20 dicas para conquistar ou turbinar seu orgasmo
Um guia para aumentar seu prazer durante o sexo e chegar lá!
Júlia Reis, iG São Paulo
Selecionamos dicas para te ajudar a chegar ao clímax com mais facilidade – ou tornar seus orgasmos ainda mais intensos. Listamos 20 coisas que você pode descobrir para se divertir ainda mais na cama e ter muito prazer – sozinha ou acompanhada. [Leia outras matérias no "Especial Orgasmo"]
Conheça seu corpo. A masturbação te ajuda a descobrir como gosta de ser tocada e quais pontos são mais sensíveis. “Mulheres não se conhecem e querem que o parceiro adivinhe onde ela quer ser estimulada!”, diz Elsa. Portanto, explore o prazer sozinha sem medo! “Funciona muito ficar na frente do espelho e explorar partes do corpo. É uma forma de ensaiar a desinibição”, defende Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga e fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade.
Faça tudo no seu tempo. Capriche nas preliminares, abuse dos jogos de sedução, tire a roupa lentamente e esquente o clima com beijos e carícias até você estar bem excitada. Afinal, pra que a pressa?
Estimule outras zonas erógenas. Experimente sensações de outras partes do corpo - você pode se surpreender! Existem mulheres que relatam chegar ao orgasmo só com o toque nos seios, por exemplo. “O corpo precisa ser explorado em toda extensão: pescoço, colo, mamas, barriga, pélvis, virilha, interno de coxa, dedos dos pés. E os toques devem ser alternados usando as mãos e a boca”, explica Fátima Protti, psicoterapeuta sexual.
Foto: Getty Images
Explorar o próprio corpo e se comunicar com o parceiro ajudam você a atingir o orgasmo
Relaxe. Não é momento de se preocupar com a bagunça do quarto ou com uma gordurinha extra no seu corpo. Você pode pensar sobre isso depois! Na hora da transa, respire fundo e aproveite o momento!
Informe seu parceiro. Diga a ele quais as posições e estímulos que mais gosta – eles nem sempre adivinham sozinhos! “Gosto assim” ou “continue fazendo isso” são toques bastante esclarecedores. E se é difícil verbalizar suas preferências, não hesite na hora de redirecionar as mãos dele para um carinho que te agrade– ele vai entender o recado!
Teste posições diferentes. Não é preciso comprar um livro do Kama Sutra ou ficar de ponta cabeça... Mas dê preferência para as posições que favoreçam a estimulação do clitóris. Carla Cecarello sugere a “manobra de ponte”: a mulher sentada por cima do parceiro, com ela ou ele estimulando o clitóris junto com a penetração. “Isso ajuda porque muitas mulheres têm dificuldade de atingir o orgasmo só com a penetração”, diz a especialista.
Exercite sua vagina. Uma musculatura íntima tonificada pode aumentar seu prazer. Para isso, exercite a região vaginal enrijecendo e soltando os músculos internos (aperte e solte, basicamente). Em lojas de produtos eróticos são vendidos pequenos pesos para auxiliar o processo. Dentro da vagina, é preciso segurá-los com a musculatura local para praticar
Não se sinta obrigada a gozar junto com ele. Se isso acontecer, ótimo, mas o importante é que vocês dois fiquem satisfeitos, mesmo que um chegue lá antes. “Isso é coisa de Cinderela, não existe. Cada um tem o seu tempo e vai depender do dia, vontade e estimulo. Cada um busca o seu orgasmo”, diz Cecarello.
Drible a rotina: Uma lingerie nova ou roupa que faça você se sentir sexy pode esquentar o clima. E que tal seduzir seu parceiro em um ambiente diferente da casa, para variar? Uma noite romântica no motel também pode ser uma boa pedida.
Prepare o ambiente: Luz indireta, aromas e velas criam um clima. Aliás, lâmpadas vermelhas e laranjas são um Photoshop natural e ajudam a esconder imperfeições, além de serem tons quentes e sexy.
Não finja: Seu parceiro precisa saber o que te agrada e o que não dá resultado. Fingir um orgasmo é mentir para você mesma e para ele.
Estimule os cinco sentidos. Aposte em detalhes como óleos perfumados para massagem, música ambiente, lingerie colorida (saia do preto), frutas e uma bebida como espumante ou um coquetel sem álcool bem atraente. Tudo isso ajuda a despertar as sensações do corpo.
Fale durante o sexo. Peça para ele falar palavras ou frases que podem aumentar seu prazer e seja mais verbal também, contando o que sente e o que deseja durante a transa.
Lubrificação, lubrificação e... lubrificação! Para sexo oral, penetração vaginal e sexo anal a lubrificação é importante para garantir o prazer. Use e abuse dos produtos a base de água.
Diga sim para novas experiências. Lógico que não é preciso fazer algo que você não gosta, mas teste brincadeiras na cama, ouça as fantasias do seu parceiro e tente botar em prática algum desejo seu! Que tal fazer aquele striptease você tinha vontade? “Contos e filmes eróticos são uma boa ferramenta e podem auxiliar a aumentar o grau de excitabilidade. Assim aumenta a chance de chegar ao orgasmo”, diz Carla.
Namore sempre. Não importa se vocês se conhecem há um ano ou estão casados há 20. É preciso ter momentos para o casal, como tomar banho juntos, sair para jantar ou ir ao cinema. Isso ajuda a manter um clima de romance constante.
Faça o sexo presente em vários momentos do seu dia. Pense sobre o assunto, relembre suas transas e arrisque mensagens picantes ou e-mails para seu parceiro. O desejo vai crescendo à distância...
Uma transa só para você. Separe um momento para pedir carícias, sexo oral e o que mais gostar sem ter que retribuir.
Verifique suas medicações. Alguns remédios como antidepressivos podem diminuir o desejo sexual.Verifique esse efeito colateral junto ao seu médico.
Procure ajuda profissional. Se você sentir dor na relação ou encontrar outro tipo de dificuldade recorrente, não hesite em procurar ajuda com um ginecologista ou psicólogo.
http://delas.ig.com.br/amoresexo/20+dicas+para+conquistar+ou+turbinar+seu+orgasmo/n1237732928977.html
domingo, 7 de agosto de 2011
Catuaba realmente resolve problema de impotência?
Catuaba realmente resolve problema de impotência?
por Alex Botsaris
A potência sexual é um dos aspectos da vida masculina que mais preocupa o homem, especialmente à medida que ele envelhece. Muitos consideram uma humilhação não ter uma ereção durante um momento íntimo com uma mulher. Com a introdução de novos medicamentos para disfunção erétil - que inibem a enzima fosfodiesterase tipo 5, facilitando a vasodilatação peniana - houve uma mudança de hábitos. Boa parte dos homens, inclusive jovens, tem feito uso deles para melhorar sua potência, ou mesmo abolir qualquer chance de falhar nos momentos decisivos de seu desempenho sexual, sem uma indicação médica.
O pênis é um órgão que possui uma estrutura no centro semelhante a uma esponja, chamada de corpo cavernoso. Para que ele fique ereto, essa estrutura precisa se encher com sangue suficiente para preencher todo seu conteúdo. Isso é feito através de uma artéria, que necessita estar bastante dilatada para que o aporte de sangue seja suficiente para encher todo corpo cavernoso. Por isso os vasodilatadores da artéria peniana, como Viagra e Cialis, melhoram a potencia masculina.
Não se sabe ainda se o uso abusivo desses medicamentos pode causar algum dano maior à saúde, mas é certo que, ao menos do ponto de vista psicológico, vai acabar se tornando uma ‘muleta’ obrigatória do indivíduo inseguro quanto a sua potência, criando dependência. Alguns casos com esse perfil já foram detectados e ainda não está claro se a dependência é puramente psíquica ou se há também algum fundamento químico e/ou biológico para ela. Enquanto respostas definitivas não aparecem, vale a pena ser cauteloso e sempre consultar um médico antes do uso de vasodilatadores.
Considerando esses riscos uma boa idéia é lembrar de algumas estratégias tradicionais que nossos avós usavam para melhorar sua potência, num tempo onde o uso de ativos naturais ainda sobrepujava a influência da indústria farmacêutica e a tecnologia era limitada. Algumas dessas estratégias podem ajudar as pessoas que não têm indicação formal dos medicamentos vasodilatadores.
Muitas plantas têm sido usadas por diferentes populações no mundo, para melhorar a potência sexual. Na África, por exemplo, uma espécie local, a “casca de ioimbe” (Pausinystalia yohimbe) tem sido usada tradicionalmente para melhorar a potência sexual por várias tribos locais. Ela possui um alcalóide, a yoimbina, que possui potentes ações no organismo, seja estimulando o sistema simpático, seja promovendo vasodilatação, e apresentou resultados em estudos clínicos de disfunção erétil. Contudo, o uso indiscriminado dessa planta tem causado efeitos colaterais, inclusive crises de hipertensão.
A biodiversidade brasileira foi mais generosa e nos presenteou com plantas que também são ativas, mas cuja segurança e freqüência de efeitos indesejáveis é muito menor. Uma é a marapuama (Ptycopetalum olacoides), um cipó que cresce na Amazônia. Num estudo clínico, homens que usaram marapuama tiveram um número significativamente maior de relações sexuais que um outro grupo que ingeriu placebo. Entretanto, a forma de agir da marapuama é diferente da casca de ioimbe. Ela atua muito mais no cérebro melhorando a libido. Estudos feitos na UFRGS mostraram que a marapuama também tem ação antidepressiva e ajuda na memória, por seus efeitos facilitadores dos estímulos cerebrais.
Outra planta que é muito conhecida no Brasil por sua fama de melhorar a potência sexual masculina é a catuaba. Existem mais de uma espécie chamada de catuaba no Brasil e todas com emprego como afrodisíaco. A catuaba verdadeira é a espécie introduzida pelos índios tupis-guaranis com esse nome, cujo nome botânico é Anemopaegma arvensis. Planta que cresce no Planalto Central do Brasil, desde o Nordeste até São Paulo, foi tão explorada na primeira metade do século passado, que quase foi extinta. Mas como os mateiros começaram a procurar outras espécies e pararam com a coleta predatória, a espécie se recuperou e já ocorre de novo em vários estados brasileiros.
Cientistas fizeram experiências com catuaba nos anos 30 e 40, mostrando que ela tinha um forte efeito vasodilatador, além de atuar no sistema nervoso autônomo. Alcalóides semelhantes à yoimbina foram isolados. Mas esses estudos caíram no esquecimento e atualmente a sua metodologia é considerada ultrapassada. Aparentemente a vantagem da catuaba sobre a casca de ioimbe é que a primeira tem efeito mais suave e não costuma causar efeitos colaterais. Mesmo assim não deve ser usada por pessoas com problemas cardíacos, glaucoma ou retenção urinária.
Segundo a tradição, a marapuama e a catuaba precisam ser usadas em associação para potencializar seu efeito. Mateiros que fazem *garrafadas ainda acrescentam gengibre, ginseng, fafia e outras plantas tônicas alegando que elas aumentam o efeito das plantas com atividade afrodisíaca. Quem já foi no mercado do Ver o Peso em Belém, teve oportunidade de ser abordado por vários mateiros com suas garrafadas afrodisíacas de marapuama e catuaba.
O uso de fitoterápicos pode ajudar para melhorar a potência, mas quando o resultado não é satisfatório, a pessoa precisa consultar um médico. É importante verificar a causa do problema e adequar para o melhor tratamento. Se ela é emocional, abordagens como programação neurolingüística (PNL), psicoterapia, aromaterapia e terapia com florais de Bach podem ajudar. Se for causada por um problema neurológico, talvez a acupuntura possa oferecer algum resultado, pois ela pode aumentar os reflexos nervosos causadores da ereção. Vale destacar que é recomendável se ter bons hábitos, como alimentação saudável, mais de seis horas de sono tranqüilo, caminhadas diárias e controle do estresse.
*Garrafada e um tipo de preparação tradicional onde as plantas medicinais são colocadas dentro de uma garrafa com cachaça e deixadas por um tempo, para então tomar um peqeuno cálice dário como medicamento.
Atenção!
Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/impotencia.htm
por Alex Botsaris
A potência sexual é um dos aspectos da vida masculina que mais preocupa o homem, especialmente à medida que ele envelhece. Muitos consideram uma humilhação não ter uma ereção durante um momento íntimo com uma mulher. Com a introdução de novos medicamentos para disfunção erétil - que inibem a enzima fosfodiesterase tipo 5, facilitando a vasodilatação peniana - houve uma mudança de hábitos. Boa parte dos homens, inclusive jovens, tem feito uso deles para melhorar sua potência, ou mesmo abolir qualquer chance de falhar nos momentos decisivos de seu desempenho sexual, sem uma indicação médica.
O pênis é um órgão que possui uma estrutura no centro semelhante a uma esponja, chamada de corpo cavernoso. Para que ele fique ereto, essa estrutura precisa se encher com sangue suficiente para preencher todo seu conteúdo. Isso é feito através de uma artéria, que necessita estar bastante dilatada para que o aporte de sangue seja suficiente para encher todo corpo cavernoso. Por isso os vasodilatadores da artéria peniana, como Viagra e Cialis, melhoram a potencia masculina.
Não se sabe ainda se o uso abusivo desses medicamentos pode causar algum dano maior à saúde, mas é certo que, ao menos do ponto de vista psicológico, vai acabar se tornando uma ‘muleta’ obrigatória do indivíduo inseguro quanto a sua potência, criando dependência. Alguns casos com esse perfil já foram detectados e ainda não está claro se a dependência é puramente psíquica ou se há também algum fundamento químico e/ou biológico para ela. Enquanto respostas definitivas não aparecem, vale a pena ser cauteloso e sempre consultar um médico antes do uso de vasodilatadores.
Considerando esses riscos uma boa idéia é lembrar de algumas estratégias tradicionais que nossos avós usavam para melhorar sua potência, num tempo onde o uso de ativos naturais ainda sobrepujava a influência da indústria farmacêutica e a tecnologia era limitada. Algumas dessas estratégias podem ajudar as pessoas que não têm indicação formal dos medicamentos vasodilatadores.
Muitas plantas têm sido usadas por diferentes populações no mundo, para melhorar a potência sexual. Na África, por exemplo, uma espécie local, a “casca de ioimbe” (Pausinystalia yohimbe) tem sido usada tradicionalmente para melhorar a potência sexual por várias tribos locais. Ela possui um alcalóide, a yoimbina, que possui potentes ações no organismo, seja estimulando o sistema simpático, seja promovendo vasodilatação, e apresentou resultados em estudos clínicos de disfunção erétil. Contudo, o uso indiscriminado dessa planta tem causado efeitos colaterais, inclusive crises de hipertensão.
A biodiversidade brasileira foi mais generosa e nos presenteou com plantas que também são ativas, mas cuja segurança e freqüência de efeitos indesejáveis é muito menor. Uma é a marapuama (Ptycopetalum olacoides), um cipó que cresce na Amazônia. Num estudo clínico, homens que usaram marapuama tiveram um número significativamente maior de relações sexuais que um outro grupo que ingeriu placebo. Entretanto, a forma de agir da marapuama é diferente da casca de ioimbe. Ela atua muito mais no cérebro melhorando a libido. Estudos feitos na UFRGS mostraram que a marapuama também tem ação antidepressiva e ajuda na memória, por seus efeitos facilitadores dos estímulos cerebrais.
Outra planta que é muito conhecida no Brasil por sua fama de melhorar a potência sexual masculina é a catuaba. Existem mais de uma espécie chamada de catuaba no Brasil e todas com emprego como afrodisíaco. A catuaba verdadeira é a espécie introduzida pelos índios tupis-guaranis com esse nome, cujo nome botânico é Anemopaegma arvensis. Planta que cresce no Planalto Central do Brasil, desde o Nordeste até São Paulo, foi tão explorada na primeira metade do século passado, que quase foi extinta. Mas como os mateiros começaram a procurar outras espécies e pararam com a coleta predatória, a espécie se recuperou e já ocorre de novo em vários estados brasileiros.
Cientistas fizeram experiências com catuaba nos anos 30 e 40, mostrando que ela tinha um forte efeito vasodilatador, além de atuar no sistema nervoso autônomo. Alcalóides semelhantes à yoimbina foram isolados. Mas esses estudos caíram no esquecimento e atualmente a sua metodologia é considerada ultrapassada. Aparentemente a vantagem da catuaba sobre a casca de ioimbe é que a primeira tem efeito mais suave e não costuma causar efeitos colaterais. Mesmo assim não deve ser usada por pessoas com problemas cardíacos, glaucoma ou retenção urinária.
Segundo a tradição, a marapuama e a catuaba precisam ser usadas em associação para potencializar seu efeito. Mateiros que fazem *garrafadas ainda acrescentam gengibre, ginseng, fafia e outras plantas tônicas alegando que elas aumentam o efeito das plantas com atividade afrodisíaca. Quem já foi no mercado do Ver o Peso em Belém, teve oportunidade de ser abordado por vários mateiros com suas garrafadas afrodisíacas de marapuama e catuaba.
O uso de fitoterápicos pode ajudar para melhorar a potência, mas quando o resultado não é satisfatório, a pessoa precisa consultar um médico. É importante verificar a causa do problema e adequar para o melhor tratamento. Se ela é emocional, abordagens como programação neurolingüística (PNL), psicoterapia, aromaterapia e terapia com florais de Bach podem ajudar. Se for causada por um problema neurológico, talvez a acupuntura possa oferecer algum resultado, pois ela pode aumentar os reflexos nervosos causadores da ereção. Vale destacar que é recomendável se ter bons hábitos, como alimentação saudável, mais de seis horas de sono tranqüilo, caminhadas diárias e controle do estresse.
*Garrafada e um tipo de preparação tradicional onde as plantas medicinais são colocadas dentro de uma garrafa com cachaça e deixadas por um tempo, para então tomar um peqeuno cálice dário como medicamento.
Atenção!
Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/impotencia.htm
O Ponto da Deusa
Filosofando
O Ponto da Deusa
Por Márcia Yáskara Guelpa
16.06.05
Pode parecer incrível, mas a idéia de a mulher ter prazer sexual foi, durante muitos séculos, inadmissível. Mulher não gostar de sexo, então, era considerado um predicado lisonjeiro, a valorizava, e mais, fazia com que fosse considerada feminina, pois eram vistas como seres humanos cuja principal função deveria ser procriar e serem apenas receptoras passivas da atividade sexual masculina.
Estudos e pesquisas sobre a sexualidade feminina são absolutamente recentes. Faz apenas 55 anos que o médico Ernst Grafenberg descreveu, pela primeira vez, um lugar dentro da vagina que é extremamente sensível à pressão intensa e, em sua homenagem, esse ponto passou a chamar-se Ponto G.
Localizado na parede interior da vagina, atrás do osso púbico, mais ou menos a cinco centímetros da entrada do canal vaginal, o Ponto G é muito importante para quem pratica o sexo tântrico, e é conhecido como o ponto da deusa, dado o papel a ele atribuído de trazer as mulheres ao pico do prazer. Na realidade, o Ponto G possui tamanho e localização variáveis de mulher para mulher. Para saber onde se localiza basta imaginar um pequeno relógio dentro da vagina, com o ponteiro das 12 horas apontado para o umbigo. A maioria das mulheres encontrará o Ponto G situado na região entre 11 e 1 hora. O Ponto G e o clitóris são descritos pelos tântricos como pólos de carga sexual – um dentro e outro fora da vagina.
Cassandra Lorius, em seu livro “Sexo Tântrico”, diz que uma das melhores maneiras de achar o Ponto G é agachar-se e enfiar dois dedos (polegar de uma das mãos e indicador de outra) na vagina, pressionando um para cima em direção ao umbigo e o outro para baixo sobre o osso púbico (parecido com o exame de um ginecologista). É mais fácil achá-lo quando se está excitada sexualmente, pois os tecidos incham e se tornam mais sensíveis. A textura é diferente da de outros músculos que circundam a vagina. É mais áspera, com protuberâncias ou arestas.
Entretanto, existe uma terrível resistência quanto à existência do ponto em questão, em decorrência dos vestígios ainda latentes das antigas idéias de que as mulheres não devem ter desejos ou reagirem como seres sexuais. Há, inclusive, quem afirme não ser ele real, mas apenas um mito, o que nos leva a crer que algumas pessoas tentem, com essa afirmação, restringir o prazer da mulher. Por outro lado, alguns autores atuais afirmam em seus livros que a mulher só pode ter orgasmo com a estimulação do clitóris.
A essa altura você já deve estar querendo localizar o seu Ponto G, não? Então vamos lá! Você vai perceber que ele se apresenta como uma pequena saliência enrugada, do tamanho de um feijão e que, quando estimulado, começa a intumescer-se, parecendo um pequeno caroço entre os dedos. Para algumas mulheres pode crescer até o tamanho de uma moeda.
Massagem yoni
Não fique desapontada se o não encontrar com facilidade. Por ser relativamente pequeno, muitas mulheres encontram dificuldade em localizá-lo sozinhas. Caso seja de sua preferência você poderá localizar o ponto da deusa através de uma massagem chamada yoni, cujo objetivo é o de ver e apreciar a yoni (vagina) da deusa hindu Shakti, que possui energia inata, a energia feminina. Não é algo que se precise construir ou criar, é algo que você precisa ativar tão logo a descubra.
Em “Sexo Tântrico”, Cassandra afirma que Shakti não é, na realidade, somente uma deusa, mas a força criativa por trás da existência, e se manifesta em diferentes formas. Por essa razão, diz ela, não é retratada como uma única deidade, mas como várias deusas que representam as várias qualidades dessa energia primal.
A massagem yoni, cuja finalidade é curar lembranças do passado que nela se armazenam, é fascinante e deve ser praticada por você e sua parceira. Vamos lá! Faça primeiro na sua parceira. Em seguida ela fará em você. Fique atenta para cada movimento e cada toque, pois ambos devem ser delicados e suaves.
Vejamos o que diz Cassandra Lorius sobre a massagem yoni:
* “Sua parceira deve deitar-se confortavelmente, com travesseiros apoiando onde for necessário. Você pode sentar-se a seu lado ou entre as suas pernas abertas, também apoiadas por travesseiros. Olhe para ela, sincronize a sua respiração com a dela, criando uma conexão amorosa. Ponha sua mão esquerda delicadamente sobre o coração dela, enquanto sua mão direita (se você for destra) descansa sobre a pelve, no chacra umbilical”.
* “Depois de alguns minutos, faça massagem no corpo dela, com óleo ou talco. Afaste a energia da região da pelve, levando-a para o ventre e descendo pelos braços, coxas e pernas”.
* “Massageie em volta da pelve, dos músculos acima do púbis, da virilha (na prega onde as coxas se encontram com a região púbica) e no topo das coxas – lugares onde a tensão pode se concentrar. Controle com ela o ritmo e a pressão dos movimentos da massagem”.
* “Antes de proceder à massagem da yoni, ponha a mão em concha sobre o púbis e os lábios vaginais de sua parceira, mantendo a outra no centro do coração, restabelecendo a conexão com os olhos”.
* “Depois de acariciar suavemente a região do púbis, derrame uma pequena quantidade de lubrificante sobre os lábios externos da yoni, e massageie suavemente esta parte. Faça isso por algum tempo, sem pressa. Olhe para a yoni da parceira, admire-a e diga o que vê”.
* “Aperte delicadamente o lábio externo com os dedos, e deslize-os por toda a sua extensão, para cima e para baixo. Faça a mesma coisa com os lábios internos (vulva). Aperte então todos os lábios nas mãos como um sanduíche de yoni. Pergunte à parceira se ela está gostando do ritmo e da pressão de seu toque”.
* “Acaricie o clitóris, fazendo pequenos círculos e comprimindo-o. Diga à parceira para relaxar, sentir as sensações eróticas proporcionadas sem se concentrar muito nelas. Você pode dispersar a energia afastando-a da região da pelve com a mão que está livre, ou aumentá-la com um duplo estímulo – acariciando um mamilo, por exemplo”.
* “Quando a parceira estiver pronta, ela vai lhe convidar a colocar o dedo médio da mão direita dentro da vagina. Explore o interior dela em todas as direções, fazendo uma massagem. O resto de sua mão pode descansar sobre o púbis ou massageá-lo. Varie a profundidade, velocidade e pressão de seus dados. Há três tipos principais de movimentos: pequenos círculos, vibrando onde parecer dormente, ou simplesmente segurando, sobretudo se a parceira parecer angustiada (neste caso é melhor a mão ficar parada, sem retirar o dedo)”.
* “Com a palma da mão para cima e o dedo médio dentro da yoni, mexa o dedo num gesto de “vem cá” ou dobre-o em direção à palma. Você vai entrar em contato com uma região de tecido esponjoso abaixo do osso púbico, atrás do clitóris. É chamada de Ponto G ou, para o Tantra, ponto sagrado. Sua parceira pode ter a sensação de querer urinar, ou experimentar dor ou prazer. Se for incômodo para a parceira, pare de mover os dedos ou tente variar a pressão, velocidade e padrão de movimentos. Você pode fazer movimentos para o lado, para a frente e para trás ou em círculos com o dedo médio”.
* “Mantenha a respiração e continue a olhar em seus olhos. Emoções fortes podem vir à tona, e ela pode querer chorar ou dividir com você o que está por vir. Continue respirando e seja delicada. Não entre em pânico. Continue a massagem até que ela lhe diga para parar. Remova então as suas mãos lentamente, com delicadeza e respeito. Deixe-a ali por um momento, deleitando-se com o resultado da massagem da yoni. Ou abrace-a com ternura”.
Orgasmos, ejaculação e resistência médica
O Ponto G adequadamente estimulado por pressão intensa, intumesce, aumenta de tamanho e pode provocar vários orgasmos consecutivos, com ou sem ejaculação. O resultado é um orgasmo vaginal bem diferente do orgasmo alcançado pela excitação do clitóris. Aliás, é cada vez maior o número de mulheres que experimentam o orgasmo a partir de sua estimulação.
Segundo o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, o Ponto G só existe para 1/3 das mulheres. Para os outros 2/3 ele não é a área mais sensível, mas, como a cultura diz que é, fica todo mundo correndo atrás.
Conhecido desde a antiguidade, o Ponto G foi descrito, no século XVII pelo anatomista holandês Regnier de Graaf como uma mucosa membranosa da uretra. Assim, podemos considerá-lo um homólogo da próstata masculina e entender por que o líquido que algumas mulheres expelem no momento do orgasmo é similar, quimicamente falando, ao sêmen masculino, sem conter espermatozóides. Essa expulsão, aliás, é conhecida como ejaculação feminina e muitos médicos a contestam. Contudo há comprovações de que a uretra pode expelir vários centímetros cúbicos de um líquido leitoso cuja composição se aproxima consideravelmente do fluido prostático.
Ponto U – Alguém conhece?
O Ponto G é, ainda, pouco conhecido e a respeito dele pouco se comenta. Isso talvez se deva ao fato da pouca importância dada à sexualidade feminina, e porque em um exame ginecológico normal a área do Ponto G é geralmente apalpada e não estimulada. Portanto, ele passa despercebido, pois em estado de repouso ele é praticamente imperceptível e de difícil localização.
A verdade é que mulheres que buscam sensações prazerosas poderão descobrir um ABC completo de pontos interessantes. Basta se tocarem mais. Entretanto, convém ressaltar que tais pontos não são fórmulas mágicas e nem todos os fisiologistas e anatomistas reconhecem com exatidão as estruturas vinculadas a esses pontos, a ponto de poderem confirmar seu papel na sensibilidade sexual.
Fala-se, atualmente, no Ponto U, descoberto pelo cientista norte-americano, Dr. Mckenna. Segundo ele, esse ponto é a chave do orgasmo feminino. Ele fica na entrada da uretra feminina e daí a escolha da letra U para batizá-lo. De acordo com essa teoria, baseada em experiências com ratos, cuja anatomia sexual é parecida com a do homem, a estimulação manual desse ponto desencadearia o aumento da serotonina – substância reguladora do nosso humor – produzida pelas células da uretra. E essa estimulação levaria rapidamente ao orgasmo. Entretanto, sua manipulação merece especial atenção, pois se trata de uma área extremamente sensível e deve ser tocada de leve e com mãos limpas. Irritação e sujeira podem provocar infecções no local e na bexiga.
http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_filosofando_15.htm
O Ponto da Deusa
Por Márcia Yáskara Guelpa
16.06.05
Pode parecer incrível, mas a idéia de a mulher ter prazer sexual foi, durante muitos séculos, inadmissível. Mulher não gostar de sexo, então, era considerado um predicado lisonjeiro, a valorizava, e mais, fazia com que fosse considerada feminina, pois eram vistas como seres humanos cuja principal função deveria ser procriar e serem apenas receptoras passivas da atividade sexual masculina.
Estudos e pesquisas sobre a sexualidade feminina são absolutamente recentes. Faz apenas 55 anos que o médico Ernst Grafenberg descreveu, pela primeira vez, um lugar dentro da vagina que é extremamente sensível à pressão intensa e, em sua homenagem, esse ponto passou a chamar-se Ponto G.
Localizado na parede interior da vagina, atrás do osso púbico, mais ou menos a cinco centímetros da entrada do canal vaginal, o Ponto G é muito importante para quem pratica o sexo tântrico, e é conhecido como o ponto da deusa, dado o papel a ele atribuído de trazer as mulheres ao pico do prazer. Na realidade, o Ponto G possui tamanho e localização variáveis de mulher para mulher. Para saber onde se localiza basta imaginar um pequeno relógio dentro da vagina, com o ponteiro das 12 horas apontado para o umbigo. A maioria das mulheres encontrará o Ponto G situado na região entre 11 e 1 hora. O Ponto G e o clitóris são descritos pelos tântricos como pólos de carga sexual – um dentro e outro fora da vagina.
Cassandra Lorius, em seu livro “Sexo Tântrico”, diz que uma das melhores maneiras de achar o Ponto G é agachar-se e enfiar dois dedos (polegar de uma das mãos e indicador de outra) na vagina, pressionando um para cima em direção ao umbigo e o outro para baixo sobre o osso púbico (parecido com o exame de um ginecologista). É mais fácil achá-lo quando se está excitada sexualmente, pois os tecidos incham e se tornam mais sensíveis. A textura é diferente da de outros músculos que circundam a vagina. É mais áspera, com protuberâncias ou arestas.
Entretanto, existe uma terrível resistência quanto à existência do ponto em questão, em decorrência dos vestígios ainda latentes das antigas idéias de que as mulheres não devem ter desejos ou reagirem como seres sexuais. Há, inclusive, quem afirme não ser ele real, mas apenas um mito, o que nos leva a crer que algumas pessoas tentem, com essa afirmação, restringir o prazer da mulher. Por outro lado, alguns autores atuais afirmam em seus livros que a mulher só pode ter orgasmo com a estimulação do clitóris.
A essa altura você já deve estar querendo localizar o seu Ponto G, não? Então vamos lá! Você vai perceber que ele se apresenta como uma pequena saliência enrugada, do tamanho de um feijão e que, quando estimulado, começa a intumescer-se, parecendo um pequeno caroço entre os dedos. Para algumas mulheres pode crescer até o tamanho de uma moeda.
Massagem yoni
Não fique desapontada se o não encontrar com facilidade. Por ser relativamente pequeno, muitas mulheres encontram dificuldade em localizá-lo sozinhas. Caso seja de sua preferência você poderá localizar o ponto da deusa através de uma massagem chamada yoni, cujo objetivo é o de ver e apreciar a yoni (vagina) da deusa hindu Shakti, que possui energia inata, a energia feminina. Não é algo que se precise construir ou criar, é algo que você precisa ativar tão logo a descubra.
Em “Sexo Tântrico”, Cassandra afirma que Shakti não é, na realidade, somente uma deusa, mas a força criativa por trás da existência, e se manifesta em diferentes formas. Por essa razão, diz ela, não é retratada como uma única deidade, mas como várias deusas que representam as várias qualidades dessa energia primal.
A massagem yoni, cuja finalidade é curar lembranças do passado que nela se armazenam, é fascinante e deve ser praticada por você e sua parceira. Vamos lá! Faça primeiro na sua parceira. Em seguida ela fará em você. Fique atenta para cada movimento e cada toque, pois ambos devem ser delicados e suaves.
Vejamos o que diz Cassandra Lorius sobre a massagem yoni:
* “Sua parceira deve deitar-se confortavelmente, com travesseiros apoiando onde for necessário. Você pode sentar-se a seu lado ou entre as suas pernas abertas, também apoiadas por travesseiros. Olhe para ela, sincronize a sua respiração com a dela, criando uma conexão amorosa. Ponha sua mão esquerda delicadamente sobre o coração dela, enquanto sua mão direita (se você for destra) descansa sobre a pelve, no chacra umbilical”.
* “Depois de alguns minutos, faça massagem no corpo dela, com óleo ou talco. Afaste a energia da região da pelve, levando-a para o ventre e descendo pelos braços, coxas e pernas”.
* “Massageie em volta da pelve, dos músculos acima do púbis, da virilha (na prega onde as coxas se encontram com a região púbica) e no topo das coxas – lugares onde a tensão pode se concentrar. Controle com ela o ritmo e a pressão dos movimentos da massagem”.
* “Antes de proceder à massagem da yoni, ponha a mão em concha sobre o púbis e os lábios vaginais de sua parceira, mantendo a outra no centro do coração, restabelecendo a conexão com os olhos”.
* “Depois de acariciar suavemente a região do púbis, derrame uma pequena quantidade de lubrificante sobre os lábios externos da yoni, e massageie suavemente esta parte. Faça isso por algum tempo, sem pressa. Olhe para a yoni da parceira, admire-a e diga o que vê”.
* “Aperte delicadamente o lábio externo com os dedos, e deslize-os por toda a sua extensão, para cima e para baixo. Faça a mesma coisa com os lábios internos (vulva). Aperte então todos os lábios nas mãos como um sanduíche de yoni. Pergunte à parceira se ela está gostando do ritmo e da pressão de seu toque”.
* “Acaricie o clitóris, fazendo pequenos círculos e comprimindo-o. Diga à parceira para relaxar, sentir as sensações eróticas proporcionadas sem se concentrar muito nelas. Você pode dispersar a energia afastando-a da região da pelve com a mão que está livre, ou aumentá-la com um duplo estímulo – acariciando um mamilo, por exemplo”.
* “Quando a parceira estiver pronta, ela vai lhe convidar a colocar o dedo médio da mão direita dentro da vagina. Explore o interior dela em todas as direções, fazendo uma massagem. O resto de sua mão pode descansar sobre o púbis ou massageá-lo. Varie a profundidade, velocidade e pressão de seus dados. Há três tipos principais de movimentos: pequenos círculos, vibrando onde parecer dormente, ou simplesmente segurando, sobretudo se a parceira parecer angustiada (neste caso é melhor a mão ficar parada, sem retirar o dedo)”.
* “Com a palma da mão para cima e o dedo médio dentro da yoni, mexa o dedo num gesto de “vem cá” ou dobre-o em direção à palma. Você vai entrar em contato com uma região de tecido esponjoso abaixo do osso púbico, atrás do clitóris. É chamada de Ponto G ou, para o Tantra, ponto sagrado. Sua parceira pode ter a sensação de querer urinar, ou experimentar dor ou prazer. Se for incômodo para a parceira, pare de mover os dedos ou tente variar a pressão, velocidade e padrão de movimentos. Você pode fazer movimentos para o lado, para a frente e para trás ou em círculos com o dedo médio”.
* “Mantenha a respiração e continue a olhar em seus olhos. Emoções fortes podem vir à tona, e ela pode querer chorar ou dividir com você o que está por vir. Continue respirando e seja delicada. Não entre em pânico. Continue a massagem até que ela lhe diga para parar. Remova então as suas mãos lentamente, com delicadeza e respeito. Deixe-a ali por um momento, deleitando-se com o resultado da massagem da yoni. Ou abrace-a com ternura”.
Orgasmos, ejaculação e resistência médica
O Ponto G adequadamente estimulado por pressão intensa, intumesce, aumenta de tamanho e pode provocar vários orgasmos consecutivos, com ou sem ejaculação. O resultado é um orgasmo vaginal bem diferente do orgasmo alcançado pela excitação do clitóris. Aliás, é cada vez maior o número de mulheres que experimentam o orgasmo a partir de sua estimulação.
Segundo o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, o Ponto G só existe para 1/3 das mulheres. Para os outros 2/3 ele não é a área mais sensível, mas, como a cultura diz que é, fica todo mundo correndo atrás.
Conhecido desde a antiguidade, o Ponto G foi descrito, no século XVII pelo anatomista holandês Regnier de Graaf como uma mucosa membranosa da uretra. Assim, podemos considerá-lo um homólogo da próstata masculina e entender por que o líquido que algumas mulheres expelem no momento do orgasmo é similar, quimicamente falando, ao sêmen masculino, sem conter espermatozóides. Essa expulsão, aliás, é conhecida como ejaculação feminina e muitos médicos a contestam. Contudo há comprovações de que a uretra pode expelir vários centímetros cúbicos de um líquido leitoso cuja composição se aproxima consideravelmente do fluido prostático.
Ponto U – Alguém conhece?
O Ponto G é, ainda, pouco conhecido e a respeito dele pouco se comenta. Isso talvez se deva ao fato da pouca importância dada à sexualidade feminina, e porque em um exame ginecológico normal a área do Ponto G é geralmente apalpada e não estimulada. Portanto, ele passa despercebido, pois em estado de repouso ele é praticamente imperceptível e de difícil localização.
A verdade é que mulheres que buscam sensações prazerosas poderão descobrir um ABC completo de pontos interessantes. Basta se tocarem mais. Entretanto, convém ressaltar que tais pontos não são fórmulas mágicas e nem todos os fisiologistas e anatomistas reconhecem com exatidão as estruturas vinculadas a esses pontos, a ponto de poderem confirmar seu papel na sensibilidade sexual.
Fala-se, atualmente, no Ponto U, descoberto pelo cientista norte-americano, Dr. Mckenna. Segundo ele, esse ponto é a chave do orgasmo feminino. Ele fica na entrada da uretra feminina e daí a escolha da letra U para batizá-lo. De acordo com essa teoria, baseada em experiências com ratos, cuja anatomia sexual é parecida com a do homem, a estimulação manual desse ponto desencadearia o aumento da serotonina – substância reguladora do nosso humor – produzida pelas células da uretra. E essa estimulação levaria rapidamente ao orgasmo. Entretanto, sua manipulação merece especial atenção, pois se trata de uma área extremamente sensível e deve ser tocada de leve e com mãos limpas. Irritação e sujeira podem provocar infecções no local e na bexiga.
http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_filosofando_15.htm
5 TÁTICAS INFALÍVEIS PARA TER UM ORGASMO SEMPRE
5 TÁTICAS INFALÍVEIS PARA TER UM ORGASMO SEMPRE
Para a farra ser completa, nada melhor do que a explosão do êxtase. As dicas que reunimos aqui vão ajudar você a alcançar o máximo de prazer! Leia sempre que precisar
Por Heloísa Noronha
Diga a verdade: quantas vezes você já não se perguntou por que diabos naquela transa com o homem dos seus sonhos o orgasmo não rolou de jeito nenhum? Pois é. Muitas mulheres têm dificuldade não só para sentir, mas para reconhecer que alcançaram o pico máximo de prazer. Também pudera... A indústria do cinema nos faz acreditar que chegar ao clímax é ver estrelinhas, gritar alucinadamente ou tremer até a exaustão.
Na vida real, o deleite só dura de dois a dez segundos, em média. Há mulheres que dizem sentir "choquinhos"; outras descrevem o gozo como um calor delicioso, que começa na vagina e vai se espalhando por todo o corpo. "Para algumas é um murmúrio suave, para outras, um agitado turbilhão", completa Celso Marzano, diretor do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (ISEXP).
Para chegar lá, o primeiro passo é não fazer do orgasmo um objetivo a ser alcançado custe o que custar - até porque o clímax é conseqüência de uma relação tranqüila, sem afobação. Há quem consiga atingi-lo com a Penetração ou somente com a estimulação do clitóris. "No Brasil, pesquisas mostram que há décadas as mulheres têm mais facilidade para obter orgasmo com a estimulação do clitóris do que com a penetração", comenta o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (ABEIS).
Agora, vamos praticar? Fizemos uma seleção especial das melhores dicas para você chegar ao orgasmo quando e como bem entender. Boa diversão!
Entre de cabeça
Os especialistas são unânimes: sexo começa na mente. Fantasiar sobre o assunto é essencial para ter uma incrível noite de prazer. "As fantasias mexem com os cinco sentidos, independentemente da presença física de estímulos", afirma o psicólogo Celso Marzano.
Trocando em miúdos: pensar em sexo dá uma sensação gostosa de prazer, capaz de animar a libido por um bom tempo. Você pode estimular sua mente por meio da leitura ou até mesmo ao som de músicas com conotação sexual, como Sexual Healing (do álbum Midnight Love, de Marvin Gaye, 1982) ou Your Love is King, de Sade (Sade Live, Sony, 1994).
Filmes com cenas sensuais como Carne Trêmula (Pedro Almodóvar, Fox, 1997) ou Femme Fatale (Brian de Palma, PlayArte, 2002) também são boas pedidas.
Mais: ocupar-se com a escolha do perfume ou de uma lingerie sexy faz o cérebro enviar sinais, para todo o corpo, de que você está louquinha para deitar e rolar.
http://itodas.uol.com.br/amor-e-sexo/5-taticas-infaliveis-para-ter-um-orgasmo-sempre-6763.html
Para a farra ser completa, nada melhor do que a explosão do êxtase. As dicas que reunimos aqui vão ajudar você a alcançar o máximo de prazer! Leia sempre que precisar
Por Heloísa Noronha
Diga a verdade: quantas vezes você já não se perguntou por que diabos naquela transa com o homem dos seus sonhos o orgasmo não rolou de jeito nenhum? Pois é. Muitas mulheres têm dificuldade não só para sentir, mas para reconhecer que alcançaram o pico máximo de prazer. Também pudera... A indústria do cinema nos faz acreditar que chegar ao clímax é ver estrelinhas, gritar alucinadamente ou tremer até a exaustão.
Na vida real, o deleite só dura de dois a dez segundos, em média. Há mulheres que dizem sentir "choquinhos"; outras descrevem o gozo como um calor delicioso, que começa na vagina e vai se espalhando por todo o corpo. "Para algumas é um murmúrio suave, para outras, um agitado turbilhão", completa Celso Marzano, diretor do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (ISEXP).
Para chegar lá, o primeiro passo é não fazer do orgasmo um objetivo a ser alcançado custe o que custar - até porque o clímax é conseqüência de uma relação tranqüila, sem afobação. Há quem consiga atingi-lo com a Penetração ou somente com a estimulação do clitóris. "No Brasil, pesquisas mostram que há décadas as mulheres têm mais facilidade para obter orgasmo com a estimulação do clitóris do que com a penetração", comenta o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (ABEIS).
Agora, vamos praticar? Fizemos uma seleção especial das melhores dicas para você chegar ao orgasmo quando e como bem entender. Boa diversão!
Entre de cabeça
Os especialistas são unânimes: sexo começa na mente. Fantasiar sobre o assunto é essencial para ter uma incrível noite de prazer. "As fantasias mexem com os cinco sentidos, independentemente da presença física de estímulos", afirma o psicólogo Celso Marzano.
Trocando em miúdos: pensar em sexo dá uma sensação gostosa de prazer, capaz de animar a libido por um bom tempo. Você pode estimular sua mente por meio da leitura ou até mesmo ao som de músicas com conotação sexual, como Sexual Healing (do álbum Midnight Love, de Marvin Gaye, 1982) ou Your Love is King, de Sade (Sade Live, Sony, 1994).
Filmes com cenas sensuais como Carne Trêmula (Pedro Almodóvar, Fox, 1997) ou Femme Fatale (Brian de Palma, PlayArte, 2002) também são boas pedidas.
Mais: ocupar-se com a escolha do perfume ou de uma lingerie sexy faz o cérebro enviar sinais, para todo o corpo, de que você está louquinha para deitar e rolar.
http://itodas.uol.com.br/amor-e-sexo/5-taticas-infaliveis-para-ter-um-orgasmo-sempre-6763.html
Ejaculação Rápida
Ejaculação Rápida
O inconveniente costuma causar constrangimento entre os homens e suas parceiras. Especialistas apontam a psicoterapia como melhor recurso para vencer esse mal. Mas, agora, um novo remédio também pode ajudar os 'apressadinhos'
POR ADRIANO CATOZZI
Cada vez mais as pílulas auxiliam na harmonia e na satisfação sexual do casal. Primeiro foi o anticoncepcional, que praticamente deflagrou uma revolução nos anos 60. Na década passada, Viagra e similares libertaram os homens do fantasma que mais os assustava: a disfunção erétil. Agora, uma novidade deve agradar tanto homens quanto mulheres e afinar de vez o ritmo na cama. A indústria farmacêutica pretende colocar no mercado ainda este ano uma pílula de ação muito rápida, explicitamente com o intuito de controlar a ejaculação precoce, atualmente denominada ejaculação rápida. Embora atue como antidepressivo, a droga não será chamada assim. "Os medicamentos dessa categoria precisam ser tomados durante algum tempo para começarem a fazer efeito. O novo remédio, por outro lado, é baseado na substância ativa Dapoxetina e, pelo que os estudos mostram, poderia ser ingerido três horas antes da relação, abolindo o uso contínuo", revela o urologista Sidney Glina, do Instituto H.Ellis, de São Paulo.
A descoberta provavelmente partiu da evidência de que os medicamentos contra os sintomas da depressão costumam ter como efeito colateral o retardo da ejaculação. Por isso, em certos casos, esse tipo de remédio já é indicado para controlar os apressadinhos.
Até hoje, não se chegou a uma conclusão do que pode ser considerada uma ejaculação rápida e, conseqüentemente, qual o percentual de homens (e suas companheiras) que padecem com ela. Os números variam, mas em todos os casos, impressionam negativamente.
O famoso Relatório Kinsey, editado pelo pesquisador Alfred Kinsey nos anos 40, apontou que 75% dos americanos ejaculavam em até dois minutos. Alguns anos depois, descobriu-se que 80% das mulheres precisavam de dois a oito minutos de penetração para obterem um orgasmo - isso quando conseguiam. O descompasso estava estabelecido. Na época, porém, o sexo era encarado como meio de reprodução e entendia-se como precoce o indivíduo que ejaculava antes da penetração.
Medidas polêmicas
Somente na década de 60, quando a relação sexual passou a ser vista como fonte de prazer para o casal, é que o assunto ganhou as atenções dos pesquisadores. Desde então, diversas maneiras foram tentadas a fim de se dimensionar o tempo ideal para ejacular.
Já se falou em nove minutos, em cinco minutos com 'movimentos vigorosos' entre outras coisas. A idéia que perdura até hoje, no entanto, foi estabelecida nos anos 70 pela médica norte-americana Helen Kaplan e não se baseia em tempo, mas sim em capacidade. Segundo ela, um homem não tem ejaculação precoce se consegue controlá-la voluntariamente. Cabem aí algumas ressalvas: controlar por quantos minutos? Vinte ou quarenta ? E aqueles cerca de 1% de indivíduos que demoram muito para conseguir ejacular? Estes também não têm controle e tampouco são precoces...
O urologista Sidney Glina esclarece que a existência de um problema precisa ser avaliada sob diversos aspectos e ter como base não apenas o que acontece com o lado masculino. "Um homem pode carregar a pecha de ser um ejaculador precoce quando, na verdade, é sua parceira que demora para chegar ao orgasmo", pondera.
Em busca de sintonia
Em meio às discussões científicas, o fato é que os homens continuam tentando driblar situações constrangedoras e encontrar algum modo de melhorar o relacionamento com suas companheiras. "Metade dos que me procuram se queixa de ejaculação precoce. Na década de 90 eram apenas 10%", revela o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues Jr. (SP), vice-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash). Prova dessa nova preocupação masculina são os resultados do Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro (Ecos), realizado pelo Projeto Sexualidade (ProSex), do Hospital das Clínicas de São Paulo: três mil homens em sete estados apontaram reclamações de 15,8% nesse ponto.
A boa notícia é que quase totalidade delas têm origem emocional. Alguns casos podem até estar relacionados a um distúrbio neurológico, como a esclerose múltipla, mas são raros e envolvem outros sintomas. A associação do problema com doenças venéreas e inflamações nos nervos sacrais - feita no passado - também nunca foi devidamente comprovada. "A ansiedade costuma ser o fator determinante", acredita Sidney Glina, que tem 10% de sua clientela queixando-se do inconveniente. Já o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues Jr. discorda: "Muitos homens não são ansiosos enquanto ignoram ter o problema. Depois, entram em pânico e chegam aos consultórios aflitos. Daí a dedução nos últimos 50 anos de que todo ejaculador precoce é ansioso".
Ambos concordam, porém, que a psicoterapia tem se revelado como a alternativa mais eficaz de tratamento. As pesquisas apontam que de 85% a 98% dos homens que buscam os recursos cognitivos têm êxito e, analisados nos anos seguintes, continuam satisfeitos e seguros. Vale ressaltar que este tipo de intervenção tem mais efeito quando a parceira também colabora. "Durante a relação sexual, ela observa coisas sobre o parceiro que ele próprio nunca percebeu. Além disso, sessões de terapia de casais podem ajudar a resolver problemas sérios de relacionamento com os quais eles não conseguem lidar e que acabam interferindo na atuação na cama", conclui Rodrigues Jr.
A ejaculação precoce é dividida em:
Primária: ocorre desde a primeira relação sexual e se mantém ao longo da vida do homem. No Brasil, 70% dos casos estão nesse segmento.
Secundária: começa a ocorrer após um período de vida sexual normal.
O PROBLEMA É...
Não ter controle sobre o momento da ejaculação, que ocorre com mínimos estímulos (carícias).
Ejacular antes da penetração ou logo depois.
Ter sofrimento por causa dessa limitação e/ou a(o) parceira(o) se incomodar com isso.
(FONTE: DESCOBRIMENTO SEXUAL DO BRASIL, DE CARMITA ABDO, SUMMUS EDITORIAL)
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/10/artigo5205-2.asp
O inconveniente costuma causar constrangimento entre os homens e suas parceiras. Especialistas apontam a psicoterapia como melhor recurso para vencer esse mal. Mas, agora, um novo remédio também pode ajudar os 'apressadinhos'
POR ADRIANO CATOZZI
Cada vez mais as pílulas auxiliam na harmonia e na satisfação sexual do casal. Primeiro foi o anticoncepcional, que praticamente deflagrou uma revolução nos anos 60. Na década passada, Viagra e similares libertaram os homens do fantasma que mais os assustava: a disfunção erétil. Agora, uma novidade deve agradar tanto homens quanto mulheres e afinar de vez o ritmo na cama. A indústria farmacêutica pretende colocar no mercado ainda este ano uma pílula de ação muito rápida, explicitamente com o intuito de controlar a ejaculação precoce, atualmente denominada ejaculação rápida. Embora atue como antidepressivo, a droga não será chamada assim. "Os medicamentos dessa categoria precisam ser tomados durante algum tempo para começarem a fazer efeito. O novo remédio, por outro lado, é baseado na substância ativa Dapoxetina e, pelo que os estudos mostram, poderia ser ingerido três horas antes da relação, abolindo o uso contínuo", revela o urologista Sidney Glina, do Instituto H.Ellis, de São Paulo.
A descoberta provavelmente partiu da evidência de que os medicamentos contra os sintomas da depressão costumam ter como efeito colateral o retardo da ejaculação. Por isso, em certos casos, esse tipo de remédio já é indicado para controlar os apressadinhos.
Até hoje, não se chegou a uma conclusão do que pode ser considerada uma ejaculação rápida e, conseqüentemente, qual o percentual de homens (e suas companheiras) que padecem com ela. Os números variam, mas em todos os casos, impressionam negativamente.
O famoso Relatório Kinsey, editado pelo pesquisador Alfred Kinsey nos anos 40, apontou que 75% dos americanos ejaculavam em até dois minutos. Alguns anos depois, descobriu-se que 80% das mulheres precisavam de dois a oito minutos de penetração para obterem um orgasmo - isso quando conseguiam. O descompasso estava estabelecido. Na época, porém, o sexo era encarado como meio de reprodução e entendia-se como precoce o indivíduo que ejaculava antes da penetração.
Medidas polêmicas
Somente na década de 60, quando a relação sexual passou a ser vista como fonte de prazer para o casal, é que o assunto ganhou as atenções dos pesquisadores. Desde então, diversas maneiras foram tentadas a fim de se dimensionar o tempo ideal para ejacular.
Já se falou em nove minutos, em cinco minutos com 'movimentos vigorosos' entre outras coisas. A idéia que perdura até hoje, no entanto, foi estabelecida nos anos 70 pela médica norte-americana Helen Kaplan e não se baseia em tempo, mas sim em capacidade. Segundo ela, um homem não tem ejaculação precoce se consegue controlá-la voluntariamente. Cabem aí algumas ressalvas: controlar por quantos minutos? Vinte ou quarenta ? E aqueles cerca de 1% de indivíduos que demoram muito para conseguir ejacular? Estes também não têm controle e tampouco são precoces...
O urologista Sidney Glina esclarece que a existência de um problema precisa ser avaliada sob diversos aspectos e ter como base não apenas o que acontece com o lado masculino. "Um homem pode carregar a pecha de ser um ejaculador precoce quando, na verdade, é sua parceira que demora para chegar ao orgasmo", pondera.
Em busca de sintonia
Em meio às discussões científicas, o fato é que os homens continuam tentando driblar situações constrangedoras e encontrar algum modo de melhorar o relacionamento com suas companheiras. "Metade dos que me procuram se queixa de ejaculação precoce. Na década de 90 eram apenas 10%", revela o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues Jr. (SP), vice-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash). Prova dessa nova preocupação masculina são os resultados do Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro (Ecos), realizado pelo Projeto Sexualidade (ProSex), do Hospital das Clínicas de São Paulo: três mil homens em sete estados apontaram reclamações de 15,8% nesse ponto.
A boa notícia é que quase totalidade delas têm origem emocional. Alguns casos podem até estar relacionados a um distúrbio neurológico, como a esclerose múltipla, mas são raros e envolvem outros sintomas. A associação do problema com doenças venéreas e inflamações nos nervos sacrais - feita no passado - também nunca foi devidamente comprovada. "A ansiedade costuma ser o fator determinante", acredita Sidney Glina, que tem 10% de sua clientela queixando-se do inconveniente. Já o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues Jr. discorda: "Muitos homens não são ansiosos enquanto ignoram ter o problema. Depois, entram em pânico e chegam aos consultórios aflitos. Daí a dedução nos últimos 50 anos de que todo ejaculador precoce é ansioso".
Ambos concordam, porém, que a psicoterapia tem se revelado como a alternativa mais eficaz de tratamento. As pesquisas apontam que de 85% a 98% dos homens que buscam os recursos cognitivos têm êxito e, analisados nos anos seguintes, continuam satisfeitos e seguros. Vale ressaltar que este tipo de intervenção tem mais efeito quando a parceira também colabora. "Durante a relação sexual, ela observa coisas sobre o parceiro que ele próprio nunca percebeu. Além disso, sessões de terapia de casais podem ajudar a resolver problemas sérios de relacionamento com os quais eles não conseguem lidar e que acabam interferindo na atuação na cama", conclui Rodrigues Jr.
A ejaculação precoce é dividida em:
Primária: ocorre desde a primeira relação sexual e se mantém ao longo da vida do homem. No Brasil, 70% dos casos estão nesse segmento.
Secundária: começa a ocorrer após um período de vida sexual normal.
O PROBLEMA É...
Não ter controle sobre o momento da ejaculação, que ocorre com mínimos estímulos (carícias).
Ejacular antes da penetração ou logo depois.
Ter sofrimento por causa dessa limitação e/ou a(o) parceira(o) se incomodar com isso.
(FONTE: DESCOBRIMENTO SEXUAL DO BRASIL, DE CARMITA ABDO, SUMMUS EDITORIAL)
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/10/artigo5205-2.asp
Pronto-socorro sexual
Pronto-socorro sexual
Ausência de desejo, disfunção erétil, dificuldade para alcançar o orgasmo... Esses são alguns dos fantasmas que rondam a vida e prejudicam a saúde de homens e mulheres de todas as idades. Felizmente, existem medicamentos e tratamentos cada vez mais eficazes
POR HELOÍSA NORONHA
FOTOMONTAGENS MARCELO GARCIA
Queixas freqüentes
Segundo o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), as principais queixas masculinas são os problemas com a rigidez do pênis e a ejaculação rápida. "No meu consultório a mais comum é a falta de controle da ejaculação, mas apenas metade dos pacientes admite isso. Eles preferem jogar a culpa na mulher", comenta. Já as reclamações femininas dizem respeito à ausência de desejo sexual e à dificuldade para atingir o clímax. Algumas, ainda, sofrem com vaginismo.
São muitos os motivos que se escondem por trás de uma disfunção sexual. Uma educação muito rígida e conservadora na infância, por exemplo, é capaz de levar uma mulher adulta a fingir o orgasmo durante anos, por simplesmente não conseguir se soltar ao ponto de atingi-lo naturalmente. Para os homens, o fato de ter vivenciado uma relação às pressas na adolescência, com medo de ser pego em flagrante pelos pais, pode gerar uma dificuldade imensa de conter a ejaculação. Há, ainda, fatores externos, como a cobrança social de um desempenho incrível na cama. Isso sem contar que os níveis elevados de preocupação com a aparência e o corpo vêm contribuindo de maneira intensa para que as mulheres se sintam inseguras e menos relaxadas no momento do ato.
As razões principais para ambos os sexos, porém, podem ter origem psicológica (estresse, desgaste no relacionamento afetivo, ansiedade, problemas na família ou no trabalho, medo de falhar) e de saúde (uso contínuo de algum remédio, depressão, doenças). "A resposta sexual é uma das primeiras funções do ser humano a ser abalada em momentos de crise", diz o urologista Celso Marzano, diretor do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp).
Sentimentos em jogo
Ódio, revolta, tristeza, ressentimento. Essas são algumas das emoções negativas experimentadas por quem sofre de disfunção sexual. No estudo da Fiocruz, dos 65,6% dos homens que apresentaram DE, 56% admitiram ser tomados pela raiva ou amargura, 62% têm sentimento de culpa e 46% se sentem fracassados. Isso acontece porque muita gente se recusa a encarar o problema e conversar. Para o sexólogo Oswaldo Rodrigues, evitar o confronto só gera sofrimento e, pouco a pouco, afasta homens e mulheres. "Existem pessoas que se martirizam, caladas, aguardando que a outra tome uma decisão. É melhor debater as dificuldades e as possíveis soluções do que aguardar em silêncio e um dia chegar ao mesmo destino: a separação", pondera. Ele avisa que é preciso questionar, apontar o erro alheio e descobrir, juntos, se um apresenta o comportamento que o outro espera. Principalmente se o desajuste persistir por mais de três meses.
Uma pesquisa divulgada pela campanha Abra o Jogo. Converse, promovida pelo Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (SP) e apoiada pela Bayer HealthCare, revela que dois terços dos homens e das mulheres não conversam com seu parceiro sobre disfunção erétil porque não sabem como abordar o assunto. Por isso, muitos casais passam anos evitando falar do problema e adiando a busca por uma solução. O estudo foi realizado em sete países (Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Itália, México e Canadá) com mais de 1.200 pessoas, com homens de 18 a 70 anos com algum grau de DE, suas parceiras e médicos. O fato de que a primeira conversa traz alívio e revigora o relacionamento é uma das conclusões mais significativas. É justamente esse o mote da campanha - quebrar as barreiras da comunicação entre os homens, as mulheres e os médicos.
http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/0/artigo7816-2.asp
Ausência de desejo, disfunção erétil, dificuldade para alcançar o orgasmo... Esses são alguns dos fantasmas que rondam a vida e prejudicam a saúde de homens e mulheres de todas as idades. Felizmente, existem medicamentos e tratamentos cada vez mais eficazes
POR HELOÍSA NORONHA
FOTOMONTAGENS MARCELO GARCIA
Queixas freqüentes
Segundo o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), as principais queixas masculinas são os problemas com a rigidez do pênis e a ejaculação rápida. "No meu consultório a mais comum é a falta de controle da ejaculação, mas apenas metade dos pacientes admite isso. Eles preferem jogar a culpa na mulher", comenta. Já as reclamações femininas dizem respeito à ausência de desejo sexual e à dificuldade para atingir o clímax. Algumas, ainda, sofrem com vaginismo.
São muitos os motivos que se escondem por trás de uma disfunção sexual. Uma educação muito rígida e conservadora na infância, por exemplo, é capaz de levar uma mulher adulta a fingir o orgasmo durante anos, por simplesmente não conseguir se soltar ao ponto de atingi-lo naturalmente. Para os homens, o fato de ter vivenciado uma relação às pressas na adolescência, com medo de ser pego em flagrante pelos pais, pode gerar uma dificuldade imensa de conter a ejaculação. Há, ainda, fatores externos, como a cobrança social de um desempenho incrível na cama. Isso sem contar que os níveis elevados de preocupação com a aparência e o corpo vêm contribuindo de maneira intensa para que as mulheres se sintam inseguras e menos relaxadas no momento do ato.
As razões principais para ambos os sexos, porém, podem ter origem psicológica (estresse, desgaste no relacionamento afetivo, ansiedade, problemas na família ou no trabalho, medo de falhar) e de saúde (uso contínuo de algum remédio, depressão, doenças). "A resposta sexual é uma das primeiras funções do ser humano a ser abalada em momentos de crise", diz o urologista Celso Marzano, diretor do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp).
Sentimentos em jogo
Ódio, revolta, tristeza, ressentimento. Essas são algumas das emoções negativas experimentadas por quem sofre de disfunção sexual. No estudo da Fiocruz, dos 65,6% dos homens que apresentaram DE, 56% admitiram ser tomados pela raiva ou amargura, 62% têm sentimento de culpa e 46% se sentem fracassados. Isso acontece porque muita gente se recusa a encarar o problema e conversar. Para o sexólogo Oswaldo Rodrigues, evitar o confronto só gera sofrimento e, pouco a pouco, afasta homens e mulheres. "Existem pessoas que se martirizam, caladas, aguardando que a outra tome uma decisão. É melhor debater as dificuldades e as possíveis soluções do que aguardar em silêncio e um dia chegar ao mesmo destino: a separação", pondera. Ele avisa que é preciso questionar, apontar o erro alheio e descobrir, juntos, se um apresenta o comportamento que o outro espera. Principalmente se o desajuste persistir por mais de três meses.
Uma pesquisa divulgada pela campanha Abra o Jogo. Converse, promovida pelo Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (SP) e apoiada pela Bayer HealthCare, revela que dois terços dos homens e das mulheres não conversam com seu parceiro sobre disfunção erétil porque não sabem como abordar o assunto. Por isso, muitos casais passam anos evitando falar do problema e adiando a busca por uma solução. O estudo foi realizado em sete países (Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Itália, México e Canadá) com mais de 1.200 pessoas, com homens de 18 a 70 anos com algum grau de DE, suas parceiras e médicos. O fato de que a primeira conversa traz alívio e revigora o relacionamento é uma das conclusões mais significativas. É justamente esse o mote da campanha - quebrar as barreiras da comunicação entre os homens, as mulheres e os médicos.
http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/0/artigo7816-2.asp
Camisinha não é mesmo a melhor das parceiras
Camisinha não é mesmo a melhor das parceiras
por ANTONINA LEMOS
AF
"Eu quero que eles usem camisinha sem broxar." A frase, escrita pela cantora Thalma de Freitas, 24, na música "Eu quero tanta coisa que eu não quero nem pensar", ilustra um conflito comum. De um lado, homens que assumem ter dificuldades em usar camisinha. Do outro, mulheres que reclamam da falta de "habilidade" dos parceiros e de negativas na hora de colocar o preservativo.
Usar a camisinha é um problema sério para muitos homens. A principal reclamação do músico Marcelo, 26, (o nome é fictício) é ter de interromper o ato sexual para colocar o preservativo. "É complicado, ou você broxa ou tem dificuldades para gozar", diz. Ele assume que muitas vezes transa sem camisinha. "Chego a torcer para que a mulher peça para eu usar, senão não uso mesmo."
O ator Ronaldo Oliva, 24, é outro que assume ter dificuldades em usar o preservativo. "Não tenho preconceito algum, gostaria de ter facilidade em usar, mas acho horrível", diz. Segundo ele, o principal problema é ter de interromper o ato para colocar a camisinha. "Se você está muito a fim, não tem problema algum, mas se você não está 100%, pode complicar." Ronaldo afirma que, mesmo assim, não transa sem camisinha. "Não dá para não usar, prefiro ficar sem transar do que deixar de usar camisinha", diz.
Segundo o psiquiatra Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, a camisinha ainda é um tabu para muitos homens. "Eles já entram na relação achando que tudo vai dar errado, e aí acaba dando errado mesmo." Ele afirma que o problema está mais no "cérebro do que no pênis".
A cantora Thalma concorda. "O problema com a camisinha está mostrando para os homens que eles não são tão bem resolvidos sexualmente como pensam." Ela diz que vários homens já broxaram com ela por causa da camisinha. Thalma conta que costuma ficar frustrada quando o problema acontece. "Não adianta eles dizerem que diminui a sensibilidade, existem vários tipos de camisinha, isso é desculpa." Ela afirma que "nunca conheceu um verdadeiro apreciador das artes do sexo que broxasse com camisinha."
A produtora Márcia (ela prefere não se identificar), 26, acha que usar a camisinha feminina é uma boa forma de evitar o problema. "É uma boa alternativa", diz. "Vários homens já broxaram comigo por causa da camisinha, e isso é sempre horrível." Ela afirma que fica irritada cada vez que isso acontece. "Fico com a sensação de que levei gato por lebre, me sinto enganada", diz.
TREINAMENTO - Apesar de as informações sobre o contágio da Aids já estarem bem disseminadas, a resistência dos homens ao uso do preservativo ainda preocupa os especialistas. "Isso é um fato que ainda acontece bem mais do que a gente gostaria", diz Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade. Uma boa maneira de se adaptar à camisinha, segundo ele, é "treinar" usando o preservativo durante a masturbação.
O diretor do grupo Pela Vidda, Mário Scheffer, que trabalha com prevenção de Aids, também acha que muitos ainda tratam a camisinha como um tabu. O grupo realiza oficinas que procuram erotizar o uso da camisinha. "Tentamos mostrar que o preservativo pode não ser uma barreira, mas um apetrecho a mais na relação sexual."
"Estimular o uso da camisinha entre as pessoas que sabem da necessidade de usá-lo ainda é um desafio muito grande", diz. Isso pode ser feito, segundo ele, por meio da erotização da camisinha. "A camisinha pode ser mais ou menos atrativa dependendo da maneira como for usada."
"Não tenho preconceito algum em relação à camisinha, mas assumo que tenho certas dificuldades em usá-la. Mas eu gostaria de ter facilidade. Acho isso horrível. E não gosto dessa coisa de ficar falando que transar com camisinha é igual a chupar bala com papel. O problema é que fiquei muito tempo casado, sendo fiel e não usando. Quando me separei e comecei a ter de transar com camisinha, passei a achar meio estranho. Se você está com muito tesão, não tem problema. Mas muitas vezes complica.
http://www2.uol.com.br/JC/_1998/3008/br3008i.htm
por ANTONINA LEMOS
AF
"Eu quero que eles usem camisinha sem broxar." A frase, escrita pela cantora Thalma de Freitas, 24, na música "Eu quero tanta coisa que eu não quero nem pensar", ilustra um conflito comum. De um lado, homens que assumem ter dificuldades em usar camisinha. Do outro, mulheres que reclamam da falta de "habilidade" dos parceiros e de negativas na hora de colocar o preservativo.
Usar a camisinha é um problema sério para muitos homens. A principal reclamação do músico Marcelo, 26, (o nome é fictício) é ter de interromper o ato sexual para colocar o preservativo. "É complicado, ou você broxa ou tem dificuldades para gozar", diz. Ele assume que muitas vezes transa sem camisinha. "Chego a torcer para que a mulher peça para eu usar, senão não uso mesmo."
O ator Ronaldo Oliva, 24, é outro que assume ter dificuldades em usar o preservativo. "Não tenho preconceito algum, gostaria de ter facilidade em usar, mas acho horrível", diz. Segundo ele, o principal problema é ter de interromper o ato para colocar a camisinha. "Se você está muito a fim, não tem problema algum, mas se você não está 100%, pode complicar." Ronaldo afirma que, mesmo assim, não transa sem camisinha. "Não dá para não usar, prefiro ficar sem transar do que deixar de usar camisinha", diz.
Segundo o psiquiatra Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, a camisinha ainda é um tabu para muitos homens. "Eles já entram na relação achando que tudo vai dar errado, e aí acaba dando errado mesmo." Ele afirma que o problema está mais no "cérebro do que no pênis".
A cantora Thalma concorda. "O problema com a camisinha está mostrando para os homens que eles não são tão bem resolvidos sexualmente como pensam." Ela diz que vários homens já broxaram com ela por causa da camisinha. Thalma conta que costuma ficar frustrada quando o problema acontece. "Não adianta eles dizerem que diminui a sensibilidade, existem vários tipos de camisinha, isso é desculpa." Ela afirma que "nunca conheceu um verdadeiro apreciador das artes do sexo que broxasse com camisinha."
A produtora Márcia (ela prefere não se identificar), 26, acha que usar a camisinha feminina é uma boa forma de evitar o problema. "É uma boa alternativa", diz. "Vários homens já broxaram comigo por causa da camisinha, e isso é sempre horrível." Ela afirma que fica irritada cada vez que isso acontece. "Fico com a sensação de que levei gato por lebre, me sinto enganada", diz.
TREINAMENTO - Apesar de as informações sobre o contágio da Aids já estarem bem disseminadas, a resistência dos homens ao uso do preservativo ainda preocupa os especialistas. "Isso é um fato que ainda acontece bem mais do que a gente gostaria", diz Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade. Uma boa maneira de se adaptar à camisinha, segundo ele, é "treinar" usando o preservativo durante a masturbação.
O diretor do grupo Pela Vidda, Mário Scheffer, que trabalha com prevenção de Aids, também acha que muitos ainda tratam a camisinha como um tabu. O grupo realiza oficinas que procuram erotizar o uso da camisinha. "Tentamos mostrar que o preservativo pode não ser uma barreira, mas um apetrecho a mais na relação sexual."
"Estimular o uso da camisinha entre as pessoas que sabem da necessidade de usá-lo ainda é um desafio muito grande", diz. Isso pode ser feito, segundo ele, por meio da erotização da camisinha. "A camisinha pode ser mais ou menos atrativa dependendo da maneira como for usada."
"Não tenho preconceito algum em relação à camisinha, mas assumo que tenho certas dificuldades em usá-la. Mas eu gostaria de ter facilidade. Acho isso horrível. E não gosto dessa coisa de ficar falando que transar com camisinha é igual a chupar bala com papel. O problema é que fiquei muito tempo casado, sendo fiel e não usando. Quando me separei e comecei a ter de transar com camisinha, passei a achar meio estranho. Se você está com muito tesão, não tem problema. Mas muitas vezes complica.
http://www2.uol.com.br/JC/_1998/3008/br3008i.htm
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