Sexo: 10% das mulheres nunca terão um orgasmo
30 de Julho, 2011
Na véspera do Dia Mundial do Orgasmo, um sexólogo português alerta que os 'mitos' criados sobre o assunto geram ansiedade desnecessária e, consequentemente, criam disfunções entre o casal.
Em declarações à Agência Lusa, o sexólogo Nuno Monteiro Pereira explicou que os mitos que existem sobre o orgasmo têm essencialmente que ver com o orgasmo feminino e não com o masculino, nomeadamente a capacidade multiorgásmica da mulher, um fenómeno verificado em algumas mulheres, mas longe de ser universal.
“Há muitas mulheres que não só não conseguem ter orgasmos múltiplos, como nem sequer conseguem ter um orgasmo e depois também há outro mito relacionado com isso que é o orgasmo simultâneo com o do parceiro”, referiu à Lusa o especialista.
Nuno Monteiro Pereira adiantou que os dois parceiros terem um orgasmo ao mesmo tempo não é fácil de ocorrer e tentar o orgasmo simultâneo ou o múltiplo pode gerar alguma ansiedade que gera “a própria disfunção”.
“As expectativas acabam por não ser muito realistas, isto é, havendo esse mito, e os mitos geram exactamente expectativas irrealistas, pode determinar, tanto por parte da mulher, como por parte do homem, tentativas de atingir essa circunstância, que depois não é possível de atingir e, não sendo possível, pode gerar alguma insatisfação ou ansiedade”, explicou o sexólogo.
Monteiro Pereira adiantou que homens e mulheres têm em comum o facto do orgasmo ser um fenómeno cerebral que tem depois uma expressão diferente.
“A disfunção orgásmica é praticamente inexistente nos homens, sendo que praticamente todos os homens têm orgasmo. Pode haver disfunções ejaculatórias, mas falta de orgasmo os homens praticamente não têm, é menos de um por cento de probabilidade”, revelou.
Já em relação às mulheres, “a falta de orgasmo ou de capacidade osgásmica é muito elevada e, por exemplo, 10 por cento das mulheres nunca tiveram nem vão ter um orgasmo, o que determina também que há muitas mulheres que na maior parte das suas relações sexuais não atingem orgasmo”.
O especialista apontou, no entanto, que há mulheres que têm orgasmos quase masculinos, ou seja, “fáceis de atingir, constantes, e até de intensidade semelhante à masculina”.
Ainda assim, apontou, a mulher precisa de mais ambiente, envolvência e contexto para ter uma satisfação sexual que possa levar ao orgasmo.
“E é isto que custa ao homem entender, que é a mulher ter uma relação sexual em que não tem orgasmo e, contudo, achar que essa relação sexual foi satisfatória”, sublinhou.
Monteiro Pereira lembrou que durante muito tempo o “egoísmo masculino” levou a que os homens não se preocupassem com a satisfação da mulher, situação que se alterou a partir do momento “em que começou a haver influências externas, como a comunicação social, a gerar os tais mitos”.
“O homem passou a estar preocupadíssimo não com o seu orgasmo, porque com esse não tem problemas, mas com o orgasmo da mulher e às vezes passa o tempo da relação sexual toda a tentar atrasar o seu orgasmo numa tentativa de que a mulher também tenha orgasmo”, adiantou.
O Dia Mundial do Orgasmo assinala-se no domingo, dia 31 de Julho, e segundo informação disponível na Wikipédia foi informalmente criado em Inglaterra por uma rede de “sex-shop”.
Lusa / SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=25309
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Choques eléctricos para a cura da impotência
Choques eléctricos para a cura da impotência
15 de Agosto, 2011
Um estudo realizado em Israel e apresentado no congresso de medicina sexual em Lyon, em França, indica que a impotência pode ser tratada com a aplicação de choques eléctricos no pénis.
Cientistas do Centro Medical Rambam, da cidade de Haifa, realizaram experiências em 20 voluntários que sofriam do problema há pelos menos três anos e conseguiram melhoras em pelo menos 15 deles.
Segundo Yoram Vardi, chefe do Departamento de Neuro-urologia da instituição, o resultado do tratamento é melhor do que o obtido com o uso de medicamentos como o Viagra e o Cialis.
“Os remédios não são uma cura, uma vez que os pacientes deixam de ter actividade normal quando param de tomar. Mas, com os choques, podemos fazer algo biológico contra o problema, e os pacientes conseguem ter actividade normal mesmo depois de terminarem o tratamento”, explicou o cientista.
Novos vasos sanguíneos
Num estudo realizado com animais, já tinha ficado provado que choques eléctricos de baixa intensidade estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir de outros já existentes. Foi a partir daí que Yoram Vardi e os seus colegas tiveram a ideia de tentar ajudar homens cuja impotência decorre da redução de fluxo sanguíneo nos seus pénis.
“Problemas cardiovasculares são responsáveis pela disfunção eréctil em aproximadamente 80 por cento dos pacientes”, afirmou Yoram Vardi. Segundo o cientista, na pesquisa, foram aplicados choques de “baixíssima intensidade”, sentidos como uma pequena pressão no pénis.
Em cada sessão dos testes, os voluntários receberam cerca de 300 choques em cinco pontos do órgão sexual, ao longo de três minutos. “Não tivemos registo de efeitos colaterais, nem mesmo dor”, disse Yoram Vardi ao site LiveScience.
Os cientistas esperam agora realizar novos testes, usando também um grupo de controlo, que receberá um tratamento falso.
Apesar de optimista, Yoram Vardi alerta que o tratamento pode ser ineficaz nos casos de impotência causada por problemas musculares, de nervos ou outros.
http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/choques_electricos_para_a_cura_da_impotencia
15 de Agosto, 2011
Um estudo realizado em Israel e apresentado no congresso de medicina sexual em Lyon, em França, indica que a impotência pode ser tratada com a aplicação de choques eléctricos no pénis.
Cientistas do Centro Medical Rambam, da cidade de Haifa, realizaram experiências em 20 voluntários que sofriam do problema há pelos menos três anos e conseguiram melhoras em pelo menos 15 deles.
Segundo Yoram Vardi, chefe do Departamento de Neuro-urologia da instituição, o resultado do tratamento é melhor do que o obtido com o uso de medicamentos como o Viagra e o Cialis.
“Os remédios não são uma cura, uma vez que os pacientes deixam de ter actividade normal quando param de tomar. Mas, com os choques, podemos fazer algo biológico contra o problema, e os pacientes conseguem ter actividade normal mesmo depois de terminarem o tratamento”, explicou o cientista.
Novos vasos sanguíneos
Num estudo realizado com animais, já tinha ficado provado que choques eléctricos de baixa intensidade estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir de outros já existentes. Foi a partir daí que Yoram Vardi e os seus colegas tiveram a ideia de tentar ajudar homens cuja impotência decorre da redução de fluxo sanguíneo nos seus pénis.
“Problemas cardiovasculares são responsáveis pela disfunção eréctil em aproximadamente 80 por cento dos pacientes”, afirmou Yoram Vardi. Segundo o cientista, na pesquisa, foram aplicados choques de “baixíssima intensidade”, sentidos como uma pequena pressão no pénis.
Em cada sessão dos testes, os voluntários receberam cerca de 300 choques em cinco pontos do órgão sexual, ao longo de três minutos. “Não tivemos registo de efeitos colaterais, nem mesmo dor”, disse Yoram Vardi ao site LiveScience.
Os cientistas esperam agora realizar novos testes, usando também um grupo de controlo, que receberá um tratamento falso.
Apesar de optimista, Yoram Vardi alerta que o tratamento pode ser ineficaz nos casos de impotência causada por problemas musculares, de nervos ou outros.
http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/choques_electricos_para_a_cura_da_impotencia
SEXO - Álcool e transa não se misturam
SEXO - Álcool e transa não se misturam
Qui, 28 de Julho de 2011 17:11
Consumo de álcool pode facilitar oportunidade de transar, m...
(BR Press) - Você tá a fim daquela 'mina', mas morre de medo de chegar perto e levar um fora. Ou então, você consegue a atenção dela, rola um climão, mas bate a insegurança: "Será que vou dar conta?", você questiona.
É claro que também pode acontecer o contrário: a menina tá superafim do carinha, mas fica naquela dúvida eterna se fica ou não com ele. Quando falta coragem para encarar uma situação de estresse como essa como você resolve a questão? Muitos adolescentes veem no álcool uma forma de se desinibir e tomar a iniciativa.
A questão passa a ser: álcool e sexo realmente combinam?
Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, revela que a relação entre álcool e estresse pode levar ao consumo cada vez maior. Quer dizer, cada vez que a pessoa encara uma situação de estresse consumindo álcool, como a paquera ou a transa, a tendência é que ela precise cada vez mais da bebida quando se encontra na mesma situação – ou outras desafiadoras.
Outras pesquisas revelam também que mais de 50% dos homens e 30% das mulheres costumam fazer uso de álcool antes de dar início às preliminares, funcionando como mais uma ajudinha na hora da excitação.
Efeitos traiçoeiros
E não são apenas os meninos que utilizam esse truquezinho. Meninas também fazem uso do álcool, porque aumenta a sensibilidade, controla a ansiedade e as deixa mais desinibidas e soltas. Porém, a bebida pode dificultar a sensação de prazer e até dificuldade de levar ao orgasmo.
É bom saber que o álcool em excesso também pode levar a lesões vasculares e nervosas que se refletem nos órgãos genitais. Com algumas doses, o desempenho sexual já pode começar a mostrar dificuldades, como falta de rigidez na ereção, porque o álcool reduz o controle muscular. As disfunções sexuais chegam a atingir mais de 80% dos dependentes de álcool.
O uso de drogas, sejam elas lícitas ou não, também relaxa os cuidados com a prevenção. Assim, as pessoas sob efeito do álcool podem deixar a camisinha de lado com mais facilidade. Dados da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual mostram que uso de álcool está diretamente ligado ao esquecimento de preservativos. Em entrevista com pessoas que consumiram álcool e transaram na noite anterior, 73,7% não tinham usado preservativos.
Portanto, para praticar sexo saudável, o ideal é ter bons hábitos de vida e cuidar da saúde em geral. E isso inclui o uso da camisinha, que evita os riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como HPV e HIV, e mesmo uma gravidez indesejada.
(Danielli Marinho/Especial para BR Press)
http://www.brpress.net/index.php?option=com_content&view=article&id=6316:sexo-alcool-e-transa-nao-se-misturam&catid=74:saude&Itemid=117
Qui, 28 de Julho de 2011 17:11
Consumo de álcool pode facilitar oportunidade de transar, m...
(BR Press) - Você tá a fim daquela 'mina', mas morre de medo de chegar perto e levar um fora. Ou então, você consegue a atenção dela, rola um climão, mas bate a insegurança: "Será que vou dar conta?", você questiona.
É claro que também pode acontecer o contrário: a menina tá superafim do carinha, mas fica naquela dúvida eterna se fica ou não com ele. Quando falta coragem para encarar uma situação de estresse como essa como você resolve a questão? Muitos adolescentes veem no álcool uma forma de se desinibir e tomar a iniciativa.
A questão passa a ser: álcool e sexo realmente combinam?
Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, revela que a relação entre álcool e estresse pode levar ao consumo cada vez maior. Quer dizer, cada vez que a pessoa encara uma situação de estresse consumindo álcool, como a paquera ou a transa, a tendência é que ela precise cada vez mais da bebida quando se encontra na mesma situação – ou outras desafiadoras.
Outras pesquisas revelam também que mais de 50% dos homens e 30% das mulheres costumam fazer uso de álcool antes de dar início às preliminares, funcionando como mais uma ajudinha na hora da excitação.
Efeitos traiçoeiros
E não são apenas os meninos que utilizam esse truquezinho. Meninas também fazem uso do álcool, porque aumenta a sensibilidade, controla a ansiedade e as deixa mais desinibidas e soltas. Porém, a bebida pode dificultar a sensação de prazer e até dificuldade de levar ao orgasmo.
É bom saber que o álcool em excesso também pode levar a lesões vasculares e nervosas que se refletem nos órgãos genitais. Com algumas doses, o desempenho sexual já pode começar a mostrar dificuldades, como falta de rigidez na ereção, porque o álcool reduz o controle muscular. As disfunções sexuais chegam a atingir mais de 80% dos dependentes de álcool.
O uso de drogas, sejam elas lícitas ou não, também relaxa os cuidados com a prevenção. Assim, as pessoas sob efeito do álcool podem deixar a camisinha de lado com mais facilidade. Dados da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual mostram que uso de álcool está diretamente ligado ao esquecimento de preservativos. Em entrevista com pessoas que consumiram álcool e transaram na noite anterior, 73,7% não tinham usado preservativos.
Portanto, para praticar sexo saudável, o ideal é ter bons hábitos de vida e cuidar da saúde em geral. E isso inclui o uso da camisinha, que evita os riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como HPV e HIV, e mesmo uma gravidez indesejada.
(Danielli Marinho/Especial para BR Press)
http://www.brpress.net/index.php?option=com_content&view=article&id=6316:sexo-alcool-e-transa-nao-se-misturam&catid=74:saude&Itemid=117
Tamanho é documento?
Tamanho é documento?
A preocupação com o tamanho do pênis é comum entre os homens. Essa ansiedade pode ocorrer na infância, na adolescência ou na fase adulta. Meninos freqüentemente comparam o tamanho de seus pênis com os dos outros. Piadas e brincadeiras surgem dessas comparações. Entretanto a situação muda quando há início da atividade sexual.
Muitos homens, embora com pênis de tamanho normal, o acham pequeno por várias razões:
O pênis dos outros é maior.
Essa situação é muito comum e na maioria das vezes sem fundamento médico. Esses pacientes reclamam do comprimento do órgão mesmo com ereção e penetração vaginal normais.
Pacientes obesos reclamam ter pênis curto.
Essa situação é devida ao embutimento do pênis em meio à gordura sobre o púbis o que dá a impressão de um órgão pequeno.
Estatura alta e pênis não proporcional.
Embora haja certa relação da estatura do paciente com o tamanho do seu pênis, existe uma ampla variação de comprimento encontrada. Homens de baixa estatura podem ter pênis maiores que homens de alta estatura e vice-versa.
Flacidez peniana e ereção.
Os pacientes geralmente se preocupam com o tamanho do pênis em flacidez que é geralmente o momento de comparação com o de outros homens. Muitos não sabem o comprimento em ereção ou qual foi o crescimento adicional. O que muitos se esquecem é que o tamanho deve ser acompanhado de uma ereção efetiva que garanta uma penetração vaginal.
O QUE É UM PÊNIS NORMAL?
Deixando de lado os aspectos anatômicos de normalidade, um pênis flácido mede de 5 cm a 10 cm de comprimento. O tamanho durante a flacidez não determina o tamanho durante a ereção. A medida é feita desde o ponto em que ele se encontra com o corpo (não com a pele) até a extremidade da glande. Se aplicarmos tração manual, o pênis ganhará de 2 a 5 cm. Masters e Johnson (1966) verificaram que o pênis em ereção mede de 12,5 cm a 17,5 cm. Um recém-nascido apresenta um comprimento médio de 3,75 cm.
O QUE É UM PÊNIS ANORMAL?
Não há uma definição universalmente aceita. Um pênis flácido menor que 4cm ou um ereto com menos de 7,5 cm devem ser considerados pequenos. Entretanto, encontramos pacientes que se aproximam desses valores mas com boa ereção e sem queixas no seu relacionamento sexual.
QUAIS AS CAUSAS DE PÊNIS PEQUENO?
Causas hormonais por desordem de funcionamento dos testículos ou da hipófise podem interferir no desenvolvimento do pênis bem como de toda a genitália masculina. Dentro destes casos encontra-se desde o micro-pênis até a genitália ambígua. O pênis pode ficar pequeno em conseqüência de traumatismos, queimaduras ou doenças adquiridas (doença de Peyronie). Geralmente essas causas são raras. O mais freqüente é que o paciente não esteja satisfeito com o tamanho do seu pênis mesmo que o médico nada encontre de anormal.
TRATAMENTO
O paciente deve ser examinado detalhadamente, incluindo volume e presença dos testículos, presença e localização de pêlos pubianos e outros caracteres sexuais secundários. Se o pênis for considerado de tamanho normal pelo médico, o paciente necessitará de uma avaliação por um sexólogo, psicólogo ou psiquiatra a fim de pesquisar a verdadeira razão de sua queixa. Se o pênis for considerado pequeno e forem detectadas alterações hormonais, uma reposição com testosterona está indicada.
Tratamentos não cirúrgicos como aparelhos à vácuo, aparelhos de tração mecânica, aparelhos de estimulação eletromagnética, pesos, não dão resposta satisfatória permanente. O tratamento cirúrgico envolve secção dos ligamentos suspensores do pênis, injeção de gordura no corpo do pênis (aumento do diâmetro) ou uso de retalhos cutâneos das coxas ou nádegas. Esses tratamentos não são isentos de complicações e algumas delas podem ser graves, tais como necrose dos retalhos, reabsorção de gordura, insatisfação do paciente. Além disso, os resultados desses tratamentos são pouco conhecidos na literatura médica.
CONCLUSÃO
Infelizmente, muitos profissionais pouco éticos se aproveitam da ansiedade e dúvidas dos pacientes, indicando, sem nenhum critério, tratamentos que mais visam onerar o paciente do que realmente uma orientação científica. Os pacientes com dúvidas sobre o tamanho do seu pênis devem procurar profissional qualificado, o qual avaliará a situação, podendo ser necessária uma opinião multidisciplinar com sexólogo ou psiquiatra.
Dia 22.3.11 Tags: Sexo
http://tribounderground.blogspot.com/2011/03/tamanho-e-documento.html
A preocupação com o tamanho do pênis é comum entre os homens. Essa ansiedade pode ocorrer na infância, na adolescência ou na fase adulta. Meninos freqüentemente comparam o tamanho de seus pênis com os dos outros. Piadas e brincadeiras surgem dessas comparações. Entretanto a situação muda quando há início da atividade sexual.
Muitos homens, embora com pênis de tamanho normal, o acham pequeno por várias razões:
O pênis dos outros é maior.
Essa situação é muito comum e na maioria das vezes sem fundamento médico. Esses pacientes reclamam do comprimento do órgão mesmo com ereção e penetração vaginal normais.
Pacientes obesos reclamam ter pênis curto.
Essa situação é devida ao embutimento do pênis em meio à gordura sobre o púbis o que dá a impressão de um órgão pequeno.
Estatura alta e pênis não proporcional.
Embora haja certa relação da estatura do paciente com o tamanho do seu pênis, existe uma ampla variação de comprimento encontrada. Homens de baixa estatura podem ter pênis maiores que homens de alta estatura e vice-versa.
Flacidez peniana e ereção.
Os pacientes geralmente se preocupam com o tamanho do pênis em flacidez que é geralmente o momento de comparação com o de outros homens. Muitos não sabem o comprimento em ereção ou qual foi o crescimento adicional. O que muitos se esquecem é que o tamanho deve ser acompanhado de uma ereção efetiva que garanta uma penetração vaginal.
O QUE É UM PÊNIS NORMAL?
Deixando de lado os aspectos anatômicos de normalidade, um pênis flácido mede de 5 cm a 10 cm de comprimento. O tamanho durante a flacidez não determina o tamanho durante a ereção. A medida é feita desde o ponto em que ele se encontra com o corpo (não com a pele) até a extremidade da glande. Se aplicarmos tração manual, o pênis ganhará de 2 a 5 cm. Masters e Johnson (1966) verificaram que o pênis em ereção mede de 12,5 cm a 17,5 cm. Um recém-nascido apresenta um comprimento médio de 3,75 cm.
O QUE É UM PÊNIS ANORMAL?
Não há uma definição universalmente aceita. Um pênis flácido menor que 4cm ou um ereto com menos de 7,5 cm devem ser considerados pequenos. Entretanto, encontramos pacientes que se aproximam desses valores mas com boa ereção e sem queixas no seu relacionamento sexual.
QUAIS AS CAUSAS DE PÊNIS PEQUENO?
Causas hormonais por desordem de funcionamento dos testículos ou da hipófise podem interferir no desenvolvimento do pênis bem como de toda a genitália masculina. Dentro destes casos encontra-se desde o micro-pênis até a genitália ambígua. O pênis pode ficar pequeno em conseqüência de traumatismos, queimaduras ou doenças adquiridas (doença de Peyronie). Geralmente essas causas são raras. O mais freqüente é que o paciente não esteja satisfeito com o tamanho do seu pênis mesmo que o médico nada encontre de anormal.
TRATAMENTO
O paciente deve ser examinado detalhadamente, incluindo volume e presença dos testículos, presença e localização de pêlos pubianos e outros caracteres sexuais secundários. Se o pênis for considerado de tamanho normal pelo médico, o paciente necessitará de uma avaliação por um sexólogo, psicólogo ou psiquiatra a fim de pesquisar a verdadeira razão de sua queixa. Se o pênis for considerado pequeno e forem detectadas alterações hormonais, uma reposição com testosterona está indicada.
Tratamentos não cirúrgicos como aparelhos à vácuo, aparelhos de tração mecânica, aparelhos de estimulação eletromagnética, pesos, não dão resposta satisfatória permanente. O tratamento cirúrgico envolve secção dos ligamentos suspensores do pênis, injeção de gordura no corpo do pênis (aumento do diâmetro) ou uso de retalhos cutâneos das coxas ou nádegas. Esses tratamentos não são isentos de complicações e algumas delas podem ser graves, tais como necrose dos retalhos, reabsorção de gordura, insatisfação do paciente. Além disso, os resultados desses tratamentos são pouco conhecidos na literatura médica.
CONCLUSÃO
Infelizmente, muitos profissionais pouco éticos se aproveitam da ansiedade e dúvidas dos pacientes, indicando, sem nenhum critério, tratamentos que mais visam onerar o paciente do que realmente uma orientação científica. Os pacientes com dúvidas sobre o tamanho do seu pênis devem procurar profissional qualificado, o qual avaliará a situação, podendo ser necessária uma opinião multidisciplinar com sexólogo ou psiquiatra.
Dia 22.3.11 Tags: Sexo
http://tribounderground.blogspot.com/2011/03/tamanho-e-documento.html
Como fazer sexo anal
Como fazer sexo anal
Conselhos para quem deseja praticar
Confira conselhos de Sue Johanson, educadora sexual que apresenta o programa Talk Sex, visto em mais de 20 países:
- O homem não deve forçar a penetração de jeito nenhum e nem deve fazer movimentos vigorosos.
- Vocês devem usar muito gel lubrificante à base de água.
- O casal deve usar camisinha sempre.Jamais passe da penetração anal para a penetração vaginal sem trocar a camisinha.
- Seu parceiro deve respeitar o seu "pare". Se você não estiver gostando, ele deve parar imediatamente.Se você não gostar e não quiser fazer sexo anal novamente, que fique combinado: sem pressões ou coação. "Não" quer dizer "não".
Posições
- Para o sexo anal ficar ainda mais gostoso, é importante escolher uma posição agradável. Se ela for criativa, melhor ainda. Confira algumas sugestões do Kama Sutra.
DE JOELHO
A mulher coloca os cotovelos e joelhos no solo, com o quadril levantado. O homem se ajoelha atrás, segura a mulher pelo quadril e começa a penetração devagar. Quando a mulher se sentir confortável, os movimentos podem ser mais intensos e a penetração mais profunda.
SENTADO
Essa posição é legal para mulheres que ainda não têm segurança no sexo anal. Em cima do homem, ela pode controlar a penetração e os movimentos. O homem deve se sentar com as pernas flexionadas e os braços abertos, enquanto a mulher senta em cima dele e inclina o corpo para trás.
EM PÉ
A mulher fica de pé, com o corpo inclinado e as pernas um pouco flexionadas. As mãos podem tocar o chão ou serem apoiadas em algum lugar. É uma posição que excita, pois a mulher fica completamente passiva e o homem toma controle da situação.
DEITADO
Deitada de lado, a mulher deve jogar o quadril para trás e flexionar as pernas. O homem encaixa e penetra devagar, até que o ânus relaxe e a mulher peça para aumentar o ritmo sexual.
Fonte: Aqui!
http://tribounderground.blogspot.com/2011/03/como-fazer-sexo-anal.html
Conselhos para quem deseja praticar
Confira conselhos de Sue Johanson, educadora sexual que apresenta o programa Talk Sex, visto em mais de 20 países:
- O homem não deve forçar a penetração de jeito nenhum e nem deve fazer movimentos vigorosos.
- Vocês devem usar muito gel lubrificante à base de água.
- O casal deve usar camisinha sempre.Jamais passe da penetração anal para a penetração vaginal sem trocar a camisinha.
- Seu parceiro deve respeitar o seu "pare". Se você não estiver gostando, ele deve parar imediatamente.Se você não gostar e não quiser fazer sexo anal novamente, que fique combinado: sem pressões ou coação. "Não" quer dizer "não".
Posições
- Para o sexo anal ficar ainda mais gostoso, é importante escolher uma posição agradável. Se ela for criativa, melhor ainda. Confira algumas sugestões do Kama Sutra.
DE JOELHO
A mulher coloca os cotovelos e joelhos no solo, com o quadril levantado. O homem se ajoelha atrás, segura a mulher pelo quadril e começa a penetração devagar. Quando a mulher se sentir confortável, os movimentos podem ser mais intensos e a penetração mais profunda.
SENTADO
Essa posição é legal para mulheres que ainda não têm segurança no sexo anal. Em cima do homem, ela pode controlar a penetração e os movimentos. O homem deve se sentar com as pernas flexionadas e os braços abertos, enquanto a mulher senta em cima dele e inclina o corpo para trás.
EM PÉ
A mulher fica de pé, com o corpo inclinado e as pernas um pouco flexionadas. As mãos podem tocar o chão ou serem apoiadas em algum lugar. É uma posição que excita, pois a mulher fica completamente passiva e o homem toma controle da situação.
DEITADO
Deitada de lado, a mulher deve jogar o quadril para trás e flexionar as pernas. O homem encaixa e penetra devagar, até que o ânus relaxe e a mulher peça para aumentar o ritmo sexual.
Fonte: Aqui!
http://tribounderground.blogspot.com/2011/03/como-fazer-sexo-anal.html
Sexo ainda é tabu na medicina
09.08.11 | 22h39
Sexo ainda é tabu na medicina
Pesquisa inédita revela que médicos recém-formados desconhecem assuntos ligados a sexualidade e negligenciam tema nas consultas
Sexo: despreparo dos médicos contribui para o tabú
IG
Como anda a sua vida sexual? A pergunta, fora de contexto, é capaz de constranger não somente aos mais pudicos.
Segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a maioria dos médicos recém-formados não tem conhecimento suficiente para abordar ou simplesmente orientar suas pacientes quando o assunto é sexo.
Teresa Barroso, médica obstetra, coordenadora do ambulatório de qualidade de vida da faculdade, mensurou este gargalo. Entrevistou mais de 150 profissionais recém-formados, na esperança de encontrar o ponto de partida de tal déficit. Os resultados da estatística revelam que a fragilidade na relação médico-paciente vai muito da demanda ou mediação feita pelos planos de saúde.
"Eles reconhecem que não sabem abordar a sexualidade com as pacientes. Apenas 22,7% dos entrevistados afirmam ter conhecimento e confiança para orientar. Por mais absurdo que pareça, o sexo ainda é tabu na medicina."
A defasagem é admitida por especialistas que trabalham tanto no sistema público quanto no privado. O que une ambos profissionais é a falha na formação, aponta Teresa. Na visão da obstetra, são raros os cursos de medicina que incluem a sexualidade na grade de aulas.
"É um tema com abordagem rasa. O fundamental é conhecer as doenças sexualmente transmissíveis, fazer papanicolaou e prevenção contra câncer de mama. O que foge ao básico, é autodidatismo ou interesse pessoal desses profissionais."
Eternos caretas?
A pesquisa espelha uma realidade próxima a tragetória da especialista. Teresa concluiu o curso de medicina em meados dos anos 80. Naquela época, questionar a vida sexual das pacientes não era constrangedor, mas invasivo. Algumas mulheres, porém, abandonavam o ceticismo e procuravam ajuda de especialistas. Reconhecendo a própria incompetência no assunto, a médica buscou cursos de formação depois de conquistar o diploma.
"Sentia vergonha de ter demorado tanto tempo para procurar esse tipo de complementação. Saí da faculdade em 1986, só terminei minha especialização em sexualidade em 2004."
Na avaliação da Professora associada e livre docente do departamento de obstetrícia da Unifesp, Mary U. Nakamura, o problema se arrasta na medicina brasileira.
"Antigamente não existia esse tipo de questionamento por parte das mulheres. Hoje, a demanda é real, e exige informação, capacitação multidisciplinar."
Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e obstetra, foi um dos residentes que forneceu subsídio a tese de Teresa. Formado em uma das faculdades mais concorridas do Brasil, Rosa viu seu diploma perder a força ao ser indagado por uma paciente sobre libido e dor durante a penetração.
"O conhecimento que tive na formação é raso e quase inexistente. Na faculdade, a sexualidade nem é abordada. Durante a especialização em ginecologia, área que deveria ter uma orientação maior, o assunto é tratado rapidamente. Em três anos temos 8 horas para aprender sobre sexualidade."
Com o avanço da demanda - ter prazer passou a ser um direito, e não exceção - Rodrigo investiu em cursos e atualizações sobre o tema. A própria Unifesp oferece aulas no ambulatório de sexualidade.
"Você sente a importância e o desamparo das pacientes quando começa a atender. Só que a essa altura, já é praticamente por sua conta e risco", recorda o ginecologista.
A ineficiente capacitação é agravada pelo tempo das consultas médicas. O atendimento em série, se já não permite que o médico enxergue o paciente à sua frente, torna ainda mais improvável a proximidade e confiança que antecedem ao diálogo e exposição de dúvidas possivelmente constrangedoras.
"Em relação aos perigos de DST e gravidez inesperada todo ginecologista tem conhecimento, sabe fazer. O tempo com a paciente não permite uma conversa aberta, abrangente. Os problemas de convênio e atendimento deterioraram ainda mais a relação", acredita Rosa.
Sexo para todos
A sexualidade é pré-requisito para qualidade de vida, defende a professora Mary. Para a educadora, é fundamental que as faculdades incluam a temática na formação dos profissionais.
"É uma área multidisciplinar. Todo médico deve questionar a vida sexual, a libido de seus pacientes, ou, ao menos entender que a vida sexual pode ser chave para muitos diagnósticos.
Reclamações como baixa libido ou dor durante a relação sexual não apenas sinalizam problemas no organismo, como impõe uma serie de contra-indicações medicamentosas, afirma Teresa Barroso. Antidepressivos, remedios para tratar o diabetes reduzem o apetite sexual dos pacientes. Se o tema não é abordado, o tratamento resolverá um problema e acentuará outro.
"É importante perceber que a sexualidade pode mascarar um tratamento que possivelmente seria eficaz. O dever de um cardiologista não é apenas salvar seu paciente de um infarto fulminante. É papel dele, após a recuperação, orientar depois de quanto tempo ele está apto a ter relações sexuais. Nada disso é feito. Temos endócrinos que prescrevem remédios para diabéticos. Essa população sofre alteração na sua sexualidade, mas nada se fala sobre o assunto."
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=59547
Sexo ainda é tabu na medicina
Pesquisa inédita revela que médicos recém-formados desconhecem assuntos ligados a sexualidade e negligenciam tema nas consultas
Sexo: despreparo dos médicos contribui para o tabú
IG
Como anda a sua vida sexual? A pergunta, fora de contexto, é capaz de constranger não somente aos mais pudicos.
Segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a maioria dos médicos recém-formados não tem conhecimento suficiente para abordar ou simplesmente orientar suas pacientes quando o assunto é sexo.
Teresa Barroso, médica obstetra, coordenadora do ambulatório de qualidade de vida da faculdade, mensurou este gargalo. Entrevistou mais de 150 profissionais recém-formados, na esperança de encontrar o ponto de partida de tal déficit. Os resultados da estatística revelam que a fragilidade na relação médico-paciente vai muito da demanda ou mediação feita pelos planos de saúde.
"Eles reconhecem que não sabem abordar a sexualidade com as pacientes. Apenas 22,7% dos entrevistados afirmam ter conhecimento e confiança para orientar. Por mais absurdo que pareça, o sexo ainda é tabu na medicina."
A defasagem é admitida por especialistas que trabalham tanto no sistema público quanto no privado. O que une ambos profissionais é a falha na formação, aponta Teresa. Na visão da obstetra, são raros os cursos de medicina que incluem a sexualidade na grade de aulas.
"É um tema com abordagem rasa. O fundamental é conhecer as doenças sexualmente transmissíveis, fazer papanicolaou e prevenção contra câncer de mama. O que foge ao básico, é autodidatismo ou interesse pessoal desses profissionais."
Eternos caretas?
A pesquisa espelha uma realidade próxima a tragetória da especialista. Teresa concluiu o curso de medicina em meados dos anos 80. Naquela época, questionar a vida sexual das pacientes não era constrangedor, mas invasivo. Algumas mulheres, porém, abandonavam o ceticismo e procuravam ajuda de especialistas. Reconhecendo a própria incompetência no assunto, a médica buscou cursos de formação depois de conquistar o diploma.
"Sentia vergonha de ter demorado tanto tempo para procurar esse tipo de complementação. Saí da faculdade em 1986, só terminei minha especialização em sexualidade em 2004."
Na avaliação da Professora associada e livre docente do departamento de obstetrícia da Unifesp, Mary U. Nakamura, o problema se arrasta na medicina brasileira.
"Antigamente não existia esse tipo de questionamento por parte das mulheres. Hoje, a demanda é real, e exige informação, capacitação multidisciplinar."
Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e obstetra, foi um dos residentes que forneceu subsídio a tese de Teresa. Formado em uma das faculdades mais concorridas do Brasil, Rosa viu seu diploma perder a força ao ser indagado por uma paciente sobre libido e dor durante a penetração.
"O conhecimento que tive na formação é raso e quase inexistente. Na faculdade, a sexualidade nem é abordada. Durante a especialização em ginecologia, área que deveria ter uma orientação maior, o assunto é tratado rapidamente. Em três anos temos 8 horas para aprender sobre sexualidade."
Com o avanço da demanda - ter prazer passou a ser um direito, e não exceção - Rodrigo investiu em cursos e atualizações sobre o tema. A própria Unifesp oferece aulas no ambulatório de sexualidade.
"Você sente a importância e o desamparo das pacientes quando começa a atender. Só que a essa altura, já é praticamente por sua conta e risco", recorda o ginecologista.
A ineficiente capacitação é agravada pelo tempo das consultas médicas. O atendimento em série, se já não permite que o médico enxergue o paciente à sua frente, torna ainda mais improvável a proximidade e confiança que antecedem ao diálogo e exposição de dúvidas possivelmente constrangedoras.
"Em relação aos perigos de DST e gravidez inesperada todo ginecologista tem conhecimento, sabe fazer. O tempo com a paciente não permite uma conversa aberta, abrangente. Os problemas de convênio e atendimento deterioraram ainda mais a relação", acredita Rosa.
Sexo para todos
A sexualidade é pré-requisito para qualidade de vida, defende a professora Mary. Para a educadora, é fundamental que as faculdades incluam a temática na formação dos profissionais.
"É uma área multidisciplinar. Todo médico deve questionar a vida sexual, a libido de seus pacientes, ou, ao menos entender que a vida sexual pode ser chave para muitos diagnósticos.
Reclamações como baixa libido ou dor durante a relação sexual não apenas sinalizam problemas no organismo, como impõe uma serie de contra-indicações medicamentosas, afirma Teresa Barroso. Antidepressivos, remedios para tratar o diabetes reduzem o apetite sexual dos pacientes. Se o tema não é abordado, o tratamento resolverá um problema e acentuará outro.
"É importante perceber que a sexualidade pode mascarar um tratamento que possivelmente seria eficaz. O dever de um cardiologista não é apenas salvar seu paciente de um infarto fulminante. É papel dele, após a recuperação, orientar depois de quanto tempo ele está apto a ter relações sexuais. Nada disso é feito. Temos endócrinos que prescrevem remédios para diabéticos. Essa população sofre alteração na sua sexualidade, mas nada se fala sobre o assunto."
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=59547
40% dos adolescentes do Brasil revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais
40% dos adolescentes do Brasil revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais, informa revista Istoé
14/08/2011 - 11h40
A revista Istoé desta semana traz uma reportagem sobre a relação pais e filhos na educação sexual. Segundo pesquisa feita no Canadá e citada no texto, entre aqueles que mantêm um diálogo aberto com os progenitores, 18% são sexualmente ativos. No grupo dos que não falam com os pais sobre sexo, o dobro (37%) já praticou algum ato sexual. No Brasil, 40% dos adolescentes do País revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais.
Leia a seguir na íntegra a reportagem "Fale de sexo com eles".
Conversar com os filhos sobre sexo ainda é um tabu para muitos pais. Criados sob uma educação rígida, na qual a sexualidade não fazia parte do repertório familiar, os adultos de hoje encontram dificuldade para abordar o assunto com a prole adolescente. Muitos pensam que, ao falar sobre o tema, vão estimular os jovens a iniciar precocemente a vida sexual. Mas eles não poderiam estar mais errados. Pesquisa realizada pelo departamento de pediatria da Universidade de Montreal, no Canadá, confirmou que quanto mais os pais conversam com os filhos sobre sexo, menos eles são sexualmente ativos. O estudo ouviu 1.171 adolescentes entre 14 e 17 anos - 45% afirmaram que obtêm informações sobre sexo com os pais e 32% com os amigos. Entre aqueles que mantêm um diálogo aberto com os progenitores, 18% são sexualmente ativos. No grupo dos que não falam com os pais sobre sexo, o dobro (37%) já praticou algum ato sexual. A porcentagem de jovens que se relaciona com parceiros ocasionais também é maior entre os que não falam sobre sexo com os pais (41%) comparada com os que falam (29%).
Aqui no Brasil, o comportamento dos jovens segue a mesma tendência. No estudo Juventudes e Sexualidade, realizado pela Unesco em 13 capitais brasileiras e no Distrito Federal, mais de 40% dos adolescentes do País revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais. E dois terços dos quatro mil pais ouvidos na pesquisa confirmaram que já falaram sobre o assunto com seus filhos. Entre os temas discutidos estão a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, métodos para evitar a gravidez precoce e os aspectos biológicos do sexo. "Mas só isso não basta", afirma a sexóloga Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (Prosex) da Universidade de São Paulo. "Tesão, atração e insegurança fazem parte do cotidiano dos jovens. Cabe aos pais mostrar que esses sentimentos são naturais e compartilhados por todos nós."
A assessora de imprensa Shyrley Beruezzo, 39 anos, conhece a diferença entre falar de sexo como algo biológico ou como uma experiência envolta em emoções e expectativas. "Minha mãe era auxiliar de enfermagem e só tocava no assunto sob o prisma médico", conta. Percebendo que essa abordagem não aplacava todas as suas dúvidas sobre sexo, Shyrley decidiu que adotaria uma postura diferente quando se tornasse mãe. Hoje, ela fala abertamente com a filha Gabriela e com a enteada Bruna, ambas com 15 anos. "No começo elas ficavam tímidas, mas aos poucos foram se abrindo. Se surge uma dúvida, já vêm me perguntar", diz Shyrley. O diálogo tem rendido. As meninas afirmam não ter pressa para iniciar a vida sexual e não ligam para a opinião de amigos. "Só vai rolar quando eu conhecer a pessoa certa", diz Gabriela. "Quero transar apenas quando sentir que estou preparada", afirma Bruna.
Para Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, em São Paulo, a postura e a opinião dos pais têm forte influência sobre a maneira como os filhos se relacionam sexualmente. "Construímos nossa personalidade imitando modelos. Se o adolescente tem uma boa relação com os pais, vai copiar seu comportamento, inclusive sexual. Se não tem, fará tudo ao contrário", diz. Portanto, mostrar uma atitude natural perante o sexo ajuda a destruir mitos e a corrigir informações e conceitos errados, como explica o sexólogo Marcos Ribeiro. "O jovem mais informado, e de forma correta, saberá lidar melhor com sua sexualidade e, no futuro, poderá vivenciá-la sem culpa", afirma. Isso é o que motiva o radialista David Rangel a manter um canal aberto com o filho, o ator David Lucas, 16 anos. "Sempre respondi às dúvidas do Lucas sobre sexo. Prefiro que ele aprenda em casa e não na rua", diz Rangel. Essa cumplicidade fez com que o garoto estreitasse os laços de afetividade com a família. "Meu pai e minha mãe são meus melhores amigos. Às vezes conto até demais da minha vida para eles", declara Lucas, entre risos.
Fonte: Istoé
http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=17511
14/08/2011 - 11h40
A revista Istoé desta semana traz uma reportagem sobre a relação pais e filhos na educação sexual. Segundo pesquisa feita no Canadá e citada no texto, entre aqueles que mantêm um diálogo aberto com os progenitores, 18% são sexualmente ativos. No grupo dos que não falam com os pais sobre sexo, o dobro (37%) já praticou algum ato sexual. No Brasil, 40% dos adolescentes do País revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais.
Leia a seguir na íntegra a reportagem "Fale de sexo com eles".
Conversar com os filhos sobre sexo ainda é um tabu para muitos pais. Criados sob uma educação rígida, na qual a sexualidade não fazia parte do repertório familiar, os adultos de hoje encontram dificuldade para abordar o assunto com a prole adolescente. Muitos pensam que, ao falar sobre o tema, vão estimular os jovens a iniciar precocemente a vida sexual. Mas eles não poderiam estar mais errados. Pesquisa realizada pelo departamento de pediatria da Universidade de Montreal, no Canadá, confirmou que quanto mais os pais conversam com os filhos sobre sexo, menos eles são sexualmente ativos. O estudo ouviu 1.171 adolescentes entre 14 e 17 anos - 45% afirmaram que obtêm informações sobre sexo com os pais e 32% com os amigos. Entre aqueles que mantêm um diálogo aberto com os progenitores, 18% são sexualmente ativos. No grupo dos que não falam com os pais sobre sexo, o dobro (37%) já praticou algum ato sexual. A porcentagem de jovens que se relaciona com parceiros ocasionais também é maior entre os que não falam sobre sexo com os pais (41%) comparada com os que falam (29%).
Aqui no Brasil, o comportamento dos jovens segue a mesma tendência. No estudo Juventudes e Sexualidade, realizado pela Unesco em 13 capitais brasileiras e no Distrito Federal, mais de 40% dos adolescentes do País revelaram que obtêm informações sobre sexo com os pais. E dois terços dos quatro mil pais ouvidos na pesquisa confirmaram que já falaram sobre o assunto com seus filhos. Entre os temas discutidos estão a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, métodos para evitar a gravidez precoce e os aspectos biológicos do sexo. "Mas só isso não basta", afirma a sexóloga Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (Prosex) da Universidade de São Paulo. "Tesão, atração e insegurança fazem parte do cotidiano dos jovens. Cabe aos pais mostrar que esses sentimentos são naturais e compartilhados por todos nós."
A assessora de imprensa Shyrley Beruezzo, 39 anos, conhece a diferença entre falar de sexo como algo biológico ou como uma experiência envolta em emoções e expectativas. "Minha mãe era auxiliar de enfermagem e só tocava no assunto sob o prisma médico", conta. Percebendo que essa abordagem não aplacava todas as suas dúvidas sobre sexo, Shyrley decidiu que adotaria uma postura diferente quando se tornasse mãe. Hoje, ela fala abertamente com a filha Gabriela e com a enteada Bruna, ambas com 15 anos. "No começo elas ficavam tímidas, mas aos poucos foram se abrindo. Se surge uma dúvida, já vêm me perguntar", diz Shyrley. O diálogo tem rendido. As meninas afirmam não ter pressa para iniciar a vida sexual e não ligam para a opinião de amigos. "Só vai rolar quando eu conhecer a pessoa certa", diz Gabriela. "Quero transar apenas quando sentir que estou preparada", afirma Bruna.
Para Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, em São Paulo, a postura e a opinião dos pais têm forte influência sobre a maneira como os filhos se relacionam sexualmente. "Construímos nossa personalidade imitando modelos. Se o adolescente tem uma boa relação com os pais, vai copiar seu comportamento, inclusive sexual. Se não tem, fará tudo ao contrário", diz. Portanto, mostrar uma atitude natural perante o sexo ajuda a destruir mitos e a corrigir informações e conceitos errados, como explica o sexólogo Marcos Ribeiro. "O jovem mais informado, e de forma correta, saberá lidar melhor com sua sexualidade e, no futuro, poderá vivenciá-la sem culpa", afirma. Isso é o que motiva o radialista David Rangel a manter um canal aberto com o filho, o ator David Lucas, 16 anos. "Sempre respondi às dúvidas do Lucas sobre sexo. Prefiro que ele aprenda em casa e não na rua", diz Rangel. Essa cumplicidade fez com que o garoto estreitasse os laços de afetividade com a família. "Meu pai e minha mãe são meus melhores amigos. Às vezes conto até demais da minha vida para eles", declara Lucas, entre risos.
Fonte: Istoé
http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=17511
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