Afinal, o ponto G existe?
Pesquisa afirma que a zona erógena é pura ilusão; conversamos com 10 feras no assunto
Julia Reis, iG São Paulo, Julia Reis, iG São Paulo
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Texto:
Recente pesquisa britânica trouxe um velho tema às manchetes: o ponto G. Segundo o estudo do londrino King's College, a zona erógena feminina - que seria capaz de elevar o prazer ao nível máximo - pode ser fruto da imaginação das mulheres - estimuladas pela mídia. Para debater a questão, o Delas conversou com especialistas no assunto, que colocam o tal ponto mágico no seu devido lugar. [Leia outras matérias no "Especial Orgasmo"]
"O ponto G não é anatomicamente definido. Ele é imaginário e habitualmente relacionado ao teto da vagina, que é uma zona erógena bem próxima ao clitóris. Por ser muito sensível, gera excitação e lubrificação.” César Eduardo Fernandes, ginecologista e presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.
“Apontar a existência do ponto G é estigmatizar a mulher, o que cria apenas ansiedade e cobrança. O ponto G é uma resposta sexual feminina a um estímulo associado ao desejo, porém diversos fatores - como fisiológico, psicológico e emocional - determinam qual é a capacidade da mulher se entregar na relação." Paulo Bonança, psicólogo, sexólogo e membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana.
“Eu não acredito em Ponto G. Há uma rugosidade diferente em determinada área da vagina, mas isso não quer dizer que as mulheres sintam mais prazer naquele ponto, tudo depende de como ela for estimulada. Na verdade, costumo brincar que a mulher tem dois pontos G: um em cada ouvido.” Sylvia Faria Marzano, urologista, terapeuta sexual e diretora geral do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (ISEXP).
“A existência (ou ausência) do Ponto G não é fundamental para que a mulher sinta prazer, e sim o conhecimento dos seus próprios pontos sensíveis: estimular a mama, a nuca ou até mesmo entre os dedos dos pés pode gerar muito prazer.” Alfredo Romero, especialista em sexualidade e diretor do Instituto Brasileiro para a Saúde Sexual.
“Cada mulher tem um ponto especial, um desejo, um tipo de toque. Ela descobre locais de prazer que pode dar o nome de ponto G, ou não”. Otavio Leal, professor de tantra.
"Eu não acredito em ponto G, o abecedário é muito grande e o G fica no meio do caminho. A mulher até pode ter um espessamento maior no ponto da vagina que fica atrás da bexiga - pesquisadores dizem ser uma reminiscência da próstata que não se desenvolve no período de gestação - porém também existem outras áreas sensíveis. O prazer dela está mais ligado a sua autoestima, ao parceiro e principalmente ao autoconhecimento. A mulher pode gozar muito mais com o carinho do que com a penetração, tudo depende do momento em que ela está.” Amaury Mendes Júnior, sexólogo e terapeuta.
“Cada pessoa tem pontos específicos com maior sensibilidade, essas são as zonas erógenas, áreas do corpo que apresentam maior irrigação nervosa. Dizer que existe um ponto G é algo exagerado. A região do períneo (entre a vulva e o ânus), por exemplo, é muito sensível ao toque, e existem outras áreas do corpo que também podem ser estimuladas. O segredo é ter autoconhecimento, descobrir o que pode ser excitante e explicar isso para o parceiro." Ivaldo Silva, ginecologista e professor do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
“Por não ser um ponto específico, o ponto G ganha agora o conceito de ‘área’, que é chamada de ‘plataforma orgástica’. Essa região localiza-se na parede vaginal, bem no começo. Durante o ato sexual, a melhor posição para favorecer o contato de área com o pênis é quando a mulher fica por cima do homem e faz o movimento para frente e para trás." Rosana Simões, ginecologista e professora da UNIFESP.
“Na literatura médica, o ponto G existe sim e está localizado na parede interna no começo da vagina, sendo essa uma região de sensibilidade maior que as demais áreas. Porém, com os avanços no estudo sobre a sexualidade, descobriu-se que o clitóris chega a ser mais sensível do que o ponto G. De qualquer forma, não há uma receita, cada mulher tem que descobrir o que lhe dá mais prazer.” Dr. Francisco Carlos Anello, médico ginecologista e especialista em sexualidade.
“Não se trata de imaginação, como algo que inexistente. Ocorre que as sensações sexuais e eróticas passam por um processo mental - são registradas no cérebro e então passam a existir fisicamente. Além do ponto G, muitas partes do corpo são erógenas, algumas delas extragenitais, que podem também conduzir ao orgasmo, desde que o ponto passe a receber estímulos e direcionamento erótico-sexual." Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex).
http://delas.ig.com.br/amoresexo/orgasmo/afinal+o+ponto+g+existe/n1237535305573.html
domingo, 7 de agosto de 2011
10 perguntas respondidas sobre sexo anal
10 perguntas respondidas sobre sexo anal
Pesquisa aponta que 57% das mulheres praticam; ainda assim, o tema é cercado por dúvidas
Thaís Manarini, especial para o iG São Paulo | 02/03/2010 10:19
Sexo anal: técnica e delicadeza são fundamentais
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada recentemente no jornal Folha de S. Paulo apontou que 57% das mulheres brasileiras fazem sexo anal; 43% delas não praticam ou omitiram a resposta.
Mas apesar de a maioria praticar, diversas dúvidas sobre o tema ainda persistem. A redação do Delas, que recebe diariamente e-mails com perguntas sobre sexo anal, responde a dez perguntas frequentes.
Colaboraram os médicos: Otto Henrique Tôrres Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, e Celso Marzano, urologista e diretor do Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade, de São Paulo.
1 - É mais fácil pegar AIDS por sexo anal?
Sim, pois a prática gera microtraumatismos na mucosa retal (revestimento interno) que servem como porta de entrada para o vírus.
2 - Praticantes de sexo anal têm mais chances de desenvolver fissuras ou hemorróidas?
Não. Esses quadros são consequências de mau funcionamento intestinal. Mas atenção: quem já apresenta fissuras ou está no período de inflamação da hemorróida pode sentir bastante dor durante o sexo anal. É melhor evitar.
3 - Mulheres que praticam sexo anal têm mais infecção vaginal?
Nada disso. Se tomar cuidado, não há perigo de desenvolver o problema. A principal recomendação é nunca realizar o sexo vaginal após a penetração anal e nem usar os dedos e acessórios para manipular a vagina depois de ter estimulado o ânus. Ao entrar em contato com a região anal, tanto o pênis como os dedos e brinquedinhos são contaminados com fezes ou secreções fecais. Essas secreções apresentam bactérias que podem causar “estragos” em contato com a vagina ou boca. Além da infecção vaginal, mais problemas podem ocorrer, como infertilidade, infecção da região da bacia e do abdome e até aborto em caso de gravidez.
4 - Sexo anal normalmente estoura a camisinha?
Mito. Isso só acontece se houver algum erro na forma de usá-lo. Para evitar problemas, o preservativo deve ser de boa qualidade e proporcional ao calibre do pênis.
5 - O sexo anal pode desencadear câncer no reto ou de intestino?
Boato dos grandes. Nenhum estudo mostrou a existência dessa possibilidade.
6 - Sexo anal dói muito?
Quando se insinua uma penetração anal os músculos locais se contraem como uma forma de defesa. Haverá dor se o casal não esperar que esses relaxem. Para o relaxamento ocorrer é preciso paciência, cumplicidade, confiança e carinho. Se o desconforto for muito intenso durante a relação o ideal é procurar um especialista.
7 - É muito difícil a mulher ter um orgasmo com sexo anal?
Não, mas é preciso que o casal tenha um maior aprendizado em relação a essa prática sexual. Para isso, nada melhor do que conversar com o parceiro e informar, por exemplo, suas preferências em relação à posição e velocidade de penetração.
8 - Fazer sexo anal com frequencia é prejudicial à saúde?
Se for praticado com delicadeza - e respeitando as normas de higiene e utilização de preservativo - não é prejudicial à saúde. O uso da camisinha é indispensável.
9 - É preciso fazer uma lavagem no reto antes de praticar sexo anal?
A higiene externa com água e sabonete é importante. Já a interna - chamada "enema" - é opcional.
10 - Sexo anal muda a atividade intestinal?
Esse ato sexual não interfere no hábito intestinal nem nos movimentos peristálticos (que ocorrem dentro do intestino).
O urologista Celso Marzano é autor do livro sobre sexo anal "O Prazer Secreto", Editora Éden.
http://delas.ig.com.br/amoresexo/10+perguntas+respondidas+sobre+sexo+anal/n1237550767772.html
Pesquisa aponta que 57% das mulheres praticam; ainda assim, o tema é cercado por dúvidas
Thaís Manarini, especial para o iG São Paulo | 02/03/2010 10:19
Sexo anal: técnica e delicadeza são fundamentais
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada recentemente no jornal Folha de S. Paulo apontou que 57% das mulheres brasileiras fazem sexo anal; 43% delas não praticam ou omitiram a resposta.
Mas apesar de a maioria praticar, diversas dúvidas sobre o tema ainda persistem. A redação do Delas, que recebe diariamente e-mails com perguntas sobre sexo anal, responde a dez perguntas frequentes.
Colaboraram os médicos: Otto Henrique Tôrres Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, e Celso Marzano, urologista e diretor do Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade, de São Paulo.
1 - É mais fácil pegar AIDS por sexo anal?
Sim, pois a prática gera microtraumatismos na mucosa retal (revestimento interno) que servem como porta de entrada para o vírus.
2 - Praticantes de sexo anal têm mais chances de desenvolver fissuras ou hemorróidas?
Não. Esses quadros são consequências de mau funcionamento intestinal. Mas atenção: quem já apresenta fissuras ou está no período de inflamação da hemorróida pode sentir bastante dor durante o sexo anal. É melhor evitar.
3 - Mulheres que praticam sexo anal têm mais infecção vaginal?
Nada disso. Se tomar cuidado, não há perigo de desenvolver o problema. A principal recomendação é nunca realizar o sexo vaginal após a penetração anal e nem usar os dedos e acessórios para manipular a vagina depois de ter estimulado o ânus. Ao entrar em contato com a região anal, tanto o pênis como os dedos e brinquedinhos são contaminados com fezes ou secreções fecais. Essas secreções apresentam bactérias que podem causar “estragos” em contato com a vagina ou boca. Além da infecção vaginal, mais problemas podem ocorrer, como infertilidade, infecção da região da bacia e do abdome e até aborto em caso de gravidez.
4 - Sexo anal normalmente estoura a camisinha?
Mito. Isso só acontece se houver algum erro na forma de usá-lo. Para evitar problemas, o preservativo deve ser de boa qualidade e proporcional ao calibre do pênis.
5 - O sexo anal pode desencadear câncer no reto ou de intestino?
Boato dos grandes. Nenhum estudo mostrou a existência dessa possibilidade.
6 - Sexo anal dói muito?
Quando se insinua uma penetração anal os músculos locais se contraem como uma forma de defesa. Haverá dor se o casal não esperar que esses relaxem. Para o relaxamento ocorrer é preciso paciência, cumplicidade, confiança e carinho. Se o desconforto for muito intenso durante a relação o ideal é procurar um especialista.
7 - É muito difícil a mulher ter um orgasmo com sexo anal?
Não, mas é preciso que o casal tenha um maior aprendizado em relação a essa prática sexual. Para isso, nada melhor do que conversar com o parceiro e informar, por exemplo, suas preferências em relação à posição e velocidade de penetração.
8 - Fazer sexo anal com frequencia é prejudicial à saúde?
Se for praticado com delicadeza - e respeitando as normas de higiene e utilização de preservativo - não é prejudicial à saúde. O uso da camisinha é indispensável.
9 - É preciso fazer uma lavagem no reto antes de praticar sexo anal?
A higiene externa com água e sabonete é importante. Já a interna - chamada "enema" - é opcional.
10 - Sexo anal muda a atividade intestinal?
Esse ato sexual não interfere no hábito intestinal nem nos movimentos peristálticos (que ocorrem dentro do intestino).
O urologista Celso Marzano é autor do livro sobre sexo anal "O Prazer Secreto", Editora Éden.
http://delas.ig.com.br/amoresexo/10+perguntas+respondidas+sobre+sexo+anal/n1237550767772.html
Babá acusada de agredir e abusar bebê de 7 meses é presa no Recife
29 de abril de 2010
Babá acusada de agredir e abusar bebê de 7 meses é presa no Recife
Ângela Cristina está detida na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente do bairro da Madalena.Está presa na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) a babá Ângela Cristina de Souza (foto 1), 36 anos, suspeita de agressão e abuso sexual contra o bebê de sete meses que ela tomava conta, em Igarassu, no Grande Recife. Ela foi detida nesta quinta-feira (29), quando prestava um novo depoimento, apesar de ter negado o crime quando conversou com a polícia pela primeira vez, na última segunda (26). Ela foi ouvida de novo porque a delegada da GPCA, Mariana Vilasboas, identificou algumas contradições e queria fazer outras perguntas. De acordo a policial, a decisão de prender a babá antes do fim da investigação foi por causa da gravidade dos crimes denunciados, da repercussão que o fato causou na sociedade, para evitar o risco de fuga e garantir que a punição seja aplicada. Os pais da criança flagraram as agressões após instalar uma câmera do computador, que registrou momentos em que Ângela Cristina aparece maltratando o bebê na sala da casa onde eles moram, em Cruz de Rebouças (fotos 2 e 3). Ela trabalhava no local havia dois meses. Primeiro a babá aparece jogando água no rosto do bebê, por duas vezes. Depois ela dá tapas na mão e na perna do menino. Em outra imagem, a empregada segura a criança pelo pescoço e logo em seguida, joga no sofá. Outras cenas apontam para indícios de crime sexual. O vídeo, com mais de quatro horas de gravação, foi anexado ao inquérito e caso as denúncias se comprovem, a babá vai ser indiciada por crimes de estupro e tortura. Até agora, seis pessoas foram ouvidas e, segundo ela, tudo aponta para os crimes de abuso sexual e maus tratos. De acordo com a Constituição, desde agosto de 2009, os crimes de maus tratos e abuso sexual passaram a ser considerados tortura e estupro.
http://saudevida2010.blogspot.com/2010/04/baba-acusada-de-agredir-e-abusar-bebe.html
Babá acusada de agredir e abusar bebê de 7 meses é presa no Recife
Ângela Cristina está detida na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente do bairro da Madalena.Está presa na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) a babá Ângela Cristina de Souza (foto 1), 36 anos, suspeita de agressão e abuso sexual contra o bebê de sete meses que ela tomava conta, em Igarassu, no Grande Recife. Ela foi detida nesta quinta-feira (29), quando prestava um novo depoimento, apesar de ter negado o crime quando conversou com a polícia pela primeira vez, na última segunda (26). Ela foi ouvida de novo porque a delegada da GPCA, Mariana Vilasboas, identificou algumas contradições e queria fazer outras perguntas. De acordo a policial, a decisão de prender a babá antes do fim da investigação foi por causa da gravidade dos crimes denunciados, da repercussão que o fato causou na sociedade, para evitar o risco de fuga e garantir que a punição seja aplicada. Os pais da criança flagraram as agressões após instalar uma câmera do computador, que registrou momentos em que Ângela Cristina aparece maltratando o bebê na sala da casa onde eles moram, em Cruz de Rebouças (fotos 2 e 3). Ela trabalhava no local havia dois meses. Primeiro a babá aparece jogando água no rosto do bebê, por duas vezes. Depois ela dá tapas na mão e na perna do menino. Em outra imagem, a empregada segura a criança pelo pescoço e logo em seguida, joga no sofá. Outras cenas apontam para indícios de crime sexual. O vídeo, com mais de quatro horas de gravação, foi anexado ao inquérito e caso as denúncias se comprovem, a babá vai ser indiciada por crimes de estupro e tortura. Até agora, seis pessoas foram ouvidas e, segundo ela, tudo aponta para os crimes de abuso sexual e maus tratos. De acordo com a Constituição, desde agosto de 2009, os crimes de maus tratos e abuso sexual passaram a ser considerados tortura e estupro.
http://saudevida2010.blogspot.com/2010/04/baba-acusada-de-agredir-e-abusar-bebe.html
Por que o sexo anal ainda choca?
6 de agosto de 2011
Por que o sexo anal ainda choca?
Declaração de Sandy repercute e mostra que o assunto é o atual maior tabu da sexualidade feminina: a virgindade do século XXI?
Por muitos anos a cantora Sandy cultivou a imagem de menina virgem e pudica. Recentemente, já casada, surpreendeu ao assumir o rótulo de “devassa” na campanha publicitária de uma marca de cerveja. Era de se esperar, portanto, a polêmica em torno de sua declaração para a revista Playboy de agosto: “é possível ter prazer anal”.
A frase caiu na boca do povo não só pelo estilo possivelmente contraditório de Sandy, mas pelo tema, que ainda é delicado no universo feminino. Lucas Lima, marido da cantora, e Xororó, o pai, não gostaram quando a citação foi parar na capa da publicação masculina: “Que pai gosta de ler aquilo?”, disse o astro sertanejo em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
Em tempos que a virgindade não é mais o grande dilema sexual feminino, e que elas assumem buscar o próprio prazer na cama, seria o sexo anal o principal marco de experimentação da mulher moderna? E porque ainda julgamos moralmente – mesmo que de forma velada – uma mulher que assume praticar e gostar de sexo anal?
Para Oswaldo Rodrigues Junior, psicoterapeuta sexual e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, a prática do sexo anal é mais comum do que se imagina. No entanto, o constrangimento em tocar no assunto seria explicado pelo peso moral que a modalidade ainda carrega. “Verbalizar implica poder ser alvo de julgamento por outras pessoas. A mulher que expõe isso demonstra segurança”, diz ele.
De acordo com Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), o assunto gera fofocas e choca porque tem uma conotação de maior liberdade sexual. “É uma prática historicamente menos aceita porque foge de um padrão voltado para a reprodução. É um sexo pelo prazer, estritamente ligado ao erotismo”, explica. Outras formas de sexo que não incluem a penetração vaginal também já foram mais polêmicas. É o caso do sexo oral. “Hoje está em evidência, mas já foi vilão e bastante questionado. Agora esse espaço é do sexo anal”, completa Abdo.
Uma preferência de poucas
São apenas 15% das mulheres brasileiras que dizem praticar sexo anal com frequencia, segundo um levantamento de Carmita Abdo. “Tem uma proporção que eventualmente aceita, mas não é algo regular e apreciado”, diz. Para Oswaldo, as mulheres raramente demonstram o desejo anal, mas aceitam a experimentação. Uma pesquisa coordenada por ele na década de 1990 apontou que mais de 80% das mulheres já tinham feito sexo anal alguma vez, mas apenas metade faria novamente – e a maioria tinha como objetivo satisfazer o parceiro. Os dados ainda comprovam que Sandy está certa: sim, é possível ter prazer anal, porém nada comum para as mulheres. “Apenas 2% disseram que sentiam orgasmos com a penetração anal”, aponta ele.
A prática de sexo anal na cultura ocidental não é algo novo. “Tem sido praticado desde sempre e é objeto de questões morais historicamente”, avalia Junior. A penetração anal já foi inclusive uma alternativa para a preservação da virgindade vaginal. “Era uma intimidade usada entre casais para evitar o rompimento do hímen até a década de sessenta”, aponta Abdo. “Na medida em que a virgindade foi perdendo o valor como uma prova de resguardo da mulher, o sexo anal passou a não ser tão praticado, virou uma alternativa complementar e não substituto”, conclui a pesquisadora.
http://saudevida2010.blogspot.com/2011/08/por-que-o-sexo-anal-ainda-choca.html
Por que o sexo anal ainda choca?
Declaração de Sandy repercute e mostra que o assunto é o atual maior tabu da sexualidade feminina: a virgindade do século XXI?
Por muitos anos a cantora Sandy cultivou a imagem de menina virgem e pudica. Recentemente, já casada, surpreendeu ao assumir o rótulo de “devassa” na campanha publicitária de uma marca de cerveja. Era de se esperar, portanto, a polêmica em torno de sua declaração para a revista Playboy de agosto: “é possível ter prazer anal”.
A frase caiu na boca do povo não só pelo estilo possivelmente contraditório de Sandy, mas pelo tema, que ainda é delicado no universo feminino. Lucas Lima, marido da cantora, e Xororó, o pai, não gostaram quando a citação foi parar na capa da publicação masculina: “Que pai gosta de ler aquilo?”, disse o astro sertanejo em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
Em tempos que a virgindade não é mais o grande dilema sexual feminino, e que elas assumem buscar o próprio prazer na cama, seria o sexo anal o principal marco de experimentação da mulher moderna? E porque ainda julgamos moralmente – mesmo que de forma velada – uma mulher que assume praticar e gostar de sexo anal?
Para Oswaldo Rodrigues Junior, psicoterapeuta sexual e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, a prática do sexo anal é mais comum do que se imagina. No entanto, o constrangimento em tocar no assunto seria explicado pelo peso moral que a modalidade ainda carrega. “Verbalizar implica poder ser alvo de julgamento por outras pessoas. A mulher que expõe isso demonstra segurança”, diz ele.
De acordo com Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), o assunto gera fofocas e choca porque tem uma conotação de maior liberdade sexual. “É uma prática historicamente menos aceita porque foge de um padrão voltado para a reprodução. É um sexo pelo prazer, estritamente ligado ao erotismo”, explica. Outras formas de sexo que não incluem a penetração vaginal também já foram mais polêmicas. É o caso do sexo oral. “Hoje está em evidência, mas já foi vilão e bastante questionado. Agora esse espaço é do sexo anal”, completa Abdo.
Uma preferência de poucas
São apenas 15% das mulheres brasileiras que dizem praticar sexo anal com frequencia, segundo um levantamento de Carmita Abdo. “Tem uma proporção que eventualmente aceita, mas não é algo regular e apreciado”, diz. Para Oswaldo, as mulheres raramente demonstram o desejo anal, mas aceitam a experimentação. Uma pesquisa coordenada por ele na década de 1990 apontou que mais de 80% das mulheres já tinham feito sexo anal alguma vez, mas apenas metade faria novamente – e a maioria tinha como objetivo satisfazer o parceiro. Os dados ainda comprovam que Sandy está certa: sim, é possível ter prazer anal, porém nada comum para as mulheres. “Apenas 2% disseram que sentiam orgasmos com a penetração anal”, aponta ele.
A prática de sexo anal na cultura ocidental não é algo novo. “Tem sido praticado desde sempre e é objeto de questões morais historicamente”, avalia Junior. A penetração anal já foi inclusive uma alternativa para a preservação da virgindade vaginal. “Era uma intimidade usada entre casais para evitar o rompimento do hímen até a década de sessenta”, aponta Abdo. “Na medida em que a virgindade foi perdendo o valor como uma prova de resguardo da mulher, o sexo anal passou a não ser tão praticado, virou uma alternativa complementar e não substituto”, conclui a pesquisadora.
http://saudevida2010.blogspot.com/2011/08/por-que-o-sexo-anal-ainda-choca.html
Garota engravida de macaco e pai quer fazer o casamento
Garota engravida de macaco e pai quer fazer o casamento
POR SEDUZA-ME, DIA 4/08/2011 EM NOTÍCIAS SEDUTORAS
Mulher escondeu a gravidez durante vários meses
Um caso misterioso ocorrido em Manicoré, interior do Amazonas, tem chamado a atenção de cientistas de todo o mundo. Uma jovem, de apenas 19 anos de idade, está grávida de um macaco chimpanzé. Na tarde do último sábado (25), alguns médicos e cientistas, brasileiros, japoneses, argentinos, americanos, e também uma equipe da NASA, estiveram no Amazonas para analisar o caso da garota.
A jovem, cujo nome está sendo preservado para não causar constrangimento, manteve a gravidez em sigilo até a barriga crescer e denunciar. Os pais foram os primeiros a saberem, mas não acreditaram na versão dada pela jovem, de que o pai seria o macaco.
Um repórter de G17 conversou com os pais da jovem e a mãe da garota disse que só acreditou na história quando os médicos confirmaram que o DNA do bebê que está sendo gerado pela garota, tem o DNA do macaco.
Já o pai, disse que desconfiava que a filha tinha um chamego com o macaco, mas achou que era apenas carinho de ser humano para animal de estimação. “Ela dormia na cama com o macaco, mas não imaginei que eles faziam algo demais”, disse o pai.
Sobre o futuro, o pai afirma que o melhor é promover o casamento da garota com o chimpanzé, a mãe é contra.
Fonte: CORREIO DO POVO
http://www.seduzame.com.br/noticias/garota-engravida-de-macaco-e-pai-quer-fazer-o-casamento/
POR SEDUZA-ME, DIA 4/08/2011 EM NOTÍCIAS SEDUTORAS
Mulher escondeu a gravidez durante vários meses
Um caso misterioso ocorrido em Manicoré, interior do Amazonas, tem chamado a atenção de cientistas de todo o mundo. Uma jovem, de apenas 19 anos de idade, está grávida de um macaco chimpanzé. Na tarde do último sábado (25), alguns médicos e cientistas, brasileiros, japoneses, argentinos, americanos, e também uma equipe da NASA, estiveram no Amazonas para analisar o caso da garota.
A jovem, cujo nome está sendo preservado para não causar constrangimento, manteve a gravidez em sigilo até a barriga crescer e denunciar. Os pais foram os primeiros a saberem, mas não acreditaram na versão dada pela jovem, de que o pai seria o macaco.
Um repórter de G17 conversou com os pais da jovem e a mãe da garota disse que só acreditou na história quando os médicos confirmaram que o DNA do bebê que está sendo gerado pela garota, tem o DNA do macaco.
Já o pai, disse que desconfiava que a filha tinha um chamego com o macaco, mas achou que era apenas carinho de ser humano para animal de estimação. “Ela dormia na cama com o macaco, mas não imaginei que eles faziam algo demais”, disse o pai.
Sobre o futuro, o pai afirma que o melhor é promover o casamento da garota com o chimpanzé, a mãe é contra.
Fonte: CORREIO DO POVO
http://www.seduzame.com.br/noticias/garota-engravida-de-macaco-e-pai-quer-fazer-o-casamento/
Quando acaba o desejo pelo companheiro
Quando acaba o desejo pelo companheiro
O que fazer quando a relação se desgasta e o casal não sente mais vontade de se relacionar sexualmente com o parceiro?
Lia Lehrfale com a redação
Um problema bastante comum nos relacionamentos e que tem levado com mais freqüência os casais para a terapia é a falta de desejo sexual. Seja pela rotina, estresse do dia-a-dia, preocupações com filhos e contas para pagar, muitos casais tem se queixado cada vez de falta de libido. Mas por que isso acontece? Não deveria ser ao contrário, já que são pessoas que estão juntas há um certo tempo, conhecem muito bem o companheiro e tem total intimidade?
De acordo com Cláudya Toledo, terapeuta de casais, especialista em relacionamentos e autora do livro “Sexo”, isso é mais comum de acontecer do que se imagina.
“Quando você vê uma pessoa pela primeira vez, ocorre um impacto energético e mental. Depois de muito tempo, quando se está habituado ao casamento, a energia do casal é tão misturada que não se enxerga nem observa mais o outro. Tudo está dentro da possibilidade (“por que vou fazer sexo agora se posso fazer depois?”), tudo está previsto”, diz Cláudya.
Ela conta também que homens e mulheres veem o sexo de maneiras diferentes.
“Para a mulher, o sexo está relacionado a admiração, surpresa e também tem a questão mental. Se ela pensa o dia inteiro que o marido é chato, que não gosta mais dele e que não sente atração, é claro que ela não vai sentir desejo.Com o homem é diferente. Para ele ser ativado, basta a mulher colocar um música e uma roupa atraente”.
Está na hora de fazer terapia de casal?
Ioga a dois
Meu marido não quer ter filhos. E agora?
A especialista explica que para reverter a situação, a mulher deve fazer uma “limpeza emocional”: parar de falar mal do companheiro e voltar a admirá-lo. Em alguns casos de perda de desejo, é aconselhável também ajuda terapêutica”. Outro motivo que os casais usam para culpar a perda de libido é a rotina. É preciso encarar a situação de outra maneira.
“Todo mundo vive uma rotina. O importante é que haja uma rotina positiva. Ela tem que ser maravilhosa. Agora, se a rotina do casamento é ruim, é possível que o casal esteja com um problema. É importante destacar que a rotina deve ser favorável e saudável. Quando sentir que a rotina está chata, deve-se mudar. O problema é pedir comida por telefone e se jogar na frente da TV. A boa rotina é aquela em que há um bom papo, namoro e conversas”, conta a terapeuta.
Uma forma que muitos casais utilizam para tentar melhorar a relação é fazer uma viagem a dois. Claúdya alerta que isso nem sempre trará resultado. “O relacionamento exige muito investimento, muita conversa. São as pequenas coisas do dia-a-dia que fazem a diferença e não viagens”.
Em casos mais graves, quando nada mais parece funcionar, a terapeuta é enfática: “às vezes, é preciso se afastar por um tempo. A mulher tem muita dificuldade para perceber isso e fica muito abalada. Ela fica insistindo mais para chamar a atenção. Nesse caso, o melhor a fazer é que um dos dois se retire para o outro sentir falta e para as coisas voltarem a acontecer naturalmente. Separar é bom porque dá saudade. E se houver amor, eles voltarão a ficar juntos”, finaliza Cláudya.
http://www.chrisflores.net/portal2/site/materia.php?cod_categoria=7&cod_materia=341
O que fazer quando a relação se desgasta e o casal não sente mais vontade de se relacionar sexualmente com o parceiro?
Lia Lehrfale com a redação
Um problema bastante comum nos relacionamentos e que tem levado com mais freqüência os casais para a terapia é a falta de desejo sexual. Seja pela rotina, estresse do dia-a-dia, preocupações com filhos e contas para pagar, muitos casais tem se queixado cada vez de falta de libido. Mas por que isso acontece? Não deveria ser ao contrário, já que são pessoas que estão juntas há um certo tempo, conhecem muito bem o companheiro e tem total intimidade?
De acordo com Cláudya Toledo, terapeuta de casais, especialista em relacionamentos e autora do livro “Sexo”, isso é mais comum de acontecer do que se imagina.
“Quando você vê uma pessoa pela primeira vez, ocorre um impacto energético e mental. Depois de muito tempo, quando se está habituado ao casamento, a energia do casal é tão misturada que não se enxerga nem observa mais o outro. Tudo está dentro da possibilidade (“por que vou fazer sexo agora se posso fazer depois?”), tudo está previsto”, diz Cláudya.
Ela conta também que homens e mulheres veem o sexo de maneiras diferentes.
“Para a mulher, o sexo está relacionado a admiração, surpresa e também tem a questão mental. Se ela pensa o dia inteiro que o marido é chato, que não gosta mais dele e que não sente atração, é claro que ela não vai sentir desejo.Com o homem é diferente. Para ele ser ativado, basta a mulher colocar um música e uma roupa atraente”.
Está na hora de fazer terapia de casal?
Ioga a dois
Meu marido não quer ter filhos. E agora?
A especialista explica que para reverter a situação, a mulher deve fazer uma “limpeza emocional”: parar de falar mal do companheiro e voltar a admirá-lo. Em alguns casos de perda de desejo, é aconselhável também ajuda terapêutica”. Outro motivo que os casais usam para culpar a perda de libido é a rotina. É preciso encarar a situação de outra maneira.
“Todo mundo vive uma rotina. O importante é que haja uma rotina positiva. Ela tem que ser maravilhosa. Agora, se a rotina do casamento é ruim, é possível que o casal esteja com um problema. É importante destacar que a rotina deve ser favorável e saudável. Quando sentir que a rotina está chata, deve-se mudar. O problema é pedir comida por telefone e se jogar na frente da TV. A boa rotina é aquela em que há um bom papo, namoro e conversas”, conta a terapeuta.
Uma forma que muitos casais utilizam para tentar melhorar a relação é fazer uma viagem a dois. Claúdya alerta que isso nem sempre trará resultado. “O relacionamento exige muito investimento, muita conversa. São as pequenas coisas do dia-a-dia que fazem a diferença e não viagens”.
Em casos mais graves, quando nada mais parece funcionar, a terapeuta é enfática: “às vezes, é preciso se afastar por um tempo. A mulher tem muita dificuldade para perceber isso e fica muito abalada. Ela fica insistindo mais para chamar a atenção. Nesse caso, o melhor a fazer é que um dos dois se retire para o outro sentir falta e para as coisas voltarem a acontecer naturalmente. Separar é bom porque dá saudade. E se houver amor, eles voltarão a ficar juntos”, finaliza Cláudya.
http://www.chrisflores.net/portal2/site/materia.php?cod_categoria=7&cod_materia=341
Como lidar com a falta de desejo na gravidez
Como lidar com a falta de desejo na gravidez
Sexóloga explica que é normal a mulher ter a libido diminuída neste período e aconselha o homem a ser mais paciente com a companheira
Lia Lehrfale com a redação
Algumas mulheres tem uma gravidez extremamente tranqüila. Não enjoam, não passam mal e ainda tem a libido aumentada. Outras, em compensação, sofrem o inverso. Enjoam tanto, que não podem passar perto de perfume e às vezes, até o cheiro do marido as incomoda. Desejo, então, nem pensar. Mas por que isso ocorre?
“A falta de desejo na mulher durante a gravidez é mais comum do que se imagina, assim, se este for o seu caso, não há motivo de preocupação. As causas são as mais diversas; podem ser de natureza psicológica ou física. Até porque, é uma época de muitas transformações e adaptações físicas, emocionais, existenciais e, claro, sexuais. Há o aumento da progesterona, que influencia a libido”, explica Maria Luiza Cruvinel, psicóloga, terapeuta de família e sexóloga.
A especialista explica que as alterações ocorrem também devido às mudanças físicas que a mulher passa. A barriga cresce, os seios incham e ficam sensíves. A mulher pode sentir náusea, dores de cabeça, cansaço, sonolência e aumento na frequência urinária. Depois do parto, a prolactina (LTH), o hormônio responsável pelo estímulo da formação do leite, tem um efeito inibidor de desejo.
Está na hora de fazer terapia de casal?
Quando ele se sente deixado de lado
Quando acaba o desejo pelo companheiro
“Com tudo isso acontecendo, a mulher pode não se sentir atraente ou feminina. Isso vai depender muito da autoestima de cada uma, de como ela se vê e se sente amada", diz Maria Luiza.
Segundo a especialista, que atende a vários casos semelhantes em seu consultório no Itaim Bibi, pode ainda haver conflitos entre o papel de amante, esposa e de mãe. "O casal começa a se desajustar e, em alguns casos, a mulher passa a ser vista como um ser idolatrado, puro, destituído de atrativos sexual", explica. A psicóloga diz que são crises previsíveis dentro de um casamento. "Essa mudança na vida sexual tende a ser provisória se o casal souber lidar com essa questão. O parceiro precisa entender o momento e ser paciente, mesmo após o parto, quando a libido pode continuar baixa por fatores emocionais e físicos".
O importante é saber lidar com a crise e com as mudanças. A solução está no diálogo. "A comunicação entre o casal é fundamental em todas as fases do casamento, mas, especialmente nesses períodos de mudança. O diálogo é uma ferramenta poderosa para manter o amor vivo", aconselha Maria Luiza. Para ela, os dois têm de ter em mente que os hormônios vão voltar ao seu nível normal, o casal vai se adaptar ao novo integrante da família e que, depois, o sexo poderá voltar a ser tão bom ou até melhor que antes. "Se o casal não se afastou durante a gravidez e o pós-parto, mesmo com a diminuição da frequência dos encontros sexuais, vai se fortalecer”.
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Sexóloga explica que é normal a mulher ter a libido diminuída neste período e aconselha o homem a ser mais paciente com a companheira
Lia Lehrfale com a redação
Algumas mulheres tem uma gravidez extremamente tranqüila. Não enjoam, não passam mal e ainda tem a libido aumentada. Outras, em compensação, sofrem o inverso. Enjoam tanto, que não podem passar perto de perfume e às vezes, até o cheiro do marido as incomoda. Desejo, então, nem pensar. Mas por que isso ocorre?
“A falta de desejo na mulher durante a gravidez é mais comum do que se imagina, assim, se este for o seu caso, não há motivo de preocupação. As causas são as mais diversas; podem ser de natureza psicológica ou física. Até porque, é uma época de muitas transformações e adaptações físicas, emocionais, existenciais e, claro, sexuais. Há o aumento da progesterona, que influencia a libido”, explica Maria Luiza Cruvinel, psicóloga, terapeuta de família e sexóloga.
A especialista explica que as alterações ocorrem também devido às mudanças físicas que a mulher passa. A barriga cresce, os seios incham e ficam sensíves. A mulher pode sentir náusea, dores de cabeça, cansaço, sonolência e aumento na frequência urinária. Depois do parto, a prolactina (LTH), o hormônio responsável pelo estímulo da formação do leite, tem um efeito inibidor de desejo.
Está na hora de fazer terapia de casal?
Quando ele se sente deixado de lado
Quando acaba o desejo pelo companheiro
“Com tudo isso acontecendo, a mulher pode não se sentir atraente ou feminina. Isso vai depender muito da autoestima de cada uma, de como ela se vê e se sente amada", diz Maria Luiza.
Segundo a especialista, que atende a vários casos semelhantes em seu consultório no Itaim Bibi, pode ainda haver conflitos entre o papel de amante, esposa e de mãe. "O casal começa a se desajustar e, em alguns casos, a mulher passa a ser vista como um ser idolatrado, puro, destituído de atrativos sexual", explica. A psicóloga diz que são crises previsíveis dentro de um casamento. "Essa mudança na vida sexual tende a ser provisória se o casal souber lidar com essa questão. O parceiro precisa entender o momento e ser paciente, mesmo após o parto, quando a libido pode continuar baixa por fatores emocionais e físicos".
O importante é saber lidar com a crise e com as mudanças. A solução está no diálogo. "A comunicação entre o casal é fundamental em todas as fases do casamento, mas, especialmente nesses períodos de mudança. O diálogo é uma ferramenta poderosa para manter o amor vivo", aconselha Maria Luiza. Para ela, os dois têm de ter em mente que os hormônios vão voltar ao seu nível normal, o casal vai se adaptar ao novo integrante da família e que, depois, o sexo poderá voltar a ser tão bom ou até melhor que antes. "Se o casal não se afastou durante a gravidez e o pós-parto, mesmo com a diminuição da frequência dos encontros sexuais, vai se fortalecer”.
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