós decidimos que iríamos nos conhecer. No dia dos Namorados, ela me disse que me amava como amigo e eu disse a mesma coisa”, contou, garantindo que seu relacionamento não passava de uma amizade.
*Com informações do "New York Daily News"
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/07/11/americana-exige-us-8000-em-processo-judicial-por-desilusao-amorosa-no-facebook.jhtm

Conversas picantes no sexo: as mulheres gostam?

Conversas picantes no sexo: as mulheres gostam?
Tomar a dianteira com adjetivos para lá de picantes, recheados de palavrões e até baixarias pode ser uma maneira bem excitante e prazerosa para a hora da transa. Seguir seus impulsos é deixar que a espontaneidade fale mais alto quando a entrega supera preconceitos

Danielle Gaspar | 20/03/2009 13:17
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Kátia* é administradora de empresas e tem um perfil bem agitado. Dona de seu próprio negócio, cuida das contas, executa o trabalho e ainda vai atrás de clientes para manter seu ganha-pão. Uma rotina incessante que se complementa com os compromissos das filhas e as tarefas domésticas. Uma mulher comum, simples e batalhadora como muitas, mas há um porém: considera-se extremamente feliz no sexo. "Na hora da transa, sou toda entregue. Gosto de soltar o verbo. Homem não xinga o juiz no futebol? Faço o mesmo, mas meu campo é outro, comenta.

Não se trata de uma exceção à regra: o fato é que Kátia conseguiu se libertar do preconceito e das inúmeras encanações que transitam no mundo feminino. Não há problema algum em falar baixarias na hora do sexo; aliás, esta entrega pode se tornar um fetiche bem excitante para o casal. É certo que, no momento do furor, o homem tenda a se revelar mais, soltando o verbo, mas isto não quer dizer que elas devam ficar excluídas de tais vontades.

Resistência
Sem sombra de dúvidas, as mulheres são mais reprimidas sexualmente. Segundo o sexólogo e terapeuta de casais Dr. Amaury Mendes Junior (RJ), uma das maiores dificuldades da entrega é porque todo este movimento está contaminado de idéias sujas e vulgares. O preconceito e o julgamento trava a mulher de se redescobrir na transa, explica. Assim acontecia com a advogada Cintia*. Depois de uma crise de meses com o marido que quase culminou em divórcio, a terapia de casal ajudou a superar as dificuldades na cama.

Bem neurótica, como ela se definia, Cintia ficava pensando o que os outros poderiam pensar se fizesse isso ou aquilo durante o sexo. Hoje, me sinto livre e procuro estar na mesma sintonia que ele. Provoco pra valer, falo tudo o que vem na minha cabeça e confesso, acho muito excitante, confessa.

O ato sexual é, por si só, algo instintivo. Se por um lado, o homem costuma ser mais dominador, por outro, a mulher quer sentir-se protegida e abrigada na hora da entrega. Às vezes, as barreiras são tão altas ¿ e até intransponíveis ¿ que muitas se sentem desrespeitadas quando palavras de baixo calão surgem no calor do amasso. A entrega é interpretada de forma errada. Cheia de pudores, mediadas pelo certo e errado, o bem e o mal, comenta Dr. Amaury.


Ela x Ele
Do ponto de vista psicológico, o homem tem a necessidade de provar que é macho. O orgulho é o pênis que, muitas vezes, ganha nomes ou apelidos que simbolizam poder, potência. Costumo dizer que ao redor do pênis existe um homem, comenta Dr. Amaury. Enquanto eles são incentivados desde pequenos a lidar com mais naturalidade no quesito sexualidade, as meninas são simbolicamente desencorajadas. E todas essas questões vêm à tona na transa. Tive que me livrar dos meus medos do passado, comenta a dona de casa Alessandra *. E ela superou os medos mesmo: sem nenhum pudor, Alessandra citou inúmeros exemplos de como se diverte com expressões picantes no sexo. Tanto que a gente não pode publicá-las nesse horário...

Outra pedra no sapato e, por que não dizer, na cama, é a questão social. Não é a toa que muitas mulheres têm a fantasia de estar amarradas na hora do sexo, já que seria impossível fugir ao prazer. É preciso lembrar que a relação com prazer é uma conquista relativamente recente da mulher, que veio em função da descoberta da pílula, relembra o terapeuta.

Sinal verde
O orgasmo não é uma obrigação nem precisa marcar presença em toda penetração. Sexo é prazer e prazer é entrega. Segundo o especialista, é preciso permitir-se, sentir-se autorizada, ter a sua carta de alforria do passado e do mundo ao seu redor. Quando isso acontece, de ambas as partes, o casal estará em plena sintonia, afirma. Portanto, que tal se arriscar? Kátia dá sua receita: Geralmente, é ele que dá o pontapé inicial. Não me exponho. Depois deixo rolar, entro no clima e rebato as palavras na mesma altura, confessa.

No sexo, tudo pode ser 100% saudável quando acordado a dois. Anular-se jamais. Isso não quer dizer, obviamente, que o não é carta fora do baralho. Cada um tem o seu próprio limite. Porém, quando isto se torna um ponto de conflito entre o casal ou quando um dos lados só consegue se excitar desta maneira, está na hora de uma boa conversa, franca e honesta.

* Os nomes foram trocados a pedido dos entrevistados

Dr. Amaury Mendes Junior, sexólogo e terapeuta de casais: www.amaurysexologo.med.br
http://delas.ig.com.br/conversas+picantes+no+sexo+as+mulheres+gostam/n1237491695059.html

Brigas e sexo sem vontade são bons para o casamento

Brigas e sexo sem vontade são bons para o casamento
Livro “Felizes para Sempre” traz novidades sobre relacionamentos. Especialistas falam ao Delas sobre as mais polêmicas

Ricardo Donisete, especial para o iG São Paulo | 18/05/2011 11:11A+A-
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Livro dá fórmulas para felicidade no casamento
Depois do “sim” no altar e da lua-de-mel entram em cena os sabotadores. As diferenças de temperamentos, as contas no fim do mês e as divisões de tarefas domésticas tendem a desandar o tempero do casamento. Mas como evitar que tudo fique salgado ou amargo demais? Com ciência. Pelo menos, é o que promete o livro “Felizes Para Sempre – A Ciência Para Um Casamento Perfeito!”, lançado no final de 2010 no Brasil pela editora Universo dos Livros e que ainda figura nas prateleiras de destaque das livrarias.

Nele, a autora Tara Parker-Pope, jornalista especializada em bem-estar e dona de uma das colunas mais populares do New York Times, apresenta as mais novas conclusões da psicologia, neurociência e biologia sobre relacionamentos. Polêmica, a obra mostra, por exemplo, que brigas e sexo sem vontade podem sim fazer bem para o casamento.

Brigar é bom, mas tem que brigar direito
Um das questões mais surpreendentes da obra é a desmistificação do senso comum de que as brigas são sempre ruins para o casal. Pelo contrário, os pesquisadores de relacionamentos da universidade americana de Berkeley, Philip e Carolyn Cowan, defendem no livro a ideia oposta: os conflitos devem ser mais tolerados nas relações e até é preciso separar algum tempo para discordar do outro. Essa informação surpreendeu a autora. “Passei meu casamento inteiro tentando evitar o conflito”, confessou Tara, divorciada.

Os pesquisadores não defendem que os casais vivam em pé de guerra, mas que utilizem o conflito para desfazer os problemas que, se não forem resolvidos, certamente voltarão em médio ou longo prazo. “Quando eu discuto algo que não vai bem, eu informo ao outro sobre o que está me incomodando, podendo assim buscar um solução em conjunto”, afirma a psicóloga Margarete Volpi, que escreveu o prefácio da edição brasileira do livro e também estuda relacionamentos.

FAÇA O TESTE:
Qual erro você comete durante uma briga?
Mas isso não quer dizer que o bate boca indiscriminado está liberado. Há regras a seguir para se ter uma “boa” briga. A primeira coisa que os pesquisados recomendam é evitar o tom acusador das críticas, prefira reivindicar as questões sem agressividade. Nada de cruzar os braços ou revirar os olhos quando o parceiro estiver falando, isso vai indicar desprezo para o outro. Por fim, é importante diminuir a intensidade da discussão caso as coisas caminhem para a emoção exacerbada. Nesse caso, uma pausa é importante para acalmar os ânimos – dê uma volta no quarteirão, por exemplo. Depois retome.

Faça sexo, mesmo sem vontade
Quando o clima está tenso entre o casal, a vida sexual é geralmente uma das primeiras coisas a ser afetada. Mas não é isso que devia acontecer na opinião dos cientistas. Na verdade, eles recomendam que os cônjuges façam sexo mesmo sem estar com vontade. A explicação é que essa relação desencadeia no cérebro a liberação de hormônios vasopressina e ocitocina, que fortalecem os vínculos entre as pessoas.

“Infelizmente, por uma questão cultural, o sexo funciona como uma “moeda de troca” entre os casais. Quando um dos dois está insatisfeito, sinaliza seu desconforto parando de fazer sexo. Mas não devia acontecer dessa forma, porque o sexo ajuda a aliviar a tensão”, explica Margarete.
Mesmo com ideia dos especialistas de que o sexo é capaz resolver questões que uma conversa não pode, é preciso entender que ele não faz milagres. “Conflitos que aparecem devem ser conversados e resolvidos devidamente, e não colocados embaixo do tapete só porque o casal teve um sexo delicioso”, pondera Mariana Vasconcellos, psicóloga e terapeuta de casais.

Matemática do casamento
No livro, os cientistas contam ainda que o casamento possui uma curiosa matemática, que apresenta a seguinte conta: quando um parceiro comete um erro, o outro cônjuge só vai perdoá-lo quando receber, em média, cinco ações positivas – seja do marido ou da mulher. Então, se você, por exemplo, esqueceu uma data importante para o casal, vai ter que fazer muito mais do que comprar um buquê de flores para resolver o problema.

“Quando acontece um erro, o parceiro precisa se esmerar para repará-lo. Além de pedir desculpas, é sempre bom acrescentar mais alguma coisa, como um beijo bem romântico, um abraço mais demorado de corpo inteiro ou uma flor”, opina Mariana.

Há muitas outras teorias reunidas por Tara no livro. Ela também disponibiliza uma série de testes usados em estudos científicos que permitem ao leitor avaliar a saúde do casamento. Mas o traço mais interessante da obra é mesmo a ideia de que os casamentos só são saudáveis quando os casais estão prestando atenção no que está acontecendo na relação, sem fingimentos.
“Felizes para Sempre”
Autora: Tara Parker-Pope
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 368
Preço: R$ 39,90
http://delas.ig.com.br/amoresexo/brigas+e+sexo+sem+vontade+sao+bons+para+o+casamento/n1596962076983.html

O casamento semifeliz e outros tipos de relacionamentos

O casamento semifeliz e outros tipos de relacionamentos
A pesquisadora americana Pamela Haag fala sobre novos modelos de casamento

Julia Reis, iG São Paulo | 27/06/2011 14:33
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"Um dia a parte menos feliz diz: não quero mais”, diz Pamela Haag sobre a dinâmica semifeliz
Foi-se o tempo em que os casamentos estavam em crise ou estavam bem. Hoje é possível dizer que a união está “semifeliz” – um tipo de banho-maria em que um dos lados manifesta dúvidas de tempos em tempos. O relacionamento pode ser também um “casamento dos pais” ou ainda vítima da “síndrome de McMahon”, no qual um dos parceiros evita conflitos de opinião. Todos esses novos conceitos estão no livro “Marriage Confidential”, da pesquisadora Pamela Haag, ainda sem previsão de lançamento no Brasil.

Com base em conversas e pesquisas, Pamela identificou novas dinâmicas que se distanciam dos estereótipos de casais “felizes para sempre” ou que “brigam sem parar”. Em entrevista exclusiva ao iG, a autora explica as suas conclusões e afirma que as uniões estão ficando mais customizadas.

iG: Você explora no livro o conceito de casamento semifeliz. É possível mesmo viver assim ao lado de alguém?
Pamela Haag: É bom ter em mente que semifeliz é melhor que infeliz ou miserável. Esses não são os relacionamentos estragados, mas aqueles acinzentados, em que um dos parceiros está confuso sobre o que fazer. É um casamento com vícios e virtudes, também são calmos e rotineiros. Às vezes um dos lados fica viciado nessa estabilidade e não quer agitar a maré. Essas uniões são mais viáveis quando a pessoa insatisfeita procura as paixões que precisa em outras coisas como trabalho, amigos ou com um hobby. Todos os casamentos passam por altos e baixos. É inevitável. Então é possível que ele passe por fases semifelizes. Mas alguns casamentos estão empacados na semifelicidade.

iG: Como identificar se você está em uma relação semifeliz?
Pamela Haag: Você sabe que está em uma relação semifeliz se em um minuto não se imagina ficando nela e no seguinte não se imagina terminando tudo. Outro sinal é acordar no meio da noite pensando em divórcio, passar muito tempo se preocupando com a relação, racionalizando tudo. É possível que um dos parceiros apresente melancolia e o outro não faça ideia do fato ou do motivo, até que um dia a parte menos feliz diz: “não quero mais”. Pode parecer que isso surgiu do nada, mas a sensação de estranhamento já estava lá. Os relacionamentos semifelizes costumam parecer perfeitos do lado de fora e, quando acabam, os amigos dizem que não imaginavam que isso poderia acontecer.


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iG: Essa parcela de infelicidade teria relação com expectativas muito altas em relação ao casamento?
Pamela Haag: A maioria dos divórcios acontece nos primeiros sete anos de casamento e muitos especialistas dizem que isso ocorre em função de ideais de perfeição, como o “felizes para sempre”. Mas eu não percebo isso, as expectativas não estão altas demais. Nas minhas entrevistas muitos diziam valorizar a base familiar, estabilidade e companheirismo que o casamento traz. Metade das pessoas concordou que o casamento hoje é mais uma relação de amizade do que qualquer outra coisa. Essas não parecem expectativas altas demais pra mim. Na verdade, em tempos que 50% dos americanos acreditam que o casamento está ficando obsoleto, o problema não parece ser as expectativas altas, mas sim as novas opiniões e expectativas baixas demais.


Foto: Divulgação
Autora de "Marriage Confidential", Haag diz que os casamentos se beneficiam de cuidado, atenção e imaginação
iG: Você fala sobre o “casamento dos pais”, quando os cônjuges vivem em função dos filhos. De que forma os filhos mudam o casamento?
Pamela Haag: Os filhos marcam um grande ponto de transição no casamento. Hoje, porém, eles têm um papel paradoxal. De um lado as crianças são menos centrais na relação – há mais casamentos sem filhos e filhos de pais que não estão casados. Por outro lado, quando um casal resolve ter filhos, eles podem rapidamente transformar a união em um “casamento dos pais”, uma relação que é definida pelo volume de tarefas e energia emocional empregados na criação. Os cuidados paternais e maternais hoje são exagerados. Nos Estados Unidos, os pais são superenvolvidos e ansiosos, ao contrario de 50 anos atrás, quando eram um pouco mais indiferentes. Não fica claro se esse estilo atual é válido. Talvez esteja machucando mais o relacionamento do que ajudando aos filhos.

iG: Mulheres e homens estão mudando a postura como pais, mas também como parceiros. Partindo desse novo contexto, qual a principal tendência para relacionamentos no futuro?
Pamela Haag: Acho que os casais agora terão conversas mais esclarecedoras antecipadamente sobre suas expectativas. Assim eles poderão decidir se a monogamia é realmente estrutural para a relação ou se faz sentido apenas para um período do casamento. Segundo a minha pesquisa, 22% das pessoas dizem que um acerto não monogâmico poderia funcionar, mas desde que seja acordado entre os dois.

iG: E depois de tanto pesquisar, você indicaria um segredo para ter um casamento feliz – e não semifeliz?
Pamela Haag: Geralmente Nas minhas conversas percebi que a peculiaridade dos relacionamentos duradouros não é tanto a compatibilidade, mas a capacidade do casal se adaptar e evoluir junto. No futuro também é mais provável que os casais adaptem o casamento aos seus valores do que adequem suas personalidades aos relacionamentos. O casamento está ficando mais customizado para cada casal.
http://delas.ig.com.br/amoresexo/o+casamento+semifeliz+e+outros+tipos+de+relacionamentos/n1597046810407.html