sábado, 27 de agosto de 2011

Educação sexual na infância garante reprodução saudável

Educação sexual na infância garante reprodução saudável
Natacha Roberto - HojePartilhar Tamanho da letra Enviar Imprimir
Exames pré-parto são cruciais
A educação sexual e os exames ginecológicos são cruciais para que a mulher tenha um órgão genital funcional e um ciclo reprodutivo saudável. Esta tese é do médico ginecologista brasileiro Elliano Pellini, que a defendeu na quinta-feira, em Luanda, no primeiro curso sobre “Ginecologia Endócrina e Sexualidade Feminina”, na Clínica Girassol.
Elliano Pellini assegura que os exames pós-parto permitem ao terapeuta sexual descobrir anomalias nos órgãos genitais e prevenir doenças no futuro. “O bom exame no pós-parto permite ao pediatra observar se os órgãos genitais são naturais, através do sangramento que a criança faz logo à nascença”, sustentou o especialista.
As mulheres devem consultar os médicos em todas as etapas da infância e isso é benéfico para o bom desempenho dos órgãos.
“As famílias devem estar atentas quando surge na adolescente o ciclo menstrual e nos casos em que há dor dirigirem-se ao consultório do ginecologista para um tratamento preventivo”, reforçou.
O palestrante acentuou que os casos mais comuns de disfunção sexual feminina são a ausência de lubrificação, falta de interesse, membrana vaginal fechada, falta de orgasmos e vaginismo – contracções musculares dolorosas.
O ginecologista brasileiro garante que as novas tecnologias permitem à mulher resolver os inúmeros problemas que podem surgir na idade adulta, como a reconstituição da vagina e do tubo genital, entre outros. “Existem casos de mulheres com vagina sem útero e com defeitos na formação dos órgãos que apenas os descobrem quando tentam uma vida sexual e na fase adulta”, explicou. Na opinião do ginecologista, é importante que a adolescente analise o seu corpo e observe se existe alguma anomalia na formação genital.
O presidente da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Angola, Paulo Campos, informou que a acção de formação dirigida aos ginecologistas visa aumentar a capacidade formativa dos profissionais e o seu nível de actuação nas respectivas áreas.


Paulo Campos considera crucial que os profissionais tenham conhecimentos sobre o funcionamento dos órgãos da mulher, desde a cabeça aos órgãos de reprodução e toda a sua vida fisiológica.
“A compreensão dos fenómenos da sexualidade feminina está obscurecida e debates como estes ajudam os ginecologistas a resolver os problemas que muitas mulheres apresentam ao longo da idade reprodutiva”, esclareceu.
Actualmente, a Associação de Ginecologistas, Obstetras e Pediatras de Angola tem 90 filiados.

Delegada diz que estudantes que faziam orgia no MS consideravam prática normal

publicado em 26/08/2011 às 17h57:
Delegada diz que estudantes que faziam orgia no MS consideravam prática normal

Ela afirmou que eles ganhavam até camisinha na escola e no posto de saúde
Do R7, com MS Record.
Depois de ouvir os 20 integrantes, que tem entre 12 e 16 anos, do chamado Congresso do Bulimento, que se reuniam em horário de aula para praticar orgias sexuais em Campo Grande (MS), as delegadas que investigam o caso disseram que os jovens achavam normal praticar sexo, mas sabiam estar errados ao ingerir bebidas alcoólicas.

O caso está sendo investigado por duas delegacias, uma que protege os menores e outra que apura atos criminosos. Oito menores respoderão por abuso de vulneráveis por terem feito sexo com menores de 14 anos. Alguns pais também serão indiciados por saberem das festas e não terem feito nada. Eles poderão responder por abandono de incapaz, abandono intelectual, maus tratos e corrupção de menores.

A delegada Aline Lopes disse que as festas aconteciam há, no mínimo, cinco meses. Em depoimentos, muitos alegaram que tinham aula de sexologia na escola e eram entregues camisinhas.

- Tivemos que esclarecer para os adolescentes que é crime fazer sexo com menor de doze anos porque para eles era normal. A única coisa que eles tinham conhecimento e tentaram esconder é o fato de terem ingerido bebidas alcoólicas durante as festas.

A delegada Regina Rodrigues disse que além de investigar a direção do colégio, os pais e alunos, também será investigado como eles conseguiram comprar as bebidas. Ela disse que muitos pais alegaram que achavam que os filhos estavam na escola e não tinham conhecimento das festas, mas que a responsabilidade de acompanhar o desempenho escolar dos alunos também é da família.

O grupo mantinha até uma comunidade em um site de relacionamento que fazia apologia ao sexo. A denúncia partiu da mãe de uma menina de 12 anos que chegou a participar do "Congresso do Bulimento", como eram chamadas as orgias.
A participação de adultos nas orgias e o uso de drogas não foram confirmados.

O grupo confeccionava até camisetas. Marcava os encontros pelas redes sociais, por telefone e até dentro da escola.
O diretor da instituição de ensino, que tinha conhecimento da existência dos encontros do grupo, poderá ser responsabilizado.

A polícia também descobriu como teria surgido o grupo. Tudo começou com a criação de um grupo de funk dentro da escola onde os adolescentes estudam. Com o passar do tempo, o objetivo inicial - que era dançar - ficou em segundo plano. A escola até dissolveu o grupo de dança.

Esses mesmos adolescentes continuavam marcando encontros na casa de um deles. Encontros sexuais regados a bebidas alcoólicas. Os meninos e meninas disseram à polícia que não sabiam que manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime. Segundo informações policiais, eles teriam ficado até indignados.


Texas mantém taxa de entrada obrigatória em clube de strip-tease

27/08/2011 - 06h06
Texas mantém taxa de entrada obrigatória em clube de strip-tease
Do UOL Notícias
Em São Paulo
A Suprema Corte do Estado do Texas, nos Estados Unidos, determinou que a o valor cobrado para a entrada nos clubes de strip-tease é considerado constitucional, segundo informações do "Huffington Post". Dessa forma, a cobrança é mantida. O chamado “imposto do pecado” custa US$ 5 para o cliente que quiser frequentar o clube.

Representantes dos estabelecimentos classificam a taxa de “inapropriada” e afirmam que a medida traz desvantagem para o negócio, o que pode, inclusive, reduzir o faturamento e movimento nos estabelecimentos. Os proprietários dos clubes já anunciaram que pretendem recorrer da decisão.

O valor é cobrado desde 2007, e parte da renda é destinada a programas de combate à exploração sexual e saúde preventiva. O valor arrecadado também é direcionado para políticas que beneficiam a população de baixa renda.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Libido em baixa

Libido em baixa
por Marcella Brum
Tem dias em que não dá vontade nem de fazer sexo. Tudo bem, até aí não existe nada de anormal. Só que algumas pessoas levam os problemas para a cama e deixam o desejo sexual se transformar numa vaga lembrança do passado.
Um dia é o cansaço. No outro, aparece a dor de cabeça. Até o fim da semana, desfilam ainda pelo repertório de desculpas o sono acumulado, a cólica que não passa e até o calor, que não dá ânimo nem pra se mexer. Mas é assim mesmo, tem dias que nem um bom sexo faz a nossa cabeça. O que não significa nada de anormal, já que somos humanos e é difícil se manter inabalável em meio à alta dos juros, ao preço dos combustíveis e às tarifas telefônicas. Só que algumas pessoas, mais precisamente as que se identificam com o comecinho dessa matéria, acabam levando pra cama apenas os problemas, e deixando o desejo sexual se transformar numa vaga lembrança do passado.

Baixa libido significa falta ou diminuição do desejo sexual, que é composto basicamente por fatores biológicos e psicológicos. Em outras espécies de animais, os aspectos biológicos são mais importantes – pois na selva ninguém paga conta no fim do mês e nem pega trânsito na hora do rush. Já na espécie humana, os inúmeros aspectos psicológicos acabam levando vantagem em cima da natureza. Ou seja, o nosso plus, que é o desenvolvimento social e cultural, se torna responsável direto pela nossa expressão do desejo sexual. Portanto, uma pessoa com baixo desejo não procura por sexo, corta o erotismo de seu dicionário e evita até tocar no assunto.

Geralmente, o sexo é jogado para escanteio quando as pessoas se tornam insaciáveis de complicações. O jornalista Marcos Coelho se considera um exemplo dessa falta de gerenciamento. “Normalmente, eu fico sem tesão quando estou muito focado em algo que estou fazendo ou que vai acontecer. Nessas ocasiões, acabo abstraindo o sexo da minha vida”, conta ele.

Ficar emocionalmente broxa pode acontecer com qualquer um. Mas, sem dúvida, quanto mais a idade vai passando, mais vamos tendo conteúdo para ficar com macaquinhos no sótão. “Com o tempo, a falta de desejo é mais evidente. Pois os problemas não administrados aumentam com a idade, somam-se a outros e, por conseqüência, pioram as possibilidades sexuais”, afirma Oswaldo Rodrigues Jr. Com a administradora de empresas Renata Lisboa foi assim: a insatisfação não solucionada acabou se transformando numa enorme bola de neve, que passou por cima da sua libido com tudo. “Eu tinha complexo de gordinha. Então, fazia de tudo (sem conseguir cumprir a metade) para emagrecer. Como não via resultados, aquilo me gerava uma ansiedade, um nervosismo, que eu acabava descontando em tudo: na comida, no meu marido, no meu filho. Ele queria transar e eu não tinha o menor ânimo porque estava sempre me achando feia, não deixava nem ele me ver sem roupa”, conta Renata, lembrando que o relacionamento começou a degringolar por causa da sua aversão ao contato físico com o marido. “Ele começou a deixar pra lá, chegava cada vez mais tarde e estava se desinteressando nitidamente por mim. Foi quando eu procurei ajuda psicológica. O casamento acabou, mas eu me recuperei, emagreci, e hoje, levo uma sexual bem ativa até, afinal, estou solteira e sabe como é...”, diz ela.

E por ironia do destino – já que é uma questão de ordem administrativa – nós mulheres, que cuidamos da casa, dos filhos e da carreira, somos as mais propensas à falta de desejo sexual. “A sexualidade feminina está muito vinculada ao seu estado psicológico. A mulher precisa de estímulos preliminares mais demorados e intensos, precisa estar mais acessível à sexualidade para poder exercê-la”, diz a sexóloga Glene Faria, acrescentando que a menopausa também é uma fase muito delicada para a sexualidade feminina. “Este é um período de transição, de conflitos psicológicos e de questionamento da mulher. Então, pode ocorrer uma incidência maior de mulheres com diminuição do desejo de fazer sexo”, afirma ela.

O motivo para a inibição do desejo sexual afetar mais as mulheres se encontra no machismo puro que a sociedade cultiva. Ou seja, a mulher é educada para expressar menos desejo e mais romantismo, e ao homem só resta fazer sexo – com ou sem vontade. “É uma obrigação social do homem, portanto eles nem sempre percebem se falta desejo. Eles pensam que precisam fazer sexo, julgam ter desejo e assim acabam desenvolvendo problemas de ereção”, descreve Oswaldo Rodrigues Jr. E a falta de desejo, além do racionamento de sexo, pode acarretar diversos outros problemas de ordem emocional, social e até profissional. Então, como na maioria das vezes, os fatores responsáveis por essa escassez são os psicológicos, o reencontro com a sexualidade plena pode acontecer por meio da terapia sexual. “Ela ajuda na compreensão e descoberta, ou redescoberta, da sexualidade individual e do casal”, conclui Glene Faria.

Primeira noite: tudo ou nada?

Primeira noite: tudo ou nada?
por Rosana F.
31/07/2009
Até aonde ir na primeira vez? Existem limites? O que eles pensam
Corpos colados e beijos intermináveis. As evidências apontam que os próximos passos são em direção à cama. Aí bate aquela incerteza: o que pode e o que não pode rolar na primeira noite com um homem? Transar pode? Oral pode? Verbal pode? Animal pode?
Vamos começar pelo início: pode ir pra cama no primeiro encontro? Há quem diga que sim, pode, claro, sem problemas. E há quem diga que não, não pode, é melhor não, como o dentista Alexandre P., de 26 anos. "Se ela transa comigo de primeira, acho que ela faz a mesma coisa com todo mundo", sentencia Alexandre, assumindo que passa a ver a menina com outros olhos.
“A mulher pode ser sacana, mas não vulgar. A vulgaridade até pega bem mais tarde, mas só quando o casal tiver um pouco mais de intimidade”
No outro extremo, tem homem não apenas diz que pode transar na primeira noite como prefere as que topam de uma vez: "Claro que pode", diz Ednaldo Rodrigues, 29 anos, garantindo ter predileção pelas que vão para a cama de primeira. "Na minha cabeça, significa que ela gosta muito do esporte. E isso é uma grande qualidade em uma mulher", diz ele, que não gosta quando percebe que a mulher está a fim, mas fica se segurando porque quer ser considerada uma menina pra namorar. "Não existe mais isso!", garante. No primeiro encontro ou no décimo segundo, pronto: topamos ir para cama. Agora a questão é outra: estando debaixo dos lençóis, o que pode e o que não pode na primeira transa do casal? Antes de responder, parece que é preciso ter muita sensibilidade para saber até aonde ir na estreia - até para que ela não seja também a única. Entre os entrevistados, as respostas mais freqüentes para o "não pode" foram: em primeiro lugar disparado, anal; em segundo lugar, bater; e em terceiro, xingar.
Mas, gente, olha só, não tem cartilha, como comprova a advogada Lílian D., de 31 anos. "Logo na primeira noite, fiz de um tudo, inclusive sexo anal. Ele ficou maluco. No dia seguinte, desliguei o telefone celular e só fui atender as ligações dele alguns dias depois. Começamos a namorar e ficamos juntos três anos", lembra a advogada, que não se arrepende e faria tudo de novo.
Liberais?
Como diz o ditado, quem tem boca fala que quer e os homens gostam de dizer que estão cada vez mais liberais. É o caso do consultor de informática Fabrício F., 31anos. "Não me impressiono fácil. Só se ela fizer algo muito profissional logo na primeira transa, tipo: ter mais de duas pessoas envolvidas, usar uma lingerie ousada demais, pedir para levar uns tapas na cara, pedir por trás e por aí vai", diz ele, que faz questão de esclarecer que esses exemplos são normais entre quatro paredes, mas chamam atenção quando rolam logo na primeira vez. "Depende da idade da moça também. Depois de 25 anos, pode fazer o que quiser", estabelece.
O designer Hélio G., 33 anos, revela que transou com todas as suas namoradas na primeira noite. "Não vejo problema algum nisso", diz ele, para quem a mulher pode até ser safada na primeira noite, mas com moderação. "A mulher pode ser sacana, mas não vulgar. A vulgaridade até pega bem mais tarde, mas só quando o casal tiver um pouco mais de intimidade", diz, acrescentando que todo homem fantasia que as mulheres têm um comportamento mais ousado exclusivamente com ele. "Se ela é muito liberada logo de primeira, aí você pensa que ela é assim com todo mundo. E eu gosto de pensar que ela ficou safada quando me conheceu, como se eu tivesse despertado o vulcão que existe dentro dela", sugere ele, para quem o que pega bem na primeira noite é uma lingerie sexy. "Essencial!", diz.
O papo liberal cai bem na mesa do bar, mas será que na cama é assim mesmo? Para a professora Adriana H., 29 anos, o que pode e o que não pode rolar variam de acordo com as intenções com o parceiro. "Se for um cara que eu esteja a fim, me seguro muito pra não ‘assustar' e tentar levar a uma coisa mais séria. Mas se for uma coisa casual, não me preocupo", assume, lembrando que até hoje os caras são muito travados e preconceituosos na cama.
“Porém, na média, os homens ainda pensam de modo semelhante aos nossos avós, quando olham para uma mulher e pensam se esta mulher ‘serve para casar' , ou ‘serve apenas para sexo”
"Eles se dizem liberais, mas é só da boca pra fora. Eu gosto de falar sacanagem, mas falo pouco nas primeiras vezes. Tem coisa que acho que tem que ter mais intimidade e conhecer melhor o outro pra saber se pode ou não pode", diz, acrescentando que o que não pode de jeito nenhum é virar para o lado e dormir. "Aí não dá, né? Tem que rolar um carinho, um papinho pós-sexo, que é tudo de bom", resume. Nesse ponto, minha amiga, t-o-d-a-s concordam.
Segundo o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, cada pessoa tem necessidades e históricos de vida diferentes. A velha história: cada caso é um caso. "Porém, na média, os homens ainda pensam de modo semelhante aos nossos avós, quando olham para uma mulher e pensam se esta mulher ‘serve para casar' , ou ‘serve apenas para sexo'", afirma ele, frisando que há também homens para os quais essa questão não é relevante.
"Existem muitos homens que somente buscarão compromisso com mulheres com quem possam ter sexo na primeira noite. Esses homens não se incomodam com virgindade, muito ao contrário, querem saber os limites e possibilidades que têm com a mulher que conheceram para poder entender se com ela podem passar muitos anos da vida", explica.
Para o sexólogo, não é recomendável nem se tolir nem extrapolar em um primeiro encontro. "Apresentar o padrão com o qual se identifica será o mais proveitoso, pois permitirá estabelecer um relacionamento de confiança", esclarece, acrescentando que a maior parte dos homens, realmente, só é liberal da boca pra fora. "Eles se dizem liberais, querendo dizer-se libertinos, e não conseguem compreender que estão muito aquém do que verbalizam. Eles não fazem tudo no sexo, nem sabem o tudo o que pode existir", sentencia.
E aí, o que você acha? Concorda que os homens falam bem mais que realmente fazem na cama?

Ele não faz oral

Ele não faz oral
por Rosana F.
05/11/2009
Ele quer ganhar, mas não quer fazer sexo oral em você. E agora?
Quando o assunto é sexo oral, todo mundo quer ganhar. Já oferecer... Tem muito namorado por aí fazendo corpo mole e deixando a desejar. Se por um motivo ou por outro ele não faz sexo oral, pode estar na hora de chamar ele na chincha.
Vocês se beijam, se abraçam e se enroscam como dois adolescentes. A temperatura aumenta e é roupa para todo lado. Você não pensa duas vezes: se abaixa e lhe faz um sexo oral no capricho. Quando pensa que chegou a sua vez de ganhar: neca de pitibiriba. "Ele finge que não está entendendo o que eu quero e faz outra coisa", reclama a fisioterapeuta Andréa, de 28 anos. Na cama dela, os direitos não são iguais: ele ganha sexo oral, mas não costuma dar.
"Poxa, fico chateada, peço com todas as letras e ele acaba fazendo. Mas perde a metade da graça, né? Porque fica evidente que faz por obrigação e não por prazer", reclama Andréa, sem saber como resolver a situação. "Às vezes, faço chantagem do tipo ‘só faço se você me der em troca' e funciona. Mas é chato, porque o problema de achar que ele não está gostando se mantém", constata.
Qual o seu apelo sexual? Faça o teste!
Quando um homem se nega a fazer sexo oral em sua mulher, é natural que ela fique insegura e queira saber o motivo. Foi o que aconteceu com Silvana, de 30 anos, advogada, que ficou preocupada com seus odores. "Primeiro, fiz uma depilação especial, para não haver a desculpa do pêlo. Aí fui ao ginecologista e fiz um check up - deu uma inflamação boba, que tratei imediatamente. Ele até que passou a fazer com mais freqüência, mas virei escrava da depilação, por exigência dele", conta Silvana, certa de que o sacrifício vale a pena. Ela não deixou barato: "Pedi para ele tirar o excesso de pelos dele também. É claro que ele não depila, mas passa máquina um e fica realmente bem mais agradável para mim", diz.
O que eles dizem
A maioria dos homens com quem conversamos se disse fã incondicional do sexo oral e jura que ama fazer o tempo todo, 24 horas por dia, o fim de semana inteirinho. "Adoro!", diz o redator Luciano A., "quem não gosta deve ser bicha", completa. O arquiteto Alexandre F. vai além: "Se o cara não faz, troque de namorado!", sugere. Encostado na parede, Alexandre disse que só não comparece quando há pelos demais ou cheiro forte. "Aí não é culpa do cara", esquiva-se.
Segundo a ginecologista Dra. Juracy Ghiaroni, água e sabão bastam para garantir a higiene íntima da mulher. "Ela deve se lavar toda vez que for ao banheiro: com água e sabão quando evacuar e somente água quando urinar", afirma, lembrando que os sabonetes especiais, desodorantes íntimos e lencinhos umedecidos são absolutamente desnecessários. "Podem até ser prejudiciais à saúde da mulher uma vez que alteram a flora vaginal e podem provocar alergias", explica ela.
Sobre a depilação, a doutora lembra que os pêlos protegem a vulva. "A recomendação é aparar para facilitar a higienização. Mas a mulher pode, sim, depilar se não apresentar alergia ou inflamação de repetição", afirma a doutora, salientando que se houver mau cheiro, secreção diferente do normal ou coceira, a mulher deve procurar um médico.
E quando se está toda cheirosa e depilada e, mesmo assim, o namorado nada? O jornalista Guilherme L. levanta a hipótese: "É egoísmo masculino puro e simples". É, gente, o sexo oral sem dúvida é um momento de grande doação na relação sexual, quando um fica paradinho só tendo prazer enquanto o outro tem todo o trabalho. O economista Valério abre o jogo: "Às vezes tenho preguiça de fazer porque sei que ela vai demorar até chegar ao orgasmo".
Segundo o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, o homem não foi socialmente treinado, educado e socializado para dedicar-se à excitação sexual da mulher. "O homem aprende, através de demonstrações e até de verbalizações que não tem que servir à mulher, pois é ela quem deve servir ao homem", afirma.
Oswaldo lembra que a cunilíngua (sexo oral nas mulheres) já equivaleu-se à demonstração de submissão à mulher, a exemplo de uma imperatriz chinesa que obrigava quem fosse falar com ela em audiência, primeiramente, a lhe fazer sexo oral para só depois, em troca, ser ouvido. "Há homens que não desejam fazer sexo oral por não considerarem algo moralmente adequado", ressalta.
É conversando que se chega lá
Perguntado sobre a chantagem do tipo "só faço em você se você fizer em mim", o psicoterapeuta é taxativo: "Nestes casos, estaremos favorecendo mecanismos neuróticos que permitem manipulação, gerarão raiva e, provavelmente, impedirão a continuidade do relacionamento", alerta.
Uma boa conversa é sempre a melhor opção. "O caminho mais seguro é combinar o que se pode fazer, questionar e ouvir os motivos do homem não desejar fazer cunilíngua. Com a aproximação adequada e sem exigência, permitir que o homem possa reconhecer que o que ele pensava não era o correto", sugere Oswaldo.
Na opinião do psicanalista, mesmo com conversa haverá quem não deseje e quem não faça sexo oro-genital (seja felação, seja cunilíngua). "Pelo menos o casal pode tentar compreender os limites de cada um para poder medir a falta do ato. Desta forma, não culparão o outro, nem desenvolverão mal-estar e raiva", conclui.

De primeira

De primeira
por Rosana F.
27/11/2009
O que pode e o que não pode na primeira noite de amor com ele
Vocês estão no maior vuco-vuco, corpos colados e beijos intermináveis. As evidências apontam que os próximos passos são em direção à cama. Aí bate aquela incerteza: o que pode e o que não pode rolar na primeira noite com um homem? Transar pode? Oral pode? Verbal pode? Animal pode? Entre todos os entrevistados, nem "sim", nem "não", a resposta freqüente foi "depende".
Vamos começar pelo início: pode ir pra cama no primeiro encontro? Há quem diga que sim, claro, sem problemas. E há quem diga que não, como o dentista Alexandre P., de 26 anos. "Se ela transa comigo de primeira, acho que faz a mesma coisa com todo mundo", sentencia Alexandre, assumindo que passa a ver a menina com outros olhos.
No outro extremo, tem homem que não apenas diz que pode transar na primeira noite, como garante que prefere as que topam de uma vez: "Claro que pode", diz Ednaldo Rodrigues, 29 anos, confessando ter predileção pelas que vão para a cama de primeira. "Na minha cabeça, significa que gosta muito do esporte. E isso é uma grande qualidade em uma mulher", diz ele, que não gosta quando percebe que a mulher está a fim, mas fica se segurando porque quer ser considerada uma menina pra namorar. "Não existe mais isso!", completa.
No primeiro encontro ou no décimo, topamos ir para cama. Agora a questão é outra: estando debaixo dos lençóis, o que pode e o que não pode na primeira transa do casal? Antes de responder, parece que é preciso ter muita sensibilidade para saber até onde ir na primeirona - para que não seja também a última noite.
Entre os entrevistados, as respostas mais freqüentes para o "não pode" foram: em primeiro lugar disparado, anal; em segundo lugar, bater; e em terceiro, xingar. Mas, gente, não tem cartilha, como comprova a advogada Lílian D., de 31 anos. "Logo na primeira noite, fiz de um tudo, inclusive sexo anal. Ele ficou maluco. No dia seguinte, desliguei o telefone celular e só fui atender as ligações dele alguns dias depois. Começamos a namorar e ficamos juntos três anos", lembra a advogada, que não se arrepende e faria tudo de novo.
Liberais?
Como diz o ditado, "quem tem boca fala o que quer" e os homens gostam de dizer que estão cada vez mais liberais. É o caso do consultor de informática Fabrício F., de 31anos. "Não me impressiono fácil. Só se ela fizer algo muito profissional logo na primeira transa, tipo: ter mais de duas pessoas envolvidas, usar uma lingerie ousada demais, pedir para levar uns tapas na cara, pedir por trás e por aí vai", diz ele, que faz questão de esclarecer que esses exemplos são normais entre quatro paredes, mas chamam atenção quando rolam logo na primeira vez. "Depende da idade da moça. Depois de 25 anos, pode fazer o que quiser", estabelece.
Você entende a cabeça dos homens? Faça o teste!
O designer Hélio G., 33 anos, revela que transou com todas as suas namoradas na primeira noite. "Não vejo problema algum nisso", diz, acrescentando que a mulher pode até ser safada na primeira noite, mas com moderação. "A mulher pode ser sacana, mas não vulgar. A vulgaridade pega bem mais tarde, mas só quando o casal tiver um pouco mais de intimidade", diz, explicando que todo homem fantasia que a mulher tem um comportamento mais ousado exclusivamente com ele. "Se ela é muito liberada logo de primeira, aí você pensa que ela é assim com todo mundo. E eu gosto de pensar que ela ficou safada quando me conheceu, como se eu tivesse despertado o vulcão que existe dentro dela". Hélio defende que pega bem na primeira noite uma lingerie sexy. "Essencial!", diz.
Da boca pra fora
O papo liberal cai bem na mesa do bar, mas será que na cama é assim mesmo? Para a professora Adriana H., 29 anos, o que pode e o que não pode rolar variam de acordo com as intenções com o parceiro. "Se for um cara que eu esteja a fim, me seguro pra não ‘assustar' e tentar levar a uma coisa mais séria. Mas se for uma coisa casual, não me preocupo", assume.
Adri lembra que os caras são muito travados e preconceituosos na cama. "Eles se dizem liberais, mas é só da boca pra fora. Eu gosto de falar sacanagem, mas falo pouco nas primeiras vezes. Tem coisa que é preciso mais intimidade e conhecer melhor o outro pra saber se pode ou não pode", diz, acrescentando que o que não pode de jeito nenhum é virar para o lado e dormir. "Aí não dá, né? Tem que rolar um carinho, um papinho pós-sexo, que é tudo de bom", resume. Nesse ponto, minha amiga, t-o-d-a-s concordam.
Cada caso é um caso
Segundo o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, cada pessoa tem necessidades e históricos de vida diferentes. "Na média, os homens ainda pensam de modo semelhante aos nossos avós quando olham para uma mulher, se ela ‘serve para casar' ou ‘serve apenas para sexo'", afirma, frisando que há homens para os quais essa questão não é relevante. "Existem muitos que somente buscarão compromisso com mulheres com quem possam ter sexo na primeira noite. Estes homens não se incomodam com virgindade, muito pelo contrário, querem saber os limites e possibilidades que têm com a mulher para poder entender se desejam passar muitos anos e décadas da vida com ela", explica.
Você afasta os homens? Faça o teste!
Para o sexólogo, não é recomendável nem se tolir, nem extrapolar em um primeiro encontro. "Apresentar o padrão com o qual se identifica será o mais proveitoso, pois permitirá estabelecer um relacionamento de confiança", esclarece, acrescentando que a maior parte dos homens, realmente, só é liberal da boca pra fora. "Eles se dizem liberais, libertinos, e não conseguem compreender que estão muito aquém do que verbalizam. Eles não fazem tudo no sexo, nem sabem o tudo o que pode existir", finaliza.