No Dia do Solteiro, "caçadores de corações" dizem que SP está cheia de homens em busca da mulher perfeita
Estado tem 1,5 milhão de pessoas vivendo sozinhas, segundo último Censo do IBGE
Vanessa Sulina, do R7.
Agência Estado
Veja mais locais de curtição!
Casas noturnas atraem jovens sozinhos. Alguns vão para se divertir com os amigos, já outros veem nos lugares uma forma de conhecer novas pessoas
.
Pode ser por opção ou por falta dela, mas as grandes cidades do Brasil estão cheias de solteiros. Segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) de 2010, o número de pessoas que não dividem o teto com mais ninguém aumentou quase o dobro nos últimos dez anos. São quase 7 milhões vivendo sozinhos em todo o país. O número equivale a 12,2% do total de 200 milhões de brasileiros. Em 2000, eram pouco mais que 4 milhões de pessoas nessa situação.
Veja como os solteiros podem se divertir
O território de São Paulo ganha disparado dos outros em quantidade de solteiros. Enquanto no Estado do Rio de Janeiro são 816 mil, e em Minas Gerais, 783 mil; existe 1,5 milhão de paulistas "sozinhos", sendo que um terço desse total se concentra na capital paulista, segundo o IBGE.
Não há como negar que a correria do dia a dia dá um “empurrãozinho” na tendência à vida solitária. Segundo o psicólogo Ângelo Monesi, do Instituto Brasileiro de Sexualidade, sozinho “você faz suas escolhas” e não precisa “prestar contas”.
- Em uma relação a dois, você precisa estar disposto a reformar seus vícios, pensar em suas atitudes, deixar tudo explicadinho para o outro. Há uma perda do espaço, da individualidade, liberdade. O mundo moderno está sofrendo com uma involução nos relacionamentos. As pessoas tornaram-se mais egoístas. O Roberto Justus, por exemplo, já disse que gosta de ser casado desde que não divida o banheiro, cada um precisa ter o seu.
Vote: Você acha que em SP tem muito solteiro dando sopa?
Um dos exemplos dessa nova maneira de ver a vida, de acordo com Monesi, é o fato de que uma em quatro mulheres não quer ter filhos, ou seja, é um reflexo da sociedade “focada no individual”.
- A própria história do “ficar” já é uma etapa para onde estão caminhando os relacionamentos atuais. Conceitos estabelecidos pela sociedade já estão caindo por terra, como por exemplo, o casamento. O que deve acontecer para o futuro é cada um ter sua casa, casamentos abertos com a liberdade de cada um sair com outros, desde que combinado antes com o parceiro.
Busca pelo amor perfeito
Apesar da tendência moderna descrita por Monesi, não é difícil encontrar em uma cidade como São Paulo gente que vive em busca de um grande amor, “perfeito e para toda a vida”. É com essas pessoas que a psicóloga Eliete Martielo lida no dia a dia. Depois de anos ouvindo as reclamações de seus pacientes no consultório, ela resolveu abrir uma empresa para oferecer o serviço de hurthunter, ou seja, caçadora de corações.
Veja onde os solteiros se divertem
...Seus clientes, segundo ela, são todos homens bem-sucedidos profissionalmente que não conseguem encontrar as mulheres que tanto buscam. Para auxiliá-los, Eliete faz um levantamento do perfil da pessoa que pede para buscar aquela que se “casaria” com que tem “a ver” para o seu cliente.
- Dia desses, um rapaz baixinho, gordinho, veio logo me dizendo que buscava uma mulata de 1,90 m, magra, malhada. Eu perguntei para ele: “você atrai esse tipo de mulher na rua? Por que você acha que eu vou encontrar?” Eu trabalho com a realidade de cada pessoa. Depois, eu penso em alguém que eu conheça para apresentar a esse rapaz.
Segundo Eliete, a ideia da “caçadora de corações” veio com a reclamação das pessoas das agências de relacionamento.
- Nesses locais, quase 75% das pessoas não se satisfaziam porque eles não fazem uma avaliação do que dará certo para aquela pessoa. Eles apenas buscam alguém da maneira que o outro está querendo. Já apresentei casais que estão casados até hoje, inclusive meu vizinho.
Para aqueles que querem se “arriscar” no casamento, Monesi dá uma dica que, segundo ele, é para lá de preciosa.
- Se você quer ser feliz, não se case. Se você quer fazer alguém feliz, case-se. Se os dois acordarem juntos na cama e pensarem desta maneira, o casamento estará de pé.
Quantidade de solteiros
Uma pesquisa recente realizada pelo instituto Data Popular mostra que o total de pessoas que prefere viver sem uma companhia fixa chega a 47,1 milhões (36,6% da população brasileira). E esse grupo deve mover, neste ano, uma fatia importante da economia: R$ 418,7 bilhões.
Em uma conta simples, esse valor é equivalente a 13% de todas as riquezas geradas no país no ano passado – o PIB (Produto Interno Bruto), de R$ 3,143 trilhões. São 8,1 milhões de pessoas maiores de 18 anos. Em média, esses homens e mulheres ganham entre R$ 1.400,04 e R$ 1.992,63, na faixa etária de 25 anos, e de R$ 2.200,85 a R$ 6.834,75, no caso dos solteiros de 45.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Orgasmo. Se eu posso sentir prazer, fingir por quê?
Muito prazer
Orgasmo. Se eu posso sentir prazer, fingir por quê?
Publicado em 21.08.2011, às 16h25
Existem exercícios terapêuticos, assim como posições, que facilitam a obtenção do orgasmo através da penetração vaginal.
Por Silvana Melo
Ouvir sininhos tocando, ver estrelinhas, enxergar tudo azul... afinal, o que é o orgasmo? Muitas mulheres criam inúmeras fantasias a respeito. Algumas já tiveram, mas acham que não porque nunca viram as tais estrelinhas naquele momento. Poucas têm a consciência do que ele realmente é: contrações rítmicas acompanhadas de intenso prazer.
Na verdade, podemos dizer que o orgasmo é um evento completamente abrangente, que envolve uma série de reações em cadeia entre a mente e o corpo, entre o cérebro e os órgãos genitais. Quantas mulheres conhecem esse estado mágico? Infelizmente, um grande número delas não sabem o que ele é, simplesmente porque nunca o sentiram. E o que elas fazem, então? Fingem. Na realidade, muitas fingem durante toda a sua vida sexual. O fato é que ainda hoje a arte de atingir estados orgásticos plenamente satisfatórios permanece fora do alcance da grande maioria das mulheres.
A queixa mais frequente entre aquelas que buscam a terapia sexual é, sem dúvida alguma, a dificuldade em atingir o orgasmo. As causas podem ser orgânicas ou psicológicas; e devem ser diagnosticadas adequadamente para melhor condução do tratamento. Portanto, a disfunção orgástica tem tratamento e solução.
Na prática clínica, encontramos mulheres que nunca obtiveram orgasmo nem mesmo na masturbação. Outras, que já tiveram e hoje não têm mais. Ainda há aquelas que obtêm o gozo somente em determinadas situações ou com determinadas pessoas e com outras, não. Mas o que é extremamente comum é a queixa de não obter orgasmo por meio da penetração.
É importante esclarecer aqui que o orgasmo pode ser obtido de diversas maneiras. Aquele conceito freudiano de que existem dois tipos diferentes (o clitoridiano e o vaginal; onde o primeiro seria experimentado por mulheres imaturas e o segundo, por mulheres maduras) já não é considerado correto. No entanto deve ser valorizado o papel do clitóris nesse processo, que pode ser estimulado direta ou indiretamente.
Assim sendo, as mulheres que não conseguem obter orgasmo através da penetração não são “doentes” ou “anormais”. Mas, para aquelas que desejam obtê-lo também por essa via, devem saber que isso é possível e fácil de alcançar. Existem exercícios terapêuticos, assim como posições, que facilitam a obtenção do orgasmo através da penetração vaginal.
Outro aspecto importantíssimo a considerar é o estímulo inadequado e/ou insuficiente, isto é, quando o parceiro faz poucas carícias na mulher. Sabemos que as mulheres precisam de mais tempo durante o ato sexal do que os homens para atingir o orgasmo.
Muitas vezes, essa busca desenfreada pelo gozo pode impedi-lo de acontecer ou, no mínimo, fazer perder de vista algo fundamental para a relação, que é aquele clima de intimidade, os toques suaves e prazerosos por todo corpo, enfim, o prazer de dar e receber prazer. Wilhelm Reich ,descreveu o clímax como “a habilidade de entregar-se ao fluxo de energia sexual sem inibições”. Portanto, o segredo é relaxar, é soltar-se, é se entregar ao prazer e permitir que seu desejo e seu corpo ajam por conta própria. Portanto toda mulher tem a condição de atingir o orgasmo, mesmo aquelas que nunca o tiveram. Então, fingir por quê?
A mulher precisa conhecer seu próprio corpo e descobrir que é fonte de seu próprio prazer. Se preciso for, existe tratamento para superar bloqueios e exercícios que a levarão não só ao orgasmo, mas à condição de desfrutar uma melhor qualidade de vida sexual. Ter orgasmo e prazer sexual num clima de muito amor e carinho é um direito que cabe a toda mulher. Melhor dizendo, a todo ser humano... E que, depois do orgasmo, o casal possa permanecer enlaçado, fundido e suspirante... que o mundo possa desaparecer lá fora e só o prazer e o amor possam permanecer.
... Então, muito prazer pra vocês
Orgasmo. Se eu posso sentir prazer, fingir por quê?
Publicado em 21.08.2011, às 16h25
Existem exercícios terapêuticos, assim como posições, que facilitam a obtenção do orgasmo através da penetração vaginal.
Por Silvana Melo
Ouvir sininhos tocando, ver estrelinhas, enxergar tudo azul... afinal, o que é o orgasmo? Muitas mulheres criam inúmeras fantasias a respeito. Algumas já tiveram, mas acham que não porque nunca viram as tais estrelinhas naquele momento. Poucas têm a consciência do que ele realmente é: contrações rítmicas acompanhadas de intenso prazer.
Na verdade, podemos dizer que o orgasmo é um evento completamente abrangente, que envolve uma série de reações em cadeia entre a mente e o corpo, entre o cérebro e os órgãos genitais. Quantas mulheres conhecem esse estado mágico? Infelizmente, um grande número delas não sabem o que ele é, simplesmente porque nunca o sentiram. E o que elas fazem, então? Fingem. Na realidade, muitas fingem durante toda a sua vida sexual. O fato é que ainda hoje a arte de atingir estados orgásticos plenamente satisfatórios permanece fora do alcance da grande maioria das mulheres.
A queixa mais frequente entre aquelas que buscam a terapia sexual é, sem dúvida alguma, a dificuldade em atingir o orgasmo. As causas podem ser orgânicas ou psicológicas; e devem ser diagnosticadas adequadamente para melhor condução do tratamento. Portanto, a disfunção orgástica tem tratamento e solução.
Na prática clínica, encontramos mulheres que nunca obtiveram orgasmo nem mesmo na masturbação. Outras, que já tiveram e hoje não têm mais. Ainda há aquelas que obtêm o gozo somente em determinadas situações ou com determinadas pessoas e com outras, não. Mas o que é extremamente comum é a queixa de não obter orgasmo por meio da penetração.
É importante esclarecer aqui que o orgasmo pode ser obtido de diversas maneiras. Aquele conceito freudiano de que existem dois tipos diferentes (o clitoridiano e o vaginal; onde o primeiro seria experimentado por mulheres imaturas e o segundo, por mulheres maduras) já não é considerado correto. No entanto deve ser valorizado o papel do clitóris nesse processo, que pode ser estimulado direta ou indiretamente.
Assim sendo, as mulheres que não conseguem obter orgasmo através da penetração não são “doentes” ou “anormais”. Mas, para aquelas que desejam obtê-lo também por essa via, devem saber que isso é possível e fácil de alcançar. Existem exercícios terapêuticos, assim como posições, que facilitam a obtenção do orgasmo através da penetração vaginal.
Outro aspecto importantíssimo a considerar é o estímulo inadequado e/ou insuficiente, isto é, quando o parceiro faz poucas carícias na mulher. Sabemos que as mulheres precisam de mais tempo durante o ato sexal do que os homens para atingir o orgasmo.
Muitas vezes, essa busca desenfreada pelo gozo pode impedi-lo de acontecer ou, no mínimo, fazer perder de vista algo fundamental para a relação, que é aquele clima de intimidade, os toques suaves e prazerosos por todo corpo, enfim, o prazer de dar e receber prazer. Wilhelm Reich ,descreveu o clímax como “a habilidade de entregar-se ao fluxo de energia sexual sem inibições”. Portanto, o segredo é relaxar, é soltar-se, é se entregar ao prazer e permitir que seu desejo e seu corpo ajam por conta própria. Portanto toda mulher tem a condição de atingir o orgasmo, mesmo aquelas que nunca o tiveram. Então, fingir por quê?
A mulher precisa conhecer seu próprio corpo e descobrir que é fonte de seu próprio prazer. Se preciso for, existe tratamento para superar bloqueios e exercícios que a levarão não só ao orgasmo, mas à condição de desfrutar uma melhor qualidade de vida sexual. Ter orgasmo e prazer sexual num clima de muito amor e carinho é um direito que cabe a toda mulher. Melhor dizendo, a todo ser humano... E que, depois do orgasmo, o casal possa permanecer enlaçado, fundido e suspirante... que o mundo possa desaparecer lá fora e só o prazer e o amor possam permanecer.
... Então, muito prazer pra vocês
Ellos: una buena compañera sexual debería….
lunes 22 de agosto de 2011
Ellos: una buena compañera sexual debería….
¿Qué características debe cumplir una mujer entre las sábanas para que los caballeros la consideren una buena amante? Parece fácil y sin embargo no son muchas las que a su juicio pueden ser merecedoras de tal galardón….
Ellos parecen tenerlo claro y ellas también. Entonces ¿disfrutan ambos de sus encuentros amorosos?
Las mujeres hemos creído saber los gustos y preferencias de aquellos con quienes compartimos cama, mesa, mantel y de vez en cuando, fluidos varios, reduciendo la sexualidad masculina a unas cuantas hormonas que buscan desesperadamente “asentamiento” ; sin embargo esto no es así, aunque alguna lo viva de esta manera.
La cultura judeo cristiana nos ha marcado a todos/as y a ellos les ha tocado la parte “más lanzada, más abierta”, pero también la de mayor responsabilidad. En eso de complacer. Ellos, al igual que nosotras sienten, desean y anhelan.
Saber qué les gusta a los hombres en lo relativo al sexo parece una cuestión más que conocida por el género femenino, que de antemano asigna un rol a éste; sin embargo los hombres se siguen lamentando tanto de la escasa frecuencia con que mantienen relaciones sexuales, como de la pasividad de sus parejas durante sus encuentros eróticos.
De momento ya sabemos que hay dos aspectos que muchos hombres desearían incrementar o mejorar en su relación de pareja: la frecuencia con que practican sexo y una mayor actividad de ellas en las relaciones sexuales.
La sexualidad no es un tema de conversación al uso por las parejas, por lo que los deseos, preferencias, quejas o lamentos, se suelen trasformar en reproches en los momentos menos oportunos. Entonces, si la pareja no habla de sus gustos y preferencias en sus relaciones sexuales ¿Cómo saben las mujeres lo que realmente desearía o le gustaría a su pareja? ¿Quizá el conocimiento venga dado más por las “prohibiciones” hechas en los diferentes intentos? ¿O es posible que sea por las generalizaciones relativas a los sexos?
Hay que reconocer que en lo relativo a la sexualidad masculina, solemos ser injustas a la hora de “catalogar o definir” los gustos o preferencias de los varones, asignándoles a estos el calificativo de “los hombres solo quieren y piensan en una sola cosa: sexo” y los despojamos de sentimientos.
Las mujeres hemos evolucionado en muchos aspectos que han cambiado nuestra forma de pensar, sentir y vivir la vida, entre ellos nuestra sexualidad, pero también este cambio deberíamos hacerlo para ver y percibir al género masculino como un ser dotado de sentimientos, deseos y necesidades afectivas y sexuales, que quiere disfrutar de su sexualidad en libertad como podemos hacerlo también las mujeres.
La escritora y periodista Sylvia de Béjar dejaba en su web un post interesante (de los muchos que tiene http://www.sylviadebejar.com ): ¿Qué características debería tener una mujer para ser considerada una buena compañera de sexo (hetero o lesbiana). A las sugerencias de la escritora me he permitido dar alguna pincelada y añadir algunas más por aquello de “darle gusto a todos”. Y como dice Sylvia, hay que leerlo “como si nos lo dijera nuestra pareja”:
1. Pienso en el sexo, sí, claro que sí, pero no a todas horas y en todo momento. Cuando te veo claro que deseo tocarte el culo y todo lo que en mis manos quepan; pero también deseo besarte y que me abraces. ¡Hazlo tú también!
2. Me pone cuando me miras con deseo, verte y sentirte siempre dispuesta.
3. Toma tú la iniciativa. Sorpréndeme. Agárrame. Túmbame. Tápame los ojos…Dime que me esté quieto. Dirige tú. Deja tus vergüenzas en cualquier contenedor.
4. Dime qué te gusta y cómo te gusta. No te cortes y dime también lo que no te gusta. Quiero ser excursionista de tu cuerpo, pero te necesito de guía.
5. Responsabilízate de tu placer como yo lo hago del mío. Libérame de la presión de pensar que todo depende de mí. No soy adivino/a (Sylvia de Béjar). .
6. Me gusta saber que te pongo, que te gusto. Házmelo saber, dímelo. Por favor, no ignores a mi pene, él te adora.
7. Atrévete y cuéntame tus fantasías, sobre todo las más guarras.
8. Dime lo bien que te lo hago y lo mucho que te gusta cómo lo hago. Gime, grita ¡no te cortes! Yo también necesito “motivación”.
9. Si estoy contigo es porque me gustas. No me hables de tus defectos. Yo no veo tu piel de naranja, limón o ¿cómo dices que se llama eso? Yo solo veo un culo al que quiero meterle mano/agarrar (Sylvia de Béjar).
10. Sedúceme y no dejes de hacerlo. ¡mírame, tócame y dime cuánta hambre tienes!
11. Deja que te mire mientras te desnudas, mientras te masturbas, sabes que me excita, déjame hacerlo, sin juzgarme, sin reproches.
12. Dime y permíteme decirte palabras guarras sin que por ello me consideres un pervertido o que te falto al respeto.
13. Si eyaculo antes de que tú hayas llegado al orgasmo, déjame que siga acariciándote, lamiéndote, la fiesta no ha acabado…
14. Si mi pene no está lo suficientemente erecto, no pienses que no estoy excitado o que no me gustas, relájate y déjame que acaricie tu sexo con mis dedos, con mi lengua, con lo que tú quieras, yo sigo excitado…
15. Menstruación: todos los días del mes te deseo, incluso los que para ti están “vetados”. Me sigues pareciendo igual de estupenda y rica que los demás, relájate y disfrutemos.
16. Sorpréndeme y ponte sexy para mi, no te pongas ropa interior, llámame por teléfono y dime lo que me harás cuando llegue a casa…
17. Posturas nuevas: me gusta el misionero, pero me encanta ver tu cuerpo desde todos los ángulos y por todas partes.
18. Me gusta disfrutar de nuestros encuentros sexuales, por lo que intento aguantar todo lo que puedo; si aceleras o provocas mi orgasmo para que acabe pronto, que sepas que eso me estresa.
19. Háblame de lo mucho que te está gustando y de lo bien que te lo estoy haciendo pasar; los temas domésticos déjalos para otro momento.
20. Déjame explorar cualquier parte de tu cuerpo, con mis manos, con mis dedos, con mi lengua... hazlo tú también sobre el mío.
21. Si te duele la cabeza tómate una aspirina o un paracetamol y dime mejor lo mucho que me deseas.
22. Por favor, no finjas un orgasmo, yo estaré encantado de estimularte donde y con lo que tú quieras.
No todos los hombres son iguales, ni a todos los hombres les gustan ni necesitan las mismas cosas en el sexo para disfrutar, aunque algunas/os lo sigan pensando. Una sugerencia: descubridlo juntos.
Fdo.: Raquel Díaz Illescas.
Esta lista puede continuar todo lo que tú desees. ¿Quieres colaborar a hacerla más extensiva, más plural? Envíame tus sugerencias.
Ellos: una buena compañera sexual debería….
¿Qué características debe cumplir una mujer entre las sábanas para que los caballeros la consideren una buena amante? Parece fácil y sin embargo no son muchas las que a su juicio pueden ser merecedoras de tal galardón….
Ellos parecen tenerlo claro y ellas también. Entonces ¿disfrutan ambos de sus encuentros amorosos?
Las mujeres hemos creído saber los gustos y preferencias de aquellos con quienes compartimos cama, mesa, mantel y de vez en cuando, fluidos varios, reduciendo la sexualidad masculina a unas cuantas hormonas que buscan desesperadamente “asentamiento” ; sin embargo esto no es así, aunque alguna lo viva de esta manera.
La cultura judeo cristiana nos ha marcado a todos/as y a ellos les ha tocado la parte “más lanzada, más abierta”, pero también la de mayor responsabilidad. En eso de complacer. Ellos, al igual que nosotras sienten, desean y anhelan.
Saber qué les gusta a los hombres en lo relativo al sexo parece una cuestión más que conocida por el género femenino, que de antemano asigna un rol a éste; sin embargo los hombres se siguen lamentando tanto de la escasa frecuencia con que mantienen relaciones sexuales, como de la pasividad de sus parejas durante sus encuentros eróticos.
De momento ya sabemos que hay dos aspectos que muchos hombres desearían incrementar o mejorar en su relación de pareja: la frecuencia con que practican sexo y una mayor actividad de ellas en las relaciones sexuales.
La sexualidad no es un tema de conversación al uso por las parejas, por lo que los deseos, preferencias, quejas o lamentos, se suelen trasformar en reproches en los momentos menos oportunos. Entonces, si la pareja no habla de sus gustos y preferencias en sus relaciones sexuales ¿Cómo saben las mujeres lo que realmente desearía o le gustaría a su pareja? ¿Quizá el conocimiento venga dado más por las “prohibiciones” hechas en los diferentes intentos? ¿O es posible que sea por las generalizaciones relativas a los sexos?
Hay que reconocer que en lo relativo a la sexualidad masculina, solemos ser injustas a la hora de “catalogar o definir” los gustos o preferencias de los varones, asignándoles a estos el calificativo de “los hombres solo quieren y piensan en una sola cosa: sexo” y los despojamos de sentimientos.
Las mujeres hemos evolucionado en muchos aspectos que han cambiado nuestra forma de pensar, sentir y vivir la vida, entre ellos nuestra sexualidad, pero también este cambio deberíamos hacerlo para ver y percibir al género masculino como un ser dotado de sentimientos, deseos y necesidades afectivas y sexuales, que quiere disfrutar de su sexualidad en libertad como podemos hacerlo también las mujeres.
La escritora y periodista Sylvia de Béjar dejaba en su web un post interesante (de los muchos que tiene http://www.sylviadebejar.com ): ¿Qué características debería tener una mujer para ser considerada una buena compañera de sexo (hetero o lesbiana). A las sugerencias de la escritora me he permitido dar alguna pincelada y añadir algunas más por aquello de “darle gusto a todos”. Y como dice Sylvia, hay que leerlo “como si nos lo dijera nuestra pareja”:
1. Pienso en el sexo, sí, claro que sí, pero no a todas horas y en todo momento. Cuando te veo claro que deseo tocarte el culo y todo lo que en mis manos quepan; pero también deseo besarte y que me abraces. ¡Hazlo tú también!
2. Me pone cuando me miras con deseo, verte y sentirte siempre dispuesta.
3. Toma tú la iniciativa. Sorpréndeme. Agárrame. Túmbame. Tápame los ojos…Dime que me esté quieto. Dirige tú. Deja tus vergüenzas en cualquier contenedor.
4. Dime qué te gusta y cómo te gusta. No te cortes y dime también lo que no te gusta. Quiero ser excursionista de tu cuerpo, pero te necesito de guía.
5. Responsabilízate de tu placer como yo lo hago del mío. Libérame de la presión de pensar que todo depende de mí. No soy adivino/a (Sylvia de Béjar). .
6. Me gusta saber que te pongo, que te gusto. Házmelo saber, dímelo. Por favor, no ignores a mi pene, él te adora.
7. Atrévete y cuéntame tus fantasías, sobre todo las más guarras.
8. Dime lo bien que te lo hago y lo mucho que te gusta cómo lo hago. Gime, grita ¡no te cortes! Yo también necesito “motivación”.
9. Si estoy contigo es porque me gustas. No me hables de tus defectos. Yo no veo tu piel de naranja, limón o ¿cómo dices que se llama eso? Yo solo veo un culo al que quiero meterle mano/agarrar (Sylvia de Béjar).
10. Sedúceme y no dejes de hacerlo. ¡mírame, tócame y dime cuánta hambre tienes!
11. Deja que te mire mientras te desnudas, mientras te masturbas, sabes que me excita, déjame hacerlo, sin juzgarme, sin reproches.
12. Dime y permíteme decirte palabras guarras sin que por ello me consideres un pervertido o que te falto al respeto.
13. Si eyaculo antes de que tú hayas llegado al orgasmo, déjame que siga acariciándote, lamiéndote, la fiesta no ha acabado…
14. Si mi pene no está lo suficientemente erecto, no pienses que no estoy excitado o que no me gustas, relájate y déjame que acaricie tu sexo con mis dedos, con mi lengua, con lo que tú quieras, yo sigo excitado…
15. Menstruación: todos los días del mes te deseo, incluso los que para ti están “vetados”. Me sigues pareciendo igual de estupenda y rica que los demás, relájate y disfrutemos.
16. Sorpréndeme y ponte sexy para mi, no te pongas ropa interior, llámame por teléfono y dime lo que me harás cuando llegue a casa…
17. Posturas nuevas: me gusta el misionero, pero me encanta ver tu cuerpo desde todos los ángulos y por todas partes.
18. Me gusta disfrutar de nuestros encuentros sexuales, por lo que intento aguantar todo lo que puedo; si aceleras o provocas mi orgasmo para que acabe pronto, que sepas que eso me estresa.
19. Háblame de lo mucho que te está gustando y de lo bien que te lo estoy haciendo pasar; los temas domésticos déjalos para otro momento.
20. Déjame explorar cualquier parte de tu cuerpo, con mis manos, con mis dedos, con mi lengua... hazlo tú también sobre el mío.
21. Si te duele la cabeza tómate una aspirina o un paracetamol y dime mejor lo mucho que me deseas.
22. Por favor, no finjas un orgasmo, yo estaré encantado de estimularte donde y con lo que tú quieras.
No todos los hombres son iguales, ni a todos los hombres les gustan ni necesitan las mismas cosas en el sexo para disfrutar, aunque algunas/os lo sigan pensando. Una sugerencia: descubridlo juntos.
Fdo.: Raquel Díaz Illescas.
Esta lista puede continuar todo lo que tú desees. ¿Quieres colaborar a hacerla más extensiva, más plural? Envíame tus sugerencias.
“Política sexual proletaria”
“Política sexual proletaria”
Por Nicolás Robles López *
Mientras estudiaba medicina en Viena, Wilhelm Reich participó de un seminario de sexología. A partir de esa formación encontró que la teoría de Freud era la superación de todas las existentes. En 1920 pasó a ser miembro de la Sociedad Psicoanalítica de Viena. Finalizó sus estudios en 1922 y, en el mismo año, se inauguró el dispensario psicoanalítico de Viena, donde atendió hasta 1930. La experiencia adquirida en el dispensario le brindó la posibilidad de realizar críticas técnicas sobre la terapéutica analítica, conducta que le valió la reacción negativa de algunos colegas.
El 15 de julio de 1927 se produjo una huelga y una concentración de trabajadores en Viena en la que la represión por parte de la policía dejó un saldo de cien muertos. Este episodio influenciaría fuertemente a Reich, que el mismo día ingresó a Socorro Obrero, organización del Partido Comunista. El sustrato de formación intelectual de Reich y sus lecturas de autores como Mehring, Kautski y Engels, sobre temas sociológicos y etnológicos, hicieron eclosión ante la experiencia de la realidad brutal e inmediata.
En 1929 creó la Sociedad Socialista de Consejo Sexual y de Sexología, conformada por cuatro psicoanalistas y tres ginecólogos. Así contó Reich su experiencia en ella: “Durante dos años, me vi hasta tal punto acosado por las experiencias abrumadoras de la miseria sexual del pueblo que me sentí presa cada vez más del conflicto que se suscitaba en mí entre el hombre de ciencia y el político; sobre todo, cuando los centros de higiene sexual me hubieran puesto en contacto con los hijos e hijas de obreros, de empleadas y campesinos” (Constantin Silelnikoff, La obra de Wilhelm Reich, Siglo XXI editores, México, 1971).
Esta asociación estaba dirigida a prevenir la neurosis. El pasaje de la terapéutica individual a la acción social se dio gracias al contacto con el sufrimiento y las patologías de la gente que acudía al dispensario psicoanalítico. La relación entre la producción social de las neurosis y la represión sexual fue cada vez más patente para Reich. Por lo tanto, en el año 1931, reunió varias de las organizaciones que se ocupaban de la sexualidad con el fin de politizarlas: podrían lograrse así mejores condiciones de vida para las masas. El PC alemán también participó en esta empresa, estuvo de acuerdo con el programa de Reich y le entregó la dirección. Así surgió la Asociación Alemana para una Política Sexual Proletaria, más conocida como Sexpol. La asociación intentaba “radicalizar la acción de las masas”, luchando contra el matrimonio y la familia burguesa como causantes de la represión sexual. Atacando radicalmente sus causas podrían prevenirse las neurosis.
Pero el éxito alcanzado por la asociación, y la manifestación de las inquietudes del pueblo en materia sexual, provocaron que el PC acusara a Reich de “sustituir la política económica por la política sexual” y tratara de desmantelar la organización. Tras la publicación de su libro Psicología de masas del fascismo, en 1933, fue expulsado del PC. Casi simultáneamente, fue excluido de la Asociación Psicoanalítica Internacional sin ninguna explicación por parte de sus autoridades. A partir de 1934 sus investigaciones se orientaron cada vez más a la búsqueda empírica de la libido, energía biológica que movilizaría al ser humano. En 1939 llegó a Estados Unidos, donde continuó sus investigaciones que lo llevaron a descubrir el orgón. Por negarse a destruir los acumuladores de orgón y las publicaciones de su instituto fue encarcelado y murió en prisión, de una crisis cardíaca, en 1957. El ser social de Reich lo condujo a ser el tipo de científico que fue en su primera etapa; las presiones y limitaciones le fueron impuestas desde varios flancos: fascismo, stalinismo y macarthismo.
Wilhelm Reich es un verdadero psicólogo social, porque parte de un análisis científico de la sociedad. Que la sociedad esté dividida en clases significa que los individuos no son todos iguales económicamente y, por lo tanto, la relación que cada uno tenga con las normas, reglas y representaciones depende de su pertenencia de clase. Si pertenece a la clase dominante, estarán hechas a su medida y estará en mejores condiciones para producirlas. Si es un obrero, estarán destinadas a evitar que tome conciencia de su condición de explotado y que actúe en consecuencia. Así, plantea una superación con respecto a la antonomía individuo-sociedad: no son los individuos autónomos e independientes los que producen las ideas entre todos, ni la sociedad en general, como un ente abstracto que ejerza coerción sobre la totalidad de las personas. Además, Reich estaba interesado –en su práctica médica como en su acción política revolucionaria– en erradicar el sufrimiento que en los sectores más vulnerables provocan las patologías psíquicas derivadas de la sociedad capitalista.
En Psicología de masas del fascismo plantea que la tarea de la psicología materialista dialéctica es “aprehender la esencia de la estructura ideológica y su relación con la base económica de donde ha surgido”; entender lo que él llama el “factor subjetivo de la historia”. El libro está dedicado a explicar por qué ganó el nazismo en Alemania, cuáles fueron las condiciones que posibilitaron que las masas pequeñoburguesas apoyaran su ascenso y por qué la clase obrera aceptó esto. Si bien nombra el fracaso de la II Internacional y la derrota de los levantamientos revolucionarios de 1918 a 1923 fuera de Rusia, su crítica está dedicada a las acciones del Partido Comunista: según Reich, como la dirigencia del partido no comprendía la estructura ideológica de las masas, no lograba una mayor inserción en la clase obrera.
Reich encontró en la estructura ideológica de la clase obrera la contradicción entre una postura revolucionaria y una traba proveniente de la atmósfera burguesa. La cuestión central era “averiguar qué es lo que impide el desarrollo de la conciencia de clase”. Ante este problema, Reich interpretó, en consonancia con las ideas freudianas, que la familia es la que cumple el rol de la represión sexual en los niños. Pero, a diferencia de Freud, quien creía que la represión sexual funda la cultura, Reich consideraba a la familia burguesa como “el primero y principal lugar de reproducción del sistema capitalista”. El resultado de esta represión perpetuada en el seno familiar sería la inhibición moral, que impide la revuelta contra la explotación por la burguesía.
En el caso de la pequeña burguesía, el modo de producción familiar implica un estrechamiento del lazo familiar que potencia la represión sexual. La importancia que tienen en el discurso nacionalista términos como “madre patria”, “la nación como una gran familia”, demuestran la relación existente entre el nazismo y su base de masas pequeñoburguesas. En cambio, el proletariado no sería tan permeable al discurso nacionalista, ya que su modo de producción es colectivo. Sin embargo, Reich observa que el proletario se puede identificar con la pequeña burguesía, porque se halla contaminado por la ideología pequeñoburguesa. La vergüenza de reconocerse proletario es uno de los efectos de la moral sexual que reprime la sexualidad y culpabiliza al sujeto, inhibiendo el desarrollo de su conciencia de clase y acercándolo a posturas fascistas.
* Integrante del Club de Amigos de la Dialéctica-Ceics. Extractado de un artículo aparecido en la revista El Aromo.
Por Nicolás Robles López *
Mientras estudiaba medicina en Viena, Wilhelm Reich participó de un seminario de sexología. A partir de esa formación encontró que la teoría de Freud era la superación de todas las existentes. En 1920 pasó a ser miembro de la Sociedad Psicoanalítica de Viena. Finalizó sus estudios en 1922 y, en el mismo año, se inauguró el dispensario psicoanalítico de Viena, donde atendió hasta 1930. La experiencia adquirida en el dispensario le brindó la posibilidad de realizar críticas técnicas sobre la terapéutica analítica, conducta que le valió la reacción negativa de algunos colegas.
El 15 de julio de 1927 se produjo una huelga y una concentración de trabajadores en Viena en la que la represión por parte de la policía dejó un saldo de cien muertos. Este episodio influenciaría fuertemente a Reich, que el mismo día ingresó a Socorro Obrero, organización del Partido Comunista. El sustrato de formación intelectual de Reich y sus lecturas de autores como Mehring, Kautski y Engels, sobre temas sociológicos y etnológicos, hicieron eclosión ante la experiencia de la realidad brutal e inmediata.
En 1929 creó la Sociedad Socialista de Consejo Sexual y de Sexología, conformada por cuatro psicoanalistas y tres ginecólogos. Así contó Reich su experiencia en ella: “Durante dos años, me vi hasta tal punto acosado por las experiencias abrumadoras de la miseria sexual del pueblo que me sentí presa cada vez más del conflicto que se suscitaba en mí entre el hombre de ciencia y el político; sobre todo, cuando los centros de higiene sexual me hubieran puesto en contacto con los hijos e hijas de obreros, de empleadas y campesinos” (Constantin Silelnikoff, La obra de Wilhelm Reich, Siglo XXI editores, México, 1971).
Esta asociación estaba dirigida a prevenir la neurosis. El pasaje de la terapéutica individual a la acción social se dio gracias al contacto con el sufrimiento y las patologías de la gente que acudía al dispensario psicoanalítico. La relación entre la producción social de las neurosis y la represión sexual fue cada vez más patente para Reich. Por lo tanto, en el año 1931, reunió varias de las organizaciones que se ocupaban de la sexualidad con el fin de politizarlas: podrían lograrse así mejores condiciones de vida para las masas. El PC alemán también participó en esta empresa, estuvo de acuerdo con el programa de Reich y le entregó la dirección. Así surgió la Asociación Alemana para una Política Sexual Proletaria, más conocida como Sexpol. La asociación intentaba “radicalizar la acción de las masas”, luchando contra el matrimonio y la familia burguesa como causantes de la represión sexual. Atacando radicalmente sus causas podrían prevenirse las neurosis.
Pero el éxito alcanzado por la asociación, y la manifestación de las inquietudes del pueblo en materia sexual, provocaron que el PC acusara a Reich de “sustituir la política económica por la política sexual” y tratara de desmantelar la organización. Tras la publicación de su libro Psicología de masas del fascismo, en 1933, fue expulsado del PC. Casi simultáneamente, fue excluido de la Asociación Psicoanalítica Internacional sin ninguna explicación por parte de sus autoridades. A partir de 1934 sus investigaciones se orientaron cada vez más a la búsqueda empírica de la libido, energía biológica que movilizaría al ser humano. En 1939 llegó a Estados Unidos, donde continuó sus investigaciones que lo llevaron a descubrir el orgón. Por negarse a destruir los acumuladores de orgón y las publicaciones de su instituto fue encarcelado y murió en prisión, de una crisis cardíaca, en 1957. El ser social de Reich lo condujo a ser el tipo de científico que fue en su primera etapa; las presiones y limitaciones le fueron impuestas desde varios flancos: fascismo, stalinismo y macarthismo.
Wilhelm Reich es un verdadero psicólogo social, porque parte de un análisis científico de la sociedad. Que la sociedad esté dividida en clases significa que los individuos no son todos iguales económicamente y, por lo tanto, la relación que cada uno tenga con las normas, reglas y representaciones depende de su pertenencia de clase. Si pertenece a la clase dominante, estarán hechas a su medida y estará en mejores condiciones para producirlas. Si es un obrero, estarán destinadas a evitar que tome conciencia de su condición de explotado y que actúe en consecuencia. Así, plantea una superación con respecto a la antonomía individuo-sociedad: no son los individuos autónomos e independientes los que producen las ideas entre todos, ni la sociedad en general, como un ente abstracto que ejerza coerción sobre la totalidad de las personas. Además, Reich estaba interesado –en su práctica médica como en su acción política revolucionaria– en erradicar el sufrimiento que en los sectores más vulnerables provocan las patologías psíquicas derivadas de la sociedad capitalista.
En Psicología de masas del fascismo plantea que la tarea de la psicología materialista dialéctica es “aprehender la esencia de la estructura ideológica y su relación con la base económica de donde ha surgido”; entender lo que él llama el “factor subjetivo de la historia”. El libro está dedicado a explicar por qué ganó el nazismo en Alemania, cuáles fueron las condiciones que posibilitaron que las masas pequeñoburguesas apoyaran su ascenso y por qué la clase obrera aceptó esto. Si bien nombra el fracaso de la II Internacional y la derrota de los levantamientos revolucionarios de 1918 a 1923 fuera de Rusia, su crítica está dedicada a las acciones del Partido Comunista: según Reich, como la dirigencia del partido no comprendía la estructura ideológica de las masas, no lograba una mayor inserción en la clase obrera.
Reich encontró en la estructura ideológica de la clase obrera la contradicción entre una postura revolucionaria y una traba proveniente de la atmósfera burguesa. La cuestión central era “averiguar qué es lo que impide el desarrollo de la conciencia de clase”. Ante este problema, Reich interpretó, en consonancia con las ideas freudianas, que la familia es la que cumple el rol de la represión sexual en los niños. Pero, a diferencia de Freud, quien creía que la represión sexual funda la cultura, Reich consideraba a la familia burguesa como “el primero y principal lugar de reproducción del sistema capitalista”. El resultado de esta represión perpetuada en el seno familiar sería la inhibición moral, que impide la revuelta contra la explotación por la burguesía.
En el caso de la pequeña burguesía, el modo de producción familiar implica un estrechamiento del lazo familiar que potencia la represión sexual. La importancia que tienen en el discurso nacionalista términos como “madre patria”, “la nación como una gran familia”, demuestran la relación existente entre el nazismo y su base de masas pequeñoburguesas. En cambio, el proletariado no sería tan permeable al discurso nacionalista, ya que su modo de producción es colectivo. Sin embargo, Reich observa que el proletario se puede identificar con la pequeña burguesía, porque se halla contaminado por la ideología pequeñoburguesa. La vergüenza de reconocerse proletario es uno de los efectos de la moral sexual que reprime la sexualidad y culpabiliza al sujeto, inhibiendo el desarrollo de su conciencia de clase y acercándolo a posturas fascistas.
* Integrante del Club de Amigos de la Dialéctica-Ceics. Extractado de un artículo aparecido en la revista El Aromo.
Hasta que Migraciones las separe
Hasta que Migraciones las separe
Hace dos años se casaron en Canadá y vivían en Venezuela. Por problemas familiares, la pareja debe instalarse en Argentina. Pero una jueza civil no reconoció el matrimonio, y Migraciones amenaza con deportar a la española. En la embajada española les dieron la libreta.
Por Soledad Vallejos
“Hágase saber a la extranjera” que es “irregular la permanencia en el país”, que está cancelada “la residencia precaria que se le hubiese otorgado” y que en treinta días hábiles podría “decretarse su expulsión y prohibirse su reingreso” a la Argentina. Eso respondió la Dirección Nacional de Migraciones cuando la española C. P. pidió que el país reconociera el matrimonio civil que ella y la ciudadana argentina Diana Cordero celebraron en Canadá hace dos años, y que en España ya les valió la libreta de familia. Tras el casamiento vivían en Venezuela (en cuya Defensoría del Pueblo nacional trabajaba Cordero), pero a fines del año pasado decidieron instalarse en Argentina, porque, explica Cordero, “mamá está mayor” y quiere estar cerca.
Desde entonces, fue “todo un desastre”, resume la argentina: al no tener residencia, su mujer no tiene documentos ni amparo legal para trabajar, y ellas no pueden acceder a ninguno de los derechos económicos garantizados para otras familias. De hecho, C. P., que en España se garantizaba una vida cómoda gracias a su trabajo en un estudio de arquitectura, en Argentina, a los 42 años, no tiene manera de acceder a un trabajo decente y estable. Ahora, la Dirección de Migraciones la intima a dejar el país, la Justicia civil nacional demora su respuesta y el Inadi acaba de aceptar una denuncia hecha por la pareja. “Aunque somos legalmente un matrimonio, no nos reconocen como familia, nos discriminan porque somos mujeres, nos discriminan por nuestra orientación sexual. Soy una ciudadana de segunda”, resume Cordero, de 53 años, mientras los días pasan, su matrimonio está en cuestión y su mujer no sabe cuál será su último día en Argentina.
La vida cotidiana para las cónyuges es cuanto menos complicada. “Sobrevivimos las dos con 350, 400 euros que gano yo con algunos trabajos de Internet”, explica Cordero. Los obstáculos aparecen cada vez que intentan hacer alguna de las cosas que, para otras parejas y familias, resultan naturales. “Ella vive como ilegal, porque no tiene papeles. Ni siquiera podemos tener una cuenta bancaria juntas, una caja de ahorro básica de cualquier banco trucho de barrio, nada. Eso hace que vivamos con muchos apremios”, enumera por señalar algunas de las cuestiones más notables y complicadas de sobrellevar, aunque no son sólo los problemas de dinero los que acarrean incertidumbre. “Todos los días tenés esa inestabilidad, sabés que ella está acá pero tiene esa espada de Damocles pendiente, y que en cualquier momento le pueden dictar la expulsión.”
La pareja, que en la Justicia Nacional en lo Civil aguarda respuesta a un pedido de reconocimiento civil hecho al tribunal 10, a cargo de María Celia García Zubillaga, cuenta también con el respaldo de la Federación Argentina LGBT (Falgbt). “Nosotros no vamos a permitir que expulse a la mujer de Diana Cordero”, aseguró María Rachid, presidenta de la Falgbt a este diario. “Vamos a poner el cuerpo para evitarlo si es necesario, no vamos a permitir que se expulse a una persona de Argentina porque no se le reconocen sus derechos”, agregó antes de recordar que “desde la Federación insistimos para que se modifique la ley de matrimonio civil cuanto antes”.
“Espero equivocarme, pero no tengo demasiadas esperanzas de que la justicia civil acceda al pedido de mis clientas”, especuló la abogada Florencia Kravetz quien, además de representar a Cordero y su esposa, patrocinó a la segunda pareja de varones en casarse en Argentina. Que el Estado se niegue a reconocer un matrimonio válido y que cuenta con el libro de familia español (la versión azul e ibérica de la libreta colorada argentina) “viola la ley de migraciones –dice Kravetz–, que indica que una de las cosas que tienen que procurar las resoluciones es tender a facilitar la reunificación familiar”. Aquí, en cambio, se está “no reconociendo y echando a uno de los miembros de la pareja porque no se contempla” una realidad política y social en la que “hay un proyecto de ley sobre modificación del matrimonio civil, y en un país donde, además, ni siquiera está técnicamente prohibido el matrimonio entre personas del mismo sexo”, como sostuvo, de hecho, la jueza Elena Liberatori en el fallo que ordenó al registro civil casar a Damián Bernath y Jorge Salazar.
No es la primera vez que el Estado argentino se niega a reconocer un matrimonio entre personas del mismo sexo que otros países avalan y protegen, aun cuando los impactos concretos de esa decisión resultan más visibles en este caso en particular (ver aparte). Cordero y su esposa pudieron vivir ambas experiencias, el reconocimiento y el inicio de la zozobra en la misma ciudad: mientras intentaban ser reconocidas como cónyuges por las autoridades argentinas, lograban inscribir su matrimonio ante el Estado español sin más trámite que recurrir al consulado de España en Buenos Aires.
La situación se repite, indica Rachid, con muchas parejas. “Muchas personas viven con la ilegalidad de todos esos problemas, de la imposibilidad de acceder a sus derechos porque no pueden mostrar documentación. En el caso de esta pareja, no se traduce sólo en que tengan dificultades legales para proteger su convivencia, sino también en que es como si estuvieran empujando a la pareja de Cordero a tomar la decisión de quedarse en la ilegalidad, si no quiere romper su matrimonio. Eso tiene consecuencias en el acceso a la salud, a la Justicia, al trabajo.”
“Nosotras estamos casadas –insiste Cordero–, el Estado tiene la obligación de reconocer nuestro vínculo y darle a ella la residencia como matrimonio que somos. No es justo que ella tenga que pedir otra cosa. Si en lugar de estar acá, tuviéramos que ir a vivir a España, esto no pasaría.”
Dentro de dos meses, Cordero y C. P. celebrarán el segundo aniversario de su casamiento en Ottawa. El romance había sido tan fulminante que en un año a ambas les había cambiado la vida: C. P. dejó Sevilla y se trasladó a Caracas, donde Cordero se había radicado en 2005 para trabajar como funcionaria del estado venezolano. Ella era, allí, defensora especial en el área de Salud, de la Defensoría del Pueblo “en la República Bolivariana de Venezuela”, donde podía conjugar su formación en psicología, sexología y periodismo, además de su militancia feminista. En el fondo, cree que aun cuando quería que sucediera, no esperaba que el Estado argentino reconociera de inmediato su matrimonio. De hecho, no pierde las esperanzas de que la Dirección de Migraciones reconsidere el caso: el límite legal para recurrir la decisión vencía el viernes, pero para pedir una revisión de la resolución es preciso abonar un cargo de 300 pesos que C. P., al presentarse para el trámite, ni tenía ni sabía que precisaba. Ahora, su último plazo para pedir que las autoridades migratorias le permitan vivir en Argentina con los derechos de una mujer casada con una ciudadana es hoy.
Hace dos años se casaron en Canadá y vivían en Venezuela. Por problemas familiares, la pareja debe instalarse en Argentina. Pero una jueza civil no reconoció el matrimonio, y Migraciones amenaza con deportar a la española. En la embajada española les dieron la libreta.
Por Soledad Vallejos
“Hágase saber a la extranjera” que es “irregular la permanencia en el país”, que está cancelada “la residencia precaria que se le hubiese otorgado” y que en treinta días hábiles podría “decretarse su expulsión y prohibirse su reingreso” a la Argentina. Eso respondió la Dirección Nacional de Migraciones cuando la española C. P. pidió que el país reconociera el matrimonio civil que ella y la ciudadana argentina Diana Cordero celebraron en Canadá hace dos años, y que en España ya les valió la libreta de familia. Tras el casamiento vivían en Venezuela (en cuya Defensoría del Pueblo nacional trabajaba Cordero), pero a fines del año pasado decidieron instalarse en Argentina, porque, explica Cordero, “mamá está mayor” y quiere estar cerca.
Desde entonces, fue “todo un desastre”, resume la argentina: al no tener residencia, su mujer no tiene documentos ni amparo legal para trabajar, y ellas no pueden acceder a ninguno de los derechos económicos garantizados para otras familias. De hecho, C. P., que en España se garantizaba una vida cómoda gracias a su trabajo en un estudio de arquitectura, en Argentina, a los 42 años, no tiene manera de acceder a un trabajo decente y estable. Ahora, la Dirección de Migraciones la intima a dejar el país, la Justicia civil nacional demora su respuesta y el Inadi acaba de aceptar una denuncia hecha por la pareja. “Aunque somos legalmente un matrimonio, no nos reconocen como familia, nos discriminan porque somos mujeres, nos discriminan por nuestra orientación sexual. Soy una ciudadana de segunda”, resume Cordero, de 53 años, mientras los días pasan, su matrimonio está en cuestión y su mujer no sabe cuál será su último día en Argentina.
La vida cotidiana para las cónyuges es cuanto menos complicada. “Sobrevivimos las dos con 350, 400 euros que gano yo con algunos trabajos de Internet”, explica Cordero. Los obstáculos aparecen cada vez que intentan hacer alguna de las cosas que, para otras parejas y familias, resultan naturales. “Ella vive como ilegal, porque no tiene papeles. Ni siquiera podemos tener una cuenta bancaria juntas, una caja de ahorro básica de cualquier banco trucho de barrio, nada. Eso hace que vivamos con muchos apremios”, enumera por señalar algunas de las cuestiones más notables y complicadas de sobrellevar, aunque no son sólo los problemas de dinero los que acarrean incertidumbre. “Todos los días tenés esa inestabilidad, sabés que ella está acá pero tiene esa espada de Damocles pendiente, y que en cualquier momento le pueden dictar la expulsión.”
La pareja, que en la Justicia Nacional en lo Civil aguarda respuesta a un pedido de reconocimiento civil hecho al tribunal 10, a cargo de María Celia García Zubillaga, cuenta también con el respaldo de la Federación Argentina LGBT (Falgbt). “Nosotros no vamos a permitir que expulse a la mujer de Diana Cordero”, aseguró María Rachid, presidenta de la Falgbt a este diario. “Vamos a poner el cuerpo para evitarlo si es necesario, no vamos a permitir que se expulse a una persona de Argentina porque no se le reconocen sus derechos”, agregó antes de recordar que “desde la Federación insistimos para que se modifique la ley de matrimonio civil cuanto antes”.
“Espero equivocarme, pero no tengo demasiadas esperanzas de que la justicia civil acceda al pedido de mis clientas”, especuló la abogada Florencia Kravetz quien, además de representar a Cordero y su esposa, patrocinó a la segunda pareja de varones en casarse en Argentina. Que el Estado se niegue a reconocer un matrimonio válido y que cuenta con el libro de familia español (la versión azul e ibérica de la libreta colorada argentina) “viola la ley de migraciones –dice Kravetz–, que indica que una de las cosas que tienen que procurar las resoluciones es tender a facilitar la reunificación familiar”. Aquí, en cambio, se está “no reconociendo y echando a uno de los miembros de la pareja porque no se contempla” una realidad política y social en la que “hay un proyecto de ley sobre modificación del matrimonio civil, y en un país donde, además, ni siquiera está técnicamente prohibido el matrimonio entre personas del mismo sexo”, como sostuvo, de hecho, la jueza Elena Liberatori en el fallo que ordenó al registro civil casar a Damián Bernath y Jorge Salazar.
No es la primera vez que el Estado argentino se niega a reconocer un matrimonio entre personas del mismo sexo que otros países avalan y protegen, aun cuando los impactos concretos de esa decisión resultan más visibles en este caso en particular (ver aparte). Cordero y su esposa pudieron vivir ambas experiencias, el reconocimiento y el inicio de la zozobra en la misma ciudad: mientras intentaban ser reconocidas como cónyuges por las autoridades argentinas, lograban inscribir su matrimonio ante el Estado español sin más trámite que recurrir al consulado de España en Buenos Aires.
La situación se repite, indica Rachid, con muchas parejas. “Muchas personas viven con la ilegalidad de todos esos problemas, de la imposibilidad de acceder a sus derechos porque no pueden mostrar documentación. En el caso de esta pareja, no se traduce sólo en que tengan dificultades legales para proteger su convivencia, sino también en que es como si estuvieran empujando a la pareja de Cordero a tomar la decisión de quedarse en la ilegalidad, si no quiere romper su matrimonio. Eso tiene consecuencias en el acceso a la salud, a la Justicia, al trabajo.”
“Nosotras estamos casadas –insiste Cordero–, el Estado tiene la obligación de reconocer nuestro vínculo y darle a ella la residencia como matrimonio que somos. No es justo que ella tenga que pedir otra cosa. Si en lugar de estar acá, tuviéramos que ir a vivir a España, esto no pasaría.”
Dentro de dos meses, Cordero y C. P. celebrarán el segundo aniversario de su casamiento en Ottawa. El romance había sido tan fulminante que en un año a ambas les había cambiado la vida: C. P. dejó Sevilla y se trasladó a Caracas, donde Cordero se había radicado en 2005 para trabajar como funcionaria del estado venezolano. Ella era, allí, defensora especial en el área de Salud, de la Defensoría del Pueblo “en la República Bolivariana de Venezuela”, donde podía conjugar su formación en psicología, sexología y periodismo, además de su militancia feminista. En el fondo, cree que aun cuando quería que sucediera, no esperaba que el Estado argentino reconociera de inmediato su matrimonio. De hecho, no pierde las esperanzas de que la Dirección de Migraciones reconsidere el caso: el límite legal para recurrir la decisión vencía el viernes, pero para pedir una revisión de la resolución es preciso abonar un cargo de 300 pesos que C. P., al presentarse para el trámite, ni tenía ni sabía que precisaba. Ahora, su último plazo para pedir que las autoridades migratorias le permitan vivir en Argentina con los derechos de una mujer casada con una ciudadana es hoy.
Se dobla pero no se rompe
Se dobla pero no se rompe
Los estudiosos de la sexualidad ya le pusieron nombre: son los “heterosexuales flexibles”. Hombres casados o con novia, tal vez con hijos, que de vez en cuando avanzan en el contacto con el mismo sexo. El lugar en La Paternal que ofrece el servicio para vestirse como mujer. El fenómeno del crossdressing.
Por Mariana Carbajal
“Casado busca hombres casados de buen físico de hasta 30 años.” “Hola, me llamo Claudio, tengo 40 años, casado, de ojos marrones, pelo castaño oscuro, físico normal, de 1,75. Me interesan los chicos que en la intimidad se visten de nenas.” “Soy Martín, tengo 31 años. Para nada afeminado. Soy casado y me gustan las mujeres, pero me estoy ratoneando con un hombre hace rato, si te va escribime a...” Los tres son anuncios del sitio de clasificados gratuitos online OLX (www.olx.com): el primero es de un muchacho de la localidad bonaerense de Berazategui, el segundo de ciudad de La Rioja y el tercero, del barrio porteño de Balvanera. No hace falta husmear demasiado en la web, en páginas de encuentro, para toparse con este tipo de búsqueda: varones que no se definen como gays o bisexuales que quieren tener sexo con otros hombres heterosexuales o con crossdressers (hombres que en la intimidad juegan a ser mujeres infartantes por un rato); o ellos mismos en un asado a la noche después de jugar al fútbol con amigos, alcohol y música tienen como rutina “disfrazarse” de damas y toquetearse, ante la ausencia de sus esposas y la complicidad grupal. Y claro, también es conocido ya que bien machazos corretean detrás –o algunos, delante– de travestis o chicas trans. Y también están los que piden ser penetrados con juguetes eróticos en la cama por sus esposas o novias. Son varones de clase media y media alta, “heterosexuales flexibles”, como los define Carlos Figari, investigador del Conicet y del Grupo de Estudios sobre Sexualidades (GES) del Instituto de Investigación Gino Germani de la UBA, quien ha explorado en la noche porteña –y en la web– sobre esta nueva tribu, para la que Internet, dice, constituye un espacio privilegiado de “encuentro, reflexión y agrupamiento”. “Somos heterosexuales con privilegios”, prefiere autodenominarse, con ironía, uno de ellos.
Figari empezó a indagar sobre heterosexualidades masculinas “flexibles” hace unos tres años a partir de su observación empírica en boliches gay y “mix” –en el argot gay, lugares frecuentados tanto por homo como heterosexuales– como la disco Amerika, en el barrio porteño de Almagro, una de los más grandes de Buenos Aires. El investigador puso su mirada también en sitios de encuentro de Internet y fue recogiendo diversos testimonios. Su exploración quedó plasmada en un artículo, que se publica en Todo sexo es político (Editorial Zorzal), libro que en unas semanas saldrá a la venta en las librerías de Buenos Aires y se trata de una compilación de investigaciones realizadas en el marco del GES. “El trabajo es el fruto de escuchas de los últimos años, de vivencias propias, de relatos de conocidos que sabían que estaba siguiendo este tema y se me acercaban a contarme sus experiencias. Para sus protagonistas no es un tema fácil de hablar: algunos sólo pueden ponerlo por escrito”, contó a Página/12 Figari, politólogo, doctorado en Sociología, profesor de la Facultad de Humanidades de la Universidad Nacional de Catamarca y del Doctorado en Ciencias Sociales de la UBA. La definición de heterosexuales “flexibles”, en realidad, es un hallazgo que surgió del testimonio de uno de sus entrevistados, Julio, que así se describió cuando le preguntó sobre su orientación sexual: “Yo son un hetero flexible. Me gustan unos buenos amases. Sentir los cuerpos rozándose. Un buen revolcón entre dos machos. Pero no, nunca penetré un tipo”.
Vestidos de chicas
En un departamento del barrio de La Paternal, Claudia Molina, una ex periodista de 34 años, tiene un curioso emprendimiento: ofrece un servicio para hombres que tienen como fantasía vestirse o “montarse” –de acuerdo con la jerga– de auténticas chicas, es decir, lo que se llama convertirse en crossdresser o CD, una tendencia que crece silenciosamente y en privado en el país, según los conocedores de los chats y sitios de encuentro.
–La mayoría de los que vienen son casados, con hijos, de 25 a 40 años y algunos de más también. Gente de clase media alta. Generalmente vuelven cada tanto –cuenta Claudia.
En uno de los placares de este departamento de tres ambientes cuelgan decenas de vestidos: algunos más atorrantes y otros más formales, de talles grandes, con brillo, pero también con colores más tranquilos; los hay estampados, y lisos. Tiene estantes repletos de botas de colores estridentes, con diseños jugados, zapatos estilettos, entre el 43 y el 45 –talla de hombres–. Toda una inversión, aclara, porque han sido hechos a pedido. No es fácil encontrar ese tamaño en zapaterías de mujer y más difícil esos modelos en zapaterías de hombres.
En uno de los cuartos hay un espejo colgado de la pared con media docena de luces, como si se tratara del camarín de una estrella, frente al cual Mónica se encarga de maquillar al CD de turno. Se ven varias pelucas: rubias, morochas, pelirrojas, castañas.
–El maquillaje es profesional –dice ella. Le doy ropa, lo dejo solo, lo maquillo. La idea es que se cambie de ropa, se vaya probando diferentes pelucas, se vea frente al espejo y después se va como entró.
Las cremas demaquillantes no dejan rastros de la transformación pasajera.
Y nadie se entera, más que la amable anfitriona, que es cómplice discreta de este juego.
–Para ellos es como un hobbie. Les gustan tanto las mujeres, con toda su fisonomía, que por un ratito les gusta desarrollar esta fantasía de usar vestidos, tacos, pintarse... Hay gente que le gusta vestirse como una prostituta, otra verse como una mujer elegante.
La diversión se extiende por unas dos horas y cuesta 100 pesos.
–No ofrezco contacto sexual –deja en claro. Una vez por mes organiza reuniones para que los CD que quieran se conozcan entre sí. La última fiesta fue el 15 de febrero, ahí en el departamento de La Paternal.
–Algunos necesitan socializar, mostrarse.
Con este negocio, Claudia cuenta que empezó en tiempos de la crisis del 2001/2002, cuando se quedó sin trabajo como redactora en una empresa que generaba informes comerciales. Pero nota que en el último año la clientela fue creciendo, a partir de la difusión en la web del mundo de las CD. Dice que por día le llegan entre 5 y 6 llamados telefónicos o emails, para consultarla y entre los correos electrónicos, gran cantidad -–asegura– proviene de otros países de Latinoamérica, desde donde se lamentan de que La Paternal esté tan lejos y no encuentren un servicio para “montarse” por un rato más cerca de sus casas. Los que se hayan quedado con curiosidad pueden visitar el sitio de Claudia en www.crossdressingbsas.com.ar, y si la curiosidad persiste, no tienen más que concertar con ella una cita. Reserva garantizada, dice.
Ponete una tanguita
En su indagación sobre el mundo de las CD, Figari se encontró con el testimonio de Luli. Ella prefirió escribir sus vivencias. Hablarlo le resultaba infranqueable. Y escribió: “Una realidad de las crossdresser es la de su doble identidad. A diferencia de las travestis que han decidido vivir como mujeres, las cross, al igual que Batman (permítanme esta comparación graciosa) tenemos dos vidas. Nuestra habitual vida como varones (¿Brunos Díaz? Jaja) y nuestra cuasi secreta vida de mujeres (¿eres tú Batman?). Obviamente todo esto sin que tenga que ver para nada nuestra orientación sexual (seas homo, hetero o bisexual). Desde luego que éste es un mal de nuestra cultura, que discrimina lo diferente. Imagínense la posibilidad de ir algunos días a mi trabajo vestido de varón y otros vestida de mujer y pintada, según fuera mi ánimo de ese día que es como a mí personalmente me pasa. Suena raro, ¿no?”, se despacha Luli.
En los sitios de encuentro de Internet como www.contactos sex.com, muchos varones, heterosexuales, de los que se dicen casados o en pareja con una mujer, caen rendidos ante un anuncio de una CD. Gabriel puede dar cuenta de esta atracción fatal. Vive en el barrio porteño de San Telmo. Tiene una carrera universitaria. De lunes a viernes trabaja en una ONG en la promoción de los derechos de la infancia. Los fines de semana se “monta” como una provocativa CD, con aires de prostituta: tanguita, portaligas, tacones, peluca, maquillaje. El proceso de transformación le lleva una hora y media de producción, le cuenta a Página/12. Lo que más trabajo le da es ocultar bajo una base espesa de maquillaje la sombra del bigote, que aunque lo afeita obsesivamente igual que el resto del rostro, no deja a veces de traicionarlo. Después, pondrá un poco de polvo volátil y delineará con esmero los ojos. Lo aprendió con la práctica. Al principio –se ríe con el recuerdo– se pintaba con colorete por toda la cara y terminaba pareciendo más un payaso que una femme fatal. La producción demanda que tenga que depilarse periódicamente piernas, axilas, brazos y pecho. Está pensando en una depilación definitiva.
“Hola, busco heteros y machos, sólo activos. Si tenés ganas de conocer a una chica cross dresser ‘viciosa en la cama’ no lo dudes”, dice su anuncio en la página argentina de contactossex.com. Gabriel –en realidad su nombre es otro, y prefiere no dar a conocer su apellido– tiene 35 años y se define como gay desde los 16. Experimenta como CD desde hace unos cinco años, calcula. Es su forma de conseguir heterosexuales, admite, que es el tipo de hombre que le atrae. Y los consigue. Uno de ellos, dice, fue una especie de mentor suyo: en el cruce de correos de levante, después de ver una foto de las nalgas redondeadas y turgentes de Gabriel, le pedía insistentemente que se pusiera una tanguita. Hasta ese momento a él ni se le había ocurrido.
–Fue un poco mi formador. Es un heterosexual, divorciado, con hijas, activo. Busca solo travestis y crossdressers. Creo que las CD venimos a cumplir el lugar que antes ocupaba la prostituta. Estos tipos desean mujeres. El me pedía una tanguita y que me pusiera peluca. Me decía, si te ponés la peluca voy a verte. Y entonces, fui a un cotillón y me compré una colorada, pero parecía un payaso. La “truqué” un poquito, le hice un flequillo, y me puse un poco de maquillaje. No sabía pintarme.
Lu –ése es el nombre de CD de Gabriel– recibe en su departamento reciclado y moderno de San Telmo. La privacidad y la discrecionalidad son condiciones indispensables de los dos lados. No cobra, aunque algunos amigos se lo han sugerido. Lo suyo no es un trabajo.
–Muchos de los hombres que vienen me dicen que es la primera vez que están con una CD. Tal vez es parte del juego... Te aclaran: mirá que no me doy vuelta, por favor, discreción y no me llames.
A Gabriel o mejor dicho a Lu, le gusta la idea de pensarse como una “justiciera”.
–¿A qué te referís? –le pregunta esta cronista, confundida.
–Vulnerabilizo esa idea del macho total. Soy feminista, trabajé en temas de género y veo ahora cómo varones bien machos vienen conmigo y finalmente se acuestan con otro hombre, aunque esté montado como una prosti.
Ahora, por primera vez, Lu está enganchado afectivamente con uno de ellos, que vive en el interior –donde tiene su novia– y por trabajo viaja a Buenos Aires cada 15 días, momento en el que se encuentran.
Una vueltita por el Rosedal
Entre los testimonios que recolectó a través de su investigación de los últimos años hay uno que refiere a una reunión de varones, un asado nocturno, donde ellos van sin sus mujeres. Primero las charlas de rigor, fútbol y minas; después de la cena, cuando ya ha corrido bastante alcohol, el dueño de casa busca en el garaje –como ritual– un arcón lleno de ropajes femeninos, con los que los invitados se disfrazan, bailan y juegan, y en el juego, hay roces y manoseos entre ellos (ver aparte). “Prima facie –analiza Figari– esta escena parece una modalidad de vivencia crossdressing. No obstante, aunque pueda existir alguna fascinación particular en el uso de las prendas femeninas, la dinámica de la situación, entre el grotesco y el juego, supone un grado de acercamiento físico entre hombres más que un disfrute específico desde la feminización de las actitudes y comportamientos.” Las prendas femeninas, el juego del crossdressing, el contexto de fiesta y mucho alcohol, actúan a modo de camuflaje y disculpa, facilitando y habilitando el contacto físico, el toqueteo y hasta mucho más, dice el investigador del Gino Germani. Y continúa: “En muchas fiestas de hombres, donde el alcohol u otras sustancias entran en juego, lo erótico aparece en una modalidad muy especial de roces, exhibicionismo, toque y acercamientos. El grotesco se convierte en una excusa, la payasada o la imitación burlesca en un camuflaje para burlar las defensas del acercamiento erótico entre varones heterosexuales. El alcohol tiene en todo esto dos funciones específicas. La primera es la liberación de represiones, por eso en Brasil existe un proverbio muy común que reza: ‘cu de bebêdo nao tem dono” (culo de borracho no tiene dueño). La segunda, que el alcohol supone y habilita para el olvido. Después, al otro día, se supone, nunca se sabrá lo que pasó”.
Una vuelta por el Rosedal
Dentro de la clasificación de hetero “flexible” o “con privilegios”, como los describe Figari, no se escapa una gran proporción de los que salen o tiene sexo con chicas travestis. También son varones que viven en pareja con una mujer, pero de tanto en tanto incursionan con las trans. Lo dicen las mismas chicas que trabajan en el Rosedal de Palermo.
–La mayoría de los que vienen con nosotras salen de la oficina y antes de volver a su casa, con su esposa y sus hijos o con su novia, nos ven. Son heterosexuales que ven en nosotras un cuerpo de mujer. Nunca tuvieron relaciones homosexuales. Simplemente buscan una relación anal o bucal, pero siempre viendo una imagen de mujer, sus senos, sus caderas. También tenemos clientes bisexuales pero es difícil que se asuman como tales –analiza el mercado una de las líderes de la ronda del lago de Palermo, Marcela Romero, coordinadora de la Attta, Asociación de Travestis, Transexuales y Transgénero Argentina. Rubia, alta, de senos y caderas prominentes, Marcela tiene 40 años y es trabajadora sexual desde hace 20. Su conversión en persona trans la inició a los 16 años.
En la búsqueda de relaciones más allá de la paga, ellas, las trans, también buscan “hombres que sean masculinos”, dice Marcela. Y los encuentran, asegura. Se los puede ver, apunta Figari, en las pistas de los boliches mix o gay un sábado por la noche. A los novios de las travestis les dicen “garrones”.
El psiquiatra y sexólogo clínico Adrián Sapetti acuerda con la descripción de esta nueva tribu que forman varones heterosexuales que salen del formato tradicional del sexo con mujeres. “No se consideran tipos de vida gay, están de novios o casados con una mujer, pero tienen sus aventuras amorosas con otros hombres, o invitan a reuniones a travestis, por ejemplo a despedidas de solteros, o tienen fantasías de hacerse penetrar por sus mujeres y les piden que lo hagan con objetos, falos, juguetes sexuales. No tienen conflictos con su identidad sexual, diría que son heterosexuales ‘light’ o ‘permisivos’”, señala Sapetti, presidente de la Sociedad Argentina de Sexología Humana (SASH). León Gindín, médico, fundador y director del Cetis (Centro de Educación, Terapia e Investigación en Sexualidad) celebra esta apertura. “La sociedad por suerte ha cambiado. Antes eras homo o hetero. Ahora están los ni”, agrega Gindín. “Puede ser que tenga que ver con la búsqueda de nuevos encuentros o con el hecho de decir: ‘Soy valiente, me animo a que otro hombre me dé un piquito o me la chupe’. Lo asimilaría a lo que Freud en sus Tres Ensayos y una Teoría Sexual hablaba como ‘homosexual ocasional’, aquel que estaba en una cárcel o un cuartel y tenía una experiencia homosexual, pero cuando salía de esos ámbitos se olvidaba.”
Algunos testimonios que forman parte de la investigación de Figari dan cuenta de cómo viven estas experiencias:
Dijo Marcelo, en un sexclub: “Yo amo y soy fiel a mi mujer. Me encanta como mina y es la madre de mis hijos. Le soy completamente fiel. Nunca la engañé... con una mina. Ahora, los hombres son otra cosa. Con hombres es por puro placer, me gusta la variedad. Me encanta que me vean hacerlo y hacerlo con varios a la vez”. Dijo Alejandro, un tanto perturbado: “A mi novia la amo y con ella siento placer. Nunca la engañé con otra mina. Esto de los tipos es absolutamente nuevo. Pero cómo te explico... con ellos no es verdaderamente placer, es sólo un juego”.
–¿Son en sí heterosexuales que tiene experiencias con otros varones o son ya otra cosa, en el sentido de construir otra identidad? –le preguntó Página/12 a Figari.
–¿Eso realmente importa? Lo que debería primar en cualquier análisis de prácticas y experiencias sexuales es la autodefinición y la vivencia del sujeto en cuestión más allá de cualquier categoría como son las sexualidades heterosexuales o inclusive las periféricas. La heterosexualidad incluye también entre sus posibles comportamientos actos de los considerados homosexuales y también prácticas con “mujeres de sexo masculino” o travestis, sin que esto signifique “ser otra cosa”.
Los estudiosos de la sexualidad ya le pusieron nombre: son los “heterosexuales flexibles”. Hombres casados o con novia, tal vez con hijos, que de vez en cuando avanzan en el contacto con el mismo sexo. El lugar en La Paternal que ofrece el servicio para vestirse como mujer. El fenómeno del crossdressing.
Por Mariana Carbajal
“Casado busca hombres casados de buen físico de hasta 30 años.” “Hola, me llamo Claudio, tengo 40 años, casado, de ojos marrones, pelo castaño oscuro, físico normal, de 1,75. Me interesan los chicos que en la intimidad se visten de nenas.” “Soy Martín, tengo 31 años. Para nada afeminado. Soy casado y me gustan las mujeres, pero me estoy ratoneando con un hombre hace rato, si te va escribime a...” Los tres son anuncios del sitio de clasificados gratuitos online OLX (www.olx.com): el primero es de un muchacho de la localidad bonaerense de Berazategui, el segundo de ciudad de La Rioja y el tercero, del barrio porteño de Balvanera. No hace falta husmear demasiado en la web, en páginas de encuentro, para toparse con este tipo de búsqueda: varones que no se definen como gays o bisexuales que quieren tener sexo con otros hombres heterosexuales o con crossdressers (hombres que en la intimidad juegan a ser mujeres infartantes por un rato); o ellos mismos en un asado a la noche después de jugar al fútbol con amigos, alcohol y música tienen como rutina “disfrazarse” de damas y toquetearse, ante la ausencia de sus esposas y la complicidad grupal. Y claro, también es conocido ya que bien machazos corretean detrás –o algunos, delante– de travestis o chicas trans. Y también están los que piden ser penetrados con juguetes eróticos en la cama por sus esposas o novias. Son varones de clase media y media alta, “heterosexuales flexibles”, como los define Carlos Figari, investigador del Conicet y del Grupo de Estudios sobre Sexualidades (GES) del Instituto de Investigación Gino Germani de la UBA, quien ha explorado en la noche porteña –y en la web– sobre esta nueva tribu, para la que Internet, dice, constituye un espacio privilegiado de “encuentro, reflexión y agrupamiento”. “Somos heterosexuales con privilegios”, prefiere autodenominarse, con ironía, uno de ellos.
Figari empezó a indagar sobre heterosexualidades masculinas “flexibles” hace unos tres años a partir de su observación empírica en boliches gay y “mix” –en el argot gay, lugares frecuentados tanto por homo como heterosexuales– como la disco Amerika, en el barrio porteño de Almagro, una de los más grandes de Buenos Aires. El investigador puso su mirada también en sitios de encuentro de Internet y fue recogiendo diversos testimonios. Su exploración quedó plasmada en un artículo, que se publica en Todo sexo es político (Editorial Zorzal), libro que en unas semanas saldrá a la venta en las librerías de Buenos Aires y se trata de una compilación de investigaciones realizadas en el marco del GES. “El trabajo es el fruto de escuchas de los últimos años, de vivencias propias, de relatos de conocidos que sabían que estaba siguiendo este tema y se me acercaban a contarme sus experiencias. Para sus protagonistas no es un tema fácil de hablar: algunos sólo pueden ponerlo por escrito”, contó a Página/12 Figari, politólogo, doctorado en Sociología, profesor de la Facultad de Humanidades de la Universidad Nacional de Catamarca y del Doctorado en Ciencias Sociales de la UBA. La definición de heterosexuales “flexibles”, en realidad, es un hallazgo que surgió del testimonio de uno de sus entrevistados, Julio, que así se describió cuando le preguntó sobre su orientación sexual: “Yo son un hetero flexible. Me gustan unos buenos amases. Sentir los cuerpos rozándose. Un buen revolcón entre dos machos. Pero no, nunca penetré un tipo”.
Vestidos de chicas
En un departamento del barrio de La Paternal, Claudia Molina, una ex periodista de 34 años, tiene un curioso emprendimiento: ofrece un servicio para hombres que tienen como fantasía vestirse o “montarse” –de acuerdo con la jerga– de auténticas chicas, es decir, lo que se llama convertirse en crossdresser o CD, una tendencia que crece silenciosamente y en privado en el país, según los conocedores de los chats y sitios de encuentro.
–La mayoría de los que vienen son casados, con hijos, de 25 a 40 años y algunos de más también. Gente de clase media alta. Generalmente vuelven cada tanto –cuenta Claudia.
En uno de los placares de este departamento de tres ambientes cuelgan decenas de vestidos: algunos más atorrantes y otros más formales, de talles grandes, con brillo, pero también con colores más tranquilos; los hay estampados, y lisos. Tiene estantes repletos de botas de colores estridentes, con diseños jugados, zapatos estilettos, entre el 43 y el 45 –talla de hombres–. Toda una inversión, aclara, porque han sido hechos a pedido. No es fácil encontrar ese tamaño en zapaterías de mujer y más difícil esos modelos en zapaterías de hombres.
En uno de los cuartos hay un espejo colgado de la pared con media docena de luces, como si se tratara del camarín de una estrella, frente al cual Mónica se encarga de maquillar al CD de turno. Se ven varias pelucas: rubias, morochas, pelirrojas, castañas.
–El maquillaje es profesional –dice ella. Le doy ropa, lo dejo solo, lo maquillo. La idea es que se cambie de ropa, se vaya probando diferentes pelucas, se vea frente al espejo y después se va como entró.
Las cremas demaquillantes no dejan rastros de la transformación pasajera.
Y nadie se entera, más que la amable anfitriona, que es cómplice discreta de este juego.
–Para ellos es como un hobbie. Les gustan tanto las mujeres, con toda su fisonomía, que por un ratito les gusta desarrollar esta fantasía de usar vestidos, tacos, pintarse... Hay gente que le gusta vestirse como una prostituta, otra verse como una mujer elegante.
La diversión se extiende por unas dos horas y cuesta 100 pesos.
–No ofrezco contacto sexual –deja en claro. Una vez por mes organiza reuniones para que los CD que quieran se conozcan entre sí. La última fiesta fue el 15 de febrero, ahí en el departamento de La Paternal.
–Algunos necesitan socializar, mostrarse.
Con este negocio, Claudia cuenta que empezó en tiempos de la crisis del 2001/2002, cuando se quedó sin trabajo como redactora en una empresa que generaba informes comerciales. Pero nota que en el último año la clientela fue creciendo, a partir de la difusión en la web del mundo de las CD. Dice que por día le llegan entre 5 y 6 llamados telefónicos o emails, para consultarla y entre los correos electrónicos, gran cantidad -–asegura– proviene de otros países de Latinoamérica, desde donde se lamentan de que La Paternal esté tan lejos y no encuentren un servicio para “montarse” por un rato más cerca de sus casas. Los que se hayan quedado con curiosidad pueden visitar el sitio de Claudia en www.crossdressingbsas.com.ar, y si la curiosidad persiste, no tienen más que concertar con ella una cita. Reserva garantizada, dice.
Ponete una tanguita
En su indagación sobre el mundo de las CD, Figari se encontró con el testimonio de Luli. Ella prefirió escribir sus vivencias. Hablarlo le resultaba infranqueable. Y escribió: “Una realidad de las crossdresser es la de su doble identidad. A diferencia de las travestis que han decidido vivir como mujeres, las cross, al igual que Batman (permítanme esta comparación graciosa) tenemos dos vidas. Nuestra habitual vida como varones (¿Brunos Díaz? Jaja) y nuestra cuasi secreta vida de mujeres (¿eres tú Batman?). Obviamente todo esto sin que tenga que ver para nada nuestra orientación sexual (seas homo, hetero o bisexual). Desde luego que éste es un mal de nuestra cultura, que discrimina lo diferente. Imagínense la posibilidad de ir algunos días a mi trabajo vestido de varón y otros vestida de mujer y pintada, según fuera mi ánimo de ese día que es como a mí personalmente me pasa. Suena raro, ¿no?”, se despacha Luli.
En los sitios de encuentro de Internet como www.contactos sex.com, muchos varones, heterosexuales, de los que se dicen casados o en pareja con una mujer, caen rendidos ante un anuncio de una CD. Gabriel puede dar cuenta de esta atracción fatal. Vive en el barrio porteño de San Telmo. Tiene una carrera universitaria. De lunes a viernes trabaja en una ONG en la promoción de los derechos de la infancia. Los fines de semana se “monta” como una provocativa CD, con aires de prostituta: tanguita, portaligas, tacones, peluca, maquillaje. El proceso de transformación le lleva una hora y media de producción, le cuenta a Página/12. Lo que más trabajo le da es ocultar bajo una base espesa de maquillaje la sombra del bigote, que aunque lo afeita obsesivamente igual que el resto del rostro, no deja a veces de traicionarlo. Después, pondrá un poco de polvo volátil y delineará con esmero los ojos. Lo aprendió con la práctica. Al principio –se ríe con el recuerdo– se pintaba con colorete por toda la cara y terminaba pareciendo más un payaso que una femme fatal. La producción demanda que tenga que depilarse periódicamente piernas, axilas, brazos y pecho. Está pensando en una depilación definitiva.
“Hola, busco heteros y machos, sólo activos. Si tenés ganas de conocer a una chica cross dresser ‘viciosa en la cama’ no lo dudes”, dice su anuncio en la página argentina de contactossex.com. Gabriel –en realidad su nombre es otro, y prefiere no dar a conocer su apellido– tiene 35 años y se define como gay desde los 16. Experimenta como CD desde hace unos cinco años, calcula. Es su forma de conseguir heterosexuales, admite, que es el tipo de hombre que le atrae. Y los consigue. Uno de ellos, dice, fue una especie de mentor suyo: en el cruce de correos de levante, después de ver una foto de las nalgas redondeadas y turgentes de Gabriel, le pedía insistentemente que se pusiera una tanguita. Hasta ese momento a él ni se le había ocurrido.
–Fue un poco mi formador. Es un heterosexual, divorciado, con hijas, activo. Busca solo travestis y crossdressers. Creo que las CD venimos a cumplir el lugar que antes ocupaba la prostituta. Estos tipos desean mujeres. El me pedía una tanguita y que me pusiera peluca. Me decía, si te ponés la peluca voy a verte. Y entonces, fui a un cotillón y me compré una colorada, pero parecía un payaso. La “truqué” un poquito, le hice un flequillo, y me puse un poco de maquillaje. No sabía pintarme.
Lu –ése es el nombre de CD de Gabriel– recibe en su departamento reciclado y moderno de San Telmo. La privacidad y la discrecionalidad son condiciones indispensables de los dos lados. No cobra, aunque algunos amigos se lo han sugerido. Lo suyo no es un trabajo.
–Muchos de los hombres que vienen me dicen que es la primera vez que están con una CD. Tal vez es parte del juego... Te aclaran: mirá que no me doy vuelta, por favor, discreción y no me llames.
A Gabriel o mejor dicho a Lu, le gusta la idea de pensarse como una “justiciera”.
–¿A qué te referís? –le pregunta esta cronista, confundida.
–Vulnerabilizo esa idea del macho total. Soy feminista, trabajé en temas de género y veo ahora cómo varones bien machos vienen conmigo y finalmente se acuestan con otro hombre, aunque esté montado como una prosti.
Ahora, por primera vez, Lu está enganchado afectivamente con uno de ellos, que vive en el interior –donde tiene su novia– y por trabajo viaja a Buenos Aires cada 15 días, momento en el que se encuentran.
Una vueltita por el Rosedal
Entre los testimonios que recolectó a través de su investigación de los últimos años hay uno que refiere a una reunión de varones, un asado nocturno, donde ellos van sin sus mujeres. Primero las charlas de rigor, fútbol y minas; después de la cena, cuando ya ha corrido bastante alcohol, el dueño de casa busca en el garaje –como ritual– un arcón lleno de ropajes femeninos, con los que los invitados se disfrazan, bailan y juegan, y en el juego, hay roces y manoseos entre ellos (ver aparte). “Prima facie –analiza Figari– esta escena parece una modalidad de vivencia crossdressing. No obstante, aunque pueda existir alguna fascinación particular en el uso de las prendas femeninas, la dinámica de la situación, entre el grotesco y el juego, supone un grado de acercamiento físico entre hombres más que un disfrute específico desde la feminización de las actitudes y comportamientos.” Las prendas femeninas, el juego del crossdressing, el contexto de fiesta y mucho alcohol, actúan a modo de camuflaje y disculpa, facilitando y habilitando el contacto físico, el toqueteo y hasta mucho más, dice el investigador del Gino Germani. Y continúa: “En muchas fiestas de hombres, donde el alcohol u otras sustancias entran en juego, lo erótico aparece en una modalidad muy especial de roces, exhibicionismo, toque y acercamientos. El grotesco se convierte en una excusa, la payasada o la imitación burlesca en un camuflaje para burlar las defensas del acercamiento erótico entre varones heterosexuales. El alcohol tiene en todo esto dos funciones específicas. La primera es la liberación de represiones, por eso en Brasil existe un proverbio muy común que reza: ‘cu de bebêdo nao tem dono” (culo de borracho no tiene dueño). La segunda, que el alcohol supone y habilita para el olvido. Después, al otro día, se supone, nunca se sabrá lo que pasó”.
Una vuelta por el Rosedal
Dentro de la clasificación de hetero “flexible” o “con privilegios”, como los describe Figari, no se escapa una gran proporción de los que salen o tiene sexo con chicas travestis. También son varones que viven en pareja con una mujer, pero de tanto en tanto incursionan con las trans. Lo dicen las mismas chicas que trabajan en el Rosedal de Palermo.
–La mayoría de los que vienen con nosotras salen de la oficina y antes de volver a su casa, con su esposa y sus hijos o con su novia, nos ven. Son heterosexuales que ven en nosotras un cuerpo de mujer. Nunca tuvieron relaciones homosexuales. Simplemente buscan una relación anal o bucal, pero siempre viendo una imagen de mujer, sus senos, sus caderas. También tenemos clientes bisexuales pero es difícil que se asuman como tales –analiza el mercado una de las líderes de la ronda del lago de Palermo, Marcela Romero, coordinadora de la Attta, Asociación de Travestis, Transexuales y Transgénero Argentina. Rubia, alta, de senos y caderas prominentes, Marcela tiene 40 años y es trabajadora sexual desde hace 20. Su conversión en persona trans la inició a los 16 años.
En la búsqueda de relaciones más allá de la paga, ellas, las trans, también buscan “hombres que sean masculinos”, dice Marcela. Y los encuentran, asegura. Se los puede ver, apunta Figari, en las pistas de los boliches mix o gay un sábado por la noche. A los novios de las travestis les dicen “garrones”.
El psiquiatra y sexólogo clínico Adrián Sapetti acuerda con la descripción de esta nueva tribu que forman varones heterosexuales que salen del formato tradicional del sexo con mujeres. “No se consideran tipos de vida gay, están de novios o casados con una mujer, pero tienen sus aventuras amorosas con otros hombres, o invitan a reuniones a travestis, por ejemplo a despedidas de solteros, o tienen fantasías de hacerse penetrar por sus mujeres y les piden que lo hagan con objetos, falos, juguetes sexuales. No tienen conflictos con su identidad sexual, diría que son heterosexuales ‘light’ o ‘permisivos’”, señala Sapetti, presidente de la Sociedad Argentina de Sexología Humana (SASH). León Gindín, médico, fundador y director del Cetis (Centro de Educación, Terapia e Investigación en Sexualidad) celebra esta apertura. “La sociedad por suerte ha cambiado. Antes eras homo o hetero. Ahora están los ni”, agrega Gindín. “Puede ser que tenga que ver con la búsqueda de nuevos encuentros o con el hecho de decir: ‘Soy valiente, me animo a que otro hombre me dé un piquito o me la chupe’. Lo asimilaría a lo que Freud en sus Tres Ensayos y una Teoría Sexual hablaba como ‘homosexual ocasional’, aquel que estaba en una cárcel o un cuartel y tenía una experiencia homosexual, pero cuando salía de esos ámbitos se olvidaba.”
Algunos testimonios que forman parte de la investigación de Figari dan cuenta de cómo viven estas experiencias:
Dijo Marcelo, en un sexclub: “Yo amo y soy fiel a mi mujer. Me encanta como mina y es la madre de mis hijos. Le soy completamente fiel. Nunca la engañé... con una mina. Ahora, los hombres son otra cosa. Con hombres es por puro placer, me gusta la variedad. Me encanta que me vean hacerlo y hacerlo con varios a la vez”. Dijo Alejandro, un tanto perturbado: “A mi novia la amo y con ella siento placer. Nunca la engañé con otra mina. Esto de los tipos es absolutamente nuevo. Pero cómo te explico... con ellos no es verdaderamente placer, es sólo un juego”.
–¿Son en sí heterosexuales que tiene experiencias con otros varones o son ya otra cosa, en el sentido de construir otra identidad? –le preguntó Página/12 a Figari.
–¿Eso realmente importa? Lo que debería primar en cualquier análisis de prácticas y experiencias sexuales es la autodefinición y la vivencia del sujeto en cuestión más allá de cualquier categoría como son las sexualidades heterosexuales o inclusive las periféricas. La heterosexualidad incluye también entre sus posibles comportamientos actos de los considerados homosexuales y también prácticas con “mujeres de sexo masculino” o travestis, sin que esto signifique “ser otra cosa”.
Qué noche para poner el cronómetro
Qué noche para poner el cronómetro
La Sociedad Internacional de Medicina Sexual estableció que la disfunción se diagnostica “cuando la eyaculación ocurre antes o dentro de un minuto de la penetración vaginal”. Diversos expertos polemizan con la entidad.
Por Pedro Lipcovich
“Sí, sí –gemía la mujer, abrazada al hombre–, ya está por llegar... ya llega... ¡Llegó!” Efectivamente, el cronómetro había llegado a marcar un minuto más un segundo: habían derrotado a la eyaculación precoz. Es que la Sociedad Internacional de Medicina Sexual estableció una definición “basada en la evidencia” por la cual la precocidad se diagnostica “cuando la eyaculación ocurre antes o dentro de un minuto de la penetración vaginal”. Esto dio lugar a una polémica que empezó en la tarde de ayer y finalizó enseguida: desde la sexología, objetan que la precocidad no se mide por segundos sino “por la capacidad para decidir el momento eyaculatorio”; desde el psicoanálisis advierten que “definir por cronómetro es simplista” y ejemplifican con “el sujeto que, por su fantasma de castración, acaba rápido para no poner en riesgo el pene”. Lo del cronómetro no es broma: realmente se usa –la chica debe apretar el botoncito– en ensayos clínicos para una droga que amenaza ser el Viagra de esta disfunción. Por lo demás, especialistas señalan que la eyaculación precoz puede prevenirse desde la adolescencia mediante una masturbación sabia, que ayude al sujeto a conocer sus propias reacciones.
La definición de la International Society for Sexual Medicine (ISSM) fue elaborada por “un panel de líderes en eyaculación prematura”, según el documento de la entidad. La caracteriza como “una disfunción sexual masculina en la que la eyaculación ocurre siempre o casi siempre antes de o en el curso de un minuto de la penetración vaginal”, a lo que suman “la incapacidad para demorar la eyaculación en todas o casi todas las penetraciones” con “consecuencias como estrés negativo y frustración y/o evitación de la intimidad sexual”.
“¿Y si un tipo acaba en 59 segundos porque así les gusta a él y a su mujer?”, preguntó el sexólogo León Gindin –profesor en la UAI, autor de Eyaculación precoz, problemas y soluciones–: “Lo que define la eyaculación precoz es la incapacidad o no para decidir voluntariamente el momento eyaculatorio”.
Gindin estimó que la precisión de la ISSM “puede vincularse con las pruebas clínicas que un laboratorio farmacéutico hace para drogas como la ‘dapoxetina’, próxima a lanzarse en Europa, que, tomada una hora antes de la relación sexual, podría demorar la eyaculación; para estas pruebas inventaron el Ivelt (Intra-Vaginal Eyaculatory Latency Time), que es medido por la mujer, con un cronómetro, desde la introducción del pene hasta la eyaculación”.
La sexóloga Virginia Martínez Verdier –directora de Sexuar– observó que “hasta los años ’50, la eyaculación precoz no existía como entidad clínica; esto era correlativo al hecho de que no se suponía que la mujer sintiera placer durante la relación; que el varón acabara rápido era más bien un alivio para ella. El tema se visualizó desde los ’60, cuando empezó a intentarse la compatibilidad entre las sexualidades de la mujer y del varón”.
Para Martínez Verdier, “la eyaculación precoz se produce, no importa si al minuto o a los cinco minutos, porque el varón no es capaz de frenar su estimulación antes de que llegue el momento de inevitabilidad eyaculatoria. Esto suele aprenderlo espontáneamente en la adolescencia: el chico se da cuenta cuándo llega ese momento y, para su propio placer, practica en postergarlo”.
“También para las chicas la masturbación adolescente es un aprendizaje, en este caso para lograr el orgasmo. Cierto que, para que esto pueda suceder, el chico o la chica deberían desarrollarse en ambientes respetuosos de su intimidad, de modo que puedan explorarse sin apuro ni temor.”
Para los que hayan desperdiciado su adolescencia en el estudio o el deporte, Gindin dio algunas recomendaciones que todo eyaculador precoz debe seguir sin demora: “Frecuencia coital de tres veces por semana; juegos sexuales largos, de 45 minutos o más; coito lento con ella arriba, deteniéndose cuando se aproxima la eyaculación y retomando cuando pasó la urgencia eyaculatoria”.
Pero esto no siempre alcanza. El psicoanalista Sergio Rodríguez –consultor en Psyché Anudamientos– ejemplificó con el caso de “el que padece un fantasma de castración y acaba rápido para no poner en peligro su pene. Esto es bien distinto de los muy jóvenes, que acaban rápido porque los juegos sexuales previos les producen un goce de tal tensión, y de tal envergadura, que no dura”; en todo caso, “definir la eyaculación precoz por el cronómetro es muy simplista”.
En cambio, el urólogo Adolfo Casabé –médico en el sector Disfunciones Sexuales del Hospital Durand– prefirió “desterrar la noción de que la eyaculación precoz es emocional: el hecho es que los antidepresivos, que elevan el nivel de serotonina en el sistema nervioso central, retardan el tiempo eyaculatorio”. Casabé es partidario de “tratamientos de 12 a 18 meses con estos fármacos”. En cuanto al minuto eyaculatorio, Casabé recordó que “en el anterior congreso mundial de la especialidad, habíamos establecido un consenso de dos minutos”, pero admitió que haya bajado a un minuto “por nuevo consenso”.
La Sociedad Internacional de Medicina Sexual estableció que la disfunción se diagnostica “cuando la eyaculación ocurre antes o dentro de un minuto de la penetración vaginal”. Diversos expertos polemizan con la entidad.
Por Pedro Lipcovich
“Sí, sí –gemía la mujer, abrazada al hombre–, ya está por llegar... ya llega... ¡Llegó!” Efectivamente, el cronómetro había llegado a marcar un minuto más un segundo: habían derrotado a la eyaculación precoz. Es que la Sociedad Internacional de Medicina Sexual estableció una definición “basada en la evidencia” por la cual la precocidad se diagnostica “cuando la eyaculación ocurre antes o dentro de un minuto de la penetración vaginal”. Esto dio lugar a una polémica que empezó en la tarde de ayer y finalizó enseguida: desde la sexología, objetan que la precocidad no se mide por segundos sino “por la capacidad para decidir el momento eyaculatorio”; desde el psicoanálisis advierten que “definir por cronómetro es simplista” y ejemplifican con “el sujeto que, por su fantasma de castración, acaba rápido para no poner en riesgo el pene”. Lo del cronómetro no es broma: realmente se usa –la chica debe apretar el botoncito– en ensayos clínicos para una droga que amenaza ser el Viagra de esta disfunción. Por lo demás, especialistas señalan que la eyaculación precoz puede prevenirse desde la adolescencia mediante una masturbación sabia, que ayude al sujeto a conocer sus propias reacciones.
La definición de la International Society for Sexual Medicine (ISSM) fue elaborada por “un panel de líderes en eyaculación prematura”, según el documento de la entidad. La caracteriza como “una disfunción sexual masculina en la que la eyaculación ocurre siempre o casi siempre antes de o en el curso de un minuto de la penetración vaginal”, a lo que suman “la incapacidad para demorar la eyaculación en todas o casi todas las penetraciones” con “consecuencias como estrés negativo y frustración y/o evitación de la intimidad sexual”.
“¿Y si un tipo acaba en 59 segundos porque así les gusta a él y a su mujer?”, preguntó el sexólogo León Gindin –profesor en la UAI, autor de Eyaculación precoz, problemas y soluciones–: “Lo que define la eyaculación precoz es la incapacidad o no para decidir voluntariamente el momento eyaculatorio”.
Gindin estimó que la precisión de la ISSM “puede vincularse con las pruebas clínicas que un laboratorio farmacéutico hace para drogas como la ‘dapoxetina’, próxima a lanzarse en Europa, que, tomada una hora antes de la relación sexual, podría demorar la eyaculación; para estas pruebas inventaron el Ivelt (Intra-Vaginal Eyaculatory Latency Time), que es medido por la mujer, con un cronómetro, desde la introducción del pene hasta la eyaculación”.
La sexóloga Virginia Martínez Verdier –directora de Sexuar– observó que “hasta los años ’50, la eyaculación precoz no existía como entidad clínica; esto era correlativo al hecho de que no se suponía que la mujer sintiera placer durante la relación; que el varón acabara rápido era más bien un alivio para ella. El tema se visualizó desde los ’60, cuando empezó a intentarse la compatibilidad entre las sexualidades de la mujer y del varón”.
Para Martínez Verdier, “la eyaculación precoz se produce, no importa si al minuto o a los cinco minutos, porque el varón no es capaz de frenar su estimulación antes de que llegue el momento de inevitabilidad eyaculatoria. Esto suele aprenderlo espontáneamente en la adolescencia: el chico se da cuenta cuándo llega ese momento y, para su propio placer, practica en postergarlo”.
“También para las chicas la masturbación adolescente es un aprendizaje, en este caso para lograr el orgasmo. Cierto que, para que esto pueda suceder, el chico o la chica deberían desarrollarse en ambientes respetuosos de su intimidad, de modo que puedan explorarse sin apuro ni temor.”
Para los que hayan desperdiciado su adolescencia en el estudio o el deporte, Gindin dio algunas recomendaciones que todo eyaculador precoz debe seguir sin demora: “Frecuencia coital de tres veces por semana; juegos sexuales largos, de 45 minutos o más; coito lento con ella arriba, deteniéndose cuando se aproxima la eyaculación y retomando cuando pasó la urgencia eyaculatoria”.
Pero esto no siempre alcanza. El psicoanalista Sergio Rodríguez –consultor en Psyché Anudamientos– ejemplificó con el caso de “el que padece un fantasma de castración y acaba rápido para no poner en peligro su pene. Esto es bien distinto de los muy jóvenes, que acaban rápido porque los juegos sexuales previos les producen un goce de tal tensión, y de tal envergadura, que no dura”; en todo caso, “definir la eyaculación precoz por el cronómetro es muy simplista”.
En cambio, el urólogo Adolfo Casabé –médico en el sector Disfunciones Sexuales del Hospital Durand– prefirió “desterrar la noción de que la eyaculación precoz es emocional: el hecho es que los antidepresivos, que elevan el nivel de serotonina en el sistema nervioso central, retardan el tiempo eyaculatorio”. Casabé es partidario de “tratamientos de 12 a 18 meses con estos fármacos”. En cuanto al minuto eyaculatorio, Casabé recordó que “en el anterior congreso mundial de la especialidad, habíamos establecido un consenso de dos minutos”, pero admitió que haya bajado a un minuto “por nuevo consenso”.
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