sexta-feira, 29 de julho de 2011

Profissionais não assumem homossexualidade por preconceito

29.07.11 | 04h34
Profissionais não assumem homossexualidade por preconceito
Para gays, policiais gays e lésbicas não conseguem assumir a opção sexual por conta do preconceito na corporação
IG

Embora a pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira tenha mostrado que é pequena a resistência à presença de gays em profissões como médico, policiais e professores, o dia-a-dia de homossexuais que exercem essas profissões é delicado. "Na polícia, ninguém admite que é gay", afirma Yone Lindgren, vice-presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais e coordenadora do Movimento Dellas. "Aqui no Rio, em nossos encontros regionais, temos seis mulheres policiais e gays. Mas elas não se assumem no meio profissional. Não por medo, mas para terem sossego e conseguirem trabalhar em paz", diz.

Yone destaca que as mulheres que optam pela carreira na polícia ou qualquer área ligada à segurança pública já enfrenta preconceito por ser mulher. "Eles ouvem piadinhas e isso é assédio moral. Imagina se falarem que além de mulheres são gays?", questiona. "No Fórum de Lésbicas temos pelo menos 15 mulheres policiais ou profissionais da área de segurança que são gays. Algumas têm até medo de admitir isso na corporação", conta.

Por meio da assessoria de imprensa, a Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos confirma a tese de que o preconceito inibe policiais gays a assumirem dentro da corporação sua opção sexual. "Realizamos o Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate a Homofobia e não encontramos um policial, homem ou mulher, que tenha se assumido gay", informa a superintendência.

No dia 22 de junho, o professor Luiz Carlos da Silva, de 44 anos, oficializou sua união homoafetiva com o auxiliar de produção Anderson da Silva, de 24. Durante a cerimônia coletiva, com outros 42 casais gays, Luiz admitiu que precisou ser convencido pelo atual companheiro a casar. "A gente vive numa sociedade tão hipócrita, que eu não acreditava que fosse tomar essa decisão."

O professor, que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acredita que seus vizinhos saibam sobre sua opção sexual. "Nunca fomos vítimas de preconceito", afirma. Porém, ele diz que na vida profissional trata com discrição sua opção sexual. "Seria bom se todos pudessem sair do armário, mas no dia a dia não é assim", reconhece.
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=8&idnot=58419

Sete dicas para atingir o orgasmo

O Dia do Orgasmo, comemorado no próximo domingo (31/07), é um tema que provoca discussões e está cheio de tabus. Para sanar todas as dúvidas, uma especialista em terapia sexual dá sete dicas para atingir o orgasmo. Além de causar mudanças físicas, a ação está vinculada a parte sensorial do corpo e libera endorfina – hormônio que está ligado ao prazer.


Segundo Sylvia Faria Marzano, urologista pós-graduada em Terapia Sexual pela Faculdade de Medicina do ABC e pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash), o primeiro passo é conhecer bem o corpo.


“A grande maioria das mulheres não chega ao orgasmo, pois não se conhece, tem medo de sentir o toque sem pensar sujeiras e acaba não explorando o corpo”, conta Sylvia.
É importante também que os dois estejam por inteiro na relação, sem a expectativa de um grande orgasmo. Além disso, é fundamental manter a comunicação com o parceiro, sobre como gosta de ser acariciado, beijado, sem medo de desagradar.


Conhecer o corpo do outro nos momentos de excitação é um fator importante. “Na hora do orgasmo muitas mudanças ocorrem no corpo, entre elas arrepio, contração dos músculos pélvicos e aumento da frequência respiratória”, explica a urologista.


Deixadas de lado ao longo dos anos, as preliminares são muito importantes para atingir o orgasmo. “A parte mais importante da relação são as preliminares e muitos casais não tem mais o momento do namoro”, ressalta Sylvia.


Também é importante que não se tenha uma expectativa de alta performance, pois a exigência com relação às demonstrações performáticas podem atrapalhar as reações fisiológicas.


A última dica é relacionada ao estímulo individual. Segundo a especialista, a masturbação é um auto-erotismo, pode ser praticada junto com o parceiro e está presente no cotidiano de pessoas com relacionamentos fixos. (Colaborou Larissa Marçal)
http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/300507/sete-dicas-para-atingir-o-orgasmo/

Violência e remissão

Violência e remissão

Autor de “Trainspotting”, o escocês Irvine Welsh fala à CULT sobre seu novo romance

Publicado em 27 de julho de 2011

Jaqueline Gutierres

“O que Sigmund Freud pensava parece superficial e reacionário, atualmente”, afirma o escritor Irvine Welsh. O escocês, conhecido internacionalmente pelo livro Trainspotting, tem a obra Crime (Rocco) recém-editada no Brasil. Welsh escolheu os estudos atuais da psicologia para pesquisar sobre o assunto do último livro e ressalta a importância de se atentar aos crimes cometidos e facilitados pela internet.

Na obra, Welsh trata a pedofilia em diferentes situações, todas presenciadas por Ray Lennox, um policial escocês que está de férias em Miami. O autor fala à CULT sobre a obra e comenta a questão da pedofilia.

CULT – Por que decidiu escrever um livro sobre pedofilia?

É um assunto muito difícil. Foi complicado escrever sobre isso, foi um desafio inacreditável – e gosto de grandes desafios.

O livro mostra diferentes modos de ver a pedofilia e, nas últimas páginas, você explica que fez pesquisas com psicólogos. O que perguntou a eles e o que disseram? Fez pesquisas sobre autores como Freud, por exemplo?

Sim, minha visão sobre isso mudou muito nos últimos vinte anos. Lolita [de Nabokov] provavelmente não teria sido escrita, considerando-se que os tratamentos psicológicos hoje nos alertam sobre os efeitos danosos da exposição prematura ao contato sexual e do uso do poder e da coerção nos relacionamentos sexuais.

Quais foram as dificuldades para escrever o livro?

Sendo esse um assunto ligado ao emocional, era importante balancear entre o visceral e o conceitual corretamente.

Porque escolheu Miami como cenário da história?

Miami é uma cidade sinistra e suspeita, repleta de desocupados. Lá, realmente existe uma organização de pedófilos que vivem à espreita. Esse tipo de crime pode acontecer em qualquer lugar, mas a escolha de Miami me parece apropriada.

O caso da garota Tianna, infelizmente é típico, envolvendo crianças pobres e sem boa estrutura familiar. A história do livro tem um final relativamente feliz, se você fosse escrever uma sequência para a obra, o que aconteceria com Tianna depois de crescida? Você acredita que a influência de alguém com boas intenções, como Ray, pode mudar a vida de uma criança como Tianna?

É muito difícil dizer. Muitas vítimas de abuso sexual passam a ter disfunções sexuais, no caso das mulheres. Muitos dos que passam por isso sobrevivem e lidam bem com isso, têm uma vida normal e feliz. As possibilidades, pelo menos, existem para Tianna, graças à intervenção do Ray.

A história tem digressões que duram capítulos inteiros e fluxos de pensamento dos personagens ao longo da história. Tem-se a impressão às vezes de ler o roteiro de um filme. Você escreveu o livro com essa intenção? Você pensa em adaptações futuras quando escreve?

Não, simplesmente penso de um jeito cinematográfico de modo geral.

Nos seus livros, vários personagens sofrem de problemas mentais, como Ray Lennox no livro Crime, ou tem envolvimento com drogas, como é o caso de Renton e seus amigos em Trainspotting. Por que trabalha com esse tipo de personagem?

Se os personagens não possuem conflitos interiores, eles são chatos. É esse o motivo de eu não conseguir ler a maioria das obras desse gênero – os protagonistas são, em geral, mal feitos, unidimensionais. Isso tudo está relacionado a tramas intrigantes e complexas. Gosto do modo como Lennox tenta resolver seus próprios mistérios e, ao mesmo tempo, os de Tianna.

A pedofilia na internet é um problema em pauta atualmente. Em sua opinião, como isso pode ser controlado? Pensou em incluir alguma passagem relacionada à internet na história?

Não sei como isso pode ser controlado. Acho que as crianças deveriam ser orientadas sobre esse problema, sobre o que é aceitável e o que não é.

Algumas séries de TV, como “Lei e Ordem”, tratam de temas parecidos com os que você apresenta em Crime – a pedofilia, por exemplo. Usou algum desses seriados como referência?

Não, nunca vi um capítulo de “Lei e Ordem” na minha vida.

Você teve algum autor como referência ao escrever a obra?

Não, estudei relatórios médicos e participei de reuniões de grupos de sobreviventes de abuso sexual.

Você descreve Edimburgo (capital da Escócia) em alguns livros e, especificamente em Crime, criou um contraste entre a cultura escocesa de Ray e a cultura norte-americana. Você se considera um retratista de Edimburgo?

Acredito que sim, mas qualquer um que escreve sobre um lugar é um retratista apenas pelo simples ato de escrever.
http://revistacult.uol.com.br/home/2011/07/violencia-e-remissao/

Búlgaras descobrem câmeras escondidas em apartamento nos EUA

28/07/2011 - 20h45
Búlgaras descobrem câmeras escondidas em apartamento nos EUA
DE SÃO PAULO

Duas meninas da Bulgária descobriram câmeras escondidas em seu apartamento em Tampa, na Flórida, segundo informação do jornal da cidade "10 News". As meninas alugaram o apartamento havia três meses.

Búlgaras falam sobre as câmeras escondidas que encontraram no apartamento que alugavam
Os equipamentos pareciam detectores de movimento do sistema de segurança, mas as moradoras descobriram cabos e câmeras escondidas que as vigiavam. As câmeras estavam em cima da porta do quarto e atrás da porta do banheiro.

O xerife do Condado de Hillsborough disse que se trata de um caso criminal de voyeurismo.

Ralista Dzhambazova e Vanya Samokovareva afirmam que se sentiram violadas. "Não foi minha culpa, mas é uma vergonha. Não sabia que alguém me observava e me gravava", disse Dzhambazova.

"Quero que as pessoas saibam que nós somos apenas estudantes e não estamos na indústria pornô ou qualquer coisa parecida", afirmou Dzhambazova.

Ralista e Vanya contaram que alugaram o apartamento de um empresário da Flórida que se chama Raj Armani. O site do empresário diz que ele está no showbiz e que dirige uma produtora em Miami, um restaurante indiano e uma loja de celular já extinta.

No entanto, Ralista e Vanya são as modelos centrais do novo empreendimento de Armani, a Pizza Babe.

As búlgaras dizem que modelar para a Pizza Babe era o trabalho delas enquanto estavam nos EUA, mas depois de terem encontrado as câmeras querem saber o que estava acontecendo.

Armani não quis comentar a história.

A polícia está investigando Armani que, por enquanto, não foi acusado de nenhum crime.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/951361-bulgaras-descobrem-cameras-escondidas-em-apartamento-nos-eua.shtml

Sexo sem ereção - O que fazer quando o homem se recusa a conversar sobre o assunto?

Sexo sem ereção

O que fazer quando o homem se recusa a conversar sobre o assunto?

19/03/2010

"Eu tenho 47 anos e estou muito bem fisicamente, não estou na menopausa, tudo funciona, rs. O meu problema, na verdade é outra ordem. Eu tenho um namorado há um ano que, infelizmente, não me dá prazer. Eu fui casada, mas tive outros namorados. O problema do meu parceiro é que ele têm 60 anos e simplesmente não consegue ter uma ereção.

Eu já tentei de tudo. Nas preliminares ele é ótimo. Me desculpe ser tão direta, mas quando eu procuro um pênis ereto, simplesmente não encontro. E isso vem acontecendo desde o início. Já conversei e ele diz que não tem nenhum problema com ele. Aí fica difícil.

O que eu preciuso saber é como é possível um homem parecer ficar tão excitado e não ter ereção? Eu posso fazer alguma coisa? Não queria abrir mão do relacionamento, mas toda vez que entra a possibilidade de sexo, fica só na possibilidade. E eu fico me sentindo mal e sem saber se eu tenho alguma culpa."

Maria, RS

Pelo que você relata, desejo não é o problema entre vocês, a dificuldade é de ereção. Assim como temos menopausa, com queda de hormonios, homens também apresentam queda de testosterona. Algumas vezes, utilizam medicações ou mesmo apresentam algumas doenças que dificultam a ereção. O ideal seria ele procurar um urologista e ver a possibilidade de usar sildenafila (a famosa pilula azul) que, na verdade, tem pouquíssimas contraindicações.

O que observo na prática é que muitos homens não se beneficiam do avanço da medicina por puro tabu. Portanto, a aconselho a abordar o assunto de uma maneira descontraída, sem cobranças, e também a não insisitir, caso ele não se sinta confortável para falar sobre o assunto. Dê um tempo a ele para pensar, lançe a idéia, e desfrute outras maneiras, tão prazerosas quanto a penetração vaginal.

Lembre-se que onde há pele, há prazer! Use todos os seus sentidos. Audição, olfato, paladar, visão e, principalmente, o tato. Pense nas inúmeras possibilidades que você poderia propor para vocês se divertirem muito até o clima ficar mais descontraído, e ai a pilula azul surgir!

O importante é vocês terem prazer um com outro, não importa a maneira pela qual isso se dê!

*Cybele Soares é formada há mais de 30 anos em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, com especialidade em ginecologia e obstetricia. É pós-graduada em Sexualidade Humana e em Geriatria e Gerontologia

http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t2.asp?conteudo_id=7792

Sexo na maturidade

- Sexo na maturidade
Toda a verdade sobre o sexo depois dos 50 anos
PorIlana Ramos
28/07/2011
A mulher sente menos vontade de transar depois da menopausa? Homem gosta que a mulher tome a iniciativa na hora da relação? Ainda existe receio de se ter uma conversa aberta e madura sobre sexualidade na maturidade e muitos mitos que permeiam a imaginação dos menos bem informados. Para acabar de vez com as dúvidas, conversamos com um especialista e desvendamos toda a verdade sobre o sexo na maturidade.
Ainda é muito difícil falar sobre sexo, especialmente com pessoas maduras. Segundo o autor do livro “Como levar um homem à loucura na cama”, o jornalista e psicanalista Mauricio Sita, isso acontece “porque o sexo é um tabu. Ainda é um assunto que deixa as pessoas pouco à vontade. As pessoas têm sua vida sexual reprimida há séculos, aprenderam que o sexo era pecado. Não acho que o desconforto do assunto seja apenas na maturidade, mas começa na adolescência, especialmente nas mulheres. Essa é uma repressão que a persegue durante toda a vida. Ela dificilmente pode tomar a decisão de fazer sexo simplesmente por prazer, não por amor. Isso está muito relacionado ao ônus da gravidez que ela carrega ao transar e, mesmo com o advento da pílula e outros métodos anticoncepcionais, isso não mudou. O comportamento condicionado há anos não permite uma mudança radical”.
Para esclarecer de uma vez por todas os mitos e as verdades acerca do sexo maduro, o Maisde50 preparou uma lista com sete questões sexuais para o especialista Mauricio Sita contestar. Confira abaixo:
1. É verdade que as pessoas vão perdendo interesse por sexo à medida que envelhecem?
“Não. O que acontece é que a pessoa mais velha já passou pela situação do casamento fiel, que acaba gerando monotonia no relacionamento sexual em 80% dos casos. Em meu livro, faço um manifesto “pró-qualidade de vida, antimonotonia. A monotonia mata o relacionamento. O casal pode continuar casado, felizes, amigos, mas não são mais os amantes que o outro gostaria que fossem. Como já disse Roberto Freire em 1960: ‘sem tesão não há solução’. O tesão pela vida, pelo trabalho, pelo parceiro. A falta de tesão diminui o vigor sexual, mas não necessariamente o desejo de sexo”.
2. O homem mais velho tem sempre dificuldade de ereção?
“A capacidade de ereção diminui, sim, mas ela só é mais acentuada a partir dos 75 anos de idade. Até lá, a capacidade é boa, embora ele acabe dependendo muito mais de estímulo para ter ereção. O estímulo deve acontecer e, para isso, a mulher precisa estar bem vestida, bem humorada, bonita, cheirosa. Se ela não se cuida, não seduz, não excita o homem, não pode reclamar que sua capacidade de ereção não está tão boa quanto antes. Às vezes ela não se preocupa em seduzir o homem e quer que o sexo aconteça. Lógico que a capacidade não é a mesma de quando ele tinha 20 anos de idade, mas vigor sexual continua muito grande e ativo, dependendo da excitação do homem. E ainda existem os medicamentos”.
3. A menopausa diminui o desejo sexual da mulher?
“Não necessariamente. A diminuição do desejo é mais psicológica, já que ela recebe a informação durante muitos anos de que não vai ter mesmo vigor e vontade depois da menopausa. Fisiologicamente, no entanto, não muda praticamente nada, exceto se tiver alguma deficiência ou desequilíbrio hormonal. Mas, para isso, existe a reposição hormonal. Em outros casos, a excitação da mulher após a menopausa depende também muito do homem. Ele também precisa seduzir, excitar a mulher, se cuidar”.
4. É comum masturbar-se também na maturidade?
“Mais comum pro homem e menos pra mulher. Deveria ser mais pra ela do que é, porque ela tem desconhecimento da própria sexualidade. Há mulheres que só têm orgasmo clitorial porque não desenvolveram habilidade de praticar sexo vaginal buscando o orgasmo, com esse foco. Como o clitorial é mais fácil, ela se habitua a esse orgasmo. Em média, 75% das mulheres têm orgasmo clitorial e, dessas, 60% tem os dois tipos.Porém, há um número absurdo de mulheres anorgásmicas, que nuca tiveram nenhum tipo de orgasmo, superior a 20%. Ela deveria se masturbar mais, para se conhecer melhor e poder orientar seu parceiro. Ela tem sensibilidade diferente no clitóris. Mas ainda sim a masturbação feminina é menos frequente que a masculina”.
5. O homem sempre deve estar pronto e apto para o sexo?
“Essa é a exigência social feita pro homem. Tanto que é comum garotos entre 17 e 25 anos falarem que brocharam algumas vezes quando ‘precisaram’ fazer sexo. Há uma exigência interna do homem de estar sempre disposto, sempre preparado. Qualquer coisa que aconteça que impeça a ereção, o leva ao desespero. Deveria estar sempre pronto, desde que a parceira fosse a mulher que o excitasse, encantasse, motivasse pro sexo. Se ela não for assim, ele pode ter problema em conseguir uma ereção”.
6. É a mulher que sempre tem que seduzir?
“Há duas visões sobre isso. O homem adoraria que ela tivesse o vigor sexual dele, estivesse sempre disponível, mas ele não acha que mulher deve sempre tomar iniciativa. Em uma pesquisa feita por mim, onde 257 homens responderam, perguntei exatamente isso e 82% votaram que devem tomar iniciativa às vezes, 16% sempre e 2% nunca. O homem gostaria que ela tivesse mais disposição e tomasse mais iniciativa, pelo menos de vez em quando. Ela não toma porque acha que se demonstrar toda vontade de sexo que tem, ele vai interpretá-la mal. Se em um casamento de muitos anos ela de repente começar a tomar iniciativa, ele vai estranhar. Ela acaba se refreando por não saber como o homem encara isso. Ideal é que ambos conversassem sobre isso. A mulher pode mandar um torpedo durante o dia ou e-mail dizendo “tô com vontade de você”. Ela tomou uma iniciativa romântica, onde fez uma abordagem sexual. A iniciativa pode ser até no beijo de despedida de manhã: ‘que pena que você está indo embora’. Pode começar ali.”
7. O ponto G existe?
“Estou fazendo uma pesquisa para um novo livro, dessa vez com mulheres. Pelas respostas que tenho obtido até agora, 85% delas dizem que existe sim. Então, deve existir. O que acontece é que, da mesma forma que através da masturbação ela se conhece mais, ela poderia descobrir o ponto G dela. Dizem que é um lugar em contraposição ao clitóris, atrás dele. O homem também deve fazer uma tentativa de encontrar, de excitar a mulher. Mas ela deve estar com o pensamento na cabeça de que ele existe. Se ele fizer a incursão e a tentativa de excitá-la, ela precisar dar ao homem tempo dele descobrir. Se não, vai acabar por ali mesmo. Pela pesquisa, 85% delas dizem que têm ótimos orgasmos no Ponto G”.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8363

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sobrepeso e sexualização de crianças preocupam especialistas

Sobrepeso e sexualização de crianças preocupam especialistas
27/07/2011 |
Seja o tigre do cereal ou o grupo pop formado só por garotas lindas, magras e sexy, hoje as crianças são bombardeadas com toda a sorte de propagandas e imagens que negativamente afetam seu desenvolvimento. Foi o que apontaram psicólogos durante uma convenção anual da American Pscychological Association, nos EUA.

“Entre as tendências culturais mais preocupantes está a objetificação de pré-adolescentes”, diz Tomi-Ann Roberts, membro de um grupo de trabalho da entidade contra a sexualização de jovens meninas. O grupo define sexualização como um processo que encoraja jovens meninas a se impor e valorizar a si e aos outros por seu apelo sexual, em detrimento a outras características. “A ênfase em uma imagem corporal inatingível prejudica a saúde e a autoimagem das meninas e jovens, e pode levar a distúrbios alimentares, ansiedade e depressão”.

De acordo com Tomi-Ann, a recomendação seria a educação sobre o que é sexualização para estas meninas. “Se envolver em atividades esportivas, artísticas e reflexivas pode ajudá-las a se conectarem com uma imagem mais saudável de si”, aponta. Ela também acredita em ações mais diretas, como o enfrentamento direto a propagandas consideradas ofensivas.

Criando estereótipos femininos

“Desde o início de suas vidas, as meninas são cercadas por imagens, tanto em propagandas como na grande mídia, de que devem ser doces, femininas, carinhosas e, conforme se tornam mais velhas, sexy”, diz Sharon Lamb, coautora do livro Packaging Girlhood: Rescuing Our Daughters from Marketers’ Schemes, (“Embalando adolescentes: resgatando nossas filhas do marketing”, em tradução livre do título que ainda não foi publicado no Brasil), sobre o efeito da publicidade sobre as crianças. “Raramente as propagandas retratam os interesses contraditórios e complexos de meninas reais”, diz.

Em alguns casos, simplesmente não há garotas: um estudo que envolveu 101 filmes de censura livre – indicados para toda a família – aponta que de cada quatro personagens, três são do sexo masculino. Quando as garotas aparecem, geralmente é para auxiliar o personagem principal – um homem – e elas não fazem nada sozinhas. Mesmo uma personagem de característica forte, como “Dora, a Aventureira”, foi remodelada para fins de marketing. Em vez dos seus amigos mapa, bússola e mochila, a nova versão da boneca carrega uma bolsa e ganhou uma edição “princesa”.

“Após o estágio pretty-in-pink [cor-de-rosa como sinônimo de feminilidade], as garotas são treinadas para serem sexy e atraírem meninos, como uma forma de poder. Produtos como calcinhas e sutiãs com bojo já são feitos para meninas de 6 anos”, diz.

Segundo Lamb, as imagens sexualizadas estão relacionadas com depressão, baixa autoestima e distúrbios alimentares. Ela enfatiza que os psicólogos podem ajudar a combater estas imagens ensinando pais e professores a entender a manipulação da mídia. “Os pais têm o poder de ensinar valores a seus filhos, valores não definidos pela mídia. Também podem ensinar seus filhos a perceberem seus gostos e a identificarem quando estão sendo enganados. Afinal, por que as jogadoras de vôlei precisam usar biquínis e o que as meninas de 6 anos de idade farão com sutiãs com bojo?”.

Juventude obesa

“Nossa sociedade não está apenas vendendo sexo para idades inapropriadas, mas também está promovendo o comportamento alimentar não saudável entre as crianças”, diz Brian Wilcox, da Universidade de Nebraska-Lincoln.

Segundo Brian, nas últimas décadas, o marketing identificou nas crianças um mercado promissor, tanto que se estima que diversas empresas de fast-food, cereais e junk-food tenham gastado US$ 15 bilhões (mais de R$ 20 bilhões) em propaganda, a maioria em canais infantis da TV a cabo. “Enquanto isso, 16% das crianças nos EUA são obesas, e pesquisas do governo mostram que a porcentagem de crianças classificadas como sobrepeso aumentou de 5% para quase 14% de 1976 a 2000”, diz Wilcox. “Esta blitz implacável contra a propaganda é uma questão de justiça social, uma vez que as crianças não têm capacidade cognitiva para avaliar a publicidade e compreender os motivos comerciais. Deveria ser proibida”.

Barbara Fiese, da Universidade de Syracuse, diz que a alta taxa de obesidade em comunidade de baixa renda é causada pelo grande número de fast-foods, a falta de parques infantis e a violência, que faz que as crianças fiquem dentro de casa. Outro fator seria a dificuldade em organizar horários para alimentação em família. Recentemente, Fiese estudou o comportamento de famílias de baixa renda durante as refeições e aponta que não há conversa casual e a televisão está geralmente ligada.

Como resultado, Fiese e seus colegas criaram um “guia de comportamento familiar durante as refeições”, com três passos para tornar a hora das refeições um momento mais agradável para a família, com dicas como: desligar os televisores, celulares e dispositivos eletrônicos; dizer “por favor” e “obrigado” aos que servirem os alimentos; e manter a conversa em dia entre os membros da família.

Estudos anteriores apontam que famílias que se reúnem durante as refeições de forma descontraída, com tempo para preparação de planejamento da alimentação, têm menos casos de obesidade. “São apenas 18 minutos, dura menos do que um programa de TV”, finaliza.

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Créditos: este material aparece originalmente em inglês como U.S. children: overweight and oversexed?. Copyright © 2011 da American Psychological Association (APA). Traduzido e reproduzido com permissão. A APA não é responsável pela exatidão desta tradução. Esta tradução não pode ser reproduzida ou, ainda, distribuída sem permissão prévia por escrito da APA.

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http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/07/27/sobrepeso-e-sexualizacao-de-criancas-preocupam-especialistas/