segunda-feira, 25 de julho de 2011

EUA permitem que militares gays assumam sua sexualidade

publicado em 22/07/2011 às 18h13:

EUA permitem que militares gays assumam sua sexualidade
Antes, profissionais das Forças Armadas não podiam revelar orientação sexual
Do R7, com agências internacionais

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (22) que as Forças Armadas do país estão prontas para aceitar abertamente integrantes homossexuais, após uma longa batalha para acabar com a regra que forçava soldados gays a esconder sua sexualidade.

– Hoje, demos o último grande passo para acabar com a lei discriminatória “Não pergunte, Não diga”, que enfraquece nossa prontidão militar e viola os princípios americanos de justiça e igualdade.

Obama extinguiu parcialmente uma lei de 1994 que impedia aos soldados abertamente homossexuais de servir nas Forças Armadas do país. Os militares homossexuais poderão revelar sua orientação sexual sem ser demitidos a partir do próximo dia 20 de setembro, quando se cumprirem 60 dias a partir da assinatura do presidente, período estabelecido na legislação que o Congresso aprovou.

O presidente Barack Obama já havia rejeitado a lei e assinado, em dezembro de 2010, medida uma media que permitia que membros das Forças Armadas assumissem sua sexualidade. Mas a política conhecida política conhecida como "Don't Ask, Don't Tell" (Não Pergunte, Não Diga) continuava valendo na prática, até que o Pentágono preparasse novas regras para implementar a mudança.
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/eua-permitem-que-militares-gays-assumam-sua-sexualidade-20110722.html

Estudo analisa a melhor hora para fazer sexo

segunda-feira, 25 de Julho de 2011 | 13:29
Estudo analisa a melhor hora para fazer sexo

Um estudo encomendado por uma empresa norte-americana que vende produtos voltados para o prazer mostra que a maioria dos adultos fazem sexo a noite, mas boa parte preferia manter relações durante o dia.
Intitulado «Great American Sex Survey», o estudo indica que 52% dos adultos nos Estados Unidos preferem sexo à noite, 47% optam pela madrugada e 33% citam a manhã como o melhor horário para manter relações sexuais. Os adeptos do sexo à tarde representam 21% das mais de mil pessoas entrevistadas.

Contudo, 48% dos entrevistados afirmam que na maioria das vezes fazem sexo de madrugada, 45% à noite, 26% pela manhã e 13% à tarde. Segundo Kat Van Kirk, da Adam&Eve, especialista em sexologia, esse diferenciação entre o horário preferido e aquele no qual é feito o sexo, é baseado nas condições de vida relacionadas com o trabalho.

«Se fossemos examinar o nosso relógio biológico e hormonal, a maior excitação acontece pela manhã e à tarde, tanto para homens quanto para mulheres», diz Kirk. «Infelizmente, hoje o sexo é regido pela agenda. Ele acontece quando temos tempo e não quando o nosso corpo deseja», completa.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=523220

Castração química para pedófilo volta a agitar o mundo

Castração química para pedófilo volta a agitar o mundo
Impotência induzida
Por João Ozorio de Melo
Neste domingo, entrou em vigor na Coreia do Sul uma lei que autoriza a castração química de pedófilos condenados. A lei dá aos juízes o poder de determinar o procedimento médico para punir pessoas que cometam abuso sexual contra menores de 16 anos, como anunciaram os sites The imperfect parent e MSNBC. O efeito dessa impotência induzida pode durar até 15 anos.
Também neste domingo, na Rússia, o comissário de Direito das Crianças, Pavel Astakhov, assessor direto do presidente Dmitri Medvedev, pediu a aprovação de lei semelhante no país. Ele defendeu a castração, depois que, na sexta-feira, um estuprador condenado, armado de uma faca, invadiu um acampamento de crianças e estuprou sete meninas. Na cidade de Amur Oblast, um homem estuprou uma menina de sete anos e moradores cercam a sua casa, pedindo justiça.
Na Coreia do Sul, o Ministério da Justiça informou que o país é o primeiro da Ásia a adotar esse tipo de punição, apesar de protestos de grupos de direitos humanos. Nos Estados Unidos, nove estados têm feito "experimentos com castração química", segundo a Wikipédia. A Califórnia introduziu a previsão em seu Código Penal, em 1996, que autoriza a castração química em casos de abusos sexuais graves de menores de 13 anos, se o condenado obter liberdade condicional e se for reincidente. O estuprador não pode recusar o procedimento médico. A Flórida aprovou lei semelhante. Mas, a substância base do produto químico usado nunca foi aprovada pelo FDA ( U.S. Food and Drug Administration).
Outros países também experimentam o uso de drogas que induzem a impotência sexual. No Reino Unido, o cientista da computação Alan Turing, aceitou a castração química como pena alternativa à prisão, em 1992. Na Alemanha, os médicos usam um antiandrógeno, que inibe a atividade do hormônio sexual masculino, para o tratamento de parafilia (anormalidade ou perversão sexual). A Polônia, em 2009, e a Argentina, em 2010, aprovaram leis que autorizam a castração química. Israel já aplicou a medida uma vez como pena alternativa. A pena também é aplicada no Canadá e está em fase de estudos na França e na Espanha, segundo a Wikipédia.
Só neste ano, no Brasil, a Câmara dos Deputados recebeu dois projetos de lei para punir com castração química os condenados por pedofilia e estupro. Uma das propostas foi devolvida ao seu autor, Sandes Júnior (PP-GO), por desrespeitar dispositivo da Constituição Federal que prevê: não haverá penas cruéis (artigo 5º, inciso XLVII, alínea e). A outra também não foi pra frente. No Senado, o Projeto de Lei no 552/2007 foi arquivado no começo deste ano.
Em Sao Paulo, em março, a Assembleia Legislativa de São Paulo recebeu um projeto de lei do deputado Rafael Silva (PDT) que propõe a castração química de pedófilos. O parlamentar propõe o uso de hormônios como medida terapêutica e temporária, de forma obrigatória. A prescrição médica caberia ao corpo clínico designado pela Secretaria de Estado da Saúde. Como em outros países, é considerado um projeto de lei controvertido. E também deve ser analisado do ponto de vista constitucional, porque levanta temas como dignidade humana, tratamento degradante e vedação de penas cruéis.
Em junho, a ConJur publicou artigo em que o psiquiatra forense Roberto Moscatello se opõe à castração química. Segundo ele, "do ponto de vista psiquiátrico-forense na área criminal, a pedofilia deve ser considerada uma perturbação de saúde mental e consequente semi-imputabilidade, já que o indivíduo era capaz de entender o caráter criminoso do fato e era parcialmente ou incapaz de determinar-se de acordo com esse entendimento (perda do controle dos impulsos ou vontade). Quando associada ao alcoolismo, demência senil ou psicoses (esquizofrenia, por ex.) deve ser considerada a inimputabilidade. Em consequência, é imposta medida de segurança detentiva ( internação em Hospital de Custódia) ou restritiva (tratamento ambulatorial) por tempo indeterminado e que demonstra ser o procedimento mais humano, terapêutico, eficaz e de prevenção social".
João Ozorio de Melo é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.
Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2011
http://www.conjur.com.br/2011-jul-24/leis-castracao-quimica-pedofilos-voltam-agitar-mundo2

Pedofilia é doença passível de inimputabilidade

Pedofilia é doença passível de inimputabilidade
10 junho 2010
Transtornos comportamentais
Por Roberto Moscatello
Segundo o DSM IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders –fourth edition -1994, published by the American Psychiatric Association), pedofilia é caracterizada por intensas fantasias e desejos sexuais ou comportamentos recorrentes por no mínimo seis meses envolvendo crianças (geralmente abaixo de 13 anos de idade). Deve causar sofrimento clinicamente significante ou comprometimento nas áreas social ou ocupacional. O indivíduo deve ter no mínimo 16 anos de idade e ser no mínimo 05 anos mais velho que a criança. O pedófilo pode se atrair somente por meninos ou meninas ou ambos ou se limitarem ao incesto (próprios filhos, enteados ou outros parentes). Pode ser considerada tipo exclusiva (atração somente para crianças) ou não exclusiva (às vezes se atraem por adultos). Tais indivíduos podem limitar suas atividades a observarem crianças nuas ou se exibirem nus, se masturbarem na frente delas ou apenas acariciá-las. Outros podem praticar felação, cunilíngua ou penetrar na vagina, ânus e boca da criança com seus dedos, pênis ou objetos estranhos. A Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID 10 (Organização Mundial de Saúde – 1993) descreve Pedofilia como uma parafilia ou transtorno de preferência sexual (F.65.4) caracterizada por uma preferência sexual por crianças usualmente de idade pré-puberal ou no início da puberdade. É um transtorno raramente identificado em mulheres.
A freqüência desta parafilia (perversão sexual) é difícil de ser avaliada em razão de somente serem descobertas quando no flagrante delituoso ou por outras pessoas e vítimas.É considerada uma das quatro parafilias com o maior número de vítimas. Estudos sobre a personalidade de pedófilos revelaram sentimentos de inferioridade e baixa autoestima, são isolados e solitários, há imaturidade emocional, dificuldade para se relacionar com pessoas de sua idade ou maduras e sinais de raiva e hostilidade. Comumente apresentam outros transtornos mentais associados (transtornos do humor, ansiedade ou de personalidade).
Anormalidades neuroendócrinas, neuroquímicas e cerebrais (principalmente nos lobos frontais e temporais) têm sido descritas em exames laboratoriais e de neuroimagem. Níveis de inteligência abaixo da média também é um achado comum. Fatores ambientais, sociais e psicológicos são outras possíveis causas de Pedofilia e entre elas aqueles que foram abusados sexualmente na infância. Alcoolismo é comum entre os pedófilos incestuosos.
Para uma avaliação rigorosa desta perversão sexual, deve-se proceder à dosagens hormonais, tomografia computadorizada de crânio ou ressonância magnética e testes psicológicos ou projetivos de personalidade. A pletismografia do pênis consiste na medida do volume ou circunferência do pênis durante apresentação de estímulos visuais e auditivos de conteúdo sexual e é um exame comumente usado nos EUA e Canadá e revelando grande especificidade e sensibilidade para Pedofilia. Tempo de Reação Visual também é um outro meio para avaliar preferências sexuais através de um questionário e avaliação computadorizada com imagens de crianças, adolescentes e adultos.
O tratamento pode ser farmacológico e/ou psicoterapia cognitivo-comportamental. Os medicamentos agem diminuindo os níveis de testosterona (acetato de ciproterona, acetato de medroxiprogesterona, acetato de leuprolide) e comumente usados nos EUA e Canadá (chamada “castração química”). Os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (fluoxetina e sertralina entre outros) também são usados inicialmente ou em formas mais leves. As taxas de recidiva criminal são sempre menores entre aqueles pedófilos submetidos à tratamento comparados com os sem tratamento e as respostas terapêuticas podem ser satisfatórias.
Do ponto de vista psiquiátrico-forense na área criminal, a Pedofilia deve ser considerada uma perturbação de saúde mental e conseqüente semi-imputabilidade, já que o indivíduo era capaz de entender o caráter criminoso do fato e era parcialmente ou incapaz de determinar-se de acordo com esse entendimento (perda do controle dos impulsos ou vontade). Quando associada à Alcoolismo, Demência Senil ou Psicoses (Esquizofrenia, por ex.) deve ser considerada a inimputabilidade. Em conseqüência, é imposta medida de segurança detentiva ( internação em Hospital de Custódia) ou restritiva (tratamento ambulatorial) por tempo indeterminado e que demonstra ser o procedimento mais humano, terapêutico, eficaz e de prevenção social.
Roberto Moscatello é psiquiatra forense do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha (SP), especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Corresponding Member of the American Academy of Psychiatry and the Law.
Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2010
http://www.conjur.com.br/2010-jun-10/pedofilia-doenca-mental-passivel-semi-inimputabilidade

O casamento acabou. Viva a amizade!

O casamento acabou. Viva a amizade!
Leia o depoimento de um ex-marido que mantém laços estreitos de amizade com as ex-mulheres. Será possível deixar de lado a frustração pelo casamento que não deu certo e transformar o vínculo amoroso em amizade?

Depoimento escrito por Miguel Soares.

Um casamento que deu certo não é só o que dura para sempre, mas também o que acaba e vira amizade. Ou acaba virando.

Tive três casamentos e meio. Todas as minhas ex-mulheres viraram minhas amigas. Inclusive aquela do “meio” casamento.

Chamo-o assim pela curta duração e pelo fato de não ter tido todos os ingredientes que caracterizam um casamento. Mas, o casamento é que foi pela metade, ela era inteira.

Pensando bem, se poderia também chamar de meio o atual, pois ainda não acabou e – madeira! – espero que nunca acabe.

O mais interessante não é terem se tornado minhas amigas, mas terem se tornado amigas entre si. Numa foto que guardo como um troféu, lá estou eu, feito um paxá, abraçado com três belas mulheres, em pleno exercício da “poligamia da amizade” ou de uma coisa ainda sem nome, a ser inventado. “Polifilia” é um horror. Mas, é por aí.

Naquela foto só falta uma, a do “meio” casamento, a única que mora em outra cidade. Mas já combinamos que na sua próxima vinda ao Rio, bateremos a foto completa.

As pessoas sempre estranharam essa situação e eu sempre estranhei que o fizessem. Estranho para mim é duas pessoas que dormiram juntos tantas vezes virarem inimigas pelo simples fato de terem parado de dormir juntas, morar juntas e dividir tarefas.

E o velho carinho? E as necessárias afinidades? E todo um período de suas histórias compartilhado? E as lembranças comuns? E até um certo dialeto que só os dois falam? Jogar esse patrimônio fora? Tô fora. Tudo bem, confesso que me excedi quando aceitei o convite da primeira ex e do marido dela, para juntos os três fazermos uma viagem de duas semanas ao exterior e – acreditem! – dividirmos um quarto de hotel, para ficar mais em conta.

O marido, a essa altura, já era um companheiro meu de cerveja e papos amenos. Apesar dos meus alertas de “isso-não-vai-dar-certo” , eles insistiam e eu, confesso, aceitei. Não deu certo. As razões não têm nada a ver com fato de dividir um quarto com a ex-mulher e o marido dela, mas com o próprio fato de dividir um quarto com alguém que não a sua mulher. Nem com pais e irmãos costuma dar certo.

Perdi alguns prazeres da viagem e o amigo. Isso prejudicou a relação com a primeira ex, mas não a ponto de ela deixar de ser ainda uma candidata forte para madrinha do meu filho de 10 anos, do terceiro e atual . (O segundo e o segundo e meio não renderam filhos).

A filha de 22 também é pagã e um dia cogitamos em fazer uma grande festa de batizado dos dois. Tirando o pequeno arranhão da tal viagem, continuamos amigos quase íntimos, eu e minha mulher, de todas as três.

A experiência me autoriza a dar vários conselhos para quem quer ficar amigo da ex-mulher ou do ex-marido. Mas fico em um só: o de ter cuidado com a reprodução involuntária de maus-hábitos do tempo do casamento. Amigos sim, mas não tão íntimos. Como disse Jânio Quadros para uma jornalista que o tratou por você: "Sra. jornalista, a intimidade gera filhos e aborrecimentos. E eu não quero ter nenhuma das duas coisas com a senhora!"

Filhos já tenho e tê-los tido foi uma dessas coisas que dão sentido à vida. Aborrecimentos, no momento estou dispensando. Viva o amor e viva amizade.
http://www.vaidarcerto.com.br/site/artigo.php?id=107

Turismo sexual infantil

14-07-2011
Turismo sexual infantil

Argentina es un país donde se produce “exportación” de niños y mujeres para explotación y turismo sexual, mientras el gobierno “no cumple plenamente con las normas mínimas para la eliminación” de la trata de personas, advirtió un informe del Departamento de Estado norteamericano. Responsabiliza al Gobierno nacional, aunque reconoce avances.

Agencia DyN

“Argentina es un país de origen, tránsito y destino de los hombres, mujeres y niños víctimas de la trata de personas, en particular la prostitución forzada y trabajo forzado”, subrayó el documento.

El informe consideró, además, que “el turismo sexual infantil es un problema, particularmente en la Triple Frontera y en Buenos Aires”.

Asimismo, sostuvo que el país es “un lugar de tránsito” para mujeres y niñas extranjeras que son llevadas para ejercer la prostitución forzada a Chile, Brasil, México y Europa Occidental, en tanto recibe personas para explotación sexual de Paraguay, Brasil, Perú y República Dominicana.

En este sentido, indicó que “las extensas fronteras de Argentina son difíciles de controlar, convirtiendo al país en una zona de tránsito para los traficantes y sus víctimas”.

El Departamento de Estado insistió en advertir que “el gobierno de Argentina no cumple plenamente con las normas mínimas para la eliminación de la trata”, aunque reconoció que “está haciendo esfuerzos significativos para lograrlo”.

Tras valorar que se produjeran las primeras condenas en virtud a la ley 26.364 contra la trata de personas, promulgada en abril de 2008, y se mejoraron los mecanismos para identificar y atender a las víctimas, alertó que “el número total de condenas fue baja en comparación con el número de víctimas identificadas”.

En ese sentido, denunció una “supuesta complicidad de funcionarios gubernamentales con los traficantes, para prevenir un mayor esfuerzo global de lucha contra la trata de personas”. El informe sobre trata de personas de 2010 también reveló que “bolivianos, paraguayos y peruanos, así como colombianos y dominicanos, son sometidos a trabajos forzados en talleres clandestinos, en granjas, y cada vez más en tiendas de comestibles y en la venta ambulante”.

Precisó que muchas de las víctimas de las zonas rurales o de provincias del norte se ven obligadas a ejercer la prostitución en los centros urbanos o provincias ricas en el centro y sur de Argentina.

El documento aseveró que la zona rural es la principal empleadora, sobre todo en quintas familiares y empresas que tercerizan la producción de tabaco, algodón y uvas, en la mayoría de las veces, en contacto directo con plaguicidas sin la debida protección.

Puntualizó, también, que en las zonas urbanas, los menores de edad se desempeñan en el servicio doméstico y en la calle como vendedores ambulantes, lustrabotas o “recicladoras de basura”, en referencia a los cartoneros.

En otro punto, el informe señaló -citando a ONGs- que existen “complicidades” de autoridades provinciales y municipales con los traficantes, y apuntó en especial contra agentes de policía que “hacen la vista gorda” ante actividades de tráfico de personas o previenen a los propietarios de prostíbulos sobre las redadas inminentes.
http://www.sexualidadparatodos.com.ar/tv_mis_tratsex.html

Redes sociais estão transformando a vida amorosa e dando origem a um novo código de conduta

Redes sociais estão transformando a vida amorosa e dando origem a um novo código de conduta
Publicada em 23/07/2011 às 17h26m
Joana Dale (joana.dale@oglobo.com.br)

RIO - Há um mês, os 517 amigos de um designer carioca, de 36 anos, acharam que ele estava brincando quando trocou o status de "casado" por "solteiro" em seu perfil no Facebook. Por sete anos, o músico e a mulher formaram uma espécie de casal 20 da galera. Após cair a ficha, enfim, os amigos começaram a postar comentários do tipo "não curti", "também não curti", "como assim?" na página dele.
Para a ex-mulher, ele justificou o ato - sacramentado na rede social três dias após a separação - dizendo que preferiu dar a notícia a todos logo de uma vez a ter que ficar se explicando a cada amigo que encontrasse no Baixo Gávea. Seria menos doloroso, alegou ele. Ela, por sua vez, ainda tenta assimilar a dimensão que o rompimento tomou, com sessões extras de terapia particulares e em grupo.
QUADRINHOS :Confira uma tirinha extra da série que ilustra a resportagem
Para alguns, ele teve uma atitude egoísta. Para outros, não. Comunicar o fim de um namoro ou casamento na internet é uma decisão unilateral? Qual é a medida para anunciar ao mundo, literalmente, o término de uma relação, sem desrespeitar o luto alheio? Estas e outras questões, nascidas no mundo virtual mas com implicações bem reais, têm alimentado reflexões e discussões, seja em mesas de bar, em consultórios de psicanálise ou em teses acadêmicas. O fato é que as redes sociais, em diferentes graus, estão causando uma série de transformações nos relacionamentos amorosos. Após saias justas, crises de ciúme e muito bafafá, aos poucos está surgindo um conjunto de novas regras de etiqueta entre os 38,4 milhões de brasileiros que usam Facebook, Orkut e Twitter, segundo números da pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online no mês passado.
- Os códigos estão sendo criados, entre erros e acertos, pois ninguém sabe ainda aonde isso tudo vai dar - diz o psicanalista Miguel Calmon, que não tem conta em nenhum site de relacionamento, mas costuma participar de debates sobre o tema no jantar com os filhos ou em seu consultório. - O mais importante é ser cauteloso e não fazer uma crítica radical e reacionária das relações intermediadas pelo Facebook, caracterizando-as como de segunda ou quinta categoria, já que as pessoas tendem a achar que amor verdadeiro era o vivido no passado. Essa revolução comportamental está transformando a forma de pensar o amor.
Para muita gente, principalmente as pessoas que ainda não entraram nessa onda, o amor nos tempos das redes sociais é mais impessoal. O psicanalista Joel Birman pondera: o momento é mesmo de repensar os preconceitos.
- Para usar uma metáfora grega, diria que o Facebook é a Acrópole contemporânea - compara. - É um espaço social legítimo, real. A rede social abriu um espaço onde as pessoas podem restaurar laços de amizade e sentimentais numa época em que a dinâmica da metrópole moderna é uma correria só. E isso tudo precisa ser visto com leveza, de preferência sem moralismo.
A professora Fernanda Paixão, de 29 anos, demorou seis meses até conseguir excluir o ex-namorado de sua lista de amigos no Facebook. Por questão de dias, não deu de cara com as fotos do casamento dele no mural. Ela diz que foi difícil se livrar dos vínculos, a história era antiga. O rolo começou em 2006, num tempo em que o Orkut ainda reinava absoluto - não há dados oficiais, mas calcula-se que hoje, no Brasil, existam 22 milhões de usuários do Facebook e 30 milhões do Orkut.
- Namoramos de 2006 a 2007, e após o término encerrei minha conta no Orkut. Mas continuamos enrolados por mais alguns anos e, nesse tempo, nós dois entramos no Facebook. Foram muitas sessões de análise para saber se o tirava, ou não, da minha lista de amigos. Quando vi que acompanhar o perfil dele estava virando um vício, tomei coragem - conta Fernanda que, até hoje, segura o dedinho para não convidar o ex para ser mais um entre os seus 460 amigos.
Autoras do livro "Mulher, vamos descomplicar?", as psicanalistas Luciana de la Peña e Ana Franqueira lembram que as crises sentimentais deflagradas em redes sociais dominaram o seminário "Encontros & Desencontros - Ele simplesmente não está a fim de você", realizado no mês passado no Espaço Trocando Ideias, no Jardim Botânico.
- O que você vai ganhar rastreando a vida do ex pelo Facebook? No máximo, vai ficar sabendo em tempo real que ele entrou numa boate e, no dia seguinte, conferir em fotos o quanto ele se divertiu - diz Luciana. - O problema dos relacionamentos não é o mundo virtual, mas o uso que as pessoas fazem dele.
Após um rompimento, a faxina nos álbuns de fotos criados no Facebook ou Orkut é procedimento de praxe. Mas o problema é que tem sempre aquele melhor amigo do casal que acaba postando uma foto antiga que pode dar aquela angústia no peito de um deles, ou de ambos. Pior é quando alguém repassa uma mensagem cheia de duplos significados que o ex escreveu, mostrando que a vida vai muito bem, obrigado. No mundo virtual, os "falecidos" costumam ressuscitar com a maior desenvoltura.
Não à toa, foi lançado um programinha chamado Ex-Blocker, que tem a missão de bloquear tudo (tu-do!) relacionado à antiga cara-metade. Basta inserir o primeiro e o último nome do dito(a) cujo(a) na conta no Twitter e no Facebook. O site da empresa criadora do software, em blockyourex.com , informa que, hoje, cerca de 14.900 pessoas são bloqueadas através dele.
As pessoas estão ficando loucas com o Facebook, os relacionamentos estão frios e a exposição, enorme
A administradora de empresas Vivian Mattos, de 28 anos, precisa urgentemente ser apresentada ao Ex-Blocker. Há dois meses, ela entregou sua conta do Facebook nas mãos de uma amiga, pediu para que ela trocasse a senha e, desde então, não entrou mais na rede. Tudo para não ficar com vontade de fuxicar a vida do ex, no melhor estilo "o que os olhos não veem o coração não sente".
- Nunca fui muito adepta de redes sociais, mas acabei entrando na onda do Facebook e, quando terminei, fui obrigada a mudar meu status para solteira. Quando fui ver o dele, adivinha?, ele já havia mudado antes de mim. Que decepção! A tristeza aumentou - lamenta. - E ainda tive que ouvir de uma colega do trabalho que se ele mudou de status é porque acabou mesmo...
Nada como um dia após o outro: Vivian jura que está conseguindo se recuperar e que está mais feliz sem a tentação de acessar o Facebook a todo momento através do celular, como antes.
- Quando quero falar com algum amigo, pego o telefone e ligo. As pessoas estão ficando loucas com o Facebook, os relacionamentos estão frios e a exposição, enorme - opina a moça.
Na alegria ou na tristeza, o Facebook faz parte do enredo de muitas histórias de amor. A teia criada por Mark Zuckerberg em 2004, tema do filme "A rede social" (que, aliás, começa com o fim de um namoro), foi o fio condutor do último relacionamento da estudante de administração Paula Pires, de 20 anos. Ela estava saindo com um carinha que conheceu na PUC fazia meses. Ele tinha feito até a proposta de os dois assumirem um "relacionamento enrolado". Eis que certo dia Paula foi pedida em namoro oficialmente - pelo Facebook.
- Recebi uma mensagem pelo site com uma declaração de amor fofa, com uma solicitação de relacionamento sério. Sou contra assumir um namoro no Facebook assim tão rápido, mas foi tão bonitinha a atitude dele que acabei aceitando - conta Paula, que namorou o rapaz por 11 meses.
Solteira há menos de um mês, optou por deixar o campo do status de relacionamento em branco:
- Me recuso a botar que estou solteira. Quem põe isso é porque está querendo provocar alguém ou porque está desesperada.
A troca de status é uma das ações de maior audiência no Facebook. Bote o aplicativo Social Statistics, que coleciona mais de dois milhões de fãs, para rodar no seu perfil e confira o resultado. No quesito Top Posts, a alteração de status sempre figura entre os dez mais comentados.
- As pessoas costumam comentar mais o término de um namoro do que o início. Quando assumi o namoro, meia dúzia de amigas curtiu, desejou felicidades. Mas quando terminei, todo mundo da faculdade me chamou no chat para mostrar uma suposta solidariedade - alfineta Paula.
Curtir a solteirice alheia também pode pegar mal na rede. Em abril, após o término de um namoro de dez meses, a gaúcha Karen Marcelja, de 32 anos, acabou mudando o status de relacionamento para solteira. Dez minutos depois, sua melhor amiga simplesmente "curtiu", o verbo mais conjugado no Facebook, num ato de apoio. Pronto: o barraco online foi parar no Twitter.
- Meu ex-namorado ficou magoado com a atitude dela e foi desabafar no Twitter. Ele começou a mandar um monte de indiretas, essa minha amiga ficou furiosa, e os dois brigaram por mensagens no Facebook - conta Karen, que, no geral, acabou vendo o lado positivo da mudança de status. - Virar solteira desperta um monte de paquerinhas que estavam adormecidas.

No fundo, todo mundo quer é ser amado, dentro e fora da internet, observa Ana Maria Sabrosa, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio:
- De alguma maneira, o ser humano é marcado pelo desamparo e tem necessidade imensa de ser amado. Toda publicação em rede social tem um objetivo. Mas como tudo é subjetivo, às vezes o retorno pode causas frustração, às vezes pode causar felicidade.
Há quatro anos estudando o ambiente social do Facebook, os pesquisadores Amy Muise, Emily Christofides e Serge Desmarais, do Departamento de Psicologia da Universidade de Guelph, do Canadá, não têm dúvidas de que a rede social está tornando o exibicionismo online algo, digamos, mais natural. Mas divulgar aos quatro ventos se é solteiro, noivo, casado, viúvo ou está num relacionamento sério ou numa amizade colorida (ao todo, são nove opções de status no Facebook) tem suas implicações. Não divulgar, também. O ponto mais latente é o ciúme.
- Algumas mulheres se tornam mais ciumentas quando passam muito tempo no Facebook. Num estudo recente, notamos que a exposição detona o gatilho do ciúme, e isso compromete a relação, deixando a pessoa menos satisfeita e menos comprometida com o parceiro - adverte Amy.
Faz sentido. De acordo com uma recente pesquisa da empresa de antivírus Norton, o uso do Facebook é uma das principais causas de divórcios nos Estados Unidos atualmente. A canadense poderia fazer uma extensa lista de dicas para casais evitarem este desfecho e terem uma vida amorosa saudável mesmo sem abrir mão das redes sociais.
- Se você encontrar algo que te deixe desconfortável no mural do seu parceiro, converse sobre isso. Muita informação divulgada no Facebook pode ser mal interpretada - diz Amy.
A forma encontrada pelo casal Luciana e Gustavo Thorstensen, ambos de 37 anos e 16 de casados, para se blindar de ti-ti-tis online foi criar um perfil compartilhado no Facebook.
- Achava ridículo ter um Facebook com o marido, porque isso tira a individualidade. Mas foi o jeito encontrado para evitarmos futuros aborrecimentos. Está dando certo - conta Luciana, que quando escreve uma mensagem no mural de algum dos 253 amigos do casal assina "/LU". - Conheço muitos casais que têm contas separadas no Facebook, mas um tem a senha do outro. Prefiro ser cafona a ser hipócrita.
Perfis compartilhados levam a alguns problemas. Quando o relacionamento termina, a quem pertence a conta? Para alguns, a saída é extinguir o perfil. Em outros casos, um assume a conta, e muda a senha (algo como trocar a fechadura da porta na vida real). A questão da privacidade, como se vê, é complexa. E virou objeto de estudo do mestrando Gustavo Rauber, do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Indraprastha Institute of Information Technology, de Nova Délhi. No total, 744 pessoas participaram da pesquisa, que será divulgada em outubro, no evento WebMedia'11, em Florianópolis. Entre as conclusões, ele confirmou que os indianos, por exemplo, são mais cautelosos do que os brasileiros nas redes sociais.
- A maioria das pessoas ignora os controles de privacidade existentes. Pode ser por desleixo, por autopromoção ou pela falta de intimidade com o sistema - avalia Gustavo.
Especialista no assunto, ele divide bem o que compartilha entre os seus cerca de 250 amigos no Facebook. Menos da metade deste total, por exemplo, soube que ele ficou noivo da namorada há seis meses.
- Dá trabalho, mas através das configurações de privacidade é possível definir os diversos níveis de intimidade por grupos. Apenas os amigos que eu gostaria foram avisados do meu noivado - diz o pesquisador mineiro, de 28 anos. - Todos nós estamos limitados a um certo número de amizades, seja por falta de tempo ou pela nossa capacidade cognitiva. O valor mediano para tal limite é estimado em 150 amizades, conhecido como número de Dunbar. E esse número foi confirmado no Facebook: apesar de você ter dois mil amigos, não consegue manter contato com muito mais de 150 pessoas.
A administradora Bárbara Bretas, de 34 anos, é um exemplo de usuária seletiva. Em seu perfil, são 134 amigos contados nos dedos. Para ela, rede social é coisa séria. Foi através do Facebook, inclusive, que conheceu seu atual namorado, o piloto Gustavo Perrota, de 29. A história é um conto de fadas com toques bem contemporâneos: certo dia, uma amiga em comum resolveu bancar o cupido e sugeriu que ela desse um confere na ficha e nas fotos de Gustavo na sua lista de amigos (encontro às escuras entrou mesmo em extinção). Mas qual não foi a surpresa ao dar de cara com o aviso "Gustavo Perrota está em um relacionamento sério", que parecia piscar no monitor. Hoje, aos risos, ele explica o acidente de percurso:

- Eu já estava de saco cheio da quantidade de periguetes querendo me adicionar, então resolvi mudar meu status de relacionamento.
Sobrou para a amiga-cupido desfazer o mal-entendido. Em cinco minutos, o status de relacionamento dele ostentava um atraente "solteiro" de novo.
- Quando vi que ele estava solteiro mesmo, comecei a olhar as fotos, vi que era gatinho, e dei o aval para a nossa amiga nos apresentar - conta Bárbara.
Os dois saíram pela primeira vez no último carnaval e não se largaram mais. Quer dizer, já rolaram umas briguinhas, o suficiente para para ela tirar do perfil que estava em um "relacionamento sério com Gustavo Perrota"...
- Para não virar bagunça, depois da terceira troca de status, resolvemos agora deixar essa lacuna em branco. Não quero mais dar satisfação para ninguém sobre a nova vida amorosa - avisa Bárbara.
Roteirista da peça "Adultério", em cartaz no Teatro do Leblon até o fim do mês, o dramaturgo Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura, levou o mito da traição virtual para o palco:
- É uma discussão aberta. Há quem pense que a chamada traição virtual alivie o desejo da traição na carne - comenta Daniel, casado e com a lacuna do status de relacionamento em branco no Facebook. - Nós conversamos sobre isso e optamos pela discrição.
Pode ser apenas uma coincidência, mas acabou de desembarcar no Brasil um site de relacionamentos que facilita a vida de pessoas casadas que querem pular a cerca. De origem americana, o Ohhtel é gratuito para mulheres. Homens pagam R$ 60 para enviar emails para as pretendentes. Nos sete primeiros dias por aqui, o site atingiu a marca de 63.317 inscritos (no total, são um milhão e 300 mil participantes, de diversos países). Neste caso, só a troca de mensagens é virtual. O objetivo final é a "traição na carne" mesmo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/07/23/redes-sociais-estao-transformando-vida-amorosa-dando-origem-um-novo-codigo-de-conduta-924966827.asp#ixzz1T6yZZrAw
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/07/23/redes-sociais-estao-transformando-vida-amorosa-dando-origem-um-novo-codigo-de-conduta-924966827.asp