Prevenção da gravidez na adolescência começa em casa, dizem especialistas
Alguns adultos não veem os jovens como pessoas sexuadas
Dia 26 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A um mês da data, Donna Online se antecipa para lembrar que nunca é cedo demais para evitar uma gestação não planejada. E o diálogo entre pais e filhos é a melhor maneira para isso.
Segundo o Ministério da Saúde, a quantidade de partos na adolescência diminuiu 41,07% entre 2000 e 2009, no Rio Grande do Sul. Ainda assim, somente em 2009, 17.837 meninas de 10 a 19 anos deram à luz no Estado.
A coordenadora de Saúde do Adolescente e do Jovem do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare, comenta que muitos adultos não veem o adolescente como uma pessoa sexuada.
— Em seu processo de crescimento, ele [o adolescente] vai descobrir e ter relações afetivas. Reconhecer os direitos sexuais e reprodutivos desse grupo é uma conquista do Brasil — comenta Thereza.
Não adianta imaginar que os filhos não praticam atividades sexuais. Na fase das mudanças no corpo e no comportamento, o desejo de meninos e meninas aflora. Portanto, a prevenção deve começar em casa.
— A falta de diálogo com os pais é um ponto forte na vulnerabilidade dos adolescentes à gravidez na adolescência. Os estudos mostram que jovens que conversam com seus pais sobre sexo engravidam menos nessa fase — afirma Maria Helena Vilela, educadora sexual do Instituto Kaplan.
Assim, quando suas eternas crianças começarem a perguntar sobre sexo, não hesite em responder. Quanto antes entenderem sobre métodos contraceptivos, mais seguras elas estarão para evitar uma gravidez precoce, ou mesmo alguma doença sexualmente transmissível.
É importante lembrar, também, que a gravidez é um período desejado por muitas mulheres e não pode ser visto como algo ruim. Por outro lado, uma gestação não programada, ainda mais na adolescência, pode causar transtornos. Por isso, Maria Helena dá uma sugestão aos adolescentes:
— Experimente fazer um exercício para identificar seu sonho, a realidade que quer construir para você. Trace um plano de vida e elabore estratégias para alcançá-los e observe as consequências de uma gravidez nestes seus planos — finaliza.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Disfunção erétil? Vitamina B pode ser a solução
Disfunção erétil? Vitamina B pode ser a solução
Por Stephanie D’Ornelas em 25.08.2011 as 18:00 RSS Feeds
Em alguns homens, a impotência é ligada ao colesterol alto. Para eles, uma solução que melhora a função erétil pode ser muito simples: ingestão diária de niacina, também conhecida como a vitamina B3.
Um estudo mostrou que 80 homens que tinham disfunção erétil moderada ou grave relataram melhora na capacidade de manter uma ereção após iniciar a ingestão de niacina. Os 80 homens que ingeriram uma pílula placebo e que tinham disfunção erétil leve não tiveram alteração nos sintomas.
Além de impotência, todos os 160 homens participantes do estudo também tinham elevados níveis de colesterol e lipídios.
A melhor parte da descoberta é que a niacina é utilizada desde tempos remotos, e sua segurança já é muito bem documentada. Como ela é apenas uma vitamina, é uma maneira simples e segura de melhorar o desempenho sexual.
Em pacientes com aterosclerose (acúmulo de gordura ao longo das paredes dos vasos sanguíneos), a niacina é conhecida por melhorar tanto os níveis de colesterol quanto os de lipídeos. Por isso, não é nenhuma grande surpresa que a niacina também melhora a função erétil, já que tanto a aterosclerose quanto a disfunção têm causas semelhantes em homens com colesterol alto.
Doenças cardíacas, aterosclerose, derrame e disfunção erétil podem ser causados pela inflamação dos vasos sanguíneos. Quando ocorre a inflamação dos vasos que conduzem ao pênis, o resultado ser a impotência.
Para o melhor funcionamento, as drogas atuais usadas contra a impotência devem ser tomadas algumas horas antes da atividade sexual. E para a maioria dos pacientes, elas melhoram a função erétil, mas apenas durante um breve intervalo de tempo.
Já a niacina pode ser tomada uma vez por dia, quando a pessoa quiser, podendo fazer sexo a qualquer momento. Uma ótima notícia para os homens com colesterol alto que querem manter a saúde sexual de forma prática e segura. [LiveScience]
Por Stephanie D’Ornelas em 25.08.2011 as 18:00 RSS Feeds
Em alguns homens, a impotência é ligada ao colesterol alto. Para eles, uma solução que melhora a função erétil pode ser muito simples: ingestão diária de niacina, também conhecida como a vitamina B3.
Um estudo mostrou que 80 homens que tinham disfunção erétil moderada ou grave relataram melhora na capacidade de manter uma ereção após iniciar a ingestão de niacina. Os 80 homens que ingeriram uma pílula placebo e que tinham disfunção erétil leve não tiveram alteração nos sintomas.
Além de impotência, todos os 160 homens participantes do estudo também tinham elevados níveis de colesterol e lipídios.
A melhor parte da descoberta é que a niacina é utilizada desde tempos remotos, e sua segurança já é muito bem documentada. Como ela é apenas uma vitamina, é uma maneira simples e segura de melhorar o desempenho sexual.
Em pacientes com aterosclerose (acúmulo de gordura ao longo das paredes dos vasos sanguíneos), a niacina é conhecida por melhorar tanto os níveis de colesterol quanto os de lipídeos. Por isso, não é nenhuma grande surpresa que a niacina também melhora a função erétil, já que tanto a aterosclerose quanto a disfunção têm causas semelhantes em homens com colesterol alto.
Doenças cardíacas, aterosclerose, derrame e disfunção erétil podem ser causados pela inflamação dos vasos sanguíneos. Quando ocorre a inflamação dos vasos que conduzem ao pênis, o resultado ser a impotência.
Para o melhor funcionamento, as drogas atuais usadas contra a impotência devem ser tomadas algumas horas antes da atividade sexual. E para a maioria dos pacientes, elas melhoram a função erétil, mas apenas durante um breve intervalo de tempo.
Já a niacina pode ser tomada uma vez por dia, quando a pessoa quiser, podendo fazer sexo a qualquer momento. Uma ótima notícia para os homens com colesterol alto que querem manter a saúde sexual de forma prática e segura. [LiveScience]
Internet joga pá de cal no já combalido cinema pornô
24/08/2011 21h30
Internet joga pá de cal no já combalido cinema pornô
Roberto Guerra
Garganta Profunda: marco do cinema pornô comercial, filme foi exibido em cinemas de diversos países
As novas gerações dificilmente conseguiriam entender o fascínio que o cinema pornô exerceu ao longo de anos na mente de milhões de jovens. Hoje em dia a internet transformou as produções pornográficas em meros filmes caseiros sem qualquer qualidade técnica, estética ou artística. Mas houve um tempo em que cinema pornográfico podia ser chamado, de fato, de cinema.
A produção de filmes pornôs surgiu na liberal Paris do início do século 20, quando foi rodado, em 1908, La Bonne Auberge, considerado o primeiro filme do gênero de que se tem notícia. As atrizes eram prostitutas que interpretavam elas mesmas. Na época, já havia o cinema erótico, surgido alguns anos antes com Le Coucher de La Mariée (1896), de Eugène Pirou. Mas La Bonne Auberge mostrou pela primeira vez cenas de sexo explícito no cinema.
Nos Estados Unidos, o puritanismo exagerado contribuiu para frear a produção de filmes eróticos e pornográficos, considerados de mau gosto e indecentes. Tanto que o primeiro filme pornô americano, A Free Ride, só foi lançado apenas em 1915. Até a década de 60, o consumo desses filmes era restrito a clubes fechados e residências e sua produção era efêmera. Por conta disso, o gênero amargou anos de clandestinidade, até que, na década de 70, no rastro da revolução sexual e cultural dos anos 60, nasce o cinema pornográfico comercial. O marco de sua explosão é o ano de 1972, quando são exibidos nos EUA os hoje cult Garganta Profunda, com Linda Lovelace e Harry Reems; O Diabo na Carne de Miss Jones e Atrás da Porta Verde.
Com orçamento de US$ 24 mil, Garganta Profunda foi rodado em apenas seis dias e é, até hoje, o pornô mais lucrativo da história. O sucesso do longa não se deve somente às cenas de sexo explícito, mas à insólita história da personagem de Linda Lovelace, que tinha o clitóris na garganta e só conseguia satisfação com sexo oral. Garganta Profunda foi visto por milhões de espectadores fora do circuito especializado, façanha que o diretor Gerard Damiano repetiu em outra produção antológica, O Diabo na Carne de Miss Jones.
Dessa época em diante, a produção de filmes pornográficos ficou restrita a cinemas especializados e ao vídeo. Começou a haver então uma banalização do gênero e o direcionamento de acordo com as preferências sexuais do espectador: sexo anal, lesbianismo, sadomasoquismo, bissexualismo, sexo bizarro etc.
Hoje, no entanto, ninguém quer locar mais filmes. O público prefere assistir a trechos de produções baratas em sites como RedTube, YouPorn, PornoTube, entre outros serviços de oferta de pornografia grátis. É mais fácil e discreto, sem dúvida, mas está pondo fim à produção de filmes de melhor qualidade, já que os produtores nada ganham.
Internet joga pá de cal no já combalido cinema pornô
Roberto Guerra
Garganta Profunda: marco do cinema pornô comercial, filme foi exibido em cinemas de diversos países
As novas gerações dificilmente conseguiriam entender o fascínio que o cinema pornô exerceu ao longo de anos na mente de milhões de jovens. Hoje em dia a internet transformou as produções pornográficas em meros filmes caseiros sem qualquer qualidade técnica, estética ou artística. Mas houve um tempo em que cinema pornográfico podia ser chamado, de fato, de cinema.
A produção de filmes pornôs surgiu na liberal Paris do início do século 20, quando foi rodado, em 1908, La Bonne Auberge, considerado o primeiro filme do gênero de que se tem notícia. As atrizes eram prostitutas que interpretavam elas mesmas. Na época, já havia o cinema erótico, surgido alguns anos antes com Le Coucher de La Mariée (1896), de Eugène Pirou. Mas La Bonne Auberge mostrou pela primeira vez cenas de sexo explícito no cinema.
Nos Estados Unidos, o puritanismo exagerado contribuiu para frear a produção de filmes eróticos e pornográficos, considerados de mau gosto e indecentes. Tanto que o primeiro filme pornô americano, A Free Ride, só foi lançado apenas em 1915. Até a década de 60, o consumo desses filmes era restrito a clubes fechados e residências e sua produção era efêmera. Por conta disso, o gênero amargou anos de clandestinidade, até que, na década de 70, no rastro da revolução sexual e cultural dos anos 60, nasce o cinema pornográfico comercial. O marco de sua explosão é o ano de 1972, quando são exibidos nos EUA os hoje cult Garganta Profunda, com Linda Lovelace e Harry Reems; O Diabo na Carne de Miss Jones e Atrás da Porta Verde.
Com orçamento de US$ 24 mil, Garganta Profunda foi rodado em apenas seis dias e é, até hoje, o pornô mais lucrativo da história. O sucesso do longa não se deve somente às cenas de sexo explícito, mas à insólita história da personagem de Linda Lovelace, que tinha o clitóris na garganta e só conseguia satisfação com sexo oral. Garganta Profunda foi visto por milhões de espectadores fora do circuito especializado, façanha que o diretor Gerard Damiano repetiu em outra produção antológica, O Diabo na Carne de Miss Jones.
Dessa época em diante, a produção de filmes pornográficos ficou restrita a cinemas especializados e ao vídeo. Começou a haver então uma banalização do gênero e o direcionamento de acordo com as preferências sexuais do espectador: sexo anal, lesbianismo, sadomasoquismo, bissexualismo, sexo bizarro etc.
Hoje, no entanto, ninguém quer locar mais filmes. O público prefere assistir a trechos de produções baratas em sites como RedTube, YouPorn, PornoTube, entre outros serviços de oferta de pornografia grátis. É mais fácil e discreto, sem dúvida, mas está pondo fim à produção de filmes de melhor qualidade, já que os produtores nada ganham.
Profissionais de saúde precisam vencer estigmas sobre aids em idosos, afirmam especialistas durante videoconferência em São Paulo
24/08/2011 - 14h
Estigma, preconceito, falta de informação. Quando o assunto é aids na terceira idade, essas características estão presentes tanto no cotidiano dos profissionais de saúde quanto no dos usuários dos serviços, afirmaram especialistas durante uma videoconferência realizada nesta quarta-feira pelo Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo.
Segundo a médica Mariliza da Silva, da gerência de Assistência Integral á Saúde do Centro de Referência e Treinamento (CRT) de DST/Aids de São Paulo, as pessoas mais velhas estão se infectando pelo HIV porque não se percebem vulneráveis ao vírus. “Elas associam a aids aos jovens, usuários de drogas injetáveis e homens que fazem sexo com homens”, explicou. Por isso, de acordo com Mariliza, o idoso não se preocupa em usar preservativo. “Quando ele fica viúvo geralmente se relaciona com diferentes pessoas e não se previne.”
A médica do CRT declarou que geralmente as pessoas da terceira idade se descobrem com aids depois de alguma internação. Mariliza afirmou que um dos motivos para o diagnóstico tardio é o fato dos médicos não pedirem exame de HIV para os idosos. “Sintomas como fadiga, dor crônica e perda de peso podem estar relacionados simplesmente à idade, mas também podem ser conseqüência da aids. Os médicos não investigam esta possibilidade.”
Prevenção
Jacqueline Garcia, do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, disse que quando o idoso pede remédio para disfunção erétil o médico precisa realizar abordagens sobre práticas sexuais seguras. “Geralmente o idoso não quer fazer o teste de HIV. É necessário utilizar novas formas de abordagem e facilitar o acesso a insumos de prevenção”, declarou.
Já Carlos Rodrigues, da Associação Saúde da Família - ONG que realiza projeto de prevenção ao HIV entre pares para idosos – argumentou que muitas vezes a abordagem da sexualidade é relacionada à reprodução. “Como a mulher idosa não engravida, ela pensa que não tem sentido usar preservativo”, disse. Para Carlos, faltam políticas públicas voltadas à sexualidade das pessoas mais velhas.
Na abertura da videoconferência, a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, avaliou que o diagnóstico tardio do HIV nesse público é uma das lacunas da resposta à aids. Ressaltou também que a interface entre diferentes áreas – como a saúde da mulher – é extremamente importante e que o Estado de São Paulo possui um documento com diretrizes de ações de prevenção às DST/aids em idosos (veja o documento).
Fábio Serrato
CRT DST/Aids-SP - Assessoria de imprensa - Tel.: (11) 5087-9835
Estigma, preconceito, falta de informação. Quando o assunto é aids na terceira idade, essas características estão presentes tanto no cotidiano dos profissionais de saúde quanto no dos usuários dos serviços, afirmaram especialistas durante uma videoconferência realizada nesta quarta-feira pelo Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo.
Segundo a médica Mariliza da Silva, da gerência de Assistência Integral á Saúde do Centro de Referência e Treinamento (CRT) de DST/Aids de São Paulo, as pessoas mais velhas estão se infectando pelo HIV porque não se percebem vulneráveis ao vírus. “Elas associam a aids aos jovens, usuários de drogas injetáveis e homens que fazem sexo com homens”, explicou. Por isso, de acordo com Mariliza, o idoso não se preocupa em usar preservativo. “Quando ele fica viúvo geralmente se relaciona com diferentes pessoas e não se previne.”
A médica do CRT declarou que geralmente as pessoas da terceira idade se descobrem com aids depois de alguma internação. Mariliza afirmou que um dos motivos para o diagnóstico tardio é o fato dos médicos não pedirem exame de HIV para os idosos. “Sintomas como fadiga, dor crônica e perda de peso podem estar relacionados simplesmente à idade, mas também podem ser conseqüência da aids. Os médicos não investigam esta possibilidade.”
Prevenção
Jacqueline Garcia, do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, disse que quando o idoso pede remédio para disfunção erétil o médico precisa realizar abordagens sobre práticas sexuais seguras. “Geralmente o idoso não quer fazer o teste de HIV. É necessário utilizar novas formas de abordagem e facilitar o acesso a insumos de prevenção”, declarou.
Já Carlos Rodrigues, da Associação Saúde da Família - ONG que realiza projeto de prevenção ao HIV entre pares para idosos – argumentou que muitas vezes a abordagem da sexualidade é relacionada à reprodução. “Como a mulher idosa não engravida, ela pensa que não tem sentido usar preservativo”, disse. Para Carlos, faltam políticas públicas voltadas à sexualidade das pessoas mais velhas.
Na abertura da videoconferência, a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, avaliou que o diagnóstico tardio do HIV nesse público é uma das lacunas da resposta à aids. Ressaltou também que a interface entre diferentes áreas – como a saúde da mulher – é extremamente importante e que o Estado de São Paulo possui um documento com diretrizes de ações de prevenção às DST/aids em idosos (veja o documento).
Fábio Serrato
CRT DST/Aids-SP - Assessoria de imprensa - Tel.: (11) 5087-9835
A CONTROVÉRSIA DE SANDY
Recentemente a entrevista de Sandy à Playboy surpreendeu a todos. A sua declaração mais “polêmica” foi: é possível ter prazer com o sexo anal. Ora, se tal afirmativa fosse feita pela Bruna Surfistinha, ou pela Débora Secco, não teria repercussão nenhuma. Sandy, porém, revestida daquela imagem angelical da menininha que começamos a ver cantar aos 7 anos de idade, sempre acompanhada de seu irmãozinho querido, também angelical, expressar pensamento “devasso” como este! Oh! Meu Deus. O mundo está acabando.
Vamos pensar. Sinceramente, neste exato momento, quantas milhões de mulheres estão por aí a praticar sexo anal. Qual mulher não tentou, pelo menos algumas vezes, variar a relação sexual, seja desta forma ou de outra. Quantas praticam o sexo anal regularmente? Ora, não há nada de devasso nisso. Nada menos do que uma forma alternativa de praticar o sexo, feita por 20 a 30 % da população mundial. Então, por que toda essa polêmica?
Estou com a Sandy. Era preciso acabar com aquela imagem anterior. Sem algo assim ela sempre seria lembrada como aquela menina boazinha que cantava com o irmãozinho, vinda de uma família unida e bem sucedida. Seu público seria composto por patricinhas e patricinhos politicamente corretos. Sandy escolheu destruir uma imagem para começar a construir outra. Podemos questionar se era a melhor maneira, mas se ela realmente queria mudar o jeito de ser vista, não podemos questionar que conseguiu. Agora há uma Sandy mais real, mais parecida com gente do que com anjo. De repente ela está livre. De repente um peso saiu de dentro dela. De repente ela disse: ei! Eu cresci. Quem sabe agora ela também cresça como intérprete, na escolha do repertório, em outras áreas do discurso. A polêmica mais nova é sobre Sandy posar nua ou não. Espero que não o faça. Espero que Sandy não seja, realmente, uma devassa e tão somente uma mulher adulta e senhora de si, como deveriam ser todas.
Vamos pensar. Sinceramente, neste exato momento, quantas milhões de mulheres estão por aí a praticar sexo anal. Qual mulher não tentou, pelo menos algumas vezes, variar a relação sexual, seja desta forma ou de outra. Quantas praticam o sexo anal regularmente? Ora, não há nada de devasso nisso. Nada menos do que uma forma alternativa de praticar o sexo, feita por 20 a 30 % da população mundial. Então, por que toda essa polêmica?
Estou com a Sandy. Era preciso acabar com aquela imagem anterior. Sem algo assim ela sempre seria lembrada como aquela menina boazinha que cantava com o irmãozinho, vinda de uma família unida e bem sucedida. Seu público seria composto por patricinhas e patricinhos politicamente corretos. Sandy escolheu destruir uma imagem para começar a construir outra. Podemos questionar se era a melhor maneira, mas se ela realmente queria mudar o jeito de ser vista, não podemos questionar que conseguiu. Agora há uma Sandy mais real, mais parecida com gente do que com anjo. De repente ela está livre. De repente um peso saiu de dentro dela. De repente ela disse: ei! Eu cresci. Quem sabe agora ela também cresça como intérprete, na escolha do repertório, em outras áreas do discurso. A polêmica mais nova é sobre Sandy posar nua ou não. Espero que não o faça. Espero que Sandy não seja, realmente, uma devassa e tão somente uma mulher adulta e senhora de si, como deveriam ser todas.
Cirurgia plástica genital está cada vez mais popular entre as mulheres
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
24/08/2011 | 11h25 | Pesquisa
Uma nova pesquisa publicada no "International Journal of Obstetrics and Gynaecology" revela que a cirurgia plástica genital é um procedimento médico cada vez mais popular entre as mulheres. Dados do Serviço Nacional de Saúde dos EUA revelam que o número de cirurgias deste tipo aumentou cinco vezes nos últimos 10 anos no território americano.
Este é o primeiro estudo a analisar especificamente as dimensões vaginais das mulheres que procuram a cirurgia cosmética. O estudo observou 33 mulheres que haviam solicitado cirurgia de redução labial vaginal, procedimento que havia sido recomendado pelo médico de clínica geral. A idade média do grupo foi de 23 anos.
Todas as mulheres foram examinadas por um ginecologista e a largura e o comprimento dos pequenos lábios vaginais foram medidos e comparados com os valores considerados mais frequentes entre mulheres.
O estudo descobriu que todas as mulheres que procuram a cirurgia tinham pequenos lábios de tamanho normal, com uma largura média de 26,9 mm (direita) e 24,8 mm (esquerda).
Para apenas três das mulheres havia necessidades de cirurgia para tratar de uma significativa assimetria. Das mulheres para as quais foram recusada a cirurgia, doze (40%) delas ainda permaneciam ansiosas para prosseguir a cirurgia por outros meios, e 11 mulheres aceitaram encaminhamento para um atendimento na área de psicologia. Uma das participantes foi encaminhada a um serviço de saúde mental.
As mulheres foram perguntadas sobre o que gostariam de alcançar com a cirurgia e 20 delas (60%) desejavam ter os lábios vaginais menores para melhorar a aparência. Outras razões incluídas foram: reduzir o desconforto, melhorar a confiança e a vontade de melhorar a relação sexual.
O estudo também analisou quantos anos as mulheres tinham quando começaram a se sentir insatisfeitas com os pequenos lábios vaginais. Vinte e sete mulheres (81%) foram capazes de identificar isso. Destas, cinco mulheres (15%) relataram que desde a idade de 10 anos tinham esta insatisfação; dez (30%) ficaram infelizes com o aspecto estético de suas vaginas entre as idades de 11 anos e 15 anos, cinco (15%) entre 16 e 20 anos, quatro (12%) nos seus 20 e 3 (9%) na casa dos 30 anos.
Razões para este descontentamento incluíram uma autoconsciência crescente da área genital, um desconforto físico, comentários de um parceiro e até assistir programas de TV sobre cirurgia genital cosmética.
Sarah Creighton e Elizabeth Garrett Anderson, do Instituto de Saúde da Mulher, comentaram os resultados da pesquisa:
"É surpreendente que todas as participantes do estudo tinham pequenos lábios vaginais de tamanho normal e, apesar disso, quase metade ainda estava ansiosa para prosseguir a cirurgia como uma opção".
Uma preocupação específica do estudo é a idade de algumas das pacientes encaminhadas para cirurgia, sendo uma tão jovem que tinha apenas 11 anos. O desenvolvimento da genitália externa continua ao longo da adolescência e, em particular dos pequenos lábios, que podem se desenvolver de forma assimétrica, inicialmente e tornarem-se mais simétricos com o tempo.
O editor-chefe adjunto do blog do "International Journal of Obstetrics and Gynaecology", Pierre Martin-Hirsch, acrescentou:
"Muitas mulheres que estão preocupadas em fazer cirurgia plástica vaginal podem ter pequenos lábios de tamanho normal. Uma orientação clara e específica dos médicos é necessária para a operação".
Da Agência O Globo
24/08/2011 | 11h25 | Pesquisa
Uma nova pesquisa publicada no "International Journal of Obstetrics and Gynaecology" revela que a cirurgia plástica genital é um procedimento médico cada vez mais popular entre as mulheres. Dados do Serviço Nacional de Saúde dos EUA revelam que o número de cirurgias deste tipo aumentou cinco vezes nos últimos 10 anos no território americano.
Este é o primeiro estudo a analisar especificamente as dimensões vaginais das mulheres que procuram a cirurgia cosmética. O estudo observou 33 mulheres que haviam solicitado cirurgia de redução labial vaginal, procedimento que havia sido recomendado pelo médico de clínica geral. A idade média do grupo foi de 23 anos.
Todas as mulheres foram examinadas por um ginecologista e a largura e o comprimento dos pequenos lábios vaginais foram medidos e comparados com os valores considerados mais frequentes entre mulheres.
O estudo descobriu que todas as mulheres que procuram a cirurgia tinham pequenos lábios de tamanho normal, com uma largura média de 26,9 mm (direita) e 24,8 mm (esquerda).
Para apenas três das mulheres havia necessidades de cirurgia para tratar de uma significativa assimetria. Das mulheres para as quais foram recusada a cirurgia, doze (40%) delas ainda permaneciam ansiosas para prosseguir a cirurgia por outros meios, e 11 mulheres aceitaram encaminhamento para um atendimento na área de psicologia. Uma das participantes foi encaminhada a um serviço de saúde mental.
As mulheres foram perguntadas sobre o que gostariam de alcançar com a cirurgia e 20 delas (60%) desejavam ter os lábios vaginais menores para melhorar a aparência. Outras razões incluídas foram: reduzir o desconforto, melhorar a confiança e a vontade de melhorar a relação sexual.
O estudo também analisou quantos anos as mulheres tinham quando começaram a se sentir insatisfeitas com os pequenos lábios vaginais. Vinte e sete mulheres (81%) foram capazes de identificar isso. Destas, cinco mulheres (15%) relataram que desde a idade de 10 anos tinham esta insatisfação; dez (30%) ficaram infelizes com o aspecto estético de suas vaginas entre as idades de 11 anos e 15 anos, cinco (15%) entre 16 e 20 anos, quatro (12%) nos seus 20 e 3 (9%) na casa dos 30 anos.
Razões para este descontentamento incluíram uma autoconsciência crescente da área genital, um desconforto físico, comentários de um parceiro e até assistir programas de TV sobre cirurgia genital cosmética.
Sarah Creighton e Elizabeth Garrett Anderson, do Instituto de Saúde da Mulher, comentaram os resultados da pesquisa:
"É surpreendente que todas as participantes do estudo tinham pequenos lábios vaginais de tamanho normal e, apesar disso, quase metade ainda estava ansiosa para prosseguir a cirurgia como uma opção".
Uma preocupação específica do estudo é a idade de algumas das pacientes encaminhadas para cirurgia, sendo uma tão jovem que tinha apenas 11 anos. O desenvolvimento da genitália externa continua ao longo da adolescência e, em particular dos pequenos lábios, que podem se desenvolver de forma assimétrica, inicialmente e tornarem-se mais simétricos com o tempo.
O editor-chefe adjunto do blog do "International Journal of Obstetrics and Gynaecology", Pierre Martin-Hirsch, acrescentou:
"Muitas mulheres que estão preocupadas em fazer cirurgia plástica vaginal podem ter pequenos lábios de tamanho normal. Uma orientação clara e específica dos médicos é necessária para a operação".
Da Agência O Globo
Que Homossexualismo é Este?
- Documento - Que Homossexualismo é Este?
dizjornal@gmail.com
Com os crescentes casos de agressões a homossexuais na cidade reabre-se o debate que se remete a uma questão central: o preconceito como caldo de cultura é mais arraigado e profundo do que se percebe? Existe um numeroso contingente silencioso, que se não aprova a agressão física, intimamente concorda que os homossexuais merecem punição?
É necessário ampliar o debate para melhor digestão do conceito, sem os disfarces do “politicamente correto”, que se esgueira nas vielas do pensamento conservador e de forma dissimulada estimula a discriminação. É como se diz: “tudo é permitido, desde que não seja na minha família.” Existem pais que dão “conselhos” a outros pais de homossexuais, mas jamais resistiriam que esta orientação sexual fosse escolha de um filho seu. Neste embuste sóciointelectual vão se formando os tecidos do comportamento na nossa sociedade como um todo que não é capaz de conter a fúria da intolerância e a visão do outro diferente da expectativa do padrão.
Em 2006, em Niterói, um jovem de 19 anos, Ferrucio Silvestro, teve o rosto desfigurado por agressores homofóbicos ao sair de uma boate gay em São Domingos, na Praça Leoni Ramos. O estudante ficou 4 dias internado no Hospital Antonio Pedro, enquanto o caso, intensamente divulgado, estendeu-se na rede de relacionamento Orkut, onde muita gente aplaudiu os agressores, inclusive dizendo que ele apanhou pouco e deveriam tê-lo matado.
Ao sair do hospital registrou queixa na 76ª DP. Depois de algum tempo “sem progresso e nem solução” o caso foi arquivado e mais uma vez os agressores ficaram impunes. Sem alternativas e sentindo-se ameaçado o jovem mudou-se da cidade.
De lá para cá, muitos casos aconteceram sem que um único episódio si quer tenha sido exemplarmente punido. Na semana passada, o estudante universitário (UFF) Silaedson Silva Junior, ao sair da mesma praça, (Leoni Ramos) ao chegar à altura do Clube Canto do Rio, foi capturado por 3 rapazes que o agrediram com tapas e pontapés. Ele conseguiu se desvencilhar e fugir, não chegando ao mesmo nível de contusões que teve o Ferrucio Silvestro. Mas, a agressão se configurou e o estado de constrangimento se estendeu até a delegacia. Ele alega somente ter conseguido registrar a agressão com caráter homofóbico acompanhado por um advogado.
O delegado da 76ª DP, Dr. Nilton Pereira Silva, declarou que o registro aconteceu e foi acolhido normalmente e sem qualquer dificuldade.
Numa entrevista que ele deu numa emissora de TV disse que o caso seria investigado, embora reconhecesse a dificuldade de identificar os agressores, e que iria buscar alguma gravação de câmeras de prédios da região para conseguir as pistas necessárias.
Voltamos sempre à mesma questão: há acolhimento da queixa, mas a incerteza da solução é sempre expressiva.
O comerciário M. que preferiu não ser identificado disse: “não é que não se consiga registrar a queixa. A questão é como os policiais se comportam perante o fato. Parece até que se divertem e fazem pouco caso da situação. Fica patente que não vão investigar nada e quem sabe, até aprovam a opressão que sofremos. Nos tratam como bichas, mesmo!”
A questão dos direitos do cidadão não diferem, por classe social, credo, raça ou mesmo orientação sexual. Trata-se apenas de um cidadão, e como tal, amparado constitucionalmente: a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
Entre o texto e a realidade existe um hiato de cultura e descaso. O homossexual, ainda que qualificado e até abastado financeiramente e de posição social privilegiada, não é visto da mesma forma quanto aos direitos da cidadania.
Sob um véu de dissimulação é relegado a um plano inferior. Uma espécie de “faz de conta” quanto ao exercício da legalidade. Os policiais, na sua grande maioria, apenas refletem o pensamento da nossa sociedade, e estão profissionalmente despreparados para lidar com situações onde impliquem em desigualdades.
Faz-se necessário re-equipar intelectualmente os nossos profissionais, tanto da Polícia Civil, quanto da Polícia Militar, caso contrário continuaremos na subnotificação dos casos, com a crescente impunidade e agravamento do quadro.
José Cardoso, bibliotecário disse: “muita gente não vai nem à delegacia. Apanha e fica por isso mesmo. As pessoas se sentem desencorajadas pelo constrangimento que são submetidas ao afirmarem que são homossexuais e que foram atacados. O rosário de perguntas é imenso, como se não desejassem caracterizar o fato como homofóbico. Registram com outras denominações, até de agressões, mas não como o caráter que deveriam ter. É homofobia, tem que ser reconhecido como tal.
Mas, a verdade é que em muitos casos fica difícil caracterizar; até por certa desconfiança que é imposta. Aí, preferem deixar para lá. E a porradaria continua!”
O projeto de lei que criminaliza a homofobia foi aprovado no plenário da Câmara. O texto prevê pena de prisão de até 5 anos para quem criticar os homossexuais publicamente, seja qual for a razão. E também estabelece punição a quem preterir homossexuais em uma seleção de emprego, por exemplo. Entretanto, está tudo como antes e tentam novas fórmulas tortas como desculpas mal apresentadas.
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou em 2010 o projeto de lei n. ° 455, que proíbe a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero nos elevadores. Em seu Artigo 4º, o projeto recomenda ainda que o governo estadual desenvolva “ações de cunho educativo” e de combate a todas essas discriminações.
As tentativas de amenizar problemas desta espécie são tantas que se perdem nas divisões e classificações promovendo o esvaziamento e dispersão do foco de atuação contra a discriminação como um todo. A impressão que se tem é que para que se atue contra o problema específico da homofobia, precisa-se de outras motivações acopladas para dar conteúdo e contexto prático. A deputada Marta Suplicy (PT) que foi a relatora da Lei Contra a Homofobia, acrescentou outras questões, como racismo ao texto e deu uma espécie de salvo conduto aos religiosos nas suas pregações contra o homossexualismo dentro dos seus templos. Evangélicos e católicos alegam que o projeto cria uma casta privilegiada e fere a liberdade religiosa. Mesmo com a lei, há um revestimento renitente de preconceito e receio de enfrentar o problema abertamente, temendo-se as diversas oposições.
A questão objetiva é que dentro deste quadro de dificuldades de aceitação social de uma escolha ou orientação sexual, se dissimula cada vez mais a realidade. Existe muito mais gente que é homossexual, mas esconde a condição temendo a rejeição social. Este numeroso contingente de “enrustidos” ou bissexuais, como preferem se apresentar, estabelece outro nível de categoria ou tipo, se misturando na massa como uma espécie de mutantes ambulantes dissimulados.
O 3º Livro de Moisés, diz que é abominação um homem se deitar com outro; até ai tudo bem, mas não esqueçamos que em Levítico 11, 12 - diz que comer marisco é também abominação. É uma abominação maior ou menor do que a homossexualidade?
A segunda curiosidade é em relação ao homossexualismo feminino que não sofre o mesmo grau de agressão. Há discriminação, mas não há registros de agressões a lésbicas, pelo menos, fisicamente falando.
É novamente o preconceito supostamente machista. É mulher, pode e é até excitante, como dizem alguns. Atualmente há uma espécie de pacto, onde é possível haver um trio amoroso, com todos os requintes e práticas sexuais, compostos de duas mulheres e um homem.
Numa boate da Zona Sul detectamos alguns trios deste tipo. Conseguimos, muito maneirosamente, uma abordagem e questionamos o rapaz: Ele nos disse que uma delas era sua namorada e a outra era namorada dela. Indagamos se ele não tinha sentimentos de posse ou ciúmes, e ele respondeu que não. Só sentiria ciúmes se fosse outro homem. Aí, era um “caso de chifre” e ele não admitiria. No segmento da conversa ele nos afirmou, que não era o caso dele, mas que conhecia outros trios formados de maneira inversa: dois homens e uma mulher. Ela era namorada de um e o outro era namorado do namorado dela.
A verdade é que a diversidade existe e não pode ser simplesmente encarada pelo prisma moral ou religioso. Há toda uma humanidade e sociologia em jogo. Não se trata de costumes, pura e simplesmente. Ninguém se torna homossexual por indução de costumes. Ser homossexual é um fato intrínseco. Acreditamos que o individuo nasce homossexual, do mesmo jeito que outros nascem heterossexuais.
É uma questão de alma. De existência definida e indefensável. Para tanto, é preciso alargar os horizontes intelectuais para uma coexistência pacífica e livre.
Os seres humanos, são apenas humanos, independentes das suas origens e escolhas.
Niterói, 20/08 a 03/098/11 www.dizjornal.com
dizjornal@gmail.com
Com os crescentes casos de agressões a homossexuais na cidade reabre-se o debate que se remete a uma questão central: o preconceito como caldo de cultura é mais arraigado e profundo do que se percebe? Existe um numeroso contingente silencioso, que se não aprova a agressão física, intimamente concorda que os homossexuais merecem punição?
É necessário ampliar o debate para melhor digestão do conceito, sem os disfarces do “politicamente correto”, que se esgueira nas vielas do pensamento conservador e de forma dissimulada estimula a discriminação. É como se diz: “tudo é permitido, desde que não seja na minha família.” Existem pais que dão “conselhos” a outros pais de homossexuais, mas jamais resistiriam que esta orientação sexual fosse escolha de um filho seu. Neste embuste sóciointelectual vão se formando os tecidos do comportamento na nossa sociedade como um todo que não é capaz de conter a fúria da intolerância e a visão do outro diferente da expectativa do padrão.
Em 2006, em Niterói, um jovem de 19 anos, Ferrucio Silvestro, teve o rosto desfigurado por agressores homofóbicos ao sair de uma boate gay em São Domingos, na Praça Leoni Ramos. O estudante ficou 4 dias internado no Hospital Antonio Pedro, enquanto o caso, intensamente divulgado, estendeu-se na rede de relacionamento Orkut, onde muita gente aplaudiu os agressores, inclusive dizendo que ele apanhou pouco e deveriam tê-lo matado.
Ao sair do hospital registrou queixa na 76ª DP. Depois de algum tempo “sem progresso e nem solução” o caso foi arquivado e mais uma vez os agressores ficaram impunes. Sem alternativas e sentindo-se ameaçado o jovem mudou-se da cidade.
De lá para cá, muitos casos aconteceram sem que um único episódio si quer tenha sido exemplarmente punido. Na semana passada, o estudante universitário (UFF) Silaedson Silva Junior, ao sair da mesma praça, (Leoni Ramos) ao chegar à altura do Clube Canto do Rio, foi capturado por 3 rapazes que o agrediram com tapas e pontapés. Ele conseguiu se desvencilhar e fugir, não chegando ao mesmo nível de contusões que teve o Ferrucio Silvestro. Mas, a agressão se configurou e o estado de constrangimento se estendeu até a delegacia. Ele alega somente ter conseguido registrar a agressão com caráter homofóbico acompanhado por um advogado.
O delegado da 76ª DP, Dr. Nilton Pereira Silva, declarou que o registro aconteceu e foi acolhido normalmente e sem qualquer dificuldade.
Numa entrevista que ele deu numa emissora de TV disse que o caso seria investigado, embora reconhecesse a dificuldade de identificar os agressores, e que iria buscar alguma gravação de câmeras de prédios da região para conseguir as pistas necessárias.
Voltamos sempre à mesma questão: há acolhimento da queixa, mas a incerteza da solução é sempre expressiva.
O comerciário M. que preferiu não ser identificado disse: “não é que não se consiga registrar a queixa. A questão é como os policiais se comportam perante o fato. Parece até que se divertem e fazem pouco caso da situação. Fica patente que não vão investigar nada e quem sabe, até aprovam a opressão que sofremos. Nos tratam como bichas, mesmo!”
A questão dos direitos do cidadão não diferem, por classe social, credo, raça ou mesmo orientação sexual. Trata-se apenas de um cidadão, e como tal, amparado constitucionalmente: a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
Entre o texto e a realidade existe um hiato de cultura e descaso. O homossexual, ainda que qualificado e até abastado financeiramente e de posição social privilegiada, não é visto da mesma forma quanto aos direitos da cidadania.
Sob um véu de dissimulação é relegado a um plano inferior. Uma espécie de “faz de conta” quanto ao exercício da legalidade. Os policiais, na sua grande maioria, apenas refletem o pensamento da nossa sociedade, e estão profissionalmente despreparados para lidar com situações onde impliquem em desigualdades.
Faz-se necessário re-equipar intelectualmente os nossos profissionais, tanto da Polícia Civil, quanto da Polícia Militar, caso contrário continuaremos na subnotificação dos casos, com a crescente impunidade e agravamento do quadro.
José Cardoso, bibliotecário disse: “muita gente não vai nem à delegacia. Apanha e fica por isso mesmo. As pessoas se sentem desencorajadas pelo constrangimento que são submetidas ao afirmarem que são homossexuais e que foram atacados. O rosário de perguntas é imenso, como se não desejassem caracterizar o fato como homofóbico. Registram com outras denominações, até de agressões, mas não como o caráter que deveriam ter. É homofobia, tem que ser reconhecido como tal.
Mas, a verdade é que em muitos casos fica difícil caracterizar; até por certa desconfiança que é imposta. Aí, preferem deixar para lá. E a porradaria continua!”
O projeto de lei que criminaliza a homofobia foi aprovado no plenário da Câmara. O texto prevê pena de prisão de até 5 anos para quem criticar os homossexuais publicamente, seja qual for a razão. E também estabelece punição a quem preterir homossexuais em uma seleção de emprego, por exemplo. Entretanto, está tudo como antes e tentam novas fórmulas tortas como desculpas mal apresentadas.
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou em 2010 o projeto de lei n. ° 455, que proíbe a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero nos elevadores. Em seu Artigo 4º, o projeto recomenda ainda que o governo estadual desenvolva “ações de cunho educativo” e de combate a todas essas discriminações.
As tentativas de amenizar problemas desta espécie são tantas que se perdem nas divisões e classificações promovendo o esvaziamento e dispersão do foco de atuação contra a discriminação como um todo. A impressão que se tem é que para que se atue contra o problema específico da homofobia, precisa-se de outras motivações acopladas para dar conteúdo e contexto prático. A deputada Marta Suplicy (PT) que foi a relatora da Lei Contra a Homofobia, acrescentou outras questões, como racismo ao texto e deu uma espécie de salvo conduto aos religiosos nas suas pregações contra o homossexualismo dentro dos seus templos. Evangélicos e católicos alegam que o projeto cria uma casta privilegiada e fere a liberdade religiosa. Mesmo com a lei, há um revestimento renitente de preconceito e receio de enfrentar o problema abertamente, temendo-se as diversas oposições.
A questão objetiva é que dentro deste quadro de dificuldades de aceitação social de uma escolha ou orientação sexual, se dissimula cada vez mais a realidade. Existe muito mais gente que é homossexual, mas esconde a condição temendo a rejeição social. Este numeroso contingente de “enrustidos” ou bissexuais, como preferem se apresentar, estabelece outro nível de categoria ou tipo, se misturando na massa como uma espécie de mutantes ambulantes dissimulados.
O 3º Livro de Moisés, diz que é abominação um homem se deitar com outro; até ai tudo bem, mas não esqueçamos que em Levítico 11, 12 - diz que comer marisco é também abominação. É uma abominação maior ou menor do que a homossexualidade?
A segunda curiosidade é em relação ao homossexualismo feminino que não sofre o mesmo grau de agressão. Há discriminação, mas não há registros de agressões a lésbicas, pelo menos, fisicamente falando.
É novamente o preconceito supostamente machista. É mulher, pode e é até excitante, como dizem alguns. Atualmente há uma espécie de pacto, onde é possível haver um trio amoroso, com todos os requintes e práticas sexuais, compostos de duas mulheres e um homem.
Numa boate da Zona Sul detectamos alguns trios deste tipo. Conseguimos, muito maneirosamente, uma abordagem e questionamos o rapaz: Ele nos disse que uma delas era sua namorada e a outra era namorada dela. Indagamos se ele não tinha sentimentos de posse ou ciúmes, e ele respondeu que não. Só sentiria ciúmes se fosse outro homem. Aí, era um “caso de chifre” e ele não admitiria. No segmento da conversa ele nos afirmou, que não era o caso dele, mas que conhecia outros trios formados de maneira inversa: dois homens e uma mulher. Ela era namorada de um e o outro era namorado do namorado dela.
A verdade é que a diversidade existe e não pode ser simplesmente encarada pelo prisma moral ou religioso. Há toda uma humanidade e sociologia em jogo. Não se trata de costumes, pura e simplesmente. Ninguém se torna homossexual por indução de costumes. Ser homossexual é um fato intrínseco. Acreditamos que o individuo nasce homossexual, do mesmo jeito que outros nascem heterossexuais.
É uma questão de alma. De existência definida e indefensável. Para tanto, é preciso alargar os horizontes intelectuais para uma coexistência pacífica e livre.
Os seres humanos, são apenas humanos, independentes das suas origens e escolhas.
Niterói, 20/08 a 03/098/11 www.dizjornal.com
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