Para Inuteis cultos, Uma forma diferente de Amar, história e realidade
Quinta-feira
30 Jun 2011
Posted by rockislife4
O relacionamento sexual entre humanos e animais sempre esteve presente na história da humanidade, é um assunto frequente na arte, literatura, fantasia e mitologia de diversos povos. Encontramos cenas de zoofilia em pinturas rupestres onde homens copulam com cervos, alces e cães. No Egito antigo a zoofilia era praticada para finalidades religiosas e mágicas, onde homens e mulheres copulavam com cabritos e cabras sagrados, considerados encarnações dos deuses da fertilidade.
Alguns povos permitiam a zoofilia somente com determinados tipos dos animais. Os Hititas proibiam o sexo com cães e vacas por considera-los impuros, mas com cavalos ou mulas era permitido. O velho testamento proibia e punia com a morte todos os tipos de contato sexual com animais. Foi argumento para a condenação de muitas pessoas durante a Idade Média.
Mas foi entre Gregos e Romanos que a zoofilia gozou de maior liberdade. A mitologia Grega é rica em histórias de zoofilia. Bons exemplos são a história de Zeus, que transformado em cisne, seduziu Leda, a rainha de Esparta, e do Minotauro que era a filho da rainha Pasiphae com um touro branco.
As mulheres romanas introduziam serpentes nas suas vaginas, não só para chegar ao orgasmo, mas também para mantê-las frescas durante o verão. Cenas públicas de zoofilia com vacas, lobos, ursos e até crocodilos eram também apreciadas nas arenas durante os jogos romanos.
Um zoosexual é uma pessoa que sente-se atraída emocional e fisicamente por um parceiro não humano. Esta atração é manifesta de muitas maneiras. Pode ser puramente erótica e ficar apenas no campo da fantasia do momento, ou tornar-se um relacionamento duradouro.
Para muitas pessoas é um estilo de vida que envolve aspectos sociais, físicos, emocionais e espirituais, indo muito além do interesse do zoofilista, que está focado somente no aspecto sexual deste contato. Estes encontram nos não humanos aspectos positivos que aos seres humanos podem faltar como a fidelidade e honestidade. Estes para explicar sua atração por animais parte do princípio que nós humanos somos também animais e que guardamos muitas semelhanças com outros animais. Temos corpos, órgãos sexuais e comportamento sexual parecidos, e que é da natureza humana a curiosidade sobre o sexo animal e desejar ter relações com animais. Outro argumento a favor destes é o amor que as pessoas devotam aos seus animais de estimação. Amor platônico que pode eventualmente tornar-se sexo.
Os animais mais preferidos entre estes são:
Os cães são os preferidos da maioria, muito apreciados pela sua fidelidade e no trato do sexo oral;
O pônei é valorizado pelo orgão sedoso e brilhante, pelos genitais profundos da fêmea que permitem que penetre-se o braço inteiro e pelas curvas da pata traseira semelhantes ao traseiro humano;
A cabra e a ovelha possuem genitais e tetas semelhantes as humanas;
As novilhas têm o quadril afilado parecido com o humano;
A leitoa possui a pele rosada e curvas muito parecidas com as humanas.
Esta pratica é proibida pelas principais religiões e considerada ilegal em muitos países. Historicamente, a razão para esta oposição é que não era um acto procriativo e que poderia gerar aberrações e doenças, Actualmente a idéia de que é um acto não consensual e de maus tratos ganhou força. Os adversários desta prática consideram impossível para animais consentir o sexo com seres humanos, o que caracterizaria maus tratos e abuso sexual, citando como exemplos animais claramente abusados, sendo amarrados, feridos e mutilados. Além de outros que penetrados não resistem e morrem, como as galinhas e filhotes de cães.
Os defensores afirmam amar os animais como bichinhos de estimação, mas também amá-los no sentido mais profundo, preocupar-se com a sua saúde, bem-estar e proteção e nada fariam para prejudicá-los. Também afirmam que os animais são capazes do consentimento sexual à sua própria maneira, sendo possível saber claramente através do comportamento e da linguagem corporal se o animal deseja ou não esse tipo de relação e que condenam todo tipo de comportamento abusivo chamado de zoosadismo que não é típico e nem é aceito pela comunidade zoosexual.
Em resumo estamos a lidar com uma polêmica forma de amar que está longe de ser aceita pela sociedade, mas que não desanima os seus praticantes que acreditam na integração gradual através de uma crescente tolerância e aceitação na sociedade humana.
É do Nada
http://rockislife4.wordpress.com/2011/06/30/para-inuteis-cultos-uma-forma-diferente-de-amar-historia-e-realidade/
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Casamento e homofobia: as torções do direito e os mastros da democracia
Casamento e homofobia: as torções do direito e os mastros da democracia
por Pádua Fernandes
O que irrompe quando juristas que costumam manter uma linha de argumentação racional, mesmo em seus erros, dão nós na razão e embaraçam-se nos fios torcidos? Que sentimentos entram em jogo sob o disfarce, no direito, da teoria constitucional?
Trata-se do instituto jurídico do casamento civil; ele deve permanecer um privilégio de certos casais ou não? Esses privilégios, muitas vezes de origem religiosa, vedaram a legitimação jurídica de uniões inter-raciais, de pessoas de religiões diversas, de castas diferentes – e de mesmo sexo.
Em países teocráticos, esse instituto simplesmente não existe. Porém, nos países que desenvolveram essa importante conquista para a pluralidade, o casamento civil, os argumentos para mantê-lo como privilégio de casais de sexo diferente encontram dificuldade de esconder sua origem em preconceitos religiosos – e, portanto, contrários ao espírito do direito de uma sociedade em que Estado e religião estão separados.
Qualquer direito que se assuma como religioso assume, só por essa razão, um caráter excludente, o que o torna dificilmente compatível com a democracia. É democrático que as pessoas tenham o direito de adotar uma religião; o Estado é que não deve fazê-lo.
A importância histórica dos Estados Unidos da América para o constitucionalismo é inegável. No entanto, Eve Kosofsky Sedgwick, em Epistemologia do Armário, bem pôde indicar, entre as diversas incongruências dos discursos sobre o gênero, a incoerência do Judiciário daquele país, a Suprema Corte inclusive, que legitima a vedação do acesso de homossexuais a certos empregos. Um professor de geografia do oitavo ano em Maryland, Joe Acanfora, havia sido afastado de suas funções docentes quando se descobriu que era homossexual. Inconformado, o professor chegou a ir à tevê e, com isso, foi definitivamente excluído. O tribunal considerou legal a demissão sob o argumento de ele ter divulgado sua própria sexualidade – o que atrapalharia o processo pedagógico!
O professor apelou. O tribunal superior, no entanto, ratificou a decisão com outro argumento: Acanfora não havia mencionado, no pedido de emprego, que havia sido membro de uma organização sexual na universidade. Se tivesse dado a informação, não teria sido contratado… A demissão, pois, era perfeitamente legal. A Suprema Corte, por sua vez, rejeitou a demanda de Acanfora, que perdeu o caso sob o argumento de que divulgou sua sexualidade e, depois, sob o argumento de que a ocultou. Tratava-se de “uma revelação simultaneamente obrigatória e proibida”, escreveu Sedgwick. Não havia como ganhar a causa.
A autora afirmou, porém, que os tribunais distinguiram entre a homossexualidade do professor, e a maneira inadequada com que teria divulgado sua “condição”; a homossexualidade, por si só, não teria sido o motivo da demissão. Creio que ela está equivocada nesse ponto: a escola não o teria contratado se soubesse que ele era homossexual e essa discriminação, fundada tão só em sua sexualidade, em vez de ter sido considerada inconstitucional, foi julgada legítima. Se não faz diferença, juridicamente, ocultar ou revelar certa condição, é porque ela constitui o problema, e não o seu ocultamento ou revelação.
Creio, pois, correta a National Education Association que, em declaração de 30 de setembro de 2009 sobre proibição de discriminação no emprego, citou o caso de Acanfora como exemplo de discriminação por motivo da sexualidade. Nos EUA, “legislação apropriada é extremamente necessária, não legislação que crie ‘direitos especiais’, e sim que crie ‘direitos iguais’ para que empregados LGBT fiquem livres de discriminação.”
Trata-se mesmo do nó da questão: como um ordenamento jurídico que apresente, em seus princípios gerais, o da igualdade, pode ser usado para legitimar a discriminação de homossexuais? Tortuosidades argumentativas e hermenêuticas costumam aparecer – afinal, como conciliar aquele princípio de origem iluminista com os preconceitos inspirados em livro religioso milenar? Há quem o faça, mas não são os ortodoxos.
O caráter abstrato desse princípio permite-lhe ser historicamente moldável e abrigar causas que não foram pensadas em 1789, mas que hoje são prementes, como o da união entre pessoas de mesmo sexo; como escrevi em meu livro Para que servem os direitos humanos?, trata-se da capacidade histórica dos direitos humanos de se transformarem sem a necessidade de alterações jurídicas formais.
Mais um exemplo de tortuosidade jurídica: o casamento deixou de ser um privilégio heterossexual em Portugal (assim como na Espanha, outro país católico). O jurista Carlos Pamplona Côrte-Real, em parecer de 2007, lucidamente apontou os extravios metodológicos de certos constitucionalistas lusitanos (entre eles, Canotilho e Jorge Miranda) que consideravam constitucional a proibição do código civil português de que homossexuais casassem. Para legitimar a vedação no código, inexistente no texto constitucional, eles interpretavam a Constituição de acordo com a legislação civil, invertendo a hierarquia das normas: a Constituição é que deveria, segundo as noções básicas, comezinhas da teoria do direito, servir de parâmetro normativo. Canotilho e Vital Moreira chegam ao extremo de dizer que o direito ao casamento seria “neutro” em relação ao recorte hetero ou homossexual. Pamplona Côrte-Real, muito cortês, não faz a indagação, mas seria de perguntar se aqueles constitucionalistas veria algum problema jurídico, em termos de direitos humanos, se o legislador vedasse o casamento entre pessoas de sexo diferente…
O parecer ataca o apriorismo na argumentação desses juristas ao tomarem o modelo do matrimônio católico como pressuposto do casamento civil, e vincula as inconsistências resultantes a um preconceito homofóbico.
Com efeito, esse tipo de repulsa é evidente nos argumentos de que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo abriria portas para poligâmicos, incestuosos etc. Algo de semelhante pode ser lido no parágrafo 24 da Metafísica dos Costumes de Kant, em que o filósofo alemão compara a união entre seres humanos do mesmo sexo com a zoofilia sem apresentar razões para essa analogia, no mínimo esdrúxula para seres racionais. De fato, não era necessário para o leitor da época, apresentá-las: eram os preconceitos religiosos que irrompiam no discurso jurídico-moral kantiano e faziam-no comparar pessoas que amavam outras do mesmo sexo com seres irracionais, negando-lhes a dignidade humana.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil adotou linha de pensamento parecida em curiosa intervenção nas ações que o Supremo Tribunal Federal julgou sobre a extensão da união civil aos casais homossexuais (escrevi sobre essas ações julgadas pelo STF aqui e aqui. É interessante notar que a CNBB, nesse julgamento, foi a única entidade que comungou do entendimento de uma associação filo-nazista, que também se manifestou, nos autos e na sustentação oral, contrária ao reconhecimento jurídico das uniões entre homossexuais). Argumentos como esses já foram usados para a proibição do casamento entre pessoas de raças diferentes, como bem lembram, entre outros, os juristas Luís Duarte d’Almeida e William Eskridge Jr.
Este último jurista, estadunidense, realizou importantes pesquisas sobre o ativismo judicial dos movimentos sociais nos EUA, analisando as derrotas e vitórias desses movimentos no Judiciário. Em livro recente, lembrou que um clássico do pensamento jurídico, Jeremy Bentham (1748-1832), escreveu contra a perseguição de homossexuais em textos que ficaram inéditos (o filósofo temeu que o público não os aceitasse) até a segunda metade do século XX.
É realmente interessante lembrar de Bentham – um adversário do Iluminismo – neste debate. O filósofo utilitarista considerava que estávamos sob o império de dois princípios: a dor e o prazer. Útil seria toda lei que aumentasse o prazer e diminuísse a dor. Com esse fundamento, ele criticava toda lei que impusesse o ascetismo, bem como as leis de “antipatia”, isto é, as que se fundamentassem na repulsa a um grupo.
Leis de antipatia? Trata-se exatamente da questão da homofobia. E também do ascetismo, quando se defende que os homossexuais não precisam ser eliminados, mas não devem realizar-se afetivamente. Contudo, o que pode trazer de maléfico para os casais de sexo diferente que os outros casais também possam legalmente casar-se? Cito Bentham:
Permanecem, portanto, duas fontes, e não mais do que duas, das quais a soma de felicidade tomada em todas suas formas pode aumentar: uma é a diminuição do montante de dores; a outra é a remoção dos obstáculos que o erro e o preconceito opuseram ao aumento do estoque de prazeres que toda pessoa (homem ou mulher) tem em seu próprio poder.
Ele, em nome do princípio da utilidade, condenou a perseguição aos homossexuais (fora um iluminista, poderia tê-lo feito com base na dignidade), pois ela aumenta o montante de dor na sociedade, com a perseguição a essas pessoas – que não causam, com seu comportamento, dor ao restante da sociedade. Bentham recordou dos variados exemplos clássicos de amor viril (Virgílio, Suetônio, Alexandre o Grande…) e escreveu que não se pode condenar esse amor com base nas palavras de Jesus, pois o “advogado da adúltera” jamais o censurara, no que teria sido muito diferente do ascetismo legiferante de Moisés e de Paulo.
Com base no pensamento utilitarista, poderíamos até mesmo argumentar, em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que, além de aumentar o prazer entre essas pessoas, ele tem como efeito diminuir a dor entre os heterossexuais, que deixarão de ser enganados por homossexuais que pretendem esconder sua orientação sexual em uniões de conveniência.
De fato, estamos em um campo em que os princípios da dignidade e o da utilidade convergem. Adversários de ambos, claro, defenderão outras posições. Exemplo recentíssimo, no Brasil, foi o de uma casa de legisladores municipais, antes conhecida somente pelos numerosos casos de corrupção que envolveram seus membros e por sua morosidade legislativa. Na atual legislatura, marcou-se também pela descoberta do patrocínio de vários de seus membros pelas empresas imobiliárias, interessadas em desfigurar o plano diretor, bem como em verticalizar e poluir ainda mais a cidade.
Essa casa, atuando como improvável pilar da moralidade nacional, resolveu em agosto de 2011 criar o “dia do orgulho hétero”, que ainda não foi sancionado ou vetado pelo prefeito. O apóstolo da medida justificou-se, afirmando em artigo na Folha de S. Paulo querer discutir os supostos privilégios dos homossexuais na sociedade brasileira. Escreveu: “Vejo nas novelas e na imprensa um tratamento especial dos gays.” De fato, o tratamento é especial, porém negativo: os únicos casais que não podem se beijar são os de pessoas do mesmo sexo.
Em seu arrazoado, menciona algo inexistente, num falso paralelismo com a homofobia: a “heterofobia”. Heterossexuais não são demitidos, espancados ou mortos pelo simples fato de sua orientação sexual – isso ocorre com os homossexuais. É ridículo tentar negar esse dado óbvio da realidade, mas alguns fazem do ridículo sua missão. O autor do projeto aprovado chegou ao ponto de criticar, em frase cujo óbvio símbolo fálico sugere a conveniência de consultar o psicanalista, “os intocáveis que hasteiam a bandeira gay e que quebram o mastro da bandeira da democracia.” (Grifo meu.)
No tocante ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, poder-se-ia, com alguma lucidez, falar em “direitos especiais”? Obviamente que não, mas de acesso aos mesmos direitos. Por esse motivo, parece-me infundada a posição de certos autores que acusaram o Supremo Tribunal Federal brasileiro de legislar quando reconheceu que pessoas do mesmo sexo também vivem em uniões estáveis. Afinal, não ocorreu a criação de um direito novo, nem de um “direito gay” específico, e sim apenas a extensão de um direito já existente a um grupo que era excluído, o que contrariava o princípio da igualdade previsto na Constituição e nos tratados internacionais de direitos humanos. Tal é a força normativa do princípio, que pouco importa que o parágrafo terceiro do artigo 226 do texto constitucional fale do reconhecimento como entidade familiar da união estável entre homem e mulher. Ademais, como se sabe, a hermenêutica dos direitos humanos segue o princípio de ampliar esses direitos, e não de restringi-los.
Por essa razão, e pela capacidade dos direitos humanos de se transformarem segundo o momento histórico, também não é relevante, para aplicar o princípio hoje, que os constituintes não tenham desejado esse alcance. Nos debates da Assembleia Nacional Constituinte, houve grande discussão sobre a proibição de discriminação por orientação sexual, prevista em emenda de José Genoíno. O relator da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, o então senador José Paulo Bisol, diante de acusações, defendeu aquela proibição em termos francamente homofóbicos:
Quanto ao problema da família, o nobre Constituinte estranhou a expressão “união estável”, como se ela incluísse a possibilidade de uniões entre homossexuais. Nobre Constituinte, não estou preocupado com as uniões dos homossexuais. Se eles querem fazer, que as façam! Desde que isto não se converta num escândalo social, é um direito deles. A palavra “casamento” também não evita, em si mesma essa expressão. Porque eles falam em casamento! Tenho lido nos jornais e até ouvi um Constituinte, aqui, falar: “Estamos permitindo casamento de homossexuais?” Meu Deus, não se trata disso! Apenas se trata de dizer que os homossexuais são seres humanos! E aqui disseram até que é uma questão de nascimento. Não vou a tanto. Acho que é mais um problema cultural e de formação. Mas, não entro em discussão. O que eu quero dizer é que os homossexuais não me perturbam. Acho que eles são pessoas humanas. E creio que ninguém tem o direito de não empregar um homem competente por ser ele um homossexual! É isto.
O “nobre” era o deputado José Mendonça de Morais, que, além de pregar a homofobia, foi um dos defensores da censura na Assembleia. Quanto a Bisol, há o que se dizer a seu favor, pois chegava ao ponto de considerar homossexuais “pessoas humanas” (no que superava diversos constituintes), embora com “problema”. De fato, tinham um problema, do qual esses constituintes faziam parte: a homofobia.
A emenda acabou rejeitada porque, de acordo com o discurso dominante, o princípio da igualdade e da proibição da discriminação já contemplaria, em seu conteúdo, a vedação à discriminação por orientação sexual. Esse argumento, embora assumido pelos homofóbicos, é-lhes contraproducente: se era verdade que não se precisava, para evitar a discriminação, mencionar explicitamente a orientação sexual no que se tornou o artigo 5º, por que cobrar hoje, para que os homossexuais não sejam discriminados no direito ao casamento, que a previsão constitucional da união estável seja explícita a respeito?
O uso seletivo do princípio da igualdade por esses hermeneutas corresponde a mais um exemplo de hipócrita torção constitucional, para que o princípio seja eficaz apenas para não mencionar grupos discriminados, e não para igualar direitos.
Por conseguinte, a adequação e pertinência da bandeira do casamento igualitário, assumida na Argentina, parecem-me inegáveis – e a resistência que sofre decorre do preconceito de que pessoas que amam dessa forma possam ter sua dignidade (e sua existência) igualmente reconhecida e respeitada. Não faz sentido algum afirmar que não se é contra os homossexuais, mas que se é contrário a que eles casem. Imaginem quão antimusical seria o maestro que dissesse nada ter contra violoncelistas, desde que eles não tocassem publicamente.
A lei argentina, como era esperado, não veio sem resistências. Alberto Arias, velho chefe de registro civil da cidade de Concordia (e único advogado canônico de toda a província, segundo ele mesmo ressaltou), declarou que preferiria casar Alfredo Astiz (conhecido como “anjo loiro da morte” da ditadura argentina, um “pobre homem” segundo o funcionário) a casais do mesmo sexo. Simples demonstração de velhos sentimentos contrários aos direitos humanos? Talvez, porém a comparação é reveladora: parece denotar que, na oposição à lei do matrimônio igualitário e no apoio ao genocida, encontra-se em certos corações mais pios a mesma lógica: a do extermínio.
A lei do matrimônio igualitário segue outro espírito. É significativo que ela sirva para uma das peças de propaganda eleitoral da presidenta da Argentina, que afirma que ninguém perdeu direito algum com aquela medida; pelo contrário, houve um ganho de direitos àqueles que estavam desprovidos. No Brasil, na campanha de 2010, nenhum dos três candidatos à presidência da república com mais votos ousou defender legislação igual. E apenas um dos representantes do povo no Congresso Nacional, deputado Jean Wyllis, assumiu-se publicamente homossexual. Sua plataforma de atuação fundamenta-se nos direitos humanos: a liberdade de culto na defesa das religiões de origem africana, o direito à educação, direitos dos indígenas… Nada mais coerente: é no âmbito dessa categoria jurídica que se põe a luta contra a homofobia.
Professor da Uninove, em São Paulo. Organizou diversas antologias e é autor, entre outros, do volume de poesia Cinco lugares da fúria (2008) e de Para que servem os direitos humanos? (2009).
Pádua Fernandes
http://www.amalgama.blog.br/08/2011/casamento-e-homofobia/
por Pádua Fernandes
O que irrompe quando juristas que costumam manter uma linha de argumentação racional, mesmo em seus erros, dão nós na razão e embaraçam-se nos fios torcidos? Que sentimentos entram em jogo sob o disfarce, no direito, da teoria constitucional?
Trata-se do instituto jurídico do casamento civil; ele deve permanecer um privilégio de certos casais ou não? Esses privilégios, muitas vezes de origem religiosa, vedaram a legitimação jurídica de uniões inter-raciais, de pessoas de religiões diversas, de castas diferentes – e de mesmo sexo.
Em países teocráticos, esse instituto simplesmente não existe. Porém, nos países que desenvolveram essa importante conquista para a pluralidade, o casamento civil, os argumentos para mantê-lo como privilégio de casais de sexo diferente encontram dificuldade de esconder sua origem em preconceitos religiosos – e, portanto, contrários ao espírito do direito de uma sociedade em que Estado e religião estão separados.
Qualquer direito que se assuma como religioso assume, só por essa razão, um caráter excludente, o que o torna dificilmente compatível com a democracia. É democrático que as pessoas tenham o direito de adotar uma religião; o Estado é que não deve fazê-lo.
A importância histórica dos Estados Unidos da América para o constitucionalismo é inegável. No entanto, Eve Kosofsky Sedgwick, em Epistemologia do Armário, bem pôde indicar, entre as diversas incongruências dos discursos sobre o gênero, a incoerência do Judiciário daquele país, a Suprema Corte inclusive, que legitima a vedação do acesso de homossexuais a certos empregos. Um professor de geografia do oitavo ano em Maryland, Joe Acanfora, havia sido afastado de suas funções docentes quando se descobriu que era homossexual. Inconformado, o professor chegou a ir à tevê e, com isso, foi definitivamente excluído. O tribunal considerou legal a demissão sob o argumento de ele ter divulgado sua própria sexualidade – o que atrapalharia o processo pedagógico!
O professor apelou. O tribunal superior, no entanto, ratificou a decisão com outro argumento: Acanfora não havia mencionado, no pedido de emprego, que havia sido membro de uma organização sexual na universidade. Se tivesse dado a informação, não teria sido contratado… A demissão, pois, era perfeitamente legal. A Suprema Corte, por sua vez, rejeitou a demanda de Acanfora, que perdeu o caso sob o argumento de que divulgou sua sexualidade e, depois, sob o argumento de que a ocultou. Tratava-se de “uma revelação simultaneamente obrigatória e proibida”, escreveu Sedgwick. Não havia como ganhar a causa.
A autora afirmou, porém, que os tribunais distinguiram entre a homossexualidade do professor, e a maneira inadequada com que teria divulgado sua “condição”; a homossexualidade, por si só, não teria sido o motivo da demissão. Creio que ela está equivocada nesse ponto: a escola não o teria contratado se soubesse que ele era homossexual e essa discriminação, fundada tão só em sua sexualidade, em vez de ter sido considerada inconstitucional, foi julgada legítima. Se não faz diferença, juridicamente, ocultar ou revelar certa condição, é porque ela constitui o problema, e não o seu ocultamento ou revelação.
Creio, pois, correta a National Education Association que, em declaração de 30 de setembro de 2009 sobre proibição de discriminação no emprego, citou o caso de Acanfora como exemplo de discriminação por motivo da sexualidade. Nos EUA, “legislação apropriada é extremamente necessária, não legislação que crie ‘direitos especiais’, e sim que crie ‘direitos iguais’ para que empregados LGBT fiquem livres de discriminação.”
Trata-se mesmo do nó da questão: como um ordenamento jurídico que apresente, em seus princípios gerais, o da igualdade, pode ser usado para legitimar a discriminação de homossexuais? Tortuosidades argumentativas e hermenêuticas costumam aparecer – afinal, como conciliar aquele princípio de origem iluminista com os preconceitos inspirados em livro religioso milenar? Há quem o faça, mas não são os ortodoxos.
O caráter abstrato desse princípio permite-lhe ser historicamente moldável e abrigar causas que não foram pensadas em 1789, mas que hoje são prementes, como o da união entre pessoas de mesmo sexo; como escrevi em meu livro Para que servem os direitos humanos?, trata-se da capacidade histórica dos direitos humanos de se transformarem sem a necessidade de alterações jurídicas formais.
Mais um exemplo de tortuosidade jurídica: o casamento deixou de ser um privilégio heterossexual em Portugal (assim como na Espanha, outro país católico). O jurista Carlos Pamplona Côrte-Real, em parecer de 2007, lucidamente apontou os extravios metodológicos de certos constitucionalistas lusitanos (entre eles, Canotilho e Jorge Miranda) que consideravam constitucional a proibição do código civil português de que homossexuais casassem. Para legitimar a vedação no código, inexistente no texto constitucional, eles interpretavam a Constituição de acordo com a legislação civil, invertendo a hierarquia das normas: a Constituição é que deveria, segundo as noções básicas, comezinhas da teoria do direito, servir de parâmetro normativo. Canotilho e Vital Moreira chegam ao extremo de dizer que o direito ao casamento seria “neutro” em relação ao recorte hetero ou homossexual. Pamplona Côrte-Real, muito cortês, não faz a indagação, mas seria de perguntar se aqueles constitucionalistas veria algum problema jurídico, em termos de direitos humanos, se o legislador vedasse o casamento entre pessoas de sexo diferente…
O parecer ataca o apriorismo na argumentação desses juristas ao tomarem o modelo do matrimônio católico como pressuposto do casamento civil, e vincula as inconsistências resultantes a um preconceito homofóbico.
Com efeito, esse tipo de repulsa é evidente nos argumentos de que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo abriria portas para poligâmicos, incestuosos etc. Algo de semelhante pode ser lido no parágrafo 24 da Metafísica dos Costumes de Kant, em que o filósofo alemão compara a união entre seres humanos do mesmo sexo com a zoofilia sem apresentar razões para essa analogia, no mínimo esdrúxula para seres racionais. De fato, não era necessário para o leitor da época, apresentá-las: eram os preconceitos religiosos que irrompiam no discurso jurídico-moral kantiano e faziam-no comparar pessoas que amavam outras do mesmo sexo com seres irracionais, negando-lhes a dignidade humana.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil adotou linha de pensamento parecida em curiosa intervenção nas ações que o Supremo Tribunal Federal julgou sobre a extensão da união civil aos casais homossexuais (escrevi sobre essas ações julgadas pelo STF aqui e aqui. É interessante notar que a CNBB, nesse julgamento, foi a única entidade que comungou do entendimento de uma associação filo-nazista, que também se manifestou, nos autos e na sustentação oral, contrária ao reconhecimento jurídico das uniões entre homossexuais). Argumentos como esses já foram usados para a proibição do casamento entre pessoas de raças diferentes, como bem lembram, entre outros, os juristas Luís Duarte d’Almeida e William Eskridge Jr.
Este último jurista, estadunidense, realizou importantes pesquisas sobre o ativismo judicial dos movimentos sociais nos EUA, analisando as derrotas e vitórias desses movimentos no Judiciário. Em livro recente, lembrou que um clássico do pensamento jurídico, Jeremy Bentham (1748-1832), escreveu contra a perseguição de homossexuais em textos que ficaram inéditos (o filósofo temeu que o público não os aceitasse) até a segunda metade do século XX.
É realmente interessante lembrar de Bentham – um adversário do Iluminismo – neste debate. O filósofo utilitarista considerava que estávamos sob o império de dois princípios: a dor e o prazer. Útil seria toda lei que aumentasse o prazer e diminuísse a dor. Com esse fundamento, ele criticava toda lei que impusesse o ascetismo, bem como as leis de “antipatia”, isto é, as que se fundamentassem na repulsa a um grupo.
Leis de antipatia? Trata-se exatamente da questão da homofobia. E também do ascetismo, quando se defende que os homossexuais não precisam ser eliminados, mas não devem realizar-se afetivamente. Contudo, o que pode trazer de maléfico para os casais de sexo diferente que os outros casais também possam legalmente casar-se? Cito Bentham:
Permanecem, portanto, duas fontes, e não mais do que duas, das quais a soma de felicidade tomada em todas suas formas pode aumentar: uma é a diminuição do montante de dores; a outra é a remoção dos obstáculos que o erro e o preconceito opuseram ao aumento do estoque de prazeres que toda pessoa (homem ou mulher) tem em seu próprio poder.
Ele, em nome do princípio da utilidade, condenou a perseguição aos homossexuais (fora um iluminista, poderia tê-lo feito com base na dignidade), pois ela aumenta o montante de dor na sociedade, com a perseguição a essas pessoas – que não causam, com seu comportamento, dor ao restante da sociedade. Bentham recordou dos variados exemplos clássicos de amor viril (Virgílio, Suetônio, Alexandre o Grande…) e escreveu que não se pode condenar esse amor com base nas palavras de Jesus, pois o “advogado da adúltera” jamais o censurara, no que teria sido muito diferente do ascetismo legiferante de Moisés e de Paulo.
Com base no pensamento utilitarista, poderíamos até mesmo argumentar, em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que, além de aumentar o prazer entre essas pessoas, ele tem como efeito diminuir a dor entre os heterossexuais, que deixarão de ser enganados por homossexuais que pretendem esconder sua orientação sexual em uniões de conveniência.
De fato, estamos em um campo em que os princípios da dignidade e o da utilidade convergem. Adversários de ambos, claro, defenderão outras posições. Exemplo recentíssimo, no Brasil, foi o de uma casa de legisladores municipais, antes conhecida somente pelos numerosos casos de corrupção que envolveram seus membros e por sua morosidade legislativa. Na atual legislatura, marcou-se também pela descoberta do patrocínio de vários de seus membros pelas empresas imobiliárias, interessadas em desfigurar o plano diretor, bem como em verticalizar e poluir ainda mais a cidade.
Essa casa, atuando como improvável pilar da moralidade nacional, resolveu em agosto de 2011 criar o “dia do orgulho hétero”, que ainda não foi sancionado ou vetado pelo prefeito. O apóstolo da medida justificou-se, afirmando em artigo na Folha de S. Paulo querer discutir os supostos privilégios dos homossexuais na sociedade brasileira. Escreveu: “Vejo nas novelas e na imprensa um tratamento especial dos gays.” De fato, o tratamento é especial, porém negativo: os únicos casais que não podem se beijar são os de pessoas do mesmo sexo.
Em seu arrazoado, menciona algo inexistente, num falso paralelismo com a homofobia: a “heterofobia”. Heterossexuais não são demitidos, espancados ou mortos pelo simples fato de sua orientação sexual – isso ocorre com os homossexuais. É ridículo tentar negar esse dado óbvio da realidade, mas alguns fazem do ridículo sua missão. O autor do projeto aprovado chegou ao ponto de criticar, em frase cujo óbvio símbolo fálico sugere a conveniência de consultar o psicanalista, “os intocáveis que hasteiam a bandeira gay e que quebram o mastro da bandeira da democracia.” (Grifo meu.)
No tocante ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, poder-se-ia, com alguma lucidez, falar em “direitos especiais”? Obviamente que não, mas de acesso aos mesmos direitos. Por esse motivo, parece-me infundada a posição de certos autores que acusaram o Supremo Tribunal Federal brasileiro de legislar quando reconheceu que pessoas do mesmo sexo também vivem em uniões estáveis. Afinal, não ocorreu a criação de um direito novo, nem de um “direito gay” específico, e sim apenas a extensão de um direito já existente a um grupo que era excluído, o que contrariava o princípio da igualdade previsto na Constituição e nos tratados internacionais de direitos humanos. Tal é a força normativa do princípio, que pouco importa que o parágrafo terceiro do artigo 226 do texto constitucional fale do reconhecimento como entidade familiar da união estável entre homem e mulher. Ademais, como se sabe, a hermenêutica dos direitos humanos segue o princípio de ampliar esses direitos, e não de restringi-los.
Por essa razão, e pela capacidade dos direitos humanos de se transformarem segundo o momento histórico, também não é relevante, para aplicar o princípio hoje, que os constituintes não tenham desejado esse alcance. Nos debates da Assembleia Nacional Constituinte, houve grande discussão sobre a proibição de discriminação por orientação sexual, prevista em emenda de José Genoíno. O relator da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, o então senador José Paulo Bisol, diante de acusações, defendeu aquela proibição em termos francamente homofóbicos:
Quanto ao problema da família, o nobre Constituinte estranhou a expressão “união estável”, como se ela incluísse a possibilidade de uniões entre homossexuais. Nobre Constituinte, não estou preocupado com as uniões dos homossexuais. Se eles querem fazer, que as façam! Desde que isto não se converta num escândalo social, é um direito deles. A palavra “casamento” também não evita, em si mesma essa expressão. Porque eles falam em casamento! Tenho lido nos jornais e até ouvi um Constituinte, aqui, falar: “Estamos permitindo casamento de homossexuais?” Meu Deus, não se trata disso! Apenas se trata de dizer que os homossexuais são seres humanos! E aqui disseram até que é uma questão de nascimento. Não vou a tanto. Acho que é mais um problema cultural e de formação. Mas, não entro em discussão. O que eu quero dizer é que os homossexuais não me perturbam. Acho que eles são pessoas humanas. E creio que ninguém tem o direito de não empregar um homem competente por ser ele um homossexual! É isto.
O “nobre” era o deputado José Mendonça de Morais, que, além de pregar a homofobia, foi um dos defensores da censura na Assembleia. Quanto a Bisol, há o que se dizer a seu favor, pois chegava ao ponto de considerar homossexuais “pessoas humanas” (no que superava diversos constituintes), embora com “problema”. De fato, tinham um problema, do qual esses constituintes faziam parte: a homofobia.
A emenda acabou rejeitada porque, de acordo com o discurso dominante, o princípio da igualdade e da proibição da discriminação já contemplaria, em seu conteúdo, a vedação à discriminação por orientação sexual. Esse argumento, embora assumido pelos homofóbicos, é-lhes contraproducente: se era verdade que não se precisava, para evitar a discriminação, mencionar explicitamente a orientação sexual no que se tornou o artigo 5º, por que cobrar hoje, para que os homossexuais não sejam discriminados no direito ao casamento, que a previsão constitucional da união estável seja explícita a respeito?
O uso seletivo do princípio da igualdade por esses hermeneutas corresponde a mais um exemplo de hipócrita torção constitucional, para que o princípio seja eficaz apenas para não mencionar grupos discriminados, e não para igualar direitos.
Por conseguinte, a adequação e pertinência da bandeira do casamento igualitário, assumida na Argentina, parecem-me inegáveis – e a resistência que sofre decorre do preconceito de que pessoas que amam dessa forma possam ter sua dignidade (e sua existência) igualmente reconhecida e respeitada. Não faz sentido algum afirmar que não se é contra os homossexuais, mas que se é contrário a que eles casem. Imaginem quão antimusical seria o maestro que dissesse nada ter contra violoncelistas, desde que eles não tocassem publicamente.
A lei argentina, como era esperado, não veio sem resistências. Alberto Arias, velho chefe de registro civil da cidade de Concordia (e único advogado canônico de toda a província, segundo ele mesmo ressaltou), declarou que preferiria casar Alfredo Astiz (conhecido como “anjo loiro da morte” da ditadura argentina, um “pobre homem” segundo o funcionário) a casais do mesmo sexo. Simples demonstração de velhos sentimentos contrários aos direitos humanos? Talvez, porém a comparação é reveladora: parece denotar que, na oposição à lei do matrimônio igualitário e no apoio ao genocida, encontra-se em certos corações mais pios a mesma lógica: a do extermínio.
A lei do matrimônio igualitário segue outro espírito. É significativo que ela sirva para uma das peças de propaganda eleitoral da presidenta da Argentina, que afirma que ninguém perdeu direito algum com aquela medida; pelo contrário, houve um ganho de direitos àqueles que estavam desprovidos. No Brasil, na campanha de 2010, nenhum dos três candidatos à presidência da república com mais votos ousou defender legislação igual. E apenas um dos representantes do povo no Congresso Nacional, deputado Jean Wyllis, assumiu-se publicamente homossexual. Sua plataforma de atuação fundamenta-se nos direitos humanos: a liberdade de culto na defesa das religiões de origem africana, o direito à educação, direitos dos indígenas… Nada mais coerente: é no âmbito dessa categoria jurídica que se põe a luta contra a homofobia.
Professor da Uninove, em São Paulo. Organizou diversas antologias e é autor, entre outros, do volume de poesia Cinco lugares da fúria (2008) e de Para que servem os direitos humanos? (2009).
Pádua Fernandes
http://www.amalgama.blog.br/08/2011/casamento-e-homofobia/
Novo livro de autora alemã Charlotte Roche promete sexo e tragédia
Novo livro de autora alemã Charlotte Roche promete sexo e tragédia
Nova obra de Charlotte Roche ganha destaque em livrarias alemãs
Depois do sucesso de "Zonas úmidas", autora alemã aborda trauma, sexo e vida familiar em "Schossgebete". Ainda sem tradução em português, obra começa a inundar as livrarias na Alemanha.
O novo livro da escritora alemã Charlotte Roche começa a ganhar espaço nas livrarias alemãs. Schossgebete (Orações de colo, em tradução livre) é o segundo título da autora, e promete ser um best-seller – só a Dussmann, por exemplo, uma das maiores livrarias de Berlim, encomendou mil exemplares com antecedência.
O novo trabalho de Roche tenta seguir o caminho do primeiro romance, Feuchtgebiete ("Zonas úmidas"), que vendeu aproximadamente dois milhões de exemplares e foi publicado no Brasil pela editora Objetiva. A primeira tiragem de Schossgebete foi de meio milhão de cópias, provavelmente a maior marca já alcançada por um autor da língua alemã.
Na trilha do sucesso repentino
Para Bianca Krömer, que trabalha há cinco anos na Dussmann berlinense e já acompanhou a saída de muitos best-sellers, o novo livro de Roche deve atender às expectativas da editora e das livrarias. Ela ressalta, no entanto, que não será fácil superar o sucesso anterior. "Zonas úmidas foi uma grande surpresa. Uma ex-apresentadora de televisão aparece, aborda todos os tabus e escreve sobre coisas de uma forma com que o leitor não está acostumado a ler com frequência", comenta Krömer.
A surpresa foi tão grande que alguns críticos questionaram se um livro sobre depilação íntima e hemorroidas poderia, de fato, ser considerado literatura. As descrições tão detalhadas também deixaram muitos leitores com a sensação de asco.
Trauma e trama
Schossgebete parece uma continuação do primeiro livro. A protagonista é uma mulher de 30 anos, casada, com dois filhos. Logo na primeira linha, os fãs de Zonas úmidas veem suas expectativas serem preenchidas: "Como sempre, nós ligamos a colcha térmica meia hora antes do sexo."
Seguem-se então 15 linhas de uma desagradável descrição precisa do ato sexual do casal. A autora deixa um pouco de lado os excessos do corpo para se concentrar na vida interior da protagonista e narradora, Elizabeth, que quer cada vez mais agradar a todos: seu marido, sua filha, sua terapeuta. Elizabeth se classifica como uma "terrorista de relacionamentos".
Autora mostra seu primeiro romanceO novo romance de Roche pode ser lido como um diário de terapia de uma mulher num abismo psiquiátrico. Um trauma ocupa o centro do romance, que até hoje também faz parte da vida de Charlotte Roche: três irmãos morreram num acidente de carro a caminho do casamento da escritora.
Até então, Roche ainda não havia falado publicamente sobre o assunto. E agora, ao que tudo parece, ela escreve sua própria história de vida a partir da alma. Assim como em Zonas úmidas, o leitor é levado a acreditar que a protagonista e autora são a mesma pessoa devido às descrições autênticas e à linguagem mais natural.
Escândalo
Depois do sucesso inesperado de Zonas úmidas, ninguém acreditava que a jovem e atraente escritora, de 33 anos, poderia lançar um romance seguinte. Isso a motivou mais, diz Roche numa entrevista publicada na revista Der Spiegel, apesar de ela mesma se considerar mais como uma impostora do que escritora.
Mesmo assim, o que não falta no novo livro é potencial para causar escândalo e atrair a atenção pública. E pelo menos nas livrarias alemãs as pilhas de Schossgebete já começam a ser notadas.
Autora: Nadine Wojcik (np)
Revisão: Carlos Albuquerque
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15323501,00.html
Nova obra de Charlotte Roche ganha destaque em livrarias alemãs
Depois do sucesso de "Zonas úmidas", autora alemã aborda trauma, sexo e vida familiar em "Schossgebete". Ainda sem tradução em português, obra começa a inundar as livrarias na Alemanha.
O novo livro da escritora alemã Charlotte Roche começa a ganhar espaço nas livrarias alemãs. Schossgebete (Orações de colo, em tradução livre) é o segundo título da autora, e promete ser um best-seller – só a Dussmann, por exemplo, uma das maiores livrarias de Berlim, encomendou mil exemplares com antecedência.
O novo trabalho de Roche tenta seguir o caminho do primeiro romance, Feuchtgebiete ("Zonas úmidas"), que vendeu aproximadamente dois milhões de exemplares e foi publicado no Brasil pela editora Objetiva. A primeira tiragem de Schossgebete foi de meio milhão de cópias, provavelmente a maior marca já alcançada por um autor da língua alemã.
Na trilha do sucesso repentino
Para Bianca Krömer, que trabalha há cinco anos na Dussmann berlinense e já acompanhou a saída de muitos best-sellers, o novo livro de Roche deve atender às expectativas da editora e das livrarias. Ela ressalta, no entanto, que não será fácil superar o sucesso anterior. "Zonas úmidas foi uma grande surpresa. Uma ex-apresentadora de televisão aparece, aborda todos os tabus e escreve sobre coisas de uma forma com que o leitor não está acostumado a ler com frequência", comenta Krömer.
A surpresa foi tão grande que alguns críticos questionaram se um livro sobre depilação íntima e hemorroidas poderia, de fato, ser considerado literatura. As descrições tão detalhadas também deixaram muitos leitores com a sensação de asco.
Trauma e trama
Schossgebete parece uma continuação do primeiro livro. A protagonista é uma mulher de 30 anos, casada, com dois filhos. Logo na primeira linha, os fãs de Zonas úmidas veem suas expectativas serem preenchidas: "Como sempre, nós ligamos a colcha térmica meia hora antes do sexo."
Seguem-se então 15 linhas de uma desagradável descrição precisa do ato sexual do casal. A autora deixa um pouco de lado os excessos do corpo para se concentrar na vida interior da protagonista e narradora, Elizabeth, que quer cada vez mais agradar a todos: seu marido, sua filha, sua terapeuta. Elizabeth se classifica como uma "terrorista de relacionamentos".
Autora mostra seu primeiro romanceO novo romance de Roche pode ser lido como um diário de terapia de uma mulher num abismo psiquiátrico. Um trauma ocupa o centro do romance, que até hoje também faz parte da vida de Charlotte Roche: três irmãos morreram num acidente de carro a caminho do casamento da escritora.
Até então, Roche ainda não havia falado publicamente sobre o assunto. E agora, ao que tudo parece, ela escreve sua própria história de vida a partir da alma. Assim como em Zonas úmidas, o leitor é levado a acreditar que a protagonista e autora são a mesma pessoa devido às descrições autênticas e à linguagem mais natural.
Escândalo
Depois do sucesso inesperado de Zonas úmidas, ninguém acreditava que a jovem e atraente escritora, de 33 anos, poderia lançar um romance seguinte. Isso a motivou mais, diz Roche numa entrevista publicada na revista Der Spiegel, apesar de ela mesma se considerar mais como uma impostora do que escritora.
Mesmo assim, o que não falta no novo livro é potencial para causar escândalo e atrair a atenção pública. E pelo menos nas livrarias alemãs as pilhas de Schossgebete já começam a ser notadas.
Autora: Nadine Wojcik (np)
Revisão: Carlos Albuquerque
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15323501,00.html
La Habana: Realizarán jornada de educación y orientación sexual
La Habana: Realizarán jornada de educación y orientación sexual
Mié, 17/08/2011 - 10:56
Anunciam em Havana jornada de educação e orientação sexual
Havana, 17 ago (Prensa Latina) Educação da sexualidade, sexologia clínica, saúde, vulnerabilidade e HIV/sida, diversidade sexual, processos de transformação social, serão temas a debate em uma jornada que acontecerá em esta capital de 27 a 29 de setembro próximo.
O evento promoverá o intercâmbio de experiências científicas e selecionar os trabalhos como propostas ao VI Congresso Cubano de Educação, Orientação e Terapia Sexual previsto para o Palácio de Convenções de Havana em janeiro de 2012.
Conferências, palestras, mesas de discussão coordenadas, temas livres, conformam a agenda científica da reunião, convocada pela Comissão Provincial de Educação Sexual, o Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX) e a Sociedade Cubana Multi-disciplinar para o Estudo da Sexualidade (SOCUMES).
Também se incluem as oficinas de Doenças Crônicas não Trasmisiveis (ECNT) e Problemas Sexuais, bem como o de Nomenclaturas em sexologia. Ambos contarão com a participação de experientes na temática.
aab/arc/vm
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=315683&Itemid=1
Mié, 17/08/2011 - 10:56
Anunciam em Havana jornada de educação e orientação sexual
Havana, 17 ago (Prensa Latina) Educação da sexualidade, sexologia clínica, saúde, vulnerabilidade e HIV/sida, diversidade sexual, processos de transformação social, serão temas a debate em uma jornada que acontecerá em esta capital de 27 a 29 de setembro próximo.
O evento promoverá o intercâmbio de experiências científicas e selecionar os trabalhos como propostas ao VI Congresso Cubano de Educação, Orientação e Terapia Sexual previsto para o Palácio de Convenções de Havana em janeiro de 2012.
Conferências, palestras, mesas de discussão coordenadas, temas livres, conformam a agenda científica da reunião, convocada pela Comissão Provincial de Educação Sexual, o Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX) e a Sociedade Cubana Multi-disciplinar para o Estudo da Sexualidade (SOCUMES).
Também se incluem as oficinas de Doenças Crônicas não Trasmisiveis (ECNT) e Problemas Sexuais, bem como o de Nomenclaturas em sexologia. Ambos contarão com a participação de experientes na temática.
aab/arc/vm
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=315683&Itemid=1
terça-feira, 16 de agosto de 2011
La respuesta sexual humana
domingo 14 de agosto de 2011
La respuesta sexual humana
Existen diferentes modelos para explicar la respuesta sexual humana. Los pioneros en su investigación y descripción fueron Masters y Johnson. Observaron hombres y mujeres durante diversas experiencias eróticas, midiendo su temperatura, presión arterial, ritmo cardíaco, respiratorio, tono muscular, dilatación pupilar y variaciones en los genitales. Ellos identificaron 4 fases: excitación, meseta, orgasmo y resolución.
Más adelante, Helen Kaplan, observó que muchas personas tenían dificultades con la frecuencia del deseo sexual y propuso un modelo que incluye este elemento, su propuesta fue que el erotismo tiene estas fases: deseo, excitación y orgasmo.
Bancroft propuso dividir los fenómenos de excitación y orgasmo en diversas dimensiones, aludiendo a la subjetividad y separando los elementos centrales, periféricos y genitales.
Finalmente, Bateson, sugiere que la respuesta sexual femenina y menos lineal que la de los hombres de modo que el deseo y la excitación se ven reforzados por la satisfacción y estimulados en ocasiones por razones ajenas al erotismo per se.
En adelante describiré lo que sucede con las siguientes fases: deseo, excitación, orgasmo y resolución.
El deseo sexual
El deseo sexual se ha descrito como las ganas de tener una actividad erótica, puede expresarse en fantasías (imaginar una escena erótica que se puede o no protagonizar), recuerdos (acordarse de un momento erótico), pensamientos (pensar en tener una experiencia erótica) o simplemente en una disposición para aceptar las relaciones sexuales.
No hay una normalidad descrita específicamente para la frecuencia del deseo sexual. Esto depende de la edad, el tiempo de formada la pareja y la situación de las personas. El deseo sexual se ve afectado por los cambios hormonales propios del embarazo y del envejecimiento.
La excitación
Un segundo momento que puede coexistir con el deseo sexual es la excitación. Se puede considerar que la excitación es la respuesta del cuerpo en general y de los genitales en particular a ese deseo. También puede ser que sin sentir deseo, por la estimulación erótica (caricias, besos, manipulación de los genitales) el cuerpo responda con la excitación y esto vaya generando el deseo poco a poco.
La excitación sexual consiste en una respuesta genital y una respuesta corporal a los estímulos sexuales. La respuesta genital consiste en el aumento de la afluencia y concentración de sangre en los labios menores y mayores lo que los hace hincharse y enrojecerse. La vagina comienza a secretar de manera abundante un líquido que servirá para lubricar y facilitar una posible penetración. Algunas mujeres y hombres le llaman a esto “mojarse”. En el caso de los hombres, la sangre provoca una erección del pene.
Con respecto a la respuesta corporal, hay un aumento de la frecuencia cardiaca, aumento de la frecuencia respiratoria, aumenta la presión arterial, se agudizan los sentidos, aparece un enrojecimiento en el pecho, los pezones se erectan y las mamas crecen un poco.
El orgasmo
El erotismo por lo general se acompaña también del orgasmo. El orgasmo es una sensación que se identifica con mucho placer. Hay muchas maneras en que las mujeres describen sus orgasmos, lo cierto es que no puede confundirse con nada, una mujer que lo ha sentido lo sabe, tal vez puedas pensar cómo sientes tus orgasmos, Algunas mujeres describen sensaciones de clímax, explosión, gran calor, sensaciones intensas que recorren su espalda, sensaciones de abandonarse, o sensaciones de contracciones genitales. Algunas mujeres pueden sentir ganas de orinar o incluso sentir que se orinan, en realidad no es orina, sucede que en el momento del orgasmo se producen grandes cantidades de líquido semejante al líquido lubricante de la excitación, a veces se le llama a este fenómeno eyaculación femenina.
En el caso de los hombres, el orgasmo se acompaña casi siempre de la eyaculación que consiste en la expulsión por medio de contracciones, de un líquido blanco y espeso, por la uretra. Este líquido contiene espermatozoides cuando el hombre no se ha practicado la vasectomía.
Cabe recordar que el orgasmo es una parte de la experiencia erótica, cada una de las fases es disfrutable.
La resolución
La última etapa es la de resolución, es un momento en el que se siente satisfacción y relajación. Todos los cambios que se dieron en el cuerpo regresan poco a poco a su estado “normal”, al que tienen cuando no se está excitada/o. En general se siente una sensación de bienestar y tranquilidad. Es posible sentir ganas de dormir, de ser abrazada/o, o incluso puede sentirse mucha energía y actividad. Estas sensaciones pueden alternarse o ser diferentes según la ocasión.
http://sexualidadsaludable.blogspot.com/
La respuesta sexual humana
Existen diferentes modelos para explicar la respuesta sexual humana. Los pioneros en su investigación y descripción fueron Masters y Johnson. Observaron hombres y mujeres durante diversas experiencias eróticas, midiendo su temperatura, presión arterial, ritmo cardíaco, respiratorio, tono muscular, dilatación pupilar y variaciones en los genitales. Ellos identificaron 4 fases: excitación, meseta, orgasmo y resolución.
Más adelante, Helen Kaplan, observó que muchas personas tenían dificultades con la frecuencia del deseo sexual y propuso un modelo que incluye este elemento, su propuesta fue que el erotismo tiene estas fases: deseo, excitación y orgasmo.
Bancroft propuso dividir los fenómenos de excitación y orgasmo en diversas dimensiones, aludiendo a la subjetividad y separando los elementos centrales, periféricos y genitales.
Finalmente, Bateson, sugiere que la respuesta sexual femenina y menos lineal que la de los hombres de modo que el deseo y la excitación se ven reforzados por la satisfacción y estimulados en ocasiones por razones ajenas al erotismo per se.
En adelante describiré lo que sucede con las siguientes fases: deseo, excitación, orgasmo y resolución.
El deseo sexual
El deseo sexual se ha descrito como las ganas de tener una actividad erótica, puede expresarse en fantasías (imaginar una escena erótica que se puede o no protagonizar), recuerdos (acordarse de un momento erótico), pensamientos (pensar en tener una experiencia erótica) o simplemente en una disposición para aceptar las relaciones sexuales.
No hay una normalidad descrita específicamente para la frecuencia del deseo sexual. Esto depende de la edad, el tiempo de formada la pareja y la situación de las personas. El deseo sexual se ve afectado por los cambios hormonales propios del embarazo y del envejecimiento.
La excitación
Un segundo momento que puede coexistir con el deseo sexual es la excitación. Se puede considerar que la excitación es la respuesta del cuerpo en general y de los genitales en particular a ese deseo. También puede ser que sin sentir deseo, por la estimulación erótica (caricias, besos, manipulación de los genitales) el cuerpo responda con la excitación y esto vaya generando el deseo poco a poco.
La excitación sexual consiste en una respuesta genital y una respuesta corporal a los estímulos sexuales. La respuesta genital consiste en el aumento de la afluencia y concentración de sangre en los labios menores y mayores lo que los hace hincharse y enrojecerse. La vagina comienza a secretar de manera abundante un líquido que servirá para lubricar y facilitar una posible penetración. Algunas mujeres y hombres le llaman a esto “mojarse”. En el caso de los hombres, la sangre provoca una erección del pene.
Con respecto a la respuesta corporal, hay un aumento de la frecuencia cardiaca, aumento de la frecuencia respiratoria, aumenta la presión arterial, se agudizan los sentidos, aparece un enrojecimiento en el pecho, los pezones se erectan y las mamas crecen un poco.
El orgasmo
El erotismo por lo general se acompaña también del orgasmo. El orgasmo es una sensación que se identifica con mucho placer. Hay muchas maneras en que las mujeres describen sus orgasmos, lo cierto es que no puede confundirse con nada, una mujer que lo ha sentido lo sabe, tal vez puedas pensar cómo sientes tus orgasmos, Algunas mujeres describen sensaciones de clímax, explosión, gran calor, sensaciones intensas que recorren su espalda, sensaciones de abandonarse, o sensaciones de contracciones genitales. Algunas mujeres pueden sentir ganas de orinar o incluso sentir que se orinan, en realidad no es orina, sucede que en el momento del orgasmo se producen grandes cantidades de líquido semejante al líquido lubricante de la excitación, a veces se le llama a este fenómeno eyaculación femenina.
En el caso de los hombres, el orgasmo se acompaña casi siempre de la eyaculación que consiste en la expulsión por medio de contracciones, de un líquido blanco y espeso, por la uretra. Este líquido contiene espermatozoides cuando el hombre no se ha practicado la vasectomía.
Cabe recordar que el orgasmo es una parte de la experiencia erótica, cada una de las fases es disfrutable.
La resolución
La última etapa es la de resolución, es un momento en el que se siente satisfacción y relajación. Todos los cambios que se dieron en el cuerpo regresan poco a poco a su estado “normal”, al que tienen cuando no se está excitada/o. En general se siente una sensación de bienestar y tranquilidad. Es posible sentir ganas de dormir, de ser abrazada/o, o incluso puede sentirse mucha energía y actividad. Estas sensaciones pueden alternarse o ser diferentes según la ocasión.
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Conheça dez verdades que homens e mulheres não têm coragem de dizer em um relacionamento
16/08/2011 - 07h00
Conheça dez verdades que homens e mulheres não têm coragem de dizer em um relacionamento
RENATA RODE
Colaboração para o UOL
Em um relacionamento, é preciso ceder. Mas é possível equilibrar alguns detalhes com uma boa conversa
NÃO DEIXE QUE OS QUILINHOS EXTRAS ATRAPALHEM SUA VIDA SEXUAL
SAIBA QUAIS ERROS PODEMOS EVITAR NO AMOR EM DIFERENTES FASES DA VIDA
Todo mundo tem uma mania. Provavelmente, várias... Em um relacionamento, é comum os parceiros terem vontade de dizer um ao outro que certos comportamentos são incômodos. Mas fica a dúvida: falo ou não falo? Será que não expressar tudo o que você sente pode causar problemas ou, ao contrário, evita crises? O UOL Comportamento ouviu especialistas que apontam dez coisas que homens e mulheres gostariam de dizer a seus pares, mas não têm coragem. Veja abaixo quais são as verdades engasgadas mais comuns (e como lidar com elas). Mas esteja ciente de que, em qualquer união, ambos precisam ceder um pouco, ainda que seja possível discutir, com jeitinho, alguns pontos que beneficiarão os dois.
DA MULHER PARA O HOMEMDO HOMEM PARA A MULHER
1. "Chega de pedir opinião ou benção para a mamãe. Você já é um homem feito!"
Blenda de Oliveira, doutora pela PUC em psicoterapia de casais e família, diz que esse é um problema delicado e que deve ser resolvido com diálogo e aos poucos. Uma das alternativas é valorizar o parceiro, assim como a relação que ele tem com a mãe. Para Blenda, o homem que adota esse comportamento não percebe o que está fazendo, pois foi criado de maneira superprotetora. "A companheira deve sugerir que ele tome suas decisões sozinho e estimulá-lo. Por isso, é ideal que o casal converse muito. Ele deve se conscientizar de que tem uma nova família e isso exige outra conduta. Em casos extremos, auxílio terapêutico é necessário". E não adianta virar inimiga da sogra. Se a mulher quer melhorar seu relacionamento com o parceiro, manter uma relação pacífica com a mãe dele é uma decisão sábia. "Acusar ou criticar aumenta a resistência e causa desgaste aos três."
2. "Sim, estou estressada porque sou mãe, profissional, mulher e dona de casa. Aliás, você sabe o que significa dupla jornada?"
Nesse caso, é preciso comunicar ao parceiro sobre o excesso de atribuições, mas sem colocar-se como vítima. "Os homens, de modo geral, não reagem bem às conversas dramáticas -e por vezes manipuladoras- das mulheres. Ela trabalha, é mãe, dona de casa e tudo mais porque escolhas foram feitas. O homem também tem suas obrigações e sua sobrecarga, por isso, este não é um bom argumento", diz Blenda. É essencial que ambos aceitem que a união é uma parceria: quando um precisa o outro ajuda. Por isso, proponha uma divisão de tarefas, mas sem escândalos.
3. "Tamanho importa sim, mas cuidado: se não souber usar, não adianta"
Segundo Glene Rodrigues, terapeuta sexual, o tamanho do pênis importa, sim. E o diâmetro é o mais importante para dar prazer à mulher. "Em um contexto geral, podemos dizer que o conjunto é o que importa e não só a anatomia do órgão do parceiro. A maioria das mulheres atinge orgasmo por estimulação clitoriana, portanto, o homem, sabendo estimular essa região ou fazendo um bom sexo oral, garante o prazer feminino". A solução para esse caso é ensinar o homem a te tocar. Mostre e explique para ele o que você gosta. "Diga que, quanto mais excitada você for nas preliminares, melhor será a penetração depois, já que a lubrificação aumenta", diz a terapeuta, que também aconselha suas clientes a comprarem vibradores e massageadores clitorianos. "Assim, o parceiro a estimula e descobre como a mulher sente prazer nessa região."
4. "Que diferença vai fazer na nossa vida a vitória do seu time e, a propósito, qual a graça de assistir homens correndo atrás de uma bola?"
Todos enfrentam obstáculos por alguém, pois essa pessoa tem muitas qualidades que superam os defeitos. Ninguém consegue manter um relacionamento se não tolerar pequenas manias, defeitos e características do outro. E é bom lembrar que, provavelmente, o seu parceiro também está fazendo o mesmo em relação a você. Se você não compreende o amor dele por futebol, paciência. Alguma coisa que você gosta também não deve fazer sentido para ele. O ideal é que ambos respeitem as particularidades um do outro. O futebol é só um exemplo.
5. "Tente achar o ponto G, por favor?"
Para dizer isso ao homem, não use um tom de reprovação (como se ele não soubesse lhe dar prazer). Proponha como um desafio para o casal, uma brincadeira entre os dois. Para facilitar o caminho, diga que o ponto G fica na parede anterior da vagina. Colocando o dedo, mais ou menos um centímetro e meio para dentro. "Eu recomendo muito que o parceiro faça sexo oral e ao mesmo tempo estimule essa região com o toque e a introdução do dedo, assim, os dois vão buscar juntos o estímulo eficiente para que ela tenha prazer", explica Glene.
1. “Quando você vai entender que homem gosta de mulher safada só na cama?”
Os homens adoram estar acompanhados de uma mulher bem educada e delicada, mas que se transforma entre quatro paredes. E para muitas é mais difícil colocar essa segunda característica em prática. Para a consultora de casais Vanniah Neves, quando a falta de sinceridade ocorre no sexo, a vida sexual fica comprometida. "A questão da insatisfação sexual deve ser colocada em pauta para que o casal realinhe o prazer a dois. O mal não está em falar, mas como fazer isso. E há maneiras diferentes de abordar o assunto", diz. Portanto, se ela é tímida na cama, acusar e reclamar não é o caminho para que ela melhore. Converse abertamente sobre o assunto, com naturalidade e delicadeza, para que ela se solte. E não espere que a liberação ocorra do dia para a noite.
2. “Não lembrar de uma data de comemoração não quer dizer que deixei de te amar”
O psicoterapeuta Alessandro Vianna explica que, além das diferenças básicas de comportamento feminino e masculino, há, também, as diferenças pessoais. E algumas pessoas, homens ou mulheres, não se apegam a datas que, para outras, são importantes. "Explique à parceira a dificuldade que você tem em fixar datas importantes. Como não há dois seres humanos que pensem e sintam exatamente as mesmas coisas, é preciso que, de vez em quando, um seja mais flexível do que o outro. Diga isso a ela". Porém, como você também precisa ceder, sugira que ela escolha uma data só como o aniversário do relacionamento (e não exija que você se lembre do dia em que vocês se conheceram, o dia do noivado, o do casamento, do primeiro beijo...). Marque na agenda ou no celular e, claro, essa você não poderá esquecer.
3. “Essa roupa não engorda. É você que está gorda”
Homem, geralmente, não tem paciência para os ataques de depreciação feminina. Em todos os casos: seja quando a mulher está realmente acima do peso ou quando apenas acha que está. Se ela precisa de uma dieta, que é o caso mais delicado, o parceiro pode ajudar a mulher de diversas maneiras. "A mais praticada em consultório é a que chamamos de efeito dominó: ele adota uma nova dieta, tem hábitos saudáveis, passa a chamá-la para uma caminhada, por exemplo", diz Lara Natacci Cunha, nutricionista e especialista em distúrbios alimentares. Se essa dica não funcionar, há outra tática eficiente e mais direta, de acordo com Lara. "O homem pode dar de presente um pacote de serviços, com acompanhamento nutricional, academia e tratamentos estéticos. É uma maneira carinhosa de dizer a ela que se preocupa, sem ofendê-la". E lembre-se que é importante elogiar a força de vontade dela e as mudanças que ocorrerão em seu corpo.
4. “Discutir a relação não é um compromisso semanal. E quando você quiser conversar, pelo amor de Deus, seja mais objetiva”
Segundo Allan e Barbara Pease, autores do "Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?” (Editora Sextante), as mulheres falam de seis a oito mil palavras por dia, enquanto eles, de duas a quatro mil. Homens são mais racionais e objetivos, daí a falta de vontade de conversar e analisar o relacionamento. Seria perfeito que as mulheres fossem direto ao ponto, sem rodeios. Porém, compreenda que a necessidade de falar é uma característica feminina. O melhor, então, é ter bom humor. Procure explicar a ela que conversas excessivas também desgastam o relacionamento e que você está com ela porque a ama -e é isso o que importa.
5. “TPM é sua desculpa para tudo. E hoje existe tratamento, sabia?”
A TPM é um problema reconhecido pelos médicos mundialmente. Por isso, não encare-o como desculpa, não. Porém, são muitas as alternativas de tratamento, desde simples mudanças de hábitos alimentares à prescrição de remédios por médicos. Esses tratamentos diminuem consideravelmente o mau humor no período pré-menstrual, além de outros sintomas ruins dessa fase. Se ela não se anima a procurar tratamento, o melhor é mostrar à parceira o quanto esse comportamento faz mal a ela e ao relacionamento de vocês. Estimule-a a buscar ajuda, para que ela enfrente melhor esse período. Enfatize que a principal beneficiada será ela. E é bom não escolher o auge da TPM para ter essa conversa.
http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/08/16/conheca-dez-verdades-que-homens-e-mulheres-nao-tem-coragem-de-dizer-em-um-relacionamento.htm
Conheça dez verdades que homens e mulheres não têm coragem de dizer em um relacionamento
RENATA RODE
Colaboração para o UOL
Em um relacionamento, é preciso ceder. Mas é possível equilibrar alguns detalhes com uma boa conversa
NÃO DEIXE QUE OS QUILINHOS EXTRAS ATRAPALHEM SUA VIDA SEXUAL
SAIBA QUAIS ERROS PODEMOS EVITAR NO AMOR EM DIFERENTES FASES DA VIDA
Todo mundo tem uma mania. Provavelmente, várias... Em um relacionamento, é comum os parceiros terem vontade de dizer um ao outro que certos comportamentos são incômodos. Mas fica a dúvida: falo ou não falo? Será que não expressar tudo o que você sente pode causar problemas ou, ao contrário, evita crises? O UOL Comportamento ouviu especialistas que apontam dez coisas que homens e mulheres gostariam de dizer a seus pares, mas não têm coragem. Veja abaixo quais são as verdades engasgadas mais comuns (e como lidar com elas). Mas esteja ciente de que, em qualquer união, ambos precisam ceder um pouco, ainda que seja possível discutir, com jeitinho, alguns pontos que beneficiarão os dois.
DA MULHER PARA O HOMEMDO HOMEM PARA A MULHER
1. "Chega de pedir opinião ou benção para a mamãe. Você já é um homem feito!"
Blenda de Oliveira, doutora pela PUC em psicoterapia de casais e família, diz que esse é um problema delicado e que deve ser resolvido com diálogo e aos poucos. Uma das alternativas é valorizar o parceiro, assim como a relação que ele tem com a mãe. Para Blenda, o homem que adota esse comportamento não percebe o que está fazendo, pois foi criado de maneira superprotetora. "A companheira deve sugerir que ele tome suas decisões sozinho e estimulá-lo. Por isso, é ideal que o casal converse muito. Ele deve se conscientizar de que tem uma nova família e isso exige outra conduta. Em casos extremos, auxílio terapêutico é necessário". E não adianta virar inimiga da sogra. Se a mulher quer melhorar seu relacionamento com o parceiro, manter uma relação pacífica com a mãe dele é uma decisão sábia. "Acusar ou criticar aumenta a resistência e causa desgaste aos três."
2. "Sim, estou estressada porque sou mãe, profissional, mulher e dona de casa. Aliás, você sabe o que significa dupla jornada?"
Nesse caso, é preciso comunicar ao parceiro sobre o excesso de atribuições, mas sem colocar-se como vítima. "Os homens, de modo geral, não reagem bem às conversas dramáticas -e por vezes manipuladoras- das mulheres. Ela trabalha, é mãe, dona de casa e tudo mais porque escolhas foram feitas. O homem também tem suas obrigações e sua sobrecarga, por isso, este não é um bom argumento", diz Blenda. É essencial que ambos aceitem que a união é uma parceria: quando um precisa o outro ajuda. Por isso, proponha uma divisão de tarefas, mas sem escândalos.
3. "Tamanho importa sim, mas cuidado: se não souber usar, não adianta"
Segundo Glene Rodrigues, terapeuta sexual, o tamanho do pênis importa, sim. E o diâmetro é o mais importante para dar prazer à mulher. "Em um contexto geral, podemos dizer que o conjunto é o que importa e não só a anatomia do órgão do parceiro. A maioria das mulheres atinge orgasmo por estimulação clitoriana, portanto, o homem, sabendo estimular essa região ou fazendo um bom sexo oral, garante o prazer feminino". A solução para esse caso é ensinar o homem a te tocar. Mostre e explique para ele o que você gosta. "Diga que, quanto mais excitada você for nas preliminares, melhor será a penetração depois, já que a lubrificação aumenta", diz a terapeuta, que também aconselha suas clientes a comprarem vibradores e massageadores clitorianos. "Assim, o parceiro a estimula e descobre como a mulher sente prazer nessa região."
4. "Que diferença vai fazer na nossa vida a vitória do seu time e, a propósito, qual a graça de assistir homens correndo atrás de uma bola?"
Todos enfrentam obstáculos por alguém, pois essa pessoa tem muitas qualidades que superam os defeitos. Ninguém consegue manter um relacionamento se não tolerar pequenas manias, defeitos e características do outro. E é bom lembrar que, provavelmente, o seu parceiro também está fazendo o mesmo em relação a você. Se você não compreende o amor dele por futebol, paciência. Alguma coisa que você gosta também não deve fazer sentido para ele. O ideal é que ambos respeitem as particularidades um do outro. O futebol é só um exemplo.
5. "Tente achar o ponto G, por favor?"
Para dizer isso ao homem, não use um tom de reprovação (como se ele não soubesse lhe dar prazer). Proponha como um desafio para o casal, uma brincadeira entre os dois. Para facilitar o caminho, diga que o ponto G fica na parede anterior da vagina. Colocando o dedo, mais ou menos um centímetro e meio para dentro. "Eu recomendo muito que o parceiro faça sexo oral e ao mesmo tempo estimule essa região com o toque e a introdução do dedo, assim, os dois vão buscar juntos o estímulo eficiente para que ela tenha prazer", explica Glene.
1. “Quando você vai entender que homem gosta de mulher safada só na cama?”
Os homens adoram estar acompanhados de uma mulher bem educada e delicada, mas que se transforma entre quatro paredes. E para muitas é mais difícil colocar essa segunda característica em prática. Para a consultora de casais Vanniah Neves, quando a falta de sinceridade ocorre no sexo, a vida sexual fica comprometida. "A questão da insatisfação sexual deve ser colocada em pauta para que o casal realinhe o prazer a dois. O mal não está em falar, mas como fazer isso. E há maneiras diferentes de abordar o assunto", diz. Portanto, se ela é tímida na cama, acusar e reclamar não é o caminho para que ela melhore. Converse abertamente sobre o assunto, com naturalidade e delicadeza, para que ela se solte. E não espere que a liberação ocorra do dia para a noite.
2. “Não lembrar de uma data de comemoração não quer dizer que deixei de te amar”
O psicoterapeuta Alessandro Vianna explica que, além das diferenças básicas de comportamento feminino e masculino, há, também, as diferenças pessoais. E algumas pessoas, homens ou mulheres, não se apegam a datas que, para outras, são importantes. "Explique à parceira a dificuldade que você tem em fixar datas importantes. Como não há dois seres humanos que pensem e sintam exatamente as mesmas coisas, é preciso que, de vez em quando, um seja mais flexível do que o outro. Diga isso a ela". Porém, como você também precisa ceder, sugira que ela escolha uma data só como o aniversário do relacionamento (e não exija que você se lembre do dia em que vocês se conheceram, o dia do noivado, o do casamento, do primeiro beijo...). Marque na agenda ou no celular e, claro, essa você não poderá esquecer.
3. “Essa roupa não engorda. É você que está gorda”
Homem, geralmente, não tem paciência para os ataques de depreciação feminina. Em todos os casos: seja quando a mulher está realmente acima do peso ou quando apenas acha que está. Se ela precisa de uma dieta, que é o caso mais delicado, o parceiro pode ajudar a mulher de diversas maneiras. "A mais praticada em consultório é a que chamamos de efeito dominó: ele adota uma nova dieta, tem hábitos saudáveis, passa a chamá-la para uma caminhada, por exemplo", diz Lara Natacci Cunha, nutricionista e especialista em distúrbios alimentares. Se essa dica não funcionar, há outra tática eficiente e mais direta, de acordo com Lara. "O homem pode dar de presente um pacote de serviços, com acompanhamento nutricional, academia e tratamentos estéticos. É uma maneira carinhosa de dizer a ela que se preocupa, sem ofendê-la". E lembre-se que é importante elogiar a força de vontade dela e as mudanças que ocorrerão em seu corpo.
4. “Discutir a relação não é um compromisso semanal. E quando você quiser conversar, pelo amor de Deus, seja mais objetiva”
Segundo Allan e Barbara Pease, autores do "Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?” (Editora Sextante), as mulheres falam de seis a oito mil palavras por dia, enquanto eles, de duas a quatro mil. Homens são mais racionais e objetivos, daí a falta de vontade de conversar e analisar o relacionamento. Seria perfeito que as mulheres fossem direto ao ponto, sem rodeios. Porém, compreenda que a necessidade de falar é uma característica feminina. O melhor, então, é ter bom humor. Procure explicar a ela que conversas excessivas também desgastam o relacionamento e que você está com ela porque a ama -e é isso o que importa.
5. “TPM é sua desculpa para tudo. E hoje existe tratamento, sabia?”
A TPM é um problema reconhecido pelos médicos mundialmente. Por isso, não encare-o como desculpa, não. Porém, são muitas as alternativas de tratamento, desde simples mudanças de hábitos alimentares à prescrição de remédios por médicos. Esses tratamentos diminuem consideravelmente o mau humor no período pré-menstrual, além de outros sintomas ruins dessa fase. Se ela não se anima a procurar tratamento, o melhor é mostrar à parceira o quanto esse comportamento faz mal a ela e ao relacionamento de vocês. Estimule-a a buscar ajuda, para que ela enfrente melhor esse período. Enfatize que a principal beneficiada será ela. E é bom não escolher o auge da TPM para ter essa conversa.
http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/08/16/conheca-dez-verdades-que-homens-e-mulheres-nao-tem-coragem-de-dizer-em-um-relacionamento.htm
Elas só pensam naquilo
Elas só pensam naquilo
Pesquisa afirma que o interesse delas pelo sexo aumenta com o passar dos anos
Por Ilana Ramos
11/08/2011
Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Kinsey de Sexualidade Humana, dos Estados Unidos, que revelou que os homens preferem relacionamentos longos e estáveis, continua dando o que falar. Quebrando paradigmas desde o dia da sua publicação, o estudo também revela que são as mulheres que dão mais valor à satisfação sexual do que eles, em um relacionamento de muitos anos. Elas usam o sexo como parâmetro para definir a felicidade no casamento. Ao contrário do que muitos sempre acreditaram, são elas que só pensam naquilo.
O estudo envolveu mais de mil casais de cinco países diferentes: Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos e Japão. A idade dos envolvidos na pesquisa variou de 40 até 70 anos de idade, estando juntos por um tempo médio de 25 anos. Os casais tiveram que responder questionários específicos para cada gênero, com perguntas sobre a frequência com que faziam carinho no parceiro ou o grau de felicidade no casamento. E os resultados foram impressionantes.
Beijos e abraços foram mencionados mais pelos homens do que pelas mulheres como precursores da felicidade. Em contrapartida, foram elas que se mostraram mais satisfeitas sexualmente. Com relação aos países, os casais que se declararam mais felizes no casamento foram os japoneses, enquanto que os menos felizes foram os brasileiros e espanhóis. Sexualmente, as mulheres japonesas também saem na frente no quesito satisfação, acompanhadas de perto pelas brasileiras. Homens carinhosos e românticos e mulheres valorizando a satisfação sexual. Será que os papéis se inverteram?
Para a terapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade (INPASEX) Juliana Bonetti Simão, é natural que as mulheres se sintam sexualmente mais satisfeitas com o passar dos anos em uma mesma relação. "Em um relacionamento longo, as mulheres fomentam uma maior desenvoltura com o parceiro, têm mais intimidade e se sentem mais à vontade para se soltar um pouco mais. Mas acredito que isso só aconteça se o casal tiver uma boa comunicação e a mulher, uma boa interação com ela mesma, se ela conhecer bem o próprio corpo. Quanto mais antigo o casal, mais ele exercita sua sexualidade, mais oportunidade tem de estar se tocando, maior a possibilidade de descoberta. Destacando que isso depende da maneira como o casal se comunica dentro do relacionamento".
Mas não é apenas dentro do casamento que a mulher madura valoriza a satisfação sexual. "A tendência é que esse sexo fique cada vez melhor com o passar da idade. Ela vai buscar mais o prazer dessa relação do que qualquer outra coisa. Vale muito mais a pena pra ela ter relação sexual com qualidade do que quantidade ou número de orgasmos. Tem a ver com prazer, satisfação, sem obrigação do orgasmo. Flui de um jeito mais tranquilo, sem cobrança. Mulheres maduras, também, que já entraram no processo da menopausa, não precisam mais se preocupar com a gravidez e a exclusão dessa possibilidade as deixa naturalmente mais relaxadas para aproveitar a relação sexual", argumenta Juliana.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8390
Pesquisa afirma que o interesse delas pelo sexo aumenta com o passar dos anos
Por Ilana Ramos
11/08/2011
Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Kinsey de Sexualidade Humana, dos Estados Unidos, que revelou que os homens preferem relacionamentos longos e estáveis, continua dando o que falar. Quebrando paradigmas desde o dia da sua publicação, o estudo também revela que são as mulheres que dão mais valor à satisfação sexual do que eles, em um relacionamento de muitos anos. Elas usam o sexo como parâmetro para definir a felicidade no casamento. Ao contrário do que muitos sempre acreditaram, são elas que só pensam naquilo.
O estudo envolveu mais de mil casais de cinco países diferentes: Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos e Japão. A idade dos envolvidos na pesquisa variou de 40 até 70 anos de idade, estando juntos por um tempo médio de 25 anos. Os casais tiveram que responder questionários específicos para cada gênero, com perguntas sobre a frequência com que faziam carinho no parceiro ou o grau de felicidade no casamento. E os resultados foram impressionantes.
Beijos e abraços foram mencionados mais pelos homens do que pelas mulheres como precursores da felicidade. Em contrapartida, foram elas que se mostraram mais satisfeitas sexualmente. Com relação aos países, os casais que se declararam mais felizes no casamento foram os japoneses, enquanto que os menos felizes foram os brasileiros e espanhóis. Sexualmente, as mulheres japonesas também saem na frente no quesito satisfação, acompanhadas de perto pelas brasileiras. Homens carinhosos e românticos e mulheres valorizando a satisfação sexual. Será que os papéis se inverteram?
Para a terapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade (INPASEX) Juliana Bonetti Simão, é natural que as mulheres se sintam sexualmente mais satisfeitas com o passar dos anos em uma mesma relação. "Em um relacionamento longo, as mulheres fomentam uma maior desenvoltura com o parceiro, têm mais intimidade e se sentem mais à vontade para se soltar um pouco mais. Mas acredito que isso só aconteça se o casal tiver uma boa comunicação e a mulher, uma boa interação com ela mesma, se ela conhecer bem o próprio corpo. Quanto mais antigo o casal, mais ele exercita sua sexualidade, mais oportunidade tem de estar se tocando, maior a possibilidade de descoberta. Destacando que isso depende da maneira como o casal se comunica dentro do relacionamento".
Mas não é apenas dentro do casamento que a mulher madura valoriza a satisfação sexual. "A tendência é que esse sexo fique cada vez melhor com o passar da idade. Ela vai buscar mais o prazer dessa relação do que qualquer outra coisa. Vale muito mais a pena pra ela ter relação sexual com qualidade do que quantidade ou número de orgasmos. Tem a ver com prazer, satisfação, sem obrigação do orgasmo. Flui de um jeito mais tranquilo, sem cobrança. Mulheres maduras, também, que já entraram no processo da menopausa, não precisam mais se preocupar com a gravidez e a exclusão dessa possibilidade as deixa naturalmente mais relaxadas para aproveitar a relação sexual", argumenta Juliana.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8390
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