O que passa na mente de um masturbador
Infelizmente, as cenas bizarras de masturbação que aparecem em filmes como American Pie não são fruto apenas da imaginação do autor. Pesquisadores americanos descobriram que, enquanto se tocam, os homens pensam em coisas que ninguém em sã consciência acharia sexy, como uvas e tortas doces.
Mas, claro, não só com isso. Também gostam de imaginar situações mais previsíveis: sexo oral, sexo no banheiro do avião, sexo com amigas...
Para nós, que adoramos desvendar segredos sobre o universo masculino, saber quando (e como) o gato pratica esse prazer solitário é mesmo tentador. Tanto que encostamos na parede nossos colegas da revista VIP e eles foram honestos: segundo pesquisaram, 21,9% dos homens pensam na parceira atual quando se masturbam! No entanto, a maioria absoluta (52,4%) fantasia com outras mulheres que conhece, incluindo as amigas — o que significa que você pode estar sendo a fonte de desejos para alguém sem que nem desconfie.
As famosas povoam o imaginário de apenas 16,2% deles e (que alívio!) só 7,2% se lembram da ex. Quer saber mais? Entrevistamos 17 rapazes, que toparam abrir o jogo.
Tenho uma professora de inglês tão maravilhosa que você nem desconfia que tem 40 anos. Ela é casada e sabe que tenho namorada, mas vive se insinuando... Nunca fiz nada na vida real, mas nos meus pensamentos...” - André, 20 anos
"Depois de uma noite de sexo incrível, sempre me alivio com uma sessão solo no dia seguinte. Fico revivendo as memórias mais quentes.” - Bernardo, 22 anos
"Normalmente penso em um corpo, sem rosto definido... O cabelo é sempre castanho e a pele, bronzeada e tatuada.” - Beto, 23 anos
"Para ficar bem excitado, sonho que estou fazendo um ménage com duas morenas. Ou que ouço minha namorada descrevendo nossa transa com detalhes.” - José, 25 anos
"Quando estou estressado, vou ao banheiro do escritório e me mas turbo rapidinho. Fico imaginando que alguma colega vai me seguir e me dar uma mãozinha...” - Pablo, 35 anos
"Minha mulher e eu adoramos ousadias. Quando me toco, me lembro da vez em que a vi fazendo sexo com outro homem.” - Maurício, 41 anos
"Adoro me masturbar quando estou no telefone com amigas. Elas nem desconfiam que tento adivinhar em qual cômodo da casa estão, que roupa usam... e em qual posição faríamos sexo.” - Rafael, 27 anos
"Penso em todas as minhas ex-namoradas trabalhando juntas para o meu prazer. A morena e a baixinha se revezam para fazer sexo oral. Depois, penetro a japonesa recebendo carinhos da ruiva.” - Edu, 29 anos
"Fecho os olhos e me vejo transando em lugares inusitados, como o banheiro do avião, o banco de trás do carro... já cheguei até a cama do hospital. O que me excita mesmo é a adrenalina.” - Pedro, 21 anos
"Já que minha esposa tem ciúme de revistas masculinas, tirei várias fotos dela em posições quentes. Deixo tudo no banheiro e uso como material de sexo solo. Imagino-a fazendo coisas que nunca toparia na vida real, como beijar outras mulheres.” - Evandro, 38 anos
"Sempre vejo a professora mais me gera da faculdade. Odiava as aulas dela, mas, por algum motivo, me imagino sendo dominado por aquela mulher.” - SANDRO, 36 anos
"Imagino todas as mulheres do mundo — atrizes, cantoras, amigas, desconhecidas que cruzei na rua. Mas, quando vou explodir, só consigo ver minha namorada fazendo oral. Ninguém me dá tanto tesão quanto ela!” - Carlos, 33 anos
"Imagino mulheres nuas rolando em gelatina. Adoraria poder lambê-las todinhas!” - Adriano, 23 anos
"Cenas de sexo em filmes normais e seriados me deixam louco. Tenho uma coleção em casa: The Tudors, De Olhos Bem Fechados... Sempre imagino que substituo o ator principal nas cenas quentes.” - Márcio, 21 anos
"Fico inspirado ao me lembrar quando tirei a virgindade da minha ex. Tive que ir tão devagar que quase explodi de desejo. Recrio a cena penetrando-a sem dó...” - Júnior, 41 anos
"Quando viajo, sempre me masturbo no hotel. Só de pensar nas loucuras que foram feitas naquela cama...” - Thiago, 34 anos
"Tenho uma tara enorme por mulheres se enroscando umas nas outras. Abro a PLAYBOY da Grazi, da Flávia Alessandra e as imagino se tocando.” - Juliano, 23 anos
Nova
http://vivasexo.blogspot.com/2011/07/o-que-passa-na-mente-de-um-masturbador.html
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Os assexuados: conheça a tribo que defende o direito de não transar
Os assexuados: conheça a tribo que defende o direito de não transar
Michael Doré tem 28 anos e nunca beijou. Nem pretende. Beijos, carinhos e qualquer forma de contato íntimo lhe causam repulsa. “O sexo me enoja”, diz. “Sou um assexual convicto.” É quase impossível imaginar que um cara como ele, charmoso, bem-sucedido — é um matemático norueguês e PhD da Universidade de Birmingham, na Inglaterra —, sequer pense em transar. Ainda mais nos dias de hoje, em que sexo e orgasmo são quase uma obrigação. E, antes que você se pergunte o que há de errado com Michael, ele mesmo responde: “Não, não sou gay, não fui abusado na infância, nem tenho problemas hormonais.
Eu simplesmente não gosto de transar”. Assim como ele, a pedagoga mineira Rosângela Pereira dos Santos, o bancário americano Keith Walker e uma legião de assexuados dos mais diferentes cantos do planeta começam a sair do armário. São homens e mulheres de todas as idades, perfeitamente capazes de fazer sexo, mas sem nenhum apreço pela coisa. Gente que, graças ao apoio da Aven (Asexual Visibility and Education Network), rede que luta pela visibilidade dos assexuados no mundo, conseguiu se unir para levantar a bandeira da abstinência e lutar para que a assexualidade seja reconhecida como uma quarta orientação sexual (além de héteros, homos e bissexuais).
Eles vestem a camisa O matemático Michael Doré (à dir.) com a irmã, durante passeata GLBT
Sob o slogan “It’s o.k. to be A” (algo como “tudo bem ser assexuado”), essa turma tem frequentado as passeatas gays de Nova York, São Francisco, Londres e Manchester. No grupo, lutando contra o preconceito em relação aos que não gostam de transar, há desde aqueles que nunca tiveram uma relação sexual na vida, até os que fazem sexo por obrigação, para não perder o parceiro. “Por assexual entende-se apenas aquele que não sente atração sexual, não o que não é capaz de se envolver”, explica a socióloga Elisabete Oliveira, que fez do assunto tema de seu doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. “Existem os assexuais românticos e os não românticos.
O primeiro grupo consegue se apaixonar, casar e até ter filhos — desde que não haja sexo envolvido. O segundo não gosta de carinhos e não se sente apto a se apaixonar.”
A libido é uma energia vital que pode ser canalizada para o trabalho
Esses dois grupos também podem ser classificados como libidinosos ou não. “Ser assexual não significa, necessariamente, não ficar excitado”, afirma o bancário americano Keith Walker, 37 anos. “Muitos de nós se masturbam, mas não estabelecem relação entre isso e o sexo. É apenas uma maneira de relaxar e aliviar o stress”, diz. Segundo a psicóloga paulista Tânia Mauadie Santana, hoje é comum que a energia que antes era sexual seja canalizada para outras áreas da vida. “A libido é uma energia vital, o que não necessariamente se manifesta só nos órgãos sexuais. O desejo pode ser direcionado para o trabalho, a comida e as atividades físicas”, diz.
Com as recentes investidas no chamado Viagra feminino — comprimido à base de flibanserina que promete devolver a libido à mulher que a perdeu e apresentá-la a que nunca teve —, a comunidade médica tem falado muito em “desejo sexual hipoativo”. O termo, catalogado há mais de 30 anos pela Organização Mundial da Saúde como uma “disfunção sexual”, tem conotação pejorativa para assexuados, que, com razão, não querem ser vistos como doentes. “Quem pratica sexo costuma ter humor melhor, pois o ato libera hormônios de ação antidepressiva. Mas a falta dele não chega a ser um problema de saúde. Ninguém vai morrer por isso”, afirma Tânia Santana. Segundo o psiquiatra Alexandre Saadeh, a assexualidade só requer tratamento quando gera sofrimento. “Se a falta de desejo ou o excesso dele impedir alguém de ser feliz, aí, sim, deve-se falar em tratamento. Caso contrário, não há por quê”, afirma o médico.
Para mostrar (e entender) que é possível ser feliz sem sexo, Marie Claire se cadastrou em redes e sites de relacionamento onde assexuais trocam ideias, causas e bandeiras. No Brasil, o site Refúgio Assexual, criado pelo pernambucano Julio Neto, de 19 anos, é o principal local de convergência dessa turma. “Muitos chegam aos fóruns com sentimento de culpa. É compreensível. Na sociedade em que vivemos hoje, em que se usa o sexo para vender de geladeiras a refrigerantes, é quase um crime não querer transar”, diz ele. Nas próximas páginas, você confere dilemas, embates, questionamentos e conquistas vividos por assexuais do mundo todo.
Em ação Líder da rede Asexual Visibility and Education Network (Aven) em Manchester, Inglaterra
“Cheguei a pensar que fosse gay” - Michael John Doré, 28, matemático
“Até os 11 anos de idade, eu e meus amigos éramos todos parecidos, brincávamos das mesmas coisas e tínhamos ‘nojo’ de beijo de língua e sexo. Aos 12 anos, esses mesmos garotos passaram a ficar fascinados por mulheres. Falavam sobre elas o tempo todo, idealizavam como seria transar e folheavam revistas de sacanagem. Eu não conseguia entender o que, de uma hora para outra, havia mudado tanto entre eles.
Na minha cabeça, havia a possibilidade (e a esperança) de que, cedo ou tarde, eu também fosse me sentir como eles. Cheguei a pensar que era gay. Mas, se as mulheres não me atraiam sexualmente, os homens, muito menos. Então, aos 16 anos, quando todos meus amigos e amigas só falavam e pensavam em sexo, passei a me considerar assexual. E, temendo o estranhamento das pessoas, guardei comigo esse segredo.
Ainda assim, vivi vários episódios de bullying na escola. Estranhando minha falta de interesse nas garotas, meus colegas de classe me excluíam da turma, pegavam no meu pé e diziam que eu era gay — o que, para mim, era ainda mais dolorido. Dez anos se passaram entre a minha ‘autodescoberta’ e a minha capacidade de revelar isso aos amigos mais próximos.
Foi um período muito complicado, pois eu não só tinha de lidar com minha assexualidade, algo que nem entendia direito, como me apontavam como algo que eu não sou. Com o tempo, entendi que pessoas ignorantes não conseguem diferenciar homossexualidade de assexualidade.
Romance sem sexo A pedadoga Rosângela gosta de namorar, mas não encontra parceiro assexual
Em julho deste ano, decidido a participar da parada GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de Londres, com um grupo de assexuais que luta pelo direito de não transar, abri a verdade para minha família. Eles me deram muito apoio e ficaram felizes por mim. Minha irmã, inclusive, decidiu ir comigo a uma parada GLBT em Manchester, um mês depois. Acho que a pergunta que eu mais ouço quando conto que sou assexual é: ‘Por que você tem a necessidade de se definir dessa forma?’.
Pelo simples motivo de que gosto de entender quem eu sou. A maioria das pessoas — assexuais ou não — também pensa assim. Muitos encontram alívio quando descobrem que não estão sozinhos, que não são únicos. Além disso, me assumir como assexual e participar ativamente da comunidade é um bom jeito de conhecer parceiras assexuais. Eu sou um assexual romântico — teria um relacionamento com uma mulher. Mas ela deve ser, necessariamente, assexual também.
O sexo para mim é repulsivo e eu só me relacionaria com uma pessoa que não me cobrasse qualquer tipo de contato íntimo. Nunca na minha vida fiquei ou transei com uma garota. Em nenhum momento da minha vida, até aqui, tive vontade. Nem a menor curiosidade.”
Eles podem se apaixonar e até transar, mas não sentem prazer nenhum
“Odiei o sexo desde a 1ª vez” - Rosângela Pereira dos Santos, 32 anos, pedagoga
“Tenho 32 anos, estou solteira e sou formada em pedagogia, mas trabalho em um projeto ambiental do estado de Minas Gerais. Fui filha única até os 23 anos de idade, quando nasceu meu irmão do segundo casamento da minha mãe. Coincidência ou não, foi nesse mesmo ano que perdi minha virgindade.
Fui uma adolescente tardia. Até os 14, brincava com Barbies — hoje, algo impensável para a nova geração. Mas não foi por isso que demorei para transar. Sempre desconfiei que havia algo diferente comigo. Não sentia o prazer que minhas amigas diziam sentir quando saíam com rapazes. Achava que tinha algum tipo de problema e, por ser muito jovem, não conseguia conversar sobre isso com ninguém. Sofria sozinha. E, como imaginei que aconteceria, odiei o sexo desde a primeira vez. Foi com um namorado da época. Eu gostava dele, adorava beijá-lo, fazer e receber carinho...
Teoricamente, todos os ingredientes necessários para dar certo. Mas, sem sexo, não deu. Por mim, passaria o resto da vida sem transar e seria feliz! Mas gosto de namorar e, infelizmente, é quase impossível encontrar — pelo menos aqui no Brasil — alguém igual a mim. Até por isso não consigo entrar em um relacionamento sério há cinco anos. Isso significaria enfrentar uma pressão enorme para transar e, fatalmente, me deixaria infeliz. Sei que meu problema não é físico. Já fui a médicos, fiz várias contagens hormonais e não há absolutamente nada errado comigo.
Eventualmente, eu até transo. A última vez aconteceu há três meses. O rapaz não é meu namorado, mas gosto bastante dele. É uma ótima companhia. Gosto dos homens e sei que posso perfeitamente me apaixonar. Curto sair para jantar, ir ao cinema, tomar cerveja, fazer carinho, beijar bastante... mas não suporto qualquer tipo de contato sexual. Tudo que envolve a genitália me incomoda e é extremamente desagradável: sexo oral, penetração... tanto que nunca tive um orgasmo enquanto transava.
Por outro lado, a masturbação não é um problema para mim. Sou perfeitamente capaz de atingir o orgasmo me
estimulando sozinha. É uma ótima forma de aliviar o stress do dia a dia, sem nenhuma conotação sexual.
Antes, o termo “assexual” no Google só trazia artigos sobre bactérias
Nas poucas vezes em que tentei falar sobre o assunto com pessoas próximas, sei que me rotulavam como o estereótipo de garota esquisita, complexada, isolada, coisa que eu não sou! Não foram momentos fáceis. Hoje em dia, só amigas mais íntimas sabem de minha ‘situação’. Faz pouco tempo, cerca de um ano, que finalmente me descobri como assexual. Foi através de pesquisas na internet: procurando entender melhor meu comportamento ‘diferente’, encontrei, em fóruns de discussão, pessoas como eu. Percebi que não estava sozinha! Apesar de ser um alívio pessoal, sei que não posso falar sobre esse assunto com qualquer pessoa.
Minha família, por exemplo, não faz ideia do que seja a assexualidade — e tenho certeza que a maior parte dos brasileiros também não. Até cinco anos atrás, por exemplo, ao digitar a palavra “assexual” no Google, só apareciam artigos sobre amebas e bactérias.”
“Fico excitado. só não sinto o mínimo tesão” - Keith Walker, 37, bancário
“Descobri que sou assexual há seis anos. Meu primeiro casamento tinha acabado de terminar. Ficamos quatro anos juntos, mas, nesse tempo todo, só transamos umas cinco vezes. Depois de casarmos, no entanto, minha ex-mulher não conseguiu mais lidar com minha falta de interesse em sexo. E, para falar a verdade, eu também não. Me sentia como um peixe fora d’água, não só pela cobrança de minha mulher, mas porque todos os meus amigos e familiares tinham uma vida sexualmente ativa e, como a maioria das pessoas, viviam falando disso.
Não sou impotente. Pelo contrário, ficar excitado é algo perfeitamente normal para mim, basta concentração. O que não tenho é tesão. A ejaculação, para muitos assexuais, é uma simples forma de alívio físico. E é justamente o que acontece comigo. Eu era apaixonado pela minha ex-mulher, mas não sentia desejo por ela (como não sinto, aliás, por ninguém). Não conseguimos entrar em um acordo saudável para ambos, e o relacionamento terminou. A partir daí, resolvi procurar apoio na internet, buscando pessoas como eu e, assim, fazer parte de um grupo, finalmente.
Mas não foi o que aconteceu. Pelo menos não no princípio. Como eu nunca tinha ouvido falar em assexualidade — nem a palavra era familiar —, acabei entrando para um grupo de celibatários. Nunca achei que pudesse ser gay, pois sempre me apaixonei romanticamente por mulheres, só não tinha vontade de fazer sexo com elas. Não demorou para que eu descobrisse que os celibatários eram pessoas completamente diferentes de mim: tinham desejo sexual, mas o reprimiam por motivos religiosos. Eu não, eu simplesmente não tinha vontade de fazer sexo. Não sentia tesão. Ou seja, nem lá eu me encaixava. Mas foi graças a um dos rapazes que eu conheci no grupo que descobri minha tribo. Percebendo minha total falta de libido, ele me falou sobre os assexuais, o trabalho da rede Aven e sugeriu que eu procurasse o grupo.
No Brasil, 9% das mulheres não acham o sexo importante para o casamento
Moro em Washington e trabalho em um banco. Até antes de encontrar a Aven, quase não conversava com meus colegas sobre minha condição ‘diferente’ da maioria. Não é fácil lidar com um assunto que nem eu próprio tinha conhecimento. As poucas pessoas com as quais falava disso até tentavam me ajudar. Mas, no fundo, só atrapalhavam. Entendiam o que eu sentia, e cedo ou tarde, tentavam me ‘converter’ — como se essa fosse uma escolha minha. E não é. A única certeza que sempre tive é que sou heterossexual. Sei que muitos assexuais heterossexuais são questionados sobre sua orientação. Há um senso comum de que quem não gosta de sexo só pode ser gay — e reprimido. Mas isso é puro preconceito. Sou perfeitamente capaz de me apaixonar. E só me apaixonei por mulheres até hoje. Já fiz sexo muitas vezes, em especial quando estava na faculdade. Fazer sexo é algo que se espera de um homem jovem, estudante, que mora sozinho. E foi o que acabei fazendo durante os relacionamentos que tive na época. Transei não por desejo, mas por me sentir na obrigação de cumprir um ‘ritual’ presente em todos os namoros.
Foi só quando conheci a Aven — e, através dela, tive contato com pessoas parecidas comigo — que descobri que não precisava mais me sujeitar a isso. Há mais gente no mundo que, assim como eu, detesta sexo. Essas pessoas me entendem e aceitam. Tanto que foi através das reuniões e debates promovidos pela Aven que conheci minha atual mulher, uma moça linda e doce, sem a qual hoje não me imagino. Assim como eu, ela é assexual sem libido. Nos gostamos muito e, eventualmente, trocamos beijos e carícias, sem qualquer apelo erótico. É um amor tão lindo e tão puro que a cerimônia de nosso casamento, há três anos, foi transmitida em tempo real pelo da Aven — decisão que tomamos juntos para trazer mais visibilidade para nossa causa.
Somos muito felizes e até falamos em filhos. Se decidirmos ter filhos naturais (e não adotivos), não vejo por que não fazer sexo para engravidar. Nesse caso, não estaríamos nos divertindo — estaríamos apenas procriando. Não sou incapaz de fazer sexo. Pelo contrário, é uma opção não praticá-lo. E isso é muito libertador.”
Marie claire
http://vivasexo.blogspot.com/2011/08/os-assexuados-conheca-tribo-que-defende.html
Michael Doré tem 28 anos e nunca beijou. Nem pretende. Beijos, carinhos e qualquer forma de contato íntimo lhe causam repulsa. “O sexo me enoja”, diz. “Sou um assexual convicto.” É quase impossível imaginar que um cara como ele, charmoso, bem-sucedido — é um matemático norueguês e PhD da Universidade de Birmingham, na Inglaterra —, sequer pense em transar. Ainda mais nos dias de hoje, em que sexo e orgasmo são quase uma obrigação. E, antes que você se pergunte o que há de errado com Michael, ele mesmo responde: “Não, não sou gay, não fui abusado na infância, nem tenho problemas hormonais.
Eu simplesmente não gosto de transar”. Assim como ele, a pedagoga mineira Rosângela Pereira dos Santos, o bancário americano Keith Walker e uma legião de assexuados dos mais diferentes cantos do planeta começam a sair do armário. São homens e mulheres de todas as idades, perfeitamente capazes de fazer sexo, mas sem nenhum apreço pela coisa. Gente que, graças ao apoio da Aven (Asexual Visibility and Education Network), rede que luta pela visibilidade dos assexuados no mundo, conseguiu se unir para levantar a bandeira da abstinência e lutar para que a assexualidade seja reconhecida como uma quarta orientação sexual (além de héteros, homos e bissexuais).
Eles vestem a camisa O matemático Michael Doré (à dir.) com a irmã, durante passeata GLBT
Sob o slogan “It’s o.k. to be A” (algo como “tudo bem ser assexuado”), essa turma tem frequentado as passeatas gays de Nova York, São Francisco, Londres e Manchester. No grupo, lutando contra o preconceito em relação aos que não gostam de transar, há desde aqueles que nunca tiveram uma relação sexual na vida, até os que fazem sexo por obrigação, para não perder o parceiro. “Por assexual entende-se apenas aquele que não sente atração sexual, não o que não é capaz de se envolver”, explica a socióloga Elisabete Oliveira, que fez do assunto tema de seu doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. “Existem os assexuais românticos e os não românticos.
O primeiro grupo consegue se apaixonar, casar e até ter filhos — desde que não haja sexo envolvido. O segundo não gosta de carinhos e não se sente apto a se apaixonar.”
A libido é uma energia vital que pode ser canalizada para o trabalho
Esses dois grupos também podem ser classificados como libidinosos ou não. “Ser assexual não significa, necessariamente, não ficar excitado”, afirma o bancário americano Keith Walker, 37 anos. “Muitos de nós se masturbam, mas não estabelecem relação entre isso e o sexo. É apenas uma maneira de relaxar e aliviar o stress”, diz. Segundo a psicóloga paulista Tânia Mauadie Santana, hoje é comum que a energia que antes era sexual seja canalizada para outras áreas da vida. “A libido é uma energia vital, o que não necessariamente se manifesta só nos órgãos sexuais. O desejo pode ser direcionado para o trabalho, a comida e as atividades físicas”, diz.
Com as recentes investidas no chamado Viagra feminino — comprimido à base de flibanserina que promete devolver a libido à mulher que a perdeu e apresentá-la a que nunca teve —, a comunidade médica tem falado muito em “desejo sexual hipoativo”. O termo, catalogado há mais de 30 anos pela Organização Mundial da Saúde como uma “disfunção sexual”, tem conotação pejorativa para assexuados, que, com razão, não querem ser vistos como doentes. “Quem pratica sexo costuma ter humor melhor, pois o ato libera hormônios de ação antidepressiva. Mas a falta dele não chega a ser um problema de saúde. Ninguém vai morrer por isso”, afirma Tânia Santana. Segundo o psiquiatra Alexandre Saadeh, a assexualidade só requer tratamento quando gera sofrimento. “Se a falta de desejo ou o excesso dele impedir alguém de ser feliz, aí, sim, deve-se falar em tratamento. Caso contrário, não há por quê”, afirma o médico.
Para mostrar (e entender) que é possível ser feliz sem sexo, Marie Claire se cadastrou em redes e sites de relacionamento onde assexuais trocam ideias, causas e bandeiras. No Brasil, o site Refúgio Assexual, criado pelo pernambucano Julio Neto, de 19 anos, é o principal local de convergência dessa turma. “Muitos chegam aos fóruns com sentimento de culpa. É compreensível. Na sociedade em que vivemos hoje, em que se usa o sexo para vender de geladeiras a refrigerantes, é quase um crime não querer transar”, diz ele. Nas próximas páginas, você confere dilemas, embates, questionamentos e conquistas vividos por assexuais do mundo todo.
Em ação Líder da rede Asexual Visibility and Education Network (Aven) em Manchester, Inglaterra
“Cheguei a pensar que fosse gay” - Michael John Doré, 28, matemático
“Até os 11 anos de idade, eu e meus amigos éramos todos parecidos, brincávamos das mesmas coisas e tínhamos ‘nojo’ de beijo de língua e sexo. Aos 12 anos, esses mesmos garotos passaram a ficar fascinados por mulheres. Falavam sobre elas o tempo todo, idealizavam como seria transar e folheavam revistas de sacanagem. Eu não conseguia entender o que, de uma hora para outra, havia mudado tanto entre eles.
Na minha cabeça, havia a possibilidade (e a esperança) de que, cedo ou tarde, eu também fosse me sentir como eles. Cheguei a pensar que era gay. Mas, se as mulheres não me atraiam sexualmente, os homens, muito menos. Então, aos 16 anos, quando todos meus amigos e amigas só falavam e pensavam em sexo, passei a me considerar assexual. E, temendo o estranhamento das pessoas, guardei comigo esse segredo.
Ainda assim, vivi vários episódios de bullying na escola. Estranhando minha falta de interesse nas garotas, meus colegas de classe me excluíam da turma, pegavam no meu pé e diziam que eu era gay — o que, para mim, era ainda mais dolorido. Dez anos se passaram entre a minha ‘autodescoberta’ e a minha capacidade de revelar isso aos amigos mais próximos.
Foi um período muito complicado, pois eu não só tinha de lidar com minha assexualidade, algo que nem entendia direito, como me apontavam como algo que eu não sou. Com o tempo, entendi que pessoas ignorantes não conseguem diferenciar homossexualidade de assexualidade.
Romance sem sexo A pedadoga Rosângela gosta de namorar, mas não encontra parceiro assexual
Em julho deste ano, decidido a participar da parada GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de Londres, com um grupo de assexuais que luta pelo direito de não transar, abri a verdade para minha família. Eles me deram muito apoio e ficaram felizes por mim. Minha irmã, inclusive, decidiu ir comigo a uma parada GLBT em Manchester, um mês depois. Acho que a pergunta que eu mais ouço quando conto que sou assexual é: ‘Por que você tem a necessidade de se definir dessa forma?’.
Pelo simples motivo de que gosto de entender quem eu sou. A maioria das pessoas — assexuais ou não — também pensa assim. Muitos encontram alívio quando descobrem que não estão sozinhos, que não são únicos. Além disso, me assumir como assexual e participar ativamente da comunidade é um bom jeito de conhecer parceiras assexuais. Eu sou um assexual romântico — teria um relacionamento com uma mulher. Mas ela deve ser, necessariamente, assexual também.
O sexo para mim é repulsivo e eu só me relacionaria com uma pessoa que não me cobrasse qualquer tipo de contato íntimo. Nunca na minha vida fiquei ou transei com uma garota. Em nenhum momento da minha vida, até aqui, tive vontade. Nem a menor curiosidade.”
Eles podem se apaixonar e até transar, mas não sentem prazer nenhum
“Odiei o sexo desde a 1ª vez” - Rosângela Pereira dos Santos, 32 anos, pedagoga
“Tenho 32 anos, estou solteira e sou formada em pedagogia, mas trabalho em um projeto ambiental do estado de Minas Gerais. Fui filha única até os 23 anos de idade, quando nasceu meu irmão do segundo casamento da minha mãe. Coincidência ou não, foi nesse mesmo ano que perdi minha virgindade.
Fui uma adolescente tardia. Até os 14, brincava com Barbies — hoje, algo impensável para a nova geração. Mas não foi por isso que demorei para transar. Sempre desconfiei que havia algo diferente comigo. Não sentia o prazer que minhas amigas diziam sentir quando saíam com rapazes. Achava que tinha algum tipo de problema e, por ser muito jovem, não conseguia conversar sobre isso com ninguém. Sofria sozinha. E, como imaginei que aconteceria, odiei o sexo desde a primeira vez. Foi com um namorado da época. Eu gostava dele, adorava beijá-lo, fazer e receber carinho...
Teoricamente, todos os ingredientes necessários para dar certo. Mas, sem sexo, não deu. Por mim, passaria o resto da vida sem transar e seria feliz! Mas gosto de namorar e, infelizmente, é quase impossível encontrar — pelo menos aqui no Brasil — alguém igual a mim. Até por isso não consigo entrar em um relacionamento sério há cinco anos. Isso significaria enfrentar uma pressão enorme para transar e, fatalmente, me deixaria infeliz. Sei que meu problema não é físico. Já fui a médicos, fiz várias contagens hormonais e não há absolutamente nada errado comigo.
Eventualmente, eu até transo. A última vez aconteceu há três meses. O rapaz não é meu namorado, mas gosto bastante dele. É uma ótima companhia. Gosto dos homens e sei que posso perfeitamente me apaixonar. Curto sair para jantar, ir ao cinema, tomar cerveja, fazer carinho, beijar bastante... mas não suporto qualquer tipo de contato sexual. Tudo que envolve a genitália me incomoda e é extremamente desagradável: sexo oral, penetração... tanto que nunca tive um orgasmo enquanto transava.
Por outro lado, a masturbação não é um problema para mim. Sou perfeitamente capaz de atingir o orgasmo me
estimulando sozinha. É uma ótima forma de aliviar o stress do dia a dia, sem nenhuma conotação sexual.
Antes, o termo “assexual” no Google só trazia artigos sobre bactérias
Nas poucas vezes em que tentei falar sobre o assunto com pessoas próximas, sei que me rotulavam como o estereótipo de garota esquisita, complexada, isolada, coisa que eu não sou! Não foram momentos fáceis. Hoje em dia, só amigas mais íntimas sabem de minha ‘situação’. Faz pouco tempo, cerca de um ano, que finalmente me descobri como assexual. Foi através de pesquisas na internet: procurando entender melhor meu comportamento ‘diferente’, encontrei, em fóruns de discussão, pessoas como eu. Percebi que não estava sozinha! Apesar de ser um alívio pessoal, sei que não posso falar sobre esse assunto com qualquer pessoa.
Minha família, por exemplo, não faz ideia do que seja a assexualidade — e tenho certeza que a maior parte dos brasileiros também não. Até cinco anos atrás, por exemplo, ao digitar a palavra “assexual” no Google, só apareciam artigos sobre amebas e bactérias.”
“Fico excitado. só não sinto o mínimo tesão” - Keith Walker, 37, bancário
“Descobri que sou assexual há seis anos. Meu primeiro casamento tinha acabado de terminar. Ficamos quatro anos juntos, mas, nesse tempo todo, só transamos umas cinco vezes. Depois de casarmos, no entanto, minha ex-mulher não conseguiu mais lidar com minha falta de interesse em sexo. E, para falar a verdade, eu também não. Me sentia como um peixe fora d’água, não só pela cobrança de minha mulher, mas porque todos os meus amigos e familiares tinham uma vida sexualmente ativa e, como a maioria das pessoas, viviam falando disso.
Não sou impotente. Pelo contrário, ficar excitado é algo perfeitamente normal para mim, basta concentração. O que não tenho é tesão. A ejaculação, para muitos assexuais, é uma simples forma de alívio físico. E é justamente o que acontece comigo. Eu era apaixonado pela minha ex-mulher, mas não sentia desejo por ela (como não sinto, aliás, por ninguém). Não conseguimos entrar em um acordo saudável para ambos, e o relacionamento terminou. A partir daí, resolvi procurar apoio na internet, buscando pessoas como eu e, assim, fazer parte de um grupo, finalmente.
Mas não foi o que aconteceu. Pelo menos não no princípio. Como eu nunca tinha ouvido falar em assexualidade — nem a palavra era familiar —, acabei entrando para um grupo de celibatários. Nunca achei que pudesse ser gay, pois sempre me apaixonei romanticamente por mulheres, só não tinha vontade de fazer sexo com elas. Não demorou para que eu descobrisse que os celibatários eram pessoas completamente diferentes de mim: tinham desejo sexual, mas o reprimiam por motivos religiosos. Eu não, eu simplesmente não tinha vontade de fazer sexo. Não sentia tesão. Ou seja, nem lá eu me encaixava. Mas foi graças a um dos rapazes que eu conheci no grupo que descobri minha tribo. Percebendo minha total falta de libido, ele me falou sobre os assexuais, o trabalho da rede Aven e sugeriu que eu procurasse o grupo.
No Brasil, 9% das mulheres não acham o sexo importante para o casamento
Moro em Washington e trabalho em um banco. Até antes de encontrar a Aven, quase não conversava com meus colegas sobre minha condição ‘diferente’ da maioria. Não é fácil lidar com um assunto que nem eu próprio tinha conhecimento. As poucas pessoas com as quais falava disso até tentavam me ajudar. Mas, no fundo, só atrapalhavam. Entendiam o que eu sentia, e cedo ou tarde, tentavam me ‘converter’ — como se essa fosse uma escolha minha. E não é. A única certeza que sempre tive é que sou heterossexual. Sei que muitos assexuais heterossexuais são questionados sobre sua orientação. Há um senso comum de que quem não gosta de sexo só pode ser gay — e reprimido. Mas isso é puro preconceito. Sou perfeitamente capaz de me apaixonar. E só me apaixonei por mulheres até hoje. Já fiz sexo muitas vezes, em especial quando estava na faculdade. Fazer sexo é algo que se espera de um homem jovem, estudante, que mora sozinho. E foi o que acabei fazendo durante os relacionamentos que tive na época. Transei não por desejo, mas por me sentir na obrigação de cumprir um ‘ritual’ presente em todos os namoros.
Foi só quando conheci a Aven — e, através dela, tive contato com pessoas parecidas comigo — que descobri que não precisava mais me sujeitar a isso. Há mais gente no mundo que, assim como eu, detesta sexo. Essas pessoas me entendem e aceitam. Tanto que foi através das reuniões e debates promovidos pela Aven que conheci minha atual mulher, uma moça linda e doce, sem a qual hoje não me imagino. Assim como eu, ela é assexual sem libido. Nos gostamos muito e, eventualmente, trocamos beijos e carícias, sem qualquer apelo erótico. É um amor tão lindo e tão puro que a cerimônia de nosso casamento, há três anos, foi transmitida em tempo real pelo da Aven — decisão que tomamos juntos para trazer mais visibilidade para nossa causa.
Somos muito felizes e até falamos em filhos. Se decidirmos ter filhos naturais (e não adotivos), não vejo por que não fazer sexo para engravidar. Nesse caso, não estaríamos nos divertindo — estaríamos apenas procriando. Não sou incapaz de fazer sexo. Pelo contrário, é uma opção não praticá-lo. E isso é muito libertador.”
Marie claire
http://vivasexo.blogspot.com/2011/08/os-assexuados-conheca-tribo-que-defende.html
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Pansexualidade – tudo serve para satisfazer o desejo de sexo
Pansexualidade – tudo serve para satisfazer o desejo de sexo
Psic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior
(CRP 06/20610) Cv lattes http://lattes.cnpq.br/8822346727658552 ; psicoterapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade (www.inpasex.com.br)
O termo pansexualidade ou pansexualismo tenta separar-se do conceito de bissexualidade, no qual uma pessoa se sente4 atraída por ambos os sexos/gêneros.
A questão pansexual implica em não se incomodar com o g6enero ou as formas de expressões sociais da pessoa para gerar desejo por sexo ou amor romântico.
Nossa cultura tende a ver os conceitos em termos de extremos sem variações intermediárias. No caso sexual, heterossexuais e homossexuais apenas consideram estes dois extremos, considerando que quem não é homossexual é que “não saiu do armário”. Esta consideração existe em especial com relação aos bissexuais.
No caso de pansexuais teremos pessoas que observam a variedade de expressões fluidas entre os extremos do gênero masculino e do feminino, busca e se sente anteriormente potencialmente atraído por pessoas que tenham variações genitais ou corporais que não são extremadas como macho ou fêmea, ou convivem com a atração sexual por expressões sociais geralmente associadas nos extremos a homens e mulheres. O pansexual compreende a possibilidade de variação e fluidez dos papéis de gênero e outras formas sexuais.
O pansexual, homem ou mulher, estão disponíveis para homens, mulheres, transexuais (pré ou pós operados), interesexuados, assexuados, agenéricos, dragqueens ou dragkings.
A pessoa que se considera pansexual o faz de acordo com o que percebe de si mesma, considerando o potencial de atração que sente e tem. Não necessariamente tenha que ter tido variadas experiências sexuais, nem experimentado de tudo, e geralmente não o fará nem o tempo todo, nem talvez por muitos anos.
O começo do século XX trouxe a busca de nomear as formas diferentes de expressões da sexualidade, mas a partir da metade do séc XX grupos praticantes buscaram nomenclaturas que os definissem desde o que sentiam e não uma nomenclatura estatística ou formal. Esta forma das pessoas se explicarem independe das classificações científicas e externas.
Uma importante separação e distinção há de ser feita. Pansexualidade não é um novo gênero. Nem homossexual e nem mesmo transexual não são considerados “gêneros”. A partir da teoria sociológica somente existem dois gêneros: masculino e feminino. As discussões atuais buscam a compreensão de variações intermediárias que são os transexuais ou transgênero (termo criado por Eli Coleman na década de 1990). Ser homossexual, bissexual, assexual ou pansexual implica em preferência sexual, busca por um objeto (gramaticalmente referindo) que satisfaça o desejo sexual.
Uma pesquisa sobre quantos pansexuais existem não é fácil de empreender. As pessoas que se consideram pansexuais não o são pela maioria das outras pessoas que desconsideram essa classificação.
A expressão pansexual ainda é pequena e pouco ocorre, seja em jovens, seja em adultos. A maior parte das pessoas que se compreendem pansexuais já tem de 3 a 4 décadas de vida, pois implicou em desenvolver qualidades de formas de compreensão e administração das interfaces sociais relacionadas a assertividade, expressividade emocional e convívio com barreiras sociais, sem se prejudicarem, sem serem objeto de preconceito do grupo no qual vivem.
Pansexuais não são compreendidos pelas pessoas que não partilham dos mesmos desejos. O diferente sempre é mais difícil de compreender. Isto se deve aos mecanismos cognitivos que o atual estágio de evolução psicossocial permite produzir. A vida sexual pertence à esfera da vida privada, portanto pouco suscetível e mudanças por métodos pedagógicos, não sendo mutáveis por informação. Assim a evolução cognitiva nestes campos é mantida em fases anteriores do desenvolvimento, significando que a maioria das pessoas será incapaz de compreender algo de modo abstrato, apegando-se a contextos concretos e utilizando mecanismos cognitivos infantis, a exemplo de compreensão dos conceitos e da realidade através dos extremos, sem percepções intermediárias.
Um exemplo que se pode ver na televisão é o extraterrestre do filme de animação adulto “American Dad”, de nome Roger, que se identifica como pansexual e demonstra comportamento errático de atração sexual.
Ser pansexual não significa ter problemas psicológicos.
Não será a preferência sexual objetal que define as características de personalidade. Uma pessoa que se designe pansexual pode ou não ter relacionamentos prolongados, dependendo de muitos outros fatores, inclusive o de sucesso anterior em relacionamentos afetivos e sexuais satisfatórios que promova um relacionamento prolongado.
Alguns autodenominados pansexuais explicam-se de atitude e preferencias fluidas a ponto de não se fixarem num único relacionamento. Outros demonstram a necessidade de fixarem um relacionamento e desenvolverem outros em paralelo para se identificarem como pansexuais.
Não é comum recebermos pessoas que se denominam pansexuais para tratamento psicológico. Ser pansexual não implica em ser necessário submeter-se a um tratamento psicológico. O que pode mais facilmente ocorrer seria uma pessoa pansexual buscar tratamento psicológico para adaptar-se socialmente ou num casamento, buscando adequar-se ou equilibrar-se no meio social em que vivem.
Variações do tema pansexual devem ser o futuro, compreendendo todas as variações que sempre existiram, quer compreendamos ou não, aceitemos ou não. A expressão social das variações depende de como determinado momento social e histórico faz bom uso de determinada expressão sexual.
Mesmo quando não existia um nome para designar a homossexualidade (nome criado em 1867), havia homossexuais ou bissexuais e em muitos momentos e culturas considerados normais...
Hoje falamos de pansexuais... mas eles sempre estiveram entre nós. Nós precisamos compreender e aprender a conviver, o que implicam em mudarmos nossos valores atuais.
http://oswrod1.wordpress.com/2011/08/18/pansexualidade-%E2%80%93-tudo-serve-para-satisfazer-o-desejo-de-sexo/
Psic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior
(CRP 06/20610) Cv lattes http://lattes.cnpq.br/8822346727658552 ; psicoterapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade (www.inpasex.com.br)
O termo pansexualidade ou pansexualismo tenta separar-se do conceito de bissexualidade, no qual uma pessoa se sente4 atraída por ambos os sexos/gêneros.
A questão pansexual implica em não se incomodar com o g6enero ou as formas de expressões sociais da pessoa para gerar desejo por sexo ou amor romântico.
Nossa cultura tende a ver os conceitos em termos de extremos sem variações intermediárias. No caso sexual, heterossexuais e homossexuais apenas consideram estes dois extremos, considerando que quem não é homossexual é que “não saiu do armário”. Esta consideração existe em especial com relação aos bissexuais.
No caso de pansexuais teremos pessoas que observam a variedade de expressões fluidas entre os extremos do gênero masculino e do feminino, busca e se sente anteriormente potencialmente atraído por pessoas que tenham variações genitais ou corporais que não são extremadas como macho ou fêmea, ou convivem com a atração sexual por expressões sociais geralmente associadas nos extremos a homens e mulheres. O pansexual compreende a possibilidade de variação e fluidez dos papéis de gênero e outras formas sexuais.
O pansexual, homem ou mulher, estão disponíveis para homens, mulheres, transexuais (pré ou pós operados), interesexuados, assexuados, agenéricos, dragqueens ou dragkings.
A pessoa que se considera pansexual o faz de acordo com o que percebe de si mesma, considerando o potencial de atração que sente e tem. Não necessariamente tenha que ter tido variadas experiências sexuais, nem experimentado de tudo, e geralmente não o fará nem o tempo todo, nem talvez por muitos anos.
O começo do século XX trouxe a busca de nomear as formas diferentes de expressões da sexualidade, mas a partir da metade do séc XX grupos praticantes buscaram nomenclaturas que os definissem desde o que sentiam e não uma nomenclatura estatística ou formal. Esta forma das pessoas se explicarem independe das classificações científicas e externas.
Uma importante separação e distinção há de ser feita. Pansexualidade não é um novo gênero. Nem homossexual e nem mesmo transexual não são considerados “gêneros”. A partir da teoria sociológica somente existem dois gêneros: masculino e feminino. As discussões atuais buscam a compreensão de variações intermediárias que são os transexuais ou transgênero (termo criado por Eli Coleman na década de 1990). Ser homossexual, bissexual, assexual ou pansexual implica em preferência sexual, busca por um objeto (gramaticalmente referindo) que satisfaça o desejo sexual.
Uma pesquisa sobre quantos pansexuais existem não é fácil de empreender. As pessoas que se consideram pansexuais não o são pela maioria das outras pessoas que desconsideram essa classificação.
A expressão pansexual ainda é pequena e pouco ocorre, seja em jovens, seja em adultos. A maior parte das pessoas que se compreendem pansexuais já tem de 3 a 4 décadas de vida, pois implicou em desenvolver qualidades de formas de compreensão e administração das interfaces sociais relacionadas a assertividade, expressividade emocional e convívio com barreiras sociais, sem se prejudicarem, sem serem objeto de preconceito do grupo no qual vivem.
Pansexuais não são compreendidos pelas pessoas que não partilham dos mesmos desejos. O diferente sempre é mais difícil de compreender. Isto se deve aos mecanismos cognitivos que o atual estágio de evolução psicossocial permite produzir. A vida sexual pertence à esfera da vida privada, portanto pouco suscetível e mudanças por métodos pedagógicos, não sendo mutáveis por informação. Assim a evolução cognitiva nestes campos é mantida em fases anteriores do desenvolvimento, significando que a maioria das pessoas será incapaz de compreender algo de modo abstrato, apegando-se a contextos concretos e utilizando mecanismos cognitivos infantis, a exemplo de compreensão dos conceitos e da realidade através dos extremos, sem percepções intermediárias.
Um exemplo que se pode ver na televisão é o extraterrestre do filme de animação adulto “American Dad”, de nome Roger, que se identifica como pansexual e demonstra comportamento errático de atração sexual.
Ser pansexual não significa ter problemas psicológicos.
Não será a preferência sexual objetal que define as características de personalidade. Uma pessoa que se designe pansexual pode ou não ter relacionamentos prolongados, dependendo de muitos outros fatores, inclusive o de sucesso anterior em relacionamentos afetivos e sexuais satisfatórios que promova um relacionamento prolongado.
Alguns autodenominados pansexuais explicam-se de atitude e preferencias fluidas a ponto de não se fixarem num único relacionamento. Outros demonstram a necessidade de fixarem um relacionamento e desenvolverem outros em paralelo para se identificarem como pansexuais.
Não é comum recebermos pessoas que se denominam pansexuais para tratamento psicológico. Ser pansexual não implica em ser necessário submeter-se a um tratamento psicológico. O que pode mais facilmente ocorrer seria uma pessoa pansexual buscar tratamento psicológico para adaptar-se socialmente ou num casamento, buscando adequar-se ou equilibrar-se no meio social em que vivem.
Variações do tema pansexual devem ser o futuro, compreendendo todas as variações que sempre existiram, quer compreendamos ou não, aceitemos ou não. A expressão social das variações depende de como determinado momento social e histórico faz bom uso de determinada expressão sexual.
Mesmo quando não existia um nome para designar a homossexualidade (nome criado em 1867), havia homossexuais ou bissexuais e em muitos momentos e culturas considerados normais...
Hoje falamos de pansexuais... mas eles sempre estiveram entre nós. Nós precisamos compreender e aprender a conviver, o que implicam em mudarmos nossos valores atuais.
http://oswrod1.wordpress.com/2011/08/18/pansexualidade-%E2%80%93-tudo-serve-para-satisfazer-o-desejo-de-sexo/
Preguiça de transar?
Preguiça de transar?
/ Sem Vergonha / Preguiça de transar?
publicado 17/08/2011 às 18:37 - Atualizado em 17/08/2011 às 18:37 -
Pode haver muitos motivos que levam uma mulher a ter preguiça de fazer sexo. Problemas de ordem hormonal, estresse, doenças físicas… Todos devem, imediatamente, ser tratados com auxilio médico.
Mas também existem os problemas de origem emocional, trauma pós-parto, mágoas não resolvidas, falta de desejo pelo parceiro, excesso de tarefas. Também devem ser tratados: ou com muito diálogo com o parceiro ou com terapia.
Momentos ruins todas temos, muitas obrigações, crianças pequenas, problemas financeiros e de trabalho que nos levam a perder o interesse sexual por algum tempo. Eu escrevi “por algum tempo”, isto é comum.
O que não é comum são mulheres que perdem a libido com freqüência ou sempre, se isto acontece, é preciso verificar qual o real problema e procurar a solução. Estas acomodações sexuais podem levar ao fim do relacionamento.
Sexo é bom, prazeroso, relaxante. Se não está sendo para você, algo está errado. Conversar com o parceiro, descobrir seu corpo, relaxar, tomar um bom vinho, um banho relaxante, fugir da rotina, pode fazer o desejo voltar. Não permita que sua sexualidade não seja saudável e feliz. Portanto, vamos lá, deixe a preguiça de lado e desfrute o melhor do sexo com seu parceiro atual ou futuro!
http://novohamburgo.org/site/queromais/colunistas/semvergonha/2011/08/17/preguica-de-transar/
/ Sem Vergonha / Preguiça de transar?
publicado 17/08/2011 às 18:37 - Atualizado em 17/08/2011 às 18:37 -
Pode haver muitos motivos que levam uma mulher a ter preguiça de fazer sexo. Problemas de ordem hormonal, estresse, doenças físicas… Todos devem, imediatamente, ser tratados com auxilio médico.
Mas também existem os problemas de origem emocional, trauma pós-parto, mágoas não resolvidas, falta de desejo pelo parceiro, excesso de tarefas. Também devem ser tratados: ou com muito diálogo com o parceiro ou com terapia.
Momentos ruins todas temos, muitas obrigações, crianças pequenas, problemas financeiros e de trabalho que nos levam a perder o interesse sexual por algum tempo. Eu escrevi “por algum tempo”, isto é comum.
O que não é comum são mulheres que perdem a libido com freqüência ou sempre, se isto acontece, é preciso verificar qual o real problema e procurar a solução. Estas acomodações sexuais podem levar ao fim do relacionamento.
Sexo é bom, prazeroso, relaxante. Se não está sendo para você, algo está errado. Conversar com o parceiro, descobrir seu corpo, relaxar, tomar um bom vinho, um banho relaxante, fugir da rotina, pode fazer o desejo voltar. Não permita que sua sexualidade não seja saudável e feliz. Portanto, vamos lá, deixe a preguiça de lado e desfrute o melhor do sexo com seu parceiro atual ou futuro!
http://novohamburgo.org/site/queromais/colunistas/semvergonha/2011/08/17/preguica-de-transar/
Conheça os benefícios da melancia para a vida sexual
Conheça os benefícios da melancia para a vida sexual
Melancia deixa fluidos corporais adocicados
A melancia é uma fruta saborosa, barata e refrescante, sendo usada até como uma sobremesa de baixa caloria. Embora ela seja conhecida há décadas como uma ótima fonte de vitaminas C, A e B6, estudos recentes descobriram que a melancia, que tem origem na África, também é um excelente antioxidante e pode fazer bem para a saúde sexual, segundo divulgou o site Yourtango nesta quinta-feira (18).
O Departamento de Agricultura norte-americano divulgou um estudo que indicava que o consumo regular de melancia é benéfico para homens e mulheres e previne a disfunção erétil, a hipertensão, melhora a sensibilidade à insulina e a degeneração macular. Isso porque a fruta é rica em licopeno, que é um poderoso antioxidante carotenoide que neutraliza radicais livres, que por sua vez, são substâncias nocivas ao corpo.
A inclusão da melancia na dieta tem como benefício ainda diminuição do colesterol e das chances de desenvolver artrite reumatoide e ortoartrite, além de proteger o corpo de alguns cânceres, como o de próstata, endométrio, pulmão e mama.
Pessoas que trabalham com a indústria sexual já conheciam os benefícios da melancia. Assim como os aspargos fazem o espermatozoide adquirir um cheiro forte e ficar com o gosto amargo, a melancia age justamente de maneira oposta. Por ser uma fruta rica em água e açúcares naturais, ela colabora para tornar os fluidos do corpo mais adocicados e perfumados. Essa lista inclui a saliva, o sêmen e a secreção vaginal. E o efeito pode ser notado algumas horas após a ingestão da melancia.
Estudos indicam ainda que os benefícios do licopeno e do betacaroteno presentes na fruta melhoram quando ela é consumida em temperatura ambiente. Por isso, vale o sacrifício de deixá-la um tempinho fora da geladeira
http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5302437-EI16562,00-Conheca+os+beneficios+da+melancia+para+a+vida+sexual.html
Melancia deixa fluidos corporais adocicados
A melancia é uma fruta saborosa, barata e refrescante, sendo usada até como uma sobremesa de baixa caloria. Embora ela seja conhecida há décadas como uma ótima fonte de vitaminas C, A e B6, estudos recentes descobriram que a melancia, que tem origem na África, também é um excelente antioxidante e pode fazer bem para a saúde sexual, segundo divulgou o site Yourtango nesta quinta-feira (18).
O Departamento de Agricultura norte-americano divulgou um estudo que indicava que o consumo regular de melancia é benéfico para homens e mulheres e previne a disfunção erétil, a hipertensão, melhora a sensibilidade à insulina e a degeneração macular. Isso porque a fruta é rica em licopeno, que é um poderoso antioxidante carotenoide que neutraliza radicais livres, que por sua vez, são substâncias nocivas ao corpo.
A inclusão da melancia na dieta tem como benefício ainda diminuição do colesterol e das chances de desenvolver artrite reumatoide e ortoartrite, além de proteger o corpo de alguns cânceres, como o de próstata, endométrio, pulmão e mama.
Pessoas que trabalham com a indústria sexual já conheciam os benefícios da melancia. Assim como os aspargos fazem o espermatozoide adquirir um cheiro forte e ficar com o gosto amargo, a melancia age justamente de maneira oposta. Por ser uma fruta rica em água e açúcares naturais, ela colabora para tornar os fluidos do corpo mais adocicados e perfumados. Essa lista inclui a saliva, o sêmen e a secreção vaginal. E o efeito pode ser notado algumas horas após a ingestão da melancia.
Estudos indicam ainda que os benefícios do licopeno e do betacaroteno presentes na fruta melhoram quando ela é consumida em temperatura ambiente. Por isso, vale o sacrifício de deixá-la um tempinho fora da geladeira
http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5302437-EI16562,00-Conheca+os+beneficios+da+melancia+para+a+vida+sexual.html
Americana cria site de namoro para pessoas que não podem fazer sexo
Americana cria site de namoro para pessoas que não podem fazer sexo
'2date4love' é destinado a pessoas que não podem ter relações sexuais.
Sobrevivente de câncer, Laura Brashier teve complicações na quimioterapia.
Do G1, em São Paulo
'2date4love' é destinado a pessoas que não
podem ter relações sexuais por alguma
deficiência ou doença (Foto: Reprodução)
Uma americana sobrevivente de câncer criou um site de relacionamento para pessoas que não querem ou não podem ter relações sexuais. Segundo Laura Brashier, de 50 anos, o 2date4love é um site de namoro para homens e mulheres que querem se apaixonar, mas que não podem fazer sexo.
O público-alvo do site, que já conta com 2 mil usuários cadastrados, são pessoas que, assim como Laura, tiveram complicações durante a quimioterapia ou que não podem ter relações sexuais por outras razões, como paralisia ou disfunção erétil.
Em 1999, Laura passou por um tratamento de câncer cervical. Após a quimioterapia, ela descobriu que fazer sexo havia se tornado muito doloroso. Com medo de contar essa notícia para um parceiro, ela desistiu de procurar um namorado.
“Com a ajuda dos meus médicos, eu venci a batalha contra o câncer. Meu corpo, no entanto, nunca mais foi o mesmo", conta Laura no 2date4love. “Apesar desses desafios, eu ainda quero um relacionamento romântico e eu sei que há muitos homens e mulheres como eu, que querem ser aceitos e amados como são”.
Desde o lançamento do 2date4love, em 1º de agosto, mais de 10 mil pessoas visitaram a página, segundo o site "Time Healthland".
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/americana-cria-site-de-namoro-para-pessoas-que-nao-podem-fazer-sexo.html
'2date4love' é destinado a pessoas que não podem ter relações sexuais.
Sobrevivente de câncer, Laura Brashier teve complicações na quimioterapia.
Do G1, em São Paulo
'2date4love' é destinado a pessoas que não
podem ter relações sexuais por alguma
deficiência ou doença (Foto: Reprodução)
Uma americana sobrevivente de câncer criou um site de relacionamento para pessoas que não querem ou não podem ter relações sexuais. Segundo Laura Brashier, de 50 anos, o 2date4love é um site de namoro para homens e mulheres que querem se apaixonar, mas que não podem fazer sexo.
O público-alvo do site, que já conta com 2 mil usuários cadastrados, são pessoas que, assim como Laura, tiveram complicações durante a quimioterapia ou que não podem ter relações sexuais por outras razões, como paralisia ou disfunção erétil.
Em 1999, Laura passou por um tratamento de câncer cervical. Após a quimioterapia, ela descobriu que fazer sexo havia se tornado muito doloroso. Com medo de contar essa notícia para um parceiro, ela desistiu de procurar um namorado.
“Com a ajuda dos meus médicos, eu venci a batalha contra o câncer. Meu corpo, no entanto, nunca mais foi o mesmo", conta Laura no 2date4love. “Apesar desses desafios, eu ainda quero um relacionamento romântico e eu sei que há muitos homens e mulheres como eu, que querem ser aceitos e amados como são”.
Desde o lançamento do 2date4love, em 1º de agosto, mais de 10 mil pessoas visitaram a página, segundo o site "Time Healthland".
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/americana-cria-site-de-namoro-para-pessoas-que-nao-podem-fazer-sexo.html
Produtora detalha as preferências femininas em filmes eróticos
Produtora detalha as preferências femininas em filmes eróticos
Sex, 12/08/2011 - 05h01
Os números comprovam que as mulheres estão cada vez mais interessadas em conteúdos pornográficos.
Segundo a Playboy do Brasil, que abrange os canais Playboy, TV Playboy, TV Movies, Venus, Private, Sexy Hot e For Man, fez um levantamento em 2009 e concluiu que 50% dos assinantes do Sexy Hot são mulheres.
E esse interesse não é somente no Brasil. O canal holandês Dusk!, criado em 2007, exibe pornografia sete dias por semana, 24 horas por dia para a audiência feminina. Segundo o jornal The Guardian, já são mais de 1,2 milhão de telespectadores.
Diante desse novo cenário, as produtoras passaram a voltar seus olhos para esse público. Lá fora, Erica Lust faz sucesso produzindo filmes de conteúdo erótico para o público feminino. Aqui no Brasil temos como exemplo a Brasileirinhas. Segundo Zuleica Sanches, gerente comercial da produtora, os temas e roteiros são definidos com a ajuda das próprias mulheres.
"Recebemos muitos e-mails pelo site e temos também o retorno dos clientes da vídeo locadora onde nosso canal de ligação é bastante estreito. Sempre damos abertura para sugestões e comentários", explica.
Diferente dos filmes pornográficos voltados para o público masculino, que traz cenas de dominação e uma mulher servindo de objeto para as fantasias sexuais dos parceiros, os trabalhos que chamam a atenção das mulheres precisam de um toque diferenciado. "O publico feminino se encanta mais com filmes que misturam romantismo, erotismo e pornografia. Por isso essas produções ficam mais caras", esclarece Zuleica.
Além do toque de romantismo, Zuleica enumera outras características dos filmes eróticos que ajudam a chamar a atenção do público feminino: "Muito beijo na boca, tomadas de câmeras mais longas da mão do homem acariciando o corpo da mulher, mordidas na orelha e nuca e o movimento do vai e vem de maneira mais lenta e provocante."
Na internet, a procura também é grande. Segundo levantamento do site The English Netmums feito em 2010, 60% das entrevistadas disseram que procuram pornografia ao lado dos parceiros. Para a gerente comercial da Brasileirinhas, as mulheres passaram a enxergar o vídeo pornô sem discriminação a partir das produções feitas pelas celebridades, em 2004. "Isso fez com que elas pudesse matar a curiosidade e ver que o vídeo pornôs é mais um instrumento de prazer".
Por Juliana Falcão (MBPress)
http://vilamulher.terra.com.br/produtora-detalha-as-preferencias-femininas-em-filmes-eroticos-3-1-31-589.html
Sex, 12/08/2011 - 05h01
Os números comprovam que as mulheres estão cada vez mais interessadas em conteúdos pornográficos.
Segundo a Playboy do Brasil, que abrange os canais Playboy, TV Playboy, TV Movies, Venus, Private, Sexy Hot e For Man, fez um levantamento em 2009 e concluiu que 50% dos assinantes do Sexy Hot são mulheres.
E esse interesse não é somente no Brasil. O canal holandês Dusk!, criado em 2007, exibe pornografia sete dias por semana, 24 horas por dia para a audiência feminina. Segundo o jornal The Guardian, já são mais de 1,2 milhão de telespectadores.
Diante desse novo cenário, as produtoras passaram a voltar seus olhos para esse público. Lá fora, Erica Lust faz sucesso produzindo filmes de conteúdo erótico para o público feminino. Aqui no Brasil temos como exemplo a Brasileirinhas. Segundo Zuleica Sanches, gerente comercial da produtora, os temas e roteiros são definidos com a ajuda das próprias mulheres.
"Recebemos muitos e-mails pelo site e temos também o retorno dos clientes da vídeo locadora onde nosso canal de ligação é bastante estreito. Sempre damos abertura para sugestões e comentários", explica.
Diferente dos filmes pornográficos voltados para o público masculino, que traz cenas de dominação e uma mulher servindo de objeto para as fantasias sexuais dos parceiros, os trabalhos que chamam a atenção das mulheres precisam de um toque diferenciado. "O publico feminino se encanta mais com filmes que misturam romantismo, erotismo e pornografia. Por isso essas produções ficam mais caras", esclarece Zuleica.
Além do toque de romantismo, Zuleica enumera outras características dos filmes eróticos que ajudam a chamar a atenção do público feminino: "Muito beijo na boca, tomadas de câmeras mais longas da mão do homem acariciando o corpo da mulher, mordidas na orelha e nuca e o movimento do vai e vem de maneira mais lenta e provocante."
Na internet, a procura também é grande. Segundo levantamento do site The English Netmums feito em 2010, 60% das entrevistadas disseram que procuram pornografia ao lado dos parceiros. Para a gerente comercial da Brasileirinhas, as mulheres passaram a enxergar o vídeo pornô sem discriminação a partir das produções feitas pelas celebridades, em 2004. "Isso fez com que elas pudesse matar a curiosidade e ver que o vídeo pornôs é mais um instrumento de prazer".
Por Juliana Falcão (MBPress)
http://vilamulher.terra.com.br/produtora-detalha-as-preferencias-femininas-em-filmes-eroticos-3-1-31-589.html
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