sábado, 27 de agosto de 2011

Casais que bebem juntos tem menos problemas no relacionamento

Casais que bebem juntos tem menos problemas no relacionamento
24 ago 2011 | Por @Nataliaporra em Artigo/Notícias às 23:31

Um estudo feito nos Estados Unidos apontou que casais que bebem juntos tendem a ter um relacionamento bem melhor do que aqueles que não.
“Beber juntos, em vez de separados, é claramente positivo para o relacionamento. Indivíduos que bebem com o parceiro têm níveis mais altos de intimidade e menos desentendimentos no dia seguinte, em comparação aos indivíduos que bebem sem a companhia do parceiro”, diz o psicólogo Ash Levitt, líder da pesquisa, “ou que simplesmente não bebem“.
O resultado foi obtido após a analise do comportamento de 69 casais heterossexuais, na casa dos 20 anos. Ninguém aqui tá falando de alcoolismo e exagero não, ok? A pesquisa é sobre casais que bebem juntos e não que chapam juntos. É só uma bebidinha básica, de um a três drinks no máximo.
Em todos os casais voluntários os resultados positivos estavam associados a níveis relativamente baixos de bebedeira, ou seja, aquela bebida pra ficar alegre mesmo e não pra chegar em casa mandando a família tomar no cu e dando tapa na cara dos vizinhos.
Se passar dessa quantidade de alcool pode ter certeza que o relacionamento não melhora, capaz até de um matar o outro, nunca se sabe.

Beneficios de la masturbación

Es uno de los temas más controvertidos, especialmente si se refiere a la mujer. En el caso de los hombres, la ceguera que se supone que causa el onanismo ha sido desterrada (o casi) por la modernidad de los tiempos, pero la masturbación femenina sigue siendo un tabú en España.

No obstante, la masturbación es, después de la relación sexual en sí, la manera más directa y más eficaz de satisfacer las necesidades sexuales.

Pero, ¿qué beneficios (además de los obvios) tiene la masturbación? Te los relatamos en las siguientes líneas.

Beneficios de masturbarse

Según afirma Martha Cornog en su obra “El gran libro de la masturbación”, esta técnica tiene los siguientes beneficios:

En los hombres, mejora el sistema inmunológico.
También hace que la próstata sea más resistente a infecciones.
En las mujeres, también es un gran aliado en la lucha contra las infecciones.
Alivia el dolor pre-menstrual y el menstrual.
A ambos sexos los libra del estrés.
Y también fortalece los músculos pélvicos.
Nos inmuniza contra las infecciones sexuales.
Y libera endorfinas, lo que nos hace estar más felices y contentos.
Asimismo, la masturbación conjunta hace que la pareja esté más unida y tenga una mayor confianza.

“Quero fazer sexo com 100 homens em um ano”

26/08/2011 - 00h10
“Quero fazer sexo com 100 homens em um ano”
Época São Paulo


“Fui levada por aqueles olhos verdes, os cabelos quase grisalhos. As piadas não eram tão engraçadas, mas a leveza com que ele conduziu tudo me conquistou irremediavelmente. O sexo não foi espetacular, não teve nada de bizarro, não foi inesquecível. Mas jamais poderei esquecer de uma sensação – ao vê-lo fumando nu na janela, pensei: ´quero de novo. E de novo. E de novo`. Foi libertador”.


"Eu não sou prostituta e não tenho interesse em sair com vocês"
Já teve gente achando que eu era um monte de jornalistas escrevendo ficção. Eu até preferiria começar esse "quem sou eu" dizendo que é porque "sou muitas mulheres em uma só". Mas não, eu não vou recorrer ao clichê. O motivo é bem simples: não sou tudo isso. Quisera eu!

Assim Letícia Fernandez começou o primeiro texto de um projeto bem incomum: ir para a cama com 100 homens em um ano – e relatar essa experiência em um blog. A meta foi estabelecida em fevereiro. Ela havia se mudado para São Paulo e, depois de uma calmaria em sua vida sexual, percebeu que a coisa tinha engrenado.

“Pensei que, se continuasse naquele ritmo, eu chegaria a cem em um ano. Como já havia tido vários blogs, resolvi registrar em um para não esquecer de cada caso. Por mais doloroso que seja para alguns homens, a verdade é essa: a gente esquece deles”, diz a jornalista de 30 anos e sotaque nordestino que se protege sob o pseudônimo (o nome e a cidade natal ela não revela nem amarrada). Só que o blog Cem Homens bombou.

Os 4 mil acessos diários passaram para 10 mil, depois para 30 mil, e ontem o blog registrou um pico recorde de 200 mil acessos. No último mês, já somam 750 mil. “Não esperava que tivesse esse retorno tão grande”, afirma a autora do Cem Homens. Ainda um pouco atordoada por todo esse sucesso, ela falou ao Tecnicidade:

Por que você resolveu fazer o blog?

São Paulo é arida, né? As pessoas não são muito simpáticas com alguém desconhecido. Eu estava acostumada com uma coisa mais calorosa e tive dificuldade para me adaptar ao jeito do paulistano. Se você faz piada de cunho sexual por aqui, as pessoas se constrangem, e eu não me constranjo com nada disso. Então mergulhei em outras coisas porque a parte sexual estava ruim. Quando as outras coisas estavam boas, eu me voltei para a minha vida sexual. Eu estava de férias e com uma vida pessoal bem agitada. Pensei que, se continuasse naquela batida, em um ano ia chegar a 100 homens. Como eu já havia tido outros blogs e gosto de escrever, resolvi registrar em um para não esquecer dos caras com quem eu estava transando. Por mais que seja doloroso para alguns homens, a verdade é essa: a gente esquece de vocês. É bastante normal uma mulher querer transar com cem homens, só que as pessoas não falam disso.

O blog está fazendo muito sucesso. Você esperava essa repercussão?

Eu não achei que ia ter esse retorno. O interesse das pessoas em uma vida completamente comum me assusta. Fico imaginando como é a vida das pessoas que caem na rede. Tenho um pouco de receio do que pode acontecer. Quando comecei, achei que seria só mais um blog. Ficaria numa boa se tivesse sido assim.

Já pensou por que isso está acontecendo?

É um assunto que todo mundo gosta ou sobre o qual tem alguma curiosidade. As pessoas me mandam email com dúvidas. Uma menina queria saber: “O que faço com a ejaculação precoce do meu namorado?”. Porque ela não tinha coragem de falar com os amigos sobre isso, e o blog acaba sendo um lugar de discussão graças à proteção do anonimato, que permite às pessoas falarem coisas que não são tratadas em outros lugares. Aos poucos a coisa evoluiu para além da festa. Passei a me interessar mais pelo assunto. Não só consumir sexo, mas a saber um pouco mais do que a média.

Como assim?

Quando comecei a fazer o blog, me deparei com certas taras, coisas que não faziam parte da minha realidade. Se você sai com um cara, ele não vai falar que gosta de ser penetrado ou te propor uma escatalogia. Mas isso já aconteceu pelo blog, que ganhou um papel importante por esse feedback. Passaram a me mandar muitos emails. Hoje eu narro algumas coisas, mas virou mais um espaço onde as pessoas falam sem medo de serem julgadas. Ao mesmo tempo o blog foi uma forma de relatar uma mudança na minha forma de ver o sexo e até intensificou isso. Antes eu não namoraria um bissexual e era uma defensora da monogamia. Mas hoje teria um relacionamento com um bissexual e acho que um relacionamento aberto pode dar certo. Uma vez fiz um post sobre travestis. Os comentários eram em sua maioria de homens dizendo que curtiam ou de mulheres dizendo que se descobrissem que o marido gostava seria o fim do casamento. Mas quatro mulheres disseram que tinham tesão em travesti. Isso nunca tinha passado pela minha cabeça, mas aí essas pessoas admitem esse desejo em um blog e eu aprendo com isso. Hoje, se uma amiga minha falar que sente tesão por travesti, eu não acharia mais estranho.

Você consegue traçar um perfil dos seus leitores?

Acho que não tem um perfil. Tentei fazer uma análise disso com um post em que eu pedia para as pessoas dizerem a idade, o sexo e a cidade onde moravam. Tinha gente de 18 ano a 50 anos. Mas, como a maioria dos comentários são anônimos, não há como saber.

Em muitos sites, os comentários anônimos são um problema porque as pessoas falam coisas impublicáveis. No seu blog também é assim?

Os comentários eram liberados, mas depois eu tive que passar a controlar. Quanto mais notoriedade, mais comentário tosco. Já disseram que eu estava tomada pelo diabo ou que eu estava ensinando as mulheres a serem prostitutas. Mas não recebo muitas mensagens desse tipo. Por email, nem me xingam mais. Acho que as pessoas têm preguiça. Quando recebo comentário ou email assim, nem presto mais atenção. Fico incomodada com quem quer ditar o que eu tenho que falar no blog. O pior é quantidade de email de tarado. Teve um homem que me mandou a foto da vasectomia dele. As pessoas perdem a noção completamente. Nem perco tempo lendo porque esse tempo poderia ser melhor gasto escrevendo no blog ou respondendo a pessoas bacanas. Esse tipo de mensagem eu mando direto para a pasta de homens sem noção do meu email. Criei até um tumblr para colocar as coisas mais absurdas que eu recebo (http://cemhomenssemnocao.tumblr.com/).

Em meio a esse assédio, surgem pessoas legais?

Tenho leitores muito bacanas. Saio, bato papo, viro amiga. Tem pessoas com quem falo todos os dias no Twitter, troco email. Hoje está um pouco difícil porque não consigo mais responder a tudo e a conversa não flui, mas com quem já me lia antes eu tenho uma boa relação.

E casos com leitores, já teve?

O número 18 foi o primeiro leitor com quem eu transei. A gente trabalhava no mesmo lugar. Eu já sabia quem ele era, e ele não sabia quem eu era. Quase desisti por medo de encontrá-lo e não ser bacana. Mas fui. Hoje não nos falamos mais. O número 26 também é leitor.

Eles idealizam uma mulher muito diferente do que você é?

Acho que me imaginam completamente diferente, como se eu fosse a maior gostosa, dessas que passam e todo mundo olha. Também acham que eu fico dando mole para os caras na rua. Sou normal. Na balada, nem sou a mais paquerada do meu grupo de amigas. Mas quem vai terminar a noite acompanhada sou eu porque elas são conservadoras. Eu só tenho preocupação com minha segurança física e doenças venéreas. Nem ligo pro resto.

Já rolou alguma paixão?

Sim, foi com um leitor do blog. Não quero falar muito porque as coisas estão meio indecisas. A gente se trata por nomes ridículos que nem os casais apaixonados, mas ele não mora em São Paulo. Então, decidimos não continuar, porque eu preciso muito do contato físico. Eu não ia conseguir ser monogâmica à distância, e ele não segurou a onda. Ele é uma pessoa incrível e ainda vamos nos encontrar. Há um carinho muito grande. Quero ter ele na minha vida para sempre, nem quem seja para mandar só um email por ano perguntando como estão as coisas.

Alguma história ficou de fora?

Hoje fica. Não vejo necessidade de escrever todas as histórias, porque não quero magoar as pessoas. Até o número 29 eu postei todas. Depois passei a não postar porque não vou por em risco um relacionamento para saciar a curiosidade de quem eu nem conheço. Teve um cara com quem eu transei e foi muito ruim. Como você fala que foi muito ruim para alguém do seu círculo social?

Como está a sua contagem?

Está acima de 30. Ou melhor, de 31, porque teve um ménage a trois. Mas não quero ser precisa porque não vou mais escrever logo depois que rola a transa. Vai ser fora de ordem, aos poucos, algumas semanas depois ou quando acabar. Eu estou expondo a vida de outras pessoas e é difícil lidar com isso.

Com o sucesso, você pensa em se revelar em algum momento?

Não. Prefiro que as coisas fiquem bem separadas. As pessoas são muito grosseiras. Tenho que preservar outras pessoas e a minha família. Não quero que sobre para ninguém. Eu escolhi isso.

Já pensou em como esse projeto vai evoluir daqui em diante? Ou onde isso vai terminar?

Não tenho a menor ideia. Já me chamaram para dar entrevista na TV e fazer programa de rádio. Fico um pouco envergonhada. Não pelo sexo, mas porque eu não preciso dessa massagem no ego. Não tenho esse exibicionismo digital. Pode parecer contraditório, porque tenho blog sobre a minha vida sexual. Mas o blog não existe para eu ficar conhecida. A ficha ainda não caiu. Talvez tivesse caído se eu ganhasse algum dinheiro com ele. Talvez já tivesse virado uma coisa profissional. Mas não é o caso. Pra mim, continua sendo só um blog. É divertido, mas também é muito irritante às vezes. Já pensei em parar. Cheguei a fazer post de despedida, mas continuei porque eu sinto que ele tem uma função bacana. Mesmo eu não sendo recompesada diretamente, sei de mulheres que se sentem melhor por ler o blog. Largar seria um idiotice.

Educação sexual na infância garante reprodução saudável

Educação sexual na infância garante reprodução saudável
Natacha Roberto - HojePartilhar Tamanho da letra Enviar Imprimir
Exames pré-parto são cruciais
A educação sexual e os exames ginecológicos são cruciais para que a mulher tenha um órgão genital funcional e um ciclo reprodutivo saudável. Esta tese é do médico ginecologista brasileiro Elliano Pellini, que a defendeu na quinta-feira, em Luanda, no primeiro curso sobre “Ginecologia Endócrina e Sexualidade Feminina”, na Clínica Girassol.
Elliano Pellini assegura que os exames pós-parto permitem ao terapeuta sexual descobrir anomalias nos órgãos genitais e prevenir doenças no futuro. “O bom exame no pós-parto permite ao pediatra observar se os órgãos genitais são naturais, através do sangramento que a criança faz logo à nascença”, sustentou o especialista.
As mulheres devem consultar os médicos em todas as etapas da infância e isso é benéfico para o bom desempenho dos órgãos.
“As famílias devem estar atentas quando surge na adolescente o ciclo menstrual e nos casos em que há dor dirigirem-se ao consultório do ginecologista para um tratamento preventivo”, reforçou.
O palestrante acentuou que os casos mais comuns de disfunção sexual feminina são a ausência de lubrificação, falta de interesse, membrana vaginal fechada, falta de orgasmos e vaginismo – contracções musculares dolorosas.
O ginecologista brasileiro garante que as novas tecnologias permitem à mulher resolver os inúmeros problemas que podem surgir na idade adulta, como a reconstituição da vagina e do tubo genital, entre outros. “Existem casos de mulheres com vagina sem útero e com defeitos na formação dos órgãos que apenas os descobrem quando tentam uma vida sexual e na fase adulta”, explicou. Na opinião do ginecologista, é importante que a adolescente analise o seu corpo e observe se existe alguma anomalia na formação genital.
O presidente da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Angola, Paulo Campos, informou que a acção de formação dirigida aos ginecologistas visa aumentar a capacidade formativa dos profissionais e o seu nível de actuação nas respectivas áreas.


Paulo Campos considera crucial que os profissionais tenham conhecimentos sobre o funcionamento dos órgãos da mulher, desde a cabeça aos órgãos de reprodução e toda a sua vida fisiológica.
“A compreensão dos fenómenos da sexualidade feminina está obscurecida e debates como estes ajudam os ginecologistas a resolver os problemas que muitas mulheres apresentam ao longo da idade reprodutiva”, esclareceu.
Actualmente, a Associação de Ginecologistas, Obstetras e Pediatras de Angola tem 90 filiados.

Delegada diz que estudantes que faziam orgia no MS consideravam prática normal

publicado em 26/08/2011 às 17h57:
Delegada diz que estudantes que faziam orgia no MS consideravam prática normal

Ela afirmou que eles ganhavam até camisinha na escola e no posto de saúde
Do R7, com MS Record.
Depois de ouvir os 20 integrantes, que tem entre 12 e 16 anos, do chamado Congresso do Bulimento, que se reuniam em horário de aula para praticar orgias sexuais em Campo Grande (MS), as delegadas que investigam o caso disseram que os jovens achavam normal praticar sexo, mas sabiam estar errados ao ingerir bebidas alcoólicas.

O caso está sendo investigado por duas delegacias, uma que protege os menores e outra que apura atos criminosos. Oito menores respoderão por abuso de vulneráveis por terem feito sexo com menores de 14 anos. Alguns pais também serão indiciados por saberem das festas e não terem feito nada. Eles poderão responder por abandono de incapaz, abandono intelectual, maus tratos e corrupção de menores.

A delegada Aline Lopes disse que as festas aconteciam há, no mínimo, cinco meses. Em depoimentos, muitos alegaram que tinham aula de sexologia na escola e eram entregues camisinhas.

- Tivemos que esclarecer para os adolescentes que é crime fazer sexo com menor de doze anos porque para eles era normal. A única coisa que eles tinham conhecimento e tentaram esconder é o fato de terem ingerido bebidas alcoólicas durante as festas.

A delegada Regina Rodrigues disse que além de investigar a direção do colégio, os pais e alunos, também será investigado como eles conseguiram comprar as bebidas. Ela disse que muitos pais alegaram que achavam que os filhos estavam na escola e não tinham conhecimento das festas, mas que a responsabilidade de acompanhar o desempenho escolar dos alunos também é da família.

O grupo mantinha até uma comunidade em um site de relacionamento que fazia apologia ao sexo. A denúncia partiu da mãe de uma menina de 12 anos que chegou a participar do "Congresso do Bulimento", como eram chamadas as orgias.
A participação de adultos nas orgias e o uso de drogas não foram confirmados.

O grupo confeccionava até camisetas. Marcava os encontros pelas redes sociais, por telefone e até dentro da escola.
O diretor da instituição de ensino, que tinha conhecimento da existência dos encontros do grupo, poderá ser responsabilizado.

A polícia também descobriu como teria surgido o grupo. Tudo começou com a criação de um grupo de funk dentro da escola onde os adolescentes estudam. Com o passar do tempo, o objetivo inicial - que era dançar - ficou em segundo plano. A escola até dissolveu o grupo de dança.

Esses mesmos adolescentes continuavam marcando encontros na casa de um deles. Encontros sexuais regados a bebidas alcoólicas. Os meninos e meninas disseram à polícia que não sabiam que manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime. Segundo informações policiais, eles teriam ficado até indignados.


Texas mantém taxa de entrada obrigatória em clube de strip-tease

27/08/2011 - 06h06
Texas mantém taxa de entrada obrigatória em clube de strip-tease
Do UOL Notícias
Em São Paulo
A Suprema Corte do Estado do Texas, nos Estados Unidos, determinou que a o valor cobrado para a entrada nos clubes de strip-tease é considerado constitucional, segundo informações do "Huffington Post". Dessa forma, a cobrança é mantida. O chamado “imposto do pecado” custa US$ 5 para o cliente que quiser frequentar o clube.

Representantes dos estabelecimentos classificam a taxa de “inapropriada” e afirmam que a medida traz desvantagem para o negócio, o que pode, inclusive, reduzir o faturamento e movimento nos estabelecimentos. Os proprietários dos clubes já anunciaram que pretendem recorrer da decisão.

O valor é cobrado desde 2007, e parte da renda é destinada a programas de combate à exploração sexual e saúde preventiva. O valor arrecadado também é direcionado para políticas que beneficiam a população de baixa renda.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Libido em baixa

Libido em baixa
por Marcella Brum
Tem dias em que não dá vontade nem de fazer sexo. Tudo bem, até aí não existe nada de anormal. Só que algumas pessoas levam os problemas para a cama e deixam o desejo sexual se transformar numa vaga lembrança do passado.
Um dia é o cansaço. No outro, aparece a dor de cabeça. Até o fim da semana, desfilam ainda pelo repertório de desculpas o sono acumulado, a cólica que não passa e até o calor, que não dá ânimo nem pra se mexer. Mas é assim mesmo, tem dias que nem um bom sexo faz a nossa cabeça. O que não significa nada de anormal, já que somos humanos e é difícil se manter inabalável em meio à alta dos juros, ao preço dos combustíveis e às tarifas telefônicas. Só que algumas pessoas, mais precisamente as que se identificam com o comecinho dessa matéria, acabam levando pra cama apenas os problemas, e deixando o desejo sexual se transformar numa vaga lembrança do passado.

Baixa libido significa falta ou diminuição do desejo sexual, que é composto basicamente por fatores biológicos e psicológicos. Em outras espécies de animais, os aspectos biológicos são mais importantes – pois na selva ninguém paga conta no fim do mês e nem pega trânsito na hora do rush. Já na espécie humana, os inúmeros aspectos psicológicos acabam levando vantagem em cima da natureza. Ou seja, o nosso plus, que é o desenvolvimento social e cultural, se torna responsável direto pela nossa expressão do desejo sexual. Portanto, uma pessoa com baixo desejo não procura por sexo, corta o erotismo de seu dicionário e evita até tocar no assunto.

Geralmente, o sexo é jogado para escanteio quando as pessoas se tornam insaciáveis de complicações. O jornalista Marcos Coelho se considera um exemplo dessa falta de gerenciamento. “Normalmente, eu fico sem tesão quando estou muito focado em algo que estou fazendo ou que vai acontecer. Nessas ocasiões, acabo abstraindo o sexo da minha vida”, conta ele.

Ficar emocionalmente broxa pode acontecer com qualquer um. Mas, sem dúvida, quanto mais a idade vai passando, mais vamos tendo conteúdo para ficar com macaquinhos no sótão. “Com o tempo, a falta de desejo é mais evidente. Pois os problemas não administrados aumentam com a idade, somam-se a outros e, por conseqüência, pioram as possibilidades sexuais”, afirma Oswaldo Rodrigues Jr. Com a administradora de empresas Renata Lisboa foi assim: a insatisfação não solucionada acabou se transformando numa enorme bola de neve, que passou por cima da sua libido com tudo. “Eu tinha complexo de gordinha. Então, fazia de tudo (sem conseguir cumprir a metade) para emagrecer. Como não via resultados, aquilo me gerava uma ansiedade, um nervosismo, que eu acabava descontando em tudo: na comida, no meu marido, no meu filho. Ele queria transar e eu não tinha o menor ânimo porque estava sempre me achando feia, não deixava nem ele me ver sem roupa”, conta Renata, lembrando que o relacionamento começou a degringolar por causa da sua aversão ao contato físico com o marido. “Ele começou a deixar pra lá, chegava cada vez mais tarde e estava se desinteressando nitidamente por mim. Foi quando eu procurei ajuda psicológica. O casamento acabou, mas eu me recuperei, emagreci, e hoje, levo uma sexual bem ativa até, afinal, estou solteira e sabe como é...”, diz ela.

E por ironia do destino – já que é uma questão de ordem administrativa – nós mulheres, que cuidamos da casa, dos filhos e da carreira, somos as mais propensas à falta de desejo sexual. “A sexualidade feminina está muito vinculada ao seu estado psicológico. A mulher precisa de estímulos preliminares mais demorados e intensos, precisa estar mais acessível à sexualidade para poder exercê-la”, diz a sexóloga Glene Faria, acrescentando que a menopausa também é uma fase muito delicada para a sexualidade feminina. “Este é um período de transição, de conflitos psicológicos e de questionamento da mulher. Então, pode ocorrer uma incidência maior de mulheres com diminuição do desejo de fazer sexo”, afirma ela.

O motivo para a inibição do desejo sexual afetar mais as mulheres se encontra no machismo puro que a sociedade cultiva. Ou seja, a mulher é educada para expressar menos desejo e mais romantismo, e ao homem só resta fazer sexo – com ou sem vontade. “É uma obrigação social do homem, portanto eles nem sempre percebem se falta desejo. Eles pensam que precisam fazer sexo, julgam ter desejo e assim acabam desenvolvendo problemas de ereção”, descreve Oswaldo Rodrigues Jr. E a falta de desejo, além do racionamento de sexo, pode acarretar diversos outros problemas de ordem emocional, social e até profissional. Então, como na maioria das vezes, os fatores responsáveis por essa escassez são os psicológicos, o reencontro com a sexualidade plena pode acontecer por meio da terapia sexual. “Ela ajuda na compreensão e descoberta, ou redescoberta, da sexualidade individual e do casal”, conclui Glene Faria.