Cinco puntos para combatir el deterioro sexual
Cómo reavivar el deseo
Thinkstock
Por Sergio Solache / El Universal
El estrés, las citas, el trabajo y el tráfico son algunas de las situaciones que impiden a muchas parejas llevar una vida sexual feliz y plena. La vida sexual se ve afectada por la dinámica de la relación de pareja, el caer en rutinas densas y el carecer de creatividad en los encuentros eróticos. Así lo menciona el sexólogo David Barrios Martínez.
Un claro ejemplo es el estrés. Además de ser un distractor, este problema puede generar algunas disfunciones sexuales e incluso puede ser el peor enemigo del sexo. El estrés hace que aumenten los niveles de cortisol en la sangre y reprime algunas de las funciones orgánicas, como pueden ser las sexuales, menciona enfemenino.com.
La economía es otro factor que afecta al desempeño sexual. Una encuesta reveló que la crisis financiera afecta la vida sexual de las personas. El porcentaje de personas de 50 años que entre 2004 y 2008 decían que mantenían relaciones sexuales al menos una vez a la semana sufrió una caída de unos 10 puntos porcentuales para ambos sexos en la última encuesta, destaca el sitio laflecha.net.
Las personas laboran generalmente ocho horas. Por tal motivo, el tiempo de convivencia es reducido. Esto hace que los problemas insignificantes y minúsculos se magnifiquen, y que el tiempo para la vida sexual disminuya.
La televisión y el cine también dañan las relaciones sexuales de pareja. Hoy en día, los modelos a seguir son aquellos que presentan la televisión, la prensa y el cine, menciona nosotros2.com.
En la actividad sexual, los estereotipos culturales, el cine hollywoodense y la idea de que sólo hay un estilo de actividad sexual aceptable reducen los repertorios eróticos y pueden fomentar sensaciones de culpa e inadecuación, señala el experto sexual.
"La vida sexual con calidad deficiente e insatisfacción en uno o los dos miembros de la pareja es por demás frecuente", menciona David Barrios. En los consultorios, señala el especialista, las causas más comunes se diferencian por género. Las mujeres se quejan de que los hombres son burdos, poco sensibles y apresurados. Además, afirman que no hay un buen preludio y que buscan sólo su propia satisfacción.
Entre el 40 y el 70 por ciento de las mujeres presentan disfuncionalidad erótica. La inhibición del deseo en mujeres es la disfunción más frecuente, seguida de la pre orgasmia, sentir que va a llegar un orgasmo pero que no acaba de llegar, y la anorgasmia.
Por su parte, los hombres comentan que la mayor parte de las mujeres "no se sueltan" a la hora de los encuentros sexuales, que son reticentes a la desnudez y que requieren mucho más tiempo para excitarse.
El pensamiento de embarazos no deseados y enfermedades de transmisión sexual son otra causa del deterioro en las relaciones íntimas. "Si no hay una adecuada protección y medidas de vida erótica protegida se perjudican el placer y la experiencia" menciona el médico "Lejos de ser agradable la relación, puede ser desastrosa".
Siempre existe la forma de reavivar la llama de la pasión y ¿qué mejor cuando existe un vínculo afectivo sólido? Para lograr una mejora en la vida sexual es importante tener una comunicación clara, respetuosa y asertiva, tomar decisiones y emprender acciones para mejorar el erotismo.
El sitio "Cuida tu salud sexual" recomienda cinco puntos para combatir el deterioro sexual:
1. Anteponer la calidad a la cantidad.
2. Tener relaciones sexuales no se debe convertir en una obsesión.
3. Si eres hombre y ya tuviste tu orgasmo, pero tu pareja aún está insatisfecha, recuerda que no sólo con penetración puedes estimularla sexualmente. También están las caricias y el sexo oral.
4. El impulso sexual de cada quien no es el mismo en todo momento. Por ello es necesario que quien tenga el nivel de impulso más elevado sepa estimular al otro y despertar sus sentidos,
5. Aprender nuevas cosas de cada relación sexual.
La mayoría de la gente no requiere de prácticas sexuales tecnificadas ni alcanzar absurdas metas para ser atletas o contorsionistas sexuales. Las parejas necesitan una entrega sensible y apasionada, lúdica, creativa y llena de sorpresas.
El doctor Barrios recomienda a las parejas hablar sinceramente sobre el tema e impedir que su relación afectiva y sexual devenga en rutina.
"Si hay insatisfacción o incomodidad en la vida sexual, hay que resolverla. Existe información objetiva, libros, terapeutas de buena formación académica y experiencia para resolver problemas y conflictos sexuales".
http://www.elnuevodia.com/cincopuntosparacombatireldeteriorosexual-903541.html
terça-feira, 1 de março de 2011
O Sexo Inventado
O sexo inventado
Na direção contrária às ciências naturais e ao pensamento comum, apresentamos a teoria antropológica sobre a questão de gênero, nas quais o feminino e o masculino são sobretudo construções sociais
Maysa Rodrigues*
Dentre os quarenta e seis cromossomos do mapa genético humano, apenas um diferencia biologicamente as mulheres dos homens. Entretanto, esse detalhe microscópico foi o suficiente para dividir quase toda humanidade em dois grupos que se interpenetram sem nunca perderem sua distinção básica. Muitos irão concordar que homens e mulheres são diferentes do ponto de vista de seus corpos, de sua constituição psicológica e do papel que ocupam na sociedade. Porém, na contramão da diferença, a Antropologia teceu ao longo do século passado uma tradição que desmonta muitas de nossas percepções mais fundamentais sobre os sexos.
Um cromossomo é formado de diversos genes, de forma que o que separa homens de mulheres é a combinação de alguns bocados dessas partes minúsculas. Ainda assim, para a Biologia, esses detalhes são responsáveis pela constituição de corpos diferenciados, compostos de uma maioria de órgãos em comum e de outros que seriam exclusivos a cada um dos sexos. Além da caracterização genética e anatômica, há também uma diferenciação hormonal - as mesmas substâncias, mas em quantidades diferentes nos homens e nas mulheres.
Se a Biologia propõe uma diferença física, a interpretação do senso comum se apoia em uma diferença de comportamento e de papéis. Acima de tudo, mulheres são possíveis mães - após serem fecundadas, nutrem, carregam e dão à luz a um novo indivíduo, que deverá receber atenção por boa parte de sua vida. A poesia e a literatura descrevem com adoração e reserva esses seres fantásticos que transitam entre a sensualidade e a maternidade. Já os homens também tiveram historicamente seu papel: fecundar e prover o sustento para a mulher e para seus descendentes.
É verdade que as funções para os dois sexos mudaram ao longo da história. Atualmente, principalmente na sociedade ocidental, boa parte das mulheres integra o mercado de trabalho, e muitos dos homens realizam funções domésticas e participam da criação dos filhos. Ainda assim, algumas expectativas parecem manter-se fixas. Mulheres que abrem mão da maternidade ainda são vistas com certo estranhamento. Da mesma forma, um homem sustentado por sua companheira dificilmente não causará algum constrangimento.
NEGANDO OS PAPÉIS SOCIAIS
Em um primeiro momento, negar a ideia de que homens e mulheres são essencialmente diferentes parece algo absurdo, justamente por essa ideia ter extrema aceitação pela ciência e pelo senso comum. Entretanto, a abordagem antropológica sugere uma nova interpretação a partir de trabalhos que estudaram a fundo outras sociedades (especialmente as ditas sociedades primitivas) e as variadas maneiras como essas culturas enxergaram a realidade.
Pierre Clastres*, no capítulo "O Arco e o Cesto" de seu célebre livro A Sociedade contra o Estado apresenta a interessante cultura dos Guaiaquis. Nessa sociedade, assim como na nossa, as tarefas eram divididas entre homens e mulheres. Os primeiros se responsabilizavam pela caça, e as segundas, pela coleta e pelos constantes deslocamentos dos objetos pelo território, uma vez que se tratava de uma sociedade nômade. Sem adentrar profundamente em toda a rica análise que Clastres faz sobre as interdições ligadas aos sexos e às famílias, os Guaiaquis são importante para nosso tema porque trazem um exemplo de sociedade em que impera a poliandria, ou seja, a união da mulher com mais de um marido. Conforme sugere o autor, as mulheres Guaiaquis possuíam uma vantagem estrutural em relação aos homens: mesmo casadas, podiam ter relacionamentos com moços solteiros e transformá-los em maridos secundários se assim desejassem. Isso não significava que os maridos principais ficavam felizes, porém, esses não tinham muita escolha: se abandonassem suas esposas seriam condenados ao celibato, pois a tribo carecia de mulheres disponíveis. Já as esposas logo encontrariam outro marido, pois havia o dobro de homens em relação às mulheres.
Muito interessante na análise do autor é a ideia de que a desproporção numérica entre os sexos poderia ter sido solucionada por outros meios senão a poliandria. Seria possível que certos parentes considerados proibidos para o casamento passassem a ser permitidos. Também seria imaginável que houvesse um incentivo social ao celibato masculino ou que se admitisse o assassinato de recém-nascidos homens. De qualquer maneira, o modelo matrimonial verificado nessa tribo evidencia que dentre as infinitas possibilidades das culturas que já passaram pelo globo terrestre, os Guaiaquis são uma mostra de que o arranjo tecido pela nossa própria sociedade ao que diz respeito às relações entre homens e mulheres está longe de ser o único possível.
continua no link abaixo
http://portalcienciaevida.uol.com.br/ESSO/edicoes/33/artigo208724-1.asp
Na direção contrária às ciências naturais e ao pensamento comum, apresentamos a teoria antropológica sobre a questão de gênero, nas quais o feminino e o masculino são sobretudo construções sociais
Maysa Rodrigues*
Dentre os quarenta e seis cromossomos do mapa genético humano, apenas um diferencia biologicamente as mulheres dos homens. Entretanto, esse detalhe microscópico foi o suficiente para dividir quase toda humanidade em dois grupos que se interpenetram sem nunca perderem sua distinção básica. Muitos irão concordar que homens e mulheres são diferentes do ponto de vista de seus corpos, de sua constituição psicológica e do papel que ocupam na sociedade. Porém, na contramão da diferença, a Antropologia teceu ao longo do século passado uma tradição que desmonta muitas de nossas percepções mais fundamentais sobre os sexos.
Um cromossomo é formado de diversos genes, de forma que o que separa homens de mulheres é a combinação de alguns bocados dessas partes minúsculas. Ainda assim, para a Biologia, esses detalhes são responsáveis pela constituição de corpos diferenciados, compostos de uma maioria de órgãos em comum e de outros que seriam exclusivos a cada um dos sexos. Além da caracterização genética e anatômica, há também uma diferenciação hormonal - as mesmas substâncias, mas em quantidades diferentes nos homens e nas mulheres.
Se a Biologia propõe uma diferença física, a interpretação do senso comum se apoia em uma diferença de comportamento e de papéis. Acima de tudo, mulheres são possíveis mães - após serem fecundadas, nutrem, carregam e dão à luz a um novo indivíduo, que deverá receber atenção por boa parte de sua vida. A poesia e a literatura descrevem com adoração e reserva esses seres fantásticos que transitam entre a sensualidade e a maternidade. Já os homens também tiveram historicamente seu papel: fecundar e prover o sustento para a mulher e para seus descendentes.
É verdade que as funções para os dois sexos mudaram ao longo da história. Atualmente, principalmente na sociedade ocidental, boa parte das mulheres integra o mercado de trabalho, e muitos dos homens realizam funções domésticas e participam da criação dos filhos. Ainda assim, algumas expectativas parecem manter-se fixas. Mulheres que abrem mão da maternidade ainda são vistas com certo estranhamento. Da mesma forma, um homem sustentado por sua companheira dificilmente não causará algum constrangimento.
NEGANDO OS PAPÉIS SOCIAIS
Em um primeiro momento, negar a ideia de que homens e mulheres são essencialmente diferentes parece algo absurdo, justamente por essa ideia ter extrema aceitação pela ciência e pelo senso comum. Entretanto, a abordagem antropológica sugere uma nova interpretação a partir de trabalhos que estudaram a fundo outras sociedades (especialmente as ditas sociedades primitivas) e as variadas maneiras como essas culturas enxergaram a realidade.
Pierre Clastres*, no capítulo "O Arco e o Cesto" de seu célebre livro A Sociedade contra o Estado apresenta a interessante cultura dos Guaiaquis. Nessa sociedade, assim como na nossa, as tarefas eram divididas entre homens e mulheres. Os primeiros se responsabilizavam pela caça, e as segundas, pela coleta e pelos constantes deslocamentos dos objetos pelo território, uma vez que se tratava de uma sociedade nômade. Sem adentrar profundamente em toda a rica análise que Clastres faz sobre as interdições ligadas aos sexos e às famílias, os Guaiaquis são importante para nosso tema porque trazem um exemplo de sociedade em que impera a poliandria, ou seja, a união da mulher com mais de um marido. Conforme sugere o autor, as mulheres Guaiaquis possuíam uma vantagem estrutural em relação aos homens: mesmo casadas, podiam ter relacionamentos com moços solteiros e transformá-los em maridos secundários se assim desejassem. Isso não significava que os maridos principais ficavam felizes, porém, esses não tinham muita escolha: se abandonassem suas esposas seriam condenados ao celibato, pois a tribo carecia de mulheres disponíveis. Já as esposas logo encontrariam outro marido, pois havia o dobro de homens em relação às mulheres.
Muito interessante na análise do autor é a ideia de que a desproporção numérica entre os sexos poderia ter sido solucionada por outros meios senão a poliandria. Seria possível que certos parentes considerados proibidos para o casamento passassem a ser permitidos. Também seria imaginável que houvesse um incentivo social ao celibato masculino ou que se admitisse o assassinato de recém-nascidos homens. De qualquer maneira, o modelo matrimonial verificado nessa tribo evidencia que dentre as infinitas possibilidades das culturas que já passaram pelo globo terrestre, os Guaiaquis são uma mostra de que o arranjo tecido pela nossa própria sociedade ao que diz respeito às relações entre homens e mulheres está longe de ser o único possível.
continua no link abaixo
http://portalcienciaevida.uol.com.br/ESSO/edicoes/33/artigo208724-1.asp
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
El aprendizaje del sexo
El aprendizaje del sexo
Un error muy frecuente entre las personas y parejas que acuden a terapia sexual es considerar la actividad sexual como algo que tiene que surgir de manera espontánea.
Entienden el impulso sexual como una suerte de inspiración, que te posee y te conduce por los vericuetos de la inquietante interacción sexual. Y decimos inquietante porque para algunas personas el mundo del sexo forma parte del rincón misterioso del ser humano.
Por otro lado también nos encontramos personas que se centran tanto en buscar puntos eróticos y en la búsqueda del orgasmo, en fin, en las cuestiones "técnicas", que los árboles no les dejan ver el bosque, que pierden perspectiva y no permiten que surja ese toque mágico que cualquier conducta bien aprendida tiene. Pero sobre todo, unos y otros, no tienen en cuenta que cualquier actividad que realizamos, incluida la sexual, para que sea realmente gratificante es importante tener un buen conocimiento y después dejarse llevar.
La pincelada artística que nos hace disfrutar tanto elaborando una receta de cocina, como pintando un cuadro, o realizando cualquier actividad creativa pasa por tener, en primer lugar, un buen conocimiento de la materia, y después, efectivamente hay que dejarse llevar. La espontaneidad que tanto seduce de muchos conferenciantes, viene de la improvisación que permite tener un buen conocimiento de la materia. En lo sexual esto se traduce en que es fundamental tener una buena cultura del sexo.
El aprendizaje del sexo no se debe dejar a la improvisación, la educación sexual debería ser una asignatura prioritaria en una sociedad que pretenda que las personas aspiren a la felicidad. Unas nociones básicas de anatomía y fisiología sexual, entender cómo es la respuesta sexual de hombres y mujeres, comprender que nuestras reacciones pueden responder a condicionantes familiares y sociales, son nociones fundamentales para desarrollar pautas de conductas sexuales saludables y placenteras. El arte del erotismo es también, por supuesto, un apreciable conocimiento para el buen vivir.
Hoy en día, con tanta información disponible parece muy fácil que buena parte de la sociedad esté suficientemente informada, sin embargo nos encontramos con que esto no es así. En parte por la propia resistencia de las personas a informarse; esto no es fácil de explicar en pocas líneas, pero sí, hay muchas personas desinformadas que sencillamente no buscan esa información que podría ayudarles. Por otro lado, se habla mucho de sexo y hay mucha información disponible en internet, pero muchas veces esa información es muy poco fiable y puede crear más confusión. En materia sexual, con frecuencia, se busca resaltar lo más chocante y estrambótico, o los aspectos llamativos del tema. Así hay una mayoría silenciosa que, muchas veces, se ve desconcertada anta una avalancha de información que queda muy lejos de sus inquietudes y que en lugar de serle útil, le genera confusión. Por eso, siempre aconsejamos ser críticos y selectivos con las fuentes de información sexual. En una materia como el sexo, en la que todo el mundo parece que tiene algo que decir, es clave diferenciar las opiniones de los estudios científicos y conocimientos profesionales.
Nuestra tarea como sexólogos pasa por ayudar a que las personas que acuden a nosotros puedan disponer de una información sería y rigurosa sobre el tema, además de ayudar a explorar aspectos psicológicos que pueden interferir en nuestra predisposición al disfrute sexual y en la relación de pareja.
Lunes, 28 de Febrero de 2011
http://www.corrienteshoy.com/vernota.asp?id_noticia=75274
Un error muy frecuente entre las personas y parejas que acuden a terapia sexual es considerar la actividad sexual como algo que tiene que surgir de manera espontánea.
Entienden el impulso sexual como una suerte de inspiración, que te posee y te conduce por los vericuetos de la inquietante interacción sexual. Y decimos inquietante porque para algunas personas el mundo del sexo forma parte del rincón misterioso del ser humano.
Por otro lado también nos encontramos personas que se centran tanto en buscar puntos eróticos y en la búsqueda del orgasmo, en fin, en las cuestiones "técnicas", que los árboles no les dejan ver el bosque, que pierden perspectiva y no permiten que surja ese toque mágico que cualquier conducta bien aprendida tiene. Pero sobre todo, unos y otros, no tienen en cuenta que cualquier actividad que realizamos, incluida la sexual, para que sea realmente gratificante es importante tener un buen conocimiento y después dejarse llevar.
La pincelada artística que nos hace disfrutar tanto elaborando una receta de cocina, como pintando un cuadro, o realizando cualquier actividad creativa pasa por tener, en primer lugar, un buen conocimiento de la materia, y después, efectivamente hay que dejarse llevar. La espontaneidad que tanto seduce de muchos conferenciantes, viene de la improvisación que permite tener un buen conocimiento de la materia. En lo sexual esto se traduce en que es fundamental tener una buena cultura del sexo.
El aprendizaje del sexo no se debe dejar a la improvisación, la educación sexual debería ser una asignatura prioritaria en una sociedad que pretenda que las personas aspiren a la felicidad. Unas nociones básicas de anatomía y fisiología sexual, entender cómo es la respuesta sexual de hombres y mujeres, comprender que nuestras reacciones pueden responder a condicionantes familiares y sociales, son nociones fundamentales para desarrollar pautas de conductas sexuales saludables y placenteras. El arte del erotismo es también, por supuesto, un apreciable conocimiento para el buen vivir.
Hoy en día, con tanta información disponible parece muy fácil que buena parte de la sociedad esté suficientemente informada, sin embargo nos encontramos con que esto no es así. En parte por la propia resistencia de las personas a informarse; esto no es fácil de explicar en pocas líneas, pero sí, hay muchas personas desinformadas que sencillamente no buscan esa información que podría ayudarles. Por otro lado, se habla mucho de sexo y hay mucha información disponible en internet, pero muchas veces esa información es muy poco fiable y puede crear más confusión. En materia sexual, con frecuencia, se busca resaltar lo más chocante y estrambótico, o los aspectos llamativos del tema. Así hay una mayoría silenciosa que, muchas veces, se ve desconcertada anta una avalancha de información que queda muy lejos de sus inquietudes y que en lugar de serle útil, le genera confusión. Por eso, siempre aconsejamos ser críticos y selectivos con las fuentes de información sexual. En una materia como el sexo, en la que todo el mundo parece que tiene algo que decir, es clave diferenciar las opiniones de los estudios científicos y conocimientos profesionales.
Nuestra tarea como sexólogos pasa por ayudar a que las personas que acuden a nosotros puedan disponer de una información sería y rigurosa sobre el tema, además de ayudar a explorar aspectos psicológicos que pueden interferir en nuestra predisposición al disfrute sexual y en la relación de pareja.
Lunes, 28 de Febrero de 2011
http://www.corrienteshoy.com/vernota.asp?id_noticia=75274
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Mulheres não procuram ajuda para problemas sexuais após cancro
Mulheres não procuram ajuda para problemas sexuais após cancro
Um grande número de mulheres que se submeteram a tratamentos de combate ao cancro da mama e ginecológico quer ajuda para solucionar os seus problemas sexuais. Contudo, um estudo do Centro Médico da Universidade de Chicago, nos EUA, mostra que são poucas as que procuram ajuda, avança o site Bibliomed.
O estudo envolveu 261 mulheres, com idades entre os 21 e os 88 anos, sendo que apenas 7% tinham procurado ajuda médica para tratar esses problemas, e 42% tinham interesse em procurar essa ajuda.
A maior preocupação com a vida sexual partiu das mulheres mais jovens, mas 22% das mulheres com mais de 65 anos relataram querer ajuda para resolver esses problemas.
"Algumas mulheres têm a coragem de levantar as suas preocupações sexuais com o médico, apesar de vários estudos mostrarem que preferem que o médico inicie a discussão", diz Stacy Tessler Lindau, professora da Universidade e uma das autoras do estudo.
Principais problemas sexuais
Os principais problemas sexuais apresentados são secura, dor, perda de desejo, dificuldade de excitação e orgasmo. O grande causador destes sintomas é a nova aparência devido ao tratamento. Muitas sobreviventes lutam com preocupações com a imagem corporal, e não se sentem atraentes ou femininas após esse período.
"Qualquer coisa que afecte os órgãos sexuais femininos terá repercussões na imagem do corpo e na vida sexual da mulher", explica Emily Hill, também autora do estudo. Os dados mostram que as mulheres não costumam conversar sobre estes problemas com o cônjuge.
"Muitos dos tratamentos, incluindo terapia hormonal e quimioterapia, têm efeitos sobre a saúde sexual", acrescentou. A sexualidade feminina é afectada pelos problemas físicos e pelos psicológicos. Por isso, é necessário que os médicos cuidem das pacientes sabendo que elas têm essa preocupação.
“Os problemas físicos associados ao tratamento do cancro podem prejudicar os relacionamentos, causar preocupação e stress, e podem causar o isolamento das mulheres. Muitas sentem vergonha ou culpa", afirmou Lindau.
2011-02-17 | 15:05
http://www.pop.eu.com/news/4188/26/Mulheres-nao-procuram-ajuda-para-problemas-sexuais-apos-cancro.html
Um grande número de mulheres que se submeteram a tratamentos de combate ao cancro da mama e ginecológico quer ajuda para solucionar os seus problemas sexuais. Contudo, um estudo do Centro Médico da Universidade de Chicago, nos EUA, mostra que são poucas as que procuram ajuda, avança o site Bibliomed.
O estudo envolveu 261 mulheres, com idades entre os 21 e os 88 anos, sendo que apenas 7% tinham procurado ajuda médica para tratar esses problemas, e 42% tinham interesse em procurar essa ajuda.
A maior preocupação com a vida sexual partiu das mulheres mais jovens, mas 22% das mulheres com mais de 65 anos relataram querer ajuda para resolver esses problemas.
"Algumas mulheres têm a coragem de levantar as suas preocupações sexuais com o médico, apesar de vários estudos mostrarem que preferem que o médico inicie a discussão", diz Stacy Tessler Lindau, professora da Universidade e uma das autoras do estudo.
Principais problemas sexuais
Os principais problemas sexuais apresentados são secura, dor, perda de desejo, dificuldade de excitação e orgasmo. O grande causador destes sintomas é a nova aparência devido ao tratamento. Muitas sobreviventes lutam com preocupações com a imagem corporal, e não se sentem atraentes ou femininas após esse período.
"Qualquer coisa que afecte os órgãos sexuais femininos terá repercussões na imagem do corpo e na vida sexual da mulher", explica Emily Hill, também autora do estudo. Os dados mostram que as mulheres não costumam conversar sobre estes problemas com o cônjuge.
"Muitos dos tratamentos, incluindo terapia hormonal e quimioterapia, têm efeitos sobre a saúde sexual", acrescentou. A sexualidade feminina é afectada pelos problemas físicos e pelos psicológicos. Por isso, é necessário que os médicos cuidem das pacientes sabendo que elas têm essa preocupação.
“Os problemas físicos associados ao tratamento do cancro podem prejudicar os relacionamentos, causar preocupação e stress, e podem causar o isolamento das mulheres. Muitas sentem vergonha ou culpa", afirmou Lindau.
2011-02-17 | 15:05
http://www.pop.eu.com/news/4188/26/Mulheres-nao-procuram-ajuda-para-problemas-sexuais-apos-cancro.html
- Sexualidade é vista de forma pejorativa
- Sexualidade é vista de forma pejorativa
André Simões
20/02/2011 às 02:00
Com 20 anos de profissão, a psicóloga clínica Eliany Mariussi, 42, começou a se interessar pelo tema da sexualidade ainda em seu último ano de graduação na UEM. Se ainda hoje o assunto é tabu, na época havia ainda mais dificuldade para colocá-lo em pauta. Quando a então estudante propôs apresentar seu projeto de conclusão de curso nessa área, houve grande resistência acadêmica.
Como Eliany se mostrou determinada, a solução proposta pelos professores foi que seu projeto sobre sexualidade viesse como um adicional, não a eximindo de fazer também um trabalho em outro tema. Jornada dupla. "Eu aceitei o desafio. Na época ninguém trabalhava com isso na faculdade", diz.
Desde então, a psicóloga se especializou na área da sexualidade. Em sua clínica, atende principalmente homens e mulheres que apresentam alguma disfunção sexual e querem auxílio para lidar com a questão. Com a experiência de trabalho, percebeu que muitos dos problemas apresentados por adultos têm raízes na infância e adolescência.
Daí veio a motivação para escrever seu primeiro livro, "Educação Sexual Começa em Casa", lançado em novembro do ano passado. Na quarta-feira, Eliany participou de um evento promovido por O Diário na Escola em parceira com o Colégio Marista e concedeu entrevista para o jornal. Leia a seguir os principais trechos:
Eliany Mariussi
"O assunto está escancarado, mas quando precisa ser dito algo de positivo, não acontece. São sempre os temas assustadores, gravidez indesejada, aids, pedofilia"
"O papel da mãe é o de orientação, não o de ser amiguinha. Há que se colocar limites, mas essa orientação deve vir da conversa, nunca da imposição de dogmas. Se há repressão, se fecha uma porta"
O Diário - É difícil para uma psicóloga trabalhar com foco em sexualidade, um tema ainda visto como tabu?
Eliany Mariussi - Sempre há certa resistência, no começo me senti muito só. Mas quanto mais fui me aprofundando em cursos e estudos, adquiri a convicção de que a sexualidade é um assunto lícito, da natureza humana. Ganhei força com essa certeza. Faço muitas palestras sobre o tema e percebo que as pessoas ficam curiosas, mas têm receio de falar, é como se um fantasma ficasse rondando. Elas querem mais é ouvir. Então é nesse sentido que eu ainda me sinto um pouco só: eu faço uma palestra e não há uma interação maior. Isso exige descontração do palestrante, brincar um pouquinho. Para falar de forma séria, não é preciso ser rígido.
O Diário - Qual o aspecto mais problemático da maneira como a sexualidade é tratada no senso comum?
Eliany Mariussi - A sexualidade é geralmente tratada de maneira pejorativa. Sempre que vão falar sobre o assunto é sobre pedofilia, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis. Isso assusta, falta uma visão mais educativa. Alguns programas de televisão ainda tentam proporcionar um pouco mais de reflexão e informação, mas passam de madrugada, num horário inacessível para a maioria. Insisto que o sexo é da natureza humana, mas as pessoas não desenvolvem isso. Somos educados para outras dimensões, como intelectual, material, familiar, financeira, até religiosa, mas não há a mesma ênfase na educação sexual, existe um grande preconceito. A educação é falha em um coisa básica da vida.
O Diário - Há uma idade certa para começar a falar com as crianças sobre sexo?
Eliany Mariussi - Os pais devem falar de sexualidade – não de sexo, necessariamente. O assunto deve ser tratado sempre dentro da compreensão da idade. Uma criança de quatro anos não vai querer saber sobre iniciação sexual, mas pode ficar incomodada quando os pais se trancam dentro do quarto. Então deve ser explicado que os pais estão namorando, que é um momento só para adultos, e depois pode haver mais conversa. Deve se ter cuidado para perceber o que a criança quer saber e por quê. Se ela pergunta, é porque está pronta para a resposta. E a educação sexual não se esgota, é para toda a vida, passa por viúvos, casais em segundo união. Mesmo os pais, quando educam os filhos, estão se educando. Somos de uma geração sem educação sexual, frutos da desinformação.
O Diário - E em pleno século XXI, com informação abundante e acesso à Internet, ainda é difícil para os pais falarem sobre sexualidade com os filhos?
Eliany Mariussi - De forma educativa e respeitosa, sim. O assunto está escancarado, mas quando precisa ser dito algo de positivo, não acontece. São sempre os temas assustadores, gravidez indesejada, aids, pedofilia. Não se fala sobre as coisas boas de um relacionamento, sobre como é bom depois que a gente transa com a pessoa de que gostamos, passamos o dia inteiro bem.
O Diário - Embora as críticas sobre falta de educação sexual sejam constantes, alguns programas estatais que abordam diretamente o assunto foram muito contestados. Um caso notório foi quando, em 2007, o governo federal distribuiu, para estudantes de escolas públicas, cartilhas de orientação de saúde contendo páginas para anotar as "ficadas mais espetaculares". A sra. acha que esse tipo de ação incentiva a promiscuidade sexual?
Eliany Mariussi - Não lembro exatamente desse caso. Mas vejo que, em geral, as pessoas preferem atacar a buscar espaços e diálogos.
O Diário - Mas como a sra. analisa, de maneira geral, os programas de educação sexual do governo?
Eliany Mariussi - A meu ver, as aulas de educação sexual deveriam ser obrigatórias em todas as escolas. Hoje em dia, são opcionais. Penso que isso já é um começo, um avanço, mas os pais devem incentivar no currículo escolar essa obrigatoriedade. A escola recebe pessoas em plena formação, e os professores simplesmente não sabem lidar com sexualidade. Muitos alunos são punidos, suspensos, por questões em que deveriam ser orientados. Eu mesma recebo muitos convites para dar palestras de educação sexual em colégios e sempre recuso. Oferecem uma hora, uma hora e meia, acho isso desrespeitoso. Como falar em tão pouco tempo para pessoas que estão com todas as situações explodindo? A educação sexual exige aulas semanais, com horário próprio. Na verdade, quando me convidam para fazer essas palestras de uma hora e meia, devolvo o convite dizendo que aceito, desde que fale com os professores, não com alunos. São os professores que lidam com os conflitos.
O Diário - A sra. ministra palestras para grupos da Igreja Católica. Como trabalhar para uma instituição muitas vezes vista como repressora da sexualidade, que não aceita, por exemplo, o uso da camisinha?
Eliany Mariussi - A Igreja Católica tem restrições, mas também tem muitas coisas boas. Faço trabalhos geralmente orientando jovens que estão se casando, mostro como é importante manifestar desejo sexual pelo parceiro, falo sobre como se relacionar. Como as palestras são curtas, acabo não entrando no mérito da camisinha, até porque, dentro do casamento, muitas vezes isso não acontece. Mas nunca foi contestada por falar demais nessas palestras para a igreja, pelo contrário. Sempre demonstraram um respeito muito grande.
O Diário - Em que ponto o canal de comunicação entre pais e filhos sobre sexo deixa de ser saudável para ser invasivo? É normal uma filha que conta para a mãe sobre a pessoa com quem transou na ficada da noite anterior?
Eliany Mariussi - Essa é uma situação em que podem se ver coisas boas e outras não tão boas. Se a filha confia na mãe para dizer coisas íntimas, isso é um ponto positivo. Só que o papel da mãe é o de orientação, não o de ser amiguinha. Há que se colocar limites, mas essa orientação deve vir da conversa, nunca da imposição de dogmas. Precisa haver muita sutileza, confiança e, principalmente, diálogo. Se acontece a simples repressão, acaba se fechando uma porta importante, quebra-se um vínculo. Agora, que fique claro que conversar com a mãe não pode nunca ser igual a desabafar com uma amiga.
http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/394256/sexualidade-e-vista-de-forma-pejorativa/
André Simões
20/02/2011 às 02:00
Com 20 anos de profissão, a psicóloga clínica Eliany Mariussi, 42, começou a se interessar pelo tema da sexualidade ainda em seu último ano de graduação na UEM. Se ainda hoje o assunto é tabu, na época havia ainda mais dificuldade para colocá-lo em pauta. Quando a então estudante propôs apresentar seu projeto de conclusão de curso nessa área, houve grande resistência acadêmica.
Como Eliany se mostrou determinada, a solução proposta pelos professores foi que seu projeto sobre sexualidade viesse como um adicional, não a eximindo de fazer também um trabalho em outro tema. Jornada dupla. "Eu aceitei o desafio. Na época ninguém trabalhava com isso na faculdade", diz.
Desde então, a psicóloga se especializou na área da sexualidade. Em sua clínica, atende principalmente homens e mulheres que apresentam alguma disfunção sexual e querem auxílio para lidar com a questão. Com a experiência de trabalho, percebeu que muitos dos problemas apresentados por adultos têm raízes na infância e adolescência.
Daí veio a motivação para escrever seu primeiro livro, "Educação Sexual Começa em Casa", lançado em novembro do ano passado. Na quarta-feira, Eliany participou de um evento promovido por O Diário na Escola em parceira com o Colégio Marista e concedeu entrevista para o jornal. Leia a seguir os principais trechos:
Eliany Mariussi
"O assunto está escancarado, mas quando precisa ser dito algo de positivo, não acontece. São sempre os temas assustadores, gravidez indesejada, aids, pedofilia"
"O papel da mãe é o de orientação, não o de ser amiguinha. Há que se colocar limites, mas essa orientação deve vir da conversa, nunca da imposição de dogmas. Se há repressão, se fecha uma porta"
O Diário - É difícil para uma psicóloga trabalhar com foco em sexualidade, um tema ainda visto como tabu?
Eliany Mariussi - Sempre há certa resistência, no começo me senti muito só. Mas quanto mais fui me aprofundando em cursos e estudos, adquiri a convicção de que a sexualidade é um assunto lícito, da natureza humana. Ganhei força com essa certeza. Faço muitas palestras sobre o tema e percebo que as pessoas ficam curiosas, mas têm receio de falar, é como se um fantasma ficasse rondando. Elas querem mais é ouvir. Então é nesse sentido que eu ainda me sinto um pouco só: eu faço uma palestra e não há uma interação maior. Isso exige descontração do palestrante, brincar um pouquinho. Para falar de forma séria, não é preciso ser rígido.
O Diário - Qual o aspecto mais problemático da maneira como a sexualidade é tratada no senso comum?
Eliany Mariussi - A sexualidade é geralmente tratada de maneira pejorativa. Sempre que vão falar sobre o assunto é sobre pedofilia, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis. Isso assusta, falta uma visão mais educativa. Alguns programas de televisão ainda tentam proporcionar um pouco mais de reflexão e informação, mas passam de madrugada, num horário inacessível para a maioria. Insisto que o sexo é da natureza humana, mas as pessoas não desenvolvem isso. Somos educados para outras dimensões, como intelectual, material, familiar, financeira, até religiosa, mas não há a mesma ênfase na educação sexual, existe um grande preconceito. A educação é falha em um coisa básica da vida.
O Diário - Há uma idade certa para começar a falar com as crianças sobre sexo?
Eliany Mariussi - Os pais devem falar de sexualidade – não de sexo, necessariamente. O assunto deve ser tratado sempre dentro da compreensão da idade. Uma criança de quatro anos não vai querer saber sobre iniciação sexual, mas pode ficar incomodada quando os pais se trancam dentro do quarto. Então deve ser explicado que os pais estão namorando, que é um momento só para adultos, e depois pode haver mais conversa. Deve se ter cuidado para perceber o que a criança quer saber e por quê. Se ela pergunta, é porque está pronta para a resposta. E a educação sexual não se esgota, é para toda a vida, passa por viúvos, casais em segundo união. Mesmo os pais, quando educam os filhos, estão se educando. Somos de uma geração sem educação sexual, frutos da desinformação.
O Diário - E em pleno século XXI, com informação abundante e acesso à Internet, ainda é difícil para os pais falarem sobre sexualidade com os filhos?
Eliany Mariussi - De forma educativa e respeitosa, sim. O assunto está escancarado, mas quando precisa ser dito algo de positivo, não acontece. São sempre os temas assustadores, gravidez indesejada, aids, pedofilia. Não se fala sobre as coisas boas de um relacionamento, sobre como é bom depois que a gente transa com a pessoa de que gostamos, passamos o dia inteiro bem.
O Diário - Embora as críticas sobre falta de educação sexual sejam constantes, alguns programas estatais que abordam diretamente o assunto foram muito contestados. Um caso notório foi quando, em 2007, o governo federal distribuiu, para estudantes de escolas públicas, cartilhas de orientação de saúde contendo páginas para anotar as "ficadas mais espetaculares". A sra. acha que esse tipo de ação incentiva a promiscuidade sexual?
Eliany Mariussi - Não lembro exatamente desse caso. Mas vejo que, em geral, as pessoas preferem atacar a buscar espaços e diálogos.
O Diário - Mas como a sra. analisa, de maneira geral, os programas de educação sexual do governo?
Eliany Mariussi - A meu ver, as aulas de educação sexual deveriam ser obrigatórias em todas as escolas. Hoje em dia, são opcionais. Penso que isso já é um começo, um avanço, mas os pais devem incentivar no currículo escolar essa obrigatoriedade. A escola recebe pessoas em plena formação, e os professores simplesmente não sabem lidar com sexualidade. Muitos alunos são punidos, suspensos, por questões em que deveriam ser orientados. Eu mesma recebo muitos convites para dar palestras de educação sexual em colégios e sempre recuso. Oferecem uma hora, uma hora e meia, acho isso desrespeitoso. Como falar em tão pouco tempo para pessoas que estão com todas as situações explodindo? A educação sexual exige aulas semanais, com horário próprio. Na verdade, quando me convidam para fazer essas palestras de uma hora e meia, devolvo o convite dizendo que aceito, desde que fale com os professores, não com alunos. São os professores que lidam com os conflitos.
O Diário - A sra. ministra palestras para grupos da Igreja Católica. Como trabalhar para uma instituição muitas vezes vista como repressora da sexualidade, que não aceita, por exemplo, o uso da camisinha?
Eliany Mariussi - A Igreja Católica tem restrições, mas também tem muitas coisas boas. Faço trabalhos geralmente orientando jovens que estão se casando, mostro como é importante manifestar desejo sexual pelo parceiro, falo sobre como se relacionar. Como as palestras são curtas, acabo não entrando no mérito da camisinha, até porque, dentro do casamento, muitas vezes isso não acontece. Mas nunca foi contestada por falar demais nessas palestras para a igreja, pelo contrário. Sempre demonstraram um respeito muito grande.
O Diário - Em que ponto o canal de comunicação entre pais e filhos sobre sexo deixa de ser saudável para ser invasivo? É normal uma filha que conta para a mãe sobre a pessoa com quem transou na ficada da noite anterior?
Eliany Mariussi - Essa é uma situação em que podem se ver coisas boas e outras não tão boas. Se a filha confia na mãe para dizer coisas íntimas, isso é um ponto positivo. Só que o papel da mãe é o de orientação, não o de ser amiguinha. Há que se colocar limites, mas essa orientação deve vir da conversa, nunca da imposição de dogmas. Precisa haver muita sutileza, confiança e, principalmente, diálogo. Se acontece a simples repressão, acaba se fechando uma porta importante, quebra-se um vínculo. Agora, que fique claro que conversar com a mãe não pode nunca ser igual a desabafar com uma amiga.
http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/394256/sexualidade-e-vista-de-forma-pejorativa/
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Como renovar o seu casamento
11/10/2010 - 14h15
Como renovar o seu casamento
Relação duradoura sem desgaste não existe. A vida a dois exige imaginação e renovação diária. Três mulheres revelam como refizeram o casamento depois daquele momento em que parecia que tudo iria acabar
Renovar, investir, acreditar. Quem vive uma relação a dois sabe quanto essas palavras são fundamentais no dia a dia. A vida muda e o natural seria que o casamento seguisse o mesmo processo. Mas, de modo geral, as transformações só ocorrem sob a pressão de uma crise. "Toda relação afetiva passa por conflitos, uns maiores, outros menores. O jeito de encará-los define se haverá uma separação ou uma reinvenção", diz a terapeuta de casais e palestrante Maria Luiza Cruvinel, de São Paulo. É verdade que o amor é o fiel da balança – quando existe um sentimento mais profundo, o casal se vê estimulado a renovar a união. No entanto, muitos se divorciam sem avaliar os próprios sentimentos. "A maioria prefere a separação porque não suporta a angústia da indefinição – aquele período difícil em que a crise foi deflagrada, mas ainda não se vislumbra a solução. Nessa hora, o afastamento imediato traz uma falsa sensação de melhora", afirma Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade.
Para reinventar um casamento, é preciso se abrir para as adaptações e concessões. E preparar-se para encarar tanto os benefícios quanto os riscos embutidos no processo de mudança. "Viver junto é um aprendizado desde que você reconheça as próprias limitações e compreenda as do outro", define Maria Luiza. Para Rodrigues Jr., os relacionamentos nascem de um contrato baseado na interação inicial da dupla. "É quando são colocados os limites, o que cada um suporta e de que necessita. A questão é que, na maioria das vezes, não há diálogos reais. Cada um tenta convencer o outro a satisfazer suas demandas", alerta o especialista. "Então, quando surge um problema sério, o mais comum é acusar, jogar a responsabilidade e aguardar que o par se sinta culpado." Ou seja, a expectativa é que o outro mude e nunca você.
Aprender a lidar com frustrações e transformações demora mesmo. Exige uma boa dose de maturidade dos parceiros e, às vezes, terapia pessoal ou de casal. Até para aceitar o fato de que a paixão não é eterna. "O casal pode ter a consciência de que não está mais apaixonado e de que enfrenta problemas, mas prefere resolvê-los e seguir juntos porque os aspectos positivos dessa relação são superiores aos negativos", diz Maria Luiza. Segundo ela, quem parte para a renovação de uma antiga relação são os que ainda se amam, tornaram-se amigos, têm filhos ou projetos em comum. Seja como for, os motivos da crise e o modo como cada um vai reinventar a vida amorosa é sempre particular, como se pode notar nos depoimentos desta reportagem.
Casas Separadas
Patricia Norbin Pereira, 46 anos, pedagoga e empresária, casada há 16 anos com Gilberto Pereira Filho, 54 anos, engenheiro civil. O casal é de São Paulo
Depois de tanto tempo de casamento, eu ainda estremeço quando ele me pergunta: "Hoje você vai dormir aqui?" Sei que naquela noite vamos tomar um vinhozinho e caprichar na sedução. Temos ainda nosso dia sagrado, a quarta- feira, quando saímos para explorar a cidade e novos lugares. Desde cedo já fico na expectativa. Nem sempre foi assim. A decisão de morarmos em casas separadas nos trouxe mais leveza, mas foi o modo que encontrei para contornar uma crise. Tenho dois filhos do primeiro casamento, e a relação do Gilberto com o meu mais velho era ruim. Apesar de saber que meu marido sempre foi bem-intencionado, eu não concordava com a forma dura como ele educava. Isso provocava muitas discussões. Moramos dez anos na mesma casa, e nossa relação se desgastava por causa desses conflitos. Depois de uma briga mais séria, pelo motivo de sempre, quase nos separamos. Eu me via sem saída, como se tivesse de escolher entre meu filho e meu marido. Foi quando pensamos em casas separadas. Nós dois sofremos, cheios de dúvidas sobre se daria certo. Ele sentia que estava perdendo um pouco de mim. Procurei, então, mostrar como seria bacana voltar a ter uma vida de namorados. Usei a tática da meiguice, pois o Gilberto detesta ser intimado. Fui com meus filhos para um flat até amadurecer a ideia. Logo depois, compramos outro apartamento. Há seis anos, moramos perto. Eu almoço com meus filhos e janto com meu marido. Para dormir, revezamos. Tem seu lado cansativo, pois são duas empregadas, dois supermercados... Mas, cá para nós, a novidade apimentou o sexo. Aliás, eu não relaxo nesse quesito. Faço ginástica e invisto em lingeries provocantes. Nossa relação ganhou em qualidade. Gilberto continua me ajudando a cuidar dos meninos. A diferença é que agora ele não está na linha de frente como antes. As brigas acabaram. Ficamos com o melhor. Nosso casamento é um exercício diário de amor.
Vencendo a mágoa
Perdoar uma traição do marido não é fácil, mas o pior foi conviver com a mágoa. Eu já estava com o Fernando fazia muitos anos quando, em 2000, ele me contou da amante, poucos dias depois de saber da minha segunda gravidez. Tentei ser racional e esperar a empolgação terminar. Após dois meses, percebi que Fernando continuava perdido e dei um basta. Deixei Uberlândia, no interior de Minas Gerais, onde morávamos, e voltei para o Rio, cidade da minha família. Ele chorou na despedida. Nossa separação durou pouco. Dois dias depois, ele viajou para nos ver. Tinha terminado o caso e me pediu para voltar. Concordei, pois queria muito que minhas filhas pudessem conviver com ele. No entanto, eu ainda não o tinha perdoado nessa época. Quando a caçula completou 1 ano, pensei em me separar. Só que, a essa altura, Fernando era um paizão e um marido carinhoso. Ele havia mudado, eu é que ainda jogava a traição na cara dele. Em 2006, tive um câncer de mama. Depois de uma mastectomia radical, engordei e perdi todo o cabelo e os pelos do corpo por causa da quimioterapia. Fernando foi maravilhoso. Parecíamos namorados, sempre juntos, no maior carinho. Percebi ali o tamanho do nosso amor. No ano passado, descobri uma metástase no pulmão. Mais do que nunca, senti que tinha de deixar as tristezas para trás e seguir em frente. Precisei ficar mal para dar importância ao meu relacionamento e a mim mesma. Hoje, estou curada e ótima, segundo os médicos. Emagreci e passei a me cuidar. Fiz terapia individual e também de casal por dois anos. Aprendi a ouvir meu marido e a expressar o que me desagrada. Sei que posso viver bem sem o Fernando, mas vivo muito melhor com ele. Preferia ter feito meus aprendizados sem ter que conhecer a dor da traição, mas hoje só penso no presente. Nós dois cuidamos do casamento. Gostamos de tirar férias a sós, e eu também melhorei na parte sexual. Me envolvo mais, ando mais safada. Até quando não estou com tanta vontade, eu topo porque sei que vou gostar depois, a frequência aumentou. No dia a dia, cuido das pequenas coisas. Eu me arrumo, faço uma mesa bonita para jantarmos em casa. Não é preciso motivo especial, o que importa é trazer alegria para a relação.
Laços refeitos
Divanir Marquezi, fonoaudióloga, 51 anos, casada há 27 anos com Claudio Odri, empresário e jornalista, 52 anos. Moram em São Paulo
Casamos em 1983, completamente apaixonados. Em 1988, nasceram nossos filhos, um casal de gêmeos. Parei de trabalhar uns tempos para cuidar das crianças. Em 1990, meu pai morreu e eu me apeguei muito a minha mãe. Com tudo isso, meu papel de mulher ficou em último plano. Claudio trabalhava demais nessa época, e eu andava ocupada com a família. Às vezes, ele chegava tarde e eu já estava dormindo. Resultado: paramos de namorar. Ele reclamou, mas eu não me dei conta da gravidade da situação. Por isso, quando Claudio disse que não dava mais, foi um choque. Nós nos separamos em 1993 e, por três longos meses, morei com minha mãe. Chegamos até a consultar um advogado. O período difícil me obrigou a refletir. E, como tínhamos que nos encontrar para tomar decisões sobre o divórcio, voltamos a conversar. Aí ficou claro que nossa história não tinha terminado: nós nos amávamos demais. Às vezes, os preparativos da separação terminavam na cama. Depois de muitas ponderações, resolvemos voltar, mas o recomeço foi estranho. Eu pisava em ovos, sem saber bem o que fazer. Queríamos retomar nossa intimidade, só que filhos pequenos exigem atenção integral. Nesse momento, a família toda ajudou. Tios e avós se mobilizaram para ficar com as crianças – assim conseguíamos fugir para um cineminha, um motel, pequenas viagens. A crise nos ensinou a cuidar mais da nossa história. Até hoje somos muito carinhosos um com o outro e não deixamos o sexo esfriar. O tempo traz não só desgastes mas também vantagens: nós conhecemos bem as fantasias um do outro. Além disso, mantemos nossa independência, com programas e amigos diferentes, respeitando o espaço de cada um. Uma lição fundamental: nunca deixar os problemas se acumularem. Um casal precisa se renovar todos os dias. E isso você só faz quando sabe que, apesar de todas as dificuldades, vale a pena estar junto dele.
Fonte: Revista Cláudia
Via: www.guiame.com.br
http://www.guiame.com.br/v4/66666-1706-Como-renovar-o-seu-casamento.html
Como renovar o seu casamento
Relação duradoura sem desgaste não existe. A vida a dois exige imaginação e renovação diária. Três mulheres revelam como refizeram o casamento depois daquele momento em que parecia que tudo iria acabar
Renovar, investir, acreditar. Quem vive uma relação a dois sabe quanto essas palavras são fundamentais no dia a dia. A vida muda e o natural seria que o casamento seguisse o mesmo processo. Mas, de modo geral, as transformações só ocorrem sob a pressão de uma crise. "Toda relação afetiva passa por conflitos, uns maiores, outros menores. O jeito de encará-los define se haverá uma separação ou uma reinvenção", diz a terapeuta de casais e palestrante Maria Luiza Cruvinel, de São Paulo. É verdade que o amor é o fiel da balança – quando existe um sentimento mais profundo, o casal se vê estimulado a renovar a união. No entanto, muitos se divorciam sem avaliar os próprios sentimentos. "A maioria prefere a separação porque não suporta a angústia da indefinição – aquele período difícil em que a crise foi deflagrada, mas ainda não se vislumbra a solução. Nessa hora, o afastamento imediato traz uma falsa sensação de melhora", afirma Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade.
Para reinventar um casamento, é preciso se abrir para as adaptações e concessões. E preparar-se para encarar tanto os benefícios quanto os riscos embutidos no processo de mudança. "Viver junto é um aprendizado desde que você reconheça as próprias limitações e compreenda as do outro", define Maria Luiza. Para Rodrigues Jr., os relacionamentos nascem de um contrato baseado na interação inicial da dupla. "É quando são colocados os limites, o que cada um suporta e de que necessita. A questão é que, na maioria das vezes, não há diálogos reais. Cada um tenta convencer o outro a satisfazer suas demandas", alerta o especialista. "Então, quando surge um problema sério, o mais comum é acusar, jogar a responsabilidade e aguardar que o par se sinta culpado." Ou seja, a expectativa é que o outro mude e nunca você.
Aprender a lidar com frustrações e transformações demora mesmo. Exige uma boa dose de maturidade dos parceiros e, às vezes, terapia pessoal ou de casal. Até para aceitar o fato de que a paixão não é eterna. "O casal pode ter a consciência de que não está mais apaixonado e de que enfrenta problemas, mas prefere resolvê-los e seguir juntos porque os aspectos positivos dessa relação são superiores aos negativos", diz Maria Luiza. Segundo ela, quem parte para a renovação de uma antiga relação são os que ainda se amam, tornaram-se amigos, têm filhos ou projetos em comum. Seja como for, os motivos da crise e o modo como cada um vai reinventar a vida amorosa é sempre particular, como se pode notar nos depoimentos desta reportagem.
Casas Separadas
Patricia Norbin Pereira, 46 anos, pedagoga e empresária, casada há 16 anos com Gilberto Pereira Filho, 54 anos, engenheiro civil. O casal é de São Paulo
Depois de tanto tempo de casamento, eu ainda estremeço quando ele me pergunta: "Hoje você vai dormir aqui?" Sei que naquela noite vamos tomar um vinhozinho e caprichar na sedução. Temos ainda nosso dia sagrado, a quarta- feira, quando saímos para explorar a cidade e novos lugares. Desde cedo já fico na expectativa. Nem sempre foi assim. A decisão de morarmos em casas separadas nos trouxe mais leveza, mas foi o modo que encontrei para contornar uma crise. Tenho dois filhos do primeiro casamento, e a relação do Gilberto com o meu mais velho era ruim. Apesar de saber que meu marido sempre foi bem-intencionado, eu não concordava com a forma dura como ele educava. Isso provocava muitas discussões. Moramos dez anos na mesma casa, e nossa relação se desgastava por causa desses conflitos. Depois de uma briga mais séria, pelo motivo de sempre, quase nos separamos. Eu me via sem saída, como se tivesse de escolher entre meu filho e meu marido. Foi quando pensamos em casas separadas. Nós dois sofremos, cheios de dúvidas sobre se daria certo. Ele sentia que estava perdendo um pouco de mim. Procurei, então, mostrar como seria bacana voltar a ter uma vida de namorados. Usei a tática da meiguice, pois o Gilberto detesta ser intimado. Fui com meus filhos para um flat até amadurecer a ideia. Logo depois, compramos outro apartamento. Há seis anos, moramos perto. Eu almoço com meus filhos e janto com meu marido. Para dormir, revezamos. Tem seu lado cansativo, pois são duas empregadas, dois supermercados... Mas, cá para nós, a novidade apimentou o sexo. Aliás, eu não relaxo nesse quesito. Faço ginástica e invisto em lingeries provocantes. Nossa relação ganhou em qualidade. Gilberto continua me ajudando a cuidar dos meninos. A diferença é que agora ele não está na linha de frente como antes. As brigas acabaram. Ficamos com o melhor. Nosso casamento é um exercício diário de amor.
Vencendo a mágoa
Perdoar uma traição do marido não é fácil, mas o pior foi conviver com a mágoa. Eu já estava com o Fernando fazia muitos anos quando, em 2000, ele me contou da amante, poucos dias depois de saber da minha segunda gravidez. Tentei ser racional e esperar a empolgação terminar. Após dois meses, percebi que Fernando continuava perdido e dei um basta. Deixei Uberlândia, no interior de Minas Gerais, onde morávamos, e voltei para o Rio, cidade da minha família. Ele chorou na despedida. Nossa separação durou pouco. Dois dias depois, ele viajou para nos ver. Tinha terminado o caso e me pediu para voltar. Concordei, pois queria muito que minhas filhas pudessem conviver com ele. No entanto, eu ainda não o tinha perdoado nessa época. Quando a caçula completou 1 ano, pensei em me separar. Só que, a essa altura, Fernando era um paizão e um marido carinhoso. Ele havia mudado, eu é que ainda jogava a traição na cara dele. Em 2006, tive um câncer de mama. Depois de uma mastectomia radical, engordei e perdi todo o cabelo e os pelos do corpo por causa da quimioterapia. Fernando foi maravilhoso. Parecíamos namorados, sempre juntos, no maior carinho. Percebi ali o tamanho do nosso amor. No ano passado, descobri uma metástase no pulmão. Mais do que nunca, senti que tinha de deixar as tristezas para trás e seguir em frente. Precisei ficar mal para dar importância ao meu relacionamento e a mim mesma. Hoje, estou curada e ótima, segundo os médicos. Emagreci e passei a me cuidar. Fiz terapia individual e também de casal por dois anos. Aprendi a ouvir meu marido e a expressar o que me desagrada. Sei que posso viver bem sem o Fernando, mas vivo muito melhor com ele. Preferia ter feito meus aprendizados sem ter que conhecer a dor da traição, mas hoje só penso no presente. Nós dois cuidamos do casamento. Gostamos de tirar férias a sós, e eu também melhorei na parte sexual. Me envolvo mais, ando mais safada. Até quando não estou com tanta vontade, eu topo porque sei que vou gostar depois, a frequência aumentou. No dia a dia, cuido das pequenas coisas. Eu me arrumo, faço uma mesa bonita para jantarmos em casa. Não é preciso motivo especial, o que importa é trazer alegria para a relação.
Laços refeitos
Divanir Marquezi, fonoaudióloga, 51 anos, casada há 27 anos com Claudio Odri, empresário e jornalista, 52 anos. Moram em São Paulo
Casamos em 1983, completamente apaixonados. Em 1988, nasceram nossos filhos, um casal de gêmeos. Parei de trabalhar uns tempos para cuidar das crianças. Em 1990, meu pai morreu e eu me apeguei muito a minha mãe. Com tudo isso, meu papel de mulher ficou em último plano. Claudio trabalhava demais nessa época, e eu andava ocupada com a família. Às vezes, ele chegava tarde e eu já estava dormindo. Resultado: paramos de namorar. Ele reclamou, mas eu não me dei conta da gravidade da situação. Por isso, quando Claudio disse que não dava mais, foi um choque. Nós nos separamos em 1993 e, por três longos meses, morei com minha mãe. Chegamos até a consultar um advogado. O período difícil me obrigou a refletir. E, como tínhamos que nos encontrar para tomar decisões sobre o divórcio, voltamos a conversar. Aí ficou claro que nossa história não tinha terminado: nós nos amávamos demais. Às vezes, os preparativos da separação terminavam na cama. Depois de muitas ponderações, resolvemos voltar, mas o recomeço foi estranho. Eu pisava em ovos, sem saber bem o que fazer. Queríamos retomar nossa intimidade, só que filhos pequenos exigem atenção integral. Nesse momento, a família toda ajudou. Tios e avós se mobilizaram para ficar com as crianças – assim conseguíamos fugir para um cineminha, um motel, pequenas viagens. A crise nos ensinou a cuidar mais da nossa história. Até hoje somos muito carinhosos um com o outro e não deixamos o sexo esfriar. O tempo traz não só desgastes mas também vantagens: nós conhecemos bem as fantasias um do outro. Além disso, mantemos nossa independência, com programas e amigos diferentes, respeitando o espaço de cada um. Uma lição fundamental: nunca deixar os problemas se acumularem. Um casal precisa se renovar todos os dias. E isso você só faz quando sabe que, apesar de todas as dificuldades, vale a pena estar junto dele.
Fonte: Revista Cláudia
Via: www.guiame.com.br
http://www.guiame.com.br/v4/66666-1706-Como-renovar-o-seu-casamento.html
Sexualidade do casal idoso - atitudes e comportamentos que precisam de educação sexual | Semeando o Conhecimento
Sexualidade do Casal Idoso
Postado por Raphael on February 18th, 2011
Sexualidade do Casal Idoso – Atitudes e comportamentos que precisam de educação sexual
Mitos sobre idade e sexualidade
O que mais se fala em nossa cultura sobre a sexualidade em idosos são circunstâncias mitificadas. Vejamos dois mitos contraditórios comuns de se ouvir:
Mito 1- Ao envelhecer, não há qualquer mudança no interesse sexual do homem, nem na resposta ou desempenho sexuais.
Mito 2- Envelhecendo você perde o interesse no sexo e não conseguirá mais fazer sexo.
Esta compreensão sem fundamentação cientifica precisa ser substituída, mas somente o será trazendo esta discussão com quem ainda não atingiu uma idade mais avançada.
O aumento da expectativa de vida no séc. XX mostrou que o número das pessoas com mais de 65 anos tem crescido muito. No ano 2000 tínhamos no Brasil 9.926.472 pessoas com mais de 65 anos. A tendência de aumentar a percentagem já é percebida, fazendo com que as próximas décadas produzam mais habitantes com vida mais prolongada sobrevivendo!
Mesmo com o crescimento da população, mais idosos, pouca atenção tem sido dedicada ao tratamento de disfunções sexuais em idosos, senão até a última década do séc. XX. [1] E mesmo assim esta discussão apenas começou e ainda precisa de muita atenção de profissionais de saúde.
A Organização Mundial da Saúde, a partir de discussões e consultas a grupos de especialistas em sexualidade entre 1974 e 2003, definiu a Saúde Sexual:
“A integração dos aspectos afetivos, somáticos e intelectuais do ser sexuado, de modo tal que dela derive o enriquecimento e o desenvolvimento da pessoa humana, a comunicação e o amor”.
No transcorrer da senectude, a sexualidade segue desempenhando um papel importante, mesmo que pese a falta de oportunidades para exercê-la e a marginalização que socialmente sofre a população idosa.
Winn e Newton (1982)[2] usaram arquivos para comparar a sexualidade de idosos em 106 culturas. Concluíram que a continuidade da sexualidade em idosos em muitas sociedades significava que os fatores culturais devem ser a chave determinante para o comportamento sexual. A compreensão da sexualidade no idoso é o que permite que idosos aproveitem a vida sexual.
Sexo muda com a idade – homens[3]
Idosos não conhecem as mudanças no funcionamento sexual relacionados ao envelhecimento, e adotam as atitudes sociais de sexo e atividades sexuais que aprenderam que eram de idosos. Este “conhecimento” aprendido desde infância sobre como deverá ser mais tarde na vida produz muita ansiedade relacionada a expressão da sexualidade. Buscar atividades sexuais sob ansiedade prejudica o desempenho sexual de homens e mulheres, produzindo disfunções sexuais.
A ansiedade e medo advinda da interpretação negativa das mudanças genitais e da função sexual associadas com a idade está na base de muitos problemas vividos pelos mais idosos.
Mudanças genitais e da resposta sexual precisam ser conhecidas por quem envelhece e pelos profissionais de saúde que deles cuidam.
Por exemplo, homens tendem a precisar de mais tempo para obter uma ereção, existe aumento do tempo de ereção pré-ejaculação, diminuição da força da ejaculação, e o aumento do tempo da fase refratária, dificultando a próxima ereção.
Embora a incidência de disfunções sexuais aumentem com a idade, associam-se a problemas de saúde que aumentam com a idade, e não com a idade por si.
Muitas doenças endócrinas, vasculares, e neurológicas podem interferir na função sexual, tanto quanto os medicamentos e cirurgias para os tratamentos. Estes fatores de saúde são mais prevalentes em idosos, o que não deveria surpreender termos mais causas orgânicas para as disfunções sexuais nos idosos.
Os fatores patológicos que afetam a função sexual: doenças cardiovasculares, demência, artrite e cirurgias.[4]
Medicamentos que afetam o sistema nervoso autônomo podem interferir com a função sexual.
Muitas medicações que idosos usam também afetam a sexualidade: anti-hipertensivos, tranqüilizantes, antidepressivos.
Mudanças que ocorrem na fisiologia do homem idoso podem afetar a ereção e a ejaculação.
Estas mudanças não precisam ter um impactos na obtenção de prazer sexual, e não teriam se não fosse a interpretação errada que as pessoas fazem ao ficarem mais velhas.
Conhecer que estas mudanças não são disfuncionais e o auxílio para adaptações na prática sexual são cruciais para a prevenção de disfunções sexuais devido a ansiedade.
Sexo muda com a idade – mulheres
Na mulher idosa os efeitos fisiológicos do envelhecimento que afetam a função sexual devem-se ao decréscimo de circulação de estrogênio após a menopausa.
A velocidade e quantidade de lubrificação vaginal diminui e ocorre uma atrofia geral da vagina. Para muitas mulheres estas mudanças significam a liberdade para explorar a atividade sexual com prazer e sem preocupar-se com a gravidez.
Mudanças Genitais na mulher incluem redução do tamanho do clitóris, da vulva, do tecido labial, diminuição do tamanho do cérvix, útero e ovários, e perda de elasticidade e afinamento da parede vaginal.
Algumas mulheres podem experienciar lubrificação inadequada e coito pode ser doloroso com as paredes vaginais muito finas.
O declínio cognitivo que pode ocorrer em idosos pode influencias a atividade sexual.
A deterioração cognitiva relacionada a desordens de demência pode afetar o comportamento sexual, produzindo problemas no relacionamento do casal.
Sexualidade – comportamentos
Pesquisa com 800 idosos sobre o que sentiam sobre as atividades sexuais revelaram que os idosos definem e expressam a sexualidade de modo mais difuso e variado do que os grupos mais jovens sugerindo que as mudanças na expressão da atividade sexual pode ser mais comum com o avanço da idade.[5]
Comportamento sexual e atitudes sobre sexo no idoso refletem a continuidade dos padrões adquiridos nas duas primeiras décadas de vida.
Aqueles mais ativos na juventude tendem a manter este padrão durante toda a vida.
Atitudes negativas sobre sexo aprendidas na juventude podem produzir interferir na habilidade de obter prazer sexual na terceira idade.
Atividade sexual relaciona-se com comportamento e atitudes sexuais, grau de interesse sexual, e freqüência de atividade sexual anterior.
Outros fatores psicossociais que afetam o funcionamento sexual de idosos: muitos casais com problemas de rotina e vida enfadonha com o relacionamento de longo prazo, relacionamento ou casamento sem amor nas décadas intermediarias minam a possibilidade de condições futuras.[6]
Mudanças no estilo de vida relacionadas a aposentadoria, mudanças e problemas de adaptação, precisam ser considerados.
Com a aposentadoria o homem deixa as atividades percebidas como masculinas o que pode produzir diminuição da auto-estima e afetar o desempenho sexual.
Sanções religiosas que restringem o sexo à reprodução e ignoram a importância da intimidade, amor e prazer sexual na produção do bem estar, negam a importância destas necessidades humanas.
Educação sexual não é apenas para jovens
Conhecimento e atitudes sobre sexualidade influencia as percepções sobre as necessidades sexuais e sentimentos na terceira idade. [7]
Associação entre conhecimento e atitudes sobre sexo na terceira idade.
Intervenções educacionais são necessárias para diminuir mitos, estereótipos e iniciar atitudes positivas a idosos para promover a percepção de que a expressão sexual faz parte da vida independente da idade.
É ampla a evidência que sugere que a educação sexual para idosos conduz a atitudes positivas sobre sexo.
Idosos tem poucas oportunidades de acesso a educação, menos ainda a educação sexual.
Idosos não tem acesso a informações sobre sexualidade e desconhecem o funcionamento sexual.
Nas casas de repouso e serviços geriátricos em que pessoal de saúde tem mais informações sobre sexualidade, os idosos tem atitudes de maior aceitacao sobre sexualidade.
Através do “Aged Sexuality Knowledge and Attitudes Scale (ASKAS)”, um estudo do efeito da intervenção educacional sobre sexualidade em idosos, familiares e profissionais de saúde apontou:[8]
Existe um aumento significativo do conhecimento, das atividades sexuais e satisfação com o sexo, e o desenvolvimento de atitudes mais permissivas após a intervenção educacional de um processo de Educação Sexual aplicado a idosos.
Antes de 1980, a maioria dos sujeitos de pesquisas em sexualidade eram idosos de casas de repouso, produzindo apenas conhecimento limitado a atitudes negativas sobre sexualidade[9].
Estudos sobre profissionais de saúde com idosos mostram que com o aumento de conhecimento deles sobre sexualidade em idosos produzem maior aceitação das atitudes sexuais em idosos.
Assim os psicólogos que se dedicam a atender queixas sexuais podem auxiliar casais mais idosos a compreenderem suas mudanças e poderem mudar idéias errôneas e mudar processos mentais que os conduzem a erros. Assim virá uma felicidade sexual possível e real.
[1]Starr, B.D. (1985). Sexuality and the Aging.American Review of Gerontology and Geriatrics, 5, 97-126.
White, C.B., & Catania, J.A. (1982).Psychoeducational Intervention for Sexuality with the Aged, Family Members of the Aged and People Who Work with the Aged.International Journal of Aging and Human Development, 15, 121-138.
[1]Story, M.D. (1989). Knowledge and Attitudes About the Sexuality of Older Adults Among Retirement Home Residents. Educational Gerontology, 15, 515-526.
[1]Spence, S.H. (1992). Psychosexual Dysfunction in the Elderly.Behaviour Change, 9, 55-64.
IBGE- http://www.ibge.gov.br/seculoxx/estatisticas_populacionais.shtm
[2]Winn, R.L., & Newton, N. (1982). Sexuality and Aging: A Study of 106 Cultures. Archives of Sexual Behavior, 11, 283-298.
[3]Spence, S.H. (1992). Psychosexual Dysfunction in the Elderly.Behaviour Change, 9, 55-64.
Deacon, S., Minichiello, V., & Plummer, D. (1995). Sexuality and Older People: Revisiting the Assumptions. Educational Gerontology, 21, 497-513.
[4]Deacon, S., Minichiello, V., & Plummer, D. (1995). Sexuality and Older People: Revisiting the Assumptions. Educational Gerontology, 21, 497-513.
[5]Starr, B., & Weiner, M.B. (1981).Sex and Sexuality in the Mature Years. New York: Stein & Day.
[6]Garrison, J.E. (1989). Sexual Dysfunction in the Elderly: Causes and Effects. Journal of Psychotherapy and the Family, 5, 149-163.
[7]Hillman, J.L. &Stricker, G. (1994). A Linkage of Knowledge and Attitudes Toward Elderly Sexuality: Not Necessarily a Uniform Relationship. The Gerontologist, 34, 256-260.
Deacon, S., Minichiello, V., & Plummer, D. (1995). Sexuality and Older People: Revisiting the Assumptions. Educational Gerontology, 21, 497-513.
Fonte: Psic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior CRP 06/20610 – GEPIPS – Grupo de Estudos e Pesquisas do Instituto Paulista de Sexualidade - Coordenador de Pesquisas – rua Atalaia, 195 – Perdizes Cep: 01251-060 – São Paulo – SP Brasil www.inpasex.com.br www.oswrod.psc.br – e-mail oswrod@uol.com.br
http://semeandooconhecimento.net/sexualidade-do-casal-idoso/
Postado por Raphael on February 18th, 2011
Sexualidade do Casal Idoso – Atitudes e comportamentos que precisam de educação sexual
Mitos sobre idade e sexualidade
O que mais se fala em nossa cultura sobre a sexualidade em idosos são circunstâncias mitificadas. Vejamos dois mitos contraditórios comuns de se ouvir:
Mito 1- Ao envelhecer, não há qualquer mudança no interesse sexual do homem, nem na resposta ou desempenho sexuais.
Mito 2- Envelhecendo você perde o interesse no sexo e não conseguirá mais fazer sexo.
Esta compreensão sem fundamentação cientifica precisa ser substituída, mas somente o será trazendo esta discussão com quem ainda não atingiu uma idade mais avançada.
O aumento da expectativa de vida no séc. XX mostrou que o número das pessoas com mais de 65 anos tem crescido muito. No ano 2000 tínhamos no Brasil 9.926.472 pessoas com mais de 65 anos. A tendência de aumentar a percentagem já é percebida, fazendo com que as próximas décadas produzam mais habitantes com vida mais prolongada sobrevivendo!
Mesmo com o crescimento da população, mais idosos, pouca atenção tem sido dedicada ao tratamento de disfunções sexuais em idosos, senão até a última década do séc. XX. [1] E mesmo assim esta discussão apenas começou e ainda precisa de muita atenção de profissionais de saúde.
A Organização Mundial da Saúde, a partir de discussões e consultas a grupos de especialistas em sexualidade entre 1974 e 2003, definiu a Saúde Sexual:
“A integração dos aspectos afetivos, somáticos e intelectuais do ser sexuado, de modo tal que dela derive o enriquecimento e o desenvolvimento da pessoa humana, a comunicação e o amor”.
No transcorrer da senectude, a sexualidade segue desempenhando um papel importante, mesmo que pese a falta de oportunidades para exercê-la e a marginalização que socialmente sofre a população idosa.
Winn e Newton (1982)[2] usaram arquivos para comparar a sexualidade de idosos em 106 culturas. Concluíram que a continuidade da sexualidade em idosos em muitas sociedades significava que os fatores culturais devem ser a chave determinante para o comportamento sexual. A compreensão da sexualidade no idoso é o que permite que idosos aproveitem a vida sexual.
Sexo muda com a idade – homens[3]
Idosos não conhecem as mudanças no funcionamento sexual relacionados ao envelhecimento, e adotam as atitudes sociais de sexo e atividades sexuais que aprenderam que eram de idosos. Este “conhecimento” aprendido desde infância sobre como deverá ser mais tarde na vida produz muita ansiedade relacionada a expressão da sexualidade. Buscar atividades sexuais sob ansiedade prejudica o desempenho sexual de homens e mulheres, produzindo disfunções sexuais.
A ansiedade e medo advinda da interpretação negativa das mudanças genitais e da função sexual associadas com a idade está na base de muitos problemas vividos pelos mais idosos.
Mudanças genitais e da resposta sexual precisam ser conhecidas por quem envelhece e pelos profissionais de saúde que deles cuidam.
Por exemplo, homens tendem a precisar de mais tempo para obter uma ereção, existe aumento do tempo de ereção pré-ejaculação, diminuição da força da ejaculação, e o aumento do tempo da fase refratária, dificultando a próxima ereção.
Embora a incidência de disfunções sexuais aumentem com a idade, associam-se a problemas de saúde que aumentam com a idade, e não com a idade por si.
Muitas doenças endócrinas, vasculares, e neurológicas podem interferir na função sexual, tanto quanto os medicamentos e cirurgias para os tratamentos. Estes fatores de saúde são mais prevalentes em idosos, o que não deveria surpreender termos mais causas orgânicas para as disfunções sexuais nos idosos.
Os fatores patológicos que afetam a função sexual: doenças cardiovasculares, demência, artrite e cirurgias.[4]
Medicamentos que afetam o sistema nervoso autônomo podem interferir com a função sexual.
Muitas medicações que idosos usam também afetam a sexualidade: anti-hipertensivos, tranqüilizantes, antidepressivos.
Mudanças que ocorrem na fisiologia do homem idoso podem afetar a ereção e a ejaculação.
Estas mudanças não precisam ter um impactos na obtenção de prazer sexual, e não teriam se não fosse a interpretação errada que as pessoas fazem ao ficarem mais velhas.
Conhecer que estas mudanças não são disfuncionais e o auxílio para adaptações na prática sexual são cruciais para a prevenção de disfunções sexuais devido a ansiedade.
Sexo muda com a idade – mulheres
Na mulher idosa os efeitos fisiológicos do envelhecimento que afetam a função sexual devem-se ao decréscimo de circulação de estrogênio após a menopausa.
A velocidade e quantidade de lubrificação vaginal diminui e ocorre uma atrofia geral da vagina. Para muitas mulheres estas mudanças significam a liberdade para explorar a atividade sexual com prazer e sem preocupar-se com a gravidez.
Mudanças Genitais na mulher incluem redução do tamanho do clitóris, da vulva, do tecido labial, diminuição do tamanho do cérvix, útero e ovários, e perda de elasticidade e afinamento da parede vaginal.
Algumas mulheres podem experienciar lubrificação inadequada e coito pode ser doloroso com as paredes vaginais muito finas.
O declínio cognitivo que pode ocorrer em idosos pode influencias a atividade sexual.
A deterioração cognitiva relacionada a desordens de demência pode afetar o comportamento sexual, produzindo problemas no relacionamento do casal.
Sexualidade – comportamentos
Pesquisa com 800 idosos sobre o que sentiam sobre as atividades sexuais revelaram que os idosos definem e expressam a sexualidade de modo mais difuso e variado do que os grupos mais jovens sugerindo que as mudanças na expressão da atividade sexual pode ser mais comum com o avanço da idade.[5]
Comportamento sexual e atitudes sobre sexo no idoso refletem a continuidade dos padrões adquiridos nas duas primeiras décadas de vida.
Aqueles mais ativos na juventude tendem a manter este padrão durante toda a vida.
Atitudes negativas sobre sexo aprendidas na juventude podem produzir interferir na habilidade de obter prazer sexual na terceira idade.
Atividade sexual relaciona-se com comportamento e atitudes sexuais, grau de interesse sexual, e freqüência de atividade sexual anterior.
Outros fatores psicossociais que afetam o funcionamento sexual de idosos: muitos casais com problemas de rotina e vida enfadonha com o relacionamento de longo prazo, relacionamento ou casamento sem amor nas décadas intermediarias minam a possibilidade de condições futuras.[6]
Mudanças no estilo de vida relacionadas a aposentadoria, mudanças e problemas de adaptação, precisam ser considerados.
Com a aposentadoria o homem deixa as atividades percebidas como masculinas o que pode produzir diminuição da auto-estima e afetar o desempenho sexual.
Sanções religiosas que restringem o sexo à reprodução e ignoram a importância da intimidade, amor e prazer sexual na produção do bem estar, negam a importância destas necessidades humanas.
Educação sexual não é apenas para jovens
Conhecimento e atitudes sobre sexualidade influencia as percepções sobre as necessidades sexuais e sentimentos na terceira idade. [7]
Associação entre conhecimento e atitudes sobre sexo na terceira idade.
Intervenções educacionais são necessárias para diminuir mitos, estereótipos e iniciar atitudes positivas a idosos para promover a percepção de que a expressão sexual faz parte da vida independente da idade.
É ampla a evidência que sugere que a educação sexual para idosos conduz a atitudes positivas sobre sexo.
Idosos tem poucas oportunidades de acesso a educação, menos ainda a educação sexual.
Idosos não tem acesso a informações sobre sexualidade e desconhecem o funcionamento sexual.
Nas casas de repouso e serviços geriátricos em que pessoal de saúde tem mais informações sobre sexualidade, os idosos tem atitudes de maior aceitacao sobre sexualidade.
Através do “Aged Sexuality Knowledge and Attitudes Scale (ASKAS)”, um estudo do efeito da intervenção educacional sobre sexualidade em idosos, familiares e profissionais de saúde apontou:[8]
Existe um aumento significativo do conhecimento, das atividades sexuais e satisfação com o sexo, e o desenvolvimento de atitudes mais permissivas após a intervenção educacional de um processo de Educação Sexual aplicado a idosos.
Antes de 1980, a maioria dos sujeitos de pesquisas em sexualidade eram idosos de casas de repouso, produzindo apenas conhecimento limitado a atitudes negativas sobre sexualidade[9].
Estudos sobre profissionais de saúde com idosos mostram que com o aumento de conhecimento deles sobre sexualidade em idosos produzem maior aceitação das atitudes sexuais em idosos.
Assim os psicólogos que se dedicam a atender queixas sexuais podem auxiliar casais mais idosos a compreenderem suas mudanças e poderem mudar idéias errôneas e mudar processos mentais que os conduzem a erros. Assim virá uma felicidade sexual possível e real.
[1]Starr, B.D. (1985). Sexuality and the Aging.American Review of Gerontology and Geriatrics, 5, 97-126.
White, C.B., & Catania, J.A. (1982).Psychoeducational Intervention for Sexuality with the Aged, Family Members of the Aged and People Who Work with the Aged.International Journal of Aging and Human Development, 15, 121-138.
[1]Story, M.D. (1989). Knowledge and Attitudes About the Sexuality of Older Adults Among Retirement Home Residents. Educational Gerontology, 15, 515-526.
[1]Spence, S.H. (1992). Psychosexual Dysfunction in the Elderly.Behaviour Change, 9, 55-64.
IBGE- http://www.ibge.gov.br/seculoxx/estatisticas_populacionais.shtm
[2]Winn, R.L., & Newton, N. (1982). Sexuality and Aging: A Study of 106 Cultures. Archives of Sexual Behavior, 11, 283-298.
[3]Spence, S.H. (1992). Psychosexual Dysfunction in the Elderly.Behaviour Change, 9, 55-64.
Deacon, S., Minichiello, V., & Plummer, D. (1995). Sexuality and Older People: Revisiting the Assumptions. Educational Gerontology, 21, 497-513.
[4]Deacon, S., Minichiello, V., & Plummer, D. (1995). Sexuality and Older People: Revisiting the Assumptions. Educational Gerontology, 21, 497-513.
[5]Starr, B., & Weiner, M.B. (1981).Sex and Sexuality in the Mature Years. New York: Stein & Day.
[6]Garrison, J.E. (1989). Sexual Dysfunction in the Elderly: Causes and Effects. Journal of Psychotherapy and the Family, 5, 149-163.
[7]Hillman, J.L. &Stricker, G. (1994). A Linkage of Knowledge and Attitudes Toward Elderly Sexuality: Not Necessarily a Uniform Relationship. The Gerontologist, 34, 256-260.
Deacon, S., Minichiello, V., & Plummer, D. (1995). Sexuality and Older People: Revisiting the Assumptions. Educational Gerontology, 21, 497-513.
Fonte: Psic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior CRP 06/20610 – GEPIPS – Grupo de Estudos e Pesquisas do Instituto Paulista de Sexualidade - Coordenador de Pesquisas – rua Atalaia, 195 – Perdizes Cep: 01251-060 – São Paulo – SP Brasil www.inpasex.com.br www.oswrod.psc.br – e-mail oswrod@uol.com.br
http://semeandooconhecimento.net/sexualidade-do-casal-idoso/
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