E o sexo, hein?
Performance, nada. Especialistas dizem onde estão os erros que geram insatisfação na cama
Por Simone Muniz
29/05/2009
Quem se engajou nos movimentos pró-liberação sexual não imaginava que, em pouco tempo, o prazer geraria ansiedade. Fruto de uma sociedade que estimula as sensações, cresce o rol dos escravos do bom desempenho na cama, aqueles para quem o orgasmo vale mais que a cumplicidade e o carinho. Sem se dar conta das verdadeiras causas, eles fazem fila nos consultórios em busca de soluções milagrosas para problemas que vão da falta de ereção à diminuição do prazer.
Ao partir dos 50 anos, essa preocupação pode ser ainda maior, pois soma-se ao medo do envelhecimento", lembra a sexóloga Regina Moura, coordenadora do Ambulatório de Sexologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que recebe clientes queixosos que alegam impotência porque não se sentem mais excitados ao olhar uma mulher muito bonita. E ouve mulheres que se dizem anorgásmicas porque perderam a vontade de transar com os maridos.
No que os especialistas insistem é que as falhas de ereção, a ausência de orgasmos ou a diminuição do prazer podem ser passageiras. Ou se prolongarem como resultados de possíveis crises no casamento, problemas emocionais mais complexos ou mesmo questões orgânicas, como doenças ou alterações hormonais. Ou uma combinação de alguns desses fatores.
"Essas pessoas podem não ter nenhuma doença ou sintoma, mas apenas estar passando por um momento de transição na vida, como a necessidade de rever o casamento ou o que deseja dos relacionamentos amorosos. As buscas e desejos influenciam demais na vida sexual", opina Regina.
Não raro homens tomam remédio contra impotência mesmo sem avaliar as possíveis causas da diminuição do desejo ou da potência. "Todo mundo sabe que falhar na cama é normal e que pode estar associada a causas momentâneas. Porém, a obsessão com a performance muitas vezes é tanta que os homens não se permitem falhar. E ficam muitos ansiosos. É capaz de tentarem várias vezes e não conseguirem ter ereção porque lembrarão dos momentos frustrados anteriores", lembra Regina.
Para a sexóloga Vera Filgueiras, da UERJ, a impotência é um monstro que assombra tanto que algumas pessoas fazem um alarde mental pela falta de desejo, maior do que o necessário. "Alguns sentem-se bem com sexo a cada semana e, se ficarem duas semanas sem desejo, acharão normal, associarão ao estresse do momento. Outros precisam transar diariamente e se ficarem quinze dias, pensarão que existe algo de errado na relação que deve ser discutido. Cada um possui suas necessidades, assim como casal tem sua medida, que devem ser respeitadas".
Passar da ansiedade a uma relação mais tranquila e baseada na troca e no afeto não é um caminho tão difícil de ser percorrido. O alívio pode estar numa conversa franca com o parceiro ou, se for o caso, procurar um médico ou terapeuta.
A disposição para o diálogo, no entanto, é um entrave. "Conheço homens que, por longo tempo, fizeram da potência sexual o principal componente de sua virilidade, não admitiram falhas e se fecharam nos momentos de vacilo. Em alguns desses casos, os relacionamentos entraram em decadência porque o marido não admitia as dificuldades e a esposa achava que estava sendo traída", lembra Regina.
Há casos de pessoas que deixam de conversar com o médico por vergonha e acabam descobrindo tarde que a dificuldade sexual estava relacionada com o remédio que se tomava. "A vergonha de conversar com o médico acaba prolongando as dificuldades e pode gerar ansiedade na cama ou dificuldades de relacionamento", alerta.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7194
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sexo bom ainda se faz em casa, diz especialista
De noite, na cama
Sexo bom ainda se faz em casa, diz especialista
Por Maria Fernanda Schardong
08/06/2010
Ele diz que está cansado, ela reclama da enxaqueca. Ele sugere o dia seguinte, ela aceita já de costas. Segundo uma pesquisa realizada pelo site americano iVillage, a rotina é a grande vilã quando o assunto é sexo entre pessoas casadas. A previsibilidade faz a brincadeira perder a graça também para as brasileiras. Segundo especialista em relacionamentos, para aproveitar as delícias que o sexo pode proporcionar, é preciso mudar de atitude, de posição, variar a hora, descobrir o melhor lugar. Mas pode manter o parceiro.
Grande parte das 2000 entrevistadas pela enquete - todas casadas -, afirmaram que o melhor sexo é com o marido. Mas a frequência está abaixo do desejável, ou seja, de duas a três vezes por mês. Não à toa, 41% delas dissseram preferir boas horas de sono ao esforço que o sexo exige. Dentre os motivos da insatisfação na cama, as mulheres dizem saber desde a duração do sexo até o dia da semana escolhido para terem relações com os parceiros.
O psicólogo da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em relacionamentos amorosos Aílton Amélio de Souza diz que, até certo ponto, a rotina pode ser sinônimo de estabilidade.“Depois de certo tempo é normal que muitas coisas na vida se tornem previsíveis, não só o sexo. A grande questão é não deixar passar do ponto. Há um limite entre o estável e a rotina, e cada um deve encontrar o seu.Tudo vai de acordo com o temperamento de cada um, com o sentimento que existe entre o casal, a confiança entre o parceiros, enfim, um conjunto de fatores que irá influenciar o sexo”, explica ele.
A exemplo das americanas, as mulheres brasileiras também parecem estar um tanto insatisfeitas com a vida sexual. Pelo menos é essa a percepção que o psicólogo e autor do livro “Relacionamento Amoroso”, da Editora Publifolha, tem em seu consultório. “O que se dizia antigamente é que elas evitavam o sexo. Entretanto, hoje em dia, as mulheres têm reclamado bastante da falta de sexo. E o conselho que eu dou é sempre o mesmo: procure por qualidade de vida, busque desafios e conhecimentos, cuide da saúde e da aparência. É tudo uma questão de atitude perante à vida. E que irá refletir de maneira positiva na cama. Mas claro, se ainda houver sentimento, admiração e confiança entre o casal”, aconselha Amélio de Souza.
Para quem já passou dos 50, a idade também pode até trazer algumas dificuldades na hora do sexo, mas muito menos do que se imagina. Embora a frequência e a vitalidade diminuam um pouco, ainda sim é possível ter um bom sexo na maturidade.
“Logicamente que fatores como a condição física e a questão hormonal estão ligadas à qualidade do sexo, mas é absolutamente normal manter boas relações sexuais depois dos 50, 60 anos. O sexo depende do interesse, da atração, admiração, confiança e também da forma como cada um o encara na vida. E se o sexo tem hora marcada e dia certo para acontecer aconselho a procura de um especialista urgentemente”, finaliza o especialista.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7876
Sexo bom ainda se faz em casa, diz especialista
Por Maria Fernanda Schardong
08/06/2010
Ele diz que está cansado, ela reclama da enxaqueca. Ele sugere o dia seguinte, ela aceita já de costas. Segundo uma pesquisa realizada pelo site americano iVillage, a rotina é a grande vilã quando o assunto é sexo entre pessoas casadas. A previsibilidade faz a brincadeira perder a graça também para as brasileiras. Segundo especialista em relacionamentos, para aproveitar as delícias que o sexo pode proporcionar, é preciso mudar de atitude, de posição, variar a hora, descobrir o melhor lugar. Mas pode manter o parceiro.
Grande parte das 2000 entrevistadas pela enquete - todas casadas -, afirmaram que o melhor sexo é com o marido. Mas a frequência está abaixo do desejável, ou seja, de duas a três vezes por mês. Não à toa, 41% delas dissseram preferir boas horas de sono ao esforço que o sexo exige. Dentre os motivos da insatisfação na cama, as mulheres dizem saber desde a duração do sexo até o dia da semana escolhido para terem relações com os parceiros.
O psicólogo da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em relacionamentos amorosos Aílton Amélio de Souza diz que, até certo ponto, a rotina pode ser sinônimo de estabilidade.“Depois de certo tempo é normal que muitas coisas na vida se tornem previsíveis, não só o sexo. A grande questão é não deixar passar do ponto. Há um limite entre o estável e a rotina, e cada um deve encontrar o seu.Tudo vai de acordo com o temperamento de cada um, com o sentimento que existe entre o casal, a confiança entre o parceiros, enfim, um conjunto de fatores que irá influenciar o sexo”, explica ele.
A exemplo das americanas, as mulheres brasileiras também parecem estar um tanto insatisfeitas com a vida sexual. Pelo menos é essa a percepção que o psicólogo e autor do livro “Relacionamento Amoroso”, da Editora Publifolha, tem em seu consultório. “O que se dizia antigamente é que elas evitavam o sexo. Entretanto, hoje em dia, as mulheres têm reclamado bastante da falta de sexo. E o conselho que eu dou é sempre o mesmo: procure por qualidade de vida, busque desafios e conhecimentos, cuide da saúde e da aparência. É tudo uma questão de atitude perante à vida. E que irá refletir de maneira positiva na cama. Mas claro, se ainda houver sentimento, admiração e confiança entre o casal”, aconselha Amélio de Souza.
Para quem já passou dos 50, a idade também pode até trazer algumas dificuldades na hora do sexo, mas muito menos do que se imagina. Embora a frequência e a vitalidade diminuam um pouco, ainda sim é possível ter um bom sexo na maturidade.
“Logicamente que fatores como a condição física e a questão hormonal estão ligadas à qualidade do sexo, mas é absolutamente normal manter boas relações sexuais depois dos 50, 60 anos. O sexo depende do interesse, da atração, admiração, confiança e também da forma como cada um o encara na vida. E se o sexo tem hora marcada e dia certo para acontecer aconselho a procura de um especialista urgentemente”, finaliza o especialista.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7876
Você tem fome de amor?
Você tem fome de amor?
Sexóloga explica o que que está por trás da carência afetiva e mostra os caminhos da superação
05/01/2010
Por Maria Helena Matarazzo*
Fome significa ausência, falta, privação - pode ser tanto de alimento como de amor. Em termos de alimento, existem vários tipos de fome. A fome pura e simples, fome oca, por falta de ter o que comer. A fome oculta, bastante generalizada na sociedade do fast food. O que significa que as refeições são cada vez mais fast menos food, oferecem cada vez menos substâncias nutritivas. E existe ainda a fome insípida, que é causada pela monotonia - sempre arroz e feijão.
Carência, por sua vez, é fome de amor. É um estado passageiro ou crônico de subalimentação emocional. As sensações são tanto psicológicas como físicas: dor no peito e na boca do estômago, sensação de vazio, de frio. Pode haver motivos profundamente arraigados em cada um de nós para essa fome. Em geral, está ligada a falta, a perda. Perder significa ser privado de, cessar de ter. Se sofremos uma perda de um ser querido por morte, divórcio ou rejeição, a fome vai crescendo e ficamos desnutridos emocionalmente. Às vezes, chegamos a acreditar que vamos morrer de fome.
Provavelmente não morremos, porque nosso coração tem "sete vidas". Entretanto, muitas vezes essa fome crônica é capaz de gerar uma reação extremada. Para não senti-la, podemos amortecer em nós mesmos essa necessidade de amar e de sermos amados, e então ficar como um peixe frio. Se congelarmos uma parte do nosso corpo ou do nosso coração, não vamos sentir nem o bom nem o ruim. Nada. Mas não nascemos para ser icebergs, e sim para ser humanos. Somos vulneráveis tanto ao amor como à falta dele.
O coração humano só se tornaria perfeito se virasse inquebrável. Como isso nunca vai acontecer, é melhor deixá-lo pulsar - assumindo o risco de amar, de ir em busca do amor.
Reaquecer o próprio corpo, o coração, dói, mas vale a pena. Às vezes, é preciso ter ajuda de um especialista. Se congelarmos nossas emoções, nossos sentimento, nos sentiremos protegidos ("Nada me atinge, portanto não posso ser ferido"). O medo da rejeição, do abandono é tão grande que para evitar o sofrimento criamos uma dupla proteção. Só que isso é um mecanismo de defesa contra a dor. Na vida é assim: aparecem ameaças, perigos de todos os tipos e aprendemos a enfrentá-los. Só que exageramos na dose, aprendemos "bem demais". Criamos proteção exagerada. Então, o que acontece é uma over reaction, ou seja, uma reação exagerada ao contrário. Aí não vamos sentir nem a dor nem o prazer. Mas essa é uma falsa sensação de invulnerabilidade.
Não existe imunidade contra o sofrimento. Todos carregam as cicatrizes de mil ferimentos. Os da infância, os da adolescência, que às vezes ainda sangram, os da idade adulta, dos sonhos não vividos. Como fazer com que todos desapareçam?
A resposta não é se fechar, não é se bloquear, não é se trancar a sete chaves para se defender da vida. A resposta está em se fortalecer para ter a coragem de viver e esperar da vida aquilo que ela pode nos dar. No seu livro "Faça as pazes com a vida - Aprendendo a conviver com as perdas", Ana Stearns explica que uma das conquistas mais difíceis é nos liberarmos das expectativas irreais sobre o que sentimos que a vida deveria ser. Ela deveria ser mais justa em sua distribuição de dor e sofrimento. Deveria proporcionar mais oportunidades de crescimento pela via da felicidade que do sofrimento. As pessoas de quem gostamos não deveriam ter problemas nos momentos em que mais precisamos delas. O fato de termos aprendido tanto com o sofrimento deveria poupar-nos de qualquer dor no futuro. Mas cada uma dessas idéias é uma expectativa irreal.
A vida é o que é. Todos somos vulneráveis e carentes. Ana Stearns conclui dizendo que à medida que nos libertamos das expectativas irreais em relação à vida, começamos a recriar nós mesmos, nossos objetivos, nossas relações com os outros. Como nossas expectativas quanto a nós mesmos e aos outros se tornam aos poucos mais realistas, fica mais difícil nos iludirmos e mais fácil nos satisfazermos.
Não existe seguro contra o risco de amar. Há muita dor no amor e, claro, sempre existem riscos. Não podem nos impedir de pensar se não existiria um jeito melhor de viver em que a dor não viesse sempre misturada ao prazer. Mas na vida é assim: ou você pega os dois ou fica sem nada. Dor e prazer são o pão cotidiano dos homens. Talvez o mais importante seja amar e aprender.
*Maria Helena Matarazzo é sexóloga e autora de "Amar é preciso" e "Nós dois".
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t2.asp?conteudo_id=7671
Sexóloga explica o que que está por trás da carência afetiva e mostra os caminhos da superação
05/01/2010
Por Maria Helena Matarazzo*
Fome significa ausência, falta, privação - pode ser tanto de alimento como de amor. Em termos de alimento, existem vários tipos de fome. A fome pura e simples, fome oca, por falta de ter o que comer. A fome oculta, bastante generalizada na sociedade do fast food. O que significa que as refeições são cada vez mais fast menos food, oferecem cada vez menos substâncias nutritivas. E existe ainda a fome insípida, que é causada pela monotonia - sempre arroz e feijão.
Carência, por sua vez, é fome de amor. É um estado passageiro ou crônico de subalimentação emocional. As sensações são tanto psicológicas como físicas: dor no peito e na boca do estômago, sensação de vazio, de frio. Pode haver motivos profundamente arraigados em cada um de nós para essa fome. Em geral, está ligada a falta, a perda. Perder significa ser privado de, cessar de ter. Se sofremos uma perda de um ser querido por morte, divórcio ou rejeição, a fome vai crescendo e ficamos desnutridos emocionalmente. Às vezes, chegamos a acreditar que vamos morrer de fome.
Provavelmente não morremos, porque nosso coração tem "sete vidas". Entretanto, muitas vezes essa fome crônica é capaz de gerar uma reação extremada. Para não senti-la, podemos amortecer em nós mesmos essa necessidade de amar e de sermos amados, e então ficar como um peixe frio. Se congelarmos uma parte do nosso corpo ou do nosso coração, não vamos sentir nem o bom nem o ruim. Nada. Mas não nascemos para ser icebergs, e sim para ser humanos. Somos vulneráveis tanto ao amor como à falta dele.
O coração humano só se tornaria perfeito se virasse inquebrável. Como isso nunca vai acontecer, é melhor deixá-lo pulsar - assumindo o risco de amar, de ir em busca do amor.
Reaquecer o próprio corpo, o coração, dói, mas vale a pena. Às vezes, é preciso ter ajuda de um especialista. Se congelarmos nossas emoções, nossos sentimento, nos sentiremos protegidos ("Nada me atinge, portanto não posso ser ferido"). O medo da rejeição, do abandono é tão grande que para evitar o sofrimento criamos uma dupla proteção. Só que isso é um mecanismo de defesa contra a dor. Na vida é assim: aparecem ameaças, perigos de todos os tipos e aprendemos a enfrentá-los. Só que exageramos na dose, aprendemos "bem demais". Criamos proteção exagerada. Então, o que acontece é uma over reaction, ou seja, uma reação exagerada ao contrário. Aí não vamos sentir nem a dor nem o prazer. Mas essa é uma falsa sensação de invulnerabilidade.
Não existe imunidade contra o sofrimento. Todos carregam as cicatrizes de mil ferimentos. Os da infância, os da adolescência, que às vezes ainda sangram, os da idade adulta, dos sonhos não vividos. Como fazer com que todos desapareçam?
A resposta não é se fechar, não é se bloquear, não é se trancar a sete chaves para se defender da vida. A resposta está em se fortalecer para ter a coragem de viver e esperar da vida aquilo que ela pode nos dar. No seu livro "Faça as pazes com a vida - Aprendendo a conviver com as perdas", Ana Stearns explica que uma das conquistas mais difíceis é nos liberarmos das expectativas irreais sobre o que sentimos que a vida deveria ser. Ela deveria ser mais justa em sua distribuição de dor e sofrimento. Deveria proporcionar mais oportunidades de crescimento pela via da felicidade que do sofrimento. As pessoas de quem gostamos não deveriam ter problemas nos momentos em que mais precisamos delas. O fato de termos aprendido tanto com o sofrimento deveria poupar-nos de qualquer dor no futuro. Mas cada uma dessas idéias é uma expectativa irreal.
A vida é o que é. Todos somos vulneráveis e carentes. Ana Stearns conclui dizendo que à medida que nos libertamos das expectativas irreais em relação à vida, começamos a recriar nós mesmos, nossos objetivos, nossas relações com os outros. Como nossas expectativas quanto a nós mesmos e aos outros se tornam aos poucos mais realistas, fica mais difícil nos iludirmos e mais fácil nos satisfazermos.
Não existe seguro contra o risco de amar. Há muita dor no amor e, claro, sempre existem riscos. Não podem nos impedir de pensar se não existiria um jeito melhor de viver em que a dor não viesse sempre misturada ao prazer. Mas na vida é assim: ou você pega os dois ou fica sem nada. Dor e prazer são o pão cotidiano dos homens. Talvez o mais importante seja amar e aprender.
*Maria Helena Matarazzo é sexóloga e autora de "Amar é preciso" e "Nós dois".
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t2.asp?conteudo_id=7671
A reinvenção do sexo
A reinvenção do sexo
As alternativas para quem quer exercer - ou não - a sexualidade em plena maturidade
Por Maria Fernanda Schardong
27/04/2010
Existem muitas coisas sem as quais não poderíamos viver. O sexo seria uma delas? Há controvérsias. No embate de opiniões, a falta que o sexo faz pode ser tão relativa quanto as razões que levam algumas mulheres a dispensar – ou não - a relação sexual na maturidade.
Para a especialista em Sexualidade Humana Sandra Baptista, a abstinência pode ser um fato para muita gente. E a escolha do que fazer entre quatro paredes é totalmente individual. “É mais do que compreensível que algumas mulheres vivam felizes e realizadas, independentemente do fato de fazerem sexo ou não. Assim como do ritmo sexual que elas levam, pois a necessidade sexual tem que ser uma questão percebida de maneira individual, respeitando as singularidades de cada uma. Dessa forma, há mulheres que deixam de fazer sexo por inúmeras razões, entre elas o fato de nunca terem gostado. O que pode ser uma dificuldade para umas, não é para outras”, explica ela.
Segundo a psicóloga e estudiosa do tema, Teresa Creusa Negreiros, se existem mulheres que vivem bem sem sexo, ainda há outras tantas que sofrem com a falta dele. “Muitas optam pela masturbação para alívio e prazer; outras mulheres, com determinação e boa capacidade de sublimação, optam pela exclusão definitiva da atividade sexual; e algumas se tornam ansiosas e com tendência à angústia e depressão. Mas, em geral, são pessoas que não atingem, nesta fase madura, uma elaboração de conflitos ao longo da vida. E estas, podem se sentir rejeitadas, carentes, percebendo a solidão, não como uma etapa de reflexão e integração, e sim como o abandono”, afirma a psicóloga.
As mulheres já ultrapassaram a barreira do preconceito sobre a continuidade da vida sexual. Vieram outros impasses. “Nenhuma mulher deve se sentir obrigada e/ou pressionada a ter mais relações sexuais do que deseja porque "alguém" disse que isso é que o normal, que isto é o esperado. Provavelmente, se assim fizer, poderá por acabar de se distanciando do que é realmente primordial, que é o prazer dela mesma. Para se ter uma boa relação sexual é preciso se entregar, se sentir à vontade e estar com vontade de ter a relação. Pois nada é mais distante da satisfação, do prazer, do que a obrigatoriedade”, explica Baptista.
Se o sexo não pode ser mais o mesmo, é preciso reinventá-lo, na maturidade, defende Negreiros. Com uma boa dose de carícias e calor humano é possível ter uma vida sexual prazerosa, ainda que sem o sexo propriamente dito. “A vida erótica pode continuar prazerosa para os mais velhos, como em outras etapas da vida, reaprendendo-se a arte das carícias, o brinquedo dos aconchegos e dos contatos corporais, sem criar expectativas para desempenhar as chamadas “relações completas”, visando o orgasmo como finalidade última. E nem para obter a mesma quantidade de relações da juventude, pois o ciclo erótico, com o avançar da idade, pode até aumentar na duração e profundidade, mas diminui em sua frequência”, finaliza a psicóloga.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7839
As alternativas para quem quer exercer - ou não - a sexualidade em plena maturidade
Por Maria Fernanda Schardong
27/04/2010
Existem muitas coisas sem as quais não poderíamos viver. O sexo seria uma delas? Há controvérsias. No embate de opiniões, a falta que o sexo faz pode ser tão relativa quanto as razões que levam algumas mulheres a dispensar – ou não - a relação sexual na maturidade.
Para a especialista em Sexualidade Humana Sandra Baptista, a abstinência pode ser um fato para muita gente. E a escolha do que fazer entre quatro paredes é totalmente individual. “É mais do que compreensível que algumas mulheres vivam felizes e realizadas, independentemente do fato de fazerem sexo ou não. Assim como do ritmo sexual que elas levam, pois a necessidade sexual tem que ser uma questão percebida de maneira individual, respeitando as singularidades de cada uma. Dessa forma, há mulheres que deixam de fazer sexo por inúmeras razões, entre elas o fato de nunca terem gostado. O que pode ser uma dificuldade para umas, não é para outras”, explica ela.
Segundo a psicóloga e estudiosa do tema, Teresa Creusa Negreiros, se existem mulheres que vivem bem sem sexo, ainda há outras tantas que sofrem com a falta dele. “Muitas optam pela masturbação para alívio e prazer; outras mulheres, com determinação e boa capacidade de sublimação, optam pela exclusão definitiva da atividade sexual; e algumas se tornam ansiosas e com tendência à angústia e depressão. Mas, em geral, são pessoas que não atingem, nesta fase madura, uma elaboração de conflitos ao longo da vida. E estas, podem se sentir rejeitadas, carentes, percebendo a solidão, não como uma etapa de reflexão e integração, e sim como o abandono”, afirma a psicóloga.
As mulheres já ultrapassaram a barreira do preconceito sobre a continuidade da vida sexual. Vieram outros impasses. “Nenhuma mulher deve se sentir obrigada e/ou pressionada a ter mais relações sexuais do que deseja porque "alguém" disse que isso é que o normal, que isto é o esperado. Provavelmente, se assim fizer, poderá por acabar de se distanciando do que é realmente primordial, que é o prazer dela mesma. Para se ter uma boa relação sexual é preciso se entregar, se sentir à vontade e estar com vontade de ter a relação. Pois nada é mais distante da satisfação, do prazer, do que a obrigatoriedade”, explica Baptista.
Se o sexo não pode ser mais o mesmo, é preciso reinventá-lo, na maturidade, defende Negreiros. Com uma boa dose de carícias e calor humano é possível ter uma vida sexual prazerosa, ainda que sem o sexo propriamente dito. “A vida erótica pode continuar prazerosa para os mais velhos, como em outras etapas da vida, reaprendendo-se a arte das carícias, o brinquedo dos aconchegos e dos contatos corporais, sem criar expectativas para desempenhar as chamadas “relações completas”, visando o orgasmo como finalidade última. E nem para obter a mesma quantidade de relações da juventude, pois o ciclo erótico, com o avançar da idade, pode até aumentar na duração e profundidade, mas diminui em sua frequência”, finaliza a psicóloga.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7839
Você fala a verdade sobre sexo?
Você fala a verdade sobre sexo?
Sexóloga explica por que a mentira faz parte do repertório sexual de homens e mulheres
10/11/2009
*Por Maria Helena Matarazzo
Quem tem coragem de ignorar os estereótipos e escolher as opções "nunca" ou "raramente" ao responder a pesquisas sobre freqüência das relações sexuais e orgasmos? Sem ouvir e revelar as insatisfações da vida real, essas enquetes acabam reforçando os mesmos estereótipos e estimulando respostas fantasiosas.
As pesquisas sobre sexualidade que tentam descobrir com que freqüência as pessoas fazem amor ou têm orgasmos costumam perguntar: "Você diria que está tendo tantas relações quanto deseja – mais ou menos?". Essas pesquisas levam à obtenção de resultados irreais, como se todo mundo estivesse vivendo numa espécie de "divinópolis sexual".
Quem vai se dispor a responder que dificilmente ou nunca tem relações sexuais ou orgasmos? Então, se você não faz, você finge que faz e mente loucamente. Mas, bem lá no fundo, continua se comparando, se cobrando e se perguntando: "Quantas vezes eu fiz, quantas eu deveria ter feito?" Aqui aparece o problema dos estereótipos, dos clichês: "Todo mundo está sempre disponível, a fim, com qualquer um e a qualquer hora".
Na vida real, a maioria das pessoas se queixa de quantas vezes está tendo relações sexuais por semana, por mês, por ano: "Todo dia, mas mesmo assim é pouco. Uma vez por semana, duas vezes por semana, três, quatro, mas mesmo assim é pouco".
A sociedade de consumo reforça essa loucura. Sempre é pouco. Você está em um lugar, com uma pessoa, mas pensando que deveria estar em outro, com outra, e, quando chega lá, nunca está bom e você fica só pensando "o próximo", "a próxima",, "o próximo"... Na verdade, todos nós temos um reservatório de cenas de sexo e de amor não vividas. Por outro lado, existem muitas divisões dentro de nós.
Às vezes, percebemos a nossa cabeça indo em uma direção, o coração na outra e o instinto em uma terceira. Nessas horas, estamos todos divididos. Por isso, muitas vezes nós falamos uma coisa, sentimos outra e fazemos uma terceira. O que significa que a nossa cabeça não está ligada, acoplada nos sentimentos, que por sua vez também não estão conectados nos impulsos, nos desejos, nas nossas forças instintivas. É difícil essa interligação.
É por isso que às vezes o encontro acontece da cintura para baixo ou da cintura para cima. Se as pessoas ficarem embriagadas por esse delírio numérico –quantos parceiros têm, quantas vezes por semana fazem amor -, elas vão ficar cronometrando seus próprios orgasmos. Isso deixa uma sensação estranha, indefinida, de que alguma coisa está errada. Cada pessoa fica se perguntando por que não teve nenhuma relação sexual na última semana, quinzena ou mês. E para não transar por transar, meio às cegas, fica pensando ou se perguntando qual será o seu "limite de tolerância para a fome sexual".
Quando uma pessoa fica assim com muita fome sexual contida, às vezes come qualquer coisa, nem sabe direito o que está comendo. Aliás, nem sente o gosto. Nessa hora, é bom tentar perceber a diferença entre a necessidade, desejo e uma coisa que as pessoas normalmente chamam de capricho. Ou seja, perceber a diferença entre aquilo de que se precisa, aquilo que se quer e aquilo que se acha que tem direito.
De modo genérico, necessidade é aquilo que constrange, compele ou obriga a fazer de modo absoluto. Quer dizer, eu tenho que comer, beber, dormir, senão eu morro. Entretanto, se uma pessoa não tiver um relação sexual, ela não morre. Pode até ficar meio esganada, meio morta de fome, mas morrer, não morre.
Já desejo é querer algo ou a alguém. É ter vontade, vontade de possuir ou de gozar, de comer ou de beber, de experimentar ou de sentir. É muito difícil separar necessidade de desejo, diferenciar quando se precisa de quando se quer. Se formos fazer o paralelo com comida, é a mesma coisa que tentear diferenciar fome de apetite. Mas é fundamental ser capaz de distinguir necessidade ou desejo de capricho. Mas o que é capricho?
Capricho é o comportamento das pessoas que acreditam ter o direito de nascença ou adquirido a todo tipo de prazer, de aventura, de gozo, sem precisar fazer qualquer esforço para alcançar isso, ou seja, "quero porque quero, de preferência, tudo ao mesmo tempo e agora".
Capricho também significa só fazer aquilo que se tem vontade, sem levar em consideração as necessidades nem os desejos do outro. Trata-se do famoso "não estou nem aí". Conclusão: as necessidades, é claro, precisam ser satisfeitas. Os desejos, sempre que possível. E os caprichos, quando? Às vezes, nunca.
*Maria Helena Matarazzo é sexóloga e autora de Amar é Preciso e Nós Dois.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t3.asp?conteudo_id=7568
Sexóloga explica por que a mentira faz parte do repertório sexual de homens e mulheres
10/11/2009
*Por Maria Helena Matarazzo
Quem tem coragem de ignorar os estereótipos e escolher as opções "nunca" ou "raramente" ao responder a pesquisas sobre freqüência das relações sexuais e orgasmos? Sem ouvir e revelar as insatisfações da vida real, essas enquetes acabam reforçando os mesmos estereótipos e estimulando respostas fantasiosas.
As pesquisas sobre sexualidade que tentam descobrir com que freqüência as pessoas fazem amor ou têm orgasmos costumam perguntar: "Você diria que está tendo tantas relações quanto deseja – mais ou menos?". Essas pesquisas levam à obtenção de resultados irreais, como se todo mundo estivesse vivendo numa espécie de "divinópolis sexual".
Quem vai se dispor a responder que dificilmente ou nunca tem relações sexuais ou orgasmos? Então, se você não faz, você finge que faz e mente loucamente. Mas, bem lá no fundo, continua se comparando, se cobrando e se perguntando: "Quantas vezes eu fiz, quantas eu deveria ter feito?" Aqui aparece o problema dos estereótipos, dos clichês: "Todo mundo está sempre disponível, a fim, com qualquer um e a qualquer hora".
Na vida real, a maioria das pessoas se queixa de quantas vezes está tendo relações sexuais por semana, por mês, por ano: "Todo dia, mas mesmo assim é pouco. Uma vez por semana, duas vezes por semana, três, quatro, mas mesmo assim é pouco".
A sociedade de consumo reforça essa loucura. Sempre é pouco. Você está em um lugar, com uma pessoa, mas pensando que deveria estar em outro, com outra, e, quando chega lá, nunca está bom e você fica só pensando "o próximo", "a próxima",, "o próximo"... Na verdade, todos nós temos um reservatório de cenas de sexo e de amor não vividas. Por outro lado, existem muitas divisões dentro de nós.
Às vezes, percebemos a nossa cabeça indo em uma direção, o coração na outra e o instinto em uma terceira. Nessas horas, estamos todos divididos. Por isso, muitas vezes nós falamos uma coisa, sentimos outra e fazemos uma terceira. O que significa que a nossa cabeça não está ligada, acoplada nos sentimentos, que por sua vez também não estão conectados nos impulsos, nos desejos, nas nossas forças instintivas. É difícil essa interligação.
É por isso que às vezes o encontro acontece da cintura para baixo ou da cintura para cima. Se as pessoas ficarem embriagadas por esse delírio numérico –quantos parceiros têm, quantas vezes por semana fazem amor -, elas vão ficar cronometrando seus próprios orgasmos. Isso deixa uma sensação estranha, indefinida, de que alguma coisa está errada. Cada pessoa fica se perguntando por que não teve nenhuma relação sexual na última semana, quinzena ou mês. E para não transar por transar, meio às cegas, fica pensando ou se perguntando qual será o seu "limite de tolerância para a fome sexual".
Quando uma pessoa fica assim com muita fome sexual contida, às vezes come qualquer coisa, nem sabe direito o que está comendo. Aliás, nem sente o gosto. Nessa hora, é bom tentar perceber a diferença entre a necessidade, desejo e uma coisa que as pessoas normalmente chamam de capricho. Ou seja, perceber a diferença entre aquilo de que se precisa, aquilo que se quer e aquilo que se acha que tem direito.
De modo genérico, necessidade é aquilo que constrange, compele ou obriga a fazer de modo absoluto. Quer dizer, eu tenho que comer, beber, dormir, senão eu morro. Entretanto, se uma pessoa não tiver um relação sexual, ela não morre. Pode até ficar meio esganada, meio morta de fome, mas morrer, não morre.
Já desejo é querer algo ou a alguém. É ter vontade, vontade de possuir ou de gozar, de comer ou de beber, de experimentar ou de sentir. É muito difícil separar necessidade de desejo, diferenciar quando se precisa de quando se quer. Se formos fazer o paralelo com comida, é a mesma coisa que tentear diferenciar fome de apetite. Mas é fundamental ser capaz de distinguir necessidade ou desejo de capricho. Mas o que é capricho?
Capricho é o comportamento das pessoas que acreditam ter o direito de nascença ou adquirido a todo tipo de prazer, de aventura, de gozo, sem precisar fazer qualquer esforço para alcançar isso, ou seja, "quero porque quero, de preferência, tudo ao mesmo tempo e agora".
Capricho também significa só fazer aquilo que se tem vontade, sem levar em consideração as necessidades nem os desejos do outro. Trata-se do famoso "não estou nem aí". Conclusão: as necessidades, é claro, precisam ser satisfeitas. Os desejos, sempre que possível. E os caprichos, quando? Às vezes, nunca.
*Maria Helena Matarazzo é sexóloga e autora de Amar é Preciso e Nós Dois.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t3.asp?conteudo_id=7568
Fidelidade à prova
Fidelidade à prova
Homens sexualmente ativos, desde que fiéis, vivem mais, afirma pesquisa italiana
Por Filipe de Paiva
02/12/2010
Uma parceira só basta. Para a saúde do sexo masculino, pelo menos, segundo cientistas da Sociedade Italiana de Medicina Sexual. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Florença que envolveu 4.000 homens constatou que o sexo ajuda a prevenir problemas cardiovasculares, a espantar a depressão, a combater a diabetes, a evitar o envelhecimento da pele e até mesmo a perder aqueles quilos a mais. Mas para colher todos os benefícios e viver mais, defende o estudo, é preciso ser fiel.
A coordenadora da pesquisa, a médica Emmanuele Jannini, explicou que os homens com vidas sexuais ativas e fiéis a suas mulheres tinham menos reclamações de problemas cardiovasculares e viviam mais tempo. A justificativa está na grande produção de testosterona, principal hormônio masculino, que acontece quando a frequência de atividade sexual é alta. Mais testosterona, menos risco de depressão, melhoro desempenho do sistema circulatório, metabolismo fortalecido.
“Manter a atividade sexual garante mais qualidade de vida”, garante Laura Meyer, especialista da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). “As atividades sexuais, não apenas o coito, são especialmente associadas com o bem estar físico e mental, melhorando as funções vitais físicas e o humor”, explica Oswaldo Rodrigues, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (INPASEX).
Tal como outros exercícios físicos, a prática sexual melhora o desempenho do sistema circulatório, mas com uma vantagem: por ser uma atividade de baixo impacto e maior abrangência, a vasodilatação periférica é abundante, e isso faz com que o sangue flua melhor pelo corpo, segundo a explicação de Rodrigues.
A pesquisa italiana ainda apontou que a performance cardiovascular dos homens infiéis deixava a desejar, pois eles também enfrentavam um aumento no nível de estresse causado pela infidelidade. No entanto, isso depende de como se encara a traição. “Se a pessoa considera a infidelidade um problema, ela terá respostas emocionais negativas e que se mantidas colaboram com piora de qualidade de saúde física e mental”, explica Rodrigues. Segundo ele, uma vez que não se saiba lidar com a infidelidade e isto gere estresse, o estado ansioso fará os vasos sangüíneos se contraírem. Como conseqüência, a circulação do sangue encontrará dificuldade, levando a um aumento da pressão arterial, ao envelhecimento da pele devido ao baixo abastecimento de oxigênio (transportado para as células do corpo pelo sangue), além de facilitar o surgimento de outros problemas, como a formação de placas de gordura nas paredes das artérias e veias. “Isto força o coração a trabalhar mais e pode prejudicar o funcionamento deste órgão”, diz o diretor do INPASEX.
“Algumas pessoas sentem-se culpadas, ansiosas, estressadas e com isso podem se deprimir”, diz Meyer. A depressão faz a imunidade do organismo diminuir e, com isso, além de prejudicar o coração, abre as portas para outras doenças. Um dos fatores que podem levar à depressão é uma vida sexual pobre e inativa. “Uma vida sexual fraca, pouco ativa e desprazerosa provoca a baixa auto estima. A pessoa se sente fracassada, pouco amada”, afirma Meyer. A infidelidade também aumenta o risco de se contrair uma doença sexualmente transmissível (DST).
Por outro lado, se o homem é fiel, ele só tem a ganhar. “A fidelidade garante um sentimento de segurança que é essencial para viver bem, em paz, feliz”, explica a sexóloga. Ao contrário da depressão, a felicidade fortalece as defesas do organismo.
Sexo emagrece. Tanto para homens quanto para mulheres. “Fazer sexo ajuda a queimar calorias”, explica Meyer. Ela ainda ressalta a importância de se movimentar bastante durante o ato. “Quanto mais, melhor, mais queima calorias, além de ser um meio divertido e prazeroso”, diz.
O processo biológico por trás da produção da testosterona é complexo, mas o diretor do INPASEX simplifica. “Quanto mais ejacular um homem, possivelmente mantenha maiores níveis de testosterona”, diz. Segundo a pesquisa italiana, os altos níveis de testosterona produzidos durante o sexo são saudáveis para os homens porque queimam o excesso de açúcares e reduzem o risco de doenças do coração.
Uma vida sexual ativa e saudável, segundo a coordenadora da pesquisa italiana, traz benefícios também para pessoas que sofrem de diabetes. “O sexo é um aliado no combate ao diabetes”, concorda Rodrigues, mas ele ressalta que a prática sexual tem, para a doença, o mesmo valor de outras atividades físicas. “Ajuda, mas não substitui a dieta dos diabéticos”, atenta.
A pesquisa ainda apontou que o sexo pode ajudar na prevenção do câncer de próstata e da osteoporose, mas Rodrigues explica que esta ajuda não significa que as doenças não vão se desenvolver. “Uma tendência genética talvez possa ser retardada, mas não será o sexo que impedirá o organismo de reagir como programado”, diz.
“A atividade sexual produz substâncias que promovem o bem estar da mesma forma que todas as atividades físicas, porém em maior concentração e em menor tempo”, diz o diretor do INPASEX. “O importante é cuidar da alimentação, se exercitar e procurar amar e fazer muito sexo”, conclui Meyer.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t3.asp?conteudo_id=8076
Homens sexualmente ativos, desde que fiéis, vivem mais, afirma pesquisa italiana
Por Filipe de Paiva
02/12/2010
Uma parceira só basta. Para a saúde do sexo masculino, pelo menos, segundo cientistas da Sociedade Italiana de Medicina Sexual. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Florença que envolveu 4.000 homens constatou que o sexo ajuda a prevenir problemas cardiovasculares, a espantar a depressão, a combater a diabetes, a evitar o envelhecimento da pele e até mesmo a perder aqueles quilos a mais. Mas para colher todos os benefícios e viver mais, defende o estudo, é preciso ser fiel.
A coordenadora da pesquisa, a médica Emmanuele Jannini, explicou que os homens com vidas sexuais ativas e fiéis a suas mulheres tinham menos reclamações de problemas cardiovasculares e viviam mais tempo. A justificativa está na grande produção de testosterona, principal hormônio masculino, que acontece quando a frequência de atividade sexual é alta. Mais testosterona, menos risco de depressão, melhoro desempenho do sistema circulatório, metabolismo fortalecido.
“Manter a atividade sexual garante mais qualidade de vida”, garante Laura Meyer, especialista da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). “As atividades sexuais, não apenas o coito, são especialmente associadas com o bem estar físico e mental, melhorando as funções vitais físicas e o humor”, explica Oswaldo Rodrigues, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (INPASEX).
Tal como outros exercícios físicos, a prática sexual melhora o desempenho do sistema circulatório, mas com uma vantagem: por ser uma atividade de baixo impacto e maior abrangência, a vasodilatação periférica é abundante, e isso faz com que o sangue flua melhor pelo corpo, segundo a explicação de Rodrigues.
A pesquisa italiana ainda apontou que a performance cardiovascular dos homens infiéis deixava a desejar, pois eles também enfrentavam um aumento no nível de estresse causado pela infidelidade. No entanto, isso depende de como se encara a traição. “Se a pessoa considera a infidelidade um problema, ela terá respostas emocionais negativas e que se mantidas colaboram com piora de qualidade de saúde física e mental”, explica Rodrigues. Segundo ele, uma vez que não se saiba lidar com a infidelidade e isto gere estresse, o estado ansioso fará os vasos sangüíneos se contraírem. Como conseqüência, a circulação do sangue encontrará dificuldade, levando a um aumento da pressão arterial, ao envelhecimento da pele devido ao baixo abastecimento de oxigênio (transportado para as células do corpo pelo sangue), além de facilitar o surgimento de outros problemas, como a formação de placas de gordura nas paredes das artérias e veias. “Isto força o coração a trabalhar mais e pode prejudicar o funcionamento deste órgão”, diz o diretor do INPASEX.
“Algumas pessoas sentem-se culpadas, ansiosas, estressadas e com isso podem se deprimir”, diz Meyer. A depressão faz a imunidade do organismo diminuir e, com isso, além de prejudicar o coração, abre as portas para outras doenças. Um dos fatores que podem levar à depressão é uma vida sexual pobre e inativa. “Uma vida sexual fraca, pouco ativa e desprazerosa provoca a baixa auto estima. A pessoa se sente fracassada, pouco amada”, afirma Meyer. A infidelidade também aumenta o risco de se contrair uma doença sexualmente transmissível (DST).
Por outro lado, se o homem é fiel, ele só tem a ganhar. “A fidelidade garante um sentimento de segurança que é essencial para viver bem, em paz, feliz”, explica a sexóloga. Ao contrário da depressão, a felicidade fortalece as defesas do organismo.
Sexo emagrece. Tanto para homens quanto para mulheres. “Fazer sexo ajuda a queimar calorias”, explica Meyer. Ela ainda ressalta a importância de se movimentar bastante durante o ato. “Quanto mais, melhor, mais queima calorias, além de ser um meio divertido e prazeroso”, diz.
O processo biológico por trás da produção da testosterona é complexo, mas o diretor do INPASEX simplifica. “Quanto mais ejacular um homem, possivelmente mantenha maiores níveis de testosterona”, diz. Segundo a pesquisa italiana, os altos níveis de testosterona produzidos durante o sexo são saudáveis para os homens porque queimam o excesso de açúcares e reduzem o risco de doenças do coração.
Uma vida sexual ativa e saudável, segundo a coordenadora da pesquisa italiana, traz benefícios também para pessoas que sofrem de diabetes. “O sexo é um aliado no combate ao diabetes”, concorda Rodrigues, mas ele ressalta que a prática sexual tem, para a doença, o mesmo valor de outras atividades físicas. “Ajuda, mas não substitui a dieta dos diabéticos”, atenta.
A pesquisa ainda apontou que o sexo pode ajudar na prevenção do câncer de próstata e da osteoporose, mas Rodrigues explica que esta ajuda não significa que as doenças não vão se desenvolver. “Uma tendência genética talvez possa ser retardada, mas não será o sexo que impedirá o organismo de reagir como programado”, diz.
“A atividade sexual produz substâncias que promovem o bem estar da mesma forma que todas as atividades físicas, porém em maior concentração e em menor tempo”, diz o diretor do INPASEX. “O importante é cuidar da alimentação, se exercitar e procurar amar e fazer muito sexo”, conclui Meyer.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t3.asp?conteudo_id=8076
Estudo mostra que homens de 75 a 95 anos consideram sexo importante
A idade da libido
Estudo mostra que homens de 75 a 95 anos consideram sexo importante
da redação
26/01/2011
Velhos demais para o prazer? Nada. Para o sexo, idade não conta tanto como se ouve por aí. Segundo estudo realizado na Austrália e publicado no Annals of Internal Medicine (Anais de Medicina Interna), homens com mais de 70 anos se mostraram dispostos e desejosos e ainda afirmaram querer ir para a cama com mais frequência. Os pesquisadores concluíram, com base nos depoimentos, que problemas de saúde e efeitos colaterais de alguns medicamentos podem ser uma barreira, mas assistência médica pode ajudar a resolver esta questão.
O estudo acompanhou cerca de 2.800 homens com idades que variavam entre 75 e 95 anos por um período que se estendeu de 1996 até 2009. Todos os homens viviam na Austrália ocidental e três quartos eram casados ou moravam com uma companheira estável – nenhum estava em hospitais geriátricos ou em casas para idosos. Durante o processo, cada um foi entrevistado três vezes. As perguntas envolviam questões de saúde e atividade sexual.
O sexo foi considerado uma parte importante para 49% dos entrevistados. Aproximadamente um terço disse ter tido ao menos uma relação sexual por ano durante o período do estudo, e mais de 40% dos sexualmente ativos diziam querer fazer sexo com mais frequência.
A líder da pesquisa, Zoë Hyde, do Western Australian Centre for Health and Ageing (Centro do Oeste Australiano para Saúde e Envelhecimento) diz na publicação que falar sobre sexo na terceira idade pode causar certo desconforto. Ela ressalta que o senso comum tende a enxergar as pessoas mais velhas como incapazes de fazer sexo ou simplesmente desinteressadas.
Na prática, acontece o contrário. Uma vida sexual ativa e saudável não é privilégio dos mais jovens. Hyde ainda defende que é necessário um maior conhecimento sobre a satisfação sexual e sua importância na qualidade de vida de muitos idosos.
A pesquisa também descobriu que problemas de saúde são uma barreira freqüente para aqueles que desejam permanecer sexualmente ativos apesar do envelhecimento. Doenças como diabetes ou câncer de próstata, assim como limitações físicas ou falta de interesse da parceira, estavam entre os principais motivos apresentados pelos homens para terem cessado sua vida sexual.
Efeitos colaterais de remédios como antidepressivos também tiveram seu papel na diminuição da atividade sexual. Daí a importãncia de discutir e avaliar, juntamente com o médico, a prescrição de quaisquer medicações, mesmo as consideradas banais, como analgésicos, por exemplo. Segundo Hyde, o médico deve avaliar e considerar os possíveis impactos no desempenho e no desejo sexual do paciente, o que pode representar consequências diretas na qualidade de vida. Sexo faz bem, sentencia Hyde.
E a sua vida sexual, como está? Faça este teste e avalie seus conhecimentos sobre o sexo e os benefícios que ele trás para a saúde.
http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2_t2.asp?conteudo_id=8149
Estudo mostra que homens de 75 a 95 anos consideram sexo importante
da redação
26/01/2011
Velhos demais para o prazer? Nada. Para o sexo, idade não conta tanto como se ouve por aí. Segundo estudo realizado na Austrália e publicado no Annals of Internal Medicine (Anais de Medicina Interna), homens com mais de 70 anos se mostraram dispostos e desejosos e ainda afirmaram querer ir para a cama com mais frequência. Os pesquisadores concluíram, com base nos depoimentos, que problemas de saúde e efeitos colaterais de alguns medicamentos podem ser uma barreira, mas assistência médica pode ajudar a resolver esta questão.
O estudo acompanhou cerca de 2.800 homens com idades que variavam entre 75 e 95 anos por um período que se estendeu de 1996 até 2009. Todos os homens viviam na Austrália ocidental e três quartos eram casados ou moravam com uma companheira estável – nenhum estava em hospitais geriátricos ou em casas para idosos. Durante o processo, cada um foi entrevistado três vezes. As perguntas envolviam questões de saúde e atividade sexual.
O sexo foi considerado uma parte importante para 49% dos entrevistados. Aproximadamente um terço disse ter tido ao menos uma relação sexual por ano durante o período do estudo, e mais de 40% dos sexualmente ativos diziam querer fazer sexo com mais frequência.
A líder da pesquisa, Zoë Hyde, do Western Australian Centre for Health and Ageing (Centro do Oeste Australiano para Saúde e Envelhecimento) diz na publicação que falar sobre sexo na terceira idade pode causar certo desconforto. Ela ressalta que o senso comum tende a enxergar as pessoas mais velhas como incapazes de fazer sexo ou simplesmente desinteressadas.
Na prática, acontece o contrário. Uma vida sexual ativa e saudável não é privilégio dos mais jovens. Hyde ainda defende que é necessário um maior conhecimento sobre a satisfação sexual e sua importância na qualidade de vida de muitos idosos.
A pesquisa também descobriu que problemas de saúde são uma barreira freqüente para aqueles que desejam permanecer sexualmente ativos apesar do envelhecimento. Doenças como diabetes ou câncer de próstata, assim como limitações físicas ou falta de interesse da parceira, estavam entre os principais motivos apresentados pelos homens para terem cessado sua vida sexual.
Efeitos colaterais de remédios como antidepressivos também tiveram seu papel na diminuição da atividade sexual. Daí a importãncia de discutir e avaliar, juntamente com o médico, a prescrição de quaisquer medicações, mesmo as consideradas banais, como analgésicos, por exemplo. Segundo Hyde, o médico deve avaliar e considerar os possíveis impactos no desempenho e no desejo sexual do paciente, o que pode representar consequências diretas na qualidade de vida. Sexo faz bem, sentencia Hyde.
E a sua vida sexual, como está? Faça este teste e avalie seus conhecimentos sobre o sexo e os benefícios que ele trás para a saúde.
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