Afrodisíacos naturais
Especialistas dizem o que pode deixar as mulheres mais à vontade na hora do sexo
Por Maria Fernanda Schardong
08/04/2010
O Ginseng indiano combate os sintomas da menopausa, o Ginkgo biloba aumenta a circulação sanguínea genital, exercícios localizados ajudam a fortalecer a musculatura. As promessas são muitas e as alternativas parecem fáceis. Mas, quando o assunto é sexualidade, os especialistas advertem que a solução pode passar longe da farmácia. É na cabeça que as mulheres devem resolver a maioria das queixas que levam para a cama.
A disfunção sexual nas mulheres pode ir desde aspectos físicos, como a diminuição do desejo, até psicológicos como a depressão e a baixa autoestima. Na maioria das vezes, achar a solução para o grande quebra-cabeça é tarefa das mais complicadas. Para o terapeuta sexual e membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana (SBRASH), Marcelo Toniette, o bom sexo depende de um equilíbrio entre o corpo e a mente.
“Para ter um desempenho sexual satisfatório é preciso estar em bom estado de saúde física e emocional. Assim, a vida sexual de uma pessoa pode ser entendida como um termômetro de como anda a vida como um todo. Dentre as alternativas naturais para melhorar a qualidade de vida, não só a sexual, as melhores são a adoção de uma alimentação balanceada e a prática de atividades físicas. Quem se aceita e tem uma vida social ativa, certamente terá sua vida sexual favorecida”, esclarece ele.
Quando se fala em disfunção sexual feminina a culpa sempre recai sobre eles, os hormônios. Porém, para a sexóloga e professora da Faculdade de Medicina da UERJ Regina Moura, o bom funcionamento sexual depende mais da própria mulher do que dos hormônios. “Além da diminuição do desejo sexual, há a ausência de orgasmo, a dispareunia (dor à penetração) e o vaginismo (contração involuntária e dolorosa à qualquer tentativa de penetração). Todas essas disfunções podem ser de caráter permanente ou transitório. Uma mulher pode ter desejo por um companheiro e não ter por outro. Ou ter orgasmo com um e não com outro. Não estou dizendo que hormônios não têm importância, apenas afirmo que os hormônios ajudam, mas não determinam”, explica ela.
Se o problema está no desequilíbrio hormonal, produtos e ervas naturais prometem substituir e tentar solucionar o quebra-cabeça. “Por exemplo, na menopausa a baixa de hormônios estrógenos está associada à diminuição dos estrógenos. As células têm receptores para esses hormônios, e as isoflavonas têm uma estrutura molecular semelhante aos estrógenos. Daí, ocupando esses receptores, passam a ter a mesma função dos hormônios. É assim que esses produtos naturais dizem agir, porém, fica uma pergunta: do que adianta recorrer a eles se a própria mulher não está disposta ao sexo?”, questiona Moura.
No final das contas, fazer do sexo um prazer e não uma obrigação depende muito mais da cumplicidade, intimidade e do desejo de amar e ser amado do que soluções naturais e milagrosas que estão disponíveis no mercado. “A resposta para o bom desempenho sexual está em como a pessoa lida com seus próprios sentimentos e valores, de como partilha sua intimidade com o outro. Esses produtos podem até ajudar, mas nunca determinar se o sexo será bom ou não. O bom sexo não está relacionado somente ao desempenho sexual, mas à qualidade do encontro sexual como um todo, e aí fazem parte o grau de intimidade, a cumplicidade, a capacidade de dar e receber afeto, e à disponibilidade do casal em descobrir possibilidades gratificantes e prazerosas nesse encontro”, finaliza Toniette.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7817
terça-feira, 19 de abril de 2011
Exercício íntimo
Exercício íntimo
Saiba a importância de como manter a musculatura vaginal em forma
Por Ilana Ramos
18/04/2011
Contraia, conte até cinco, e relaxe. Repita. Não, não se trata de nenhum exercício para fortalecer a barriga ou o braço. Esse é o movimento básico para exercitar a principal musculatura da região pélvica feminina: a MAP. A Musculatura do Assoalho Pélvico é responsável pelo sustentamento de todos os órgãos dessa área e, para seu perfeito funcionamento, como qualquer outro músculo, também precisa ser exercitada regularmente. Conversamos com especialistas para entender melhor o funcionamento dessa região e como mantê-la em forma.
A prática regular de atividades físicas é recomendada por médicos de todas as especialidades, como forma de evitar doenças e manter a saúde sempre em dia. Exercitar os músculos do corpo faz com que eles adquiram a resistência necessária para funcionar corretamente. Os exercícios porém, devem atingir todos os músculos do corpo, incluindo os da MAP. “Essa rede muscular é responsável pela sustentação da bexiga e atua no trabalho de contensão urinária e fecal e é importante no ato sexual por manter a pressão interna da vagina num calibre fisiológico considerado normal”, explica a ginecologista e terapeuta sexual Gleine Rodrigues.
Com o passar dos anos, o enfraquecimento da musculatura vaginal é comum, bem como o dos outros músculos do corpo. Com a alteração hormonal que a mulher sofre na menopausa, os cuidados com a MAP devem ser redobrados. “O enfraquecimento dela faz parte do processo natural do envelhecimento e todas as mulheres sofrem com isso. E também pode acontecer devido a fatores externos como parto normal sem assistência adequada, obesidade e tosse excessiva, que exercem pressão nessa região do corpo”, explica Gleine.
Poucas dão a devida importância, mas é bom saber a quantas anda a musculatura vaginal. O ideal é ir ao ginecologista com frequência e monitorar a pressão dos músculos da vagina, mas a mulher pode perceber sozinha se já apresenta a MAP enfraquecida. A médica explica que “a mulher geralmente nota o problema quando começa a produzir garrulitas, que são aqueles barulhinhos de ar ouvidos geralmente durante a atividade sexual, comuns em certas posições, mas que, em excesso, podem indicar flacidez da musculatura do assoalho pélvico, além da perda urinária (incontinência)”.
Aliás, incontinência urinária é um problema que, de acordo com o site da CeCURJ (Centro de Continência Urinária do Rio de Janeiro), atinge 6 milhões de mulheres no Brasil. Professora de ginástica íntima há mais de 20 anos, Regina Racco esclarece que “toda a região genital é cercada por músculos, os pubococcígeos, que são os responsáveis pelo tônus da região, garantindo que a mulher não sofra de incontinência urinária. O enfraquecimento desses músculos causa o afrouxamento da musculatura vaginal, liberando o esfíncter da uretra, que atua na contensão da urina”.
Contrair e relaxar pode ser a união do útil com o agradável. Na hora do sexo, a sensação que a mulher tem do pênis – e, consequentemente, o grau de prazer sexual – está diretamente ligado ao tônus dessa área. “Quando a MAP perde seu tônus, acontece um relaxamento da musculatura que envolve o pênis na hora do sexo e, como consequência, a mulher não o sente mais tão bem e vice-versa. Ou seja, para saber o quanto seu parceiro está te sentindo na hora do sexo, perceba o quanto você o sente. A intensidade é a mesma”, aconselha a professora.
A técnica do contrai-relaxa parece boba, mas pode ser uma boa saída para manter a MAP definida. Segundo a médica, o procedimento é simples e discreto, “basta contrair os músculos da região por cinco segundos e soltar, três vezes por dia, em posição sentada ou deitada. Para trabalhar com o parceiro e estimular mais ainda o prazer sexual, ela pode contrair a musculatura quando o pênis estiver entrando e relaxar quando ele estiver saindo. A mulher pode também não fazer nada e, quando o pênis estiver saindo, contrair bastante o músculo, como se quisesse segurá-lo. Existem também outros exercícios mais específicos que podem ser feitos, como o uso de pesinhos vaginais e eletroestimulação. Quais desses devem ser utilizados e a intensidade de cada um devem ser avaliados no consultório”.
A questão não envolve somente as mulheres. De acordo com Regina, a ala masculina também se preocupa. “Muitos homens chegam com problemas sérios de saúde íntima. Trabalhar a MAP faz com que, além de aprender a regular a perda urinária, consigam também controlar a ejaculação, mantendo-se no ápice sexual durante muito tempo”, elucida. A professora ainda conclui com uma dica para as representantes maduras do sexo feminino. “Após os 50, exercitar a musculatura é mais do que aconselhável, é obrigatório. A perda do tônus acelera após a menopausa e acontece de forma acentuada na região genital”, completa.
Experiente no assunto, Regina Racco sugere ao Maisde50 três exercícios simples para ajudar a mulherada no fortalecimento da MAP. “O acompanhamento de um profissional é sempre bom, mas não é obrigatório. Esses são exercícios fáceis e irão tonificar a MAP. Já na primeira semana, é possível perceber uma maior sensibilidade. Continuando os exercícios, a musculatura se fortalecerá cada vez mais. Não há contraindicação, o importante é fazer corretamente os exercícios", finaliza a professora. Confira a seguir:
1º exercício básico: Sente-se em uma cadeira (evite as poltronas), sua coluna tem que permanecer ligeiramente inclinada para frente, sem causar desconforto, mãos nos joelhos, pés paralelos, ligeiramente separados . Inspire contraindo os músculos da vagina, de forma elevatória, como se puxasse algo (contração elevatória) conte até 30 e relaxe expirando. Repita esse exercício por 3 a 5 vezes ou por até cinco minutos.
2º exercício básico: Em pé, braços ao longo do corpo, mantenha os pés paralelos e ligeiramente separados. Contraia as nádegas e tente uni-las ao máximo que puder. Conte até dez e relaxe. Repita 3 vezes. Ao contrair o músculo elevador do ânus (MEA) conseguirá sentir a vagina contraída.
3º exercício básico: Em pé, contraia e relaxe a musculatura da vagina, como se estivesse pulsando, repita 30 pulsações rápidas e relaxe.
Exercícios para os homens: Duas vezes ao dia quando forem urinar, segurem o jato urinário, contem até 10 e soltem, façam isso três repetições apenas por vez. Prestem atenção porque os músculos capazes de segurar o jato urinário (PC) são os mesmos capazes de segurar a ejaculação e esse treino, aumentará o seu controle. E depois de um tempo, já será possível efetuar este movimento fora da hora do xixi. Prestar atenção na sua região pélvica é fundamental para entender o processo. Homens podem contrair tanto quanto as mulheres, imaginando que estão sugando algo com o pênis.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8225
Saiba a importância de como manter a musculatura vaginal em forma
Por Ilana Ramos
18/04/2011
Contraia, conte até cinco, e relaxe. Repita. Não, não se trata de nenhum exercício para fortalecer a barriga ou o braço. Esse é o movimento básico para exercitar a principal musculatura da região pélvica feminina: a MAP. A Musculatura do Assoalho Pélvico é responsável pelo sustentamento de todos os órgãos dessa área e, para seu perfeito funcionamento, como qualquer outro músculo, também precisa ser exercitada regularmente. Conversamos com especialistas para entender melhor o funcionamento dessa região e como mantê-la em forma.
A prática regular de atividades físicas é recomendada por médicos de todas as especialidades, como forma de evitar doenças e manter a saúde sempre em dia. Exercitar os músculos do corpo faz com que eles adquiram a resistência necessária para funcionar corretamente. Os exercícios porém, devem atingir todos os músculos do corpo, incluindo os da MAP. “Essa rede muscular é responsável pela sustentação da bexiga e atua no trabalho de contensão urinária e fecal e é importante no ato sexual por manter a pressão interna da vagina num calibre fisiológico considerado normal”, explica a ginecologista e terapeuta sexual Gleine Rodrigues.
Com o passar dos anos, o enfraquecimento da musculatura vaginal é comum, bem como o dos outros músculos do corpo. Com a alteração hormonal que a mulher sofre na menopausa, os cuidados com a MAP devem ser redobrados. “O enfraquecimento dela faz parte do processo natural do envelhecimento e todas as mulheres sofrem com isso. E também pode acontecer devido a fatores externos como parto normal sem assistência adequada, obesidade e tosse excessiva, que exercem pressão nessa região do corpo”, explica Gleine.
Poucas dão a devida importância, mas é bom saber a quantas anda a musculatura vaginal. O ideal é ir ao ginecologista com frequência e monitorar a pressão dos músculos da vagina, mas a mulher pode perceber sozinha se já apresenta a MAP enfraquecida. A médica explica que “a mulher geralmente nota o problema quando começa a produzir garrulitas, que são aqueles barulhinhos de ar ouvidos geralmente durante a atividade sexual, comuns em certas posições, mas que, em excesso, podem indicar flacidez da musculatura do assoalho pélvico, além da perda urinária (incontinência)”.
Aliás, incontinência urinária é um problema que, de acordo com o site da CeCURJ (Centro de Continência Urinária do Rio de Janeiro), atinge 6 milhões de mulheres no Brasil. Professora de ginástica íntima há mais de 20 anos, Regina Racco esclarece que “toda a região genital é cercada por músculos, os pubococcígeos, que são os responsáveis pelo tônus da região, garantindo que a mulher não sofra de incontinência urinária. O enfraquecimento desses músculos causa o afrouxamento da musculatura vaginal, liberando o esfíncter da uretra, que atua na contensão da urina”.
Contrair e relaxar pode ser a união do útil com o agradável. Na hora do sexo, a sensação que a mulher tem do pênis – e, consequentemente, o grau de prazer sexual – está diretamente ligado ao tônus dessa área. “Quando a MAP perde seu tônus, acontece um relaxamento da musculatura que envolve o pênis na hora do sexo e, como consequência, a mulher não o sente mais tão bem e vice-versa. Ou seja, para saber o quanto seu parceiro está te sentindo na hora do sexo, perceba o quanto você o sente. A intensidade é a mesma”, aconselha a professora.
A técnica do contrai-relaxa parece boba, mas pode ser uma boa saída para manter a MAP definida. Segundo a médica, o procedimento é simples e discreto, “basta contrair os músculos da região por cinco segundos e soltar, três vezes por dia, em posição sentada ou deitada. Para trabalhar com o parceiro e estimular mais ainda o prazer sexual, ela pode contrair a musculatura quando o pênis estiver entrando e relaxar quando ele estiver saindo. A mulher pode também não fazer nada e, quando o pênis estiver saindo, contrair bastante o músculo, como se quisesse segurá-lo. Existem também outros exercícios mais específicos que podem ser feitos, como o uso de pesinhos vaginais e eletroestimulação. Quais desses devem ser utilizados e a intensidade de cada um devem ser avaliados no consultório”.
A questão não envolve somente as mulheres. De acordo com Regina, a ala masculina também se preocupa. “Muitos homens chegam com problemas sérios de saúde íntima. Trabalhar a MAP faz com que, além de aprender a regular a perda urinária, consigam também controlar a ejaculação, mantendo-se no ápice sexual durante muito tempo”, elucida. A professora ainda conclui com uma dica para as representantes maduras do sexo feminino. “Após os 50, exercitar a musculatura é mais do que aconselhável, é obrigatório. A perda do tônus acelera após a menopausa e acontece de forma acentuada na região genital”, completa.
Experiente no assunto, Regina Racco sugere ao Maisde50 três exercícios simples para ajudar a mulherada no fortalecimento da MAP. “O acompanhamento de um profissional é sempre bom, mas não é obrigatório. Esses são exercícios fáceis e irão tonificar a MAP. Já na primeira semana, é possível perceber uma maior sensibilidade. Continuando os exercícios, a musculatura se fortalecerá cada vez mais. Não há contraindicação, o importante é fazer corretamente os exercícios", finaliza a professora. Confira a seguir:
1º exercício básico: Sente-se em uma cadeira (evite as poltronas), sua coluna tem que permanecer ligeiramente inclinada para frente, sem causar desconforto, mãos nos joelhos, pés paralelos, ligeiramente separados . Inspire contraindo os músculos da vagina, de forma elevatória, como se puxasse algo (contração elevatória) conte até 30 e relaxe expirando. Repita esse exercício por 3 a 5 vezes ou por até cinco minutos.
2º exercício básico: Em pé, braços ao longo do corpo, mantenha os pés paralelos e ligeiramente separados. Contraia as nádegas e tente uni-las ao máximo que puder. Conte até dez e relaxe. Repita 3 vezes. Ao contrair o músculo elevador do ânus (MEA) conseguirá sentir a vagina contraída.
3º exercício básico: Em pé, contraia e relaxe a musculatura da vagina, como se estivesse pulsando, repita 30 pulsações rápidas e relaxe.
Exercícios para os homens: Duas vezes ao dia quando forem urinar, segurem o jato urinário, contem até 10 e soltem, façam isso três repetições apenas por vez. Prestem atenção porque os músculos capazes de segurar o jato urinário (PC) são os mesmos capazes de segurar a ejaculação e esse treino, aumentará o seu controle. E depois de um tempo, já será possível efetuar este movimento fora da hora do xixi. Prestar atenção na sua região pélvica é fundamental para entender o processo. Homens podem contrair tanto quanto as mulheres, imaginando que estão sugando algo com o pênis.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8225
domingo, 17 de abril de 2011
Abuso deixa marca psicológica profunda, dizem especialistas
Abuso deixa marca psicológica profunda, dizem especialistas
Crianças que foram abusadas ou tiveram imagens divulgadas podem ter transtorno de personalidade
Wesley Alcântara
Especialistas afirmam que as crianças vítimas de pedofilia sofrem diversas consequências durante o seu desenvolvimento, que se estendem até a maturidade.
"Muitas vezes, a criança que foi objeto de abuso para a produção de imagens eróticas vai desenvolver principalmente dificuldade no desenvolvimento da sexualidade e da relação de confiança", afirma Erikson Furtado, psiquiatra da Infância e da Adolescência da Faculdade de Medicina do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto.
Segundo ele, a pornografia altera mudanças consideráveis no comportamento da criança, que passa a ficar mais agressiva. Já a queda no rendimento escolar e de queixas físicas são outros dois fatores que sinalizam a exploração.
"Há um risco elevado de a criança perpetuar o comportamento inadequado para a fase adulta", disse Furtado.
Adultos que foram vítimas da pedofilia quando crianças podem sofrer transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de personalidade, além do quadro de ansiedade, fobia e de depressão. "São problemas emocionais que vão repercutir sobre a pessoa e também sobre sua família. Cria-se uma repercussão social muito grave".
Tratamento
Furtado disse que as vítimas, não apenas na infância, mas na fase adulta, precisam de assistência médica, que inclui sessões com terapeutas, psicólocos ou até com psiquiatras, quando é preciso uso de medicamentos para atenuar possíveis transtornos.
"Os tratamentos ajudam a aliviar e há uma boa chanche da pessoa se recuperar e voltar à vida normal".
http://colunalimitepiadas.blogspot.com/2011/04/abuso-deixa-marca-psicologica-profunda.html
Crianças que foram abusadas ou tiveram imagens divulgadas podem ter transtorno de personalidade
Wesley Alcântara
Especialistas afirmam que as crianças vítimas de pedofilia sofrem diversas consequências durante o seu desenvolvimento, que se estendem até a maturidade.
"Muitas vezes, a criança que foi objeto de abuso para a produção de imagens eróticas vai desenvolver principalmente dificuldade no desenvolvimento da sexualidade e da relação de confiança", afirma Erikson Furtado, psiquiatra da Infância e da Adolescência da Faculdade de Medicina do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto.
Segundo ele, a pornografia altera mudanças consideráveis no comportamento da criança, que passa a ficar mais agressiva. Já a queda no rendimento escolar e de queixas físicas são outros dois fatores que sinalizam a exploração.
"Há um risco elevado de a criança perpetuar o comportamento inadequado para a fase adulta", disse Furtado.
Adultos que foram vítimas da pedofilia quando crianças podem sofrer transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de personalidade, além do quadro de ansiedade, fobia e de depressão. "São problemas emocionais que vão repercutir sobre a pessoa e também sobre sua família. Cria-se uma repercussão social muito grave".
Tratamento
Furtado disse que as vítimas, não apenas na infância, mas na fase adulta, precisam de assistência médica, que inclui sessões com terapeutas, psicólocos ou até com psiquiatras, quando é preciso uso de medicamentos para atenuar possíveis transtornos.
"Os tratamentos ajudam a aliviar e há uma boa chanche da pessoa se recuperar e voltar à vida normal".
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Filho de plástico de casal gay coleciona roupas de grife
Filho de plástico de casal gay coleciona roupas de grife
É comum casais gays avessos a adotar crianças dizerem que só querem filhos peludos, ou seja, cachorros ou gatos. Mas essa paternidade alternativa pode ir além. Que tal um descendente de plástico?
Quem pode falar sobre tal possibilidade familiar é o casal Mark Kirby e AJ Sapolnick, juntos há 26 anos. Em 1990, em um mercado popular em Paris, eles compraram um boneco. “Sentimos uma conexão muito forte com ele”, explicam. Nascia Digby Du Pont, um verdadeiro filho para o casal (que se sente ofendido quando falam que o rebento é só um boneco).
Nesses 21 anos de família feliz, Digby já conheceu mais de 100 países, fez uma coleção de roupas de grife (versão safari, praia, noite etc) e possui um número significativo de jóias caras.
“Digby mexe com muitas pessoas ao redor do mundo e adoramos contar nossa história”, dizem os pais, todo orgulhosos. Quem tem filhos de pelúcia sabe o que eles sentem, não é?
http://colunalimitepiadas.blogspot.com/2011/04/filho-de-plastico-de-casal-gay.html
É comum casais gays avessos a adotar crianças dizerem que só querem filhos peludos, ou seja, cachorros ou gatos. Mas essa paternidade alternativa pode ir além. Que tal um descendente de plástico?
Quem pode falar sobre tal possibilidade familiar é o casal Mark Kirby e AJ Sapolnick, juntos há 26 anos. Em 1990, em um mercado popular em Paris, eles compraram um boneco. “Sentimos uma conexão muito forte com ele”, explicam. Nascia Digby Du Pont, um verdadeiro filho para o casal (que se sente ofendido quando falam que o rebento é só um boneco).
Nesses 21 anos de família feliz, Digby já conheceu mais de 100 países, fez uma coleção de roupas de grife (versão safari, praia, noite etc) e possui um número significativo de jóias caras.
“Digby mexe com muitas pessoas ao redor do mundo e adoramos contar nossa história”, dizem os pais, todo orgulhosos. Quem tem filhos de pelúcia sabe o que eles sentem, não é?
http://colunalimitepiadas.blogspot.com/2011/04/filho-de-plastico-de-casal-gay.html
Filho de plástico de casal gay coleciona roupas de grife
Filho de plástico de casal gay coleciona roupas de grife
É comum casais gays avessos a adotar crianças dizerem que só querem filhos peludos, ou seja, cachorros ou gatos. Mas essa paternidade alternativa pode ir além. Que tal um descendente de plástico?
Quem pode falar sobre tal possibilidade familiar é o casal Mark Kirby e AJ Sapolnick, juntos há 26 anos. Em 1990, em um mercado popular em Paris, eles compraram um boneco. “Sentimos uma conexão muito forte com ele”, explicam. Nascia Digby Du Pont, um verdadeiro filho para o casal (que se sente ofendido quando falam que o rebento é só um boneco).
Nesses 21 anos de família feliz, Digby já conheceu mais de 100 países, fez uma coleção de roupas de grife (versão safari, praia, noite etc) e possui um número significativo de jóias caras.
“Digby mexe com muitas pessoas ao redor do mundo e adoramos contar nossa história”, dizem os pais, todo orgulhosos. Quem tem filhos de pelúcia sabe o que eles sentem, não é?
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É comum casais gays avessos a adotar crianças dizerem que só querem filhos peludos, ou seja, cachorros ou gatos. Mas essa paternidade alternativa pode ir além. Que tal um descendente de plástico?
Quem pode falar sobre tal possibilidade familiar é o casal Mark Kirby e AJ Sapolnick, juntos há 26 anos. Em 1990, em um mercado popular em Paris, eles compraram um boneco. “Sentimos uma conexão muito forte com ele”, explicam. Nascia Digby Du Pont, um verdadeiro filho para o casal (que se sente ofendido quando falam que o rebento é só um boneco).
Nesses 21 anos de família feliz, Digby já conheceu mais de 100 países, fez uma coleção de roupas de grife (versão safari, praia, noite etc) e possui um número significativo de jóias caras.
“Digby mexe com muitas pessoas ao redor do mundo e adoramos contar nossa história”, dizem os pais, todo orgulhosos. Quem tem filhos de pelúcia sabe o que eles sentem, não é?
http://colunalimitepiadas.blogspot.com/2011/04/filho-de-plastico-de-casal-gay.html
Aprenda a controlar seu ciúme
Aprenda a controlar seu ciúme.
Todos nós já sentimos ciúmes alguma vez na vida. Isso pode ser até estimulante para o casal e manter um atento ao outro. Mas se você sofre ou faz sofrer por causa de ciúmes, está na hora de refletir para mudar o seu comportamento.
Os ciúmes podem ser vencidos se você souber o que fazer para se modificar.
Veja algumas dicas para controlar seu ciúme:
1 – Evite os pensamentos destrutivos. Substitua-os por outros que tragam segurança e confiança em si mesma.
2 - Esforce-se para ser positiva e saiba diferenciar os fatos reais dos que são fruto da sua imaginação.
3 - Fixe-se nos fatos para ver se realmente há um conflito que você precisa solucionar.
4 - Confie no seu parceiro e controle o ímpeto de interrogá-lo sobre onde e com quem está a cada cinco minutos.
5 - Quando você sentir esse impulso, pense imediatamente em si mesma e faça alguma coisa de que goste muito.
6 – Converse com o seu parceiro sobre o que está acontecendo com você em um momento em que se sentir tranqüila.
7 - Assim você manterá o autocontrole e poderá explicar o que sente. Isso será impossível se você decidir falar em plena crise de ciúmes.
8 - Converse sobre a sua percepção atual.
9 – Não justifique os seus ciúmes com fatos do passado que já foram esclarecidos.
10 - Quando você sentir que a situação está saindo do seu controle, converse com uma pessoa discreta e de confiança sobre o que está acontecendo: um amigo, um terapeuta, um médico.
11 - Muitos fantasmas desaparecem quando você consegue falar sobre eles e crescem quando você os esconde ou nega.
12 – Não culpe ninguém pelo que você sente. Nem a si mesma.
13 - Lembre-se de que você é responsável pelos seus atos, e que está tentando sinceramente superar esses ciúmes que fazem você sofrer.
Importante:
•Os ciúmes sempre nascem de alguma insegurança. Conheça-se melhor e valorize os seus pontos positivos.
•Assim você conseguirá a força e a segurança necessárias para superar os ciúmes e viver seus relacionamentos com liberdade e confiança.
http://dicasdoprofessor.wordpress.com/2011/01/10/aprenda-a-controlar-seu-ciume/
Todos nós já sentimos ciúmes alguma vez na vida. Isso pode ser até estimulante para o casal e manter um atento ao outro. Mas se você sofre ou faz sofrer por causa de ciúmes, está na hora de refletir para mudar o seu comportamento.
Os ciúmes podem ser vencidos se você souber o que fazer para se modificar.
Veja algumas dicas para controlar seu ciúme:
1 – Evite os pensamentos destrutivos. Substitua-os por outros que tragam segurança e confiança em si mesma.
2 - Esforce-se para ser positiva e saiba diferenciar os fatos reais dos que são fruto da sua imaginação.
3 - Fixe-se nos fatos para ver se realmente há um conflito que você precisa solucionar.
4 - Confie no seu parceiro e controle o ímpeto de interrogá-lo sobre onde e com quem está a cada cinco minutos.
5 - Quando você sentir esse impulso, pense imediatamente em si mesma e faça alguma coisa de que goste muito.
6 – Converse com o seu parceiro sobre o que está acontecendo com você em um momento em que se sentir tranqüila.
7 - Assim você manterá o autocontrole e poderá explicar o que sente. Isso será impossível se você decidir falar em plena crise de ciúmes.
8 - Converse sobre a sua percepção atual.
9 – Não justifique os seus ciúmes com fatos do passado que já foram esclarecidos.
10 - Quando você sentir que a situação está saindo do seu controle, converse com uma pessoa discreta e de confiança sobre o que está acontecendo: um amigo, um terapeuta, um médico.
11 - Muitos fantasmas desaparecem quando você consegue falar sobre eles e crescem quando você os esconde ou nega.
12 – Não culpe ninguém pelo que você sente. Nem a si mesma.
13 - Lembre-se de que você é responsável pelos seus atos, e que está tentando sinceramente superar esses ciúmes que fazem você sofrer.
Importante:
•Os ciúmes sempre nascem de alguma insegurança. Conheça-se melhor e valorize os seus pontos positivos.
•Assim você conseguirá a força e a segurança necessárias para superar os ciúmes e viver seus relacionamentos com liberdade e confiança.
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Eu e meu Bilau
domingo, 17 de abril de 2011 7:01
Eu e meu Bilau
Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC
Responda rápido: quem é o melhor amigo do homem? Se disse cachorro, reconsidere. No fundo, o Best Friend Forever dos garotos é seu pênis. "Ainda há culto ao órgão. Simboliza masculinidade e o menino é estimulado desde criança a valorizar isso", explica Rose Villela, psicóloga e sexóloga.
Realmente, mais do que a vagina, o órgão sexual masculino (ou falo) sempre significou poder. Segundo o pesquisador norte-americano David Friedman, a veneração é antiga e vem sendo adaptada de acordo com os costumes da época.
Em seu livro Uma Mente Própria - A História Cultural do Pênis, ele descreve que o mais antigo ritual deste tipo rolou no ano 275 a.C. em Alexandria, onde um falo dourado de 55 metros de comprimento foi homenageado pela cidade.
Festival parecido acontece todos os anos no Japão durante o Tagata Hounen Matsuri, na cidade de Komaki. Segundo a crença popular, o símbolo traz sorte às mulheres que querem ter filhos e aos homens que querem se casar. O pênis ganhou sentido sexual no século 2 a.C., quando passou a ser usado como arma de sedução. Sem vergonha, os gregos se exibiam para conquistar as donzelas.
O sentido inverteu-se no século 5 com a influência cristã e a crença na virgindade. Passou-se a considerar o pênis um ícone do mal, a vara do demônio. A coisa começou a mudar tempos depois, quando os órgãos sexuais masculinos tornaram-se objeto de estudos da medicina.
Hoje é possível acompanhar o desenvolvimento do pênis desde a infância. O bilau muda pouco nessa fase. Os testículos do menino de 6 anos, por exemplo, têm o mesmo tamanho de um de 10. Até então, ele está ali e, de vez em quando, desperta curiosidade. Na adolescência o pênis mostra a que veio: os hormônios fazem com que o bilau triplique de tamanho e o saco escrotal aumente seis vezes em seis meses. Aos 17 anos fica com tamanho e formato definitivos.
Potência e tamanho - O pênis é tão importante para os garotos que a preocupação com o tamanho e ‘funcionamento'' é exagerada. "O adolescente está tentando se entender e, claro, quer ser o bonzão, mas ansiedade e insegurança atrapalham", diz a sexóloga Rose Villela.
A verdade é que para a mulher, o tamanho não faz diferença, pois a parte mais sensível da vagina fica na entrada dela e o espaço vaginal abriga 8 cm. "Os meninos tentam se espelhar nos atores dos filmes pornográficos, mas o que importa é a função do pênis", explica José Cury, urologista e chefe do ambulatório de sexualidade do Hospital das Clínicas.
Por questão de curiosidade: pesquisam indicam que o tamanho médio do pênis dos adultos brasileiros é de 14 centímetros. Em geral, cresce dos 12 aos 17 anos, primeiro em comprimento e depois em largura. Cada organismo tem um ritmo, então desista das comparações.
Além disso, preocupados com a performance, ejaculação precoce (quando o orgasmo é atingido muito rápido) e impotência (quando o pênis não fica ereto), jovens estão tomando estimulantes sexuais (como o Viagra). Alguns, misturado com bebidas alcoólicas e outras drogas.
Primeiro esse remédio não pode ser vendido sem receita. Segundo que não aumenta o prazer e pode causar priapismo prolongado - dolorosa ereção que dura horas ou dias. Por isso, a melhor coisa é relaxar, sem esquecer da camisinha.
Doenças e prevenção - O bilau é parte important do organismo, por isso, é preciso aprender a tratá-lo com carinho e cuidado. Muitas doenças podem atingir o pênis, os testículos, a próstata e todo o aparelho reprodutor.
Algumas são infecções, verrugas e coceiras na pele provocadas por fungos, bactérias e vírus, que podem ser leves ou graves. Em geral, são transmitidas durante a relação sexual sem camisinha (DSTs). Mesmo com todos os métodos preventivos, as DSTs (inclusive Aids e hepatite) insistem em contaminar.
De acordo com relatório do Unaids (Programa da ONU sobre HIV/Aids) 33,4 milhões de pessoas no mundo tinham a doença em 2008. Do total, 2,1 milhões tinham menos de 15 anos. Nessa faixa etária, o contágio é maior entre as mulheres: oito meninos para cada dez meninas. "Uma saída para não ficar com vergonha na hora de colocar a camisinha é treinar na masturbação. As meninas podem experimentar o preservativo feminino", ensina Rose Villela.
O câncer também pode afetar o pênis, testículos, próstata. Levantamento do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) apontou que 95% dos casos atingem jovens com até 35 anos.
Há também uma torção do cordão que liga o abdome e o testículo, que pode acontecer a noite durante um sonho erótico. Se não correr para o médico, o testículo fica necrosado em poucas horas. "É perigoso. Portanto, se tiver muita dor no saco e sentir náuseas ou ter vômitos é preciso ir para o hospital", alerta o urologista José Cury.
Independentemente da doença, é muito importante fazer o auto-exame (apalpar e observar tudo com um espelho) e ir ao médico (pediatra ou hebiatra). A partir de 13 anos, é bom fazer consulta com o urologista.
Limpeza e bons modos - Todos devem caprichar na higiene e, quando se trata do bilau, a atenção deve ser redobrada (doenças - inclusive câncer de pênis - podem ser evitadas com limpeza). Se o órgão não for bem limpo, pode acumular esmegma, substância parecida com uma pasta branca que expele mau cheiro. Surge do acúmulo da secreção das glândulas que ficam sobre a pele da cabeça do pênis e pode causar infecções leves e graves.
O esmegma pode se acumular entre as dobras, por isso devem ser limpas uma por uma. Puxe a pelinha para trás e limpe (com água e sabão) o que estiver ali. Fique atento no momento de secá-lo. Fungos e bactérias adoram umidade. Também precisa secar o pênis depois de ir ao banheiro. Gotas de urina no local podem causar infecção.
Falando em xixi, não é bacana ficar exibindo o órgão sexual por aí, nem que for para tirar água do joelho. É considerado um ato desrespeitoso, além de sujar a via pública.
Mitos & Verdades - Tudo o que é misterioso causa curiosidade. Para explicar, surgem teorias engraçadas e até absurdas. Com o pênis não poderia ser diferente. Confira algumas:
Caxumba pode descer para o saco? É possível desenvolver uma doença chamada orquite, quando o vírus da caxumba vai até o saco escrotal por meio do sangue. Nas mulheres, pode atingir o ovário (parotidite).
Dá para aumentar o tamanho do pênis? Existem métodos que ajudam na ereção para homens que tiveram alguma doença ou transtorno. Cuidado com os que prometem aumentar a extensão e o comprimento.
Calça jeans apertada prejudica? Pode causar dor e até traumatismo no pênis. Assim como uma bolada certeira.
Precisa esperar um tempo até ter outra ereção? Sim. Após uma ejaculação é possível que demore entre 20 minutos e três horas (principalmente homens mais velhos) para ter outra ereção.
Uso de anabolizantes e drogas pode causar impotência? Sim. Essas substâncias inibem a produção do hormônio masculino testosterona. Com isso, o homem pode perder ou diminuir o desejo sexual e pode ter a qualidade da ereção afetada.
Qual a diferença entre prepúcio e fimose? Prepúcio é a pele que cobre a cabeça do pênis. A pele dificulta a limpeza, mas não é necessário operar porque é possível movê-la com as mãos. Quando a pele é tão grossa que cobre toda a glande e fica dolorido ou impossível de expor esta parte, é a fimose. Nesse caso, recomenda-se removê-la cirurgicamente.
Todos têm o pênis torto? Pode quebrar? Nenhum pênis é perfeitamente reto. A curvatura pode ou não ser um problema, dependendo do grau, da direção e se existe dor e dificuldade na penetração. O pênis pode quebrar. A fratura ocorre, em geral, durante a relação sexual. Há uma cirurgia que corrige isso.
Os testículos têm tamanhos diferentes? Na maioria dos homens, um dos testículos, geralmente o esquerdo, é alguns centímetros mais baixo do que o direito. Isto é normal. Porém, se a diferença de tamanho entre as duas bolas é muito grande, é preciso procurar um urologista. Ele vai verificar se houve trauma, infecção ou até câncer.
http://www.dgabc.com.br/News/5879440/eu-e-meu-bilau.aspx
Eu e meu Bilau
Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC
Responda rápido: quem é o melhor amigo do homem? Se disse cachorro, reconsidere. No fundo, o Best Friend Forever dos garotos é seu pênis. "Ainda há culto ao órgão. Simboliza masculinidade e o menino é estimulado desde criança a valorizar isso", explica Rose Villela, psicóloga e sexóloga.
Realmente, mais do que a vagina, o órgão sexual masculino (ou falo) sempre significou poder. Segundo o pesquisador norte-americano David Friedman, a veneração é antiga e vem sendo adaptada de acordo com os costumes da época.
Em seu livro Uma Mente Própria - A História Cultural do Pênis, ele descreve que o mais antigo ritual deste tipo rolou no ano 275 a.C. em Alexandria, onde um falo dourado de 55 metros de comprimento foi homenageado pela cidade.
Festival parecido acontece todos os anos no Japão durante o Tagata Hounen Matsuri, na cidade de Komaki. Segundo a crença popular, o símbolo traz sorte às mulheres que querem ter filhos e aos homens que querem se casar. O pênis ganhou sentido sexual no século 2 a.C., quando passou a ser usado como arma de sedução. Sem vergonha, os gregos se exibiam para conquistar as donzelas.
O sentido inverteu-se no século 5 com a influência cristã e a crença na virgindade. Passou-se a considerar o pênis um ícone do mal, a vara do demônio. A coisa começou a mudar tempos depois, quando os órgãos sexuais masculinos tornaram-se objeto de estudos da medicina.
Hoje é possível acompanhar o desenvolvimento do pênis desde a infância. O bilau muda pouco nessa fase. Os testículos do menino de 6 anos, por exemplo, têm o mesmo tamanho de um de 10. Até então, ele está ali e, de vez em quando, desperta curiosidade. Na adolescência o pênis mostra a que veio: os hormônios fazem com que o bilau triplique de tamanho e o saco escrotal aumente seis vezes em seis meses. Aos 17 anos fica com tamanho e formato definitivos.
Potência e tamanho - O pênis é tão importante para os garotos que a preocupação com o tamanho e ‘funcionamento'' é exagerada. "O adolescente está tentando se entender e, claro, quer ser o bonzão, mas ansiedade e insegurança atrapalham", diz a sexóloga Rose Villela.
A verdade é que para a mulher, o tamanho não faz diferença, pois a parte mais sensível da vagina fica na entrada dela e o espaço vaginal abriga 8 cm. "Os meninos tentam se espelhar nos atores dos filmes pornográficos, mas o que importa é a função do pênis", explica José Cury, urologista e chefe do ambulatório de sexualidade do Hospital das Clínicas.
Por questão de curiosidade: pesquisam indicam que o tamanho médio do pênis dos adultos brasileiros é de 14 centímetros. Em geral, cresce dos 12 aos 17 anos, primeiro em comprimento e depois em largura. Cada organismo tem um ritmo, então desista das comparações.
Além disso, preocupados com a performance, ejaculação precoce (quando o orgasmo é atingido muito rápido) e impotência (quando o pênis não fica ereto), jovens estão tomando estimulantes sexuais (como o Viagra). Alguns, misturado com bebidas alcoólicas e outras drogas.
Primeiro esse remédio não pode ser vendido sem receita. Segundo que não aumenta o prazer e pode causar priapismo prolongado - dolorosa ereção que dura horas ou dias. Por isso, a melhor coisa é relaxar, sem esquecer da camisinha.
Doenças e prevenção - O bilau é parte important do organismo, por isso, é preciso aprender a tratá-lo com carinho e cuidado. Muitas doenças podem atingir o pênis, os testículos, a próstata e todo o aparelho reprodutor.
Algumas são infecções, verrugas e coceiras na pele provocadas por fungos, bactérias e vírus, que podem ser leves ou graves. Em geral, são transmitidas durante a relação sexual sem camisinha (DSTs). Mesmo com todos os métodos preventivos, as DSTs (inclusive Aids e hepatite) insistem em contaminar.
De acordo com relatório do Unaids (Programa da ONU sobre HIV/Aids) 33,4 milhões de pessoas no mundo tinham a doença em 2008. Do total, 2,1 milhões tinham menos de 15 anos. Nessa faixa etária, o contágio é maior entre as mulheres: oito meninos para cada dez meninas. "Uma saída para não ficar com vergonha na hora de colocar a camisinha é treinar na masturbação. As meninas podem experimentar o preservativo feminino", ensina Rose Villela.
O câncer também pode afetar o pênis, testículos, próstata. Levantamento do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) apontou que 95% dos casos atingem jovens com até 35 anos.
Há também uma torção do cordão que liga o abdome e o testículo, que pode acontecer a noite durante um sonho erótico. Se não correr para o médico, o testículo fica necrosado em poucas horas. "É perigoso. Portanto, se tiver muita dor no saco e sentir náuseas ou ter vômitos é preciso ir para o hospital", alerta o urologista José Cury.
Independentemente da doença, é muito importante fazer o auto-exame (apalpar e observar tudo com um espelho) e ir ao médico (pediatra ou hebiatra). A partir de 13 anos, é bom fazer consulta com o urologista.
Limpeza e bons modos - Todos devem caprichar na higiene e, quando se trata do bilau, a atenção deve ser redobrada (doenças - inclusive câncer de pênis - podem ser evitadas com limpeza). Se o órgão não for bem limpo, pode acumular esmegma, substância parecida com uma pasta branca que expele mau cheiro. Surge do acúmulo da secreção das glândulas que ficam sobre a pele da cabeça do pênis e pode causar infecções leves e graves.
O esmegma pode se acumular entre as dobras, por isso devem ser limpas uma por uma. Puxe a pelinha para trás e limpe (com água e sabão) o que estiver ali. Fique atento no momento de secá-lo. Fungos e bactérias adoram umidade. Também precisa secar o pênis depois de ir ao banheiro. Gotas de urina no local podem causar infecção.
Falando em xixi, não é bacana ficar exibindo o órgão sexual por aí, nem que for para tirar água do joelho. É considerado um ato desrespeitoso, além de sujar a via pública.
Mitos & Verdades - Tudo o que é misterioso causa curiosidade. Para explicar, surgem teorias engraçadas e até absurdas. Com o pênis não poderia ser diferente. Confira algumas:
Caxumba pode descer para o saco? É possível desenvolver uma doença chamada orquite, quando o vírus da caxumba vai até o saco escrotal por meio do sangue. Nas mulheres, pode atingir o ovário (parotidite).
Dá para aumentar o tamanho do pênis? Existem métodos que ajudam na ereção para homens que tiveram alguma doença ou transtorno. Cuidado com os que prometem aumentar a extensão e o comprimento.
Calça jeans apertada prejudica? Pode causar dor e até traumatismo no pênis. Assim como uma bolada certeira.
Precisa esperar um tempo até ter outra ereção? Sim. Após uma ejaculação é possível que demore entre 20 minutos e três horas (principalmente homens mais velhos) para ter outra ereção.
Uso de anabolizantes e drogas pode causar impotência? Sim. Essas substâncias inibem a produção do hormônio masculino testosterona. Com isso, o homem pode perder ou diminuir o desejo sexual e pode ter a qualidade da ereção afetada.
Qual a diferença entre prepúcio e fimose? Prepúcio é a pele que cobre a cabeça do pênis. A pele dificulta a limpeza, mas não é necessário operar porque é possível movê-la com as mãos. Quando a pele é tão grossa que cobre toda a glande e fica dolorido ou impossível de expor esta parte, é a fimose. Nesse caso, recomenda-se removê-la cirurgicamente.
Todos têm o pênis torto? Pode quebrar? Nenhum pênis é perfeitamente reto. A curvatura pode ou não ser um problema, dependendo do grau, da direção e se existe dor e dificuldade na penetração. O pênis pode quebrar. A fratura ocorre, em geral, durante a relação sexual. Há uma cirurgia que corrige isso.
Os testículos têm tamanhos diferentes? Na maioria dos homens, um dos testículos, geralmente o esquerdo, é alguns centímetros mais baixo do que o direito. Isto é normal. Porém, se a diferença de tamanho entre as duas bolas é muito grande, é preciso procurar um urologista. Ele vai verificar se houve trauma, infecção ou até câncer.
http://www.dgabc.com.br/News/5879440/eu-e-meu-bilau.aspx
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