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domingo, 4 de novembro de 2012

Quem trai uma vez trai duas? Especialistas explicam se o infiel é incorrigível


Andrezza Czech


Do UOL, em São Paulo
Há dois tipos de perfis de homens infiéis, segundo pesquisas da antropóloga Mirian Goldenberg
Há dois tipos de perfis de homens infiéis, segundo pesquisas da antropóloga Mirian Goldenberg

Uma vez infiel, sempre infiel? Depende. Trair pode estar relacionado à infelicidade no relacionamento, a uma característica da personalidade, um momento de descontrole emocional e muitas outras razões. Portanto, não é possível afirmar se uma pessoa que foi infiel uma vez repetirá seu comportamento, mas dá para imaginar ao analisar a situação. 

O terapeuta, escritor e especialista em relacionamentos Sergio Savian acredita que, se alguém começa a trair, dificilmente vai parar. Para ele, é natural o desejo de se envolver com outra pessoa, e ele só não é extravasado se há alguma influência externa. "Nossa sexualidade funciona a base de hormônios. A fidelidade, muitas vezes, tem de vir com cabresto, por isso as pessoas que menos traem são as religiosas. O ser humano, no seu jeito natural, trai".

Para a psicóloga Miriam Barros, especialista em terapia familiar e psicodrama, é possível que um deslize se transforme em hábito. “Se a infidelidade não tiver consequências, a pessoa fará a segunda vez", diz.

Realizada em 2008, a pesquisa Mosaico Brasil, coordenada pela médica psiquiatra Carmita Abdo, fundadora e coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, contou com 8.200 participantes e revelou que a traição ainda ocorre mais entre os homens.
Os dados mostram que, entre 18 e 25 anos, cerca de 65% dos homens dizem que já traíram; na faixa dos 40 a 50 anos, esse número passa dos 70%; já dos homens entre 60 e 70 anos, cerca de 75% afirmam já terem sido infiéis. Entre as mulheres, é possível notar que a infidelidade é mais frequente entre as jovens: na faixa dos 18 aos 25, 48% admitem que já traíram, enquanto apenas pouco mais de 20% das mulheres entre 60 e 70 anos assumem o mesmo.
“Isso revela que a traição é um padrão masculino instituído no Brasil. Essa prática se inicia desde muito cedo com os homens e vai se repetindo ao longo da vida, já que todas as gerações pesquisadas apresentam índices muito semelhantes”, diz Carmita. Segundo ela, os números sugerem que apenas 30% dos homens brasileiros em qualquer faixa etária se mantêm fiéis, enquanto estima-se que 70% teria uma prática usual de relacionamento extraconjugal em qualquer idade.

Diferentes perfis

Nos últimos 20 anos, a antropóloga Mirian Goldenberg realizou pesquisas com cerca de quatro mil pessoas no Brasil. O resultado do estudo deu origem a livros como "A Outra", "Infiel: Notas de uma Antropóloga" e “Tudo o Que Você Não Queria Saber sobre Sexo” (Ed. Record), que mostram que há uma diferença entre infidelidade feminina e masculina.
Segundo Mirian, um número pequeno de homens se define polígamo por natureza. São aqueles que traem dezenas de vezes, sem um motivo específico. Traem por acreditar que esse comportamento faz parte da essência masculina. O perfil do infiel crônico, segundo ela, é marcado por homens que separam sexo de amor e não sentem culpa.

Para Mirian, a maioria dos homens que trai age assim porque vive algum conflito pessoal ou no casamento. E muitos dizem não trair por preguiça, alegando que uma mulher já dá trabalho o suficiente. "É o cara que não quer trair, ele quer ter outra companheira ou está prestes a se separar. Esse é o tipo que não trairá novamente, a menos que viva outra crise".
Segundo a psicoterapeuta e orientadora sexual Maria Cristina Romualdo Galati, responsável pelo atendimento psicológico do serviço de disfunções sexuais masculinas do Hospital São Paulo – Unifesp, essa terceira pessoa é uma possibilidade de tomar coragem para sair daquilo que não está bom.
Enquanto há dois perfis de homens que traem, a mulher infiel é uma só, segundo as pesquisas de Mirian: aquela que sofre muito e não quer repetir o drama. A antropóloga explica que as mulheres, no geral, não desejam se dividir entre dois parceiros, mas ter uma única pessoa ao seu lado e depositar nela suas expectativas. Segundo ela, as mulheres tendem a culpar o homem pela traição: por sentirem falta de atenção ou porque o casamento estava ruim. “A mulher nunca assume que traiu porque teve tesão e pronto".
Carmita observa em suas pesquisas que a tendência de manter dois parceiros concomitantes não é tão feminina quanto masculina. "A intenção da mulher ao trair tende a ser buscar um relacionamento mais satisfatório, e isso tende a não se repetir com frequência", diz.

Os homens, por outro lado, costumam buscar conhecer outras mulheres, mas não outras parceiras. "Como não há envolvimento afetivo, muitos invalidam o conceito de traição. Já a mulher raramente vai buscar outro parceiro apenas para ter relações sexuais”, diz Carmita. Segundo ela, 43% das mulheres dizem que fariam sexo sem envolvimento, enquanto 75% respondem sim à mesma pergunta.

É possível “corrigir” um infiel?

Para a psicanalista Dora Tognolli, da SBP-SP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo), há uma fantasia de regeneração do outro, que raramente dá certo. "Alguns perfis não se transformam numa relação amorosa. Superestimar o próprio poder, achando que será possível por o outro na linha, é um erro", afirma. Segundo Mirian, é comum que a mulher pense que pode "consertar" o homem, de que se ele traiu a "ex", é porque ela não era tão especial.

"Se ele sempre acreditou que fazer sexo com outras mulheres é ser fiel à própria natureza, ele continuará a pensar assim". Se traiu a antiga parceira por estar insatisfeito com a relação, o cenário é outro: é possível, sim, que ele não venha a ser infiel com a nova paixão, se estiver satisfeito com essa nova relação. 


http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/10/19/quem-trai-uma-vez-trai-duas-especialistas-explicam-se-o-infiel-e-incorrigivel.htm

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pesquisa mostra diferenças emocionais entre ciúme masculino e feminino


22/08/2012 - 10h21

MARCO VARELLA

ENVIADO ESPECIAL A VIENA


Um estudo da pesquisadora chilena Ana Maria Fernandez, da Universidade de Santiago do Chile, traz novos dados sobre as diferenças entre homens e mulheres nas manifestações emocionais do ciúme. A pesquisa foi apresentada durante a 21. Conferência de Etologia Humana em Viena, na Áustria.
Fernandez usou trechos de filmes, como "Closer", estrelado por Julia Roberts, Jude Law, Clive Owen e Natalie Portman, para induzir reações ciumentas em homens e mulheres, e então controlou parâmetros fisiológicos dos participantes como batimento cardíaco e taxa de respiração. As cenas usadas para isso foram cuidadosamente escolhidas, envolvendo momentos de traição conjugal no filme.
"Descobrimos que os parâmetros fisiológicos de homens estão mais voltados para a agressão --aumento do batimento cardíaco e taxa de respiração. Já para as mulheres os dados foram mais complexos, não tão coesos quanto para os homens" disse Fernandez à Folha.
Essa agressividade suscitada em homens pelas emoções ciumentas teriam a função evolutiva de manutenção do par romântico por meio da competição com outros homens. A reação feminina ficou mais semelhante às de dor, tristeza e insatisfação pessoal.
CIUME SEXUAL E EMOCIONAL
Ela também verificou diferenças entre homens e mulheres que são comuns em diferentes culturas. Homens tendem a sofrer mais por ciúme sexual, enquanto mulheres sofrem mais por ciúme emocional.
Já que, por conta da fecundação interna, as fêmeas de mamíferos têm mais certeza de que os filhos são seus, os machos sempre ficam na dúvida. Essa diferença fisiológica na fecundação e gestação da prole influenciou na evolução do tipo de ciúme mais predominante em homens e no tipo mais predominante em mulheres.
Os homens ancestrais temeram mais ajudar a criar um filho que não era deles e as mulheres ancestrais temeram mais perder o vínculo emocional e assim o cuidado paternos em seus filhos.
Essa diferença sexual no tipo de contexto que suscita mais ciúme só foi descoberta quando da aplicação da abordagem evolutiva ao estudo da psicologia humana. Isso mostra o poder heurístico da abordagem, ou seja, o potencial que tem de gerar novas predições e descobrir novos fenômenos.
Ambos, homens e mulheres, sentem ciúme sexual e emocional -- só a proporção relativa de cada tipo varia segundo o sexo. Carlos Gil Birmann, da Universidade Autônoma de Madri, acrescenta que "a fidelidade sexual é mais importante em mulheres antes dos 30 anos, mas em homens é importante em todas as idades".
AMOR E CIÚME
Muitos pensam que o amor foi inventado por poetas românticos e acreditam que nossos ancestrais eram brutos e insensíveis --a velha imagem do homem das cavernas arrastando a mulher pelo cabelo. Da mesma forma, há quem ache que o ciúme é uma doença ou algo a ser eliminado completamente dos relacionamentos.
Ambas as noções estão equivocadas. Tanto o amor quanto o ciúme são aspectos universais de nossa psicologia. São tendências comportamentais extremamente importantes evolutivamente para a reprodução humana, mais especificamente na vinculação e manutenção da parceria amorosa por tempo suficiente para o cuidado da prole.
O fato de termos herdado tais propensões de nossos ancestrais não implica que agiremos todos da mesma forma, que a cultura não tenha importância, que não temos livre-arbítrio ou que é impossível ter filhos sem amor ou ciúme. Mas sim que, na média dos relacionamentos românticos, seja aqui, no Chile, na China ou África do Sul, amor e ciúme estarão contribuindo para que pessoas queiram ficar juntas e proteger o parceiro de terceiros.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1141245-pesquisa-mostra-diferencas-emocionais-entre-ciume-masculino-e-feminino.shtml

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Catherine Millet - das aventuras sexuais ao ciúme doentio

Catherine Millet - das aventuras sexuais ao ciúme doentio
Qua, 01/07/2009 - 10h21 - Amor e Sexo
Foto/Editora Agir

Ousada, a romancista Catherine Millet chocou o mundo após a publicação de "La Vie sexuelle de Catherine M" (A Vida Sexual de Catherine M. Ediouro, 2001), autobiografia erótica que revela em detalhes suas aventuras sexuais - contos pornográficos com temas que vão desde a perda da virgindade até as orgias com 150 homens.

Depois de vender mais de um milhão de exemplares pelo planeta, com tradução em 45 idiomas, a obra chocou os leitores principalmente por causa da preferência de Catherine pelo sexo grupal, mais ainda pelo fato de a autora ser também a fundadora da respeitada revista francesa "Art Press".

Em meio a tudo isso, ela viveu o casamento com o escritor Jacques Henric, que não participava das experiências de sexo em grupo, e está com a escritora até hoje. Sem pudor algum, a escritora falava abertamente sobre os seus relacionamentos extraconjugais e expôs exatamente como eram as suas relações sexuais. Preferia não observar os rostos dos homens, tampouco saber os seus nomes.

Catherine dizia seu corpo era divido em dois. O físico servia apenas para se explorar o prazer, a prática do sexo em qualquer lugar, seja no cemitério ou até no escritório da revista em que trabalhava. E o amoroso era reservado apenas para o marido, com quem vive há cerca de 30 anos.

Entretanto, o mais surpreendente da sua própria vida não são apenas as experiências sexuais, mas sim a sua crise avassaladora de ciúmes que viveu quando descobriu a infidelidade do marido. Como qualquer mulher, a romancista descobriu o gosto amargo da traição e conta no seu mais recente relato autobiográfico "A outra vida de Catherine M" (Editora Agir) o que sentia quando o espionava: seja lendo suas cartas ou e-mails.

O título original é "Jour de Souffrance", uma expressão francesa com dois significados: “dia de sofrimento” e ainda “janela que se pode abrir para a propriedade do vizinho, deixando passar a luz, sob a condição de que seja guarnecida de uma vidraça fixa e opaca”. Mais fiel a sua vida impossível. O lançamento da tradução desta obra será durante 7ª edição da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), realizada até o dia 11 de julho.

Como ela mesma revela em entrevistas, a sua filosofia libertária em relação ao corpo e ao sexo não a impediu de sentir o ciúmes, e por conta disso, afinal a sua vida sempre foi um livro aberto, ela se sentiu na obrigação de relatar também os sentimentos de uma mulher ciumenta.

"Existe uma expressão em francês: 'Eu ponho as cartas na mesa'. É a única forma de tentar tornar as coisas interessantes. Se você negá-las, elas te devoram".

Por Juliana Lopes
http://vilamulher.terra.com.br/catherine-millet-das-aventuras-sexuais-ao-ciume-doentio-3-1-31-242.html

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Computador é motivo para ciúmes?

Computador é motivo para ciúmes?
Intel revela que 56% dos namorados dizem não ter ciúmes quando o parceiro fica muito tempo conectado
Eduardo Mustafa| ››
03 de Junho de 2011 • 15:09
A Intel realizou uma enquete online em maio para descobrir como o computador afetou a vida amorosa das pessoas. Segundo 23%, o ciúme pode surgir de vez em quando, principalmente quando o namorado/a fica muito tempo conectado. Já 13% afirmaram que possuem as senhas de internet e redes sociais para bisbilhotar a vida online do parceiro/a. Outros 35% defendem a privacidade e não xeretam de jeito nenhum a vida online do parceiro. A enquete foi realizada com mais de 450 internautas brasileiros, a pedido da Intel Brasil.

“Apesar do constante crescimento de usuários de Internet no país, e do grande volume de horas que os brasileiros passam conectados, a enquete realizada pela Intel levanta um fato curioso – a maioria dos internautas considera a Internet uma ferramenta excelente para manter um relacionamento, encurtar distâncias e matar as saudades, mas nem todos concordam com a paquera online. O primeiro contato, para a grande maioria, ainda deve acontecer no mundo real”, explica Denise Pereira, Gerente de Marketing de Consumo da Intel Brasil.

Ciúmes do computador do namorado/a
Na opinião de quase 60% dos respondentes, casal que navega junto, permanece junto. Não que o computador não seja motivo para atrito: Cerca de 20% admitem que sentem ciúmes do computador do namorado e gostariam que ele/a passasse menos tempo conectado.

Você xereta a vida online do seu namorado/a?
A enquete descobriu que 35% dizem que não procuram saber da vida online do namorado, mas estão sempre de olho caso algo de diferente aconteça. Já 17% admitem que vigiam de muito perto das redes sociais da alma gêmea, mas buscam o fazer de forma discreta para que o parceiro/a não perceba. Ao contrário dos 34% que são totalmente contra a invasão de privacidade e alegam não tomar essa atitude em hipótese alguma.

Você procura um novo amor na Internet?
As opiniões ficaram divididas: 54% dos entrevistados não acreditam que a Internet serve para procurar um novo amor, e 12% do total consideram que lugar de paquera é na balada. 36% consideram a rede uma ferramenta de regular para boa para conhecer pessoas, mas admitem que não é a melhor forma de paquera. Apenas 8% são ferrenhos defensores da paquera virtual.
http://www.proxxima.com.br/proxxima/indicadores/noticia/20110603-Computador-e-motivo-para-ciumes.html

domingo, 22 de maio de 2011

Ciúme é natural, desde que exista confiança no parceiro

29/04/2011
Ciúme é natural, desde que exista confiança no parceiro

Responda rápido: o que dói mais ao ciumento, a descoberta ou a desconfiança? O ciúme é um sentimento tão complexo, que assim como acontece nas fobias e pânicos, pode acabar sendo mais torturante na imaginação do que na realidade. Claro que a descoberta de ser traído é muito dolorosa e, certamente, a maior que um ser humano pode sentir nos assunto do coração. Mas imaginar a traição pode - por incrível que pareça -, gerar dores e angústias equivalentes.

Muitos de vocês, provavelmente, me diriam que é menos doloroso imaginar uma traição e suas tramas do que, de fato, desvendá-la. Mas em casos patológicos, como na paranoia, a expectativa de um determinado desfecho que não se configura, e o que é pior, se adia, acaba se tornando a mais insuportável das angústias.

Na imaginação do ciumento martelam os inúmeros "detalhes" da suposta traição. Ele realmente acredita e sente que está sendo traído. "Com quem meu parceiro está me traindo? Quando serei trocada (o) por outra (o) que lhe dê mais alegria e amor?". O ciumento patológico arquiteta horas e horas por dia. Sua atividade cerebral é, muitas vezes, monotemática: pensa o tempo todo como e quando irá flagrar a situação que tanto se adia. Quando descobre algo - se é que descobre - pode sentir uma forma de alívio num primeiro momento. Nesse contexto há também o fim de relacionamentos sem a menor possibilidade de diálogo ou de perdão e os graves casos de crimes passionais.

As cenas podem ser clássicas: a mulher checa recados ambíguos no celular, fuça nos bolsos ou na carteira, investiga a movimentação do parceiro nas redes sociais. Quanto ciúme não pode gerar uma "nova amiga"?

Justiça seja feita. Pela maneira como estou escrevendo, até parece que o ciúme é exclusividade das mulheres. Não é. O sentimento é apenas menos alardeado entre os homens educados para dissimular os sentimentos. Como bem cantou Roberto Frejat, "Homem não chora nem por dor nem por amor". Talvez você não veja suas lágrimas, mas se possuísse algum tipo de raios-X do sofrimento, saberia que eles também se corroem (tanto ou mais) quando imaginam algum opositor.

É preciso, no entanto, esclarecer que existem diferenças entre o ciúme feminino e o masculino. As mulheres sentem, primordialmente, ciúme do sentimento que outras mulheres podem desencadear no parceiro, das trocas afetivas. No caso do homem, há uma preocupação relativa à sua virilidade. É primordialmente doloroso para eles imaginar o relacionamento sexual entre sua parceira e outro macho que a possa satisfazer.

Origem do ciúme

Mas, afinal, de onde vem o ciúme? Como ele é gestado dentro de nós? Porque mesmo estando tudo bem entre um casal, se instala entre eles o velho e encrenqueiro ciúme?

Do ponto de vista da psicanálise, sua origem está no primeiro par formado por nós, seres humanos: a dupla mãe e filho. O sentimento de completude que o bebê sente nos braços da mãe passa por um fracasso natural ao longo do tempo. O filho percebe que o desfile de outras pessoas em sua frente demonstra que, na verdade, não é apenas com ele que a mãe se realiza. Dizemos que logo nos primeiros anos, a criança vivencia o ciúme no triângulo formado por ela, a mãe e o pai. E na falta deste, algo ou alguém que desvie o olhar materno, como irmãos, ou o trabalho. Na verdade, há uma variedade de outras situações que indicam à pequena criança que a mãe, ao desviar o olhar, encontra satisfação em outro lugar.

Em outras palavras, não há criança que não tenha sentido ciúmes no início de seu desenvolvimento psíquico, e esse é o percurso natural em nossa constituição como adultos, capazes de suportar frustrações e faltas na vida.

Quando crianças, já temos a dimensão de que podemos ser "trocados" por outra pessoa. É um dos sentimentos mais dolorosos que um ser humano pode sentir. A forma de cada criança viver esse sentimento de exclusão influenciará toda sua estrutura psíquica, determinando, na vida adulta, como essa pessoa irá se posicionar frente ao amor e viver a fantasia de ser amada ou rejeitada.

Não há comportamento de mãe ou de pai que possa evitar isso, pois não escapamos ao inegável. Sim, todo mundo deseja, de alguma maneira, ser um grudado com o outro. No entanto, isso é impossível: não nascemos siameses e cada um de nós deve dar conta de sua incompletude.

No estado de paixão, inconscientemente, cada um dos membros do casal revive a sensação de completude resgatada da dupla mãe e filho. A felicidade sentida é imensa e, junto com ela, o medo de perder o outro. Com o passar do tempo, a ilusão de exclusividade do amor desmorona, assim como acontece no primeiro triângulo de nossas vidas. A lua de mel precisa acabar em algum momento, e cada um dos membros volta seu olhar para outra coisa para além do parceiro amoroso.

Apesar de estarmos falando de uma construção muito inconsciente, é possível afirmarmos que a maneira com que cada criança vive essa fase da percepção do triângulo vai desenhar a presença do ciúme em sua relação amorosa na vida adulta. É por isso que, em maior ou menor grau, todo ser humano sente ciúmes quando se relaciona amorosamente.

Mas a questão que se coloca é a da intensidade desse sentimento. Existe o "ciúme normal", em que não se quer perder o outro, mas apesar disso, se estabelece uma relação de confiança mútua. Mas existe também o "ciúme delirante".

Para o paranóico, tudo que acontece tem relação com ele ou com seu tema central. Por isso os vemos construindo um mundo próprio em que sempre têm razão. Quando o paranóico acha que está sendo traído, desconfia de todos, inclusive daquele que o tenta convencer do contrário. Neste caso, infelizmente, estamos diante do ciúme patológico, e que dificilmente será dissipado sem ajuda terapêutica.

Há ainda, além dos "normais" e dos paranóicos, aqueles que evitam o relacionamento para se defender da possibilidade de sentir as intempéries do amor.

Psicanálise à parte, acho perfeita a frase de Stendhal: "Para que um bom relacionamento continue e seja agradável, é preciso não apenas suspeitar prudentemente como ocultar discretamente a suspeita".

Enfim, que atire a primeira pedra quem nunca sentiu, nem um pouquinho que seja, esse tal de ciúme!

Fonte: Minha Vida
http://www.enfermagemesaude.com.br/noticia/noticias/3350/ciume-e-natural-desde-que-exista-confianca-no-parceiro

domingo, 17 de abril de 2011

Aprenda a controlar seu ciúme

Aprenda a controlar seu ciúme.
Todos nós já sentimos ciúmes alguma vez na vida. Isso pode ser até estimulante para o casal e manter um atento ao outro. Mas se você sofre ou faz sofrer por causa de ciúmes, está na hora de refletir para mudar o seu comportamento.
Os ciúmes podem ser vencidos se você souber o que fazer para se modificar.

Veja algumas dicas para controlar seu ciúme:

1 – Evite os pensamentos destrutivos. Substitua-os por outros que tragam segurança e confiança em si mesma.

2 - Esforce-se para ser positiva e saiba diferenciar os fatos reais dos que são fruto da sua imaginação.

3 - Fixe-se nos fatos para ver se realmente há um conflito que você precisa solucionar.

4 - Confie no seu parceiro e controle o ímpeto de interrogá-lo sobre onde e com quem está a cada cinco minutos.

5 - Quando você sentir esse impulso, pense imediatamente em si mesma e faça alguma coisa de que goste muito.

6 – Converse com o seu parceiro sobre o que está acontecendo com você em um momento em que se sentir tranqüila.

7 - Assim você manterá o autocontrole e poderá explicar o que sente. Isso será impossível se você decidir falar em plena crise de ciúmes.

8 - Converse sobre a sua percepção atual.

9 – Não justifique os seus ciúmes com fatos do passado que já foram esclarecidos.

10 - Quando você sentir que a situação está saindo do seu controle, converse com uma pessoa discreta e de confiança sobre o que está acontecendo: um amigo, um terapeuta, um médico.

11 - Muitos fantasmas desaparecem quando você consegue falar sobre eles e crescem quando você os esconde ou nega.

12 – Não culpe ninguém pelo que você sente. Nem a si mesma.

13 - Lembre-se de que você é responsável pelos seus atos, e que está tentando sinceramente superar esses ciúmes que fazem você sofrer.

Importante:


•Os ciúmes sempre nascem de alguma insegurança. Conheça-se melhor e valorize os seus pontos positivos.
•Assim você conseguirá a força e a segurança necessárias para superar os ciúmes e viver seus relacionamentos com liberdade e confiança.
http://dicasdoprofessor.wordpress.com/2011/01/10/aprenda-a-controlar-seu-ciume/