Os sinais que a mulher dá quando está a fim de transar
Você conhece a moça faz pouco tempo. É a primeira ou a segunda vez que os dois saem juntos. E você não quer forçar a barra para transar. Afinal, corre risco de levar um baita fora e não vê-la mais, para não correr esse risco fique atento aos sinais que ela dá:
SINAL VERMELHO: Ela não está a fim de sexo quando…
- Dribla o seu corpo: você chega mais perto e ela se afasta. Se coloca a mão aqui e ali, ela vai lá e tira. Se dá uma pegada mais forte, ela se esquiva, meio que dizendo: “Ai, espera ai!”.
Fazer o quê? Ir com calma. Talvez seja a hora de ficar nos toques mais sutis. E a cama? Quem sabe um dia desses na esteira de uma (lenta) evolução.
-É categórica: tem hora que a gente não vê (nem escuta) o que a pessoa está dizendo com o corpo todo e até com todas as letras: “Não, não quero”. Isso acontece com muita gente.
SINAL AMARELO: Ela está em cima do muro quando…
- Dá desculpas demais: do tipo “Tenho que dormir mais cedo”. E/ou: “Acabei de lembrar que preciso fazer algo importantíssimo do trabalho”. Claro que pode ser verdade. Mas como é que dá pra saber?
Fazer o quê? Usar o faro. O que você acha? Que ela está se esquivando? Ou se fazendo de difícil? Siga a sua percepção: se acha que ela está dando desculpa, tente numa próxima vez.
- Oscila de humor: numa hora, está rindo. De repente, faz cara de entediada. Ou seja: é uma confusão só.
Fazer o quê? Arriscar ou… deixar pra lá. Ela pode estar indecisa, insegura etc. E dar o fora no último minuto. Você decide: quer correr o risco?
SINAL VERDE: Ela esta a fim quando…
- Diverte-se muito: por exemplo, tudo que você diz provoca nela risadas soltas, gargalhadas etc. E cada vez ela vai ficando mais à vontade com você. Bom sinal: as chances de ela se soltar mais e mais são grandes.
Fazer o quê? Investir. Do seu jeito, com a sua pegada. Bote fé em você! Ela já está fazendo isso, você não acha?
- Corresponde a sua pegada: você chega perto, ela dá corda. Você põe a mão lá e cá, ela deixa e chega mais. Está na cara que o clima esquentou.
Fazer o quê? O que você quiser!!! É só continuar pondo fogo nessa história pra ver no que dá. E o sexo? Será que já não começou a rolar?
BÔNUS: Ela caiu do céu quando…
- É ousada: como? Cada mulher tem seu jeito: umas dão indiretas eróticas, outras fazem convites escancarados… É infinito o jeito de uma mulher seduzir.
Fazer o quê? Entrar na dela, claro. Não era isso que você estava tentando? Então aproveite!
http://dicasdoprofessor.wordpress.com/2010/12/22/vai-rolar-ou-nem-pensar/
domingo, 17 de abril de 2011
Confira 6 maneiras de saber como anda seu relacionamento
Confira 6 maneiras de saber como anda seu relacionamento
Resumo.
Como você lida com o ciúmes do seu parceiro? É resistente às crises de abstinência sexual que acontecem esporadicamente? Toma quais providências para que a sua relação não caia na rotina? Essas são apenas algumas das inúmeras perguntas que podem ser feitas para diagnosticar como está a saúde do seu relacionamento. Muitos casais aparentam ser perfeitos perante a sociedade, mas na realidade já não se suportam mais, estão juntos por conta do costume, da comodidade e até mesmo por medo de ficar sozinho ou de apostar em um novo romance. Confira abaixo 6 maneiras de identificar como está seu relacionamento:
Passos:
1 – Analise se o jogo é aberto: o diálogo sempre é o melhor caminho e por meio dele as coisas se resolvem. É preciso entender que quanto mais sinceridade houver, melhor as coisas irão fluir. O casal precisa conversar abertamente sobre todos os assuntos e ser sincero em todos os momentos por mais que uma das partes fique chateada momentaneamente;
2 – Veja se vocês mantêm a individualidade: lembre-se que antes de existir “nós”, existe “eu”. Em muitos casos, uma das partes abre mão de diversas coisas para se dedicar apenas à pessoa amada. Está errado! Viver experiências individuais faz parte do amadurecimento e crescimento da relação a dois. Um casal que se permite fazer coisas separadas prova que a relação é madura, estável e com muita confiança;
3 – Avalie se vocês se divertem juntos: não há nada mais gostoso do que estar com uma pessoa agradável e de bem com a vida ao lado. É muito importante em algum momento do dia um fazer o outro rir, pois isso fará com que as dificuldades sejam esquecidas por algum momento. Além disso, é uma forma de demonstrar que ambos se curtem e tem prazer de estar juntos;
4 – Verifique como lidam com os problemas sexuais: é mais do que normal em determinado dia uma das partes não estar com vontade de fazer nada seja por indisposição, cansaço, ou outro motivo. O mais importante neste momento é compreender o parceiro e não pensar que está tudo perdido. É possível fazer com que o fogo acenda novamente, mas é preciso que fique claro que ninguém consegue manter a rotina sexual da mesma forma que era no início. Mantenha o diálogo e não deixe que esse seja um dos motivos que afetem o seu relacionamento;
5 - Analise se um faz o outro ser alguém melhor: os relacionamentos de sucesso, são, geralmente, aqueles em que um ajuda o outro a brilhar e isso fortalece e solidifica a relação, já que esse suporte faz com que ambos amadureçam emocionalmente, profissionalmente e sexualmente. É fundamental que um torça pelo outro e que em nenhum momento haja competição;
6 - Veja se vocês cuidam da relação: fazer manutenção nunca é demais, portanto, elogie o seu parceiro, diga que ama sempre que sentir vontade, dê presentes fora de datas comemorativas, faça carinho enquanto assistem televisão, façam refeições juntos, enfim, valorize a pessoa que está ao seu lado.
Importante:
Se você detectar que está com problemas em seu relacionamento tente conversar com seu parceiro e resolver o problema, mas, se não funcionar, procure ajuda de um profissional, como por exemplo, um psicólogo.
http://dicasdoprofessor.wordpress.com/2011/01/24/6-maneiras-de-saber-como-anda-seu-relacionamento/
Resumo.
Como você lida com o ciúmes do seu parceiro? É resistente às crises de abstinência sexual que acontecem esporadicamente? Toma quais providências para que a sua relação não caia na rotina? Essas são apenas algumas das inúmeras perguntas que podem ser feitas para diagnosticar como está a saúde do seu relacionamento. Muitos casais aparentam ser perfeitos perante a sociedade, mas na realidade já não se suportam mais, estão juntos por conta do costume, da comodidade e até mesmo por medo de ficar sozinho ou de apostar em um novo romance. Confira abaixo 6 maneiras de identificar como está seu relacionamento:
Passos:
1 – Analise se o jogo é aberto: o diálogo sempre é o melhor caminho e por meio dele as coisas se resolvem. É preciso entender que quanto mais sinceridade houver, melhor as coisas irão fluir. O casal precisa conversar abertamente sobre todos os assuntos e ser sincero em todos os momentos por mais que uma das partes fique chateada momentaneamente;
2 – Veja se vocês mantêm a individualidade: lembre-se que antes de existir “nós”, existe “eu”. Em muitos casos, uma das partes abre mão de diversas coisas para se dedicar apenas à pessoa amada. Está errado! Viver experiências individuais faz parte do amadurecimento e crescimento da relação a dois. Um casal que se permite fazer coisas separadas prova que a relação é madura, estável e com muita confiança;
3 – Avalie se vocês se divertem juntos: não há nada mais gostoso do que estar com uma pessoa agradável e de bem com a vida ao lado. É muito importante em algum momento do dia um fazer o outro rir, pois isso fará com que as dificuldades sejam esquecidas por algum momento. Além disso, é uma forma de demonstrar que ambos se curtem e tem prazer de estar juntos;
4 – Verifique como lidam com os problemas sexuais: é mais do que normal em determinado dia uma das partes não estar com vontade de fazer nada seja por indisposição, cansaço, ou outro motivo. O mais importante neste momento é compreender o parceiro e não pensar que está tudo perdido. É possível fazer com que o fogo acenda novamente, mas é preciso que fique claro que ninguém consegue manter a rotina sexual da mesma forma que era no início. Mantenha o diálogo e não deixe que esse seja um dos motivos que afetem o seu relacionamento;
5 - Analise se um faz o outro ser alguém melhor: os relacionamentos de sucesso, são, geralmente, aqueles em que um ajuda o outro a brilhar e isso fortalece e solidifica a relação, já que esse suporte faz com que ambos amadureçam emocionalmente, profissionalmente e sexualmente. É fundamental que um torça pelo outro e que em nenhum momento haja competição;
6 - Veja se vocês cuidam da relação: fazer manutenção nunca é demais, portanto, elogie o seu parceiro, diga que ama sempre que sentir vontade, dê presentes fora de datas comemorativas, faça carinho enquanto assistem televisão, façam refeições juntos, enfim, valorize a pessoa que está ao seu lado.
Importante:
Se você detectar que está com problemas em seu relacionamento tente conversar com seu parceiro e resolver o problema, mas, se não funcionar, procure ajuda de um profissional, como por exemplo, um psicólogo.
http://dicasdoprofessor.wordpress.com/2011/01/24/6-maneiras-de-saber-como-anda-seu-relacionamento/
Como conquistar qualquer homem
Como conquistar qualquer homem
Que tal aprender a arte da conquista com sotaque francês? A escritora Jamie Cat Callan, autora do recém-lançado livro Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas, passou vários meses viajando pelo país mais sexy da Europa e desvendou os segredos das francesas para fazer um homem dizer je t’aime mais rápido do que bonjour. Pronta para experimentar? C’est fantastique!
Dalila Magarian
Quem nunca se perguntou como as francesas conseguem ser assim tão chiques, elegantes e, principalmente, sedutoras que atire o primeiro croissant! As atrizes Audrey Tatou, Juliette Binoche, Marion Cottilard, Isabelle Adjani e até a ninfeta Emma Watson (que, oui, nasceu em Paris) não apenas freqüentam o imaginário masculino como estão sempre bem acompanhadas. O que, afinal, explica esse je ne sais quoi que aparentemente só as francesas têm? A escritora americana Jamie Cat Callan, colaboradora do jornal americano The New York Times, decidiu investir nessa pesquisa. Neta de uma legítima naturelle de France, ela atravessou o Atlântico a fim de importar a receita e escreveu Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas (Objetiva), recheado de conselhos para engatar um affair de sucesso. O grande trunfo é revelar o que elas, as francesas, fazem para encontrar um bom partido, aumentar o sex appeal e conquistar os homens que querem – sem tirar a roupa. Casada pela segunda vez (com um cientista que conheceu em uma de suas aulas sobre escrita criativa), Jamie garante aplicar em casa o que aprendeu – e isso inclui usar uma bela lingerie todos os dias. Boa aula!
Que palavra melhor descreve a mulher francesa?
Eu diria confiante! Todo o resto – o mistério, o carisma e o charme – é consequência. A francesa também cultiva um “ jardim secreto”. Pode ser um estado mental ou um lugar inventado para sonhar acordada ou um caso amoroso que ninguém mais imagine ou mesmo um longo banho de espuma. Visitar esse jardin secret restaura a confiança e a sensação de independência e poder.
Por que você afirma que o espelho é uma das ferramentas mais poderosas para uma mulher?
Ao contemplar com muita atenção o seu reflexo, você tem a chance de enxergar seu rosto e corpo de forma objetiva e de perceber quais as cores e o estilo de roupa que real mente combinam com você. As atrizes agem assim o tempo inteiro e por isso conseguem ser tão carismáticas. Elas sabem exatamente o que as torna mais desejáveis e bonitas, e não levam em conta apenas o que está na moda.
Seduzir qualquer homem – isso é um sonho possível?
Para as francesas, seduzir significa algo maior e mais amplo do que simplesmente a noção de amor romântico. A França é um país onde até mesmo uma saída simples para comprar legumes frescos pode ser motivo para exercitar a sedução. Espera-se que você seja charmosa e entabule uma conversa com o quitandeiro para conseguir o melão mais maduro, por exemplo. Parece banal, mas raciocinar dessa maneira abre mil novas possibilidades de conquista.
Que outros segredos as francesas têm?
Para elas, menos é mais. Escolhem roupas de tons neutros e acrescentam acessórios de cores lindas ou joias originais ou vintage. Também praticam a arte da dissimulação – gostam de exibir só um atributo físico de cada vez. Sabem fazer isso com a maquiagem também – se realçam os olhos com rímel, delineador e sombra, suavizam os lábios e vice-versa. Os homens ficam curiosos para descobrir quem realmente é aquela mulher.
Você escreveu um capítulo inteiro sobre a importância da lingerie. Que diferença ela faz na hora de conhecer um homem?
A mulher francesa usa belas lingeries para si mesma e não para o homem – embora ele vá curtir na hora certa. É um poder delicioso e secreto, que desperta a sensualidade e faz com que ela se sinta maravilhosa. Também cria uma aura de mistério que poucos sabem de onde vem. É uma lição para todas nós.
No livro, você diz que promover jantares é uma das melhores táticas para conhecer alguém especial. Por quê?
Um jantar em grupo é o disfarce perfeito para uma mulher que quer conhecer melhor um homem antes de se envolver amorosamente com ele. Ela consegue mostrar como é inteligente, sua habilidade na cozinha ou, simplesmente, vestir uma bela roupa e ser admirada. As francesas convidam os colegas de trabalho e pedem que levem alguém para apresentar ao grupo. Ou sugerem a uma amiga ou conhecida trazer um primo ou alguém do curso de dança. Para elas, todo dia pode ser festivo e uma oportunidade de usufruir boa comida, amizade e conversa animada. E até o final da noite alguém interessante pode se aproximar delas.
O que as brasileiras podem fazer além de promover jantares, ainda ao estilo francês?
As francesas se reúnem em grupos.mistos, muitas vezes em cafés e bistrôs, para tomar
vinho, ou até mesmo para passear no parque. Com certeza as brasileiras podem adaptar isso à sua realidade. Conhecer um homem quando se está num contexto coletivo ajuda a ganhar tempo para decidir se realmente deseja encontrá-lo em particular.
Aonde mais ir a fim de conhecer bons partidos?
Caminhe por sua cidade tanto quanto possível. Você nunca sabe quem poderá conhecer enquanto olha vitrines ou visita um museu. Frequente eventos, vá a shows, saia para dançar. Converse com quem estiver ao seu lado. Aquela senhora idosa no supermercado pode ter um filho perfeito para você! Não esconda seu charme. Ao contrário, deixe esse botão ligado o tempo inteiro. Mantenha-se encantadora todos os dias. Alguém pode estar de olho sem que você se dê conta.
Como funcionam os encontros a dois?
A francesa não quer que o homem saiba se ela pensa nele como um amigo ou um amante em potencial. Por isso, prefere marcar um local ao ar livre para passearem juntos e se conhecerem. Para os franceses em geral, o conceito de encontro tradicional não existe. Quando um casal fica a sós, é para fazer uma caminhada ou pedalar. Isso ajuda a amenizar o aspecto “entrevista” de um encontro formal. Ela deixa essa amizade florescer até que esteja a fim de transformá-la em outra coisa.
Sexo no primeiro encontro. Sim ou não?
As mulheres francesas não costumam fazer sexo no primeiro contato, justamente porque elas não marcam encontros! Preferem conhecer um homem quando estão em grupo, seja durante um concerto, numa festa, seja em qualquer outro local de convivência antes de chegar aos finalmentes. Elas também acreditam que uma conexão sexual imediata não leva a um amor duradouro. Se você deseja um relacionamento verdadeiro, espere.
O que podem fazer as mulheres que se sentem pouco jovens ou menos atraentes?
Os franceses usam a expressão jolie-laide, que significa bela, mas de maneira não tradicional. Mesmo quem não possui uma beleza clássica pode parecer linda se tiver algo incomum. Penélope Cruz tem um nariz grande e é muito sexy. Na França, as mulheres mais velhas também são admiradas sem precisar se vestir como adolescentes. Elas se cuidam e valorizam o charme da experiência.
Como criar aquela aura de mistério tão tipicamente francesa?
Experimente usar uma echarpe em um local público e puxá-la de seu pescoço lentamente, como quem faz um strip-tease. Você notará vários homens fascinados por seus movimentos. As francesas também gostam de usar óculos. Fazem com que pareçam inteligentes, mas também densas e interessantes. Autoconfiança é mesmo a palavra-chave para encontrar alguém para amar? Sentir-se feliz consigo mesma funciona como um ímã para o romance e o amor. Isso acontece quando você cuida mais de si mesma e não se comporta como uma necessitada. A autoconfiança deixa a mulher livre para procurar um homem não para completá-la, mas para compartilhar toda a vida.
Como você aplica essas “lições de francês” em seu casamento?
Uso lingerie bonita todo dia e não apenas em ocasiões especiais. Também faço tudo para manter um certo ar de mistério. Tenho o próprio estúdio de trabalho e minha privacidade. Também não revelo para meu marido cada pequena coisa que faço ou penso. Cuido para sairmos em grupo de homens e mulheres de vez em quando, não para enciumá-lo, mas lembrá-lo de que sou atraente e os homens me notam.
O que você diria à mulher que está frustrada e a ponto de desistir do verdadeiro amor?
Jamais desista! Apenas tire umas férias. Aproveite esse tempo para descobrir o que deixa você forte, feliz, sexy. Se possível, faça uma linda viagem. Quando se está em um lugar novo, somos naturalmente curiosas e abertas; por sua vez, as pessoas também se tornam curiosas a nosso respeito. Aprenda outra língua. Leia bons livros. Descanse. Compre vários conjuntos de lingerie. Uma vez que tenha redescoberto seu verdadeiro eu, terá reconstruído sua confiança e autoestima. Et voilà!
Como ser uma francesa sem morar na França
Cinco recomendações de Jamie Callan para você nunca mais ir para a cama sozinha!
1. Saia da internet As francesas conhecem homens no mundo real. Elas conversam com todos, olhando bem nos olhos. É assim que aumentam suas possibilidades.
2. Ame seu corpo Um dos segredos para cultivar o amor-próprio é usar loções e cremes cheirosos. É o truque do andar confiante delas!
3. Vive la différence Use roupas femininas no trabalho, experimente viajar de saia e botas – você vai descobrir alguém para ajudar a carregar até aquela mala pesada!
4. Dê uma festa Convide velhos e novos amigos. Não conte a nenhum homem que tem planos para ele. Deixe- o no escuro, tentando adivinhar.
5. Cozinhe As francesas já sabem há séculos e nós não acreditávamos, mas o caminho para o coração de um homem passa pelo estômago.
http://claudia.abril.com.br/materias/4799/?pagina1&sh=26&cnl=11&sc=
Que tal aprender a arte da conquista com sotaque francês? A escritora Jamie Cat Callan, autora do recém-lançado livro Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas, passou vários meses viajando pelo país mais sexy da Europa e desvendou os segredos das francesas para fazer um homem dizer je t’aime mais rápido do que bonjour. Pronta para experimentar? C’est fantastique!
Dalila Magarian
Quem nunca se perguntou como as francesas conseguem ser assim tão chiques, elegantes e, principalmente, sedutoras que atire o primeiro croissant! As atrizes Audrey Tatou, Juliette Binoche, Marion Cottilard, Isabelle Adjani e até a ninfeta Emma Watson (que, oui, nasceu em Paris) não apenas freqüentam o imaginário masculino como estão sempre bem acompanhadas. O que, afinal, explica esse je ne sais quoi que aparentemente só as francesas têm? A escritora americana Jamie Cat Callan, colaboradora do jornal americano The New York Times, decidiu investir nessa pesquisa. Neta de uma legítima naturelle de France, ela atravessou o Atlântico a fim de importar a receita e escreveu Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas (Objetiva), recheado de conselhos para engatar um affair de sucesso. O grande trunfo é revelar o que elas, as francesas, fazem para encontrar um bom partido, aumentar o sex appeal e conquistar os homens que querem – sem tirar a roupa. Casada pela segunda vez (com um cientista que conheceu em uma de suas aulas sobre escrita criativa), Jamie garante aplicar em casa o que aprendeu – e isso inclui usar uma bela lingerie todos os dias. Boa aula!
Que palavra melhor descreve a mulher francesa?
Eu diria confiante! Todo o resto – o mistério, o carisma e o charme – é consequência. A francesa também cultiva um “ jardim secreto”. Pode ser um estado mental ou um lugar inventado para sonhar acordada ou um caso amoroso que ninguém mais imagine ou mesmo um longo banho de espuma. Visitar esse jardin secret restaura a confiança e a sensação de independência e poder.
Por que você afirma que o espelho é uma das ferramentas mais poderosas para uma mulher?
Ao contemplar com muita atenção o seu reflexo, você tem a chance de enxergar seu rosto e corpo de forma objetiva e de perceber quais as cores e o estilo de roupa que real mente combinam com você. As atrizes agem assim o tempo inteiro e por isso conseguem ser tão carismáticas. Elas sabem exatamente o que as torna mais desejáveis e bonitas, e não levam em conta apenas o que está na moda.
Seduzir qualquer homem – isso é um sonho possível?
Para as francesas, seduzir significa algo maior e mais amplo do que simplesmente a noção de amor romântico. A França é um país onde até mesmo uma saída simples para comprar legumes frescos pode ser motivo para exercitar a sedução. Espera-se que você seja charmosa e entabule uma conversa com o quitandeiro para conseguir o melão mais maduro, por exemplo. Parece banal, mas raciocinar dessa maneira abre mil novas possibilidades de conquista.
Que outros segredos as francesas têm?
Para elas, menos é mais. Escolhem roupas de tons neutros e acrescentam acessórios de cores lindas ou joias originais ou vintage. Também praticam a arte da dissimulação – gostam de exibir só um atributo físico de cada vez. Sabem fazer isso com a maquiagem também – se realçam os olhos com rímel, delineador e sombra, suavizam os lábios e vice-versa. Os homens ficam curiosos para descobrir quem realmente é aquela mulher.
Você escreveu um capítulo inteiro sobre a importância da lingerie. Que diferença ela faz na hora de conhecer um homem?
A mulher francesa usa belas lingeries para si mesma e não para o homem – embora ele vá curtir na hora certa. É um poder delicioso e secreto, que desperta a sensualidade e faz com que ela se sinta maravilhosa. Também cria uma aura de mistério que poucos sabem de onde vem. É uma lição para todas nós.
No livro, você diz que promover jantares é uma das melhores táticas para conhecer alguém especial. Por quê?
Um jantar em grupo é o disfarce perfeito para uma mulher que quer conhecer melhor um homem antes de se envolver amorosamente com ele. Ela consegue mostrar como é inteligente, sua habilidade na cozinha ou, simplesmente, vestir uma bela roupa e ser admirada. As francesas convidam os colegas de trabalho e pedem que levem alguém para apresentar ao grupo. Ou sugerem a uma amiga ou conhecida trazer um primo ou alguém do curso de dança. Para elas, todo dia pode ser festivo e uma oportunidade de usufruir boa comida, amizade e conversa animada. E até o final da noite alguém interessante pode se aproximar delas.
O que as brasileiras podem fazer além de promover jantares, ainda ao estilo francês?
As francesas se reúnem em grupos.mistos, muitas vezes em cafés e bistrôs, para tomar
vinho, ou até mesmo para passear no parque. Com certeza as brasileiras podem adaptar isso à sua realidade. Conhecer um homem quando se está num contexto coletivo ajuda a ganhar tempo para decidir se realmente deseja encontrá-lo em particular.
Aonde mais ir a fim de conhecer bons partidos?
Caminhe por sua cidade tanto quanto possível. Você nunca sabe quem poderá conhecer enquanto olha vitrines ou visita um museu. Frequente eventos, vá a shows, saia para dançar. Converse com quem estiver ao seu lado. Aquela senhora idosa no supermercado pode ter um filho perfeito para você! Não esconda seu charme. Ao contrário, deixe esse botão ligado o tempo inteiro. Mantenha-se encantadora todos os dias. Alguém pode estar de olho sem que você se dê conta.
Como funcionam os encontros a dois?
A francesa não quer que o homem saiba se ela pensa nele como um amigo ou um amante em potencial. Por isso, prefere marcar um local ao ar livre para passearem juntos e se conhecerem. Para os franceses em geral, o conceito de encontro tradicional não existe. Quando um casal fica a sós, é para fazer uma caminhada ou pedalar. Isso ajuda a amenizar o aspecto “entrevista” de um encontro formal. Ela deixa essa amizade florescer até que esteja a fim de transformá-la em outra coisa.
Sexo no primeiro encontro. Sim ou não?
As mulheres francesas não costumam fazer sexo no primeiro contato, justamente porque elas não marcam encontros! Preferem conhecer um homem quando estão em grupo, seja durante um concerto, numa festa, seja em qualquer outro local de convivência antes de chegar aos finalmentes. Elas também acreditam que uma conexão sexual imediata não leva a um amor duradouro. Se você deseja um relacionamento verdadeiro, espere.
O que podem fazer as mulheres que se sentem pouco jovens ou menos atraentes?
Os franceses usam a expressão jolie-laide, que significa bela, mas de maneira não tradicional. Mesmo quem não possui uma beleza clássica pode parecer linda se tiver algo incomum. Penélope Cruz tem um nariz grande e é muito sexy. Na França, as mulheres mais velhas também são admiradas sem precisar se vestir como adolescentes. Elas se cuidam e valorizam o charme da experiência.
Como criar aquela aura de mistério tão tipicamente francesa?
Experimente usar uma echarpe em um local público e puxá-la de seu pescoço lentamente, como quem faz um strip-tease. Você notará vários homens fascinados por seus movimentos. As francesas também gostam de usar óculos. Fazem com que pareçam inteligentes, mas também densas e interessantes. Autoconfiança é mesmo a palavra-chave para encontrar alguém para amar? Sentir-se feliz consigo mesma funciona como um ímã para o romance e o amor. Isso acontece quando você cuida mais de si mesma e não se comporta como uma necessitada. A autoconfiança deixa a mulher livre para procurar um homem não para completá-la, mas para compartilhar toda a vida.
Como você aplica essas “lições de francês” em seu casamento?
Uso lingerie bonita todo dia e não apenas em ocasiões especiais. Também faço tudo para manter um certo ar de mistério. Tenho o próprio estúdio de trabalho e minha privacidade. Também não revelo para meu marido cada pequena coisa que faço ou penso. Cuido para sairmos em grupo de homens e mulheres de vez em quando, não para enciumá-lo, mas lembrá-lo de que sou atraente e os homens me notam.
O que você diria à mulher que está frustrada e a ponto de desistir do verdadeiro amor?
Jamais desista! Apenas tire umas férias. Aproveite esse tempo para descobrir o que deixa você forte, feliz, sexy. Se possível, faça uma linda viagem. Quando se está em um lugar novo, somos naturalmente curiosas e abertas; por sua vez, as pessoas também se tornam curiosas a nosso respeito. Aprenda outra língua. Leia bons livros. Descanse. Compre vários conjuntos de lingerie. Uma vez que tenha redescoberto seu verdadeiro eu, terá reconstruído sua confiança e autoestima. Et voilà!
Como ser uma francesa sem morar na França
Cinco recomendações de Jamie Callan para você nunca mais ir para a cama sozinha!
1. Saia da internet As francesas conhecem homens no mundo real. Elas conversam com todos, olhando bem nos olhos. É assim que aumentam suas possibilidades.
2. Ame seu corpo Um dos segredos para cultivar o amor-próprio é usar loções e cremes cheirosos. É o truque do andar confiante delas!
3. Vive la différence Use roupas femininas no trabalho, experimente viajar de saia e botas – você vai descobrir alguém para ajudar a carregar até aquela mala pesada!
4. Dê uma festa Convide velhos e novos amigos. Não conte a nenhum homem que tem planos para ele. Deixe- o no escuro, tentando adivinhar.
5. Cozinhe As francesas já sabem há séculos e nós não acreditávamos, mas o caminho para o coração de um homem passa pelo estômago.
http://claudia.abril.com.br/materias/4799/?pagina1&sh=26&cnl=11&sc=
Pais que trabalham fora relatam falta de disposição para o sexo
Sexo | 30/03/2011 14h35min
Pais que trabalham fora relatam falta de disposição para o sexo
Uma grande parcela deles sequer têm energia para o romantismo
A maioria dos casais que trabalham fora vai concordar que balancear as longas horas no escritório com a vida de família pode demandar um certo malabarismo. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, uma grande parcela deles sequer têm energia para o romantismo, com seis em cada dez relatando muito cansaço. O estudo revelou que as horas para a família, a vida social e os cuidados com o corpo também sofrem, porque os casais não conseguem encontrar um equilíbrio com a vida profissional.
A votação realizada com seis mil famílias americanas pelo site "Care.com" revelou que 25% deixariam seus empregos para ganhar menos se pudessem ter mais flexibilidade em suas vidas, revelou reportagem publicada no site "Daily Mail".
- Apesar do sucesso profissional, nosso trabalho está impactando nossas vidas pessoais de uma forma não saudável - explicou a editora do Care.com, Wendy Sachs. - O stress mata a libido.
A pesquisa indicou também que o período mais estressante para os pais são os anos antes de os filhos entrarem na escola.
Dos 34% que têm babás em casa, 62% disseram ser estressante quando algo inesperado acontece, como quando a ajudante não pode ir trabalhar ou quando as aulas são suspensas inesperadamente. Sachs sugere que os pais que trabalham fora, principalmente as mães, procurem ter um tempo para eles mesmos, para reduzir os níveis de estresse e se sentirem mais preparados psicologicamente para serem presentes com a família.
O GLOBO
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3257532,Pais-que-trabalham-fora-relatam-falta-de-disposicao-para-o-sexo.html
Pais que trabalham fora relatam falta de disposição para o sexo
Uma grande parcela deles sequer têm energia para o romantismo
A maioria dos casais que trabalham fora vai concordar que balancear as longas horas no escritório com a vida de família pode demandar um certo malabarismo. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, uma grande parcela deles sequer têm energia para o romantismo, com seis em cada dez relatando muito cansaço. O estudo revelou que as horas para a família, a vida social e os cuidados com o corpo também sofrem, porque os casais não conseguem encontrar um equilíbrio com a vida profissional.
A votação realizada com seis mil famílias americanas pelo site "Care.com" revelou que 25% deixariam seus empregos para ganhar menos se pudessem ter mais flexibilidade em suas vidas, revelou reportagem publicada no site "Daily Mail".
- Apesar do sucesso profissional, nosso trabalho está impactando nossas vidas pessoais de uma forma não saudável - explicou a editora do Care.com, Wendy Sachs. - O stress mata a libido.
A pesquisa indicou também que o período mais estressante para os pais são os anos antes de os filhos entrarem na escola.
Dos 34% que têm babás em casa, 62% disseram ser estressante quando algo inesperado acontece, como quando a ajudante não pode ir trabalhar ou quando as aulas são suspensas inesperadamente. Sachs sugere que os pais que trabalham fora, principalmente as mães, procurem ter um tempo para eles mesmos, para reduzir os níveis de estresse e se sentirem mais preparados psicologicamente para serem presentes com a família.
O GLOBO
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3257532,Pais-que-trabalham-fora-relatam-falta-de-disposicao-para-o-sexo.html
Movimento assexual traz à tona outra forma de encarar o desejo físico
Sexo | 03/04/2011 17h10min
Movimento assexual traz à tona outra forma de encarar o desejo físico
Grupo que despreza os prazeres da carne troca experiência em comunidades virtuais
Quase um desconhecido, o conceito motiva zombaria antes das devidas apresentações. Pouco discutido e entendido , dificulta até mesmo a busca de um verbo para classificá-lo: abdicar, negar, renunciar, desdenhar. O que faz, afinal, quem decide viver sem sexo, abdicando da prática, negando o desejo, renunciando ao prazer, desdenhando de relações tradicionalmente alicerçadas em um instinto tão primitivo? Mais à vontade em comunidades virtuais, os assexuais trocam o peso do preconceito pelo alívio do entendimento entre iguais.
"Não sinto desejo ou necessidade de fazer sexo. Não me sinto atraído por homens nem mulheres. É absurdamente confuso, já que ser gay significa sentir atração pelo mesmo sexo — não é o meu caso — e ser heterossexual é desejar o sexo oposto — o que também não ocorre comigo. Resta-me uma opção: assexualidade. Mas nem sei se isso existe...", diz um depoimento em uma discussão na Internet.
Deve-se pontuar uma diferença fundamental: assexualidade não é celibato, a abstinência atrelada a crenças e práticas religiosas. Mas isso não torna a tarefa menos complexa: afirmar-se assexual é negar, na opinião de especialistas, traços inatos da espécie humana.
— A sexualidade faz parte da construção da identidade. As pessoas não aceitam a possibilidade de alguém abrir mão do sexo, que é algo que proporciona tanto prazer e é tão valorizado. Mas é mais comum do que a gente imagina — afirma Lina Wainberg, terapeuta de casal e família e doutora em Psicologia, que avaliou em sua tese na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a satisfação sexual e a intimidade marital de 800 casais.
Escolha ou problema sexual
A inexistência de atração sexual pode não ser uma simples escolha ou interpretação do que o corpo não consegue sentir. Há enfermidades e disfunções que comprometem a libido — tratáveis, permitem que a pessoa retome ou inicie uma vida sexual saudável.
— A pessoa pode ter vivenciado algo ruim, um abuso, uma repressão, uma decepção erótico-afetiva. Pode ter medo de se comprometer com a intimidade de alguém. Será que ela está, de fato, optando por isso ou escondendo alguma dificuldade? — questiona a terapeuta de casal e família Juliana Garcia.
Na ânsia de encontrar um diagnóstico que justifique a pouca empolgação, não se pode desconsiderar que o que à primeira vista parece problema pode não passar de um descompasso.
— Um casal que transa bastante pode passar por períodos sem sexo devido a problemas ou a outras interferências. O importante é que os dois se satisfaçam —esclarece Juliana.
Elisabete Regina Baptista de Oliveira, pedagoga, trata da assexualidade entre jovens em sua tese de doutorado pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP):
— A possibilidade da assexualidade como orientação sexual questiona uma das certezas históricas da ciência: a de que o desejo é universal, todo ser humano tem que sentir ou é necessariamente portador de algum problema. A recente visibilidade dos indivíduos que afirmam não sentir desejo ou atração sexual, sem que isso lhes cause angústia ou desconforto, traz à ciência o desafio de estudar a sexualidade e a assexualidade, a partir de novos paradigmas.
A Asexual Visibility and Education Network (Aven), maior comunidade de assexuais do mundo, foi fundada nos Estados Unidos em 2001 e reúne mais de 30 mil integrantes. Disponibiliza material em 13 idiomas e é referência no tema, o que aumentou o interesse de pesquisadores no exterior na última década. Por aqui, o debate ainda é incipiente.
— Os assexuais brasileiros existem, mas estão confinados às comunidades virtuais, principalmente no Orkut. Ainda não temos um movimento assexual — diz a pesquisadora.
— Assexualidade não é escolha, não é decisão, é um modo de ser. Não diz respeito ao comportamento sexual, mas a uma identidade.
Abdicar o sexo?
Como o movimento ainda se delineia, o ato de assumir-se assexual é corajoso. Vale a comparação:
— Hoje, ser assexual é mais difícil de admitir do que ser homossexual. É abdicar por completo de um prazer. Não é desviar, como alguns acreditam: é abdicar — comenta a terapeuta Lina Wainberg.
— Se isso (o sexo) gera muito mais sofrimento do que prazer, pode ser uma escolha saudável.
Se forem descartadas possíveis enfermidades e alterações hormonais, a psicóloga e terapeuta sexual Lúcia Pesca julga inviável a anulação das sensações que impulsionam a busca da satisfação sexual e tudo que dela decorre.
— É impossível que alguém não tenha uma fantasia. Acho impossível não sentir vontade. Tudo que a gente estuda a vida inteira, neurológica e hormonalmente, não nos deixa explicar isso — protesta Lúcia.
Membros da comunidade quase invisível dos que desprezam os prazeres da carne não deixam de ser espirituosos. Sites internacionais, como o da Aven, comercializam camisetas, canecas, bandeiras — o símbolo do movimento são listras horizontais em
preto, cinza, branco e roxo. "Assexuais se divertem mais" e "Nada de sexo, por favor" estão entre as frases de efeito. Versões adaptadas de sites de namoro propagandeiam a possibilidade de encontrar alguém, apaixonar-se e viver as delícias de um amor... platônico. Cada um na sua, sem chegar muito perto.
"Nos sentimos como ETs"
Comerciante e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal de Pernambuco, Júlio Manoel Neto é uma das raras figuras dispostas a falar abertamente sobre o tema. Soube que era diferente na adolescência, quando não partilhava do interesse dos amigos pela descoberta do sexo. Hoje, aos 20 anos, descobriu que há mais gente que pensa como ele e criou um blog, em que posta reflexões sobre o que chama de "era sexual".
"Sempre pensei diferente das outras pessoas e não via problema no meu desinteresse pelo sexo. O problema é o sentimento de que estamos fora do mundo. Nos sentimos como ETs, com a sensação de que estamos errados. Não imaginava que isso pudesse ser simplesmente normal, como qualquer outra forma de se relacionar. Até que descobri que outras pessoas também pensavam e sentiam como eu. Percebi como é importante discutir esse modelo de sociedade voltado para o culto do sexo.
Como minha opinião foi formada desde cedo e sempre tive certeza de quem sou, nunca me obriguei a fazer sexo somente para satisfazer uma convenção social. Pelo contrário, aprendi a construir relacionamentos sem sexo. Hoje não tenho namoros convencionais, o que não significa que não tenha relacionamentos. Sou livre com minha afetividade. A maior parte dos assexuais, no entanto, faz sexo por não saber que existe a alternativa de, simplesmente, não fazer.
Para tornar isso mais claro para as pessoas e fomentar a discussão, criei o blog e hospedei em um site sobre o tema, feito por uma amiga. Não pregamos bandeiras como a virgindade ou abstinência por questões morais ou religiosas. Simplesmente concordamos que o culto ao sexo que existe atualmente não é o único caminho. É possível, se for a vontade do indivíduo, ver a realidade de uma outra forma, sem a conotação sexual."
Estereótipo premiado
Gênio da física e antissocial orgulhoso, Sheldon Cooper imprime humor ao estereótipo dos assexuados. Personagem que valeu a Jim Parsons o Globo de Ouro deste ano de melhor ator de comédia no seriado The Big Bang Theory, uma das comédias americanas de maior sucesso na atualidade (exibida no Brasil pelo canal a cabo Warner), Sheldon despreza toda forma de interação social afetiva ou sexual, então, nem se fala.
Restringe o convívio aos três amigos mais próximos e à vizinha bonitona, Penny (Kaley Cuoco), a única da turma que não é vidrada em quadrinhos, videogames e fórmulas complexas e vive a lhe despertar suspiros inconformados e olhos revirados em desapontamento.
Ao contrário de Leonard (Johnny Galecki), Howard (Simon Helberg) e Raj (Kunal Nayyar), que tentam furar a barreira que separa o universo geek das simples mortais e ensaiam alguns desastrados flertes, Sheldon não suporta a mais sutil referência a qualquer tipo de contato carnal, de um aperto de mão a — o horror, o horror — um beijo. "Procriação", só se for com uma mãozinha da ciência e da fertilização in vitro, e apenas para perpetuar seu brilhantismo.
O físico inicia um "namoro" com a igualmente enfastiada Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik), neurocientista sem o mínimo de feminilidade ou vaidade, que parece ser o seu improvável par perfeito. Ainda que carregado nas tintas de uma deliciosa comédia, o programa encampa a bandeira de quem acha que o mundo é muito mais interessante quando se mantém uma segura e asséptica distância dos outros.
LARISSA ROSO
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3260367,Movimento-assexual-traz-a-tona-outra-forma-de-encarar-o-desejo-fisico.html
Movimento assexual traz à tona outra forma de encarar o desejo físico
Grupo que despreza os prazeres da carne troca experiência em comunidades virtuais
Quase um desconhecido, o conceito motiva zombaria antes das devidas apresentações. Pouco discutido e entendido , dificulta até mesmo a busca de um verbo para classificá-lo: abdicar, negar, renunciar, desdenhar. O que faz, afinal, quem decide viver sem sexo, abdicando da prática, negando o desejo, renunciando ao prazer, desdenhando de relações tradicionalmente alicerçadas em um instinto tão primitivo? Mais à vontade em comunidades virtuais, os assexuais trocam o peso do preconceito pelo alívio do entendimento entre iguais.
"Não sinto desejo ou necessidade de fazer sexo. Não me sinto atraído por homens nem mulheres. É absurdamente confuso, já que ser gay significa sentir atração pelo mesmo sexo — não é o meu caso — e ser heterossexual é desejar o sexo oposto — o que também não ocorre comigo. Resta-me uma opção: assexualidade. Mas nem sei se isso existe...", diz um depoimento em uma discussão na Internet.
Deve-se pontuar uma diferença fundamental: assexualidade não é celibato, a abstinência atrelada a crenças e práticas religiosas. Mas isso não torna a tarefa menos complexa: afirmar-se assexual é negar, na opinião de especialistas, traços inatos da espécie humana.
— A sexualidade faz parte da construção da identidade. As pessoas não aceitam a possibilidade de alguém abrir mão do sexo, que é algo que proporciona tanto prazer e é tão valorizado. Mas é mais comum do que a gente imagina — afirma Lina Wainberg, terapeuta de casal e família e doutora em Psicologia, que avaliou em sua tese na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a satisfação sexual e a intimidade marital de 800 casais.
Escolha ou problema sexual
A inexistência de atração sexual pode não ser uma simples escolha ou interpretação do que o corpo não consegue sentir. Há enfermidades e disfunções que comprometem a libido — tratáveis, permitem que a pessoa retome ou inicie uma vida sexual saudável.
— A pessoa pode ter vivenciado algo ruim, um abuso, uma repressão, uma decepção erótico-afetiva. Pode ter medo de se comprometer com a intimidade de alguém. Será que ela está, de fato, optando por isso ou escondendo alguma dificuldade? — questiona a terapeuta de casal e família Juliana Garcia.
Na ânsia de encontrar um diagnóstico que justifique a pouca empolgação, não se pode desconsiderar que o que à primeira vista parece problema pode não passar de um descompasso.
— Um casal que transa bastante pode passar por períodos sem sexo devido a problemas ou a outras interferências. O importante é que os dois se satisfaçam —esclarece Juliana.
Elisabete Regina Baptista de Oliveira, pedagoga, trata da assexualidade entre jovens em sua tese de doutorado pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP):
— A possibilidade da assexualidade como orientação sexual questiona uma das certezas históricas da ciência: a de que o desejo é universal, todo ser humano tem que sentir ou é necessariamente portador de algum problema. A recente visibilidade dos indivíduos que afirmam não sentir desejo ou atração sexual, sem que isso lhes cause angústia ou desconforto, traz à ciência o desafio de estudar a sexualidade e a assexualidade, a partir de novos paradigmas.
A Asexual Visibility and Education Network (Aven), maior comunidade de assexuais do mundo, foi fundada nos Estados Unidos em 2001 e reúne mais de 30 mil integrantes. Disponibiliza material em 13 idiomas e é referência no tema, o que aumentou o interesse de pesquisadores no exterior na última década. Por aqui, o debate ainda é incipiente.
— Os assexuais brasileiros existem, mas estão confinados às comunidades virtuais, principalmente no Orkut. Ainda não temos um movimento assexual — diz a pesquisadora.
— Assexualidade não é escolha, não é decisão, é um modo de ser. Não diz respeito ao comportamento sexual, mas a uma identidade.
Abdicar o sexo?
Como o movimento ainda se delineia, o ato de assumir-se assexual é corajoso. Vale a comparação:
— Hoje, ser assexual é mais difícil de admitir do que ser homossexual. É abdicar por completo de um prazer. Não é desviar, como alguns acreditam: é abdicar — comenta a terapeuta Lina Wainberg.
— Se isso (o sexo) gera muito mais sofrimento do que prazer, pode ser uma escolha saudável.
Se forem descartadas possíveis enfermidades e alterações hormonais, a psicóloga e terapeuta sexual Lúcia Pesca julga inviável a anulação das sensações que impulsionam a busca da satisfação sexual e tudo que dela decorre.
— É impossível que alguém não tenha uma fantasia. Acho impossível não sentir vontade. Tudo que a gente estuda a vida inteira, neurológica e hormonalmente, não nos deixa explicar isso — protesta Lúcia.
Membros da comunidade quase invisível dos que desprezam os prazeres da carne não deixam de ser espirituosos. Sites internacionais, como o da Aven, comercializam camisetas, canecas, bandeiras — o símbolo do movimento são listras horizontais em
preto, cinza, branco e roxo. "Assexuais se divertem mais" e "Nada de sexo, por favor" estão entre as frases de efeito. Versões adaptadas de sites de namoro propagandeiam a possibilidade de encontrar alguém, apaixonar-se e viver as delícias de um amor... platônico. Cada um na sua, sem chegar muito perto.
"Nos sentimos como ETs"
Comerciante e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal de Pernambuco, Júlio Manoel Neto é uma das raras figuras dispostas a falar abertamente sobre o tema. Soube que era diferente na adolescência, quando não partilhava do interesse dos amigos pela descoberta do sexo. Hoje, aos 20 anos, descobriu que há mais gente que pensa como ele e criou um blog, em que posta reflexões sobre o que chama de "era sexual".
"Sempre pensei diferente das outras pessoas e não via problema no meu desinteresse pelo sexo. O problema é o sentimento de que estamos fora do mundo. Nos sentimos como ETs, com a sensação de que estamos errados. Não imaginava que isso pudesse ser simplesmente normal, como qualquer outra forma de se relacionar. Até que descobri que outras pessoas também pensavam e sentiam como eu. Percebi como é importante discutir esse modelo de sociedade voltado para o culto do sexo.
Como minha opinião foi formada desde cedo e sempre tive certeza de quem sou, nunca me obriguei a fazer sexo somente para satisfazer uma convenção social. Pelo contrário, aprendi a construir relacionamentos sem sexo. Hoje não tenho namoros convencionais, o que não significa que não tenha relacionamentos. Sou livre com minha afetividade. A maior parte dos assexuais, no entanto, faz sexo por não saber que existe a alternativa de, simplesmente, não fazer.
Para tornar isso mais claro para as pessoas e fomentar a discussão, criei o blog e hospedei em um site sobre o tema, feito por uma amiga. Não pregamos bandeiras como a virgindade ou abstinência por questões morais ou religiosas. Simplesmente concordamos que o culto ao sexo que existe atualmente não é o único caminho. É possível, se for a vontade do indivíduo, ver a realidade de uma outra forma, sem a conotação sexual."
Estereótipo premiado
Gênio da física e antissocial orgulhoso, Sheldon Cooper imprime humor ao estereótipo dos assexuados. Personagem que valeu a Jim Parsons o Globo de Ouro deste ano de melhor ator de comédia no seriado The Big Bang Theory, uma das comédias americanas de maior sucesso na atualidade (exibida no Brasil pelo canal a cabo Warner), Sheldon despreza toda forma de interação social afetiva ou sexual, então, nem se fala.
Restringe o convívio aos três amigos mais próximos e à vizinha bonitona, Penny (Kaley Cuoco), a única da turma que não é vidrada em quadrinhos, videogames e fórmulas complexas e vive a lhe despertar suspiros inconformados e olhos revirados em desapontamento.
Ao contrário de Leonard (Johnny Galecki), Howard (Simon Helberg) e Raj (Kunal Nayyar), que tentam furar a barreira que separa o universo geek das simples mortais e ensaiam alguns desastrados flertes, Sheldon não suporta a mais sutil referência a qualquer tipo de contato carnal, de um aperto de mão a — o horror, o horror — um beijo. "Procriação", só se for com uma mãozinha da ciência e da fertilização in vitro, e apenas para perpetuar seu brilhantismo.
O físico inicia um "namoro" com a igualmente enfastiada Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik), neurocientista sem o mínimo de feminilidade ou vaidade, que parece ser o seu improvável par perfeito. Ainda que carregado nas tintas de uma deliciosa comédia, o programa encampa a bandeira de quem acha que o mundo é muito mais interessante quando se mantém uma segura e asséptica distância dos outros.
LARISSA ROSO
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3260367,Movimento-assexual-traz-a-tona-outra-forma-de-encarar-o-desejo-fisico.html
Nutricionista dá dicas de alimentos que aumentam energia e melhoram a libido
Nutricionista dá dicas de alimentos que aumentam energia e melhoram a libido
A ingestão de certos nutrientes, considerados afrodisíacos, faz o coração acelerar e a pele ficar mais viçosa
Nádia De Toni | nadia.detoni@pioneiro.com.br
Da mesma maneira que certos alimentos possuem propriedades capazes de proteger o organismo contra doenças, há outros que aumentam a energia e a libido.
A ingestão de certos nutrientes, considerados afrodisíacos, faz o coração acelerar, a pele ficar mais viçosa e ainda melhora a disposição para o sexo, afirma a nutricionista porto-alegrense Vanessa Leite, especialista em nutrição clínica, esportiva, e psicologia do emagrecimento.
Não é uma preocupação qualquer. Quem não presta atenção ao que come pode sofrer com a falta de libido se não fizer as escolhas certas. Outra consequência comum de um regime pobre em nutrientes é o mau humor, que não ajuda em nada no desejo sexual nem na manutenção da dieta.
Confira uma lista de alimentos ricos em antioxidantes, proteínas magras e gorduras saudáveis que prometem mais energia, principalmente para o sexo:
1) Azeite de oliva extravirgem: possui propriedades antiinflamatórias, fundamentais para a absorção dos antioxidantes presentes nas frutas vermelhas, castanhas e verduras.
2) Chocolate amargo: contém estimulantes naturais como cafeína e teobromina. Devido à maior concentração de cacau, a sobremesa aumenta a sensação de saciedade e diminui a vontade de comer doces, segundo um estudo dinamarquês publicado na revista científica International journal of Obesity.
3) Frutas vermelhas (morango, amora, framboesa): são ricas em antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce causado pelos radicais livres. Também são fonte de vitaminas e sais minerais.
4) Pimenta e especiarias (canela, gengibre, curry, entre outros): geram aumento da freqüência cardíaca, do calor, do suor, que são similares aos sinais de excitação sexual. Esses alimentos também são considerados termogênicos, ou seja, aceleram o metabolismo.
5) Vinho tinto: é fonte de resveratrol, antioxidante que ajuda a proteger o coração e também tem substâncias que interferem positivamente na libido. O espumante também oferece benefícios. Faz o sangue fluir aos genitais. É desinibidor e excitante dos instintos sexuais desde que o consumo seja moderado.
6) Whey protein (suplemento alimentar), iogurte light e queijo light: possuem proteínas de alto valor biológico essenciais para proporcionar sensualidade e energia. Além disso, garantem a saúde da pele, cabelo e unhas.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3265368,Nutricionista-da-dicas-de-alimentos-que-aumentam-energia-e-melhoram-a-libido.html
A ingestão de certos nutrientes, considerados afrodisíacos, faz o coração acelerar e a pele ficar mais viçosa
Nádia De Toni | nadia.detoni@pioneiro.com.br
Da mesma maneira que certos alimentos possuem propriedades capazes de proteger o organismo contra doenças, há outros que aumentam a energia e a libido.
A ingestão de certos nutrientes, considerados afrodisíacos, faz o coração acelerar, a pele ficar mais viçosa e ainda melhora a disposição para o sexo, afirma a nutricionista porto-alegrense Vanessa Leite, especialista em nutrição clínica, esportiva, e psicologia do emagrecimento.
Não é uma preocupação qualquer. Quem não presta atenção ao que come pode sofrer com a falta de libido se não fizer as escolhas certas. Outra consequência comum de um regime pobre em nutrientes é o mau humor, que não ajuda em nada no desejo sexual nem na manutenção da dieta.
Confira uma lista de alimentos ricos em antioxidantes, proteínas magras e gorduras saudáveis que prometem mais energia, principalmente para o sexo:
1) Azeite de oliva extravirgem: possui propriedades antiinflamatórias, fundamentais para a absorção dos antioxidantes presentes nas frutas vermelhas, castanhas e verduras.
2) Chocolate amargo: contém estimulantes naturais como cafeína e teobromina. Devido à maior concentração de cacau, a sobremesa aumenta a sensação de saciedade e diminui a vontade de comer doces, segundo um estudo dinamarquês publicado na revista científica International journal of Obesity.
3) Frutas vermelhas (morango, amora, framboesa): são ricas em antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce causado pelos radicais livres. Também são fonte de vitaminas e sais minerais.
4) Pimenta e especiarias (canela, gengibre, curry, entre outros): geram aumento da freqüência cardíaca, do calor, do suor, que são similares aos sinais de excitação sexual. Esses alimentos também são considerados termogênicos, ou seja, aceleram o metabolismo.
5) Vinho tinto: é fonte de resveratrol, antioxidante que ajuda a proteger o coração e também tem substâncias que interferem positivamente na libido. O espumante também oferece benefícios. Faz o sangue fluir aos genitais. É desinibidor e excitante dos instintos sexuais desde que o consumo seja moderado.
6) Whey protein (suplemento alimentar), iogurte light e queijo light: possuem proteínas de alto valor biológico essenciais para proporcionar sensualidade e energia. Além disso, garantem a saúde da pele, cabelo e unhas.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3265368,Nutricionista-da-dicas-de-alimentos-que-aumentam-energia-e-melhoram-a-libido.html
Esquecer de tomar a pílula aumenta de 0,3% para 8% a possibilidade de engravidar
Esquecer de tomar a pílula aumenta de 0,3% para 8% a possibilidade de engravidar
Estudo aponta que de 65% a 80% das mulheres esquecem-se de tomar pelo menos um comprimido por ciclo
Envolver-se com as atividades da vida cotidiana, estar fora de casa, viajar e se estressar por causa do trabalho ou da escola são os principais fatores que afetam a adesão das usuárias aos contraceptivos orais. Esses fatores podem levar ao esquecimento ou atraso da tomada do comprimido, afetando a sua eficácia e, consequentemente, aumentando a chance de gravidez.
O índice de falha de um contraceptivo (número de gestações por cem mulheres que utilizam o método no período de um ano), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser classificado como teórico e prático, cuja diferença é determinada, fundamentalmente, pela atitude e pela adesão das mulheres. No primeiro caso, se a pílula for administrada conforme as indicações da bula, seu índice de falha é de 0,3% em média. Mas, na prática, o chamado índice de falha real, que é influenciado pelo comportamento da usuária, e pode chegar até 8%.
Segundo o médico Luciano Pompei, coordenador da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o índice teórico é obtido por meio de estudos clínicos, quando as mulheres são monitoradas rigorosamente e devem obedecer a um calendário, dificultando o esquecimento.
— Esse índice é extremamente importante, pois sabemos qual a chance de falha atribuída exclusivamente ao método. Mas o que observamos na prática diária é que, na vida real, às vezes, as condições não são as ideais por causa da jornada tripla da mulher e de alguns hábitos da vida moderna. Até a balada pode atrapalhar, porque pode influenciar no horário em que a mulher toma a pílula — explica.
Os estudos clínicos mostram que logo no primeiro mês de uso da pílula anticoncepcional, aproximadamente 47% das mulheres esquecem-se de tomar o comprimido ao menos uma vez. Em três meses de administração, mais de 50% das pacientes já esqueceram três ou mais pílulas ao mês. Um outro estudo aponta que, de 65% a 80% das mulheres deixam de tomar pelo menos uma pílula por ciclo. Em um levantamento com mais de 27 mil espanholas, que usavam método combinado, cerca de 61,9% das entrevistadas responderam que se esqueceram ou atrasaram o uso do contraceptivo, 32,2%, de colocar o adesivo contraceptivo e apenas 12,6%, de por o anel contraceptivo.
— É muito importante conhecer os hábitos e o histórico da paciente. Se ela costuma esquecer-se de tomar a pílula, por exemplo, é preciso informá-la sobre outros métodos contraceptivos, como o anel contraceptivo, o adesivo, o injetável e o DIU, que se encaixam melhor no seu perfil e dependem menos da memória, caso ela não tenha outras restrições, como algumas doenças. A escolha do contraceptivo, que deve ser feita sob a orientação do ginecologista, deve se basear ainda na expectativa da mulher, na etapa da vida reprodutiva em que ela se encontra, na sensibilidade individual aos hormônios e nos fatores que influenciam a absorção do medicamento a ser utilizado — alerta.
Outras consequências
Esquecer a pílula durante o ciclo pode gerar efeitos importantes sobre o bem-estar emocional da usuária, levando a mais buscas de orientação médica e à utilização de pílulas anticoncepcionais de emergência (PAEs).
— A PAE tem um papel muito importante na contracepção, mas ela deve ser usada, como o próprio nome já diz, em casos de emergência. O problema é que não há evidência científica suficiente que mostre que a PAE tenha a mesma eficácia nos casos de esquecimento da pílula anticoncepcional comum e, consequentemente, não é possível garantir a segurança — explica o ginecologista.
Outros fatores que podem influenciar na falha, além do comportamento da usuária, são a utilização de outros tipos de fármacos, que podem causar interação medicamentosa, e problemas gastrointestinais, que, às vezes, provocam vômitos e diarreias, causando a eliminação do contraceptivo antes de sua absorção total.http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3266839,Esquecer-de-tomar-a-pilula-aumenta-de-0-3-para-8-a-possibilidade-de-engravidar.html
Estudo aponta que de 65% a 80% das mulheres esquecem-se de tomar pelo menos um comprimido por ciclo
Envolver-se com as atividades da vida cotidiana, estar fora de casa, viajar e se estressar por causa do trabalho ou da escola são os principais fatores que afetam a adesão das usuárias aos contraceptivos orais. Esses fatores podem levar ao esquecimento ou atraso da tomada do comprimido, afetando a sua eficácia e, consequentemente, aumentando a chance de gravidez.
O índice de falha de um contraceptivo (número de gestações por cem mulheres que utilizam o método no período de um ano), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser classificado como teórico e prático, cuja diferença é determinada, fundamentalmente, pela atitude e pela adesão das mulheres. No primeiro caso, se a pílula for administrada conforme as indicações da bula, seu índice de falha é de 0,3% em média. Mas, na prática, o chamado índice de falha real, que é influenciado pelo comportamento da usuária, e pode chegar até 8%.
Segundo o médico Luciano Pompei, coordenador da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o índice teórico é obtido por meio de estudos clínicos, quando as mulheres são monitoradas rigorosamente e devem obedecer a um calendário, dificultando o esquecimento.
— Esse índice é extremamente importante, pois sabemos qual a chance de falha atribuída exclusivamente ao método. Mas o que observamos na prática diária é que, na vida real, às vezes, as condições não são as ideais por causa da jornada tripla da mulher e de alguns hábitos da vida moderna. Até a balada pode atrapalhar, porque pode influenciar no horário em que a mulher toma a pílula — explica.
Os estudos clínicos mostram que logo no primeiro mês de uso da pílula anticoncepcional, aproximadamente 47% das mulheres esquecem-se de tomar o comprimido ao menos uma vez. Em três meses de administração, mais de 50% das pacientes já esqueceram três ou mais pílulas ao mês. Um outro estudo aponta que, de 65% a 80% das mulheres deixam de tomar pelo menos uma pílula por ciclo. Em um levantamento com mais de 27 mil espanholas, que usavam método combinado, cerca de 61,9% das entrevistadas responderam que se esqueceram ou atrasaram o uso do contraceptivo, 32,2%, de colocar o adesivo contraceptivo e apenas 12,6%, de por o anel contraceptivo.
— É muito importante conhecer os hábitos e o histórico da paciente. Se ela costuma esquecer-se de tomar a pílula, por exemplo, é preciso informá-la sobre outros métodos contraceptivos, como o anel contraceptivo, o adesivo, o injetável e o DIU, que se encaixam melhor no seu perfil e dependem menos da memória, caso ela não tenha outras restrições, como algumas doenças. A escolha do contraceptivo, que deve ser feita sob a orientação do ginecologista, deve se basear ainda na expectativa da mulher, na etapa da vida reprodutiva em que ela se encontra, na sensibilidade individual aos hormônios e nos fatores que influenciam a absorção do medicamento a ser utilizado — alerta.
Outras consequências
Esquecer a pílula durante o ciclo pode gerar efeitos importantes sobre o bem-estar emocional da usuária, levando a mais buscas de orientação médica e à utilização de pílulas anticoncepcionais de emergência (PAEs).
— A PAE tem um papel muito importante na contracepção, mas ela deve ser usada, como o próprio nome já diz, em casos de emergência. O problema é que não há evidência científica suficiente que mostre que a PAE tenha a mesma eficácia nos casos de esquecimento da pílula anticoncepcional comum e, consequentemente, não é possível garantir a segurança — explica o ginecologista.
Outros fatores que podem influenciar na falha, além do comportamento da usuária, são a utilização de outros tipos de fármacos, que podem causar interação medicamentosa, e problemas gastrointestinais, que, às vezes, provocam vômitos e diarreias, causando a eliminação do contraceptivo antes de sua absorção total.http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,647,3266839,Esquecer-de-tomar-a-pilula-aumenta-de-0-3-para-8-a-possibilidade-de-engravidar.html
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